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RadioproteoA radioproteo o conjunto de medidas que visa proteger o homem e o meio ambiente dos possveis efeitos indevidos causados pela radiao ionizante. O objetivo bsico da proteo radiolgica o de garantir o uso das radiaes ionizantes com o menor dano ao ser humano. Os fatores bsicos de proteo radiolgica para exposio radiao ionizante so: o tempo de exposio, a distncia da fonte e a blindagem. Assim, Para minimizar a exposio radiao, necessrio: minimizar o tempo de exposio; maximizar a distncia fonte de radiao e maximizar a blindagem. Objetivo primrio da proteo radiolgica: Fornecer um padro apropriado de proteo para o homem sem limitar os benefcios criados pela aplicao das radiaes ionizantes. PRINCPIOS DA PROTEO RADIOLGICA Princpio da Justificao: Nenhuma prtica deve ser adotada a menos que sua introduo produza um benefcio positivo para a sociedade; Princpio da Otimizao: Toda exposio deve ser mantida to baixa quanto razoavelmente possvel levando-se em conta fatores econmicos e sociais; Princpio da Limitao de Dose (ALARA): As doses equivalentes para os indivduos do pblico no devem exceder os limites recomendados para as circunstncias apropriadas.

Fontes de Radiaes Ionizantes Radiaes ionizantes, por definio, so todas aquelas com energia superior a 12,4 eV e que so capazes de ionizar tomos. Durante toda a vida, os seres humanos esto expostos diariamente aos efeitos das radiaes ionizantes. Estas radiaes podem ser de origem natural ou artificial. As fontes naturais, representam cerca de 70% da exposio, sendo o restante, devido fontes artificiais. A figura 1 exemplifica esta distribuio.

Frao de doses na populao para fontes naturais e artificiaisGama (solo e prdios)

Medica

15%

14%Interna

13% 38% 13% 6%Tornio Csmica

1%Outros

Radiodiagnstico

Figura 1 Quanto proteo radiolgica, pouco podemos fazer para reduzir os efeitos das radiaes de origem natural. No entanto, no que diz respeito s fontes artificiais, todo esforo deve ser direcionado a fim de controlar seus efeitos nocivos. neste aspecto, que a proteo radiolgica pode ter um papel importante.

Fontes Naturais Na categoria de fontes naturais encontram-se os produtos de decaimento do urnio e trio, que so o radnio e o tornio. Estes elementos so encontrados em rochas, solos, sedimentos e minrios que contm concentraes significativas destes elementos e que com o decaimento radioativo transformam-se em radionucldeos pertencentes estas famlias radioativas. So gasosos e depositam-se nas partes mais baixas dos ambientes devido a seu alto peso atomico. Representam cerca de 80 % da dose total recebida pelo homem devido radiao natural. Outra fonte de origem natural, a radiao csmica, proveniente do espao sideral, como resultante de exploses solares e estelares. Grande parte dela freada pela atmosfera, mas mesmo assim, uma porcentagem importanete atinge os seres humanos. Recentemente, com o aumento do buraco na camada de oznio da atmosfera, o percentual devido a estas radiaes tem aumentado substancialmente. A radiao natural tem as suas origens tanto nas fontes externas (as radiaes csmicas), como nas radiaes provenientes de elementos radioativos espalhados na crosta terrestre. Na natureza podem ser encontrados aproximadamente 340 nucldeos, dos quais 70 so radioativos. Uma vez dispersos no meio ambiente, os radionucldeos podem ser incorporados pelo homem atravs da inalao de partculas em suspenso, ou ento atravs da cadeia alimentar, pela ingesto de alimentos que concentram esses materiais radioativos. Essas so as duas vias principais de incorporao. A disperso do material radioativo no meio ambiente ocorre sob influncia de fatores fsicos, qumicos e biolgicos, sendo que, em geral, os materiais slidos apresentam maiores concentraes em relao s concentraes observadas no ar e na gua. Assim sendo, o sedimento e o solo so, freqentemente, os principais reservatrios de fontes poluentes radioativas. Em decorrncia disso, o uso do solo, em reas de alta concentrao de materiais radioativos, para fins agrcolas e agropecurios, contribui para a disperso dos radionucldeos, atravs dos produtos produzidos nestas reas.

Fontes Artificiais

Frao da dose na populao para fontes artificiaisRadiodiagnstico Aplicaes Mdicas Outros Indstria Nuclear Exposio Ocupacional

