evangelho do céu vol[1]

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Page 1: Evangelho Do Céu Vol[1]

EVANGELHO DO CÉU VOL. I

Page 2: Evangelho Do Céu Vol[1]

Evangelho do Céu Vol. I

ENSINAMENTOS DE MEISHU SAMA

EDITORA LUX ORIENS

Revisado em dezembro de 2005

Meishu Sama

EVANGELHO DO CÉU

I - Iniciação

Tradução

Minoru NakahashiLux Oriens Editora

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Evangelho do Céu Vol. I

Meishu Sama

Evangelhbo do CéuVol. 1 - Iniciação

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Evangelho do Céu Vol. I

Meishu SarnaEvangelho do Céu

Volume I – IniciaçãoLux Oriens Editora Ltda

Rua Itapicuru, 849 - PerdizesSão Paulo - SP - Cep. 05006-000

Foner(Oxxll) 3675-6947

Homepage: http:/ /www.lux-oriens.com.br

E-mail: [email protected]

1a edição: 15 de junho de 2002

ISBN nº 85-88311-06-2

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIF) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Sama, Meishu, 1882-1955.Evangelho do céu / Meishu Sama; tradução Minoru Nakahashi.

São Paulo : Lux Oriens, 2001.

Título original: Tengoku no fukuin

1. Sama, Meishu, 1882-1955 - Ensinamentos I.

Título01-5332

CDD-299.56

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Evangelho do Céu Vol. I

Deus e Meishu Sama!

Exultantes de alegria e sinceramente agradecidos pela força e proteção constantes, esteio permanente na elaboração desta obra, dizemos-Vos, do fundo dos nossos corações, obrigado!

Rogamos também que o Evangelho do Céu traga para a humanidade a Boa Nova da Era do Dia.

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Evangelho do Céu Vol. I

ÍNDICE

PREFÁCIO............................................................................................................................. 10INTRODUÇÃO........................................................................................................................ 13MAKOTO................................................................................................................................ 14CAPÍTULO I - NOÇÕES PRELIMINARES..............................................................................151 - PARA ENTENDER O CONCEITO DE INICIAÇÃO............................................................................15

1.1 - Seja um novo homem.............................................................................................151.2 - Nobreza de atitudes................................................................................................161.3 - Linha divisória.........................................................................................................17

2 - OBJETIVO DO PROCESSO INICIÁTICO.......................................................................................172.1 - Entender a finalidade da fé....................................................................................172.2 - Arrepender-se..........................................................................................................182.3 - Buscar o aprirnoramento.......................................................................................182.4 - Mudar de vida...........................................................................................................18

CAPÍTULO II - CONDIÇÕES BÁSICAS PARA INICIAR O CAMINHO DA ELEVAÇÃO.........201 - MAKOTO.............................................................................................................................. 20

1.1 - Para entender o significado...................................................................................201.1.1 - O que é makoto?.................................................................................................................201.1.2 - Atitude correta.....................................................................................................................201.1.3 - Prática do makoto................................................................................................................21

1.2 - Para adquirir makoto..............................................................................................221.2.1 - Respeitar os compromissos................................................................................................22

1.2.1.1 - Desempenho das obrigações...................................................................................221.2.2 - Ser honesto..........................................................................................................................23

1.2.2.1 - Fé verdadeira..............................................................................................................231.2.2.2 - Honestidade................................................................................................................24

2.3 - Amar ao próximo....................................................................................................................241.2.3.1 - Censuras......................................................................................................................241.2.3.2 - Julgamentos................................................................................................................251.2.3.3 - Bom senso..................................................................................................................26

1.2.4 - Praticar a humildade...........................................................................................................271.2.4.1 - Os últimos...................................................................................................................27

1.2.5 - Combater medos e culpas..................................................................................................291.2.5.1 - Fé e liberdade.............................................................................................................291.2.5.2 - Respeito.......................................................................................................................311.2.5.3 - Opressões...................................................................................................................31

2 – JUSTIÇA.............................................................................................................................. 322.1 - Senso de justiça......................................................................................................32

2.1.1 - Fatores determinantes........................................................................................................322.1.2 - Grande tolice........................................................................................................................332.1.3 - Caminho da felicidade.........................................................................................................34

2.2 - O domínio dos jashin..............................................................................................342.3 - Justiça e religião.....................................................................................................36

3 - ELIMINAÇÃO DE EGOS E APEGOS............................................................................................373.1 - Como eliminar?........................................................................................................373.2 - Apego entre casais..................................................................................................383.3 - Apego na propagação da fé...................................................................................383.4 - Superar o Ego..........................................................................................................39

4 - PACIÊNCIA........................................................................................................................... 394.1 - Controlar a ira..........................................................................................................394.2 - Preparo para grandes missões.............................................................................414.3 - Um exemplo marcante............................................................................................414.4 - Evitar precipitações................................................................................................42

5 - TRANQÜILIDADE....................................................................................................................425.1 - Esperar com tranqüilidade.....................................................................................425.2 - Entregar-se a Deus..................................................................................................435.3 - Agir com tranqüilidade...........................................................................................43

CAPÍTULO III - NOÇÕES DE SABEDORIA.............................................................................451 - DISCERNIMENTO...................................................................................................................45

1.1 - O homem pode mudar o seu destino...................................................................451.2 - Ser amado por Deus................................................................................................46

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Evangelho do Céu Vol. I

1.3 - O Bem e o Mal..........................................................................................................481.3.1 - Causas determinantes........................................................................................................481.3.2 - Diferença entre Bem e Mal.................................................................................................491.3.3 - Esperteza.............................................................................................................................501.3.4 - Autopunição.........................................................................................................................501.3.5 - Conclusão............................................................................................................................50

1.4 - Uma nova etapa.......................................................................................................511.5 - Fé celestial e infernal..............................................................................................52

1.5.1 - Diferenças............................................................................................................................521.5.2 - Missão da Messiânica.........................................................................................................521.5.3 - Messiânica e outras religiões..............................................................................................541.5.4 - Conclusão............................................................................................................................55

1.6 - O homem mau..........................................................................................................561.6.1 - Como é?...............................................................................................................................561.6.2 - Sentimentos do homem mau..............................................................................................57

1.7 - Não ser odiado.........................................................................................................571.8 - Dívidas...................................................................................................................... 58

2 - DOMÍNIO DO MATERIALISMO...................................................................................................602.1 - Desonestidade.........................................................................................................602.2 - Solução possível.....................................................................................................612.3 - Educação verdadeira..............................................................................................62

3 - PODER DA LUZ DE DEUS.......................................................................................................633.1 - Luz Divina versus dogma.......................................................................................63

3.1.1 - Luz Divina............................................................................................................................633.1.2 - Dogmas................................................................................................................................633.1.3 - Importância das leis............................................................................................................64

3.2 - Milagre....................................................................................................................... 653.2.1 - O que é?..............................................................................................................................653.2.2 - Significado da aura..............................................................................................................663.2.3 - Forças extramateriais..........................................................................................................673.2.4 - Conclusões gerais...............................................................................................................67

3.2.4.1 - Milagre, uma ocorrência normal....................................................................................673.2.4.2 - Ampliação da aura.........................................................................................................68

3.3 - Sermões.................................................................................................................... 683.4 - Luz Divina e luz material........................................................................................703.5 - Ohikari....................................................................................................................... 71

CAPÍTULO IV - PURIFICAÇÃO...............................................................................................721 - NOÇÕES BÁSICAS................................................................................................................72

1.1 - O homem mau é um doente...................................................................................721.2 - Causas das doenças...............................................................................................731.3 - Toxina congênita.....................................................................................................731.4 - Toxina úrica..............................................................................................................741.5 - Toxina medicamentosa...........................................................................................751.6 - Considerações finais..............................................................................................761.7 - Purificações severas...............................................................................................761.8 - Auto-recuperação....................................................................................................77

2 - TIPOS DE PURIFICAÇÃO.........................................................................................................772.1 - Físicas....................................................................................................................... 77

2.1.1 - Causas.................................................................................................................................772.1.2 - Todo remédio é droga.........................................................................................................782.1.3 - Toxinas e doenças..............................................................................................................792.1.4 - Produção de remédios........................................................................................................80

2.2 - Materiais....................................................................................................................832.2.1 - Danos materiais...................................................................................................................832.2.2 - Incêndios..............................................................................................................................84

2.3 - Mentais...................................................................................................................... 852.3.1 - Causas.................................................................................................................................85

2.3.1.1 - Encosto espiritual..........................................................................................................852.3.1.2 - Enrijecimento do pescoço.............................................................................................85

2.3.2 - Anemia cerebral e fenômeno do encosto..........................................................................862.3.3 - Funções do cérebro............................................................................................................862.3.4 - Manifestação da vontade....................................................................................................872.3.5 - Esperteza do negativo.........................................................................................................872.3.6 - Poder de atuação do encosto.............................................................................................88

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Evangelho do Céu Vol. I

2.3.7 - Histeria.................................................................................................................................882.3.8 - Os criminosos......................................................................................................................892.3.9 - Conclusões..........................................................................................................................89

2.4 - Espirituais.................................................................................................................902.4.1 - Doenças e espíritos.............................................................................................................902.4.2 - Nuvens espirituais...............................................................................................................912.4.3 - Máculas e doenças..............................................................................................................922.4.4 - Dissipação das máculas.....................................................................................................92

3 - APROFUNDAMENTO SOBRE A LEI DA PURIFICAÇÃO............................................................933.1 - Instrumentos de purificação......................................................................................933.2 - Relação entre remédio e doença................................................................................943.3 - Processos de eliminação das toxinas.......................................................................953.4 - Capacidade de regeneração do organismo...............................................................983.5 - Poder natural de cura.................................................................................................993.6 - Alimentos e manutenção da saúde..........................................................................1003.7 - Eliminação de máculas............................................................................................1013.8 - Despertar para a vontade de Deus...........................................................................1013.9 - Sofrimentos intensos...............................................................................................1023.10 - Misericórdia de Deus..............................................................................................1033.11 - Causa da infelicidade.............................................................................................1043.12 - Hospital e religião...................................................................................................1043.13 - O trabalho messiânico............................................................................................1053.14 - Delinqüência juvenil...............................................................................................1063.15 - Corrupção e criminalidade.....................................................................................107

CAPÍTULO V – MUNDO INVISÍVEL.....................................................................................1091 - PLANO ESPIRITUAL..............................................................................................................109

1.1 - Organização do plano espiritual............................................................................1091.2 - Camadas do Reino Espiritual.................................................................................1101.3 - Relação do homem com o Mundo Espiritual........................................................1111.4 - Elevação do yukon..................................................................................................1111.5 - Enigma do Mundo Espiritual..................................................................................1121.6 - Espírito Protetor......................................................................................................1141.7 - Espíritos demoníacos.............................................................................................1141.8 - Crianças superdotadas..........................................................................................1151.9 - Causas da existência de superdotados................................................................1161.10 - Os três grandes planos........................................................................................117

2 - FIOS ESPIRITUAIS................................................................................................................1192.1 - Em que consistem?................................................................................................1192.2 - Ligações por fios espirituais..................................................................................1192.3 - Variações de espessura.........................................................................................1202.4 - Luminosidade..........................................................................................................1202.5 - Importância dos fios espirituais............................................................................1202.6 - Influência exercida pelos fios espirituais..............................................................1212.7 - Diferenças entre fios espirituais............................................................................1222.8 - Fios espirituais divinos..........................................................................................1232.9 - Fios espirituais e objetos.......................................................................................1242.10 - Ligações cármicas................................................................................................124

3 - VIBRAÇÃO ESPIRITUAL E AURA.............................................................................................1263.1 - O que é aura?..........................................................................................................1263.2 - Cor............................................................................................................................ 1263.3 - Espessura................................................................................................................126

3.3.1 - Modificações de espessura...................................................................................................1273.4 - Essência da aura.....................................................................................................1273.5 - Causa dos insucessos...........................................................................................1283.6 - Exemplos dignos de nota.......................................................................................1293.7 - Algumas conclusões correlatas............................................................................1303.8 - Conclusões finais...................................................................................................130

4 - VIDA E MORTE..................................................................................................................... 1314.1 - Vida após a morte...................................................................................................1314.2 - Conceito de morte...................................................................................................1324.3 - Reminiscências de vidas passadas......................................................................133

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Evangelho do Céu Vol. I

4.4 - Idade espiritual........................................................................................................1344.5 - Afinidades................................................................................................................1344.6 - Reencarnação.........................................................................................................135

4.6.1 - Processo evolutivo..............................................................................................................1354.6.2 - Prematuras.........................................................................................................................136

4.7 - Causa da infelicidade na atual vida terrena..........................................................1374.8 - Respeito aos mortos...............................................................................................1374.9 - Desapego.................................................................................................................1384.10 - Vida e morte de mamehito...................................................................................139

5 - COMPOSIÇÃO DO MUNDO ESPIRITUAL..................................................................................1395.1 - Reino do Céu...........................................................................................................139

5.1.1 - Níveis...................................................................................................................................1395.1.2 - Atuação do Reino do Céu....................................................................................................1405.1.3 - Mundo búdico......................................................................................................................141

5.1.3.1 - Gokuraku.......................................................................................................................1415.1.3.2 - Joodo.............................................................................................................................1425.1.3.3 - Kannon no mundo búdico..............................................................................................142

5.2 - Inferno........................................................................................................................ 1425.2.1 - Mundo infernal.......................................................................................................................1425.2.2 - Montanha de agulhas............................................................................................................1435.2.3 - Lagoa de sangue...................................................................................................................1435.2.4 - Região dos famintos..............................................................................................................1445.2.5 - Inferno animalesco.................................................................................................................1455.2.6 - Shura-do...............................................................................................................................1465.2.7 - Shiki-do.................................................................................................................................1475.2.8 - Shonetsu...............................................................................................................................1485.2.9 - Inferno das cobras.................................................................................................................1485.2.10 - Inferno das formigas.............................................................................................................1485.2.11 - Quarto das abelhas..............................................................................................................149

6 - FENÔMENOS ESPIRITUAIS.....................................................................................................1506.1 - Espírito dos seres.....................................................................................................1506.2 - Ondas cerebrais.......................................................................................................1516.3 - Espírito vivo..............................................................................................................1526.4 - Paixões incontroláveis.............................................................................................1536.5 - Indiferença após o casamento.................................................................................1546.6 - Troca de Protetor......................................................................................................1546.7 - Namoro do ponto de vista espiritual........................................................................1556.8 - Amortecimento corporal..........................................................................................1566.9 - Influência de antepassados......................................................................................159

PROPOSIÇÃO FINAL...........................................................................................................160ADENDO.............................................................................................................................. 161GLOSSÁRIO......................................................................................................................... 163

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Evangelho do Céu Vol. I

PREFÁCIO

Meishu Sama sempre divulgou os Ensinamentos que lhe foram revelados por Deus através de publicações em jornais e revistas da Igreja, bem como por meio de palestras feitas para mamehito e ministros. Nessas ocasiões, abordava assuntos variados que abrangiam não só o campo religioso, moral ou filosófico, mas também ciência, especialmente a Medicina, Política, Educação, Arte, História, Agricultura da Grande Natureza, além de outros temas diversos, tais como: ordem social, sabedoria, Mundo Espiritual, Bem e Mal, enfim qualquer ocorrência que, direta ou indiretamente, interferisse no comportamento humano.

De um modo geral, os artigos ou mesmo o conteúdo das palestras analisavam, de uma só vez, as mais diversas questões, todas elas consideradas sob um ponto de vista totalmente inovador, tendo por base a revelação divina, bem como experiências vividas e pesquisas realizadas por Meishu Sama, cuja finalidade era formar o homem para viver na Nova Civilização, que se iniciaria no presente século XXI.

De outra parte, todos os princípios contidos nos Ensinamentos foram sendo gradativamente explicados de acordo com as necessidades do momento. Assim, muitos deles constituíram respostas a perguntas formuladas pelos estudiosos e seguidores da Messiânica. Daí também o outro motivo de, numa mesma palestra ou nos artigos para jornais e revistas, serem tratadas questões diversas sem a centralização específica de um tema único.

Sempre foi, entretanto, bastante evidente a necessidade de se organizarem os Ensinamentos de acordo com os assuntos a fim de se tornarem mais claros, especialmente para os ocidentais, e também para todas as pessoas interessadas em estudá-los. Dessa forma, tornar-se-ia mais fácil visualizar, na sua totalidade, preciosíssimas lições de inestimável valor.

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Evangelho do Céu Vol. I

Entretanto, desde 1955 (Goshoten1 de Meishu Sarna) até hoje, nada de concreto tinha sido feito no sentido de ordenar sistematicamente os Ensinamentos, separando-os de acordo com os diversos assuntos tratados pelo Mestre.

Sentindo, então, a urgência de iniciar um trabalho mais específico na tentativa de ser atingido certo grau de sistematização, nosso esforço visou, na medida do possível, a atingir esse objetivo. Numa primeira etapa, a tarefa consistiu na separação dos textos que, depois, foram reunidos e remontados de forma esquemática, colocando sempre em evidência pontos básicos considerados indispensáveis a quem deseja trilhar o caminho da salvação. Sob esse aspecto, foi uma atividade semelhante à da construção de uma casa na qual a primeira etapa corresponde ao estabelecimento do alicerce para, em seguida, serem levantadas as colunas, paredes e telhado, e finalmente a conclusão, com os arremates e acabamento para, mais tarde, se acrescentarem os últimos retoques da decoração, feita com valiosas obras de arte das mais variadas tendências. Em outras palavras, quero dizer que Meishu Sama deixou, nos Ensinamentos, todo o material para a edificação da nova morada da humanidade. A nós cabe, apenas, a missão de distribuí-lo, colocando cada mensagem, cada preceito, cada orientação no seu exato lugar. Dessa forma, os leitores poderão obter, numa visão tridimensional, uma idéia mais concreta da beleza desta nova casa planejada por Deus para todos os Seus filhos.

Tendo, então, como linha mestra o aspecto construtivo ascendente, tomamos, como base, na elaboração deste livro, o processo da Iniciação, significando a primeira etapa a ser transposta no caminho do aprimoramento espiritual. Nesta fase inicial, o que se destaca é a necessidade da purificação, entendida como um recurso irrefutável de limpeza das máculas do espírito e das toxinas presentes no corpo físico.

1 Passagem de Meishu Sama para o Reino Divino (10/02/1955).

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Evangelho do Céu Vol. I

Uma vez vencida a fase da iniciação, o praticante, um pouco mais livre de impurezas, tem condições de discernimento e vai, assim, adquirindo a verdadeira sabedoria num processo contínuo de aprimoramento espiritual. Daí que, para atender a esse objetivo, o segundo volume desta Obra contém exclusivamente Ensinamentos referentes à Sabedoria. Através deles, o leitor vai poder orientar-se na busca do seu próprio desenvolvimento espiritual. Assim, passo a passo, irá conseguindo escalar pontos cada vez mais altos, até atingir a Comunhão Perfeita com Deus.

Então, o conteúdo do terceiro volume é constituído de Escritos Sagrados que têm como objetivo mostrar o poder da Luz através da qual cada um de nós, seguindo o exemplo de Meishu Sama, poderá atingir o grau de Kenshinjitsu.

Foi também considerando todas as colocações até aqui expostas, que dividimos o presente livro — Evangelho do Céu — em três volumes, a saber: I -Iniciação, II - Sabedoria e III - Reino Divino, simbolizando, no seu conjunto, a nova habitação para a humanidade inteira, onde cada um poderá cultuar a Beleza, praticar a Virtude e vivenciar plenamente a Verdade absoluta.

Minoru Nakahashi

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Evangelho do Céu Vol. I

INTRODUÇÃO

A idéia de iniciar está relacionada à tarefa de preparo, escolha, limpeza. Assim, tomando como exemplo a construção de uma casa, uma das primeiras medidas a serem consideradas diz respeito à determinação do local, aquisição do terreno. Logo depois, a preocupação se volta para a limpeza e preparo do ambiente com a eliminação das arestas e de outros componentes que possam impedir uma construção harmoniosa.

A seguir, num processo contínuo, são estabelecidos os alicerces, os tipos de materiais empregados, a forma arquitetônica da casa e todos os demais recursos indispensáveis.

Em síntese, o início de uma edificação está intimamente relacionado a um trabalho que visa determinar quais elementos são úteis e, ao mesmo tempo, eliminar o desnecessário ou tudo que possa atrapalhar o bom andamento da obra.

Um processo semelhante ao de uma construção ocorre com quem busca um encontro mais íntimo com Deus. Eis por que o primeiro volume do Evangelho do Céu contém as condições básicas para iniciar o caminho da elevação espiritual. Por meio delas, todos poderão, sem embargo, estabelecer as suas prioridades.

É também desejo do tradutor que o maior número possível de leitores possa usufruir das bênçãos divinas, objetivo primordial deste trabalho feito com o sentimento sincero daquele amor verdadeiro em cuja etapa final reside exclusivamente o bem da humanidade e a glória de Deus.

Minoru Nakahashi

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Evangelho do Céu Vol. I

MAKOTO

Chave preciosa!Resolve todos os problemas do mundo

É a base para a formação do verdadeiro país,Bem como de cada ser humano

Sublime guia!Quando ausente, traz

O empobrecimento das ideologias pollíticas,A escassez de bens materiais,

A decadência da moralE todos os demais odiosos conflitos

E funestos assuntos que envolvem as criaturas.

Poderosa força!Destrói a desordem.

Religião, Ciência e ArteSe não tiveream como centro,Torna-se-ão míseros cadávers.

Ah! Makoto! Makoto!Somente nesta essência,

Oh! Humanidade,Encontrarás a solução

Dos teus destruidores infortúnios.

Meishu Sama

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Evangelho do Céu Vol. I

CAPÍTULO I - NOÇÕES PRELIMINARES

1 - Para entender o conceito de iniciação

1.1 - Seja um novo homem

Os homens devem procurar evoluir sempre, especialmente aqueles que professam uma fé.

De um modo geral, entretanto, quando alguém fala de religião, é considerado fora de época. Inegavelmente, o comportamento normal da maioria dos adeptos das religiões existentes é de pessoas antiquadas.

Os seguidores da Messiânica, contudo, precisam adotar uma atitude oposta. Convém que todos observem, em especial, a Grande Natureza, onde tudo evolui incessantemente, num ininterrupto processo de renovação. Vejam como, a cada ano, aumenta a população e o aproveitamento das terras; como progridem os meios de transporte, os processos de construção e os recursos tecnológicos. As plantas e as árvores crescem em direção ao céu; nunca para baixo. Assim, também o homem deve acompanhar e imitar a evolução de todos os elementos da Grande Natureza.

Seguindo o mesmo princípio, esforço-me para que o meu aprimoramento seja, a cada mês, a cada ano, maior e mais profundo.

Aquele que se preocupa apenas em melhorar os aspectos materiais da vida, tais como posição social, empreendimentos, profissão, flutua sem criar bases firmes. É preciso, por todos os meios, elevar a alma e aperfeiçoar o espírito. Quem tiver esse cuidado, construirá, passo a passo, um novo "Eu".

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Evangelho do Céu Vol. I

Não há necessidade de pressa. Aos poucos, no decorrer dos anos, todos vocês poderão tornar-se pessoas magníficas. Basta a mera intenção de pôr em prática os Ensinamentos para que já sejam consideradas almas superiores. Desse modo, desfrutarão, com certeza, da confiança de todos, terão sucesso e serão felizes.

Talvez os jovens achem que estou dizendo banalidades, ou pregando uma moral antiquada. Muito pelo contrário. Quem segue o que eu ensino transforma-se num novo homem. Ultrapassados são aqueles que não apresentam, durante a vida toda, a menor evolução, conservando sempre idêntico modo de pensar e de falar sobre os mesmos assuntos. Mantendo somente conversas mundanas, desinteressantes, sem nenhuma preocupação religiosa, política, filosófica ou artística, não progridem; permanecem estáticos.

Embora a maioria das pessoas se comporte dessa maneira, não tenho intenção alguma de censurá-las. Estou apenas chamando a atenção para uma realidade irrefutável.

Atitudes semelhantes, contudo, não são muito louváveis especialmente para os seguidores da Messiânica que, neste período de transição, procura salvar toda a humanidade, despertando-a para os erros da cultura atual. O nosso objetivo é aprimorar o ser humano, para construir um mundo pleno de felicidade. Portanto, quando digo que todos precisam tornar-se pessoas da cultura do século XXI, estou me referindo à formação desse novo homem.

1.2 - Nobreza de atitudes

Para atingir um nível superior de aprimoramento espiritual, são necessárias algumas práticas, entre as quais se inclui a nobreza de atitudes.

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Evangelho do Céu Vol. I

Como é notório, a maioria das pessoas vive constantemente empenhada em ganhar dinheiro, pensando em uma maneira de agir para que tudo na sua vida corra bem, de acordo com os próprios desejos. Tal atitude corresponde apenas à valorização de interesses pessoais, sem uma direção voltada a ideais mais elevados. Na verdade, quem age assim ou cultiva somente essa forma de pensar, ainda está espiritualmente posicionado num plano bem inferior.

Então, os filósofos e os pensadores em geral, embora sejam semelhantes aos demais seres humanos, já possuem um estado superior de consciência. Quer dizer: sua alma se encontra numa posição mais elevada dentro daqueles cento e oitenta graus2

diferentes dos quais lhes tenho, muitas vezes, falado. Dessa forma, quanto mais alto for o nível espiritual alcançado por alguém, tanto mais nobre se torna o seu trabalho.

1.3 - Linha divisória

Existe uma linha que divide, ao meio, os cento e oitenta graus do Plano Espiritual. Então, para atingir um nível mais alto, é preciso ultrapassá-la, a fim de pertencer à área divina; um estágio abaixo desse marco divisório corresponde ao domínio animal; portanto, o espírito que se encontra nesse nível não consegue agir com nobreza, porque não tem muito clara a consciência de Deus. Mesmo em se tratando de pessoa ilustre, se for um ateu, jamais conseguirá atingir a área divina; pode até se aproximar da linha divisória, mas não a ultrapassará.

2 - Objetivo do processo iniciático

2.1 - Entender a finalidade da fé

2 O Plano Espiritual está dividido em 180 (cento e oitenta) camadas semelhantes aos andares de um prédio. Cada andar corresponde a um plano do Mundo Espiritual.

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Evangelho do Céu Vol. I

A finalidade da fé é desenvolver homens perfeitos. Mas como neste mundo não se pode exigir perfeição absoluta, a correta maneira de proceder está em buscar gradativamente o aprimoramento num esforço contínuo para atingir, passo a passo, um nível de maior elevação. Quanto mais profunda a fé, mais simples e natural deverá ser a conduta da pessoa. Quem já chegou a esse estágio de vivência fala e age com bom senso, exercendo uma influência muito benéfica sobre todo o ambiente ao seu redor e jamais deixa que os outros percebam a qual credo pertence. Modesto, bondoso e afável, preocupa-se exclusivamente com o desenvolvimento espiritual e o bem-estar da humanidade. É comparável à suave brisa da primavera.

2.2 - Arrepender-se

Para a vida humana se tornar autêntica, é preciso que as pessoas, por si mesmas, despertem e reconheçam, do fundo do coração, as suas falhas e se arrependam de as terem cometido.

2.3 - Buscar o aprirnoramento

Pode-se afirmar que a missão primeira do ser humano é buscar o aprirnoramento espiritual, através de sucessões de mortes e vidas, até atingir a meta ideal. Então, sobre esse aspecto, o Bem e o Mal, a guerra e a paz, a destruição e a criação, fazem parte de um processo evolutivo permanente e constituem o curso natural da história e do desenvolvimento cultural da humanidade.

Como atualmente estamos vivendo a Transição da Noite para o Dia, existe, no mundo inteiro, a preocupação de se atingir um nível altamente civilizado para que a barbárie seja eliminada. Posso afirmar, por isso, que o aparecimento da nossa medicina pioneira, o Johrei, constitui o prenúncio da concretização desse objetivo, pois é o único método capaz de acabar com guerras, doenças e pobreza.

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2.4 - Mudar de vida

Quem conhece a Deus e tem certeza absoluta de Sua existência, já se encontra acima da linha divisória; por conseguinte, vive na área divina. Essa diferença, embora pouquíssima, determina uma mudança total de vida.

Então, mesmo sendo ilustre e tendo muito conhecimento, quem se encontra no plano abaixo desse marco divisório tem uma índole malévola e usa a sua inteligência para praticar o mal. De outra parte, para alguém que já ultrapassou a linha, indo para cima, tudo que pensa ou faz corresponde a ações verdadeiras, próprias de seres humanos. Também não cria máculas para si mesmo nem causa sofrimento aos outros. É bom e, por isso, raramente erra. Pelo contrário, constrói muita felicidade.

Viver, portanto, buscando sempre um nível elevado de espiritualidade e acreditando convictamente nessa postura constitui a base fundamental da fé. E o papel da religião deve ser, antes de tudo, o de ensinar ao ser humano tão importante verdade.

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CAPÍTULO II - CONDIÇÕES BÁSICAS PARA INICIAR O CAMINHO DA ELEVAÇÃO

1 - Makoto

1.1 - Para entender o significado

1.1.1 - O que é makoto?

É um vocábulo japonês que está associado às acepções de amor, sinceridade, fidelidade, honestidade, constância, devoção, franqueza, pureza e autenticidade.

O termo makoto engloba, portanto, um conjunto de virtudes, cuja prática é extremamente necessária para quem deseja iniciar-se no caminho da luz.

1.1.2 - Atitude correta

Seria cada um vigiar constantemente a si próprio, procurando saber se está agindo certo ou errado. Quem assim procede possui o verdadeiro makoto. Ao contrário, condenar o mal dos outros, chamar-lhes a atenção, embora socialmente pareça correto, para um mamehito não é atitude digna. Se, de fato, alguém estiver errado, a Deus cabe julgar. Aqui reside o grande mistério da fé. Portanto, todo aquele que age contra esse princípio está tentando colocar a vontade humana acima do poder divino.

De outra parte, entretanto, existem situações que precisam ser definidas. Então, o que, na realidade, não está correta é a tentativa de se estabelecer o Bem e o Mal para os outros. No momento em que alguém age assim, erra.

