eric voegelin - história das idéias políticas (mendo henriques)

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Textos on-line de Eric VoegelinHISTRIA DAS IDEIAS POLTICAS * Idade AntigaIV O fim da Grcia 1.Aristteles 2. As Ligas 3. A desintegrao espiritual V De Alexandre a Actium 1. Alexandre Magno 2. O Estoicismo 3. Monarquia Helenstica 4. Israel 5. Polbio 6. Ccero 7. Era de Ouro

VI - Cristianismo e Roma 1. Cristianismo 2. Cristianismo e naes 3. O Imperador

4. A lei natural 5. Agostinho de Hipona

Textos on-line de Eric VoegelinHISTRIA DAS IDEIAS POLTICAS ERIC VOEGELIN ** Idade Mdia

A . O Crescimento do imprioq q q q

1 Estrutura Geral da Idade Mdia 2 Os Povos Germnicos Migrantes 3 O Novo Imprio 4 A Primeira Reforma

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B. A ESTRUTURA DO SCULO 5 Introduo 6 Joo de Salisbria 7 Joaquim de Fiora 8 S. Francisco de Assis 9 Frederico II 10 O Direito 11 Sigrio de Brabante

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C. O CLMAX 12 S. Toms de Aquino

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D. A IGREJA E AS NAES 13 Carcter do Perodo 14 Ultramontanos e Egdio Romano 15 Monarquia Francesa 16 Dante 17 Marslio de Pdua 18 Guilherme de Ockham 19 Poltica Nacional Inglesa 20 Da Cristandade Paroquial Cristandade Imperial 21 A rea Imperial 22 O Movimento Conciliar

Textos on-line de Eric VoegelinHISTRIA DASIDEIAS POLTICAS ERIC VOEGELIN *** Idade Moderna De Erasmo a NietzscheTraduo e abreviao de M. C. Henriques, Lisboa, tica, 1996 ERASMO DE ROTERDO (1466-1536) 1. O ano de 1516 2. O cristianismo de Erasmo 3. O prncipe e o vulgo 4. Ascetismo do prncipe 5. O problema do poder TOMS MORO (1478-1535) 1. Utopia e Amrica 2. Algures e nenhures 3. Orgulho e propriedade 4. A guerra utpica NICOLAU MAQUIAVEL (1469-1527) 1. Circunstncias histricas e biogrficas 2. O trauma de 1494 3. A tradio italiana 3.1. Collucio Salutati 3.2. A historiografia humanstica 4. O horizonte asitico 4.1. Poggio Bracciolini (1380-1459) 4.2. A Vita Tamerlani 5. Vita di