Pode-se observar que a maior contribuio deve-se s irradiaes mdicas e, dentro desta categoria, o radiodiagnstico o que detm a maior porcentagem. Devido esta constatao, todo esforo deve ser direcionado no sentido de controlar e reduzir estes valores, o que pode ser atingido atravs da aplicao efetiva dos preceitos de proteo radiolgica. As fontes artificiais, so constitudas de aparelhos eltricos e os no-eltricos. Aparelhos eltricos: obviamente, utilizam eletricidade como fonte de energia para acelerar partculas e gerar radiao ionizante e, s emitem radiao, no momento em que so energizados. Dentre os equipamentos eltricos mais utilizados, encontram-se os tubos de raios X que produzem radiao quando eletrons energticos emitidos por um filamento aquecido chocam-se com o alvo. Outra categoria que utiliza eletricidade, so os aceleradores de partculas largamente utilizados em radioterapia. Tambm necessitam ser energizados para produzir radiao ionizante. Aparelhos no-eltricos: por serem fontes vivas, devem ter cuidados adicionais no seu manuseio, pelo fato de emitirem radiao continuamente. Nesta categoria, encontram-se os irradiadores com radioistopos largamente utilizados na indstria e na cincia. Dentre suas principais aplicaes encontram-se a preservao de alimentos, o retardamento do amadurecimento de frutas, e o controle de insetos atravs da esterilizao de machos. Fontes artificiais, tambm encontram aplicao em geologia, por exemplo, no estudo da dinmica de lagos e reservas. Na indstria, a produo de energia nuclear nas usinas atmicas tambm encontra-se bem difundida. Em medicina, o uso das radiaes ionizantes tem inmeras aplicaes tanto no diagnstico quanto na terapia. As grandes reas de aplicao so: medicina nuclear, radioterapia e radiodiagnstico. Em radioterapia, a bomba de 60 -se dentre os mais utilizados.

2) Histrico No final do sculo passado, com a descoberta da radioatividade e dos raios X, houve um uso indiscriminado das radiaes ionizantes. Uma srie de fatos chamou a ateno dos cientistas de que havia necessidade de estudos mais meticulosos dos efeitos biolgicos destas radiaes nos seres humanos. Observaes iniciais como danos na pele, queda de cabelos em pacientes irradiados e efeitos nos descendentes aps a irradiao do tecido germinativo de plantas e animais, foram constatados. No entanto, os benefcios advindos do uso das radiaes ionizantes so incontveis, sendo as principais a cura de tumores atravs da terapia, e a deteco precoce de doenas atravs do diagnstico. 3) Tipos de radiao e seus efeitos Os principais tipos de radiao usados em medicina, so citados a seguir. Seu poder de penetrao e a blindagem tpica associada variam com o tipo de radiao e sua energia. ingesto podem ser muito danosas. Blindagem tpica : folha de papel Blindagem tpica : acrlico poder de penetrao. Blindagem tpica : chumbo Neutrons: tm alto poder de penetrao. Blindagem tpica : parafina.

4) Interao da radiao com as clulas No processo de interao da radiao com a matria ocorre transferncia de energia, que pode provocar ionizao e excitao dos tomos e molculas provocando modificao (ao menos temporria) na estrutura das molculas. O dano mais importante o que ocorre no DNA. Os efeitos fsico-qumicos acontecem instantaneamente, entre 10-13 e 10-10 segundos e nada podemos fazer para control-los. Os efeitos biolgicos acontecem em intervalos de tempo que vo de minutos a anos. Consistem na resposta natural do organismo a um agente agressor e no constituem necessariamente, em doena. Ex : reduo de leuccitos. Os efeitos orgnicos so as doenas. Representam a incapacidade de recuperao do organismo devido freqncia ou quantidade dos efeitos biolgicos. Ex : catarata, cncer, leucemia. Danos ao organismo As radiaes podem penetrar na matria e ioniz-la, ou seja, remover eltrons dos seus tomos e molculas, e alterar seu comportamento qumico. Formadas de tomos e molculas, as clulas sujeitas radiao podem modificar-se, da resultando srios distrbios no organismo. Os efeitos podem ser quase imediatos ou tardios, conforme a dose (quantidade de radiao) recebida e o tipo de exposio . As clulas jovens e as que se reproduzem intensamente so as mais sensveis.

A unidade mais usada para medir o efeito da radiao o rem. Para se ter uma idia, absorvemos da natureza cerca de 0,2 rem por ano. Entretanto, podemos receber radiaes de at 10 rem e no apresentarmos mudanas internas e nem externas, nem observveis ao microscpio. Entre 10 e 100 rem percebem-se alteraes sangneas. De 100 a 200 rem ocorrem cefalia, nusea, vmito, queda de cabelos e reduo de glbulos brancos, que provoca baixa do sistema de imunidade do organismo. Mas a recuperao possvel em algumas semanas. Doses superiores a 200 rem costumam ser fatais porque destroem as clulas da medula ssea , onde se produzem os glbulos brancos e vermelhos e as plaquetas sangneas. A soluo, no caso, pode ser um transplante de medula. Acima de 1000 rem, a morte pode sobrevir por leses no sistema gastrointestinal e, em conseqncia, diarrias incontrolveis, vmitos e nuseas. Uma pessoa que recebesse doses superiores a 10000 rem apresentaria leses no Sistema Nervoso Central e morreria em poucas horas. O maior risco da radiao ionizante o cncer! Ela tambm pode provocar defeitos genticos nos filhos de homens ou mulheres expostos. Os danos ao nosso patrimnio gentico (DNA) podem passar s futuras geraes. o que chamamos de mutao. Crianas de mes expostas radiao durante a gravidez podem apresentar retardamento mental. A exposio a grande quantidade de radiao rara e pode causar doenas em poucas horas e at a morte. A maioria do conhecimento sobre os riscos da radiao ioniz