educação ambiental - .escola classe 05 de planaltina centro de ensino fundamental pompilho marques

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  • eDucao amBienTaL

    2 0 0 5 estao ecolgica de guas emendadas

    Secretaria do Meio Ambientee Recursos Hdricos do Distrito Federal

    s u m r i o [ 3 Educao Ambiental e subjetividade [...] + Apresentao [ 6 Campanhas Ambientais: voc tambm pode criar uma! + Poema Eu pedra [ 8 A Educao Ambiental na Estao Ecolgica de guas Emendadas [ 10 Trilha monitorada [ 12 A loira terra dos buritizais [ 14 guas Emendadas - O que temos a ver com esse lugar? [ 16 A fora da participao [ 18 Seguindo o curso das guas + Escola e Comunidade, parceria que d certo [ 20 Carta do crrego Mestre Darmas [ 22 gua e a sociedade No mundo, no Brasil, em Braslia e em guas Emendadas + Educao ambiental e educao profi ssional [ 24 As Aves no Brasil [ 26 Projeto gua tratada, vida sarada [ 28 Mamferos de guas Emendadas [ 30 Sapo cururu, na beira da lagoa... [ 32 A Vegetao da Estao Ecolgica de guas Emendadas + Escola, pesquisa e educao ambiental: um encontro possvel [ 34 A estao ecolgica de guas emendadas

  • 1

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    LEGENDA

    Centro de Informao Ambiental daEstao Ecolgica de guas Emendadas

    Escolas da Rede Pblica de Planaltina

    Centro de Ensino Fundamental Juscelino Kubitschek

    Centro de Ensino Fundamental Condomnio Estncia III

    Centro de Ensino Profi ssionalizante

    Colgio Agrcola de Braslia

    Centro de Ensino Fundamental Pipiripau II

    Centro de Ensino Mdio Stela dos Cherubins de Trois

    Centro de Ensino Fundamental 04 de Planaltina

    Escola Classe 05 de Planaltina

    Centro de Ensino Fundamental Pompilho Marques de Sousa

    Centro de Ensino Fundamental Nossa Senhora de Ftima

    CAIC Assis Chateaubriant

    Centro de Ensino Fundamental 01 de Planaltina* Escolas que participam da Fase 1 e 2 do Projeto guas do Cerrado

    ESTAO ECOLGICA DE GUAS EMENDADAS - ESEC-AE/PLANALTINA-DF Projeto guas do Cerrado Fase I e II

    CENTRO DE SENSORIAMENTO REMOTO

    AU rea UrbanaA AgriculturaC Campo (Limpo e Sujo)M Mata de GaleriaCE Cerrado (Sentido Restrito)PC Piv Central

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    6 12

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    Apresentao

    Juan

    Pra

    tgin

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    Etelvino Barros

    Tive a sorte de crescer na natureza. L os raios me falaram da morte repentina e da evanescncia da vida. As ninhadas de camundongos revelam que a morte era amenizada pela nova vida. Ao desenterrar contas de ndios trilobites da terra preta, eu compreendia que os seres humanos esto por aqui h muito, muito tempo. Tive aulas sobre a sagrada arte de auto decorao com borboletas pousadas no alto da minha cabea, vaga lume servindo de jias durante as noites e rs verde-esmeralda como pulseiras.

    Clarrissa Pinkola Estes

    BIBLIOGRAFIA:1. FELFILI, Jeanini & JUNIOR, Cludio Manoel da Silva, A Vegetao da

    Estao Ecolgica de guas Emendadas. 2. JNIOR, A. Menezes & SINOTI, Marta L., Artigo Internet, Tese de

    Mestrado em Planejamento Urbano, 2005.

