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  1. 1. Pgina 2 de 25 Fotometria e Flash por Armando Vernaglia Jr www.fotografia-dg.com ndice Introduo............................................................................................................................3 O Fotmetro da Cmera......................................................................................................4 O Fotmetro de Mo............................................................................................................7 O Histograma.......................................................................................................................8 Latitude de Exposio........................................................................................................11 Flash TTL...........................................................................................................................15 Flash como luz de preenchimento .....................................................................................18 Flash como luz principal ....................................................................................................19 Concluses........................................................................................................................22 Temos o Apoio:
  2. 2. Pgina 3 de 25 Fotometria e Flash por Armando Vernaglia Jr www.fotografia-dg.com Introduo Fotometria e flash, assuntos que trato desde 2003 em cursos e palestras que ministrei. Espero conseguir transpor para este eBook uma boa parte desse contedo acumulado, estudado e testado ao longo dos anos. Em meu modo de ver a fotografia est apoiada em dois suportes: a tcnica e a esttica. Um no vive sem o outro pois de nada adianta uma fotografia perfeita em termos tcnicos mas que nada comunica, no emociona nem faz pensar. Por outro lado uma foto cheia de contedo, mensagem e criatividade, acabar perdendo todo o seu poder se for realizada com tcnica pobre, criando rudos de comunicao que impedem que o contedo seja compreendido. Foto: Avenida Paulista, So Paulo, Brasil - aqui vemos como a correta fotometria nos permite compreender a imagem sem perder detalhes, sem perda de tempo corrigindo a foto no computador e sem recorrer a truques de manipulao. Neste eBook tratarei exclusivamente da tcnica. Deixarei que cada um de vocs se aprofunde na esttica vendo o trabalho de grandes fotgrafos, pintores, cineastas etc, pois a cultura visual acumulada ao longo de uma vida que d repertrio e contedo para cada um de ns.
  3. 3. Pgina 4 de 25 Fotometria e Flash por Armando Vernaglia Jr www.fotografia-dg.com Para o primeiro tpico, O Que Fotometria, penso que o significado da palavra j nos mostra exatamente do que estamos falando, afinal foto significa luz e metria significa medio, portanto fotometria nada mais do que o conjunto de tcnicas e mtodos para medir a luz, seja a luz ambiente, a do flash ou ambas ao mesmo tempo. Para deixar claro a importncia dos temas que sero tratados, esta sequncia de artigos visa corrigir um grupo de situaes muito comuns que provavelmente j foram vivenciadas por todos os fotgrafos, sejam iniciantes ou mais experientes, como momentos em que havia um belo cu azul sua frente mas o mesmo saiu branco ou muito mais claro do que de fato era, ou ainda casos em que o flash foi usado e o primeiro plano ficou muito claro enquanto o restante da foto quase desapareceu de to escuro. Esses problemas j aconteceram com todos os fotgrafos e mesmo alguns experientes profissionais ainda se deparam com situaes de luz com as quais no conseguem lidar adequadamente para obter boas fotografias. O Fotmetro da Cmera O primeiro passo para o estudo da fotometria e do funcionamento do flash dedicado compreender como funciona o sistema de medio TTL que existe dentro de cada cmera fotogrfica. A sigla TTL vem de through the lens, que significa atravs das lentes. O fotmetro da cmera mede a luz que entra pela objetiva fotogrfica para tentar determinar a correta exposio. No passado existiram cmeras cujo sistema de medio ficava do lado de fora do equipamento e que no levavam em considerao aquilo que estava sendo enquadrado pelo fotgrafo. Hoje praticamente todas as cmeras, de reflex digitais a compactas utilizam-se da medio da luz que entra pelas lentes. Fotos: O sistema TTL j existe h anos e podia ser encontrado em cmeras de filme totalmente manuais como a Canon F1, um equipamento lanado na dcada de 1970. Vemos ainda o moderno sensor de medio da Canon EOS7D, que recebe luz da mesma maneira que acontecia na antiga F1. A luz entra nas lentes sendo refletida de diversas formas at que chegue tanto ao visor no qual o fotgrafo enquadra a cena como nos sensores de foco e de medio de luz.
