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  • UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA – UnB

    INSTITUTO DE LETRAS – IL

    DEPARTAMENTO DE LINGÜÍSTICA, PORTUGUÊS E LÍNGUAS CLÁSSICAS - LIP

    PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGÜÍSTICA – PPGL

    DESCRIÇÃO GRAMATICAL DA LÍNGUA ARAWETÉ

    ELIETE DE JESUS BARARUÁ SOLANO

    BRASÍLIA

    2009

  • iii

    UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA – UnB

    INSTITUTO DE LETRAS – IL

    DEPARTAMENTO DE LINGÜÍSTICA, PORTUGUÊS E LÍNGUAS CLÁSSICAS - LIP

    PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGÜÍSTICA – PPGL

    DESCRIÇÃO GRAMATICAL DA LÍNGUA ARAWETÉ

    ELIETE DE JESUS BARARUÁ SOLANO

    Tese apresentada ao Curso de Pós-Graduação em

    Lingüística do Departamento de Lingüística, Português e

    Línguas Clássicas da Universidade de Brasília como

    requisito parcial para a obtenção do título de Doutor em

    Lingüística.

    Área de Concentração: Línguas Indígenas

    Orientadora: Ana Suelly Arruda Câmara Cabral

    BRASÍLIA

    2009

  • iv

    UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA – UnB

    INSTITUTO DE LETRAS – IL

    DEPARTAMENTO DE LINGÜÍSTICA, PORTUGUÊS E LÍNGUAS CLÁSSICAS - LIP

    PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGÜÍSTICA – PPGL

    DESCRIÇÃO GRAMATICAL DA LÍNGUA ARAWETÉ

    ELIETE DE JESUS BARARUÁ SOLANO

    Banca examinadora:

    Profa. Dra. Ana Suelly Arruda Câmara Cabral

    (Orientadora da tese e presidente da banca)

    Prof. Dr. Aryon Dall’Igna Rodrigues (Membro efetivo interno)

    Profa. Dra. Márcia Dâmaso Vieira

    (Membro efetivo externo)

    Profa. Dra. Dulce do Carmo Franceschini (Membro efetivo externo)

    Profa. Dra. Rozana Reigota Naves

    (Membro efetivo interno)

    Profa. Dra. Marília Facó Soares (Membro suplente externo)

    BRASÍLIA

    2009

  • v

    ‘Como se sabe, o processo de aculturação é irretorquível. Sua condução

    exigirá muita paciência, sabedoria e bom senso das pessoas em contacto

    cotidiano com os Araweté: os funcionários do Posto. Para que ele não

    seja acelerado demasiadamente, a medida preventiva a ser tomada, de

    imediato, é a demarcação do território tribal. Isto é tanto mais urgente,

    considerando-se o projeto de construção de uma hidrelétrica no Xingu e

    a conseqüente inundação de grandes extensões das terras dos Asuriní e

    Araweté - bem como a valorização das limítrofes’

    Berta Ribeiro (1983)

  • vi

    AGRADECIMENTOS

    A Deus, presença constante em minha vida.

    A meus pais – Arivaldo Pinheiro Solano e Maria das Graças Bararuá Solano, por

    me amarem e me apoiarem incondicionalmente. Devo a vocês tudo o que sou.

    A meus irmãos – Orivaldo, Solano, Graciete, Odete e Clívia – pelo carinho,

    amor e compreensão que sempre tiveram comigo, mesmo quando estive ausente em vários

    momentos importantes de suas vidas.

    A minha orientadora, Profª. Drª. Ana Suelly Arruda Câmara Cabral, lingüista

    competente e dedicada, por ter aceitado a difícil tarefa de orientar a descrição gramatical de

    uma língua indígena, cuja descrição apenas havia sido iniciada e sobre a qual ainda se sabia tão

    pouco, e por “ter enlouquecido” junto comigo diante de milhares de dados do Araweté, que

    embora soubéssemos por onde começar, abriam tantos caminhos de análise, que tornaram

    difícil saber em que ponto parar; à minha sábia orientadora, que “vive essas línguas

    indígenas”, meus mais sinceros agradecimentos por ter-me ensinado, em incontáveis horas de

    orientação, que uma descrição lingüística deve seguir princípios teóricos, mas deve também ter

    fundamentos estruturais, funcionais e, quando possível, deve valer-se dos ensinamentos que a

    história das línguas oferecem. Foi esse ensinamento que nos fez ir tão longe na descrição do

    Araweté (digo “nos fez” porque grande parte dos entendimentos gramaticais vieram da

    professora, a partir dos resultados de suas pesquisas e de seus conhecimentos de outras línguas)

    e que me impediu de cometer inúmeros equívocos. De coração, muito obrigada.

