cartilha de cartões de crédito

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Economy & Finance

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Cartilha de cartes de crdito

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  • 1. EDITORIALDepois de muita presso do movimento lojista, o governo parece disposto a fixar regras para a indstria de cartes de crdito. O movimento lojista de forma alguma se ope indstria de cartes de crdito, contudo apoia o governo em todas as medidas que imponham limites ao que seja fora do razovel nas relaes com os lojistas e consumidores brasileiros.Para que todos ns, lojistas e consumidores, possamos entender melhor como funciona a indstria de cartes de crdito, ns do movimento lojista preparamos esta cartilha com perguntas e respostas. Dentre vrias in- formaes importantes, voc ficar sabendo o que o movimento lojista tem feito a favor da sua empresa e de seu cliente - seu maior patri- mnio - para diminuir a cobrana de taxas abusivas e a falta de autor- regulamentao.Neste documento, voc lojista, poder comparar quanto se paga s admi- nistradoras de cartes em outros pases e saber por que os nossos custos so to altos. Para o consumidor, preparamos, com exemplos prticos, quanto ele pagar se parcelar o dbito, e ainda, se os juros aplicados so abusivos ou no. possvel ainda sabermos que o comerciante gasta 4,5% dos seus custos com o sistema simplificado de pagamento de impostos das micro e pequenas empresas, o Supersimples, e, no entanto, paga o absurdo de 10% com o custo total dos cartes.S com a conscientizao de todas as taxas e custos que pagamos e de como a indstria de cartes no tem regulamentao, poderemos exigir a pro- teo dos nossos direitos e vencer esta rdua batalha. Estamos buscando uma soluo rpida e negociada para todas estas questes e que seria ideal: as administradoras de cartes de crdito, o comrcio e os consumi- dores juntos, propondo uma melhora para a situao atual.J vencemos a primeira batalha desta luta. A partir de 1 de julho de 2010, acontecer a unificao das mquinas de cartes de crdito, que impactar positivamente na reduo de seus custos e tambm na sua fora de negociao. Esta pode ser considerada a Lei urea do comrcio, pois a partir de agora, voc, lojista, deixar de ser escravo da indstria dos cartes de crdito e ter liberdade e fora para negociar com a empresa que lhe propiciar as melhores condies. Roque Pellizaro Roberto AlfeuPresidente da CNDLPresidente do SPC Brasil