Por isso, torna-se necessário que cada mamehito mantenha uma atitude mental de não-julgamento, levando em consideração também as circunstâncias que exigem algumas

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definições precisas. Esse tipo de postura corresponde a um nível espiritual, sutil e misterioso, envolto em transmutações intermináveis. Mesmo assim, é importante que cada mamehito procure aproximar-se um pouco dele. Desse modo, estará polindo a alma. Além disso, tal maneira de agir corresponde à prática de uma fé altamente elevada. É também um princípio que nunca foi ensinado por nenhuma das religiões existentes. Quem o praticar, contudo, jamais cometerá erros e estará sempre no caminho da verdade.

1.1.3 - Prática do makoto

Pergunta: Como praticar makoto?

Resposta de Meishu Sama: Deve-se colocar em segundo plano os próprios interesses e procurar fazer o melhor para os outros. Tal atitude corresponde ao desejo sincero de querer o bem do próximo e de agir altruisticamente, buscando a melhoria do mundo e da sociedade.

Makoto é uma atitude contrária à da mentira. Refere-se às ações honestas praticadas com discernimento e fundamentadas no bom senso.

Procurar, apenas, beneficiar o país ou a classe social a que se pertence parece um ato nobre, mas ainda é makoto restrito. A grandeza da alma, alicerçada no amor à humanidade inteira, é que corresponde, de fato, ao verdadeiro makoto.

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1.2 - Para adquirir makoto

1.2.1 - Respeitar os compromissos

1.2.1.1 - Desempenho das obrigações

Quem possui makoto respeita e cumpre, acima de tudo, os seus compromissos. O desempenho correto das obrigações assumidas, embora não seja considerada como uma atitude relevante para a maioria das pessoas, é de suma importância para o homem de fé. O não-cumprimento de um dever acaba sendo uma espécie de delito porque é uma maneira de enganar os outros.

Geralmente, o que mais costuma ser menosprezado num compromisso é o horário. Quando alguém deixa de ser pontual, está, de fato, causando aborrecimento e irritação àqueles que ficam esperando.

Há um provérbio antigo que chama a atenção para estes sentimentos: "É bom ser esperado; desagradável é esperar". Daí a importância de se ficar atento à expectativa do próximo. Quem não se preocupa com esses pequenos detalhes, não tem makoto. Ainda que possua muitas outras qualidades, pouco valor demonstrará, se não tiver sensibilidade e respeito em relação aos horários assumidos.

Portanto, quem tem fé em Deus não pode menosprezar o rigoroso cumprimento das obrigações. Se não conseguir, acima de tudo, pôr em prática esse preceito, está reprovado na fé.

Guardem, pois, essa verdade bem no fundo do coração para que nunca seja esquecida.

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1.2.2 - Ser honesto

1.2.2.1 - Fé verdadeira

Inúmeras pessoas, neste mundo, seguem uma religião, mas os crentes autênticos são raros. Ainda que alguém se considere uma pessoa religiosa, não o será de fato se as suas idéias não forem objetivamente comprovadas pelos demais.

De que modo, então, se adquire a verdadeira fé? Em primeiro lugar é preciso ter credibilidade, isto é, tornar-se uma pessoa da mais absoluta confiança demonstrada pela ausência total de falsidade tanto nos atos, quanto nas palavras.

O que é preciso fazer, para se chegar a esse nível?

Acima de tudo, não mentir e depois colocar, em primeiro lugar, os interesses do próximo, relegando a um plano secundário as necessidades pessoais.

Agindo assim, isto é, visando ao bem do outro, todos vão perceber a lealdade de intenções, bem como constatarão a existência de um sentimento de amizade desinteressada naqueles que professam uma religião. Sentirão também uma agradável sensação de bem-estar todas as vezes que entrarem em contato com pessoas de verdadeira fé e desejarão compartilhar sua presença. Quando um religioso age dessa forma, torna-se uma pessoa benquista e respeitada por todos.

Querer, portanto, a companhia de alguém que inspire confiança é uma atitude perfeitamente compreensível, pois até nós mesmos, se encontrássemos pessoas assim, gostaríamos de aprofundar relacionamento com elas, tornando-nos seus amigos inseparáveis.

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Quero acrescentar, ainda, que essa boa impressão não deve ser apenas momentânea. Como sempre digo, o homem precisa ser como o arroz: a princípio, parece sem gosto, mas, à medida que vai sendo mastigado, o sabor se manifesta e aumenta gradativamente. É por isso também que constitui um dos pratos indispensáveis à alimentação diária de todos nós.

1.2.2.2 - Honestidade

No mundo atual, a maioria das pessoas faz questão de agir, propositadamente, ao contrário. Dizem mentiras que não tardam a ser descobertas. Procedem de maneira a perder a confiança dos semelhantes, pois quem mente uma vez, mesmo conservando outros valores, perde a credibilidade, que é realmente um grande tesouro. Eis a razão pela qual muitos não conseguem melhorar a sua sorte, apesar de trabalharem arduamente. De outra parte, aqueles que forem confiáveis jamais passarão dificuldades porque todos, generosamente, lhes socorrerão nos momentos difíceis. Mentir é, portanto, uma grande tolice.

Até agora me referi ao merecimento de crédito do ponto de vista material. O bem mais precioso, contudo, é conquistar a credibilidade de Deus. Para essas pessoas, tudo correrá maravilhosamente bem e a vida lhes será plena de êxito e alegria.

2.3 - Amar ao próximo

1.2.3.1 - Censuras

Às vezes alguém me pergunta se cabe ou não censurar. De fato, só o Criador tem autoridade para julgar os homens. Assim, se alguém condenar o próximo, estará querendo colocar-se na posição de Deus. Além do mais, a censura nunca produz bons resultados; provoca sempre um efeito contrário. Por essa razão, a minha maneira correta de agir é a seguinte: quando alguma pessoa comete erros, faço de conta que não vejo. Espero até a hora em que

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ela, ao sofrer as conseqüências de suas atitudes, percebe que não estava agindo de modo certo. Nesse momento, despertará e, com certeza, se arrependerá do fundo do coração. Portanto, censurá-la antes de ter adquirido consciência de seus atos seria como tentar deter uma pedra que estivesse rolando do alto da montanha. Se alguém se dispusesse a tal façanha, com certeza se machucaria. Por isso, o melhor é esperar que a pessoa caia para então ser reerguida com tranqüilidade.

Não obstante, convém alertar freqüentemente a todos sobre a maneira correta de agir, a fim de que muitos infortúnios sejam evitados. E também para que cada um tenha condições de recordar-se, no momento das adversidades, de todas as recomendações anteriormente recebidas.

Meditem e ponham em prática estas verdades e nunca tentem segurar a pedra que esteja rolando montanha abaixo. Ajam com bastante discernimento.

1.2.3.2 - Julgamentos

Já falei sobre o assunto algumas vezes. Percebo, contudo, que os membros ainda cometem esse erro até inconscientemente, razão por que volto a abordá-lo.

Há gente que tem o hábito de comentar a maldade dos outros. E, em casos extremos, chegam mesmo a dizer que é preciso tomar cuidado com certas pessoas porque elas estão endemoniadas. Na verdade, acontece bem ao contrário. Está possesso quem faz um comentário como esse, pois nenhum ser humano tem permissão de estabelecer para os outros qual seja o comportamento certo ou errado, o Bem ou o Mal. Tal procedimento diz respeito exclusivamente a Deus.

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Então, quem julga os semelhantes está profanando a área divina e, por isso, não seria errado encará-lo como um demônio contra o qual convém ficar de guarda.

Qual seria a causa da existência de indivíduos que vivem a censurar o próximo?

Evidentemente, a falta de fé em Deus leva algumas pessoas a julgarem erradas as demais. Outras ainda acham que certas crenças ou igrejas seguem uma orientação incorreta e, por isso, precisam ser reformuladas. Quem assim pensa, acredita mais na força dos homens do que no poder divino. Não há falha maior nem atitude mais presunçosa. Portanto, não cabe a uma pessoa de fé esse tipo de preocupação. Se houver realmente erros, ou maus elementos entre os seguidores de um credo, basta colocá-los nas mãos de Deus que o julgamento virá do Alto.

Tenham, pois, sempre em mente que na Messiânica tudo é supervisionado pelo Supremo Deus. Constantemente, através de algum acontecimento particular, os membros que estão agindo errado recebem advertências a fim de poderem despertar para a verdade. Caso não mudem de atitude, chegam, às vezes, até a perder a vida. E, em outras circunstâncias, a têm profundamente ameaçada, como bem sabem os messiânicos mais antigos.

Concluindo, podemos, de fato, afirmar que o comportamento correto é cada um julgar-se continuamente a si mesmo, em vez de ficar censurando os outros. Quem vive assim tem verdadeira fé e cumpre a vontade de Deus.

1.2.3.3 - Bom senso

Bom senso nas palavras e atitudes é um princípio do qual não deve desviar-se o homem de fé. Convém encarar com cautela a crença expressa por meio de palavras extravagantes e atos ostensivos, fato, aliás, bastante comum. Muitas pessoas, entretanto,

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sentem maior inclinação por esse tipo de postura religiosa, justamente por falta de conhecimentos espirituais3. Também não é recomendável a atitude de pessoas que se julgam superiores às demais e negam amor a quem pertence a outra religião.

Quem tem verdadeira fé não fomenta a exclusividade nem o separativismo. Ao contrário, tem consciência de que o objetivo da religião é salvar toda a humanidade; não apenas um pequeno grupo.

Como sempre repito, para se ter uma vida tranqüila e harmoniosa, é preciso primeiramente fazer os outros felizes. O bem estar de cada ser humano reside nas divinas recompensas que receberá pelo amor e dedicação devotados ao próximo.

Portanto, a pessoa que sacrifica o semelhante em seu próprio benefício nunca vai encontrar a verdadeira felicidade.

1.2.4 - Praticar a humildade

1.2.4.1 - Os últimos

Desde antigamente, ouve-se a expressão: "os últimos serão os primeiros". Essa máxima, na verdade, refere-se a uma forma de aprimoramento que permite permanecer numa posição inferior, quer dizer, ter uma conduta de vida que não busque o primeiro lugar, mas procure, antes de tudo, manter-se no anonimato, praticando o bem sem muito alarde. Tal maneira de agir é de suma importância para as pessoas que buscam a vivência da fé verdadeira.

Freqüentemente se observa, em grupos religiosos, a falta de humildade, de modo especial entre alguns chefes ou propagadores de doutrinas, os quais alardeiam os seus feitos através de

3 O maior inimigo da negatividade é o bom senso. Quem não o possui, geralmente fica meio esquisito. É uma atitude bem oposta à das pessoas equilibradas. Estas são bem evoluídas espiritualmente e agem com simplicidade. Os insensatos, ao contrário, embora tentem a mostrar naturalidade através da aparência, demonstram apenas transgressões de personalidade.

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grandes propagandas, julgando-se, por isso, merecedores de honrarias especiais.

A atitude correta, porém, deve ser semelhante à da águia que, esperta, esconde a unha, ou como a do cacho de arroz: quanto mais carregado, mais se inclina.

Então, orgulhar-se das próprias ações querendo mostrar-se grande sábio, vangloriando-se de tudo, sempre produz efeitos contrários. É o que acontece, por exemplo, quando alguém, mesmo não sendo tão importante, ao receber qualquer elogio, julga-se o maior de todos. Este é um dos pontos fracos do ser humano. Embora seja o modo de agir mais comum, as pessoas de fé devem cultivar sempre, em seus corações, o princípio segundo o qual quanto mais sábio, mais humilde.

Muitas vezes, acontece de alguém que trabalhava em serviços comuns, vivendo, como a maioria, nas camadas mais inferiores da sociedade, de repente, passar a ser chamado de Mestre. Mesmo nessas circunstâncias, a atitude de humildade deve permanecer. Essa é uma forma de aprimoramento constante, através da qual o fato de manter-se numa posição inferior não significa menosprezo. Freqüentemente, nessas ocasiões, a pessoa fica, de início, contente e até vaidosa por parecer importante. Com o passar do tempo, entretanto, esse sentimento intensifica o desejo de ser visto como tal e, a partir daí, acaba desagradando aos outros, sem que ela própria perceba o seu comportamento tão inadequado e causador de insatisfação aos demais.

Deus não gosta, nem um pouco, de vaidades. Preciosa é para Ele a virtude da humildade, de modo especial quando praticada por aqueles que possuem certo nível cultural, demonstrando assim educação e respeito pelo semelhante.

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Muitas vezes se observam, especialmente em logradouros com grandes aglomerações, ou ao se tomarem trens, bondes, ônibus, pessoas cometendo atos de grosseria, empurrando os outros, querendo sentar-se nos melhores lugares, por se acharem os mais importantes. Todas essas atitudes de orgulho revelam uma espécie de comportamento possessivo e monopolizador, bastante desagradável.

Em contraposição, para se criar uma sociedade harmoniosa, que satisfaça a todos, torna-se necessário manifestar sempre idéias democráticas por meio das quais o direito de cada cidadão deve ser respeitado.

Contudo, como pode ser observado através dos fatos, quase nada se alterou, desde os primeiros tempos até os dias de hoje.

1.2.5 - Combater medos e culpas

1.2.5.1 - Fé e liberdade

Há, no mundo, vários tipos de religião; algumas mais, outras menos notáveis, as quais podem ser classificadas como grandes, médias, ou pequenas. Todas, sem exceção, se consideram superiores e julgam as demais inferiores. Por essa razão, proíbem os adeptos de manter contato com as outras, afirmando que são crenças demoníacas. Além disso, temem o próprio Deus no qual acreditam e dizem que não há salvação para quem divide a sua fé entre dois credos.

Algumas religiões são, nesse aspecto, extremamente rigorosas, a tal ponto de os seus pregadores ameaçarem com terríveis infortúnios, doenças graves, perda da própria vida, ou até a morte de toda a família, caso algum de seus membros manifeste o desejo de converter-se a outra crença. Por incrível que pareça,

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essa espécie de fé, bastante comum nas veneráveis e antigas religiões, ainda hoje se manifesta até nas mais recentes doutrinas.

Vemos, assim, que em matéria de liberdade de pensamento, há muitos pontos para aprimorar, pois persistem resquícios de feudalismo não só no campo social e político, mas também no religioso. Por isso quero esclarecer a questão da liberdade da fé.

Nenhuma instituição religiosa deve, jamais, cercear o livre arbítrio de seus membros com o objetivo de defender os próprios interesses. E ameaçá-los com castigos de ordem espiritual é um ato realmente imperdoável.

Vou citar um exemplo para elucidar bem essa questão. Certa vez, uma pessoa procurou-me dizendo que, há muito tempo, fazia parte de um núcleo religioso; mas, apesar de uma devoção fervorosa, lutava constantemente com problemas de doença e a família não conseguia livrar-se da purificação da pobreza. Tais fatos a fizeram ir, aos poucos, perdendo a fé. Quando, porém, quis abandonar a crença que professava, o dirigente a ameaçou com predições terríveis. Por isso, incapaz de tomar uma decisão, viera consultar-me. Expliquei-lhe, sem receio, que a religião à qual pertencia não ensinava a verdade; portanto, quanto mais cedo a deixasse, melhor seria.

Infelizmente há, no mundo, religiões que recorrem ao terror a fim de impedir a redução do número de seus seguidores. Na Messiânica, contudo, há absoluta liberdade de ação e os adeptos podem tomar a decisão que desejarem. Ainda mais: sempre digo aos membros que procurem conhecer outras organizações religiosas. Se encontrarem alguma que julguem superior à Messiânica, podem a ela converter-se sem medo de incidir em pecado. A vontade de Deus é, exclusivamente, que os homens se salvem e se tornem felizes.

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1.2.5.2 - Respeito

As pessoas mais esclarecidas sempre comentam que a Messiânica não critica outras religiões e, por isso, a vêem com muita simpatia. Na verdade, ela abrange todos os demais credos. Então, tecer comentários poucos elogiosos a eles seria como se depreciasse a si mesmo.

Estando, pois, cada uma das religiões existentes incluídas na Messiânica, sempre e sem objeção alguma, sugiro que as estudem e as pesquisem tranqüilamente. Nunca coloco obstáculos a nada. Essa minha postura nasce da plena convicção que deposito nos princípios que prego. Sem motivos para duvidar, a confiança se torna absoluta, não havendo, portanto, o que temer.

Foi também o mesmo princípio de fé e segurança na Messiânica que me levou a colocar na primeira igreja estruturada por mim o nome de Sekai Meshiya Kyo (Igreja do Messias para o Mundo). Importou-me apenas tratar-se de um patrimônio da humanidade que nunca cria antagonismos ou qualquer outro tipo de confrontação. Muito pelo contrário. É um conjunto de preceitos que procura unir e reunir, eliminando rivalidades, para levar o mundo inteiro ao encontro de Deus.

1.2.5.3 - Opressões

Um ponto importante a ser considerado é que a censura constitui uma forma de opressão.

Assim, então, se alguém, usando de sua autoridade, ou de algum outro recurso, ameaçar os demais homens, atrelando-os a preceitos ou mandamentos, conseguirá apenas efeitos temporários. Chegará, infalivelmente, o dia em que as conseqüências dessas atitudes opressivas ficarão evidentes.

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2 – Justiça

2.1 - Senso de justiça

2.1.1 - Fatores determinantes

O senso de justiça deveria ser algo natural, mas surpreendentemente, nos dias de hoje, quase ninguém o possui. As pessoas só pensam em obter vantagens e, quando alguém fala em justiça, não o levam a sério; desprezam-no, considerando-o um antiquado.

Percebe-se, todavia, com certa freqüência, que nem tudo corre bem às pessoas que não agem de acordo com a lógica. Normalmente surgem muitos reveses. Julgando, porém, ser uma situação normal da vida, ninguém procura descobrir a causa de tantos malogros.

Do nosso ponto de vista, contudo, a razão de tantos infortúnios reside exatamente na falta de senso de justiça. De um modo geral, as pessoas não têm consciência dessa verdade porque são incessantemente atacadas por pensamentos negativos que lhes criam nuvens na alma, tornando-as mentalmente cegas.

Por ter acompanhado, durante vários anos, a sorte e o infortúnio dos seres humanos, posso afirmar, com absoluta certeza, que a causa fundamental da falta do senso de justiça está no Mundo Espiritual; é invisível, portanto.

Lamentavelmente, porém, o homem não admite nem entende quando lhe dizem ser ele mesmo o responsável pela sua infelicidade, ao tentar, através de hábeis palavras, exaltar o próprio valor e apresentar de si mesmo uma imagem favorável. Não acredita também que o olho penetrante de Deus perscruta-lhe o fundo do coração, pesando o Bem e o Mal e determinando-

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lhe o destino através de um julgamento imparcial, que ocorre de forma totalmente contrária à lei dos homens.

Lógica tão simples! No entanto, poucos a compreendem. Até pessoas ilustres, homens de cultura e de elevadas posições sociais não têm esse discernimento. Só vêem o aspecto material, tangível. Desconhecem totalmente a importância do Mundo Espiritual. Por isso usam sua curta inteligência exclusivamente para enganar os outros. Embora se julguem muito espertos, na verdade, não passam de pobres infelizes, pois nada lhes corre bem e chegam sempre a resultados opostos aos que imaginavam

Esse pensamento de aparente esperteza domina, nos dias de hoje, toda a sociedade. Eis a razão do aumento do número de criminosos e da crescente intranqüilidade social.

2.1.2 - Grande tolice

Normalmente, quaisquer pessoas cuja única preocupação consiste em tirar vantagem de tudo quanto tentam realizar sempre acabam malogrando. Às vezes até fornecem assunto para os noticiários por meio de rumorosos processos judiciais.

A meu ver, esses supostos espertos são, na verdade, muito tolos; por isso, eu me esforço para despertá-los, levando-os a reconhecer a existência de Deus. É, entretanto, um trabalho difícil, pois, de modo especial nas classes dirigentes, impera a idéia de que homem culto e qualificado deve nutrir pensamentos ateístas. Dessa forma, só poderão despertar verdadeiramente se tiverem a oportunidade de presenciar milagres. Nesse aspecto, eu já sinto muita alegria e esperança de alcançar o meu objetivo porque, com o poder que me foi dado por Deus, estou realizando prodígios, os quais, pouco a pouco, começam a ser reconhecidos pela maioria das pessoas.

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Então, em síntese, pode-se dizer que a felicidade do ser humano depende da compreensão do verdadeiro conceito de justiça, o qual está diretamente ligado à vida de união com Deus. Portanto, nada será mais inútil, nem haverá maior tolice do que a prática do mal. Essa é uma verdade fundamental que precisa ser compreendida do fundo do coração e aceita por todos.

2.1.3 - Caminho da felicidade

Uma vez que o homem tenha consciência da presença de Deus, já começa a trilhar o caminho da felicidade fundamentado no conceito da grande e verdadeira justiça, ou seja, aquela que visa ao bem de toda a humanidade. Dedicar-se, então, somente aos pais, aos superiores, ou apenas ao país, não corresponde a um legítimo sentimento de eqüidade, pois tal atitude se apóia numa base de egoísmo. Foi por esse motivo que o Japão perdeu a Segunda Guerra Mundial. Visou exclusivamente aos próprios interesses.

A verdade, portanto, é que só poderá haver prosperidade eterna quando a vida de cada um tiver como objetivo o benefício de todos. O mesmo se aplica à religião. E aqui está a causa do declínio de algumas grandes doutrinas que, aparentemente promovendo o bem comum, se detiveram em objetivos menores.

Dentro dessa linha de raciocínio, o princípio fundamental da Messiânica é criar um mundo isento de doença, pobreza e conflito, para que toda a humanidade possa viver plenamente feliz. Eis o verdadeiro senso de justiça.

2.2 - O domínio dos jashin

Pergunta de ministro: existem alguns mamehito que estão sob o domínio dos jashin. Outros, bastante dedicados, também apresentam tendência a serem atraídos por essas

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entidades negativas. Gostaria de sua orientação, para saber como agir nessas circunstâncias.

Resposta de Meishu Sama: o que está errado é o seu pensamento, ao afirmar que o mamehito está dominado ou sendo atraído pelos jashin. Nenhum ser humano tem capacidade de julgar, dizendo que determinado modo de agir advém da influência de uma entidade negativa. Só Deus possui esse discernimento. Portanto, quem comenta tais assuntos está violando a esfera divina, ou seja, julga sem ter o direito de fazê-lo.

Na verdade, nunca nenhum ser humano vai saber se alguém se encontra, ou não, possuído por um espírito do mal. É mais provável ser jashin aquele que condena o outro, dizendo tratar-se de uma entidade maligna. Por isso, nunca se deve, em absoluto, referir-se a alguém como se fosse a manifestação de algo negativo, pois ninguém, em sã consciência, possui argumentos para falar sobre o assunto.

Nota-se também, com muita clareza, que geralmente quem faz esse tipo de comentário aponta, como possuídos pelos jashin, todos aqueles com os quais não simpatiza. Por outro lado, pode-se constatar ainda que, de uma maneira geral, as pessoas consideradas más desenvolvem trabalhos excelentes; e outras tidas como boas e virtuosas podem ser negativas e devassas. De fato, ninguém, senão Deus, conseguirá saber qual é o verdadeiro jashin, pois, semelhante ao que ocorre num teatro, o Criador se utiliza dos bons e dos maus para compor o Seu misterioso plano.

Um outro ponto importante diz respeito à diferença entre pessoas que são jashin do fundo do coração e aquelas que apenas têm o encosto desse ser negativo. Normalmente as hostes dos jashin são compostas por dezenas deles e até milhares. Em outras palavras, significa que, abaixo de Deus Supremo, existem entidades malignas (yin) e benignas (yang). É

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através delas que o Pai Criador desenvolve o Seu plano neste mundo, sem fazer distinção entre o Bem e o Mal, ou seja, entre pessoas justas ou perversas, porque ambas são necessárias para a construção do Reino de Deus na Terra.

Mais uma vez, portanto, reafirmo que é muito difícil distinguir bons e maus. O fundamental, porém, consiste em entender a grandiosidade divina e, ao mesmo tempo, tentar, de todas as formas, valorizar o Bem e descartar o Mal. Para tanto, mantenham em seus corações a idéia de que Kanzeon Bosatsu tem como missão salvar a todos sem separar bons e maus, numa visão bem universalista.

Por outro lado, Bodhisattva Kannon, na sua origem conhecido como Kunitokotachi no Mikoto, em hipótese alguma, admite o mal. Por isso, julga os mortos como Deus da Justiça e Juiz do Mundo Espiritual (Enma Daioo), numa atitude absolutamente vertical. Na verdade, esses princípios ensinam que nunca se deve tender apenas para um lado. O certo é manter o equilíbrio de acordo com o tempo e as circunstâncias que envolvem a pessoa com a qual se entra em contato.

E preciso, então, usar de versatilidade e estar constantemente adaptando-se às situações do momento.

2.3 - Justiça e religião

Não se pode esquecer que a justiça é o princípio da fé. Por mais autêntica que pareça, uma doutrina só pode ser considerada verdadeira se tiver fundamentada em leis justas. Por outro lado, as pessoas que vivem de acordo com o direito divino recebem proteção ilimitada de Deus e têm sempre as suas preces atendidas.

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3 - Eliminação de egos e apegos

3.1 - Como eliminar?

Os problemas complicados ou de difícil solução quase sempre se devem ao ego e ao apego. Ambos coexistem no interior de cada ser humano como se fossem irmãos. Esses dois males são, portanto, a causa das desgraças que atingem todas as pessoas.

Muitos políticos, por exemplo, deixam de afastar-se da vida pública no momento oportuno, devido exatamente ao excesso de apego a uma posição de destaque. Chegam, por isso, às vezes, a situações deploráveis.

O mesmo acontece com grandes empresários que, desejosos de muitos lucros, afugentam os clientes, trazendo desarmonia à sua empresa e desequilíbrio aos negócios.

Também nas relações familiares, ocorre algo semelhante. Em muitos casos, os problemas entre casais resultam de um ego exagerado ou de apego excessivo. Geralmente o lado mais insistente acaba sendo repelido.

Pode-se ainda verificar que todos os sofrimentos causados aos outros e a nós mesmos advêm de fortes impulsos interiores que acentuam os sentimentos de autovalorização. Por isso, um dos principais objetivos da fé é a eliminação do ego e do apego. Eu mesmo, desde que compreendi tão importante princípio, tenho procurado esforçar-me o máximo possível para abandonar esses dois males. À medida que bons resultados vão sendo conseguidos, percebo que os sofrimentos diminuem e o nível espiritual se eleva.

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Pode-se afirmar, então, que o aprimoramento de cada um de nós será cada vez mais elevado quanto maior for o esforço pessoal para a eliminação de egos e apegos.

Também a união verdadeira entre os homens só ocorrerá dentro de um nível idêntico de espiritualidade e sem interferência de sentimentos possessivos.

3.2 - Apego entre casais

Mesmo após a morte, os casais não terão permissão para viver juntos, caso se encontrem em estágios espirituais diferentes. Às vezes, contudo, após adquirirem certo grau de desenvolvimento, recebem permissão divina para se encontrarem. Não têm, entretanto, autorização para se abraçarem a fim de matar saudades. Caso o façam, terão seus corpos enrijecidos e perderão a oportunidade de futuros encontros. Todavia, à medida que se vão aprimorando, usufruem de maior liberdade para estarem juntos.

Analisando essa verdade, dá para se perceber como difere, do que ocorre na Terra, o comportamento no Mundo Espiritual.

3.3 - Apego na propagação da fé

É importantíssimo eliminar totalmente qualquer tipo de apego quando se trata da propagação da fé. Embora pareça uma atitude fervorosa, nunca serão obtidos bons resultados, se alguém procurar convencer os outros ou transmitir algum Ensinamento através de constantes insistências ou de recursos exagerados. Nunca tentem, pois, impor suas convicções religiosas a ninguém. Essa atitude constitui uma blasfêmia. Quando apresentarem caminhos espirituais a alguma pessoa, falem pouco. Só continuem expondo suas idéias, ao sentirem que os ouvintes estão interessados. Caso contrário, aguardem o tempo propício. Essa é a maneira de agir que revela total ausência de ego e apego.

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3.4 - Superar o Ego

É bom saber: na vida, nada existe mais terrível que o ego. Portanto, para aprimorar-se espiritualmente, cada um deve superá-lo de forma definitiva. Alguns preceitos da Oomoto dizem que o ego é um inimigo terrível e até divindades têm errado por isso. Não é bom, pois, deixá-lo salientar-se. Essa colocação deixou-me bastante impressionado e levou-me a refletir sobre ela profundamente.

Numa outra passagem dos Ensinamentos da Oomoto, encontram-se também estas afirmações: "o homem deve, acima de tudo, ser sunao (singelo, obediente)". Esse é um conceito muito correto e confirma o que continuamente lhes estou lembrando: para quem ouve as minhas palavras com singeleza, tudo corre sem tropeços. Fico muito penalizado quando vejo pessoas malograrem por causa de um forte ego. Daí a razão de Eu estar sempre reafirmando: para alcançar a verdadeira fé, é preciso, acima de tudo, superar o próprio ego, agir com simplicidade e não mentir.

Procurem meditar profundamente sobre essa verdade perene.

4 - Paciência

4.1 - Controlar a ira

De acordo com um antigo provérbio "o que é fácil todos suportam; mas a verdadeira tolerância consiste em aceitar o insuportável". Uma outra sentença ensina que se deve ter sempre pendurado ao pescoço um receptáculo de paciência e, caso ele se rompa, consertá-lo tantas vezes quantas forem necessárias. Eis uma grande verdade.

Muitas pessoas me perguntam a que espécie de ascetismo me dediquei para tornar-me um mestre. Foram banhos de

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cachoeira, jejuns e muitas penitências? Simplesmente respondo que jamais me devotei a esse tipo de exercício espiritual. Minha prática religiosa sempre se fundamentou em dois princípios: suportar com paciência o sofrimento das dívidas e reprimir a ira.

Ao ouvir essa resposta, muitos ficam boquiabertos. Contudo, foi realmente assim. Creio que Deus me fez passar por essas provações visando ao meu aprimoramento. Houve até um tempo em que eu encontrava, a todo instante, motivos suficientes para manifestar cólera ou indignação. Ainda mais: além de sempre ter tido um temperamento irascível, durante esse período, uma sucessão de acontecimentos provocavam-me, constantemente, muita irritabilidade. Assim, certo dia, em conseqüência de um sério mal-entendido, sofri tamanha humilhação perante grande número de pessoas, que não tinha sequer coragem de encará-las, nem conseguia sufocar a minha aflição.

