aula saude ocupacional

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HISTORIA DA SEGURANA E SAUDE OCUPACIONALMrcia Vilma G de Moraes Enfermeira do trabalho

HISTORIA DA SEGURANA E SAUDE OCUPACIONALSECULO IV aC: Aristoteles (384 322 aC): cuidou do atendimento preveno das enfermidades dos trabalhadores em ambientes das minas. Plato: Constatou e apresentou enfermidades especificas do esqueleto que acometiam determinados trabalhadores no exerccio de suas profisses.

HISTORIA DA SEGURANA E E SAUDE OCUPACIONALPLINIO (23-79 dC): Publicou a historia natural onde pela primeira vez foram tratados temas referentes a Segurana do trabalho. Discorreu sobre o Chumbo, mercurio e poeiras. Mencionou o uso de mascara pelos trabalhadores dessas atividades. Hipocrates (460 375 aC): Revelou a origem das doenas profissionais que acometiam os trabalhadores nas minas de estanho Galeno (129 201 aC): Preocupou-se com o saturnismo (doena do Chumbo)

HISTORIA DA SEGURANA E E SAUDE OCUPACIONALSECULO XIII Avicena (908-1037) Preocupou-se com o saturnismo e indicou-o como causa das clicas provocadas pelo trabalho em pintura que usavam tinta a base de chumbo. SECULO XV: Ulrich Ellembog; Editou uma serie de publicaes em que preconizava medidas de higiene do trabalho.

HISTORIA DA SEGURANA E E SAUDE OCUPACIONALSECULO XVI Paracelso (1493-1541): Divulgou estudos relativos infeces dos mineiros de Tirol. Foram criadas corporaes de oficio que organizaram e protegeram os interesses dos artfices que representava. 1601 Inglaterra: Criada a Lei dos pobres, oficializao da caridade inicio da Previdncia Social. Bernardino Ramazzine (1633-1714): Divulgou sua obra classic Doenas dos Trabalhadores. 1802 Inglaterra: inicio das inspees no trabalho feitas por pastores, juizes.

MEDICINA DO TRABALHOO 1 Servio de Medicina do Trabalho surgiu na Inglaterra em 1828 com contrato de um medico que periodicamente visitava os locais de trabalho e propunha medidas preventivas nos casos que encontrava ameaas de sade aos trabalhadores. Esse exemplo se difundiu-se por toda a Europa at meados do sculo XX. Em 1946 a Frana tornou obrigatria a existncia de mdicos em todos os locais de trabalho, em 1959 a Organizao Internacional do Trabalho, determinava a todos os paises membros a Recomendao 112 tornando obrigatria a existncia de servios de sade nos locais de trabalho.

PREVENO E PROMOO EM SAUDE

PREVENO E PROMOO EM SAUDEPreveno: ao de interveno antecipada orientada para evitar o surgimento de doenas especficas Promoo: conceito mais amplo, que se refere a medidas que no se dirigem a uma determinada doena ou desordem, mas enfatizam a transformao das condies de vida e de trabalho.

Preveno Primria: Educar para adoo de hbitos de vida saudveis; Co-participar de imunizaes contra doenas infecto-contagiosas; Impedir que a doena ocorra, removendo suas causas; A promoo da sade, ou interveno sobre os determinantes sociais, ambientais . A preveno, ou atuao sobre determinantes especficos, como situao de imunidade ou exposio a agentes patgenos

NIVEL DE PREVENO Leavell e Clark 1976

NIVEL DE PREVENO Leavell e Clark 1976PREVENO SECUNDARIA Incentivar a deteno precoce da doena e tratamento quando ela ainda assintomtica; Instituir o tratamento precoce evitando a progresso da doena; O tratamento, dividido em tratamento precoce, ainda no perodo assintomtico, e tratamento das doenas j estabelecidas. Identificar e orientar, entre as pessoas que esto aparentemente bem, aquelas que apresentam doena ou fator de risco.

NIVEL DE PREVENO Leavell e Clark 1976PREVENO TERCIARIA Prevenir a deteriorao ou reduzir as complicaes depois da doena instalada; Maximizar o tempo de vida com qualidade. A recuperao, quando se procura superar as limitaes decorrentes das doenas e promover a reinsero do doente na sociedade.

SAUDE OCUPACIONAL OBJETIVOSPROMOO: manuteno do mais alto grau de bem estar fsico, mental e social dos trabalhadores de todas as ocupaes PREVENO: desvios de sade causados pelas condies de trabalho. PROTEO do trabalhador em seus empregos dos riscos resultantes de fatores adversos a sade

Historia das Polticas de Sade no Brasil

1.500 at primeiro reinadoNo existia modelo de ateno a sade da populao Ateno a sade limitava-se aos prprios recursos da terra (curandeiros) Em 1800 vinda da famlia real criou-se uma estrutura sanitria mnima At 1850 as atividades sade publica se limitavam a delegao das atribuies sanitrias as juntas municipais e controle de navios e sade dos portos Carncia de mdicos era enorme Proliferao dos boticrios (farmacuticos) sem aprendizado acadmico 1808 fundou-se na Bahia o Colgio medico Real Hospitalar Militar em Salvador e outro no RJ.