Castruccio Castracani 6. Discorsi sopra la prima deca di Tito Livio, 1513-1522 7. Il Principe 8. Concluso FRANCISCO DE VITRIA (1480-1549) 1 Internacionalismo. 2 O Grande Projecto. 3 A concepo da lei interestatal. 4 Relaes Interestaduais e intercivilizacionais. 5 Guerra Justa. 6 A Tcnica Legal do Imperialismo. 7 Concluso. 8 Relaes inter-civilizacionais. MARTINHO LUTERO (1483-1546) 1 O meio social. Imprensa e audincia 2 O debate de Leipzig em 1519 3 Os smbolos Igreja e Transubstanciao 4 As 95 teses 5 O Apelo Nobreza crist da Nao Alem 6 A justificao exclusiva pela f 7 O princpio do fim JOO BODIN (1529-1597) 1. Modernidade mediterrnea 2. Estilo da obra 3. Atitude religiosa 4. A orientao da alma purificada para Deus 5. Realismo contemplativo 6. O programa: a ordem espiritual da sociedade 7. Deus, anjos e homens. 8. O princpio de tolerncia. 9. O mtodo da histria. 10. A soberania: hierarquia de pessoas e de formas jurdicas JOO BAPTISTA VICO (1668-1744) 1. Poltica italiana 2. A obra de Vico 3. A ideia de uma nova cincia 4. Os passos da meditao 5. O continuum das ideias ocidentais 6. O modelo da natureza 7. O mundo civil 8. Recursus e ricorso 9. A histria eterna ideal 10. O senso comum 11. A estrutura poltica do corso 12. Concluso FREDERICO SCHELLING (1775-1854) 1. O realista numa era de desintegrao 2. Elementos de uma posio 3. A especulao de Schelling 4. Existncia histrica 5. Existncia orgistica 6. Existncia prometaica 7. Existncia poltica 8. Nirvana 9. Concluso AUGUSTO COMTE (1798-1857) 1.1 A "ruptura" na vida de Comte 1.2. Um diagnstico do liberalismo de Littr 1.3. A continuidade biogrfica 1.4. As fases da obra 1.5. Meditao e renovao pessoal 1.6. Interveno e regenerao social 1.7. A divinizao da mulher 1.8. A historicidade da mente 2.1 A religio da humanidade 2.2 O Grand-tre e a fico de Cristo 2.3 A Frana e a "Repblica Ocidental" 2.4 Napoleo e a "Repblica Ocidental" 2.5 A herana da Revoluo Francesa 2.6 Revoluo, restaurao e crise KARL MARX (1818-1883) 1.3 O descaminho de Marx,1837-1847 1.4 Lenda do Jovem Marx 1.5 O movimento marxista. Revisionismo 1.6 O movimento marxista. Comunismo 1.7 Triunfo poltico do marxismo 2.1 Dialctica invertida. A formulao da questo 2.2 A proibio-deperguntar ou Fragesverbot 2.3 Especulao pseudolgica 2.4 Inverso 3.1 A gnese do socialismo gnstico 3.2 Teses sobre Feuerbach 3.3 Crtica do cu e crtica da terra 3.4 Emancipao e alienao 3.5 O homem socialista 3.6 Comunismo em bruto e comunismo verdadeiro 3.7 Manifesto Comunista. Dez. 1846-Jan.1848 3.8 Tcticas 3.9 Concluso FREDERICO NIETZSCHE (1848-1900) 1. A via da sabedoria 2. A mstica intramundana 3. Estilo aforstico 4. A histria da alma 5. Transformao imanentista do problema da graa 6. Vontade de poder ou libido dominandi? 7. Genealogia da moral e filosofia da histria

CAPTULO 3 MONARQUIA HELENSTICA 1 Helenismo e Idade das Trevas 2 Monarquia Divina 3 A Lei Animada 5 Ecfanto 4 Diotgenes 6 Os reis salvadores

1 Helenismo e Idade das Trevas Apesar do esforo grandioso, o processo dos scs. III e II a. C. mal conhecido. O motivo da obscuridade e o padro renascentista da histria toma a Europa ocidental e a secularizao diferente dos estados nacionais como foco da histria e como eixo e da trabalha para o presente e pe no passado a Antiguidade Clssica, helnica e romana. Idade das Trevas designao de perodo entre Antiguidade e renascena. Incapacidade de analisar perodo que no fiel a esteretipo de sociedade poltica que evolui para democracia constitucional. Assim h mais que uma idade das trevas sempre que precede lutas internas pelo poder ou que se segue o desgaste das liberdades constitucionais que desgastou a comunidade at sociedade de massas. Os sculos helensticos so idade das trevas porquanto vista do passado grego a polis atingiu a canalha urbana e olhando para o futuro a ansiedade espiritual de uma nova alma produz o fenmeno dos Deuses-reis. 2 Monarquia Divina A controvrsia acerca do sentido efectivo do culto dos reis deuses sincero ou no, cnico resolve-se aceitando que ambos os lados tm razo. O rei pode divinizar-se por desejo sincero de sbditos ou porque irreligiosidade generalizada j no se importa de ter um rei por Deus. Poetas e filsofos podem criar reis. Uma alma pode criar smbolos da profundidade que personalidade consciente rejeitaria. Acerca das origens orientais ou helnicas do culto real ambos os lados tm razo. Os gregos tinham faculdades teopoticas antes de Alexandre. Mas certo que Hellas no produziu deuses-reis antes do contacto com o Oriente. Trata-se de um novo fenmeno histrico. Os novos reis didocos so macednios; depois embora heroizaes e divinizaes em vida existissem na Grcia, o primeiro reideus Ptolomeu II do Egipto e sua irm Arsino em 270 a.C.,) O culto dos Ptolomeus no se confundia com o dos Faras. O culto do governante foi adoptado na Sria no na Macednia.