    Juan

    Pra

    tgin

    esto

    s

    AGRADECIMENTOS

    A Frederico Flvio Magalhes, Paulo Csar Magalhes, Roberto Petterle, Andr da

    Silva Moura, Ana Flvia Alcntara Alves, Jos Bonifcio de Lima, Vandercy Antnia

    de Camargos, Aylton Lopes Santos, pela confi ana; a Mariana Antunes Valente e

    Larissa Costa, pela generosidade em compartilhar as oportunidades e experincias;

    a Ins Valduga, Irene Mesquita, Denise Messias, Cludia Hofmann, Carlos Hiroo

    Saito, Vera Catalo, pelas palavras de incentivo; a Ricardo Ges e Marcos Guedes,

    pela cumplicidade; aos funcionrios da SEMARH /ESEC-AE, em especial a Sebastio

    Vicente Augusto de Oliveira, Evando Ferreira Lopes, Maria Pires Marinho, Edna C.

    de Souza Costa, Ricardo Nixon, equipe da Supernova Design e nossas famlias,

    pela presteza e pacincia; aos moradores e s contadoras de histrias do Condomnio

    Mestre DArmas, pelo carinho; aos alunos, professores e diretores das escolas pblicas

    de Planaltina DF que nos do a grande oportunidade de aprender fazendo; aos nossos

    parceiros: Secretaria de Estado de Educao DF, 4 Batalho de Incndio Florestal/

    CBM-DF, CAESB, IBAMA-DF, Administrao Regional de Planaltina DF; ao instituto

    Paulo Montenegro; aos pesquisadores da Universidade de Braslia que atuam na

    ESEC-AE ; ao WWF-Brasil e a todos que colaboraram com esta publicao.

    Tabebuia sp (ip)

  • Educao Ambiental e subjetividade:o papel de quem aprende no ato de aprender

    Leila Chalub Martins

    Cada vez mais, tem-se a convic-o, em educao ambiental, que preciso aprender novos modos de pensar e sentir a questo pe-daggica inerente aos processos ambientais, como tambm de se desvencilhar da segurana das muitas teorias, mtodos e lingua-gens que fazem a base da educa-o. Preparar-se para enfrentar os riscos permanentes de erro e de iluso, prprios da mente hu-mana, como diz Morin (2001), imperioso. necessrio introduzir e desenvolver na educao o es-tudo dos processos e modalidades

    O PRESENTE ARTIGO CORRESPONDE A UMA SNTESE DE ESTUDOS E EXPERINCIAS QUE ENFOCAM A EDUCAO AMBIENTAL E A SUBJETIVIDADE, ELEMENTOS DE UMA RELAO QUE PRIVILEGIA AQUELE QUE APRENDE E O ATO DE APRENDER. AO REPENSAR PRTICAS QUE DESTACAM O APRENDIZ, SEJA NO ESPAO ESCOLAR, SEJA NA SUA PRPRIA VIDA, SURGE A PERSPECTIVA QUE CONSIDERA ESSE INDIVDUO COMPETENTE E SUJEITO DE DIREITOS, QUE O V COMO UMA PEQUENA PORO DA NATUREZA. NESSA PERSPECTIVA, H A NECESSIDADE DE UM NOVO OLHAR SOBRE A EDUCAO E PARA A EXIGNCIA DE UMA FORMAO GERAL E CULTURAL CONTINUADA DOS PROFESSORES PARA A EDUCAO AMBIENTAL, INSTAURANDO E FORTALECENDO OS PROCESSOS DE MUDANA, NA PERSPECTIVA DE UM PROFISSIONAL, ESPECIALISTA NAS QUESTES DA EDUCAO E DA GESTO DO MEIO AMBIENTE, UM CIENTISTA DA EDU-CAO E PESQUISADOR DA PRTICA EDUCATIVA MARCADA PELA COMPLEXIDADE E PELA BUSCA DA SUS-TENTABILIDADE AMBIENTAL E SOCIOCULTURAL.

    O educador, facilitador da aprendizagem; os educandos, sujeitos do conhecimento.

    do conhecimento humano, das disposies tanto psquicas quanto culturais que o conduzem ao erro ou a iluso.