Mesmo em tais circunstâncias, tive de comparecer a uma festa para a qual fora convidado e a cujo convite não poderia recusar. Não havendo outra saída, dirigi-me à casa dos meus anfitriões. Tamanho era o meu transtorno, que não conseguia concentrar-me no que se passava ao meu redor. Para tentar esquecer tão ingrata situação, pedi um cálice de sake (uma espécie de vinho de arroz). Na verdade, eu não apreciava essa bebida. Assim mesmo, tomei-a, tal era o meu nível de intranqüilidade. Somente dois ou três dias mais tarde, é que pude voltar ao meu estado normal. Contudo, algum tempo depois, vim a saber que, devido àquele desagradável incidente, havia escapado de um grande infortúnio. Tão terrível humilhação livrara-me de um golpe fatal. Assim, por meio de uma experiência exasperante, fui salvo e me senti infinitamente grato pela proteção divina.

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4.2 - Preparo para grandes missões

Dá para perceber que, muitas vezes, Deus emprega meios especiais para aprimorar a alma daqueles com importantes missões a cumprir. Entre esses recursos, está o controle da ira como uma das maiores provações. Então, as pessoas de fé, quando oprimidas por circunstâncias humilhantes, devem saber que foram escolhidas por Deus para um trabalho especial. Se conseguirem enfrentar o ultraje sem perder a calma nem ficar iradas, é sinal de que já ultrapassaram uma considerável etapa do aprimoramento necessário para cumprir a missão a elas atribuída na Obra Divina.

4.3 - Um exemplo marcante

Um exemplo digno de nota sobre o controle da ira é a história de Buei Nakano, presidente da Associação do Comércio, durante a Era Meiji. Esse homem jamais se irritava, por mais grave que fosse o problema enfrentado. Certa vez, perguntaram-lhe de onde vinha tamanha paciência. Respondendo, ele contou o seguinte fato: sempre costumava irritar-se com muita facilidade até que, certo dia, foi visitar um famoso homem de negócios, chamado Eichi Shibusawa. Enquanto esperava ser anunciado, ouviu-o discutindo com a esposa no aposento contíguo. Informado, porém, da sua presença, Shibusawa imediatamente abriu a porta corrediça e entrou logo a seguir. Nakano ficou surpreso ao ver-lhe a fisionomia serena sem o menor vestígio de alteração. A partir daquele momento, sentiu ter descoberto o segredo do enorme êxito de Shibusawa nos negócios: o seu poder de controlar a ira. Daí por diante, Nakano compreendeu que deveria aprender a dominar a própria irritação com a mesma facilidade. Começou, então, a aplicar-se nesse sentido e tudo passou a correr bem, permitindo-lhe, inclusive, ocupar um cargo de grande destaque durante o período Meiji.

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Por isso, procurem controlar a ira. E, quando enfrentarem situações humilhantes, lembrem-se de que Deus os está aprimorando. Eis a verdadeira atitude espiritual do homem de fé.

4.4 - Evitar precipitações

Analisadas em profundidade, a entrada e a causa da derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial deveram-se ao fato de os dirigentes terem imposto uma solução política contrária à ordem natural.

Ser, portanto, precipitado ou cultivar irritação leva à perda de serenidade e impede o surgimento de idéias adequadas, além de agravar situações que poderiam ser solucionadas com mais acerto e rapidez, sem causar grandes prejuízos à humanidade. Por conseguinte, é mais sábio agir somente quando surgirem soluções ou planos infalíveis que resultem de uma reflexão profunda.

5 - Tranqüilidade

5.1 - Esperar com tranqüilidade

Quando eu procuro a solução para algum problema e não a encontro, concluo que ainda não chegou o tempo certo. Por isso, paro de pensar no assunto, esqueço a questão e fico esperando, com tranqüilidade, a hora exata para que as coisas aconteçam naturalmente, na ordem correta, sem me causar sofrimento. Então, de repente, percebo o que deve ser feito e tenho convicção de estar agindo certo.

Acho inacreditável que ninguém, até hoje, tenha tido a oportunidade de sentir o sabor verdadeiro do único modo como a humanidade deveria viver para, sem dificuldade, usufruir de todos os momentos da existência.

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5.2 - Entregar-se a Deus

Sempre que considerarmos qualquer assunto, embora seja algo complicado, devemos fazê-lo da maneira mais simples possível. Se forçarmos demasiadamente o nosso pensamento, exagerando na avaliação dos fatos, chegaremos infalivelmente a resultados negativos. Comigo também acontece de, às vezes, as coisas ficarem bastante difíceis. Então procuro analisá-las sem exagero, com simplicidade; em seguida, coloco-as nas mãos de Deus e fico tranqüilo. Estabeleço assim um espaço propício ao surgimento de boas idéias. Da mesma forma, vocês também devem deixar a cabeça vazia para que o Espírito Protetor possa introduzir sentimentos nobres.

Existe ainda outro ponto que precisam saber: Deus não se comunica diretamente conosco, mas o faz através do Espírito Protetor. Se, entretanto, a nossa mente estiver cheia de preocupações, mesmo que o nosso Guardião queira, não consegue transmitir nada, porque nossa antena está ruim e não capta a mensagem. Por isso, é importante mantermos sempre um estado mental de tranqüilidade absoluta.

Antigamente, quando eu tinha diversas preocupações, nada entrava na minha cabeça; contudo, pouco a pouco, à medida que fui aumentando a minha fé e entregando-me a Deus, comecei a esquecer os problemas e acabei habituando-me a essa espécie de aprimoramento. Hoje, quando as pessoas me falam de suas preocupações, acho graça, mas elas não compreendem essa minha atitude porque não conseguem, ainda, proceder da mesma forma que eu.

5.3 - Agir com tranqüilidade

Neste sentido, tanto o Johrei como o método de Agricultura da Grande Natureza e os demais conceitos que venho difundindo sempre atingem os resultados previstos quando praticados

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segundo a lógica divina da serenidade. É por isso que, ao planejar algo, nunca me apresso. Estudo o projeto sob todos os ângulos e submeto-o à contínua e rigorosa reflexão. Quando me convenço de que se trata de um plano justo em todos os pormenores e útil à humanidade inteira, executo os preparativos e espero chegar o tempo. Essa minha atitude já levou algumas pessoas a se irritarem e outras a julgarem-me bastante estranho, pois, de fato, nunca entenderam por que eu tardava a executar planos que me eram propostos, embora os tivesse acatado e prometido utilizá-los.

Comportamentos de ansiedade são comuns entre os seres humanos, como resultado da falta de paciência em esperar pelo tempo certo. Como se lançam à ação antes da hora, inúmeros obstáculos começam a surgir, impedindo que o plano se desenvolva naturalmente; daí vem o desespero e tudo malogra.

Como, então, reconhecer o tempo propício? Não é tão complicado. Basta observar atentamente a naturalidade com que um trabalho se desenvolve, bem como notar a ausência de grandes esforços para a sua execução. Essas circunstâncias são sinais evidentes de que o tempo está plenamente de acordo.

Meditem muitas vezes sobre o que lhes acabei de falar e procurem pautar suas ações por esse princípio.

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CAPÍTULO III - NOÇÕES DE SABEDORIA

1 - Discernimento

1.1 - O homem pode mudar o seu destino

Como já disse várias vezes, todo sofrimento é uma ação purificadora porque através dele são eliminadas as nuvens espirituais.

É normal especialmente os religiosos procurarem aprimorar-se por meio do ascetismo, que é uma maneira voluntária de polir a alma. Já as pessoas comuns sofrem sem o desejar. O Bramanismo, por exemplo, afirma que os infortúnios são meios de se alcançar a iluminação, porque extinguem pecados e impurezas. Dessa forma, com o espírito desanuviado, as pessoas enxergam com mais clareza os fatos e distinguem facilmente o Bem e o Mal.

A verdade, contudo, se apresenta em níveis distintos. Alguns mais profundos, outros menos. Por isso quem alcançou somente um grau menor de elevação espiritual consegue captar apenas os princípios mais superficiais da realidade.

Por outro lado, uma alma pura adquire maior discernimento e tem menos incertezas, embora não consiga livrar-se completamente das indecisões.

É, porém, normal ocorrerem dúvidas. Eu também as possuo. A diferença está no tempo que gasto para escolher qual caminho devo seguir. Quando me defronto com algum problema, por exemplo, no projeto de um jardim ou de qualquer outro tipo de construção, levo, no máximo, meio dia para decidir como realizá-los. Normalmente a solução surge num lampejo, sem muito esforço de minha parte. Caso não surjam, de imediato, boas idéias, deixo o tempo passar, não penso mais no assunto e mantenho a certeza de que a resposta certa virá logo depois. Ajo

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assim porque sei que Deus não revela nada antes da hora; somente no tempo propício e na ordem exata, é que lampeja, na minha mente, a solução adequada para cada problema.

Nos dias de hoje, entretanto, pelo fato de as pessoas terem muitas máculas, dificilmente resolvem as dúvidas com rapidez. O normal é ficarem pensando num problema por muito tempo. Agindo assim, colocam-se cada vez mais distantes da sabedoria e, por isso, quase sempre malogram. Essa é também a razão por que os políticos revelam pouco discernimento. Como têm muitas nuvens espirituais, são incapazes de perceber, com sensatez, a verdade.

Então, torna-se imprescindível, antes de tudo, eliminar as máculas espirituais através do Johrei. Não existe método melhor do que a radiação da Luz de Deus, pertencente a Era do Dia, para dissipar nuvens e polir a alma. Não será, portanto, necessária nenhuma forma de ascetismo. Também pelo mesmo processo, um doente pode ser recuperado, pois tanto a luz que ilumina a alma, quanto a força que cura vêm de Deus.

Pode-se, por conseguinte, concluir: quando as aspirações humanas não se concretizam da maneira desejada, é porque existem muitas máculas para serem eliminadas. Não há necessidade, contudo, da prática do ascetismo. Resultados definitivos podem ser obtidos facilmente pelo Johrei, a Luz Divina que salva e proporciona ao ser humano alegria e felicidade. Também a leitura dos Ensinamentos purifica a alma, despertando-a para a verdade. Portanto, se cada pessoa agir de acordo com esses princípios, alcançará, com toda certeza, um grau bem mais elevado de aprimoramento espiritual.

1.2 - Ser amado por Deus

O ponto-chave da fé é ser amado por Deus. E quais são as pessoas que Deus ama?

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Todas aquelas que se esforçam ao máximo para viver de acordo com a Sua vontade, nunca fazendo nada que O desagrade. É preciso, portanto, entender que, para viver de modo a satisfazer a vontade de Deus, torna-se indispensável seguir o caminho do bem, ou seja, não mentir nem causar sofrimentos aos outros ou prejudicar a sociedade. Acredito que qualquer pessoa de bom senso compreende esses preceitos, embora poucos, hoje, se preocupem com o bem-estar do semelhante.

Como então saber se estamos seguindo o caminho traçado por Deus?

É muito simples. Quando os homens não estão satisfazendo ao Criador, enfrentam muitos problemas. O trabalho não lhes corre bem. Surgem dificuldades financeiras e a saúde torna-se precária. Além do mais, usufruem de pouca credibilidade nos meios sociais, não sendo, por isso, muito respeitados. Se, ao contrário, levam uma vida maravilhosa e tudo que acontece lhes proporciona alegria e tranqüilidade, é sinal de que estão vivendo de acordo com a vontade divina. Então, quem atingir esse estado de felicidade terá condições de reconhecer o valor da fé e saberá, com certeza, que está sendo amado por Deus.

Se vocês, entretanto, apesar da fé, não conseguirem sentir uma paz profunda e duradoura, procurem analisar os seus pensamentos, pois aí está a causa de todos os conflitos. Foi exatamente o que aconteceu comigo. Muitas vezes, opus forte resistência à vontade divina e, por isso, em várias ocasiões, caí no abismo.

Vou explicar-lhes melhor o que ocorreu na minha vida a fim de todos terem condições de meditar sobre o assunto. Como se aproximava o tempo da extinção do Budismo, profetizado por Sakiyamuni ou, conforme as palavras de Cristo, o Juízo Final, o Criador precisava de homens para poder salvar a humanidade. Então, a fim de ajudar o maior número possível de pessoas a

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ultrapassar essa fase de transição, Deus me havia escolhido como instrumento para a concretização do Seu plano. Eu, porém, achava tal incumbência extremamente pesada e dela procurava fugir. Daí a razão de, em alguns momentos, ter tentado desviar-me do caminho. Deus, porém, em Sua infinita bondade, me arrebatava, às vezes, ao êxtase, o que me fazia sentir um sabor sutil e profundo a envolver-me num encantamento inexprimível. Foi assim que percebi o verdadeiro prazer da vida e tive a certeza de qual seria o caminho que deveria seguir para ser amado por Deus.

É por isso que estou constantemente insistindo: procurem, em todos os instantes de suas vidas, descobrir qual é a vontade do Pai para cada um de vocês. E, a partir daí, transformem cada momento vivido em motivo de alegria e satisfação divinas. Dessa forma, todos poderão ter certeza absoluta de que estão sendo amados por Deus.

1.3 - O Bem e o Mal

1.3.1 - Causas determinantes

Bem e Mal estão misturados neste mundo e se evidenciam de diversas maneiras. Todas as manifestações de infelicidade, de sofrimentos, tragédias, guerras, conflitos são motivadas pela maldade presente no coração humano. Por outro lado, a felicidade, a paz, a tranqüilidade, o bem-estar resultam da prática do Bem. Deve haver, todavia, uma causa que determina a existência dessa dualidade. Para conhecê-la, é necessário meditar mais profundamente sobre o comportamento dos seres humanos.

É evidente que todos, por inclinação natural, desejam ser bons tanto do ponto de vista social, quanto familiar. Além disso, têm plena consciência, salvo raríssimas exceções, de que a paz e a felicidade só podem advir de um coração puro e virtuoso.

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1.3.2 - Diferença entre Bem e Mal

É preciso que fique muito claro a todos a diferença entre bons e maus.

As pessoas que pautam a sua vida pelos princípios do Bem, em primeiro lugar, acreditam na existência de Deus, nas verdades invisíveis, na espiritualidade. Seus pensamentos emanam amor, misericórdia e desejo de justiça social. E, num sentido mais amplo, expressam um profundo sentimento de dedicação a toda a humanidade e tudo fazem para que os homens se aproximem mais e mais de Deus. Além disso, procuram causar sempre boa impressão através de suas atitudes. Agem com bondade, são fiéis e devotados ao trabalho. Também vivem a profundeza da fé e reverenciam a Deus em atitude de imensa e constante gratidão e não medem esforços para submeter-se aos desígnios divinos.

De outra parte, os homens maus admitem apenas a matéria, são ateus, relegam o invisível. Só se comprazem na prática da maldade e visam, através dela, a satisfazer seus próprios interesses. Agem como se a razão estivesse com os que detêm o poder a qualquer custo. Desse modo, provocam incontáveis conflitos, assemelhando-se aos antigos heróis que destruíam o outro para conquistar a glória. Além do mais, estão sempre alimentando desejos de honrarias sem fim. E, pensando que vão atingir esse objetivo, vivem na ilusão da prosperidade, achando-se constantemente vitoriosos. Chegará, porém, o momento em que o fracasso lhes baterá à porta, em conseqüência do mal tão intensamente praticado. Essa realidade é clara e demonstrada, de modo bem evidente, pela História. Os fatos comprovam: todo homem mau chega a um fim trágico, cuja única causa reside exatamente nos inúmeros danos que semeou e nos estragos que deixou no Universo.

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1.3.3 - Esperteza

Outra atitude também determinante do aparecimento do Mal é a esperteza. Muitas pessoas, procurando obter vantagens, cometem o maior número possível de atos malignos. Buscando levar uma vida faustosa, pensam exclusivamente na matéria e ignoram a espiritualidade. O sucesso, no entanto, ainda que tenham muita sorte, lhes será apenas temporário. Acabarão infalivelmente destruídas. Basta uma observação atenta e ampla dos fatos para comprovar o que lhes estou dizendo.

1.3.4 - Autopunição

Um ponto para o qual lhes quero chamar a atenção é o estado da consciência de pessoas maldosas. Embora se digam incrédulas, vivem o terror da intranqüilidade e da angústia e, quase sempre, numa atitude de desespero, acabam delatoras de si mesmas. O mais interessante ainda é que, algumas vezes, essa autocondenação representa um ato de alívio, pois o insucesso próprio é, na verdade, uma forma de repreensão divina que lhes atinge diretamente a alma.

Reações autopunitivas estão também fundamentadas na capacidade que a alma humana tem de relacionar-se com a divindade através do fio espiritual. Por essa razão, mesmo que alguém queira, nunca conseguirá iludir a si mesmo, embora lhe seja fácil camuflar a verdade aos olhos dos outros.

1.3.5 - Conclusão

A estreita ligação entre a alma e Deus é o meio pelo qual Ele fica conhecendo e pode registrar em detalhes cada ato praticado por Suas criaturas.

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Alerto, então, a todos que meditem profundamente sobre essas verdades para que, nunca, nunhum de vocês seja considerado infiel ao Criador por ter praticado o mal.

1.4 - Uma nova etapa

Freqüentemente ouvimos dizer que as portas estão fechadas e os caminhos bloqueados. Na verdade, esses aparentes obstáculos nada mais são que meios pelos quais poderemos desenvolver a nossa espiritualidade. De fato, nenhuma porta está realmente fechada. O que acontece é uma pausa obrigatória quando passamos de uma etapa para outra do aprimoramento espiritual. É um processo semelhante àquelas paradas, muitas vezes necessárias para uma tomada de fôlego durante as corridas.

Um outro exemplo que elucida bem esta questão é a maneira pela qual se desenvolve o bambu. À medida que ele cresce, vão-se formando nós, os quais, quanto mais numerosos forem, maior resistência darão à planta. Observando-se, então, atentamente a Grande Natureza, poderemos compreender quase todas as ocorrências da nossa vida e ver, de modo diferente, os acontecimentos do dia-a-dia. Assim entenderemos facilmente que "portas e caminhos fechados" é apenas uma etapa natural no processo do aprimoramento.

Há, porém, alguns obstáculos gerados pela falta da sabedoria necessária nos momentos em que tomamos determinadas atitudes sem prever os resultados. Nessa hora, normalmente não encontramos saída para os problemas e nos desnorteamos. Portanto, é de grande valia sabermos qual o motivo que determinou o aparecimento de empecilhos: uma situação natural ou a ignorância? Assim é, pois, fundamental estarmos constantemente polindo a alma para adquirir sabedoria.

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Como já lhes falei muitas vezes, se ficarmos atentos e buscarmos, a cada dia, um pouco mais de elevação espiritual, ultrapassaremos qualquer obstáculo sem dificuldades.

Leiam sempre os Ensinamentos, meditem sobre estas verdades que lhes expus e as guardem no fundo do coração.

1.5 - Fé celestial e infernal

1.5.1 - Diferenças

Quando se fala a respeito de religião, geralmente os seguidores ou adeptos acreditam encontrar nela um meio pelo qual poderão receber muitas graças tanto espirituais, quanto físicas, obtendo assim tranqüilidade e paz familiar. Através desse procedimento, julgam também possível de ser conseguida a melhoria da sociedade e do país, além de condições especiais para transformar o mundo num paraíso. Então, para alcançar esse objetivo, um grande número de pessoas se dedica intensamente, rezando com toda a firmeza, fato conhecido pela maioria.

Há, entretanto, algo muito importante que ninguém percebe: mesmo dentro da religião, existe uma diferença marcante entre a fé de característica celestial e a de caráter infernal. Explicando mais diretamente, sem reserva alguma, posso dizer que toda crença tem uma parte infernal. Na realidade, nunca houve, de modo exclusivo, a verdadeira fé celestial nas religiões até então existentes.

1.5.2 - Missão da Messiânica

Agora, porém, nasceu a Messiânica, tendo como uma de suas metas transmitir ao mundo a fé essencialmente celestial. É necessário, por isso, esclarecer, com detalhes, em que consiste essa prática, cuja característica fundamental reside no fato de

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curar, com relativa facilidade, doenças para as quais até mesmo uma medicina tão avançada não encontra solução. Todos os adeptos já têm conhecimento suficiente dessa realidade não só pela própria experiência, mas também através de inúmeros testemunhos e relatos publicados no nosso jornal.

Como todos sabem, qualquer pessoa, assistindo somente a alguns dias de aula, aprenderá e terá condições de ministrar Johrei, manifestando assim maravilhosa força de cura. É realmente quase impossível acreditar que um doente desenganado pelos médicos possa curar-se, usando ele mesmo, através do Autojohrei, tamanho poder regenerador. Além do mais, um fato extremamente verídico como esse pode ser testado na prática por quem dele duvidar.

Com o passar do tempo, é possível também comprovar que, ingressando na Messiânica, as pessoas todas, bem como os seus familiares, dia-a-dia, conseguem mais saúde, chegando a formar um lar sem doentes porque adquiriram vigorosa vitalidade. À vista disso, também ocorre um aumento da alegria familiar, assim como todos os empreendimentos correm bem, favorecendo a vivência da felicidade autêntica.

É, por isso, espantoso observar a vida de pessoas que estavam tratando-se, há dezenas de anos, com remédios, agora não precisarem mais de medicação alguma, recebendo, em conseqüência, enormes benefícios do ponto de vista econômico e espiritual.

Pode-se, então, dizer que uma fé verdadeiramente celestial é aquela que transforma os sofredores deste mundo infernal de hoje em seres humanos participantes do Reino do Céu, o que, de fato, é o grande sonho de realização de toda a humanidade.

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1.5.3 - Messiânica e outras religiões

Há diferenças bem marcantes entre as inúmeras religiões vigentes no mundo e a Messiânica.

Como se pode observar, a maioria das pessoas que segue qualquer um dos credos existentes, mesmo tendo uma fé fervorosa, padece com doenças e, por isso, sua vida não é muito diferente da levada por aqueles que não acreditam nas verdades eternas. Por exemplo, sempre alguém está precisando de tratamentos médicos e quase nunca consegue curar-se definitivamente. Daí, acaba criando para si um estado de completa infelicidade. Movido, porém, pela fé, conforma-se com a situação, achando que o final do seu tempo de vida chegou.

É normal também certas pessoas viverem constantemente preocupadas em não pegar gripe ou temendo contaminações por bactérias. Há ainda cuidados exagerados para evitar tuberculose e outras doenças contagiosas. Existem as que estão sempre alerta contra friagens noturnas, excessos alimentares ou bebidas em demasia. Vivem, assim, o seu dia-a-dia em constante temor, sob a pressão de infindáveis recomendações.

Mais trágico e triste ainda é ficar longos anos sofrendo em cima de uma cama e sentir-se satisfeita porque a própria pessoa se julga salva, em conseqüência de um sofrimento incomensurável. Essa atitude, a meu ver, é totalmente ilusória, enganosa e contraditória, pois, em tais condições, o doente se conforma com o destino, suportando disfarçadamente o sofrimento, forçando uma aparência de satisfação. É, na verdade, um tipo de atitude difícil de ser aceita pelo bom senso. E o mais triste de tudo é achar que tal estado de sofrimento é uma graça dada por Deus e conquistada pela fé. Assim, então, embora com o físico destruído, a pessoa se considera salva espiritualmente.

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Lamentável, porém, torna-se a vida de quem está ao redor do doente. Não que ele próprio desconheça tal situação, mas, por estar dominado por tão profundo sofrimento físico, não lhe sobra espaço para pensar no desgaste enfrentado pelos familiares devido aos cuidados a ele dispensados.

1.5.4 - Conclusão

Em síntese, mesmo que alguém muito doente consiga salvar-se espiritualmente, é como se tivesse realizado o seu intento pela metade.

A verdadeira salvação, portanto, só se completa quando ambas as partes forem atingidas: a matéria e o espírito.

Até agora, contudo, não havia no mundo uma religião capaz de oferecer à humanidade, de uma forma integral, meios para conseguir a salvação completa.

Mesmo assim, o ser humano, querendo conquistar a felicidade, embora pela metade, ingressa numa das religiões existentes. Entretanto, apesar do esforço, encontra-se bem longe ainda do estado celestial.

Para mim, a fé que salva uma só parte não passa de um nível infernal. Comprovando essa minha afirmação, está o fato de, nos dias atuais, todas as grandes religiões dedicarem parte de seu tempo à construção e à administração de hospitais, considerando esse trabalho um importante empreendimento de caráter religioso. Tal postura demonstra claramente que os credos até então existentes não têm nenhum poder para curar as doenças.

Além disso, apesar de, na sua origem, a religião ser uma presença metafísica no mundo, diferente, por isso, das ciências puramente materialistas, nos dias de hoje, foi colocada num plano inferior. Em outras palavras, a religião morreu.

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Ao contrário dos conceitos religiosos existentes, a característica fundamental da Messiânica pode ser constatada através dos efeitos de sua ação, ou seja, pela capacidade de curar, de modo efetivo, as doenças, inclusive aquelas que não encontram recuperação através da medicina. Essa prática profundamente misteriosa é que pode ser declarada religião viva, resultante de uma fé celestial.

1.6 - O homem mau

1.6.1 - Como é?

Hoje em dia, todos se queixam da desordem social. Com efeito, há um excesso de homens maus em todas as partes. Em minha caminhada, também tive de enfrentar freqüentemente ataques de pessoas maléficas.

Se analisarmos as ações do homem mau, veremos que ele jamais comete atos danosos sem conhecimento de causa, pois qualquer maldade praticada por alguém é sempre consciente, exceto quando o indivíduo é muito perverso Em sua maioria, os malfazejos sabem que estão procedendo de maneira incorreta. Desejosos, contudo, de dinheiro, bebida, mulheres e bens materiais, saltam para o caminho do mal e, nele tendo ingressado, dificilmente o abandonam. Em geral temem a lei, mas sem condições de satisfazer com facilidade os seus apetites por vias honestas, esforçam-se ao máximo para não esbarrar nas malhas da justiça, ou para que ninguém os veja. A fim de atingirem seus objetivos, os malfeitores fingem, iludem e chegam a desenvolver uma habilidade tal na elaboração de mentiras e falsidades, que enganar os outros se torna para eles muito fácil.

Normalmente os lesados, por serem pessoas honestas, se conformam e não reagem. Os maus disto se aproveitam para praticar um número cada vez maior de iniqüidades. Podem, assim, alcançar resultados mais rápidos do que se agissem com

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honestidade. Ao chegarem a esse ponto, já se encontram tão imersos na lama, que dificilmente conseguem lavar os pés.

Um número bastante grande desse tipo de criminosos pode ser encontrado nas classes mais abastadas.

1.6.2 - Sentimentos do homem mau

Conforme diz um antigo provérbio, cada homem tem seus pontos fracos. Por isso, com certeza, até os maus devem sentir-se culpados não só pelos pecados que cometem, mas também por prejudicar os outros e semear a infelicidade no ambiente onde vivem. Muitas vezes reconhecem inclusive que a bebida, por exemplo, é um vício dispendioso que lhes dificulta a vida e sofrem ao ver a aflição da esposa e dos filhos; sabem muito bem que desejar mulheres lhes custa caro, além de oferecer o risco de contaminação por moléstias perniciosas; têm igualmente certeza de que jogos de azar sempre acarretam prejuízos, mas, mesmo assim, não conseguem abandoná-los. Quantos já não passaram por experiências semelhantes a essas! Embora tendo consciência do mal, não conseguem dominar-se. Por quê? Na realidade, falta-lhes a verdadeira coragem, que é um bem altamente precioso para qualquer pessoa.

Eu costumo repetir que, ao vencer o Mal, o ser humano torna-se divino e passa a usufruir do poder de Deus, tornando-se assim verdadeiramente forte.

Eis a razão de eu afirmar que o homem mau é um fraco.

1.7 - Não ser odiado

Já escrevi que não se deve abominar ninguém. Também é bom tomarmos cuidado para não sermos odiados, pois, quando alguém lança sobre nós esse tipo de sentimento, emite também uma onda negativa que nos atinge através do fio espiritual.

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Geralmente são pensamentos de ciúme, vingança, rancor, que pertubam a nossa mente. Além disso, provocam desânimo, criam obstáculos, impedem o bom andamento do nosso trabalho e atrapalham a nossa felicidade. É necessário, pois, ficarmos atentos para não atrair ódios ou ressentimentos.

Há, porém, neste mundo, inúmeras criaturas insensíveis que prejudicam a vida dos outros e semeiam discórdias. Como algumas delas são materialmente bem sucedidas e elogiadas, muitos tentam imitá-las. São incapazes de enxergar além das aparências e, por isso, pensam que a melhor maneira de obter sucesso é seguir o exemplo daqueles aparentemente vitoriosos.

Atualmente é grande o número dos maldosos. Com isso, é claro, o mundo não pode melhorar. Dotados, porém, de uma visão mais ampla, podemos verificar que a má semente sempre produz maus frutos e que os perversos serão inexoravelmente destruídos. Então, se proporcionarmos bem-estar aos semelhantes, tornando-os felizes, viveremos constantemente alegres. Seremos inclusive bem sucedidos no trabalho e evitaremos grandes infortúnios. Quem promove o bem dos outros está, na verdade, tendo uma atitude sábia e praticando um dos princípios básicos da fé.

Portanto, ao concluir, reafirmo o que sempre lhes estou ensinando: não há maior tolo que o homem maldoso. Essa é uma verdade eterna.

1.8 - Dívidas

Por experiência própria, sei que a causa das dívidas é a tentativa de acelerar o desenvolvimento natural de um projeto. Não há atitude pior do que tentar forçar a natureza. É possível até que a precipitação traga bons resultados momentaneamente. Cedo ou tarde, porém, surgirão obstáculos inesperados que nos farão voltar ao ponto de partida. É assim que acontece quando tentamos

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impor uma situação. De acordo com esse raciocínio, só se pode contrair uma dívida depois que um projeto for estudado sob todos os ângulos, deixando a certeza absoluta de que não falhará.

Além disso, é conveniente também que, ao assumir qualquer dívida, se tenha bem clara a necessidade de saldá-la no menor tempo possível. Geralmente, quando se prolongam, ocorre um acúmulo exagerado de juros, o que causa a quem as contraiu um intenso sofrimento mental, levando-o a perder a tranqüilidade. Nessa situação, o devedor não consegue agir com sabedoria e seu trabalho fica prejudicado.