  4. 4. Pgina 5 de 25 Fotometria e Flash por Armando Vernaglia Jr www.fotografia-dg.com Fonte das imagens: Sensor da Canon EOS 7D http://cpn.canon-europe.com/ TTL da Canon F1 http://www.mir.com.my/rb/photography/companies/canon/fdresources/ftql/index.htm Considerando que o sensor de medio de luz fica dentro da cmera, ele s pode mensurar a luz que reflete dos objetos e cenas fotografados. Uma quantidade de luz, como a emitida pelo sol, ilumina a cena e uma parte dessa luz refletida e captada pela cmera. O fotmetro da cmera no sabe a quantidade de luz que incide sobre um objeto ou cena, apenas a quantidade que reflete daquilo mensurada. O fato da cmera medir a luz refletida determina as caractersticas boas e ruins do sistema TTL de medio e isto acontece pois existem objetos ou cenas que refletem muita ou pouca luz conforme suas caractersticas fsicas. fcil perceber que um objeto claro, como uma noiva vestida de branco, reflete mais luz do que um noivo em seu terno preto. A mesma lgica se aplica a qualquer objeto ou situao que apresente extremos de reflexo de luz. O ponto fundamental que temos crebro e isso nos faz capazes de compreender o que claro ou escuro, brilhante ou fosco, o mesmo no vlido para a cmera que por mais moderna que seja no capaz de distinguir o que est sua frente, ela apenas reage s quantidades de luz que chegam ao sistema de medio. Para que as cmeras fossem capazes de interpretar a luz, foi embutido nelas um padro de medio, inicialmente uma tonalidade de cinza que reflete 18% da luz que recebe, conhecido como cinza mdio 18%. Hoje h nas cmeras um leque de condies pr programadas com complexos algoritmos de clculo mas mesmo assim as cmeras ainda so incapazes de avaliar as caractersticas de reflexo de objetos e por isso o que fugir dos padres acaba sempre por gerar um erro de exposio. Em resumo: se o objeto for claro, como a noiva de vestido branco, a cmera no entender como um algo branco mas sim com excesso de luz, orientando o fotgrafo a utilizar uma combinao de diafragma e obturador que terminaro por gerar uma fotografia escura, subexposta. Veja o exemplo a seguir: As duas fotos foram feitas no mesmo horrio, apenas com a luz de uma janela direita da mesa sobre a qual foram apoiadas as taas de sorvete. As duas fotos feitas com a mesma cmera e mesma objetiva. A da esquerda foi feita com 1/320s, abertura f2 e ISO 100, e esta a regulagem que minha cmera, uma moderna EOS 7D, com seu fotmetro TTL disse estar correta. A da direita minha interveno sobre a leitura da cmera, abri um ponto e dois teros chegando em 1/100s e mantendo a abertura f2 e o ISO 100. fcil notar que a correta a imagem direita pois a da esquerda est completamente subexposta.
  5. 5. Pgina 6 de 25 Fotometria e Flash por Armando Vernaglia Jr www.fotografia-dg.com O inverso acontece com objetos escuros, a cmera ir entend-lo como algo pouco iluminado e ir sugerir regulagens que culminaro em uma uma fotografia sobre exposta. Veja os exemplos: Novamente as duas fotos foram feitas no mesmo horrio, apenas com a luz da janela direita da mesa. As duas fotos feitas com a mesma cmera e mesma objetiva. A da esquerda foi feita com 1,3s de tempo, abertura f4 e ISO 100, e esta a regulagem que minha EOS 7D disse estar correta. A da direita minha interveno sobre a leitura da cmera, fechei dois pontos chegando em 0,3s e mantendo a abertura f4 e o ISO 100. fcil notar que a correta a imagem direita pois a da esquerda est completamente estourada. Como visto nos exemplos, toda vez que apontamos uma cmera para algo que reflita muita ou pouca luz, a medio da cmera sofrer desvios tentando tornar o resultado mediano. Quando voc centraliza (costumo usar o termo zerar o fotmetro, ou seja, quando ele no aponta necessidade de abrir ou fechar nenhuma regulagem) seu fotmetro est obtendo um resultado que tende ao cinza mdio, algo que s certo se o que for fotografado de fato for mediano. O fotgrafo que usa modo M (manual) na cmera mas sempre centraliza o fotmetro est fazendo o mesmo que a cmera faria sozinha em modo P (program), que obter a tonalidade mediana das imagens, isso mostra que o real papel do fotgrafo saber quando sua cmera erra e como corrigir, abrindo ou fechando pontos, seja de diafragma, de obturador ou do ISO para compensar as falhas de medio da cmera. Isso se aplica a todos os modos de medio presentes na cmera: spot, matricial, ponderada, parcial etc. O que muda a metodologia e a rea considerada na medio mas mantendo a essncia. Na medio spot voc medir a luz em uma rea pequena enquanto na matricial um grande nmero de pedaos da cena medido e os resultados de cada uma dessas mltiplas medies colocados numa equao que dar um resultado final mediano. Tanto um como outro buscam o resultado de tonalidade mdia e iro apresentar erros se o objeto fotografado for claro ou escuro. Fica a regra bsica, se o objeto for claro sua cmera tende a escurec-lo, ento voc dever de compensar a exposio abrindo o diafragma ou o obturador e assim clarear o objeto para dar-lhe a aparncia correta. O inverso se aplica a objetos escuros, sua cmera tenta clare-lo, voc deve compensar escurecendo a imagem. Um exemplo seria fotometrar no vestido branco da noiva e sabendo que sua cmera tenta escurecer a cena, abrir um ponto de luz sobre