3 A Lei Animada A instituio era nova, o desejo antigo. A tragdia do pensamento socrtico mostrava que povo no renovava o cosmion poltico.Plato procurava o homem que combinasse esprito e poder para salvar Hellas. Alexandre transferiu o problema para a rea Mediterrneo. A dispora helnica criara reinos de populao mista. Impossvel criar estados nacionais na sia. Organizao poltica no poderia ter base popular durante sculos mas teria de provir de dinastias e governantes. A nova teoria poltica lida com rei e governao no com povo e constituio. Os filsofos interpretados como racionalizadores da polis lutavam afinal com agonia da polis e fornecem alternativas. O filosofo salvador em comunicao com cus salva a polis, atravs da divina ideia que enche a alma. At ao povo que ele tem de assimilar. ele a lei animada. Desta doutrina vem a teoria helenstica do nomos empsychos criando o cosmion poltico dos poderes da sua divina personalidade. Aristteles considera a possibilidade de que um homem seja to superior a outro em virtude a todos os outros que seria injusto submet-los a regra constitucional. Politica 1284, 10 e ss. Homens de virtude eminente so a sua lei, 13 e ss. E se famlia produzir superioridade seria famlia real a fornecer os reis da nao Poltica 1288 a 1.8 1.15. referencia s instituies persas. Onde a famlia eminente dos Aquemnidas exercia a funo real. emanao de poderes de Ahuramazda para o rei e o caso de Aquenaton. Talvez as ideias orientais fossem conhecidas dos filsofos helensticos. Babilnia marcava Heraclito, Persa o velho Plato e o smbolo do sol oriental. Orientalismo latente da Grcia.

4 Diotgenes Os fragmentos de Diotgenes, pitagrico da uma frmula ."O rei tem a mesma relao polis que Deus para com o mundo e a cidade est na mesma relao ao mundo que o rei est para Deus! Porque a cidade-estado, feita como de uma harmonia de muitos elementos distintos uma imitao da ordem e da harmonia do mundo enquanto o rei tem governo absoluto ele prprio Lei Animada foi metamorfoseado em divindade pelos homens." Erwin Goodenough salientou o paralelo entre universo e o estado, o cosmos e o cosmion, entre Deus e o Rei. E, supremo realismo, a ordem teria de vir do poder do governante como harmonizador do povo, previsto em Opis situao mantida durante um milnio de ordem imperial.

5 Ecfanto Elabora a frmula de Diotgenes. O rei adquire majestade se a conduta for divina. Contemplar o rei

afecta a alma daqueles que o vem no menos que o som da flauta ou a harmonia. Para Ecphantus o rei tem a mesma comunho com os sbditos como deus tem para com o universo e as coisas que lhe pertencem. Os reis didocos so elevados ao poder pela fortuna pessoal em tempos desordenados: o seu problema pessoal idntico ao de qualquer pessoa. O conceito de autarcia reduziu-se at esfera individual. Se ele quer viver vida perfeita tem de ser auto-suficiente. Homens diferentes realizam finalidades diferentes e o rei torna-se o modelo exemplar para que outros modelem suas vidas. A cosmopolis aberta, a comunidade anrquica de homens sbios adquire articulao interna que ajuda os indivduos a encontrar o seu caminho. O rei tem de ser t