    Portanto, preciso retomar questes pedaggicas que enfrenta-mos nos processos de educao e de gesto ambiental. Uma dessas questes remete o educador ambiental a se perguntar: a subjetivida-de infl ui e como infl ui? no processo de aprender?

    De incio, faz-se necessrio reconhecer que aquele que se coloca a tarefa de educar, comprometido com o conhecimento, constri uma relao de facilitao com os educandos, na qual estes so incentiva-dos, provocados a assumir-se autnomos na construo do conheci-mento. O educador ambiental age comprometido com a transformao da realidade ambiental e social e afi rma-se no seu trabalho, desafi ando o aprendiz a assumir-se como sujeito do processo de conhecer.

    Ao entender assim a sua funo, o educador ambiental compre-ende que cada pessoa uma sntese da sua histria, do conjunto das suas relaes sociais. tambm sntese de sua compreenso de

    >>3

    A trabalho de Educao Ambiental/EA na Estao Ecolgica de

    guas Emendadas, desde que surgiu, h oito anos, vem se dando no

    sentido de contribuir para a melhoria das relaes da comunidade

    de Planaltina DF com essa unidade de conservao. O objetivo

    desta publicao contar as experincias de EA realizadas no

    projeto piloto guas do Cerrado, uma parceria da Secretaria de

    Meio Ambiente e Recursos Hdricos DF com o WWWFBrasil. O

    presente trabalho composto por relatos de professores e alunos

    das escolas que participam do curso de Reeditor Ambiental, artigos

    de ambientalistas e pesquisadores da Estao que atuam tambm

    como colaboradores na formao continuada dos professores.

    Nesta edio zero, nossos leitores podero conhecer histrias de

    sucesso das escolas pblicas de Planaltina que aceitaram o desafi o

    de trabalhar as questes culturais e ambientais na perspectiva de

    gerar mudanas de atitude e aes preservacionistas em relao

    ao Cerrado.

    Ningum pode persuadir outra pessoa a se modifi car.

    Cada um de ns toma conta da porta da mudana que s pode ser aberta

    pelo lado de dentro.Merylin Ferguson

  • 4ser no universo, de como compre-ende a vida. Aprender , assim, o processo de se fazer enquanto pessoa. Os seres humanos se fa-zem como tal construindo o seu conhecimento. Podemos enten-der ento a aprendizagem como a maneira pela qual cada um se relaciona com o mundo, com a re-alidade, exterior e interior. Deste modo, estabelecemos as relaes mtuas e as infl uncias recpro-cas entre as partes e o todo em um mundo complexo. por meio da aprendizagem que constru-mos um vnculo com a realidade para transform-la. Aprender , portanto, transformar e transfor-mar-se, externa e internamente.

    No processo educativo, o edu-cador ambiental precisa estar convencido de que o ser humano ao mesmo tempo fsico, biol-gico, psquico, cultural, social e histrico. Esta unidade comple-xa da natureza humana precisa ser considerada na educao, de

    modo a ser possvel a aprendiza-gem do que signifi ca ser humano. E isso s possvel por meio de experincias vividas, no apenas pensadas ou lidas.

    O grupo: instncia operativa da autotransformao

    A melhor organizao capaz de permitir vivncias educati-vas , sem dvida, o grupo. o grupo a instncia em que se es-tabelecem relaes cujo sentido a busca da satisfao das ne-cessidades de seus integrantes. Como integrantes de um grupo, as pessoas interagem motivadas por essas necessidades. De acor-do com Pichon-Rivire, no h vnculo nem grupo sem um fa-zer, sem uma tarefa, seja expl-cita ou implcita, seja consciente ou inconsciente (1986). O grupo , assim, uma estrutura operati-va que permite a nossa experi-ncia social. Formar-se em grupo consiste em aprender a aprender. O trabalho da educao ambien-tal deve buscar fo