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  • APOSTILA DE NEUROLOGIA Propedutica Neurolgica

    Clnica Neurolgica Fisioterapia Neuro Funcional

  • PROPEDUTICA NEUROLGICA

    ANAMNESE: SINTOMATOLOGIA ENCONTRADA NO INTERROGATRIO

    DORO sintoma dor, freqentemente, assume o primeiro plano na cena neurolgica, obrigando o examinador a uma analise exaustiva de todos os seus elementos:

    CarterTopografiaIrradiao Durao Fatores que agravam Fatores que aliviam a dor

    Carter: o Pulstilo Lancinante (em golpes, aguda e forte) o Constritiva o Pressiva (que oprime) o Queimao o Fulgurante (rpida e intensa) o Paroxstica (espamos) o Contnua

    Dor Central: Originada por leso no SNC No apresenta uma topografia precisa, sendo difcil caracteriz-la Ardncia, prurido, picada, agulhada, sensao de esmagamento de uma segmento corpreo Paroxstica ou contnua

    Dor Radicular: Originada por leso ou irritao em razes nervosas medulares. Tem topografia precisa Agrava-se com a manobra de valsava e com o estiramento da raiz nervosa correspondente (sinal de Lasgue) Carter lancinante ou fulgurante

    Dor Neurtica: Originada por irritao em nervos (SNP) topografia de um ou vrio nervos perifricos Carter em queimao, fulgurante ou em descargas eltricas Podem ser agravadas ou desencadeadas por compresso das massas musculares Cimbras so comuns

    CEFALIAS Modo de incio: o Sbita o Gradual

  • Localizao: o Retro-ocular o Occipital o Frontal o Hemicrnia o Holocraniana

    Irradiao da dor? Tipo de dor:

    o Pulstil o Lancinante (facada, alfinetada, choque) o Constritiva o Em queimao

    Periodicidade de ritmo? Sinais e sintomas associados?

    o Nuseas o Vmitos o Sudorese o Palidez o Edema de papila: borramento das margens da papila ptica ao exame oftalmoscpico o Lacrimejamento o Fotofobia o Obstruo nasal o Congesto ocular

    Fatores que agravam a dor? o Tosse o Esforo fsico o Compresso das jugulares o Posio ereta o Decbitos o Movimentos da cabea o Rudo o Luminosidade

    Fatores que aliviam a dor? o Analgsicos o Repouso o Determinadas posturas

    Crises de enxaqueca o a cefalia costuma ser pulstil, hemicrnia e se faz acompanhar de sintomas

    neurovegetativos (nuseas, vmitos, palidez). o freqente, no incio das crises, a presena de sintomas oftlmicos (escotomas

    cintilantes e hemianopsia) Na hipertenso craniana:

    o cefalia costuma ocorrer pela manh o Alivia ou desaparece depois de algum tempo na posio ortosttica o Localizada ou difusa o Evoluo intermitente o Acompanha-se de vmitos e edema de papila

    Na hipotenso intracraniana: o A cefalia costuma aparecer na posio ortosttica o Intensa, contnua e no-pulstil o Melhora quando o paciente permanece em repouso, em decbito e com a cabea em

    um nvel mais baixo Nas meningites:

    o Cefalia de grande intensidade

  • o Acompanhada de sinais e sintomas meningorradiculares: o Rigidez de nuca o Fotofobia o Sinais de Kernig, Brudzinski e Lasgue

    Nas cefalias miognicas: o Localizao na regio occipito-cervical, temporal e vrtex (pice da cabea) o Dor crnica, superficial, carter opressivo ou constritivo

    PARESTESIAS

    Sensao de formigamento, picada, adormecimento, queimao, gua fria escorrendo sobre a pele

    Consequente de irritao de nervos perifricos ou de razes medulares posteriores

    EPILEPSIA E ESTADOS CONVULSIVOS

    Crise convulsiva, crise epilptica, convulso ou estado convulsivo o uma descarga eltrica cerebral desorganizada que se propaga para todas as regies

    do crebro, levando a uma alterao de toda atividade cerebral. o Pode se manifestar como uma alterao comportamental, na qual o indivduo pode

    falar coisas sem sentido, por movimentos estereotipados de um membro, ou mesmo atravs de episdios nos quais o paciente parece ficar fora do ar.

    Epilepsia o uma doena neurolgica crnica o Caracteriza-se por crises convulsivas recorrentes o Afeta cerca de 1% da populao mundial o Pode ser progressiva, no que tange freqncia e gravidade das convulses, levando

    a alteraes cognitivas o Dois teros dos indivduos que apresentam uma crise convulsiva jamais a apresentam

    novamente e um tero dos indivduos continuaro a apresentar crises convulsivas recorrentes (epilepsia).

    Tipos o Crise Parcial (Focal):

    - 60% dos casos - Decorrente de traumas, AVC, tumores

    o Crise Difusa (Generalizadas): - 40% dos casos - Fatores genticos envolvidos

    Crises Parciais: o Simples:Determinada pela regio cortical acometida (durao mdia de 20-60s). H

    preservao da conscincia; observa-se dj vu e jamais vu. o Complexa:H alterao da conscincia (30s 2 minutos): observam-se automatismos

    como abotoar camisa, pentear os cabelos, choros, comportamento agressivo. o Secundariamente generalizadas (tnico-clnica): Convulso simples e ou complexa

    obrigatoriamente ocorre antes da evoluo para uma convulso tnico-clnica. s vezes, a convulso simples e ou complexa to rpida que nem se nota. Haver perda da conscincia seguida por contraes mantidas (tnicas) seguidas de relaxamentos (clnicos) durao mdia: 1-2 minutos.