    Ao Prof. Dr. Aryon Dall’Igna Rodrigues, coordenador do Laboratório de

    Línguas Indígenas da UnB, a quem chamo nas conversas informais de “oráculo das línguas

    indígenas”, por sua sapiência constante e invejável; minha profunda admiração e gratidão, por

    compartilhar seus ensinamentos lingüísticos de modo simples, mas profundo nas teorias, por

    discutir aspectos gramaticais da língua Araweté relevantes para a descrição em foco, e pela

    paciência em revisar e/ou corrigir, em meio a seus tantos compromissos, partes relevantes de

    minha tese. Continuarei uma de suas fãs.

    À etnia Araweté, grande autora do conteúdo desta tese, que me acolheu em todos

    os momentos da pesquisa, principalmente no período de quatro meses em que vivi na aldeia

    Ipixuna, e que teve paciência e boa vontade em me ensinar seu patrimônio mais valioso, a

    língua Araweté. Queridos Araweté, esta tese é de vocês e para vocês!!!

    A CAPES pela bolsa de estudos que me foi concedida pelo período de 2006 a

    2007.

  • vii

    Ao CNPq pelo apoio ao projeto coordenado pelo Professor Aryon Dall’Igna

    Rodrigues, Banco de Dados de Línguas Indígenas Brasileiras (LALI-UnB), sem o qual parte

    importante da pesquisa de campo não teria sido possível.

    Às Profa. Dra. Josênia Antunes, que me acolheu no Programa de Pós-Graduação

    em Lingüística da Universidade de Brasília em 2006 e à Profa. Dra. Heloísa Moreira Salles,

    atual Coordenadora do mesmo programa, pela compreensão e competente cooperação.

    Aos Professores do Curso de Pós-Graduação em Lingüística da Universidade de

    Brasília, Hildo Honório do Couto, Enilde Faulstich, Danielle Grannier, assim como ao Prof.

    Wilmar D’Angelis, cujas aulas tive a satisfação de freqüentar.

    À Renata de Carvalho Leite, eficiente secretária do Programa de Pós-Graduação

    em Lingüística da UnB, pelo carinho e competência na resolução de todos os entraves

    burocráticos que surgiram e que poderiam, sem a sua ajuda, ter interferido no bom andamento

    do presente trabalho.

    Ao Senhor Benigno Marques, administrador da FUNAI em Altamira, por ter-me

    permitido o acesso à área Terra Indígena Araweté/Igarapé Ipixuna para a realização da pesquisa

    e pelas cordiais conversas que muito me instruíram sobre o povo Araweté.

    Às pessoas da FUNAI que atuam no Posto Indígena Ipixuna – Nivaldo Porfírio

    Rodrigues Gomes (chefe do posto), Patrícia, Maria Silva e Luciana Santos (técnicas em

    enfermagem), Alexandra Leite, Neura de Sousa e Silvana da Veiga Pereira (professoras); e

    também Otacílio Santos, Bem-te-vi e Sr. Eládio, (que me conduziram com tanto carinho em

    seus barcos), pelo compartilhamento e ensinamento de experiências em área indígena, que me

    ajudaram a entender a nova experiência que estava vivendo, e pelas conversas cheias de

    risadas, nos momentos em que a solidão e a saudade (de nossos outros parentes) vinham “bater

    em nossas portas”.

    Agradeço de coração aos grandes professores de línguas Tupí que encontrei nas

    “ruas de rio” do Xingu – Tapaká’i e Mirá da etnia Asuriní do Xingu, Josenir Xipaya e Maria

    Xipáya, e Maria Kuruaya e Paulo Kuruaya, estes falecidos no ano de 2006, que com tanto

    carinho me ensinaram um pouco de suas respectivas línguas nativas e contribuíram com

    importantes dados para o acervo lingüístico do Laboratório de Línguas Indígenas da

    Universidade de Brasília.

    Agradeço a Fabrício Amorim por me trazer da área Ipixuna, com tanta boa

    vontade, os censos relativos ao povo Araweté, assim como pelo esmero com que preparou os

    mapas usados nesta tese.

  • viii

    Aos meus amigos, queridos do coração, do curso de mestrado e de doutorado em

    Lingüística da UnB: Ana Dilma Pereira, Décio Bessa da Costa, Sandra Patrícia de Faria, Célia

    Faria Almeida, Cibele Brandão de Oliveira, Rachel Brandão, Marina Magalhães, Juliana

    Pereira dos Santos, Andérbio Martins, Juliana Ferreira Alves, Eneida Gonzaga dos Santos,

    Eduardo Vasconcelos e Edineide dos Santos Silva, pelos momentos em que partilhamos não só

    saberes acadêmicos, mas experiências familiares, pessoais, momentos de saudades.

    Às amigas e conterrâneas de Belém, PA, Raimunda Benedita Cristina Caldas e

    Tabita da Silva Fernandes, que aceitaram, assim como eu, o desafio de fazer um doutorado em

    outro Estado - e que me confortaram nos momentos em que pensei em desistir de tudo - minha

    sincera gratidão pelas horas de apoio moral e pelas orientações acadêmicas que tanto me

    ajudaram, na rica experiência que vivemos juntas através do rio Gurupí, trabalhando com a

    língua Tembé, o que contribuiu para que minha pesquisa de c