Outro ponto importante a ser considerado é que existem dívidas ativas, muitas vezes, inevitáveis, destinadas à expansão de um negócio, e outras chamadas passivas, cuja finalidade é cobrir um déficit. Estas últimas jamais devem ser contraídas.

Então, quando houver prejuízo, assumir uma atitude sábia é reduzir a atividade comercial e esperar o momento propício para incentivá-la.

Há ainda mais um aspecto importante, para o qual quero chamar a atenção de todos: a ganância. Segundo um antigo provérbio, "quem tudo quer, tudo perde". Deverão, vocês, portanto, tomar bastante cuidado com propostas de transações muito vantajosas porque, em quase noventa por cento dos casos, os prejuízos advêm da ganância excessiva. Fiquem, pois, atentos a negócios aparentemente de arromba. Ao contrário, atividades menos lucrativas, exercidas com bom senso, em geral prometem futuro. Como exemplo, vou citar a minha própria experiência. Enquanto estava preocupado em obter o dinheiro de que precisava para saldar minhas dívidas e ampliar a parte administrativa do trabalho religioso, nada conseguia. Quando, porém, deixei de pensar na questão monetária e coloquei o problema nas mãos de Deus, comecei a receber importâncias imprevistas que iam muito além das minhas expectativas.

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Tenham, por conseguinte, bem clara, em suas mentes, esta verdade: nada, neste mundo, pode ser entendido apenas pela razão.

2 - Domínio do materialismo

2.1 - Desonestidade

Nos últimos tempos, os casos de corrupção de funcionários públicos vêm ocupando um espaço cada vez maior na imprensa. As denúncias se sucedem uma após a outra, dando a impressão de que a desonestidade alastra-se por toda a parte, tal como o corpo de uma pessoa sifilítica do qual, onde quer que se aperte, sai pus.

Nunca a desmoralização do funcionalismo chegou a tal ponto. Principalmente nos altos escalões, são notórios os casos de corrupção. Grupos de interesse convidam importantes funcionários do governo para festas em restaurantes ou casas noturnas bastante caros. Oferecem-lhes generosas quantias em dinheiro e demais vantagens para induzi-los a fechar negócios altamente rendosos para as suas empresas. É evidente que as despesas decorrentes das referidas negociatas são incluídas nos preços das mercadorias, ou embutidas nos impostos, acarretando, por conseguinte, prejuízo para toda a sociedade.

Urge, portanto, uma resolução para o problema dentro do mais curto espaço de tempo possível. As autoridades têm procurado cercear o mal aplicando medidas legais cabíveis, mas o seu alcance é limitado; não conseguem resolver o impasse, porque não tocam no ponto crítico. Dessa forma, as atitudes ganaciosas continuam imbatíveis, pois nem as autoridades, nem os intelectuais conhecem a causa fundamental que leva o homem a cometer tamanhos despropósitos.

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2.2 - Solução possível

Quero mostrar-lhes de que modo é possível solucionar a questão do domínio do materialismo.

À primeira vista, parece contraditório o fato de tantos delitos serem cometidos por pessoas com nível universitário, o que demonstra não haver relação alguma entre a criminalidade e o grau de instrução.

É engano, portanto, pensar que, por serem pessoas cultas, não têm má índole. Muito pelo contrário. Embora nem sempre empreguem violência física, cometem crimes intelectualmente planejados, cujas conseqüências são devastadoras, uma vez que o mau exemplo delas se reflete em toda a sociedade.

O que leva pessoas com instrução superior a cometerem crimes, às vezes, hediondos? A razão principal é um grande desvio na linha do pensamento, decorrente de uma personalidade egoísta, repleta de idéias materialistas. No geral acham que, mesmo praticando atos incorretos, se agirem com habilidade, ninguém vai perceber e tudo lhes correrá bem. Muitas vezes, entretanto, acontece de o crime vir à tona, apesar de toda a artimanha empregada. Mesmo assim, em vez de procurarem corrigir o erro, põem-se a indagar como puderam ser descobertos sem que houvesse pistas evidentes e continuam agindo errado com maior esperteza ainda. Essa é a tendência geral.

Naturalmente, suponho que alguns desses funcionários se arrependam dos delitos e decidam tornar-se honestos, enquanto cumprem as penas que lhes foram impostas pela Lei. Contudo, por serem criaturas que não acreditam em Deus, uma vez colocados novamente em liberdade, acabam abandonando a decisão tomada e voltam a incorrer nos mesmos erros.

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Além do mais, são esses malfeitores criaturas extremamente simplistas. Acham, por isso, que acima do Globo Terrestre só se encontra o ar e nada mais. Então, se alguém lhes disser que, embora invisível, Deus existe, será por eles chamado de supersticioso. Não sabem que a ilusão, ao contrário, está no ateísmo, onde reside a forte tendência ao materialismo vazio e estéril, que conduz ao crime.

Fica, pois, bem claro que a única solução efetiva para a delinqüência é quebrar a conduta materialista através do desenvolvimento da fé. É ela que levará todos os seres humanos a reconhecerem a existência de Deus e a se libertarem dos grilhões do materialismo.

2.3 - Educação verdadeira

Uma das principais razões pelas quais tantas pessoas não acreditam na existência de Deus é terem, desde criança, recebido uma educação voltada unicamente para o materialismo. Daí que, enquanto os políticos e educadores não tomarem consciência da real importância desse fato e continuarem negligenciando a educação baseada em princípios espiritualistas, todas as demais medidas serão apenas paliativas.

Por conseguinte, nossa tarefa consiste em iluminar a humanidade, ou seja, reeducá-la, oferecendo-lhe exemplos de comportamento positivo que a conduzam a um estágio espiritual mais elevado.

É preciso fazer os criminosos entenderem que eles podem ocultar dos homens as suas barbáries; jamais, porém, enganarão a Deus. Somente através de tal atitude serão formadas pessoas honestas, avessas a qualquer tipo de crime.

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3 - Poder da Luz de Deus

3.1 - Luz Divina versus dogma

3.1.1 - Luz Divina

Não é doutrina, mas Luz de Deus, invisível, canalizada através do Johrei. Tem o poder de mudar o homem. Em outras palavras, atinge as profundezas da alma e a transforma mesmo quando recebida com ceticismo. Desperta também a natureza divina das pessoas, colocando-as em contato direto com Deus. Daí a razão de muitos que consideram a Messiânica como qualquer outra religião perguntarem por que ela não tem dogmas específicos.

De fato, é um questionamento que deve ser atentamente esclarecido. Se a religião consistisse apenas em doutrina, não ofereceria mais do que padrões de moral. Estes, porém, não bastam. O valor de um credo está na capacidade de conscientizar seus adeptos do grande poder sobrenatural e operador de milagres existente no Universo, o qual não pode ser meramente explicado pela razão. De outra parte, consiste também na atuação do poder de Deus, determinando a ocorrência constante de inúmeros prodígios.

3.1.2 - Dogmas

Um exemplo poderá esclarecer melhor o que estou querendo dizer. Li recentemente, num romance, um trecho em que a personagem dizia o seguinte: "Quando eu era jovem, freqüentava aulas de religião e um dia discutimos sobre os milagres relatados na Bíblia. Alguns acreditavam, outros não. Como eu mesmo não os aceitava, ao chegar em casa, tentei riscar todas as referências feitas a eles. Depois li novamente a Bíblia sem essas passagens e pude verificar que se tratava apenas de um livro sobre moral. Um conjunto de regras de conduta, portanto."

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Da mesma forma são os mandamentos. Apresentam-se como leis humanas, decretadas com a finalidade de desestimular as transgressões e, assim, manter a ordem estabelecida na sociedade. Também impõem punições quando essas mesmas leis forem infringidas.

É, por isso, que há muitas religiões norteadas por preceitos previamente estabelecidos. Os mais antigos e notórios são os Dez Mandamentos dados a Moisés por Jeová. Durante a Era da Noite, eles foram fundamentais. Como, porém, são normas que determinam o que se deve fazer, ou não, pressupõem penalidades e inibem, dessa maneira, pelo medo, todos os atos contrários a eles.

Ameaças e castigos, contudo, não são a melhor maneira de impedir que um homem pratique o mal. Um alcoólatra, por exemplo, provavelmente não deixará o vício se lhe disserem que a bebida lhe faz mal, ou que será castigado se beber. O único meio eficaz de salvá-lo é dissipar-lhe as nuvens do corpo espiritual, elevando-o a um nível em que a sua natureza divina desperte e o faça sentir uma aversão natural pelo álcool.

É, portanto, a tendência de perpetrar o Mal, ou de agir desonestamente, que deve ser eliminada, pois são essas práticas maléficas que deleitam as pessoas inclinadas a elas.

Após essas reflexões, dá para concluir que os dogmas podem ser, até certo ponto, necessários. Não constituem, entretanto, o objetivo último de ruma religião. Este é bem mais profundo, pois visa ao alcance de um nível superior de consciência. Eis a verdade que procuro transmitir através dos Ensinamentos.

3.1.3 - Importância das leis

Muitas vezes, parece mais fascinante ganhar dinheiro desonestamente. Assim acontece porque a natureza divina de tais criaturas está debilitada, ocupando um plano bem baixo. Com isso

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o espírito secundário fica fortalecido. Quando, porém, são eliminadas as nuvens espirituais, a alma se eleva e a pessoa torna-se incapaz de praticar o mal.

Por outro lado, é perigoso ficar sem regulamentos e instituições penais, uma vez que muitos ainda permanecem num nível inferior de consciência. É notório que, apesar do rigor na aplicação das leis, há muita gente decidida a infringi-las, inclusive homens de elevada posição social, ou detentores de altos cargos públicos, ou políticos.

Também não é suficiente que o ser humano se abstenha de cometer o mal por causa de ameaças e penalidades. O verdadeiro caminho é a conquista de um nível em que a pessoa sinta prazer na prática do bem e não veja nas leis fatores coibitivos, mas maneiras de despertar para a vontade de Deus.

Do ponto de vista humano, talvez seja difícil compreender o que prego. Contudo, quem já sentiu, no âmago de sua alma, uma mudança interior em conseqüência do recebimento do Johrei, reconhece a força da Luz Divina. Até mesmo aqueles que atribuem grande importância ao intelecto se submetem ao poder inefável de Deus e O reverenciam pela dádiva do Johrei.

3.2 - Milagre

3.2.1 - O que é?

A palavra "milagre" indica a ocorrência de um fato que transcende às Leis da Grande Natureza. É algo, portanto, impossível de acontecer, quando analisado a partir de um conceito materialista que se baseia numa visão superficial dos fenômenos naturais. Como hoje está bastante difundida a avaliação dos fatos baseada apenas na matéria, as pessoas estranham que acontecimentos extraordinários passem a fazer parte do cotidiano.

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Para melhor compreensão, lembremos alguns exemplos. Como explicar o caso de uma criança que despencou de altura bastante considerável indo cair num precipício sem nada sofrer? Ou o de colisões entre carros e bicicletas, em que o ciclista saiu ileso e a bicicleta sem dano algum? Ou ainda o ocorrido com um homem que, por ter chegado atrasado à estação, fora obrigado a viajar no horário seguinte e mais tarde viera a saber do descarrilamento do trem que perdera e do grave acidente do qual ficara livre.

Em maior ou menor escala, quase todos os messiânicos têm vivenciado milagres. Há alguns notáveis: um membro conseguiu afugentar de sua casa um ladrão, ministrando-lhe Johrei à distância. Outro foi salvo de um incêndio ao canalizar a Luz sobre as chamas, que se desviaram devido a uma brusca mudança na direção do vento.

Tendo em vista tantos fatos aparentemente estranhos, fica claro que prodígios acontecem porque a causa que os determina se encontra no Mundo Espiritual.

3.2.2 - Significado da aura

Outro ponto importante a considerar é o que diz respeito aos tipos de milagres, especialmente os originados pela força da própria pessoa e aqueles advindos de um poder que se encontra além da matéria. Os resultantes de intervenções pessoais estão intimamente relacionados a uma vibração energética própria de cada ser humano e, na maioria das vezes, invisível para as pessoas comuns. A essa energia se dá o nome de aura, uma espécie de névoa esbranquiçada que assume a mesma conformação do corpo físico, ao envolvê-lo. Apresenta também amplitudes diferentes dependendo da pureza da alma de cada um. Quanto mais elevada for, maior será a aura, podendo atingir até centenas de dezenas de metros nas pessoas virtuosas. Já a do homem divino é quase infinita.

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Aqui está a explicação do porquê de tantos escaparem ilesos de atropelamentos. É que, por terem auras amplas, ficam protegidos, pois o choque é amortizado pelo fato de o espírito do carro atingir primeiro a vibração energética da pessoa. O mesmo acontece quando alguém cai de um lugar alto sem nada sofrer. Na verdade, foi a sua aura que bateu antes no espírito da terra ou da pedra, abrandando o impacto e impedindo-o de que se machucasse.

Outro fato interessante é que a aura da casa dos que praticam virtudes também se torna maior. Por isso, muitas vezes, em casos de incêndio, essas residências não são atingidas pelas chamas.

3.2.3 - Forças extramateriais

Vejamos agora como agem as forças extramateriais. Já lhes falei, muitas vezes, que todo ser humano tem um Espírito Protetor escolhido entre os seus ancestrais. É ele que protege e avisa em sonhos, ou de alguma outra forma, quando algo importante ou perigoso está para acontecer.

Por outro lado, se algumas pessoas têm missões especiais ou estão servindo a Deus como instrumento, Ele envia um dos seus auxiliares para salvá-las. É por isso que, em muitas ocasiões, desastres aéreos ou terrestres são evitados no último instante. O que ocorre, de fato, é a interferência de um espírito divino, que tudo sabe, e pode salvar alguém atravessando o espaço e o tempo numa fração de segundo.

3.2.4 - Conclusões gerais

3.2.4.1 - Milagre, uma ocorrência normal

Com base nas observações sobre a ocorrência dos milagres, pode-se afirmar que eles jamais acontecem por acaso ou por

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coincidência. Existe sempre uma razão; portanto, não há nenhum mistério neles. São, pois, ocorrências normais. A sua ausência, sim, é que constitui uma estranheza. Eis a razão pela qual diante de um problema de difícil solução, fico esperando por um milagre e ele sempre acontece.

Certamente, quem já acumulou muitas virtudes e tem uma fé profunda também deve ter vivido experiências desse gênero.

Torna-se, pois, necessário que cada um procure, no dia-a-dia, levar uma vida de constante aprimoramento para fazer jus a muitas experiências milagrosas.

3.2.4.2 - Ampliação da aura

Com certeza, pessoas virtuosas percebem que, se mantiverem o coração puro e só praticarem o bem, ampliarão, cada vez mais, a sua aura e dificilmente sofrerão acidentes graves.

É também comum a muita gente sentir calor humano e uma sensação de bem-estar quando se aproxima de uma pessoa com aura ampla. Além disso, quem tem uma vibração energética bastante intensa exerce grande atração sobre os demais e consegue enorme progresso no seu campo de trabalho. É normal acontecer de as casas que eu freqüento prosperarem abundantemente. Também aqueles que se aproximam de mim se fortalecem e se tornam felizes porque entram em sintonia com a minha aura.

3.3 - Sermões

Desde a Antigüidade, todas as religiões têm transmitido os seus ensinamentos através de sermões na tentativa de convencer os adeptos à prática de boas ações. Dificilmente, porém, conseguem atingir o âmago da alma humana. Em geral, tudo permanece no limite físico como uma espécie de lei imposta, quase

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sempre, pelo medo ou pela coerção. Não se pode negar, contudo, que, se as pregações atingirem o mais profundo do nosso ser, constituirão um meio eficaz de queimar máculas através dos ouvidos.

Por outro lado, a leitura de textos ou livros sagrados será também uma extraordinária maneira de eliminar impurezas. Portanto, usando os cinco sentidos, o homem pode purificar-se. E ficando com a alma mais fortalecida, não conseguirá cometer maldades. Ao contrário, tornar-se-á virtuoso e sentirá prazer na prática do bem.

A Messiânica, entretanto, de modo muito especial, promove a salvação pelo Johrei, cujo objetivo mais importante é atingir diretamente as nuvens espirituais sem a interferência material dos cinco sentidos. Assim, uma vez banhada pela Luz Deus, a alma humana torna-se mais fortalecida; em conseqüência, a pessoa usufrui benefícios incomparavelmente maiores.

É o que ocorre, por exemplo, com a cura das enfermidades. Muitas vezes, doentes submetidos às mais variadas formas de tratamento são curados pelo Johrei em curto espaço de tempo.

Por essa razão, na Messiânica, os sermões são empregados apenas como um recurso secundário, pois o efeito da Luz de Deus é mais rápido e menos trabalhoso. Também pelo mesmo motivo, a Messiânica não pode ser considerada unicamente uma religião como as demais que se fundamentam em leis e regras a serem seguidas. Ao contrário. É um princípio de fé que procura salvar o ser humano no seu todo, oferecendo-lhe meios para a eliminação das máculas do espírito e das toxinas do corpo. Portanto, não se limita somente a incentivar a prática do bem ou a transmitir normas através de pregações, mas oferece uma oportunidade segura e única de salvação integral da vida humana.

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3.4 - Luz Divina e luz material

Entre a Luz de Deus e a dos jashin, trava-se uma guerra constante.

Falar em luz dos jashin pode até causar estranheza, mas, de fato, eles a possuem. É semelhante ao raio X, cuja radiação, aliás, foi também criada por eles.

Para entender melhor a ação dessas entidades negativas, é preciso saber ainda que entre elas existe uma hierarquia. Então, as que se encontram no topo da escala emitem uma vibração falsa que pode, às vezes, ofuscar a Luz de Deus.

Há, porém, uma diferença marcante: essa energia emanada pelos jashin é um princípio solidificador, baseado na luz material, originária da Lua. É o mesmo processo empregado pela medicina. Também os curandeiros e algumas religiões se utilizam desse método, tentando o restabelecimento de alguém doente ou que, por algum motivo, está sofrendo.

De outro lado, a Luz de Deus tem o poder de queimar as máculas espirituais e dissolver toxinas. Por essa razão, as curas efetuadas pelo Johrei se fundamentam na eliminação das impurezas e, desse modo, o homem readquire a perfeita saúde tanto física, quanto espiritual e mental.

Deve-se, assim, perceber que agora, com a aproximação da Era do Dia, o Mundo Espiritual está clareando cada vez mais. E, proporcionalmente, a Luz de Deus vai-se tornando mais forte; por isso, fica muito difícil para as religiões e a própria ciência médica curarem por meio de solidificações. É por esse motivo inclusive que o número de hospitais aumenta ano a ano.

Também nos últimos tempos, os jornais têm alertado para o fato de estar aumentando consideravelmente o número de

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pessoas que morrem por terem manipulado raios-X durante longos períodos. Neste particular, posso afirmar-lhes que o efeito solidificador do raio X, de tão forte, chega a petrificar toxinas. Como exemplo, cito-lhes o caso de uma pessoa que atendi há alguns anos, a qual fora tratada de um tumor ganglionar através de radioterapia. As toxinas estavam de tal modo endurecidas, que tive dificuldades para dissolvê-las.

Outro ponto a ser considerado é que, segundo uma lei natural, qualquer impureza precisa antes atingir certo grau de solidificação para depois liqüefazer-se. Esse processo ocorre especialmente com as toxinas que se acumulam ao redor do pescoço. Mesmo quando alguém já está recebendo Johrei, pode acontecer primeiro uma solidificação maior para, em seguida, haver a dissolução. É também nessa etapa que surgem as febres altas, as quais nada mais são que meios normais e fáceis de eliminar impurezas do organismo.

3.5 - Ohikari

Certa vez uma pessoa acordou segurando o Ohikari. Por que, mesmo dormindo, conseguiu tirá-lo do pescoço?

Respondendo a essa pergunta, Meishu Sama deu a seguinte explicação: o espírito secundário da pessoa que portava o Ohikari estava sofrendo muito com a intensidade da Luz e, por isso, quis livrar-se dele. Não conseguiu, porém, jogá-lo fora devido à intercessão do Espírito Protetor.

Portanto, quem tentou se afastar do Ohikari não foi a pessoa que o usava.

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CAPÍTULO IV - PURIFICAÇÃO

1 - Noções Básicas

1.1 - O homem mau é um doente

Este título pode causar estranheza, pois há muitos indivíduos que, mesmo sendo maus, têm uma aparência saudável. Externamente até parecem melhores que os outros, mas o lado espiritual está muito doente.

Sempre estou dizendo que o homem perverso tem o seu espírito primordial confinado por uma entidade maligna, a qual enxotou inclusive o Protetor. Em suma, o corpo espiritual do homem mau fica dominado por uma força negativa que age a seu bel-prazer como amo e senhor.

Esses espíritos maldosos são, em geral, de animais. Por isso, as pessoas por eles possuídas agem, muitas vezes, de um modo extremamente grosseiro, cometendo, sem remorsos, as maiores infâmias com a mais perfeita naturalidade e até se comprazendo no que fazem. Torna-se difícil para alguém de bom senso compreender como podem tais indivíduos agir de modo tão desumano.

Sempre tenho ensinado também que todo o homem, desde o seu nascimento, é acompanhado por um espírito secundário de caráter animalesco.

Deus assim o permite por ser indispensável que o ser humano satisfaça os seus desejos físicos para conseguir sobreviver. No caso dos malfeitores, porém, o espírito secundário tornou-se tão forte que o homem passa a expressar unicamente a sua natureza animal. Algumas vezes, pode ocorrer ainda o encosto de uma outra entidade do Mal. Em qualquer dos casos, o espírito primordial é subjugado e, em conseqüência, o homem passa a

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agir segundo a vontade dessa força maligna que o está dominando. Assim acontece sempre que muitas máculas se acumulam no espírito. E quanto maior a quantidade das impurezas, mais forte será a atuação das entidades negativas.

Devido também a essa mesma intensidade das nuvens espirituais acumuladas, o sangue vai se tornando cada vez mais impuro. Em conseqüência, a qualquer momento, poderá surgir uma violenta ação purificadora representada por acidentes, doenças e outros infortúnios.

Eis aí a causa dos muitos sofrimentos enfrentados pela humanidade atualmente.

1.2 - Causas das doenças

Eu já expliquei anteriormente que todas as doenças têm sua origem em três venenos, representados pelas toxinas congênita, úrica e medicamentosa. Agora quero falar, um pouco mais minuciosamente, sobre esse mesmo assunto.

1.3 - Toxina congênita

Corresponde àquela herdada dos venenos contidos nos remédios. São impurezas que vão sendo acumuladas, através de gerações, devido ao uso constante de medicamentos, as quais, com o passar do tempo, transformam-se em uma espécie de toxina muito perniciosa ao organismo.

Tal realidade a respeito da ação maléfica das toxinas, a História do Japão mostra com bastante clareza. Consta, por exemplo, que a varíola surgiu no país, após 1.300 (mil e trezentos) anos da época do Imperador Kinmei. Sabe-se que no ano 538 d.C. chegou, ao Japão, o Budismo e, logo depois, em várias partes do território, começou a surgir a varíola. Então, nessa época, as autoridades atribuíram o acontecimento à ira dos deuses pela

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chegada do Budismo e proibiram a sua divulgação. Entretanto, apesar de a doutrina ter sido impedida, a doença não diminuiu. O governo decidiu, por isso, liberar a propagação do Budismo, dizendo que nada tinha a ver com o surgimento da varíola.

A meu ver, a causa do aparecimento dessa moléstia encontra-se num tempo bem anterior ao da chegada do Budismo, pois, muito antes, já havia sido introduzido no Japão o Kampoo (método de tratamento chinês que se fundamenta no emprego de ervas consideradas possuidoras de poderes curativos) e, por meio dele, muitas toxinas foram sendo introduzidas no organismo humano.

Por outro lado, a medicina japonesa aponta, como causadora de diversas enfermidades, a sífilis hereditária. Também na Alemanha existe uma corrente médica que admite serem todas as doenças originárias do mesmo mal.

Para mim, contudo, essas proposições constituem erro. Na verdade, as doenças resultam das toxinas congênitas e não da sífilis herdada. Basta, para isso, observar que até mesmo os médicos, muitas vezes, não são capazes de provar que os pais ou avós de um doente tenham contraído sífilis sendo, por isso, impossível de ser herdada por um de seus descendentes.

1.4 - Toxina úrica

Esta advém de urina que não foi totalmente eliminada devido ao enfraquecimento da atividade renal.

Conforme a medicina postula, o rim é o processador da urina e, ao mesmo tempo, o produtor de hormônios. Entretanto, não lhe é possível, muitas vezes, eliminar todas as impurezas juntamente com a parte desnecessária dos líquidos. Então elas permanecem no interior do rim e, com o tempo, vazam e se acumulam em torno dele, principalmente na parte de trás, onde ficam solidificadas em forma

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de toxinas que o vão pressionando até atrofiá-lo. Como resultado desse procedimento, o excesso de urina, pouco a pouco, começa a solidificar-se também nos dois lados da coluna vertebral, chegando até à região do pescoço. Aqui está a causa do enrijecimento das costas e dos ombros.

A seguir, essa mesma toxina se encaminha para a nuca e se concentra nos gânglios linfáticos, nas parótidas e nas amídalas.

A gengivite inclusive é uma doença causada pelas toxinas úricas que estão tentando sair através da gengiva. Na verdade, então, essa doença não passa de uma impureza apodrecida que vai sendo eliminada pela boca. Daí a razão de, ao tomarem conhecimento desse fato, as pessoas sentirem-se enojadas, com uma desagradável sensação de desconforto4.

1.5 - Toxina medicamentosa

Sobre esse assunto, já falei em outras ocasiões. Por isso, agora somente quero explicar a maneira como tal impureza se manifesta e as conseqüências que resultam de sua existência.

A toxina medicamentosa causa alguns sofrimentos bastante sérios, tais como febres elevadas, coceiras, diarréias, vômitos, amortecimentos, desânimo, etc.

De acordo com a minha experiência, a elevação acentuada da temperatura é mais freqüente nas pessoas que tomaram muito remédio durante longo período da vida do que naquelas que nunca o usaram.

Também a dor provocada pela toxina oriunda dos remédios, especialmente os produzidos no Ocidente, é mais aguda. Assemelha-se ao golpe dado por alguém com uma faca que, depois de introduzida no corpo, ainda é remexida dentro do

4 Também acho que o mau hálito tem sua origem nesse tipo de toxina úrica.

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ferimento. Em outros casos, é apenas uma dor forte e rápida como um relâmpago que bate e passa. Já as causadas em conseqüência do uso do Kampoo são quase todas pesadas, lentas e constantes.

No que diz respeito às coceiras, a maioria delas resulta do emprego de remédios ocidentais, especialmente injeções de cálcio, que produzem uma dermatose chamada urticária.

1.6 - Considerações finais

Como expliquei, existem meios para se distinguir os três tipos de toxina. Assim então, quando se tocar a parte solidificada do corpo com a ponta dos dedos, se não doer, significa a existência de toxina congênita, hereditária; se a dor for leve, indica a presença de toxina úrica e, sendo forte, é sinal das oriundas dos medicamentos.

Portanto, com um treinamento sistemático, é possível a qualquer mamehito tornar-se perito na habilidade de distinguir as diferenças entre esses três perigosos venenos.

1.7 - Purificações severas

É importante prestar atenção ao seguinte ponto: à medida que o homem muito perverso começa a despertar a consciência, ou dar leves sinais de arrependimento, os seus atos maus vêm à tona e acabam sendo descobertos por todos. É o início da purificação, do desmoronamento do Mal.

Há um antigo provérbio japonês que bem confirma esse fato: "enquanto o Mal está prosperando, vence até o Céu. Quando, porém, o Céu se afirma, o homem é derrotado". Na verdade, esse provérbio quer dizer que, ao se acumularem máculas no corpo espiritual, ocorrerá, como conseqüência, uma purificação por meio de intensos sofrimentos. É a Lei do Céu.

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A partir dessas constatações, podemos concluir que o homem mau é um doente muito grave. Assim então, quanto maior a sua maldade, mais severos padecimentos e sérias enfermidades enfrentará, como um processo normal de purificação.

1.8 - Auto-recuperação

É normal haver terapias modernas tentando sustar as doenças por meio de instrumentos de tortura, com resultados pouco satisfatórios. O que, na verdade, ocorre, é o reaparecimento, após algum tempo, da enfermidade com agravantes ainda mais perniciosos.

No momento em que as pessoas atingirem maior compreensão, relativamente ao processo das doenças, perceberão com clareza o poder divino de cura agindo sem recursos torturantes. É por isso que eu afirmo: a verdadeira medicina é aquela capaz de desenvolver as habilidades de auto-recuperação próprias do organismo humano.

2 - Tipos de Purificação

2.1 - Físicas

2.1.1 - Causas

A causa do surgimento das doenças são os remédios. Não se assustem com essa afirmação, pois, na verdade, toda moléstia é criada pelo tratamento médico. Então, o ponto central da sua origem está no uso de medicamentos que, mesmo sendo empregados como um meio de curar as enfermidades e diminuir o número de doentes, produzem uma ação contrária, gerando assim um engano quase impossível de ser admitido pela maioria. De fato, é uma verdade tão clara que nem precisaria de comprovações; entretanto as pessoas não a percebem e continuam iludidas. Os remédios constituem, por isso, o grande enigma que leva a

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humanidade a confiar, cada vez mais, na medicina, acreditando piamente que, através dela, podem ser resolvidos os problemas das doenças.

Para esclarecimento de um problema tão misterioso, qual seja, a causa das enfermidades, preciso dizer que o pensamento da medicina está invertido, pois as interpreta no sentido negativo. Quero, por isso, detalhar essa questão.

Desde a sua origem, o ser humano traz consigo toxinas hereditárias e, após o nascimento, acumula outras, injetadas no corpo de várias formas.

Ao expor esses conceitos diferentes, as pessoas podem ficar surpresas, pois, desde tempos remotos, domina a idéia — que se tornou um senso comum — de que os remédios existem para curar as doenças ou auxiliar na manutenção da saúde. Por isso, corre a crença de que a fabricação de bons remédios resolveria o problema dos enfermos. Daí ser o objetivo principal dos tratamentos medicinais a recuperação da saúde. Eis a razão de, especialmente nos Estados Unidos, empreenderem-se grandes esforços no sentido da descoberta de medicamentos cada vez mais poderosos e eficazes. Entretanto, apesar dessa busca contínua, ao invés de as doenças diminuírem, continuam aumentando gradativamente.