    Crises Generalizadas: o Ausncia tpica (tambm chamada de pequeno mal): crise caracterizada por perda

    sbita da conscincia, interrupo das atividades em andamento e parada do olhar. Usualmente o paciente pra repentinamente de falar, comer ou andar e fica esttico. Aps alguns segundos retorna a suas atividades sem notar que teve crise. O EEG habitualmente mostra complexos espcula onda de 3 Hz simtricos e bilaterais

  • o Ausncia atpica: neste tipo de ausncia a perda e a volta da conscincia costumam ocorrer de maneira menos abrupta. O paciente pode tambm apresentar esboo de movimentos durante a crise. O EEG costuma ser mais variado e mostra complexos espcula onda irregulares ou outras atividades paroxsticas, normalmente de padro assimtrico

    o Crise mioclnica: crises caracterizadas por contraes sbitas, tipo choque, acometendo extremidades ou grupos musculares. Ocorrem mais freqentemente a noite, no incio do sono, ou pela manh aps o acordar. O paciente costuma deixar cair objetos das mos durante as crises. Nem toda mioclonia relacionada a epilepsia. O EEG mostra complexos espculas ondas ou ondas agudas

    o Crise clnica: crise onde os membros se batem de maneira ritmada, com amplitude mais ou menos constante e envolvem os dois lados do corpo. O paciente pode apresentar intensa salivao. Em geral este tipo de crise faz parte de um quadro onde o paciente inicia com uma crise clnica, evoluiu para uma crise tnica e volta a apresentar movimentos clnicos. Outras vezes a crise se inicia com uma crise tnica e evolui para movimentos clnicos

    o Crise tnica: estas crises se caracterizam por contrao lenta dos msculos, em alguns casos pode haver extenso dos membros superiores. Um grito costuma preceder o perodo em que o paciente pra de respirar, os olhos ficam parados, ingurgitados e podem se desviar junto com a cabea para um dos lados, os lbios ficam azulados . O paciente costuma cair e com freqncia se machuca pois cai rgido ao solo sem se proteger

    o Crise tnico-clnica -TCG- (tambm chamada de grande mal): tambm chamada de crise tipo grande mal, ela dos quadros mais dramticos em medicina. Neste tipo de crise o paciente inicia com uma crise tnica e evolui para uma crise clnica

    o Crise atnica: como o prprio nome diz, esta crise inicia com perda sbita do tnus de todos msculos do corpo levando a imediata queda do paciente ao solo. Ao contrrio da queda associada as crises tnicas, nesta crise o paciente cai flcido aumentando as chances de bater com o rosto na mesa ou mesmo no cho. Alguns pacientes que apresentam este tipo de crise com freqncia usam capacetes para evitar ferimentos graves

    Estado de Mal Epilptico: o Crises recorrentes sem recuperao da conscincia entre elas o uma emergncia mdica pois pode ameaar a vida ou causar dano cerebral o Ao imediata deve ser desencadeada para acesso a tratamento mdico adequado

    Pseudocrises (ou crises psicognicas) o So muito comuns e podem ocorrer em pessoas com ou sem epilepsia o Os ataques so desencadeados, consciente ou inconscientemente, para obter maiores cuidados e ateno o As crises comeam com respirao ofegante e so desencadeadas por estresse mental, ansiedade ou dor o Com a respirao acelerada ocorrem modificaes na qumica sangunea (alcalose) e isso pode causar sintomas muito parecidos com as crises epilpticas: formigamentos na face, mos e ps, enrijecimentos, tremores, etc.

    Na Anamnese observar: o Tipo de crise o Incio o Freqncia o Presena de fatores precipitantes o Horrio o Tratamentos realizados o Relao com menstruao ou gestao o Relao com febre, drogas ou alteraes metablicas

  • VERTIGEM Sensao/percepo consciente de orientao desordenada do corpo no espao Sensao rotatria a manifestao mais freqente Sensao de balano do corpo Sensao de deslocamento do solo sob os ps Sensao de queda num elevador ou precipcio Vertigem fenmeno normalmente originado por disfuno vestibular Vertigens extravestibulares:

    o Visual o Das alturas o Cortical o Psicognica

    Vertigem objetiva: sensao de que h deslocamento do mundo exterior em volta Vertigem subjetiva: sensao de rotao do prprio corpo, estando exterior parado Importante apurar:

    o Intensidade o direo do movimento ilusrio o durao do sintoma

    Quanto maior a intensidade da vertigem, menor a sua durao Grande acesso vertiginoso:

    o Provoca queda o Sintomas neurovegetativos:

    - Palidez - Sudorese - Lentificao do pulso - vmitos

    PARESIAS E PLEGIAS

    Paresia: dficit motor parcial Plegia: dficit motor completo Impotncia funcional: dificuldades motoras de causas extraneurolgicas (sseas e ou

    articulares) Centrais ou Piramidais ou espsticas: acometimento do neurnio motor superior

    o Caracteriza-se por hipertonia muscular Perifricas ou