Inicio da Republica 1889 at 1930Falta de estrutura sanitria fez o pais a merc das epidemias (varolas, malaria, febre amarela) afetando o comercio exterior Nomeou-se Oswaldo Cruz como Diretor do Dep.Federal de Sade Publica erradicar a epidemia de febre amarela no RJ. Instalado modelo campanhista (exercito 1500), desinfeco no combate ao mosquito vetor da FA e obrigatoriedade da vacinao anti-varola em todo territrio nacional. Revolta da populao, porm erradicao da febre amarela Criou-se o Instituto soroterapico federal atual Instituto Oswaldo Cruz

Vacinao contra febre amarela na Fazenda Pedra Preta, em Trs Pontas, MG, 15 de agosto de 1937

Em 1920 Carlos ChagasReestruturou o Dep. Nacional Sade ligado Ministrio da Justia Introduziu a propaganda e a educao sanitria na tcnica rotineira de ao. Criam-se rgos especializados na luta contra a tuberculose, a lepra e as doenas venreas. Erradicao e controle das doenas que poderiam prejudicar a exportao Controle das epidemias rurais (chagas, esquistossomose)

Foi nesta casa, situada s margens do rio Buriti Pequeno em Minas Gerais, que o chefe da comisso de engenheiros da Estrada de Ferro Central do Brasil,que foi mostrado os barbeiros pela primeira vez a Chagas, em 1908.

Nascimento da Previdncia SocialInicio do processo de industrializao no pais Urbanizao crescente, utilizao de mo de obra nas industrias de imigrantes Operrios sem garantias trabalhistas (frias, penso aposentadoria) Mobilizao e organizao da classe operaria no Brasil surgiu greves 1917 e 1919 Em 1923 congresso Nacional cria Lei Eloi Chaves marco inicial da previdncia social atravs da instituio das Caixas de Aposentadoria e Penso CAPs

Caixa de Aposentadoria e Penso - CAPAplicada somente ao operrio urbano (fato que perdurou at a dcada de 60 quando foi criado o FUNRURAL). CAP deveria ser criado pela empresa e no por categorias profissionais A comisso que administrava o CAP era composta por 5 membros 3 representante da empresa e 2 representantes dos empregados (eleitos) O CAP era mantido por 3% empregados, 1% da empresa (renda bruta) o Estado NO participava Benefcios do CAP: aposentadoria, penso em caso de morte, socorros mdicos por doenas titular e familiar, medicamentos com preo especial.

Crise dos anos 30Revoluo contra poltica caf com leite Cria-se o Ministrio do Trabalho o da Industria e Comercio e o Ministrio da Educao e Sade. Em 1939 regulamenta-se a justia do trabalho e em 1943 homologada a CLT consolidaes das leis Trabalhistas Setor industrial cresce na regio centro-sul, agravando desequilbrio regional, xodos rurais (nordeste) e proliferao das favelas, cresce a massa assalariada urbana So Promulgadas as leis Trabalhistas garantindo direitos sociais ao trabalhador.

Previdncia Social no Estado NovoAs CAPs so substitudas pelos IAP - Institutos de Aposentadoria e Penses Trabalhadores eram organizados por categoria profissional e no por empresa Os IAPs foram criados de acordo com organizao, mobilizao e importncia da categoria profissional Os IAPs cobriam: aposentadoria, penso caso morte, assistncia medica e hospitalar (30d int) Auxilio Farmcia. 1949 foi criado o Servio de Assistncia Medica Domiciliar e de Urgncia SAMDU mantidos pelo IAP Importncia crescente da assistncia medica previdenciria

Sade Publica no perodo de 30 a 60Poucos investimentos no setor da sade publica Distribuio das aes de sade para outros setores: fiscalizao produtos origem animal (Minist. Agricultura) higiene e seg. trabalho (Ministrio do trabalho) Institui-se a reforma Barros Barretos: programas de abastecimento de gua e construo esgoto, criao servios especializados mbito nacional (instituto Nacional cncer) Em 1953 cria-se o Ministrio da Sade.

Lei Orgnica da Previdncia Social e o Processo de Unificao dos IAPProcesso de Unificao dos IAPs em 1960 Abranger todos os trabalhadores sujeitos ao regime da CLT (extino do FUNRURAL pela Lei 7.789/89) Contribuio TRIPLICE com a participao do trabalhador, empregador e a Unio.

Aes do Regime Militar na Previdncia SocialUnificao dos IAP e do SAMDU criando em 1967 o INPS Instituto Nacional de Previdncia Social Todo trabalhador urbano com carteira assinada foi contribuinte do novo sistema, crescimento recursos financeiros, com pequeno percentual de aposentados e penses Incorporaram a assistncia medica Estabelecido convnios e contratos com maioria dos mdicos e hospitais existente no pais Criao do INAMPS em 1978, desvinculando a assistncia medica da previdncia social Criou-se o FAS Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Social ampliao dos hospitais de rede privada

Aes de Sade Publica no Regime Militar Em 1975 cria-se o Sistema Nacional de sade estabelecia aes primarias de sade Medicina curativa competncia do ministrio da Previdncia Medicina Preventiva de competncia do Ministrio da sade com verba reduzida Na pratica a medicina curativa contava com recursos da contribuio dos trabalhadores atravs do INPS

1975 A CRISEModelo econmico implantado pela ditadura militar entra em crise. Populao com baixos salrios, desemprego e conseqncias sociais aumento de favelas, marginalidade Por ter priorizado a medicina curativa, no solucionou problemas de medicina preventiva surgindo epidemias aumento de mortalidade infantil Aumento constante dos custo