Não existe, portanto, nenhuma lógica na procura de novos remédios.

2.1.2 - Todo remédio é droga

Originariamente não existia, no Globo Terrestre, remédio algum. Com o passar do tempo, contudo, foram aparecendo determinadas drogas que diminuíam o sintoma das doenças sem, contudo, curá-las definitivamente.

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Na verdade, então, os remédios não passam de toxinas que são introduzidas no organismo, deixando-o ainda mais debilitado. Diante de tais constatações, deve-se ter cautela e observar profundamente os fatos, procurando entender o porquê de todo remédio ser uma droga altamente perniciosa.

2.1.3 - Toxinas e doenças

Como já expliquei, todos os órgãos do corpo humano foram feitos para não processar totalmente elementos estranhos, mas somente aqueles estabelecidos por Deus como nutrientes necessários à manutenção da vida.

Então, por serem componentes adversos, apenas uma pequena parte dos remédios é absorvida como nutriente; o restante permanece no organismo em forma de toxinas que se acumulam em vários pontos e, no decorrer das atividades humanas, solidificam-se, concentrando-se nas regiões nervosas mais solicitadas pelo uso.

E óbvio que os nervos mais requeridos são aqueles localizados na parte superior do corpo, especialmente em volta do pescoço. Aí é que se concentra o maior número de toxinas, as quais, depois, se encaminham para o cérebro, olhos, ouvidos, nariz e boca, locais onde também se acumulam.

Eis, então, o motivo de, em qualquer pessoa, serem encontradas solidificações em volta do pescoço e nos ombros. Quando essas toxinas atingem certa quantidade, surge uma ação natural para eliminá-las. Nesse momento, através da febre, se liquefazem, transformando-se em catarro, suor, coriza, urina quente. Tal processo, denominado comumente de resfriado, não passa de um método de eliminação de toxinas. Em geral, vem acompanhado de um pouco de desconforto e mal-estar passageiros. Importa apenas saber que se trata de um recurso de limpeza que purifica o corpo e promove a cura.

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Uma gripe, portanto, é uma ação maravilhosa do organismo. Mesmo tratando-se de um ato fisiológico muito simples, traz resultados surpreendentes. Por conseguinte, cada pessoa que dele se beneficiasse deveria render graças à Providência Divina pela incomparável proteção.

Como, entretanto, o ser humano não conhece o valor profundo do sofrimento da purificação, interpreta-o no sentido negativo. E ainda, para impedi-lo, foi inventado o tratamento médico. Daí ser possível entender o quanto está errada essa postura. Na verdade, uma ação purificadora quanto mais forte, maior vitalidade proporciona ao corpo humano. Sendo, então, bloqueado esse processo natural de limpeza, nada mais ocorrerá senão o enfraquecimento da força vital, através dos venenos chamados remédios.

2.1.4 - Produção de remédios

Desde antigamente, vêm sendo extraídas de ervas, raízes, cascas, minerais, órgãos de animais, etc., certas substâncias que são transformadas em remédios, na forma de chás, pós, glóbulos, líquidos, cápsulas, pomadas, injeções. Quaisquer dessas substâncias, uma vez aplicadas ao organismo, paralisam a purificação.

Na verdade, tais remédios não passam de venenos fortíssimos que, em muitos casos, ameaçam a vida. Daí a razão de serem tomados em pequenas quantidades, diluídos e em várias vezes ao dia, para não provocar intoxicação. Então, de acordo com essas prescrições, um remédio, para ser eficiente, deve apresentar elevado nível de veneno sem, contudo, causar danos ao organismo.

Triste ilusão! O que, na verdade, acontece é o aumento exagerado de solidificações de toxinas exatamente pelo uso de drogas com alto teor de toxicidade, as quais, em lugar de serem

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dissolvidas e eliminadas, permanecem no corpo, dando origem às doenças, que afetam hoje grande parte da humanidade.

Daí, então, ser muito comum ouvirem-se freqüentemente recomendações sobre cuidados higiênicos e prevenção de doenças. Tais alertas criam nas pessoas um temor incontido de pegar gripes e, por outro lado, certo contentamento pelo fato de a vida humana ter sido prolongada por um pouco mais de sessenta anos. São, pois, dois grandes erros tidos como importantes vitórias. De fato, uma pessoa saudável, livre de impurezas, portanto, sem doença, pode viver facilmente mais de cem anos, tendo inclusive uma morte natural sem nenhum sofrimento.

Torna-se, por conseguinte, óbvio que a conquista de uma vida longa, saudável, resulta de um organismo isento de toxinas; por isso, tratamentos médicos nunca constituem meios de cura. São apenas recursos para aliviar momentamente os sofrimentos. Daí que procedimentos, tais como: repouso absoluto, compressas, emprego de remédios, fricções com pomadas, resfriamentos por gelo, aplicações com raios e eletricidade, tudo não passa de um processo solidificador.

Mesmo assim, existem, dentre os inúmeros tratamentos em voga, alguns um pouco diferentes. Um deles é a moxa (técnica da medicina oriental que consiste em fazer pequenos pontos de queimaduras nas partes do corpo afetadas por alguma enfermidade. Produz um efeito semelhante ao da acumpuntura). O outro é representado pelo aumento de temperatura do local atingido pela doença para estimular a febre. Ambos os recursos, contudo, trazem apenas um alívio temporário. Depois de certo período de melhora, o problema volta como antes.

Além desses dois métodos, cujo princípio se baseia no uso do calor, existe ainda a radioterapia, empregada na destruição de células cancerígenas. Seria um excelente processo, se eliminasse

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apenas o câncer, mas, como acaba também com as células sadias, produz efeitos colaterais indesejáveis, mais negativos que positivos.

Após tantas constatações, pode-se afirmar que a única maneira de ser obtida a cura definitiva consiste na dissolução das toxinas e sua posterior eliminação.

Até mesmo entre os médicos, já é corrente a expressão "solidificar a doença". Para isso, empregam os remédios como o meio mais eficaz. Entretanto, eles mesmos sabem que os medicamentos que usam causam outras doenças. Fica, portanto, claro que, quanto mais intenso for o tratamento médico, maior a probabilidade de novas doenças aparecerem, além de o próprio paciente ir piorando cada vez mais, pondo em risco a sua vida.

Para comprovar o que lhes digo, vou expor o resultado de algumas observações. Em pacientes que desejam ardentemente curar-se e, para tanto, usam remédios caríssimos, no geral, os resultados são péssimos. Já outros que não ligam tanto para suas doenças têm mais facilidade de obter a cura.

São comentários que ouço inclusive dos próprios médicos.

Da mesma forma, quem se preocupa exageradamente com princípios de higiene torna-se mais fraco, enquanto aqueles menos obsessivos possuem saúde melhor. Também freqüentemente ouço dizer que as famílias dos médicos e enfermeiras são mais suscetíveis a doenças.

Há ainda um outro fato interessante que sempre nos chama a atenção: ao serem pesquisadas as causas da existência de pessoas com notória saúde — na verdade, casos raros — os entrevistados costumam dizer que nunca ficaram doentes, nunca foram ao médico, nunca tomaram remédio.

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Concluindo, do meu ponto de vista, acho extremamente necessário refletir bem sobre o que é a verdadeira saúde e a maneira correta de como conservá-la, sem precisar do emprego de medicamentos.

2.2 - Materiais

2.2.1 - Danos materiais

Tendo por base as conseqüências advindas dos danos materiais, pode-se verificar que as purificações assumem diferentes formas de acordo com a causa que as originou. Quem, por exemplo, pratica roubos ou apropriações indébitas, acarretando prejuízos materiais aos outros, ou leva um nível de vida superior às suas posses, sofrerá dificuldades financeiras ou perda de bens materiais.

Outra ocorrência bastante freqüente em famílias abastadas é um dos filhos desperdiçar a fortuna que lhe foi deixada pelos pais. Nesse caso, o que realmente acontece é algum dos antepassados ter escolhido um descendente para eliminar os pecados dos ancestrais, purificando assim a sua linhagem sanguínea para impedir-lhe a extinção e, ao mesmo tempo, proporcionar-lhe condições de prosperidade futura. É por isso que nunca surtirão efeito conselhos ou advertências ao esbanjador. Ainda com respeito a esse fato, observa-se comumente que o filho perdulário é visto como mau, tido como o destruidor da família. Do ponto de vista daijo, contudo, ele é superior aos demais, porque está limpando as impurezas e corrigindo os erros dos antepassados.

Percebe-se assim que, em momento algum, existe a possibilidade de o Bem e o Mal serem determinados simplesmente pela razão humana.

Então, pode-se concluir que a purificação sempre se processa de acordo com a Lei da Sintonia. Assim, se alguém

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comete falhas relacionadas a bens materiais, sofrerá, em conseqüência, prejuízos causados por incêndios, assaltos, roubos, perdas na Bolsa de Valores ou em jogos de azar, por exemplo.

2.2.2 - Incêndios

Através de uma observação atenta, percebe-se que o destino de pessoas, ou empresas, transforma-se, melhorando bastante após grandes infortúnios como, por exemplo, um incêndio. Na verdade, o que acontece é a queima das impurezas pelo fogo. Tal foi o destino da cidade de Atami a qual, depois de ter sido atingida por um incêndio, obteve enorme progresso.

Portanto, pode-se concluir, com muita segurança, que não só acontecimentos bons são maravilhosos; também os desastrosos geram benefícios, uma vez que eliminam impurezas do corpo, do espírito e do ambiente. E, quando essa limpeza termina, tudo fica melhor que antes. Então, não ter doenças é bom, mas ficar doente também será uma bênção. Tendo, portanto, conhecimento bem claro a respeito do verdadeiro significado de um processo de purificação tanto física, quanto espiritual, o ser humano pode viver com absoluta tranqüilidade.

São, entretanto, os Ensinamentos referentes à purificação, verdades que só se aplicam aos homens de fé. Aos incrédulos, qualquer sofrimento é uma desgraça contra a qual empreendem lutas insanas. Nada conseguem, porém. Além disso, quanto maior a batalha, mais a situação se complica até, finalmente, mergulharem no abismo.

O segredo, portanto, da felicidade humana consiste em compreender cada um, do fundo do seu coração, essas verdades sobre as quais acabei de lhes falar.

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2.3 - Mentais

2.3.1 - Causas

2.3.1.1 - Encosto espiritual

Hoje, muito se fala em desmoralização das opiniões, aumento da criminalidade e degradação política. Todos esses assuntos têm estreita relação com as doenças mentais, cujas causas estão na parte física e, ao mesmo tempo, relacionadas ao fenômeno do encosto espiritual.

Espero não causar estranheza com o que vou dizer. Qualquer pessoa, contudo, desde que não seja um doente mental, poderá compreender facilmente as minhas colocações.

Quem recebeu uma educação puramente materialista vai encontrar, entretanto, certa dificuldade de compreensão, uma vez que foram orientados a não acreditar no invisível. O fato de poderem negar não significa, de forma alguma, inexistência de verdade. Afirmar, então, que não há espírito pela simples razão de serem invisíveis equivale a dizer que ar e sentimentos também não existem.

Como este Ensinamento parte do princípio segundo o qual a existência do espírito é uma realidade, posso concluir, sem medo de ser considerado supersticioso, que as doenças mentais se devam encosto espiritual.

2.3.1.2 - Enrijecimento do pescoço

Pela minha experiência, tenho notado que as pessoas, na sua grande maioria, têm o pescoço e os ombros enrijecidos. Raras, porém, o percebem porque, nesses casos, o endurecimento é tal, que as leva à insensibilidade. Exatamente nesse

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enrijecimento, contudo, está uma outra causa das doenças mentais.

2.3.2 - Anemia cerebral e fenômeno do encosto

O enrijecimento do pescoço e dos ombros comprime as veias que conduzem sangue ao cérebro e, com isso, provoca-lhe anemia na parte frontal. O problema, porém, não se resume apenas a uma simples deficiência de irrigação cerebral. Por ser o sangue a materialização do espírito, a sua insuficiência no cérebro causa também o empobrecimento das células espirituais que o preenchem. Daí, entidades negativas se aproveitarem desse enfraquecimento para aproximar-se das pessoas que apresentam essa irrigação cerebral ineficaz. Na maioria das vezes, o encosto é de um espírito animal. (No caso dos japoneses, o principal é a raposa; pode também ser o texugo5 e, mais raramente, cão u gato. Em se tratando de raposas, ninguém sequer imagina quão grande é o seu interesse em manipular qualquer pessoa. É para elas uma forma de se destacarem entre as demais companheiras.

Às vezes, é possível ocorrer também a interferência simultânea de espírito humano e animal. Em qualquer dos casos, porém, o fator determinante do encosto é a anemia cerebral.

2.3.3 - Funções do cérebro

A parte frontal do cérebro tem a função de governar o raciocínio, enquanto a posterior comanda o sentimento. Com base nessa realidade, pode-se dizer que, na raça branca, com a parte frontal bastante desenvolvida, predomina o raciocínio. Já na amarela, que tem a parte posterior mais ampla, imperam os sentimentos.

Por outro lado, no interior do ser humano, trava-se uma constante batalha entre razão e emoções. Quando o racional

5 Mamífero carnívoro das florestas da Europa e norte da Ásia.

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vence, a pessoa se torna cruel. Caso se sobreponham as sensações, agem os instintos, o que é muito perigoso. O correto é harmonizarem-se os dois lados, sem inclinação para nenhum deles.

2.3.4 - Manifestação da vontade

E fundamental, para que as idéias se expressem em ação, uma dose maior ou menor de vontade, cuja origem se encontra no centro da região umbilical. É daí que partem as ações humanas, posteriormente concretizadas através da trindade das idéias, ou seja, da conjugação de três fatores, a saber: a vontade, o sentimento e o raciocínio, constituindo este último o poder ativo que controla os excessos das emoções e dos instintos. Então, ao manter a vida em ordem, através do controle, pela razão, dos impulsos espontâneos, o ser humano consegue levar uma vida normal. Se, contudo, perder a força dessa lei, qual seja, o domínio da razão, seus sentimentos ficam desequilibrados e ele cai no abismo, tornando-se assim um doente mental.

2.3.5 - Esperteza do negativo

Sabendo que a lei da razão impera na parte frontal do cérebro, o espírito negativo invade e domina exatamente esse ponto. Entretanto, para que tal fenômeno ocorra, é preciso que essa região esteja espiritualmente debilitada. Além do mais, pelo fato de ser a parte frontal do cérebro o ponto mais elevado do corpo físico, ao invadi-la, o encosto manipula livremente o ser humano.

Fica claro, então, que, se a pessoa estiver na plenitude de sua energia espiritual, não há possibilidade de atuação do negativo.

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2.3.6 - Poder de atuação do encosto

O poder de atuação dos encostos é proporcional à escassez de energia espiritual encontrada na parte frontal do cérebro. Essa debilidade energética advém da solidificação de toxinas nas regiões do pescoço e ombro que comprimem os vasos sanguíneos, impedindo a livre circulação do sangue no cérebro.

Pode-se dizer acertadamente que, nos dias atuais, ninguém tem cem por cento de energia espiritual na cabeça. Conforme já falei em outras ocasiões, mesmo as pessoas mais notáveis da sociedade apresentam uma deficiência que varia entre vinte e trinta por cento. Observem que, muitas vezes, perguntam qual a razão de alguém respeitável ter cometido erros imperdoáveis, ou estar impossibilitado de compreender determinadas ocorrências, ou ainda ter falhado em pontos relevantes. Na verdade, a causa são os vinte ou trinta por cento a menos de energia espiritual no cérebro.

Até mesmo quando alguém consegue realizar atos louváveis, apresenta uma deficiência energética de vinte por cento. Mas, se cultivarem idéias negativas ou cometerem pecados, a mesma debilidade atinge os quarenta por cento, estado esse bastante comum no mundo atual, o que facilita muitíssimo a atuação do espírito negativo.

2.3.7 - Histeria

Normalmente, as pessoas apresentam uma deficiência de energia espiritual em torno de quarenta por cento, podendo, a qualquer momento, ultrapassar os cinquenta. Nessa situação, cometem atos malignos e erros imperdoáveis. É o caso, por exemplo, das histerias, quase sempre causadas por espíritos de raposa. Também as explosões de raiva ou ciúme têm como causa a deficiência de energia espiritual do cérebro que já foi além dos cinquenta por cento. Nesse estágio, a pessoa emite idéias

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desconexas e arma escândalos. É, porém, um estado passageiro, já que o teor de deficiência volta para menos de cinquenta por cento.

O homem deve, por isso, permanecer vigilante para evitar cair nesse estado desesperador de descontrole emocional.

2.3.8 - Os criminosos

A razão pela qual existem atualmente tantos criminosos reside no fato de a deficiência de energia cerebral ter ultrapassado o nível dos cinquenta por cento. Nesses casos, o encosto costuma ser o de um espírito animal que leva as pessoas a agirem e a se sentirem como tais, manifestando uma crueldade bestial inimaginável, embora ainda conservem a sua forma humana.

2.3.9 - Conclusões

a) Conforme já disse, não há ninguém que possua cem por cento de energia espiritual. Por isso, todos podem ser influenciados por encostos. Então, não existe ninguém que esteja, de fato, livre das doenças mentais.

b) Em compensação, há um meio eficaz de cura para as perturbações generalizadas que afligem a humanidade. É o Johrei, que dissolve as toxinas solidificadas, permitindo que sejam posteriormente eliminadas. Dessa forma, o sangue poderá irrigar adequadamente o cérebro.

c) Como os messiânicos recebem Johrei com freqüência, jamais ultrapassarão o limite de trinta por cento nas deficiências espirituais. Nesse sentido, os Ensinamentos poderão contribuir enormemente para a prevenção de um mal tão assustador como o das doenças mentais.

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d) Quanto à origem das solidificações em volta do pescoço e nos ombros, nem preciso dizer que advêm dos remédios.

2.4 - Espirituais

2.4.1 - Doenças e espíritos

Conforme já expliquei anteriormente, as doenças são ações purificadoras necessárias ao fortalecimento da vida humana.

É preciso, entretanto, saber que existem algumas enfermidades causadas por encostos de espíritos.

Sobre esse fato, desde antigamente, muitas religiões têm-se manifestado, colocando como causa de todas as doenças a interferência de entidades negativas.

Contudo, pelas minhas pesquisas e observações, concluí que existem duas maneiras de uma doença se materializar. A primeira é como um processo natural de purificação do corpo. A segunda, como uma manifestação de espíritos doentes. Esses dois aspectos estão inseparavelmente relacionados, porque a doença causada por encosto fica limitada, no organismo, à parte correspondente ao Plano Espiritual, a qual, com certeza, acumula muitas máculas. Portanto, ao serem eliminadas essas nuvens, o corpo espiritual atinge um determinado nível de purificação e, com isso, a doença desaparece automaticamente do corpo físico.

Assim acontece porque torna-se impossível a um espírito doente apoderar-se de um ser humano purificado e saudável. Em outras palavras, quero dizer-lhes que a verdadeira causa de qualquer doença são as nuvens espirituais. Daí a necessidade de serem constantemente eliminadas pelo Johrei, para que o organismo permaneça sempre revigorado.

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Pode-se, então, concluir que o aparecimento de doenças não é culpa do encosto. O princípio correto de sua origem são as inúmeras máculas acumuladas pelos seres humanos.

Guardem, pois, no fundo do coração, esta verdade: nenhum espírito negativo tem poder para aproximar-se de pessoas cujo organismo esteja livre de toxinas, e tenham a alma pura e fortalecida.

2.4.2 - Nuvens espirituais

Por que se acumulam nuvens no corpo espiritual?

Devido à falta de Luz, sem a qual o poder do espírito primordial fica limitado.

O que fazer então?

Para evitar a concentração de nuvens espirituais, é preciso recorrer à religião, pois, no momento em que o homem se volta para Deus, a Luz Divina penetra em sua alma; conseqüentemente, aumenta a força do espírito primordial e não se acumulam tantas máculas. Ainda, no caso de haver uma entidade animal parasitária, será automaticamente afugentada e o espírito secundário perderá, desse modo, o poder de praticar o mal.

Portanto, quem não se curva diante de Deus, corre o perigo de, repentinamente, e por qualquer motivo, tornar-se um homem mau. É por essa razão que eu afirmo: o homem sem fé é perigoso.

Podemos, portanto, concluir que a causa pela qual os males sociais não diminuem é exatamente a existência de muitas pessoas incrédulas, nas quais não se pode confiar. Embora aparentem bondade, nunca terão, de fato, uma índole benévola porque lhes

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falta Deus no coração e, por esse motivo, não merecem confiança. São, na realidade, pessoas más e gravemente doentes.

2.4.3 - Máculas e doenças

Muitas religiões já falaram sobre a relação entre máculas espirituais e doenças. Agora eu vou comentar esse assunto do ponto de vista da ciência divina.

Como já ensinei em outras ocasiões, toda vez que surgem maus pensamentos ou se cometem erros, aumentam as nuvens no espírito. Quando elas atingem um elevado grau de densidade, ocorre uma ação purificadora para dissipá-las. É essa a lei do Mundo Espiritual e dela ninguém escapa. Na maioria das vezes, são processos eliminatórios que se apresentam como uma doença. Assim acontece porque as máculas do espírito se manifestam no físico em forma de sangue impuro ou pus.

Há, contudo, outros métodos de purificação representados pelos mais variados infortúnios.

Um ponto fundamental também é saber que as doenças de origem espiritual, ou seja, as causadas por pecados, são difíceis de serem curadas. Geralmente a recuperação completa só ocorre após longos anos. É o caso de moléstias como tuberculose, câncer, osteomielite, por exemplo.

2.4.4 - Dissipação das máculas

Há duas formas de dissipar as máculas: pelo sofrimento e pela prática de boas ações, as quais permitem que virtudes sejam acumuladas.

Vou citar dois exemplos que poderão trazer a todos maior esclarecimento a respeito das minhas considerações. Há alguns anos, um jovem tuberculoso, que havia sido desenganado pelos

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médicos, ingressou num credo denominado Tenri. Ansioso por realizar algum benefício em favor do próximo, decidiu limpar o catarro que as pessoas cuspiam nas ruas de sua cidade. Dedicou-se a essa tarefa durante três anos. Um dia, percebeu que sua moléstia havia desaparecido e ele estava completamente curado.

O segundo fato refere-se ao episódio ocorrido com Tchogoro Yamamoto, famoso bandido japonês, mais conhecido como Jirotcho de Shimizu. Certa vez, Yamamoto encontrou-se com um grão-sacerdote budista que lhe disse em tom bastante sério: "Vejo em seu rosto o sinal da morte. Você tem, no máximo, mais um ano de vida". Diante de tal presságio, algo tocou-lhe a alma. Então Yamamoto doou toda a sua fortuna e retirou-se a um templo budista para aguardar a morte. Passaram-se dois anos e nada lhe aconteceu. Um dia, voltou a cruzar com o religioso e dirigiu-se a ele pensando em acusá-lo de o ter enganado. Mas, antes que tivesse tempo de pronunciar qualquer palavra, o grão-sacerdote lhe falou: "Coisa estranha! Aquele sinal de morte, que vi em seu rosto, quando nos encontramos pela primeira vez, desapareceu por completo. O que você fez?!" Jirotcho contou-lhe como havia procedido e o religioso concluiu dizendo a ele que a prática das boas ações o havia afastado da morte.

3 - Aprofundamento sobre a Lei da Purificação

3.1 - Instrumentos de purificação

Um outro comportamento pouco recomendável é as pessoas sentirem-se prejudicadas por aqueles a quem já ajudaram tantas vezes. Os que assim pensam, têm muitas impurezas acumuladas; por isso, deveriam antes examinar-se a si mesmos, pois quem aparentemente nos prejudica está, de fato, ajudando-nos a queimar máculas. Portanto, aqueles que nos perseguem ou nos fazem sofrer estão sendo apenas instrumentos de uma ação purificadora. Se todos compreendessem profundamente essa verdade, iriam manifestar sempre muita

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gratidão às pessoas que lhes causam sofrimentos, sem nunca as maldizer.

Vou relembrar o que aconteceu comigo para dar um exemplo esclarecedor desses pontos aos quais acabei de me referir. Em junho de 1950, houve uma séria perseguição à nossa igreja e eu fui processado e preso. Alguns dos nossos membros acharam a minha condenação injusta e criticaram, várias vezes, o promotor. Até eu mesmo fiquei momentaneamente amargurado. Mas, graças a esse incidente, a minha alma foi profundamente polida e a nossa Igreja se tornou mais sólida. Sinto, por isso, extrema gratidão por aqueles que me injuriaram. Encarar, dessa forma, todas as adversidades, corresponde ao pensamento daijo e é um dos pontos essenciais da fé.

3.2 - Relação entre remédio e doença

A medicina não esclarece o que é a doença. Mesmo com relação aos efeitos dos remédios, existe pouca lógica. Se alguns deles forem eficazes em certos casos, já são considerados excelentes, mas não há base científica para explicar o porquê dos resultados satisfatórios, ou não. Os pontos de referência fundamentam-se somente nas observações dos resultados produzidos pelo medicamento quando usado pelo paciente.

Não há, portanto, prova evidente de que haja relação entre a doença e o remédio. Sabe-se apenas que ocorrem alívios temporários da dor ou do mal-estar. É, portanto, totalmente errado admitir que existe comprovação científica de que os remédios curam as doenças. Nem mesmo os pesquisadores percebem esse ponto da questão.

Quando os estudiosos realmente souberem que não há relação entre a cura das doenças e as inúmeras drogas existentes, vão ter de corrigir a base. E a minha missão é exatamente mostrar a eles todos que, se houvesse, de fato,

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comprovação científica da eficácia de um remédio para a cura de determinada doença, não haveria necessidade de descobrir outro diferente.

Também é necessário não esquecer que são os medicamentos os criadores da infelicidade.

Os mamehito já sabem que, tomando remédio, o sangue fica impuro. Em conseqüência, criam-se nuvens no espírito, as quais, por sua vez, causam-lhe o rebaixamento de posição no Mundo Espiritual, fazendo-o chegar, às vezes, até o inferno.

Em razão da presença de tantas impurezas, o mundo atual permanece sob o domínio do Mal. Quase ninguém vive, por isso, feliz. Ao contrário, surge infortúnio após infortúnio. A causa de todo esse sofrimento são os remédios que geram impurezas. Estas, por sua vez, criam máculas que determinam a queda do nível espiritual das pessoas.

Em síntese, são as drogas em geral que criam a infelicidade humana. O remédio, portanto, não só causa doenças, mas também todos os demais sofrimentos. Terrível realidade!!!

Para criar um mundo melhor, é preciso, portanto, eliminar primeiramente o vício dos remédios, que é a causa de todos os desmandos da humanidade.

3.3 - Processos de eliminação das toxinas

Um ponto sobre o qual quero me deter diz respeito a machucados e queimaduras. Nestes casos, normalmente ocorrem inflamações.

De acordo com o pensamento médico, vários recursos são utilizados para impedir a eliminação do pus. Grande erro resultante do medo! Na verdade, o estímulo gerado pelas queimaduras e

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machucados determina a concentração de toxinas no local atingido, uma vez que qualquer pessoa mantém, no seu organismo, uma quantidade de impurezas muito grande. Então, quando aparece alguma oportunidade, as toxinas, naturalmente, se concentram nos locais atingidos por lesões de qualquer natureza; ao mesmo tempo, vão sendo eliminadas em forma de secreções purulentas. Daí que, quanto maior for a parte queimada ou machucada, maior será também a quantidade de toxinas eliminadas.

No entender da medicina, contudo, ferimentos grandes aumentam a possibilidade da contaminação por bactérias; por isso, quaisquer dos seus procedimentos visam impedir o processo de supuração com o emprego de medicamentos desinfetantes acrescidos, muitas vezes, de compressas que tentam resfriar o local, além de aplicação de injeções e recomendação de repouso absoluto.

Dentre todos os métodos usados pela medicina para evitar a formação de pus, o que causa maior problema é o uso de anti-sépticos, porque a toxina desse medicamento penetra diretamente no músculo e, com o correr do tempo, provoca intoxicação bastante séria.

Então, pode-se dizer que, embora a bactéria seja um pequeno ser vivo, o remédio utilizado para matá-la deixa seqüelas terríveis no corpo humano. Além disso, com o passar do tempo, o anti-séptico anteriormente empregado vai-se acumulando no corpo até se transformar numa toxina muito violenta. Esta, mais tarde, provocará uma purificação caracterizada por febre, dor, mal-estar, sintomas esses causadores sempre de algum transtorno indesejável, embora, por outro lado, constituam processos importantíssimos de eliminação de impurezas. Normalmente, porém, quando consultados, os médicos sempre dizem desconhecer a origem de tais sofrimentos; na verdade, eles são causados pelos próprios tratamentos feitos com anti-sépticos.

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Ouço também, com freqüência, os médicos dizerem não haver meio de tratar certas doenças. É que, na realidade, desconhecem a verdadeira causa que as gera.

Outra questão fundamental no que diz respeito à eliminação das toxinas é saber que o ponto focal da diarréia está localizado na cabeça e nas costas. Torna-se, por isso, evidente que as impurezas presentes nesses lugares, ao serem dissolvidas, encaminham-se primeiramente para a barriga onde, mais tarde, se manifestam em forma de disenteria.

Ainda é necessário não esquecer que há outros casos de desarranjos intestinais provocados por intoxicação alimentar.

No que diz respeito à eliminação das toxinas acumuladas na cabeça, normalmente são expulsas do organismo através das hemorragias. Nesses casos, quando o sangue sai pelo ânus, têm-se as chamadas hemorróidas hemorrágicas.

Em outras circunstâncias, essas mesmas toxinas da cabeça podem também acumular-se, após a dissolução, primeiro na barriga, para depois serem eliminadas através da disenteria. É um trabalho feito naturalmente pelas bactérias causadoras da diarréia, com muita rapidez. Por isso, quem tiver qualquer tipo de problema intestinal, se não usar medicamento algum, obterá a cura espontaneamente, apenas recebendo Johrei, cujo poder trará, como resultado, a eliminação das impurezas.