2. NDICEREALIDADE DOS CARTES DE CRDITO BRASILEIROS .................... 02 NOSSA BANDEIRA ......................... 12 NOSSAS CONQUISTAS ...................... 15 PRXIMOS PASSOS ........................ 20 FAA DESTA A SUA BANDEIRA TAMBM ....... 22 3. 1 REALIDADE DOS CARTES DE CRDITO BRASILEIROS A) QUAIS SO AS CARACTERSTICAS DO CARTO DE CRDITO? O carto de crdito um instrumento de pagamen- to de varejo que possibilita ao portador adquirir bens e servios nos estabelecimentos credenciados mediante um determinado limite de crdito. B) COmO ELE OBTIDO? Geralmente, adquirido por intermdio de um ban- co em parceria com administradoras, podendo ser tambm emitido diretamente por uma administrado- ra. C) COmO A SUA OpERAO? Suas operaes so autorizadas, compensadas e liquidadas por meio de redes privadas mantidas por organizaes de cartes ou por instituies financeiras a elas associadas. Elas podem ser on-line ou off-line. D) O QUE SIgnIfICA CADA UmA DESSAS OpERAES? O processamento das transaes on-line ocorre por2 4. meio de terminais POS e simultneo para todas as partes envolvidas (titular, emissor, creden- ciado e credenciadora). As operaes off-line re- querem contato telefnico do credenciado junto central de atendimento da credenciadora para ob- ter a autorizao de venda do bem ou servio. E) QUEm SO OS AgEnTES EnvOLvIDOS nA InDSTRIA DOS CARTES DE CRDI- TO? Existem cinco agentes, que so: Titular: uma pessoa fsica ou jurdica que uti- liza o carto de pagamento para fazer compras. Emissor: um banco ou uma instituio financeira no-bancria que fornece o carto e cobra o paga- mento do cliente. Credenciado: uma empresa ou um autnomo que aceita o carto para pagamento de bens e servios. Adquirente: tambm chamado de credenciadora de estabelecimentos, quem fornece a base operacio- nal (o terminal de ponto de venda) para o creden- ciado. Tambm faz a manuteno dos terminais de captura, a transmisso dos dados das transaes eletrnicas e deposita os fundos em sua conta corrente. Bandeira: quem licencia sua marca para o emis- sor e para o adquirente e coordena o sistema de aprovao/compensao/liquidao. Entre asgrandes bandeiras nacionais, as redes aber- tas so utilizadas pela Visa, Mastercard e Diners Club. 3 5. f) COmO O mERCADO DE CARTES DE CRDITO nO BRASIL? Os cartes de crdito e de d- bito vm se consolidando como as principais formas de pagamento pelos brasileiros. A estimativa da Abecs (Associao Brasileira das Empresas de Cartes de Crdi- to e Servios) que 153.375 milhes de cartes passem a circular em 2010, um aumento de 13% em relao a 2009. O nmero de transaes com o dinheiro de plstico tam- bm deve aumentar - 16% - o que representa quase trs bilhes e o faturamento deve apresentar o maior crescimento, 21% em relao ao ano passado, fechando 2010 em R$309.303 bilhes. g) QUAL A REpRESEnTATIvIDADE DAS BAnDEIRAS QUE ATUAm nO BRASIL? As duas bandeiras mais utilizadas, Visa e Master- card, representam 91% do mercado de cartes ati- vos. A bandeira Cielo (ex-Visa) a mais utiliza- da por 80,6% dos estabelecimentos e a Redecard (do carto Mastercard) est em segundo lugar, utilizada por 71% dos estabelecimentos. h) QUAIS OS BEnEfCIOS DO CARTO DE CRDITO pARA O LOjISTA? Segurana no recebimento e a dispensa da anlise de fichas cadastrais para concesso do crdito. I) E pARA O COnSUmIDOR? Facilidade, rapidez e segurana na compra. 4 6. j) QUAIS SO AS pRInCIpAIS DIfI- CULDADES DO LOjISTA QUE OpTA pOR OpERAR COm CARTES DE CRDITO? Uma das principais dificuldades so os custos e- levados das taxas cobradas pelas administradoras. k) E OS gASTOS? Os principais gastos para quem deseja oferecer esta forma de pagamento ao consumidor so as taxas de administrao, tambm chamada de taxa de des- conto, aluguel das mquinas e a taxa de antecipa- o. L) O QUE ELAS REpRESEnTAm pARA OS LOjISTAS? Essas taxas comprometem a ren- tabilidade das operaes, pois se considerarmos que os preos co- brados pelos lojistas devem ser os mesmos no pagamento com dinheiro, cheque ou carto, h uma perda considervel na margem de lucro, uma vez que as taxas de adminis- trao so em mdia de 4%. No res- tante do mundo, esta taxa gira em torno de 2%. m) E AS mQUInAS QUE OS LOjISTAS UTILIzAm pARA pASSAR O CARTO DO COnSU- mIDOR? EL pAgA? O aluguel de terminais eletrnicos, os chamados POS, sigla de Point of Sale, ou ponto-de-venda, hoje em torno 5 7. de R$ 110,00 cada, outro custo elevado para os lojistas, principalmente para os micro e pequenos empresrios. n) Em QUAnTO TEmpO O LOjISTA RE- CEBE DAS ADmInISTRADORAS O vA- LOR vEnDIDO pOR mEIO DO CARTO DE CRDITO? No Brasil, o lojista recebe 33 dias aps a venda. Este prazo extremamente longo para o pequeno varejista, exigindo mais recursos para seu capi- tal de giro. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, o lojista recebe o valor da venda aps 2 dias e na Argentina, em 7 dias. O) pOR QUE OS CUSTOS DOS CARTES DE CRDITO SO TO ALTOS nO BRA- SIL? As empresas brasileiras pagam caro para ofere- cerem esta forma de pagamento a seus consumidores porque a indstria dos cartes de crdito no regulamentada pelo Banco Central, ou seja, no sofre nenhuma espcie de fiscalizao sobre suas decises. Desta forma, o lucro das administrado- ras, que gi- gantesco, crescea cada dia, gra-as s altas tarifas cobradas do lojista, que no tem outraopo a no sersubmeter-se a elas.6 8. p) mAS ESTA COnTA, AfInAL, QUEm pAgA? Quem paga por tudo isso o consumidor, j que o lojista tem que repassar o custo da manuteno do carto de crdito para os produtos. Com os produ- tos mais caros, o consumidor compra menos, impac- tando no desenvolvimento econmico do pas. Q) nO ExISTE UmA COnCORRnCIA En- TRE AS OpERADORAS? Existe atualmente um duoplio controlado pelas credenciadoras Cielo (ex-Visanet) e Redecard, que so detentoras de 91% do mercado de cartes do pas. Essa falta de concorrncia no mercado no permite que o lojista possa negociar melhores condies nos contratos com as operadoras, fican- do refm das condies estabelecidas pelas duas credenciadoras. R) OS CUSTOS DO CARTO DE CRDITO TAmBm SO ALTOS pARA O COnSUmI- DOR? Sim, o consumidor tambm tem que arcar com a co- modidade do dinheiro de plstico. Alm da anui- dade do carto, estabelecida por cada emissor, caso ele no administre bem seus gastos e pague o valor mnimo da fatura em determinado ms, estar contraindo uma dvida com os juros mais abusivos do mercado e, certamente, os mais caros do pla- neta. 7 9. Confira no exemplo a seguir as elevadas taxas de juros mensais e anuais para quem entra no rotati- vo ou atrasa o pagamento do carto de crdito:8 10. S) COmO fUnCIOnA ESTE SISTEmA nA pRTICA? Suponha que uma pessoa compre uma geladeira, por exemplo, vista no carto, no valor de R$1.000,00. Mas, se por algum motivo resolver pagar a taxa mnima exigida pela administra- dora e quitar a dvida aps um ano, ter que desembolsar R$ 3.383,00. Acompanhe o clculo abaixo das taxas e juros que incidem sobre a dvida: valor da dvida: R$ 1.000,00 prazo: 12 meses Taxas incidentes: Taxa de refinanciamento: 10,69% IOF dirio: 0,0082% IOF adicional: 0,38% Multa moratria mensal: 2% Juros de mora mensal: 1% Total da dvida: R$ 3.383,00, ou seja, R$ 2.383,00 s de juros, o que corresponde a 238,3% de taxas. Ou seja, o valor gasto com os juros do rotativo seria suficiente para a compra de mais duas geladeiras. Se essa pessoa, ao invs de comprar a geladeira no carto de crdito, tivesse feito um emprstimo pessoal em um banco, pagaria ao comple- tar um ano R$ 1.765,30, ou seja, R$ 1.617,70 a menos do que o valor pago no carto. Incidiria sobre o emprstimo 4,85% de taxas. 9 11. T) Em OUTROS pASES, ESSES gASTOS SO OS mESmOS? No, o Brasil possui as piores condies para trabalhar com cartes de crdito. Veja o compara- tivo abaixo do Brasil com outros pases:

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