dissertaÇÃo filosofica - atividade 1

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GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA A LEITURA – UMA ATIVIDADE DE DISSERTAÇÃO FILOSÓFICA NOME: LETICIA ROSSI FELICIANO RA: 1139284 ATIVIDADE – UNIDADE 1 BATATAIS – SP

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GRADUAO EM FILOSOFIA

A LEITURA UMA ATIVIDADE DE DISSERTAO FILOSFICANOME: LETICIA ROSSI FELICIANO

RA: 1139284ATIVIDADE UNIDADE 1 BATATAIS SP

2014RESUMO: Este artigo tem por objetivo concretizar a atividade proposta pela matria dissertao filosofia acerca da temtica leitura. Diante da especifidade das questes apresentadas na primeira atividade proposta aos nossos estudos quedei-me inerte quanto possibilidade de redigir as respostas e questionamentos no formato de artigo cientifico ou dissertao. Espero que a observncia dos formatos de normas para redao de textos academicos esteja dentro do contexto da disciplina.

Gostaria de agradecer a oportunidade e prontido nas recomendaes postadas no portifolio para o aprimoramento da atividade inserida anteriormente.

Obrigada. Leticia. INTRODUO ATIVIDADE

Com base nos contedos estudados at o momento, responda as questes a seguir:

1) Por que Vilson Leffa informa que o texto cria representaes no leitor? D exemplos.

Para Vilson Leffa a leitura um processo de representao triangular porque no cria ou instaura diretamente a realidade que faz parte de seu contedo mas, pelo contrrio, atua, alm dos sentidos do individuo, com um elemento intermedirio um segmento de mundo que dispe a realidade como um espelho, de forma fragmentada.

No lemos somente o texto escrito, fsico, mas o mundo que nos cerca; essa leitura est intimamente ligada s nossas experiencias e prvio conhecimento individual desse mundo.

Essa percepo da leitura, portanto, nica para cada individuo, na medida em que depende da utilizao de vrios segmentos intermedirios para seu entendimento e, assim, origina a compreenso relativa do texto que, por sua vez, se d, somente pelo desenvolvimento da nossa idia de mundo estimulada pela mesma leitura.

Um exemplo possvel para a compreenso da tese da representao observao e anlise do agente que pratica um crime. Sua conduta pode ser justificada por diversos ramos das cincias e humanidades: sociolgico, filosfico, jurdico, histrico. Cada exame envolvido na descrio do ato criminoso envolve uma viso de mundo composta de elementos relativos, que, mesmo verdadeiros, importa na concepo do estudioso e no enfoque de apenas um sistema. Cada a angulo analisado importa em uma concluso diferente e uma compreenso de mundo nica.

2) Em uma leitura filosfica temos presente, com maior nfase, a extrao de conhecimento ou atribuio de significados em um texto? Justifique sua resposta. Para Vilson Leffa extrair e atribuir significados em um texto so duas posies antagnicas sobre o processo da leitura.

Quando se extrai o conhecimento de um texto a sua importncia se fixa em seu prprio contedo Quando se atribui um significado a um texto, o seu valor transfere-se ao seu leitor.

Aps o estudo das concepes de Leffa, contidas em sua obra Aspectos da Leitura, compreendemos que a leitura filosfica exige uma postura de extraao do contedo estrutural do texto bem como de uma viso de busca de seus significados, de modo a ensejar uma complexidade visvel e livre na obteno dos valores apresentados pelo escritor e concretizar uma assimilao crtica de suas intenes pelo leitor. Assim, constroi-se um aperfeioamento da relao texto-leitor e uma modificao do mundo experimental no qual ambos esto inseridos.

3) O que comunicao diferida? Quais so suas principais caractersticas?

A comunicao diferida se estabelece na assimetria da relao escritor-leitor e no distanciamento espao-temporal que existe entre eles. Diversa da comunicao oral, a leitura fixa-se como ponto comum e convergente entre os sujeitos ativos desse tipo de correspondncia: o texto e, assim, possibilita o surgimento de uma compreenso maior de seu contexto e de seus elementos, nos moldes do processo representao descrito por Jeffa.

Suas principais caractersticas so:

1.Distanciamento espao-temporal entre os sujeitos da relao

2.Texto apreendido como objeto autnomo e fechado em si

3.Sentido da mensagem depende da relao mtua de seus componentes

4.Possibilidade de pluralidade de interpretaes

4) Cite as quatro caractersticas propostas por Ricoeur, citadas por Jouve, referentes ao texto escrito. Qual destas caractersticas voc considera a mais importante? Justifique sua resposta.

Para P. Ricoeur, a comunicao diferida distancia-se do discurso oral por possuir como caracteres: a fixao, a dissociao, a abertura e a universalidade.

A fixao uma caraterstica de perpetuao do texto no tempo, de imortalidade. Avessa ao texto oral que se consome no ato em que criado a fixao permite que o texto atinja o futuro e seja manuseado por diversos leitores, em pocas distintas.A dissociao possibilita que o leitor transceda o contedo do texto e a inteno do seu autor ao criar uma interpretao do escrito nica e subjetiva.

A abertura, por sua vez, est vinculada hiptese de criao de um novo universo ao leitor, em seu contato com o texto, de forma a ampliar sua viso de mundo e dos elementos que o compem.

A universalidade, por fim, envolve a capacidade do texto de ser lido por diversas pessoas, de diferentes culturas e classes sociais, bem como de tempos variados.

Para mim, a caracterstica mais importante da leitura a dissociao. O experimentar, o envolver e o criar que a interpretao textual invoca no momento em que se manuseia o texto e na ocasio em que surge o afastamento subjetivo e amplo de sua intencionalidade so prazeres inerentes ao processo de representao da obra. E vivenciar esses deleites tem como consequncia direta a obteno pelo gosto da leituraREFERNCIA BIBLIOGRFICA JOUVE, V. A Leitura. Traduao de Brigitte Hervout. So Paulo: Editora UNESP, 2002. Disponivel em: http://books.google.com.br/books?id=GlW_JbshBdUC&printsec=frontcover&hl=pt BR&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false. Acesso em 02 de maro de 2014.

LEFFA, V.J. Os aspectos da Leitura. Porto Alegre: Sagra-D.C. Luzatto, 1996. Disponivel em: http://www.leffa.pro.br/textos/trabalhos/aspectos_leitura.pdf. Acesso em 02 de maro de 2014.