A medicina, entretanto, por desconhecer essa verdade, impede a saída natural das toxinas pelo emprego de diversos tratamentos que, em vez de melhorar, agravam ainda mais a doença e o estado geral do paciente. Se a medicina entendesse, de fato, essa lógica, a humanidade receberia enorme ajuda e muitos sofrimentos seriam eliminados.

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Causa-me profunda pena o não-entendimento de uma questão deveras simples!

3.4 - Capacidade de regeneração do organismo

Um dos pontos mais errados da medicina contemporânea é não admitir que o ser humano já traz, ao nascer, uma capacidade natural de regeneração das partes do seu corpo que eventualmente tenham sofrido perdas parciais, ou algum tipo de lesão, ou mesmo tenham sido atacadas por alguma moléstia.

De um modo geral, os doentes ouvem, nas consultas médicas, ter sido bom procurar, de imediato, o tratamento, pois um atraso poderia causar danos maiores. Na verdade, tal colocação quer dizer que, do ponto de vista médico, deixar qualquer doença seguir o seu caminho natural pode piorar a situação. Daí a razão de, com o máximo esforço, tentarem impedir, o mais rápido possível, o avanço da moléstia por meio de tratamentos medicamentosos.

Eu quero, porém, mostrar que, neste ponto, existe um grande engano porque, como sempre falo, a doença é um processo de eliminação das toxinas do corpo; por isso, se não houver interferência na ação purificadora, o organismo se recompõe naturalmente, trazendo, como resultado, a cura da doença. Quer dizer, então, que febres, catarros, tosses, mucos nasais, suores, diarréias, dores, coceiras, etc., decorrem da eliminação das toxinas e, portanto, são necessários. Com um pouco de paciência, todas as impurezas serão expulsas do corpo por meio desses agentes purificadores que o deixam completamente limpo.

Atrasar o tratamento não significa nada, portanto. Como, porém, a medicina desconhece a lógica da purificação, entende ao contrário e tem muito medo de deixar que o ciclo da doença se desenvolva naturalmente. Adverte, por isso, para a necessidade de

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combatê-lo por meio de remédios. Daí serem tentadas todas as formas de impedir a eliminação das toxinas através de procedimentos que, em vez de extirpá-las, as solidificam em várias partes do corpo. Como resultado, a doença não acaba, continua.

3.5 - Poder natural de cura

Como já expliquei anteriormente, o corpo do ser humano provoca, toda vez que se faz necessária, uma ação de limpeza, através da qual muitas toxinas são eliminadas. A esse processo é que eu chamo de poder curador natural do corpo. Já ao nascer, todos trazem intrinsicamente essa capacidade para curar as doenças. Então, a verdadeira medicina deveria respeitar essa potencialidade especial, própria do organismo humano. Contudo, agindo ao contrário, incentiva o desenvolvimento de recursos para impedir a manifestação desse prodigioso poder de autocura, de restabelecimento completo e natural da saúde, que o corpo possui e, muitas vezes, não consegue usá-lo.

Os fatos mostram, claramente, as profundas contradições dos métodos terapêuticos. Basta observar, por exemplo, uma gripe. Cura-se rapidamente (mais ou menos, em uma semana), deixando-a percorrer o seu ciclo natural, sem que seja impedida com o emprego de remédios. Caso contrário, pode estender-se por até três ou quatro semanas, além de haver a possibilidade do aparecimento dos efeitos colaterais dos remédios usados e até de chegar a uma tuberculose.

Embora sejam raras as vezes, existem, contudo, algumas pessoas possuidoras de muita vitalidade que conseguem, usando a sua força curativa natural, vencer os obstáculos do tratamento médico. Na maioria delas, entretanto, após o uso de um medicamento, ocorre a solidificação instantânea das toxinas que estavam tentando dissolver-se. Como resultado, o doente pensa que foi recuperado, mas é uma situação apenas aparente, pois a cura definitiva não se concretizou.

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Concluindo, creio ter esclarecido a questão. Como se pode ver, a medicina moderna teve grande progresso e, por isso, vem recebendo da humanidade inteira calorosos elogios, mas é exatamente aí que se encontra o ponto de interrogação. Por que não conseguiu ainda proporcionar o tão desejado bem-estar ao ser humano?

Pelo Johrei, entretanto, muito mais do que através de qualquer tratamento médico, as pessoas alcançam momentos de extrema felicidade, tendo o seu próprio poder natural de cura altamente fortalecido. Pode-se, então, dessa forma saber que o Johrei, a Luz de Deus canalizada através das mãos, é um método de cura muito mais avançado e incontestavelmente lógico.

3.6 - Alimentos e manutenção da saúde

O Criador preparou alimentos especiais para serem ingeridos pelo homem a fim de manter-lhe a vida. Foi por isso que, em algumas espécies, colocou um sabor especial, como a maneira de os homens poderem estabelecer a separação entre produtos recomendáveis à manutenção da vida e aqueles considerados prejudicais à saúde. Na verdade, tal princípio significa que os seres humanos devem comer com alegria, sentindo prazer e gostando do sabor oferecido pelos alimentos. Só dessa forma pode ser provida a carência nutritiva do organismo. Tal realidade mostra, claramente, como Deus preparou a vida humana na Terra.

Pode-se também compreender, através de constatações relativas à nutrição, que as pessoas hoje não se alimentam para viver, pois poucas são capazes de distinguir o sabor verdadeiro e próprio de cada alimento. Ingerem, por isso, qualquer coisa apenas para saciar a fome.

Ao ser analisado, então, do ponto de vista da lógica divina, o processo alimentar se torna extremamente misterioso.

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3.7 - Eliminação de máculas

Todos os sofrimentos são purificações através das quais se eliminam as nuvens do corpo espiritual.

Há, porém, uma diferença enorme entre a penitência e o ascetismo praticados pelos religiosos existentes e os infortúnios que batem à porta, sem que ninguém os busque. Aqueles são procurados de uma forma consciente, isto é, a pessoa faz questão de sofrer intensamente para elevar-se, enquanto da purificação não há como fugir; além de ser uma maneira muito melhor de aprimorar, extingue, mais facilmente, as nuvens do corpo espiritual, possibilitando ao ser humano enxergar claramente a realidade. Como conseqüência, abre o satori6, o que significa, em síntese, saber distinguir o verdadeiro do falso.

A Messiânica, que pertence à Era do Dia, ensina não haver necessidade de penitência ou ascetismo para eliminar as máculas e modificar o pensamento. Basta queimar, através do Johrei, as toxinas e as nuvens espirituais acumuladas, que a alma acaba sendo polida e o homem adquire tieshokaku (sabedoria).

3.8 - Despertar para a vontade de Deus

Em sua essência, o ser humano nasceu com a missão de criar o mundo ideal planejado por Deus.

Quando, então, alguém se esforça para cumprir o que a Vontade Suprema determinou, fica livre de doenças e demais sofrimentos para poder executar o seu trabalho com alegria. Também por isso, ao contrair alguma moléstia, cura-se imediatamente.

6 Palavra amplamente usada no Zen-budismo. Significa despertar para a verdade, para a iluminação.

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Embora todos os homens tenham nascido com toxinas hereditárias e adquirido outras no decorrer da vida terrena — o que lhes traz inúmeros transtornos — ao se dedicarem à Obra Divina, são agraciados com purificações rápidas e se tornam mais saudáveis. Acontece assim para que a concretização do plano divino não seja interrompida. Fiquem, pois, sempre despreocupados e realizem o seu trabalho com firmeza.

Ignorando, contudo, a importância da purificação, muitos empregam toxinas, denominadas remédios, para refrear as suas doenças. Por isso, desviando-se totalmente da verdade, não se curam e ainda acumulam mais impurezas no corpo.

Para se corrigirem tantos erros, é necessário ficar bem claro que o organismo precisa estar constantemente sob a ação de uma limpeza realizada através da doença, bem como por meio de todos os demais infortúnios que se acometem sobre a vida humana.

Partindo desse princípio, terão moléstias nos olhos, por exemplo, aqueles que pecarem enganando os outros pela visão. Sofrerá distúrbios auditivos quem proferir palavras que firam os ouvidos do próximo; poderá também enfrentar doenças na língua ou relacionadas à fala. Do mesmo modo, dores de cabeça são sentidas por quem as causou aos outros. Problemas nos braços atacam aqueles que os utilizam apenas em proveito próprio. Da mesma forma, outras doenças poderão surgir, de acordo com a Lei da Sintonia, que determina o aparecimento de uma ação purificadora nas partes do corpo onde se verificar o acúmulo de toxinas ou de máculas espirituais.

3.9 - Sofrimentos intensos

Ainda pode ocorrer outro fato interessante ao qual é preciso ficar atento: quando alguém ingressa numa religião e procura viver o mais fervorosamente possível, muitas vezes os seus sofrimentos se tornam maiores. É bastante comum, nesses momentos, surgirem

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dúvidas, de modo especial no coração daqueles que não têm muita fé. Em situações semelhantes, a atitude correta é procurar adquirir muita sabedoria para entender que, na realidade, Deus está querendo recompensar rapidamente tamanho fervor e dedicação, trazendo a essa pessoa inúmeras graças. Mas, tal como um vaso que precisa estar limpo para receber as flores, também o recipiente humano deve purificar-se para fazer jus às bênçãos de Deus. Portanto, nessas circunstâncias, se o religioso for capaz de suportar com paciência todo o processo de purificação, receberá, no final, graças acima de qualquer expectativa.

Foi exatamente o que aconteceu com a minha própria vida. Durante vinte anos, afligi-me com dívidas imensas, por mais que me esforçasse para resgatá-las. Eu já me havia resignado quando finalmente, em 1941, consegui saldá-las e me senti muito aliviado. No ano seguinte, para minha surpresa, começaram a entrar enormes e inesperadas quantias de dinheiro. Fiquei extremamente perplexo ante a insondável vontade de Deus.

3.10 - Misericórdia de Deus

Toda ação purificadora tem dois lados: ao mesmo tempo em que o Criador deseja salvar o maior número possível de pessoas, tem de corrigir os erros e limpar as impurezas. Essa atitude manifesta não só o grande amor do Pai querendo a salvação de muitos, mas também a imensa tristeza divina por ter de causar inúmeras vítimas em conseqüência dessa profunda queima de máculas acumuladas. Por esse motivo, eu afirmo que, a partir de agora, a tristeza de Deus será ainda mais intensa, pois vai haver um número enorme de sacrificados por causa da grande purificação.

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3.11 - Causa da infelicidade

Até hoje, examinei os remédios sob todos os ângulos, mas ainda não falei minuciosamente sobre a relação entre eles e a infelicidade humana. Vou fazê-lo agora.

É óbvio que a causa fundamental de todas as desgraças ou benesses que envolvem as pessoas se encontra no Mundo Espiritual. Por essa razão, o assunto precisa ser muito bem compreendido por todos.

Desde tempos remotos, as religiões têm-se referido a pecados e máculas, mas sempre de uma maneira muito superficial. Há, porém, uma causa bem mais profunda, onde está a origem de todo o problema: os remédios e as drogas. São eles, na verdade, a essência das nuvens espirituais, embora venham sendo usados há muito tempo e considerados como algo maravilhoso.

Ao falar assim, sinto que vocês ficam bastante perplexos, mas gostaria de que acreditassem plenamente nas minhas palavras, pois são verdades que me foram reveladas por Deus. Por isso, insisto em dizer-lhes que, ao colocar remédio dentro do corpo, vocês estão envenenando o próprio sangue e simultaneamente criando infelicidade para si mesmo.

3.12 - Hospital e religião

Ministro — A religião Tenrikyo ficou famosa por ter curado muitas doenças.

Meishu Sama: Sim, expandiu-se através desse trabalho.

Ministro — Sendo assim, por que agora administra hospitais?

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Meishu Sama— Ah! Isso por que não consegue mais resolver completamente o problema das doenças, o que vem acontecendo desde 15 de junho de 1931. Num dos últimos dias, alguém da Tenrikyo comentava não estar mais havendo curas, fato que eu acho muito estranho porque, na época em que o fundador vivia, as doenças eram sanadas. Foi isso que respondi a essa pessoa, na ocasião. E ela até concordou comigo.

Na verdade, porém, a razão mais profunda reside no fato de, como sempre falo, a Era da Noite ser regida pela energia da Lua. Como a Tenrikyo tem a proteção do Deus Lunar, ensina que as pessoas vão para Kanro Dai (pedestal de néctar). Foi por isso que construíram uma coluna em cima do templo a que deram o nome de Kanro Dai, no topo da qual colocaram uma vasilha semelhante a um prato para recolher, durante as noites iluminadas pela Lua, as gotículas de orvalho, depois distribuídas, em pequenas porções, aos membros, que poderiam tomá-las quando ficassem doentes. Na realidade, a Tenrikyo ensinava que as gotas de água energizadas pela luz da Lua tinham o poder de curar as doenças. Naturalmente, só poderia ser mesmo assim, pois, pela ação dos raios solares, com certeza, essa porção de água secaria muito rápido. Além disso, o Sol, pouco a pouco, está levantando e expandindo-se no Universo. Conseqüentemente, a luz lunar vai perdendo a força e, por isso, não consegue mais curar. Daí a razão de, nos dias atuais, o ritual do Kanro Dai não ser mais realizado.

3.13 - O trabalho messiânico

A Messiânica, devido ao aumento de kasso (espírito do fogo), tem realizado inúmeras curas, concretizando um trabalho de salvação cujo poder reside na canalização do Johrei. Em outras palavras, pelo fato de a luz solar ir gradativamente aumentando, a resolução dos problemas de saúde tanto física, quanto mental ocorre com mais facilidade. Ao mesmo tempo, torna-se também muito evidente a todos nós a transformação do Mundo da Noite para o Dia.

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3.14 - Delinqüência juvenil

Ministro — A delinqüência juvenil tem cura?

Meishu Sama— Sim, pode ser curada. Esse problema, em parte, é conseqüência das máculas dos pais. Tanto assim que o sofrimento vivido por eles, em forma de constantes preocupações, devido ao comportamento inadequado dos filhos, constitui uma ação purificadora que vai queimar-lhes as impurezas acumuladas. Se, entretanto, os pais, em vez de tentar corrigi-los, chamando-lhes a atenção ou reclamando deles, se propuserem a fortalecer a fé e acumular virtudes pela prática do bem e ajuda ao próximo, serão capazes de diminuir consideravelmente as causas dos infortúnios advindos dos atos irrefletidos de seus pupilos.

Outro ponto a ser levado em conta é que, de um modo geral, os delinqüentes têm a parte frontal da cabeça febril. Então, devido a essa situação, o seu raciocínio para discernir entre Bem e Mal, certo e errado não funciona. À vista disso, não conseguem dominar, na parte posterior, os impulsos ou sentimentos inferiores que afloram. Torna-se, por conseguinte, imprescindível ministrar Johrei na fronte para eliminar o estado febril. Uma vez que essa região se mantenha fria, a delinqüência é curada.

A propósito, estou escrevendo agora um Ensinamento no qual vou mostrar que a causa das guerras e conflitos reside na sensação de desconforto ou na indisposição geral vivida pela maioria das pessoas.

Notem que o ser humano não consegue brigar quando se encontra sentimentalmente bem e vivendo de maneira agradável. Já uma fronte febril gera irritação, raiva, intranqüilidade, impedindo a manifestação da força do raciocínio equilibrado, o único capaz de criar condições para o surgimento de um ambiente de paz.

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A testa febril é também a causadora do surgimento desregrado de apetites carnais e mundanos, os quais, em conseqüência da liberdade de soonen, Deus permite que aflorem. Entretanto, se forem postos em ação de maneira abusiva, geram máculas. Então, quem mantiver fria a parte frontal da cabeça conseguirá controlar perfeitamente esses desejos, antes de colocá-los em prática. Não correrá, portanto, perigo algum. São, contudo, muito poucos os que possuem essa virtude.

A partir de tais evidências, pode-se concluir que, se toda a humanidade conseguisse manter a parte frontal da cabeça sem febre, desapareceriam as guerras e haveria paz. Inclusive pequenas discórdias, desentendimentos passageiros, briguinhas não ocorreriam. Além disso, ninguém se deixaria enganar pelas incitações demagógicas de ditadores de idéias ou de conceitos preestabelecidos.

3.15 - Corrupção e criminalidade

Os crimes de corrupção têm sua origem nos medicamentos ingeridos. Estes geram toxinas no organismo as quais anuviam o espírito. Então, tirando-se as drogas, o problema seria automaticamente resolvido.

Não é, porém, nada fácil eliminar do mundo um erro tão sério quanto o da corrupção que, em última instância, é também incentivado por espíritos animais que, não conseguindo trabalhar, se encostam nas pessoas cujo corpo possui muitas toxinas. Se, contudo, não existissem os remédios, seria impossível ocorrer essa espécie de aproximação. Caso acontecesse, o espírito encostado teria impreterivelmente de arrepender-se dos erros e pecados; por isso, nem tenta se aproximar de alguém puro, isto é, sem máculas, sem impurezas.

Não tenho, pois, dúvidas em afirmar que a origem da criminalidade se encontra nas toxinas dos remédios.

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É notório também que, a cada dia, as maldades aumentam quase na mesma proporção em que os jornais noticiam a descoberta de novas drogas. Embora o efeito delas seja de apenas vinte ou trinta por cento, a propaganda exagerada para vendê-las faz com que as pessoas tomem grandes quantidades de remédios, pensando tratar-se de algo bom, quer dizer, necessário à manutenção da vida.

Atualmente, a indústria farmacêutica tem muito medo da Messiânica. Na verdade, são os homens maus que a temem; por isso, os bons, os fortes devem lutar bastante para esclarecer a humanidade quanto ao perigo advindo do uso de remédios.

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CAPÍTULO V – MUNDO INVISÍVEL

1 - Plano espiritual

1.1 - Organização do plano espiritual

Quero mostrar-lhes como está organizado o Plano Espiritual. É, de fato, uma realidade composta de três camadas, totalizando cento e oitenta graus que, por sua vez, estão divididos em três níveis, a saber: superior, médio e inferior. Cada um desses níveis possui também sessenta graus, sendo que a camada mais inferior corresponde ao mundo infernal; a média, ao purgatório e a superior, ao Reino do Céu.

Ainda, dentro dessas sessenta categorias, existem três divisões, cada uma de vinte graus, que correspondem também a níveis inferior, médio e superior. Por fim, cada um dos vinte graus apresenta mais três divisões semelhantes às anteriores.

Daí a razão de o sofrimento, no Mundo Espiritual, aumentar à medida que o nível vai descendo. Então, o mais baixo plano do mundo infernal se caracteriza pela existência de inúmeras doenças, muita pobreza e incontáveis conflitos. Tanto assim que o Xintoísmo se refere a esse nível como sendo o nesoko no kuni, quer dizer, lugar extremamente fundo. O Budismo, referindo-se ao mesmo plano, o denomina mundo sem luz, onde impera um frio intenso.

Por outro lado, à medida que se vai subindo para os outros níveis, percebe-se um grande alívio, até que, ao chegar à camada correspondente ao purgatório, começa um estado de vivência equivalente à sociedade humana, com alegrias e sofrimentos intercalados que corresponde a um estágio médio.

Após ultrapassar o purgatório, chega-se ao Reino do Céu, plano que segundo o Budismo é o gokuraku joodo, quer dizer, lugar

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purificado, repleto de Luz, onde reina plena felicidade, abundância e amor puro.

Observando-se atentamente essa realidade, ou seja, a organização do Mundo Espiritual, dá para perceber que a maioria das pessoas ocupa o purgatório. Nesse lugar, ninguém consegue viver com tranqüilidade total. Além disso, é uma posição em que o espírito está sempre subindo ou descendo de nível, de acordo com os pensamentos emitidos, sentimentos expressos ou ações realizadas por cada uma das pessoas. Na verdade, a grande maioria desce. Tal fato pode ser observado através do tipo de vida mostrado pela humanidade.

Com o que acabei de expor, sintetizei a relação entre os Mundos Material e Espiritual.

1.2 - Camadas do Reino Espiritual

O Reino Espiritual se divide em três camadas: céu, purgatório e inferno. Cada um desses níveis, por sua vez, se subdivide em sessenta graus, perfazendo um total de cento e oitenta camadas, às quais chamei de Reino Espiritual. Essas etapas distintas estão estritamente relacionadas ao destino do ser humano.

Para ficar ainda mais clara a idéia do que seja o Mundo Espiritual, é preciso que o homem compreenda, em primeiro lugar, que veio à Terra por ordem de Deus. Só assim poderá agir corretamente e alcançar a tranqüilidade sem correr o risco de levar uma existência vazia.

Além disso, cada um deve também ter em mente que o desígnio de Deus é a construção do Reino do Céu na Terra, ou seja, o estabelecimento de um mundo ideal, livre de infortúnios, cuja magnificência e glória jamais poderão ser imaginadas. Foi

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exatamente para a realização desse objetivo que Deus concedeu a cada um de nós uma missão específica.

1.3 - Relação do homem com o Mundo Espiritual

A fim de que todos compreendam claramente o papel que devem desempenhar dentro do plano de Deus, é preciso saber que cada ser humano tem a sua semente (à qual dei o nome de yukon) numa das camadas do Mundo Espiritual. E, para a concretização dos desígnios divinos, a alma humana recebe continuamente, através do yukon, as determinações de Deus. Como, porém, a maioria das pessoas tem o corpo espiritual coberto por máculas, torna-se bastante difícil para elas intuir a vontade divina. Somente aqueles que conseguem purificar-se, queimando as nuvens espirituais pelo Johrei, são capazes de perceber o que Deus lhes ordena.

Então, para a maioria dos homens, é muito difícil o desempenho correto da própria missão. Além disso, existe ainda a influência das entidades negativas, chamadas jashin, que se aproveitam das máculas acumuladas para perturbar os seres humanos. A fim de comprovar esse fato, basta ser lembrado o malogro de muitos dos nossos planos. Há casos em que, repentinamente, o destino vira, tomando rumos ignorados. Nesse momento, o homem sente que algo, contra o qual quase nada pode fazer, o domina, conduzindo-o a caminhos estranhos.

1.4 - Elevação do yukon

É importante cada um estar constantemente purificando-se de suas máculas para que o yukon permaneça numa camada bem alta do Reino Espiritual. Dessa forma, o destino e a missão do homem tornar-se-ão também grandiosos, pois quanto mais alto for o grau a que ascendeu o yukon, maior será a felicidade alcançada. Portanto, dependendo do nível do yukon no Reino Espiritual, o homem poderá viver no Céu, que é o mundo da alegria, onde não

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existem doenças nem conflitos, ou simplesmente permanecer num plano inferior correspondente a um estado de sofrimentos, discórdias, pobreza. Tal situação poderá ocorrer num grau de intensidade cada vez maior, quanto mais baixa for a camada em que se encontra o seu yukon.

Para que o homem, então, se torne verdadeiramente feliz, é preciso, em primeiro lugar, colocar o yukon num nível bem elevado. E o único meio de conseguir esse ideal é através da eliminação das máculas que, uma vez extintas, deixam a alma leve para atingir as alturas.

O processo da purificação pelo qual são eliminadas as impurezas, tornando-se assim possível a elevação do yukon, é, entretanto, longo e exige muito sacrifício e também prática de virtudes. Há, porém, um meio pelo qual se pode ultrapassar, de uma só vez e com muita tranqüilidade, dezenas de degraus nas camadas do Mundo Espiritual: a canalização constante do Johrei.

Na verdade, equivale a dizer que, quem se inicia na Messiânica, tem condições de modificar completamente a sua maneira de encarar a vida. Além disso, adquire maior sabedoria e, conseqüentemente, mais capacidade para apreender a verdadeira essência das várias situações existenciais.

Também, sob o efeito da Luz de Deus, o homem torna-se otimista e alcança a tão desejada paz. Inclusive materialmente, prospera de modo misterioso. Não é, pois, de estranhar que todos os dias pessoas afortunadas elevem suas vozes, rendendo graças a Deus por terem sido salvas.

1.5 - Enigma do Mundo Espiritual

O Mundo Espiritual é realmente uma existência sutil e enigmática. É quase impossível, por isso, compreendê-lo somente

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através do bom senso do homem contemporâneo, pois há inúmeros recursos através dos quais a mente humana o influencia.

Como é um mundo totalmente composto de soonen (energia projetada pela união do pensamento, emoção e vontade), muitas formas lá existentes surgem do nada e da mesma maneira desaparecem. Tais transformações não têm limites. Esse fato explica também o porquê de, ao ser criada uma imagem, uma estátua, tanto através da pintura quanto da escultura, dependendo da elevação espiritual do artista, fazer diferença o nível da divindade que vai incorporá-las.

Quer dizer, tudo depende da alma do autor. Quando elevada, o espírito divino que envolve a obra por ele criada é nobre e virtuoso. Por outro lado, se o artista se encontrar num nível inferior, o grau de elevação do espírito incorporado é muito baixo, parecendo um substituto, uma subdivisão. Portanto, imagens idênticas podem apresentar graus diferentes de força espiritual, uma vez que tudo está relacionado ao aprimoramento do artista que a confecciona.

Um outro ponto importante diz respeito à .postura de quem está rezando. Assim, quando a oração é feita com bastante makoto diante de uma imagem, o espírito divino manifesta poder e irradia luz intensa. Ao contrário, se for uma prece formal, sem sentimento e respeito, a força divina diminui. Também é verdade que, quanto maior número de pessoas rezarem imbuídas pela mesma gratidão e sinceridade, mais intensa será a irradiação da Luz de Deus.

Desde antigamente, se ouve a máxima segundo a qual o que importa é a fé. Assim, a pessoa acredita que a força divina se manifesta, mesmo sendo a oração dirigida a uma cabeça de sardinha. Em outras palavras, significa que, embora o autor da prece não tenha nenhuma qualificação espiritual, se criar uma imagem e dela fizer momentaneamente uma propaganda bem elaborada e muitos devotos começarem a dirigir-lhe preces, cria-

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se, através do soonen, uma forma de divindade no Mundo Espiritual. A partir daí, essa imagem começa a manifestar uma força relativa, concedendo inclusive muitas graças. Tal fato, entretanto, resulta exclusivamente de idéias projetadas pelo soonen humano. Daí a razão de se poder afirmar que o Mundo Espiritual é um enigma. É certo, porém, que essas projeções duram pouco tempo, pois não são verdadeiras; apenas ilusórias, como uma onda que surge e logo desaparece.

1.6 - Espírito Protetor

Todos nós temos um Espírito Protetor, selecionado entre os ancestrais, com certo nível de elevação espiritual, que emite um sinal de alerta, quando nos encontramos na iminência de um perigo. Um exemplo pode elucidar melhor esse ponto. Se, por acaso alguém, por um imprevisto qualquer, perde um trem, com o qual tenha ocorrido um acidente, com muitas mortes e feridos, esse fato nada mais é do que a intervenção do Protetor para salvar a vida de quem se encontra sob seus cuidados.

Conhecendo, portanto, antecipadamente a nossa sorte, os espíritos guardiães procuram advertir-nos de todas as maneiras.

1.7 - Espíritos demoníacos

Agora vou falar sobre os espíritos demoníacos que também existem em grande quantidade. São, na verdade, os malfeitores que, devido ao seu apetite infernal, criam percalços e sofrimentos, gerando infelicidades para os demais seres.

Obviamente, tudo resulta das idéias materialistas emanadas pelos incrédulos, ou seja, por aqueles que não aceitam a existência das realidades invisíveis. Tal ambiente, quando observado do ponto exclusivamente espiritual, apresenta-se assombroso, medonho.

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Ao fazer o outro sofrer, o malfeitor torna-se odiado pela vítima que, de alguma forma, tentará vingar-se. Então o agressor é atingido através do fio espiritual, formando a redor dele uma imagem horrível. Se os perversos a pudessem enxergar, render-se-iam imediatamente. O que ocorre, entretanto, é o contrário: dia a dia aumenta o número de vítimas, chegando, às vezes, a milhares. Daí, todas elas juntas criarem, através do soonen, um monstro tão pavoroso que cerca os malfeitores e tenta destruí-los. Assim acontece mesmo com heróis e homens ambiciosos. No final, não encontram outro destino a não ser a destruição completa. É por isso que grandes personalidades, historicamente famosas, seguem esse destino. Por outro lado, tragédias que acontecem com políticos inescrupulosos, decadência de grandes fortunas, fim trágico de homens que fizeram muitas mulheres sofrer, ou de mal-intencionados agiotas, têm a sua origem no mesmo drama, ou seja, são vítimas do espírito vingativo daqueles a quem prejudicaram.

Já quem pratica virtudes recebe pensamentos de gratidão que se transformam num halo de luz que as envolve. Como resultado, nenhum jashin consegue aproximar-se e a pessoa torna-se infinitamente feliz. Por exemplo, a aura que vemos acompanhando imagens representativas de espíritos divinos resulta exatamente do sentimento de gratidão das pessoas beneficiadas com alguma graça especial.

Por todas essas constatações, dá para concluir quão forte é o soonen do ser humano, bem como quanta perniciosidade advém da ação dos espíritos demoníacos.

1.8 - Crianças superdotadas

Uma notícia recente de jornal fazia referência à uma criança com seis anos que desenhava maravilhosamente. Quero também tecer alguns comentários sobre o porquê do nascimento de superdotados.

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Desde tempos remotos, gênios assim sempre apareceram. Mesmo no Ocidente, sabe-se da existência de grandes músicos que, já aos seis anos, tocavam de maneira excepcional e, a partir dos dez, criaram obras extraordinárias. É o caso, por exemplo, de Schubert que, dos dez aos trinta e um anos, compôs mais de quinhentas músicas. Foi realmente um gênio na sua arte.

1.9 - Causas da existência de superdotados

O nascimento de superdotados está ligado a causas especiais sobre as quais vou falar agora. Obviamente, todas elas situam-se no Plano Espiritual. Daí ser difícil uma explicação através da ciência materialista.

De acordo com as minhas idéias e observações, existem duas causas fundamentais que determinam o aparecimento de pessoas com dotes incomuns: a reencarnação, ou o encosto do espírito de um grande gênio que já tenha vivido na Terra em outras épocas.

Assim é que, muitas vezes, um grande músico, por exemplo, mesmo vivendo hoje no Mundo Espiritual, não consegue esquecer a sua especialidade, a que tanto se dedicava e de que muito gostava. Em razão desse forte apego, reencarna prematuramente.

A outra causa reside na ansiedade que impede esses espíritos de gênio de esperar até a próxima vinda ao plano terreno. Por essa razão, procuram, dentro da linhagem de sua família, algum descendente no qual possam encostar. Como, na maioria das vezes, trata-se de uma criança, após a terem encontrado, ficam aguardando até que ela tenha maior coordenação motora, o que acontece aproximadamente aos seis anos. Nesse momento então ocorre o encosto.

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A partir daí, por tratar-se da aproximação de espíritos de extraordinária potencialidade, a criança superdotada, é óbvio, vai manifestar surpreendente técnica e aptidão genial.

De outra parte, só pode ocorrer o encosto se o espírito tiver certo grau de afinidade com a pessoa da qual se aproxima. Também é sempre mais fácil encostar-se numa criança do que num adulto.

Nenhum mistério representa, portanto, o aparecimento de superdotados. São apenas seres livremente manipulados, conforme o desejo do espírito do gênio que deles se aproximou. Não haveria outra justificativa para crianças de seis ou sete anos adquirirem técnicas que só um adulto teria condições de desenvolvê-las.

Por outro lado, nem sempre essas pessoas conseguem alcançar grande sucesso. De um modo geral, a sua genialidade vai até certo período de tempo. Depois voltam a ser criaturas comuns. É por isso que, nestes casos, não se trata de reencarnação, mas apenas de um encosto permitido até certo momento da vida, tendo em vista a missão recebida de Deus, ou também por alguma deferência especial dos antepassados.

1.10 - Os três grandes planos

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0 Deus Supremo

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Para maior compreensão, explicarei mais detalhadamente esse ponto. Primeiramente, é preciso saber que o destino de cada pessoa tem suas raízes no Mundo Espiritual, de onde recebe influência de acordo com o nível em que se encontra o seu espírito.

Entretanto o corpo inferior vive de elementos terrenos. Esclarecendo melhor: tanto o Mundo Material como o Espiritual apresentam-se em diferentes graus, dividindo-se em três grandes planos: superior, médio e inferior. Cada um desses três níveis se subdivide em sessenta subplanos, formando um total de cento e oitenta graus, mais um. Um é o Supremo Deus.

Todos os demais espíritos, divinos ou humanos, pertencem a um dos cento e oitenta subplanos restantes. Essa é a classificação vertical.

No sentido horizontal, cada subplano forma uma faixa que constitui um mundo à parte. Essas camadas superpostas estendem-se desde o inferno até o céu. Suponhamos que o espírito de um homem viva num dos vinte subplanos do grau inferior. Significa que está no ponto mais baixo do plano inferior, lugar repleto de sofrimento abismal. Quando tal estado se reflete

60º

60º

60º

Superior

Médio

Inferior

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no mundo físico, o homem enfrenta as piores desgraças. Nos vinte graus imediatamente superiores, os infortúnios já são menores. E, quando o espírito sobe outros vinte graus, seu estado melhora acentuadamente. Assim, a proporção de alegrias e sofrimentos difere de nível para nível.

Ultrapassados os sessenta subplanos inferiores, o espírito atinge o grau médio. Este ponto equivale ao purgatório e corresponde ao mundo terreno.

Mas, quando o espírito sobe aos sessenta graus superiores, ingressa no mundo celestial, o Reino dos Céus, e passa a integrar a categoria dos anjos, que vivem num estado de júbilo perene.

Conseqüentemente, o destino de cada pessoa corresponderá ao nível em que se encontra o seu espírito. Por isso, o homem deve esforçar-se para se elevar ainda que seja um único grau. Quanto mais se aprimorar, menores serão os seus infortúnios e ele passará a viver numa situação de muita felicidade.

2 - Fios espirituais

2.1 - Em que consistem?

Não se emprega muito, ainda hoje, a expressão "fios espirituais" porque sua importância é pouco conhecida. Na verdade, são filetes energéticos invisíveis e mais rarefeitos que o ar, os quais unem o homem à sua origem divina e às demais pessoas com quem está relacionado. Não se pode, portanto, desprezar a sua influência em todos os aspectos da existência, pois deles depende a felicidade ou infelicidade dos seres humanos e também, até certo ponto, o destino da História.

Quero salientar ainda que o fio espiritual será, num futuro próximo, objeto de estudos científicos e religiosos, tendo em vista não só a relação existente entre eles, como também a teoria da

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relatividade, os raios cósmicos e todas as questões concernentes ao indivíduo em particular e à sociedade em geral. Por isso é preciso conhecer profundamente o seu significado.

2.2 - Ligações por fios espirituais

As mais diversas relações se estabelecem entre os seres através dos seus respectivos fios espirituais. Tomemos, como exemplo, o leitor. É incontável o número de ligações que mantém com outras pessoas. São fios grossos, finos, longos e curtos; uns conectados ao bem, outros ao mal. Todos eles exercem constantemente certa influência sobre aqueles com quem estão relacionados. Por esse motivo, não será exagero dizer que a existência humana é mantida por meio de energias vitais e vibrações recebidas através dos fios espirituais.

2.3 - Variações de espessura

Um ponto importante: existe variação constante de espessura entre os fios espirituais. O mais grosso une o casal. Em escala descendente, segue-se o que liga pais e filhos, irmãos e irmãs e depois outros cada vez mais finos estabelecendo ligações entre tios e sobrinhos, primos, amigos e conhecidos.

2.4 - Luminosidade

Mais um aspecto notável é a mutação da luminosidade que se observa nos fios espirituais, de acordo com a maneira de agir dos indivíduos. Assim, quando reina harmonia e união entre um casal, por exemplo, o fio é grosso e brilhante. Se, contudo, ocorrem brigas e discórdias, torna-se fino e perde a luminescência. O mesmo conceito sobre a luz emanada pelos fios espirituais se aplica aos demais comportamentos humanos.

2.5 - Importância dos fios espirituais

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Ao se iniciarem relações de amizade ou quaisquer outros relacionamentos, novos fios são formados. No caso das ligações amorosas, em especial, tornam-se tão grossos que, por meio deles, se entrelaça fortemente o pensamento dos dois enamorados, produzindo uma sensação de prazerosa delicadeza e, ao mesmo tempo, um sentimento de nostalgia. Desse modo, o fio espiritual entre os que se amam fica fortalecido a tal ponto de não poderem mais viver distantes um do outro. Nessas circunstâncias, torna-se inútil qualquer tentativa ou conselho para separá-los. Ao contrário, tende a exacerbar a paixão e a uni-los ainda mais.

Por que ocorre esse tipo de reação?

Exatamente pelo fato de o amor ser como a eletricidade, que é gerada pelo contato de dois pólos: um positivo, outro negativo. Aqui o papel do condutor elétrico é desempenhado pelo fio espiritual. Foi por isso que, há algum tempo, pude salvar duas jovens estudantes, a um passo do suicídio, por causa de uma relação homossexual. Fiz, apenas, neutralizar espiritualmente a eletricidade positiva de uma delas com ótimos resultados. No espaço aproximado de uma semana, a paixão entre elas esfriou e ambas voltaram à normalidade. Restabeleceram-se completamente porque foi desfeito o elo que as unia.

2.6 - Influência exercida pelos fios espirituais

Embora seja possível cortar relações com pessoas estranhas, não se pode fazer o mesmo com os fios espirituais que ligam parentes consanguíneos, especialmente pais e filhos. Como há estreita reciprocidade de pensamento entre ambos, um filho só poderá ser bom se antes os pais se preocuparem devidamente com o aprimoramento da própria conduta. De nada adiantará reprovar a atitude dos filhos se não houver, em contrapartida, um comportamento digno dos progenitores. Para muitos até parece estranho que jovens transviados provenham de pais maravilhosos. De fato, essa não é a verdade. Embora revelem-se pessoas

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aparentemente bondosas, são no fundo calculistas e têm, no corpo espiritual, muitas nuvens acumuladas que se refletem nos descendentes. Há ainda casos em que, na mesma família, um dos filhos é bom e o outro, problemático. Também aqui, a causa dessa diferença está diretamente relacionada com a vida anterior e com as máculas dos pais, numa interligação mantida por meio dos fios espirituais.

Temos, portanto, elos que nos unem não só aos parentes vivos, mas também àqueles que já morreram. Mantemos ainda ligações com as entidades boas, que nos aconselham a prática da virtude, e com as demoníacas, cuja influência nos induz ao erro. Assim, somos continuamente manipulados pelo Bem e pelo Mal.

Também os governantes, as personalidades públicas, os empresários, os representantes do povo em geral, estabelecem fios espirituais com as pessoas a eles relacionadas; por isso, exercem grande influência sobre quem se encontra sob o seu comando. Se, então, apresentarem muitas impurezas na alma, estas indubitavelmente se refletirão na maioria das pessoas que a eles estiverem ligadas. Dessa forma, só poderão exercer sobre os seus subordinados uma influência perniciosa. Portanto, somente quem tiver um caráter elevado e grande sabedoria poderá ser um verdadeiro chefe de governo, um líder, ou um autêntico representante do povo. Eis a razão pela qual o dirigente é o responsável pela corrupção, o declínio moral e o aumento da criminalidade do país que governa, ou da empresa que preside.

Por outro lado, os educadores devem, também, saber que, através dos fios espirituais, exercem grande influência sobre todos os seus discípulos. Precisam, pois, estar polindo continuamente a alma para servirem de exemplo.

Da mesma forma, os fundadores de ordens religiosas, presidentes de associações espiritualistas, sacerdotes e ministros, às vezes reverenciados quase como deuses, têm a obrigação de manter-se bem conscientes da intensa influência que exercem

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sobre a alma dos seus adeptos. Caso se aproveitem da posição para atividades pouco recomendáveis, é certo que seus atos vão se refletir no comportamento de todos os membros, podendo inclusive desintegrar totalmente a instituição.

2.7 - Diferenças entre fios espirituais

Um ponto a ser considerado é a diferença entre os fios espirituais de uma pessoa para outra. Tal fato está ligado à função exercida por cada ser humano na sociedade. Assim, quem os tem em maior quantidade é o chefe da família, ligando-o aos demais membros e também aos empregados e conhecidos. Da mesma forma, numa empresa, por exemplo, o presidente é quem possui o maior número deles, através dos quais se relaciona com todos os outros funcionários. O mesmo se pode dizer das personalidades públicas, como chefes de Estado, ministros, governadores, prefeitos, senadores e deputados, os quais têm ligações com o povo que governam, ou ao qual representam.

Quanto mais alta for a posição ocupada por alguém, maior o número de fios espirituais existentes. Por isso, os dirigentes devem ter um caráter nobre para poderem exercer condignamente a sua função na sociedade.

2.8 - Fios espirituais divinos

Não é somente o homem que tem fios espirituais. Deus e as divindades também se relacionam por meio deles. Há, porém, entre os fios espirituais humanos e divinos uma diferença que reside na intensidade da Luz. O mesmo acontece entre os homens de maior ou menor grau de elevação espiritual. Os mais aprimorados irradiam uma tênue luminosidade, enquanto nos comuns, o fio espiritual assemelha-se a uma linha branco-acinzentada que vai escurecendo quanto mais perversa for a pessoa. Convém, por isso, escolher cuidadosamente amigos e companheiros, uma vez que o

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contato com o bem torna o homem bom; o relacionamento com o mal conduz ao erro.

Deve-se também considerar o seguinte: existem divindades elevadas cujos fios espirituais purificam a alma daqueles que as cultuam. Por outro lado, há espíritos malignos que transmitem radiações negativas, induzindo o homem ao mal e à infelicidade. Por isso, ao acatar uma fé, é muito importante o discernimento entre entidades divinas e demoníacas.

É preciso ainda saber que, mesmo entre as divindades de alto nível, há categorias diferenciadas de acordo com a luminosidade do fio espiritual. Quanto mais elevadas forem, maiores serão os milagres operados por elas, devido à forte irradiação da Luz que possuem.

2.9 - Fios espirituais e objetos

O homem relaciona-se também com a casa onde mora e com os bens que possui ou utiliza sempre. Quanto mais gostar das roupas, jóias ou objetos de uso pessoal, mais grosso se torna o fio que o liga a eles. Para esclarecer melhor esse ponto, vou citar um artigo, publicado numa revista norte-americana de assuntos espiritualistas, sobre uma mulher que possuía a estranha faculdade de ver e descrever, através de um objeto, a fisionomia, a idade, as ações recentes e outros atributos do seu dono. Segundo consta, ela podia ver, ao concentrar-se, estampado no objeto o retrato e as características do proprietário.

Pode-se concluir, então, o quanto é misteriosa a atividade e a interferência do fio espiritual no relacionamento do homem com os seres que o cercam.

2.10 - Ligações cármicas

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Ministro — Ao renascerem, as pessoas sempre são encaminhadas para famílias e lugares com os quais têm ligações cármicas?

Meishu Sama— Sim.

Ministro — Existe alguma exceção?

Meishu Sama— Não. Os contatos só acontecem quando há relações cármicas. É uma realidade tão séria que até mesmo quando alguém, andando na rua, for tocado, embora de leve, por outra pessoa, significa a existência de alguma afinidade cármica entre ambas. Caso contrário, jamais ocorreria tal incidente.

Os relacionamentos revelam, portanto, verdades profundas às quais todos os seres humanos deveriam ficar atentos. Assim, caso alguém tenha ajudado os outros, mesmo que há dezenas de gerações anteriores, todos os beneficiados vão retribuir de qualquer maneira diretamente ao benfeitor, ou aos seus filhos, ou a seus descendentes.

Existem, inclusive situações em que o beneficente se encontra no mundo infernal e vai demorar para sair de lá. Mesmo que passe um longo tempo, um dia, impreterivelmente, vai receber a retribuição.

Também as orações de sufrágio de familiares ou amigos, dirigidas a algum falecido que já reencarnou neste mundo, a ele retornam por meio do registro de sua passagem em determinado nível do Plano Espiritual. Aqui está a razão de algumas pessoas, repentinamente, serem agraciadas por acontecimentos maravilhosos cuja causa elas mesmas não são capazes de explicar. Na verdade, alguém, em algum lugar, está fazendo orações de sufrágio procurando retribuir a ajuda recebida. Então, esse preito de gratidão vai para o Mundo Espiritual e volta à Terra, ao encontro de quem deve recebê-lo. Acertar na loteria, por exemplo, não é acaso; existe uma razão mais específica para

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esse acontecimento. Já não ocorre o mesmo no caso de outros jogos, tais como corridas de bicicleta ou de cavalos. Aqui é diferente: trata-se de um antepassado que decidiu destruir toda fortuna da família. Para isso, escolhe um dos descendentes que gosta de jogar e o leva às apostas. Como acerta no começo, enche-se de entusiasmo, mas depois perde tudo. Com isso, o antepassado fica tranqüilo, porque conseguiu eliminar todas as máculas através do desmoronamento da fortuna familiar, permitindo que, a partir desse ponto, venha a prosperidade a seus descendentes.

Há, portanto, um significado bastante profundo em todos os acontecimentos que envolvem a vida de cada um dos seres humanos. Então, assuntos relacionados a negócios, à pátria, à família, a lugar onde mora, a amigos, às pessoas que aparecem por acaso, aos objetos oferecidos por alguém, tudo tem uma ligação cármica com quem deles depende ou participa. Até mesmo os episódios mais insignificantes devem ser levados em consideração.

3 - Vibração espiritual e aura

3.1 - O que é aura?

O corpo espiritual do homem tem uma forma idêntica à do seu corpo físico. A única diferença é que incessantemente irradia uma vibração luminosa que, no Ocidente, recebe o nome de aura. É, na verdade, um halo de Luz quase imperceptível para as pessoas comuns, embora haja quem a enxergue com relativa facilidade. Qualquer um, entretanto, com um pouco de concentração e prática, pode percebê-la.

3.2 - Cor

Geralmente a aura tem cor branca, embora, em algumas pessoas, apresente-se em outras tonalidades, como amarelo-claro, roxo-claro, azul, vermelho, etc.

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3.3 - Espessura

A aura possui também uma espessura aproximada de três centímetros, podendo, contudo, variar para mais ou para menos. É, por exemplo, comum ouvir-se dizer que a sombra de certas pessoas é fraca. Tal observação está relacionada à pequenez de sua aura. No caso dos doentes, é sempre fina e vai diminuindo à medida que a enfermidade se agrava, até desaparecer completamente na hora da morte. As pessoas saudáveis, ao contrário, possuem aura mais ampla. Nas virtuosas, além de ser maior, a vibração luminosa é mais forte. A dos heróis, dos eruditos é bem extensa e a dos santos adquire grande amplitude.3.3.1 - Modificações de espessura

A espessura da aura não é definitiva; modifica-se continuamente conforme os pensamentos emitidos ou atos praticados. Assim, naqueles que agem de acordo com a justiça, ela é mais espessa, sendo, porém, fina a de quem pratica maldades.

É ainda importante saber que a amplitude da aura está relacionada ao destino de cada um. Quanto maior for, mais feliz será a pessoa, além de, constantemente, estar emitindo muito calor humano e, ao mesmo tempo, proporcionando não só uma agradável sensação de bem-estar àqueles com quem entra em contato, mas também atraindo muitos outros para o seu convívio. Da mesma forma, pessoas de aura fina emitem, ao redor de si, um estado de tristeza, insatisfação, frieza, fazendo com que todos percam a vontade de permanecer por muito tempo num ambiente tão estranho. Daí que esforçar-se para adquirir uma aura de grande amplitude constitui a base da felicidade.

3.4 - Essência da aura

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Em primeiro lugar, é preciso esclarecer que a essência da aura está diretamente ligada à prática do Bem e do Mal. Assim, pensamentos e atos de amor e justiça, bondade, ou qualquer outro ato de nobreza estão proporcionalmente relacionados à espessura da aura. A prática de boas ações, além de sempre gerar satisfação na consciência, converte-se em Luz que se soma à já existente no corpo espiritual. Por outro lado, externamente, tudo que é feito pela felicidade do outro também se transforma em Luz, por meio do sentimento de gratidão de quem foi beneficiado pela ajuda recebida. Ao mesmo tempo, aquele que praticou o bem será, mais uma vez, agraciado pelo aumento da vibração de sua aura.

Por outro lado, pensamentos e atos maus geram nuvens no corpo espiritual, as quais se juntam às demais existentes, aumentando-lhes o volume. Além disso, são ainda acrescidas das transmissões de pensamentos de vingança, ódio, ciúme, inveja de quem foi atingido pelo mal.

É, portanto, de suma importância proporcionar alegria e felicidade aos outros, evitando sempre provocar pensamentos maldosos ou mantê-los no coração, pois, com certeza, enfraquecerão a aura.

3.5 - Causa dos insucessos

O mesmo processo comportamental, fundamentado em atos de egoísmo e maldades, justifica também o motivo pelo qual pessoas que obtiveram sucesso rápido e acumularam fortunas em tempo recorde conheceram o fracasso e a ruína. Na verdade, tendo atribuído a causa do êxito à própria capacidade, ou esforço, tornaram-se vaidosas, egoístas, e entregaram-se ao luxo. Dessa forma, acumularam: nuvens provocadas por pensamentos de vingança, ódio, ciúmes, emitidos pelas pessoas às quais prejudicaram. Como resultado dessa atitude inconseqüente, a própria aura perde a luminosidade e diminui de espessura. Daí o

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motivo de tantas desgraças atingirem a vida de quem age tão impensadamente.

Pela mesma razão, também se explica por que famílias prósperas durante gerações chegaram à miséria; ou ainda de pessoas de alta posição social, ou de outras que ocupavam cargos superiores no país terem conhecido tantos insucessos.

Na verdade, quem é beneficiado de alguma forma deve retribuir colaborando para o bem comum e, por meio desses gestos altruísticos, estar continuamente eliminando as próprias nuvens. A maioria, porém, só pensa em seus desejos egoístas e, dessa forma, aumenta a quantidade de máculas. Então, mesmo ostentando magnificência, têm um espírito miserável. Por isso, pela Lei da Precedência do Espírito sobre a Matéria, infalivelmente se destroem. Foi, por exemplo, o que aconteceu com Tóquio durante o terremoto. Pouco antes, um vidente me havia dito: "Embora seja uma cidade de arranha-céus, do ponto de vista espiritual, é um aglomerado de favelas". De fato, mais tarde, toda essa previsão se concretizou de modo assombroso.

3.6 - Exemplos dignos de nota

Há alguns exemplos famosos de homens célebres que mantiveram, durante suas vidas, alta prosperidade em decorrência de atitudes altruísticas. Um deles é o famoso milionário John Davidson Rockffeler. Quando ainda era office-boy nos Estados Unidos, começou a contribuir para a igreja católica, pois, já nessa época, achava que o homem deve praticar boas ações. Inicialmente, doava cinco cents por semana. À medida que ia melhorando o seu salário, aumentava o valor das contribuições, chegando finalmente a fundar a Instituição Rockefeller, que ainda hoje colabora no progresso social e científico. Desde o começo, todas as suas doações foram sendo anotadas num caderno que permanece com sua família como um tesouro.

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Outro exemplo é o de Andrew Carnegie, fundador da maior usina siderúrgica dos Estados Unidos. Pouco antes de morrer, decidiu fazer o que sempre pregava: doou toda sua fortuna a obras sociais. Para o herdeiro, deixou apenas um milhão de dólares e o custeio dos estudos universitários. Só no ano de 1903, as suas contribuições para bibliotecas, laboratórios e universidades equivaleram a dez milhões de dólares. O montante das ofertas anônimas, entretanto, foi de duas a três vezes maior. Logo após a Segunda Guerra Mundial, Carnegie destinou enorme soma para a Fundação da Paz Internacional. Uma parte dessa contribuição permitiu que se fizessem extensas pesquisas sobre a relação entre a guerra e a criminalidade. Esses estudos foram depois completados pelo professor Walter Lippmann e publicados em livro, cuja leitura colaborou enormemente para a felicidade mundial.

Ao serem relatados fatos como os dos exemplos citados, pode-se descobrir onde se encontra a causa da prosperidade humana. Não é, com certeza, fundamentada em atitudes egoístas. A ruína de grandes riquezas não ocorre, portanto, por acaso.

3.7 - Algumas conclusões correlatas

a) Acidentes e infortúnios podem ocorrer mais facilmente com pessoas que têm aura fina, porque o cérebro não funciona adequadamente devido à presença de muitas nuvens espirituais. Faltando-lhes o correto discernimento e o poder de decisão, não conseguem prever os acontecimentos. Então, sonhando com êxitos instantâneos, apressam-se e põem tudo a perder, além de acumularem inúmeras máculas.

b) Quando a política de um país vai mal, com certeza, seus dirigentes e representantes, bem como o povo, que sofre as conseqüências da má administração, têm aura fina. É um processo inevitável.

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c) Pessoas com muitas nuvens espirituais estão sujeitas a sofrer, com freqüência, ações purificadoras; por isso, facilmente contraem doenças, ou se tornam vítimas de outros infortúnios.

d) Aqueles que sofrem acidentes de trânsito sempre têm aura fina. Quem a possui espessa escapa dos perigos em qualquer circunstância. Assim, quando ocorre um choque entre veículos, os atingidos são os de aura fina. Observem-se os casos de pessoas que, mesmo sendo atropeladas, não levam sequer um arranhão. Tal fato se deve à espessura e elasticidade de sua aura.

3.8 - Conclusões finais

a) A partir da análise de fatos ou acontecimentos, às vezes, corriqueiros, pode-se perfeitamente concluir que o único caminho a seguir para tornar-se um afortunado é o da prática do Bem e da virtude. Agindo assim, cada um em particular ampliará, dia a dia, a própria aura. Não adianta, pois, queixar-se da sorte, do destino. É preciso, sim, saber como estar constantemente buscando o aprimoramento.

b) Mesmo em se tratando do Johrei, pode-se perceber facilmente que ministrantes de aura espessa obtêm melhores resultados.

c) Também quando um mamehito consegue salvar grande número de pessoas e recebe, por essa sua disponibilidade de amar o próximo, intenso sentimento de gratidão, muito espessa se tornará a sua aura e bastante eficaz será o Johrei que canaliza.

4 - Vida e morte

4.1 - Vida após a morte

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Para o ser humano, não existe problema mais aflitivo que a morte. Daí o fato de uma explanação sobre essa realidade proporcionar muita satisfação às pessoas em geral.

Espiritualistas europeus já se dedicaram ao estudo da vida após a morte e publicaram várias conclusões a respeito. Eu vou falar também sobre o assunto, mas com base nos resultados que obtive ao pesquisar esse mesmo fenômeno.

Então, a partir das minhas observações, posso afirmar que, ao deixar o corpo físico, o espírito retorna ao Mundo Espiritual, onde reinicia uma nova vida. Normalmente, esse processo ocorre de três maneiras diferentes: os espíritos purificados, isto é, aqueles que acumularam virtudes, praticando o bem durante sua vida terrena, saem pela testa. Já os que têm muitas máculas resultantes de pecados e ações malignas, deixam o corpo físico pela ponta dos pés. E os espíritos considerados médios, ou seja, aqueles cuja evolução ainda não é suficiente para entrarem no céu, mas também não se encontram tão maculados que mereçam o inferno, saem pelo umbigo.

Um exemplo poderá elucidar ainda melhor essa questão. Certa vez, uma enfermeira ocidental, com dons de clarividência, descreveu da seguinte maneira a sua experiência com um moribundo: "Um dia, ao observar um paciente que estava morrendo, vi uma substância branca, semelhante a uma névoa, sair da sua testa como um fio e espalhar-se lentamente pelo espaço, formando grande massa irregular parecida com uma nuvem que, aos poucos, foi assumindo forma humana. E, alguns minutos mais tarde, transformou-se na perfeita reprodução da figura do paciente quando vivo. Assim ficou ele a observar, durante algum tempo, o próprio cadáver. A seguir olhou para os seus parentes chorosos e inconformados por ver-lhe o corpo sem vida, como se quisesse mostrar-lhes que estava ali. Mas depois — certamente ao se dar conta de que se encontrava numa dimensão diferente — pareceu

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desistir da tentativa, pois dirigiu-se para a janela por onde saiu flutuando".

Esse relato descreve perfeitamente o que ocorre no momento da morte.

4.2 - Conceito de morte

No Budismo a palavra morte significa "o que vai nascer", pois quem deixa esta Terra, na verdade, está nascendo no Mundo Espiritual. Aí permanece durante um tempo que varia bastante, podendo corresponder a espaços curtos ou, às vezes, a dezenas, centenas e até a milhares de anos. Depois retorna ao mundo físico e assim sucessivamente.

De um modo geral, durante os anos de vida terrena, o ser humano vai acumulando, consciente ou inconscientemente, máculas no seu corpo espiritual. Quando as doenças ou a velhice lhe deterioram o corpo físico, impedindo-o de exercer as suas tarefas, ocorre a morte. E o espírito regressa ao Mundo Espiritual, onde a purificação das máculas ocorre de maneira acelerada, durante um período que poderá ser longo ou curto, dependendo da quanIdade de impurezas adquiridas no decorrer da vida terrena.

O volume de máculas determinará também o nível — mais alto ou mais baixo — no qual o espírito permanecerá.

Após certo grau de purificação, renasce novamente na Terra por ordem de Deus. Essa é a lei da natureza humana.

4.3 - Reminiscências de vidas passadas

Há vários tipos de temores ou fobias que as pessoas carregam consigo de uma vida para outra.

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Existem, por exemplo, alguns homens que se orgulham de sua conduta irrepreensível, vangloriando-se de não conhecerem outra mulher, além da esposa. Outros permanecem solteiros até o final de seus dias. É que, na verdade, todos eles, na vida anterior, tiveram experiências desastrosas com mulheres e morreram com um profundo sentimento de aversão ao sexo oposto, emoções essas que lhes ficaram gravadas na alma.

Há inclusive pessoas que detestam ou temem certas aves, insetos ou animais, porque morreram em conseqüência do ataque de algum deles. Outras têm medo da água, do fogo, ou de lugares altos porque tiveram a morte causada por afogamento, queimaduras, ou quedas violentas.

Sabe-se também da existência de muitas pessoas que temem aglomerações e, por isso, evitam lugares onde há muita gente reunida. É porque morreram pisoteadas em meio a uma multidão. Há as que se sentem inquietas estando sozinhas. Estas, certamente, em vidas passadas, sofreram algum acidente no momento em que não havia ninguém para socorrê-las.

Tratei, certa vez, de uma senhora que tinha pavor à solidão. Por isso, quando todos os membros de sua família saíam de casa, ela sempre ficava esperando do lado de fora até que alguém voltasse. É que, numa vida anterior, fora acometida de um mal súbito quando se encontrava sozinha e morreu antes que alguém pudesse acudir aos seus chamados.

Outro fato ao qual se deve estar atento: há pessoas que nascem deformadas ou aleijadas, porque morreram em conseqüência de fraturas advindas de acidentes ou quedas de lugares muito altos. Em geral, elas retornam antes de estarem completamente curadas. Esse renascimento prematuro, na maioria das vezes, é causado por apego não só delas mesmas, como também dos pais e familiares. É o que acontece, por exemplo, quando uma mulher engravida logo após a morte de um

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filho muito amado. Muitas vezes, em casos assim, devido ao apego da mãe, a criança reencarna prematuramente e torna-se uma pessoa infeliz.

4.4 - Idade espiritual

Também é necessário entender por que o ser humano já nasce sábio ou tolo. A causa mais importante está na diferença de idade espiritual entre as almas. Há algumas bem velhas que, por terem reencarnado várias vezes, já adquiriram muitas experiências no Mundo Material. Por outro lado, as mais jovens, só recentemente nascidas, não têm ainda conhecimento nem maturidade suficientes e, por isso, são menos capazes.

4.5 - Afinidades

Outro ponto a ser considerado é a ocorrência de sentimentos de afinidade ou simpatia que alguém experimenta por pessoas as quais, até então, lhe eram desconhecidas. Muitas vezes, é uma afeição mais forte do que a dedicada aos pais, aos filhos ou aos irmãos. Nesses casos, de fato, dá-se o encontro de pessoas que já foram parentes próximas numa vida anterior, ou então já haviam mantido uma relação muito íntima.

Outra situação interessante é a vivida pelos que, durante uma viagem, sentem tamanha familiaridade com determinados lugares, que gostariam de ali permanecer. Na verdade, são locais onde já moraram durante muito tempo, numa existência anterior.

O rnesmo pode acontecer com o relacionamento entre um homem e uma mulher. Às vezes, eclode uma paixão tão violenta, que avança cegamente. É por que ambos já viveram um amor profundo em encarnações anteriores, mas não tiveram oportunidade de se unirem. Por isso, neste novo encontro, a relação se manifesta em forma de um sentimento explosivo.

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Também algo semelhante ocorre em conseqüência da leitura de livros históricos. Muitas vezes, certos episódios ou personagens causam forte emoção ou estranha repulsa no leitor. Com certeza, a causa dessas comoções deve-se ao fato de ele ter vivido na época em que se passaram as cenas narradas ou, talvez, por ter tido alguma ligação com os eventos descritos.

É, pois, de fundamental importância que todos vocês fiquem atentos a essas ocorrências sobre as quais acabo de lhes falar.

4.6 - Reencarnação

4.6.1 - Processo evolutivo

Após a morte, os seres humanos se encaminham para o Mundo Espiritual. Lá passam por um longo processo de purificação das diversas transgressões que cometeram no Plano Material e, depois de terem eliminado, até certo ponto, as máculas, voltam à Terra com um novo corpo.

Se tiverem sido pessoas que, ao irem para o Mundo Espiritual, se arrependeram no último momento, com a firme convicção de não mais incidir no erro, reencarnam sem saber que foram más na vida anterior e agora só vão praticar o Bem. Con-seqüentemente, evoluem atingindo um nível mais elevado de consciência.

4.6.2 - Prematuras

Muitos dos que morrem, nunca acreditaram na sobrevivência da alma e, por isso, não conseguem viver tranqüilamente, no Mundo Espiritual, o período necessário de aprimoramento. Por causa desse apego à vida material, reencarnam antes de estarem suficientemente purificados, trazendo consigo um saldo de muitos pecados e impurezas que terão de ser eliminadas no mundo da matéria.

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Nos casos de reencarnações prematuras, as pessoas têm, de um modo geral, um destino infeliz. Assim acontece porque ainda carregam uma quantidade significativa de máculas e pecados de vidas anteriores. É por isso que há, no mundo, gente boa enfrentando sérios problemas tanto de ordem física, quanto espiritual. Embora houvessem tomado, na encarnação precedente, a firme decisão de nunca mais pecar, mesmo assim, por terem renascimento prematuro, não houve tempo suficiente para eliminar as máculas anteriormente contraídas.

Todavia, como se propuseram a só praticar o bem, esse pensamento ficou-lhes gravado na alma. É por isso que, após um período de sofrimentos durante o qual as nuvens são dissipadas, muitos podem tornar-se repentinamente afortunados. Há diversos exemplos de casos em que, depois de vários infortúnios, as pessoas passam a usufruir de grande felicidade.4.7 - Causa da infelicidade na atual vida terrena

Naturalmente, todo processo de purificação gera sofrimentos. Daí a razão de muita gente bondosa, que jamais cometeu pecados na sua atual vida terrena, ser infeliz. Também, pelo mesmo motivo, se explica o fato de várias pessoas nascerem cegas, surdas ou aleijadas. É que na vida anterior, tiveram morte violenta e agora reencarnaram prematuramente sem terem completado, no Mundo Espiritual, o período necessário à sua recuperação integral.

Outro ponto interessante a ser considerado é que diversos recém-nascidos têm feições enrugadas como as de um ancião. Somente dois ou três meses após a sua chegada à Terra, adquirem a fisionomia de bebê. Esse fato se explica por terem na vida anterior atingido uma idade bastante avançada.

4.8 - Respeito aos mortos

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Desde épocas remotas, existe o preceito segundo o qual não se deve censurar aqueles que já morreram.

Para ilustrar esse fato, vou relatar algo que ocorreu comigo há algum tempo. Certa vez, minha esposa sofreu uma séria convulsão estomacal, contorcendo-se em dores horríveis. Ministrei-lhe Johrei. Mesmo assim, o problema não foi sanado. No local onde a dor se manifestava, formou-se uma bola de mais ou menos três centímetros de diâmetro, que subia até a garganta. Chegando a um determinado momento, ela deu um grito enorme dizendo que não estava aguentando mais. Nesse instante, percebi tratar-se de um "encosto" e perguntei-lhe quem era. Embora quisesse responder-me, não conseguia emitir palavra alguma.

Então, lembrei-me de alguém que havia morrido há pouco tempo, de uma doença cerebral.

Tendo obtido resposta afirmativa, procurei saber, através de diversos meios, qual o motivo de ter esse espírito encostado em minha esposa. Depois de alguma insistência, descobri que eu havia tecido, após a morte dessa pessoa, alguns comentários pouco caridosos a respeito de sua conduta terrena. Eu havia dito que essa criatura, quando viva, fizera muitas coisas negativas.

Após ter clara consciência do meu erro, pedi-lhe perdão e prometi nunca mais tecer qualquer tipo de crítica à sua postura enquanto vivera na Terra. A partir de então, o espírito ficou satisfeito e, agradecido, partiu. Imediatamente minha mulher voltou ao normal.

4.9 - Desapego

Na maioria das vezes, acontece de as pessoas que morrem, embora estejam recebendo Johrei, não conseguirem unir-se a Deus do fundo do coração, porque ainda existem determinados pontos de fé nublados por alguma impureza.

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É extremamente importante que, ao morrer, todos os episódios relacionados à parte material sejam deixados de lado. Dessa forma, a vida terá salvação, mesmo parecendo ser impossível.

Se o mamehito não tiver também bastante fé, nos momentos de um estado crítico de perigo, poderão surgir dúvidas muito facilmente e, nessa hora, como conseqüência dessa situação de descrença, romper-se-á o elo de salvação que o unia a Deus.

Atenção redobrada, portanto, em todas as situações de instabilidade ou risco.

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4.10 - Vida e morte de mamehito

Deus, ao criar o homem, deu-lhe como missão, servir na obra para o estabelecimento do Reino do Céu na Terra. Então, quem conseguir trabalhar de acordo com a vontade do Pai, torna-se uma pessoa importante e útil ao trabalho divino; por isso, Deus o protege ao máximo, para que não sofra doença alguma e usufrua de uma vida longa, obtendo, como resultado, condições de dedicar durante muitos anos.

Às vezes, contudo, acontece de um mamehito morrer cedo e inesperadamente. Tal ocorrência advém da maneira errada de pensar e agir, desobedecendo à lei do Criador. Nessa circunstância, não resta para Deus outra alternativa, senão tirar-lhe a vida.

Nada de errado, porém, existe naquilo que Deus faz. Pena é o ser humano não perceber a verdade antes dos acontecimentos e, até mesmo depois, não conseguir aceitar a lógica divina.

5 - Composição do Mundo Espiritual

5.1 - Reino do Céu

5.1.1 - Níveis

Como já falei anteriormente, o Reino do Céu está dividido em três níveis, a saber:

a) Primeiro Reino do Céu

Nesta esfera habitam as altíssimas divindades. Vivem incessantemente empenhadas em promover a execução do Plano de Deus no âmbito universal.

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b) Segundo Reino do Céu

Fazem parte deste plano as divindades que têm como missão auxiliar as do Primeiro Reino. Estão, por isso, agrupadas de acordo com o trabalho a executar.

c) Terceiro Reino do Céu

Aqui se encontram todas as demais divindades cuja função consiste em cumprir as tarefas recebidas, numa atividade que abrange o mundo inteiro em todas as áreas. Têm elas, portanto, uma atuação bastante diversificada.

Todas as divindades pertencentes ao Terceiro Reino do Céu conseguiram qualificação divina, elevando-se do purgatório. São, por isso, semelhantes a seres humanos e chamadas de anjos.

Essas três camadas constituem, no seu conjunto, o Reino do Céu.

5.1.2 - Atuação do Reino do Céu

Durante os três mil anos da Era da Noite, a atuação das divindades pertencentes ao Reino Divino foi pouco significativa, especialmente no Oriente, onde predominava o Budismo. A maioria delas se transformou em budas. Algumas outras que não quiseram assumir a nova identidade ficaram esperando a chegada da próxima Era do Dia, tendo para isso tomado a forma de dragão.

Na verdade, então, durante a Era da Noite, os deuses trabalharam através do mundo búdico7. À medida que se ia processando a Transição da Noite para o Dia, o Reino Divino passou novamente a exercer o seu domínio com mais força e intensidade.

7 O mundo búdico correspondeu ao Segundo Reino do Céu, durante os três mil anos da Era da Noite. Atuou mais fortemente, enquanto o Mundo Divino permaneceu meio inativo.

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5.1.3 - Mundo búdico

5.1.3.1 - Gokuraku

O máximo do mundo búdico, chamado de Gokuraku, corresponde ao Segundo Reino Divino. É também denominado Tossotsu Ten, onde se encontra o Shibikyu, (palácio de cor roxa suavíssima) em torno do qual existem vários outros templos importantes. Entre eles, destaca-se o Hitchido Garan (pagode dos sete salões) onde as divindades realizam reuniões de trabalho. Em lugar de destaque, está o Tahooto (a torre dos inúmeros tesouros). Nos arredores, imensos jardins com centenas de flores cujo perfume inebria o ambiente. No céu azulado voa a Ave-do-paraíso (Karyobinga ou Kalavinka, em sânscrito). Nessa mesma área, há uma grande lagoa dentro da qual brincam com as folhas das flores de lótus enormes tartarugas do rabo vermelho. Pelo tamanho, podem levar até duas pessoas nas costas. Nelas é que os espíritos, numa alegria inexprimível, se locomovem, indo de um lado para outro, conforme a necessidade.

Há também um grande templo onde fiéis budistas, com a cabeça raspada, se divertem compondo poemas, tocando vários instrumentos, ou dançando, pintando, esculpindo, exercitando caligrafia, jogando go8 ou shoogui9. De vez em quando, ouvem alguns sermões, atividade que eles consideram das mais prazerosas. Quem os faz são os iniciados das várias manifestações do Budismo. Dentre eles, destacam-se alguns mestres que, às vezes, sobem ao ponto mais alto do Shibikyu, onde se encontram com Shakuson (Sakiyamuni) para receberem orientação e ensinamentos mais profundos.

Próximo ao Shibikyu a intensidade da Luz é tanta, que chega a ofuscar a vista mesmo daqueles espíritos que já foram salvos no Gokumku Joodo (mundo purificado, repleto de alegria).8 Go - jogo parecido com o de dama.9 Shoogui - jogo semelhante ao de xadrez.

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5.1.3.2 - Joodo

Abaixo do Gokumku (mundo de extrema felicidade) existe o Joodo (mundo purificado). Quem governa esta região é Amida Nyorai, que mantém contato permanente com Sakiyamuni, com o qual dialoga sobre o plano do mundo búdico. Aqui também se encontra Kanzeon Bosatsu. Ocupa o trono principal sob a denominação de Dai Komyo Nyorai. Exerce uma atividade intensa sendo sempre auxiliado por Amida e Sakiyamuni.

5.1.3.3 - Kannon no mundo búdico

Durante a Era da Noite, sentindo necessidade de salvar a humanidade, Kannon desceu ao nível de Bosatsu, deixando o trono principal para Amida Nyorai. Num futuro próximo, como preparação para formar o Mundo Divino, Kannon vai começar a extinguir o mundo búdico através de uma ajuda intensa a todos os Nyorai, Bodhisattva, Shoten, Sonja, para que, pouco a pouco, se elevem e adquiram qualificação divina. Essa é atualmente a Sua principal tarefa. Permanece, por isso, em grande atividade.10

5.2 - Inferno

5.2.1 - Mundo infernal

É exatamente o oposto do Reino do Céu. Não possui luz nem calor. Quanto mais profundo, maior se torna a escuridão. Conforme já se sabe, desde antigamente, o inferno é o lugar das mais variadas e intensas espécies de sofrimento. Em síntese, posso dizer que há uma enorme variedade de mundos infernais, tais como: o inferno da montanha de agulhas, das cobras, das formigas, da lagoa de sangue, do quarto das abelhas; e ainda mais: a região dos famintos, dos incestuosos, dos carnificinas, dos concupiscentes

10 São as mesmas entidades do mundo búdico que estão formando o Mundo Divino, à medida que vão adqurindo qualificação divina.

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(os que têm apetites sexuais doentios) e do fogo infernal, além de muitos outros.

Vou, a partir de agora, falar com mais detalhes sobre alguns desses tipos de inferno acima citados.

5.2.2 - Montanha de agulhas

E constituído por uma montanha onde estão espetadas inúmeras agulhas. O sofrimento do espírito a quem foi atribuído este castigo consiste em atravessá-la, o que é realmente muito penoso. Sofrem tal punição aqueles que, no mundo terreno, monopolizaram grandes extensões de terras ou florestas.

5.2.3 - Lagoa de sangue

Neste local ficam os espíritos que morreram em conseqüência do parto11 ou por causa do aborto (filho ou mãe, portanto). Não é, porém, difícil salvá-los. Eu mesmo já consegui resultados maravilhosos. Basta rezar três vezes Amatsu Norito, pedindo a salvação deles a Kakuriyo no Ookami. De imediato saem desse lugar infernal, sentindo-se extremamente agradecidos e alegres.

Certa vez, perguntei a esses espíritos como era a Lagoa de Sangue. Disseram-me ser imensa. Nela ficam imersos até o pescoço. Inúmeros vermes, que bóiam na superfície, sobem-lhes pelo rosto, pertubando-os incessantemente. Mesmo sendo espantados, continuam subindo e atormentando-lhes. Geram, com isso, um sofrimento difícil de ser suportado.

Quem, contudo, permanece nesse local são espíritos de pessoas atéias ou de outras que, quando vivas, cultivavam somente pensamentos de maldade e praticavam mais atos maus que bons.

11 Neste caso, bem como nas mortes que não seguem a lei natural, as causas mais profundas estão ligadas a processos cármicos; por isso, embora aos nossos olhos pareça injustiça, tem lógica de acordo com a Lei de Deus.

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5.2.4 - Região dos famintos

Aqui ficam os espíritos que vão sofrer o castigo da fome. Estão sempre irritados, procurando de qualquer maneira satisfazer a vontade de comer. Por esse motivo, freqüentemente perambulam por feiras e restaurantes. Ao fazerem isso, contudo, cometem outro pecado, o do roubo. Sem mais alternativas, encostam-se nos seres humanos, nos cachorros e nos gatos. Essa é uma das razões de haver muitas pessoas, na verdade, doentes, com apetite fora do comum, quase assustador. O mesmo se pode dizer de gatos e cachorros. O espírito faminto cai no mundo animal e se transforma num deles. De modo semelhante, o ser humano, uma vez possuído por um desses espíritos, pouco a pouco, vai se transformando em animal. Como uma maçã podre que, no meio das boas, as contamina, vai assim o espírito humano assimilando características irracionais.

Também os espíritos das pessoas que se suicidaram por meio de afogamento, atirando-se em rios, se encontram na região dos famintos. Como, na maioria das vezes, não têm ninguém para lhes fazer oração de sufrágio, sentem muita fome e, por isso, vão para o mundo infernal dos famintos. Daí o motivo de, no Japão, desde antigamente, haver o costume de rezar, uma vez por ano, perto dos rios, pelos espíritos que morreram afogados.

O principal pecado, contudo, que leva os espíritos para o inferno dos famintos é o fato de, em vida, não terem ajudado quem estava passando fome. Geralmente, foram pessoas que desperdiçaram muitos alimentos e preocuparam-se exclusivamente com o seu próprio bem-estar, além de terem sido gulosos.

Para evitar cair no inferno dos famintos, ninguém pode, portanto, desperdiçar mesmo que seja um grão de arroz. Só para lembrar: o ideograma que simboliza o arroz é 88, significando que um grão de arroz passa por oitenta e oito mãos até se transformar

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realmente no cereal comestível12. Tendo conhecimento desse fato, acredito que ninguém seja capaz de esbanjar comida. Eu, por exemplo, quando tomo chá após as refeições, procuro não deixar no fundo da tigela nenhum grão de arroz. Acho também maravilhoso o costume cristão de rezar antes da refeição. É uma forma de manifestar-se grato pela comida. Ninguém, na verdade, deve esquecer de um hábito tão nobre.

5.2.5 - Inferno animalesco

Muitas vezes, o espírito humano torna-se animal porque o soonen e os atos das pessoas, enquanto viviam neste mundo, estavam fora do limite humano, ou seja, agiam como irracionais.

Assim então, aqueles profissionais enganadores que usam o seu ofício para ludibriar os outros transformam-se em raposas.

Mulheres que foram amantes ou prostitutas, agindo como sedutoras para comer lautamente e vestir-se com luxo, vivendo sem trabalhar, tornam-se gatos.

Os chantagistas que usaram a extorsão ou a espionagem, em proveito próprio, aproveitando-se, dessa forma, dos defeitos ou segredos dos outros para tirar vantagem, passam a ser cachorros.

A profissão de detetive, contudo, desde que beneficie a humanidade, ou mesmo alguém em particular, protegendo-os contra o mal, é perfeitamente aceitável.

Ainda, no inferno dos animais, os ganaciosos, preocupados exclusivamente em guardar dinheiro, viram ratos.

Já os preguiçosos que não gostam de trabalhar, bem como aqueles que, por terem muito dinheiro, não se esforçam para realizar algo útil, tornam-se vacas ou porcos. Eis a razão de, no

12 . Com relação aos outros alimentos, também acontece algo mais ou menos semelhante.

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Oriente, ser comum os pais alertarem os filhos, dizendo-lhes que, caso deitem logo depois de comer, vão virar vacas.

Fazem parte também do inferno animalesco os mafiosos, os violentos, os grosseiros, os rudes, que causam medo aos demais. Todos eles tornam-se tigres ou lobos.

Os apáticos, indiferentes, que não ligam para nada, viram coelhos. Os de forte apego são cobras. Aqueles que empreendem esforço exagerado no trabalho, suando muito para realizar as suas tarefas, transformam-se em cavalos.

Jovens desanimados, mais parecendo velhos, tornam-se cordeiros.

Pessoas astuciosas, que se utilizam da esperteza para tirar vantagem, passam a ser macacos.

Homens libidinosos, libertinos, tornam-se galos. Os precipitados, imprudentes, que agem irrefletidamente, correndo atrás dos seus desejos, como se estivessem em linha reta, sem olhar dos lados, transformam-se em porcos do mato.

Farsantes, dissimulados, fingidos, viram texugos.

Eis a realidade do inferno animalesco.

5.2.6 - Shura-do

É o lugar das carnificinas, das lutas sangrentas.

Neste plano, os espíritos mantêm acesa a energia que os levou ao cometimento de massacres de toda espécie. Por exemplo, quando alguém perde um combate, fica irritado, impaciente, ou seja, cai no estado shura, que é o próprio fogo do inferno,

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alimentado pelo sentimento de vingança tantos dos mortos, quanto dos vivos.

Toda vez, portanto, que alguém não consegue satisfazer as suas vontades, a angústia e a irritação tomam-lhe conta do coração. Esse sofrimento permanece, inclusive, após a morte. Nessas condições, o espírito é encaminhado para o Shura-do. Pode, contudo, ser salvo com rapidez, através da fé, mesmo que ainda esteja no Mundo Material.

5.2.7 - Shiki-do

É o inferno dos libidinosos, daqueles que praticam sexo desregradamente, vendo a mulher apenas como objeto, não se importando nem mesmo com a violação da virgindade.

Caem nesse nível infernal todos os que causaram sofrimento a muitas mulheres, tornando-as infelizes e frustadas.

Por outro lado, se a mulher ofendida mantiver sentimento de vingança contra quem a maltratou, vai para o mesmo lugar, persegue aquele que judiou dela, mas também passa a sofrer penas idênticas às do seu opressor.

No Shiki-do, o sofrimento é terrível, especialmente para os homens. Dependendo do número de mulheres às quais enganou e do pecado cometido, não é tão fácil o resgate. Daí o dever de os homens procurarem controlar os atos que, visando à satisfação dos seus apetites e prazeres, levam infelicidade às mulheres. Embora seja um pecado mais comum entre os homens, pode ocorrer também do lado das mulheres, às vezes. Aquelas, por exemplo, que vendem a sua virgindade simplesmente para satisfazer seus desejos carnais, ou as que se entregam à prática do adultério, incorrem no mesmo erro, isto é, causam sofrimento aos homens. Naturalmente, caem também no nível infernal de Shiki-do.

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5.2.8 - Shonetsu

É o inferno dos incêndios. Encontram-se neste nível todos aqueles que, propositadamente, o provocaram, sacrificando assim muitas vidas e fortunas.

5.2.9 - Inferno das cobras

É difícil descrever o sofrimento neste nível infernal. O espírito fica rodeado por inúmeras cobras. O pecado causador deste mal é o egocentrismo, que leva muitas pessoas a praticarem atos incorretos visando a lucros exagerados. É o que fazem, por exemplo, os presidentes de grandes companhias, os gerentes de bancos, os políticos. Pela má administração, ou pela conduta egoística, deram origem a falências, causando danos incalculáveis, e sofrimentos a muita gente.

Também aqueles que provocaram guerras estão hoje sendo alvo da vingança de suas vítimas agora transformadas em cobra para atacar o inimigo que outrora as fazia sofrer.

5.2.10 - Inferno das formigas

Aqui se encontram aqueles que cometeram o pecado dos extermínios desordenados e inconseqüentes. Por exemplo, se mataram insetos, passarinhos e outros pequenos animais sem razão alguma, estão agora neste nível infernal, sendo martirizados por aqueles animaizinhos aos quais anteriormente prejudicaram. Estes, transformados em formigas, se vingam dos sofrimentos a eles causados, outrora.

Certa vez ouvi o relato de uma pessoa que viu, neste Mundo Material, o inferno das formigas. Dizia ela que, certo dia, uma cobra se enrolara numa árvore. Vendo-a, imediatamente alguns pardais começaram a bicá-la até que, no final, ela caiu e

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morreu. Permaneceu no mesmo lugar durante alguns dias. Depois o seu corpo inteiro se transformou em inúmeras formigas. Estas começaram a subir na árvore e a acomodar-se no seu tronco, cobrindo-o inteiramente. Logo em seguida, iniciaram ataque aos ninhos dos filhotes de pardais que ainda não conseguiam voar. Naturalmente, todos eles morreram.

O fato de os pardaizinhos terem sido exterminados revela a terrível obsessão da cobra em praticar a vingança.

5.2.11 - Quarto das abelhas

O sofrimento do espírito, neste nível infernal, consiste em ser picado por inúmeras abelhas.

Conheço também, a respeito do inferno das abelhas, uma história interessante.

Antigamente, eu tinha, como discípulo, uma cabeleireira que me contou a seguinte história: certa vez manifestou-se, numa amiga sua, um espírito. Esta, desejando saber quem era, pediu ajuda a um ministro de sua religião. Ficou então esclarecido que se tratava de uma gueixa, antiga cliente e amiga. Na época, se encontrava no inferno do quarto de abelhas; estava sofrendo muito e queria ajuda para ser salva. Como, na ocasião, a pessoa que serviu de médium professava um credo religioso, o espírito pôde encostar para pedir salvação. Dizia estar encarcerado num pequeno quarto onde cabia apenas uma pessoa. Dentro dele, centenas de abelhas a atacavam em todas as partes do corpo. Pedia, por isso, socorro; já não estava mais conseguindo aguentar tanto sofrimento.

Com relação ao pecado dessa gueixa, a verdade é a seguinte: em vida, ludibriou vários homens, provocou ciúmes em muitas esposas. Estas, então, após a morte, transformaram-se em abelhas e agora estavam se vingando do sofrimento que essa gueixa lhes havia causado.

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São estes alguns aspectos do Plano Infernal. Há ainda outros níveis a serem considerados.

6 - Fenômenos espirituais

6.1 - Espírito dos seres

Todos os seres possuem espírito. Até mesmo objetos de antiguidade. Aqueles que foram apreciados ou tratados com desvelo, desde os tempos mais remotos, têm uma vibração diferente dos novos, porque o sentimento de afeição dos apreciadores permanece dentro deles. É por isso que, mesmo parecendo iguais aos novos, os objetos quanto mais antigos são melhores, fato que, na verdade, constitui um grande mistério.

Quando, porém, me perguntam o que faz a diferença entre eles, nunca sei como explicar; só posso dizer que os mais antigos são sempre bons. Acredito tratar-se de uma característica própria do gosto artístico que permite ao apreciador distinguir e saber se um objeto tem cem, duzentos, quinhentos ou mil anos, à medida que constantemente os vai analisando e devotando a eles certo apreço. Assim acontece porque o respeito e o sentimento humanos com os quais se olha esses objetos permanecem neles. Então, quando um apreciador se depara com algum bem antigo, capta imediatamente, através da sua percepção, o sentimento que ele contém. Quer dizer: o espírito do objeto vai, pouco a pouco, crescendo, quanto mais pessoas o contemplam. Trata-se, contudo, de algo quase misterioso e bastante sutil.

A diferença, portanto, entre os objetos, ou mesmo seres inorgânicos, que aparentemente não têm vida, vai depender do tratamento dado a eles pelos apreciadores.

Também os povos orientais, desde os remotos tempos, falam que deuses moram em tudo. Assim se referem, por exemplo, ao deus do poço de água, à bela deusa do banheiro... São,

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entretanto, fatos aos quais as pessoas da atualidade acham ridículo referir-se. Ignorantes, porém, me parecem os que assim pensam, pois, quando estas verdades se tornam conhecidas, a vida fica mais fácil e tudo corre bem.

6.2 - Ondas cerebrais

Ministro — O que são ondas cerebrais e como funcionam?

Meishu Sama— Para entender esse assunto, é necessário saber que o espírito do ser humano exerce ininterruptamente uma atividade de concentração e dispersão. Quer dizer: pensa ao mesmo tempo em vários assuntos e, às vezes, fica concentrado em apenas um. Em determinadas circunstâncias, vai até ao local a que está ligado ou encosta na pessoa na qual fixou o pensamento. Por exemplo, se a atenção estiver voltada para o trabalho, o espírito também se encontra ali presente. Nos períodos de sono, como não há necessidade de o espírito ficar concentrado em nada, ele se dispersa e pode ir a qualquer parte do mundo.

Ainda é importante saber que sentimos sono toda vez que o nosso espírito se aproxima de alguém no qual nos fixamos intensamente. Da mesma forma, a pessoa que recebe o encosto também fica sonolenta e meio perdida.

No início das minhas atividades religiosas, quando esses fenômenos ocorriam comigo, eu procurava, através do tinkon (ato de acalmar a alma), trazer o espírito de volta, adquirindo, assim, maior serenidade.

Em conclusão, todos esses fenômenos relacionados às atividades do espírito humano, nas mais variadas circunstâncias, são chamados de "ondas cerebrais". No entanto, tais oscilações não ocorrem somente na cabeça, mas também em outras partes do corpo.

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6.3 - Espírito vivo

Ministro — Em casos de aproximação de espírito vivo, como fica o soonen da pessoa que recebeu o encosto?

Meishu Sama— Eu já imaginava que vocês gostariam de saber outros detalhes a respeito deste assunto. Acontece mais ou menos assim: a pessoa cujo espírito se encosta em outra, fica geralmente meio baratinada.

Há casos de encostos de pais, filhos, irmãos. Os maiores transtornos, porém, ocorrem nos relacionamentos amorosos, especialmente em se tratando de pessoas jovens e bonitas. Nessas condições, quem recebe é que fica mais perturbado. Portanto, os feios estão mais seguros que os bonitos (risos). Aqueles precisam, por isso, tomar mais cuidado.

É preciso saber também que, ao encostar um espírito morto, a pessoa sente frio nas costas; ao contrário, se for vivo, a sensação é de calor e, além disso, reflete o sentimento do espírito que dela se aproximou. Assim, por exemplo, quando um homem se apaixona por uma mulher, mas ela não corresponde, fica meio perdido, decepcionado e sonolento. Por sua vez, a mulher também sente sono e se sente bastante melancólica.

Toda vez, pois, que um espírito vivo se aproxima de alguém, ocorrem situações de sonolência ou melancolia. Tais estados se manifestam pelo fato de uma pessoa pensar fortemente na outra. Então o seu espírito, no caso o secundário, sai do corpo e se aproxima daquele a quem está devotando, no momento, a sua emoção. Além disso é ainda uma situação de desencontro, ou seja, um gosta e o outro não corresponde.

Há porém casos em que os dois se amam. Então, acontece o encosto de espírito vivo de ambas as partes, os quais se cruzam com freqüência, indo e voltando e, por isso, os dois lados ficam meio perplexos, estonteados. É, porém, uma sensação diferente daquela

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que caracteriza o estado de melancolia. Nessa situação, ambos vivem uma espécie de deleite, um sentimento de prazer, cuja comunicação entre eles se dá pelo fio espiritual. Daí o motivo de ninguém conseguir cortar um namoro que ocorra dentro dessas condições. Quem já viveu tal experiência sabe do que eu estou falando.

Ainda pode também acontecer o caso de um homem gostar de duas ou três mulheres ao mesmo tempo. Nessas situações, os espíritos vivos das mulheres brigam dentro do soonen do homem, trazendo, como conseqüência, uma sensação mista de prazer e angústia que é, na verdade, um sentimento profundamente negativo. Eu nunca vivi essa experiência (risos), mas suponho que seja assim.

6.4 - Paixões incontroláveis

Ministro — Conheço três irmãs. A mais velha delas, com vinte e seis anos, há mais ou menos seis meses, fugiu com um homem de cinquenta e seis. Os pais fizeram de tudo para que ela voltasse ao lar, mas nada conseguiram. Estão sofrendo muito por isso. Pode-se fazer alguma coisa para ajudá-la?

Meishu Sama— Tem que colocar o problema nas mãos de Deus. Existe uma causa especial determinante desse relacionamento amoroso que jamais será entendida pela razão. Se alguém tentar impedi-lo, vai produzir um efeito contrário: a ardente paixão entre ambos se tornará mais intensa, já que representa uma espécie de apego fortíssimo.

Esse tipo de namoro é, na verdade, uma doença que ataca aqueles que têm febre na cabeça. Como vocês sabem, se tentar combatê-la com gelo, a situação piora. Então, o tratamento correto é deixar que a febre se eleve ao máximo, por conta própria. Depois todo esse sentimento adverso desaparece naturalmente.

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6.5 - Indiferença após o casamento

Ministro — Uma pessoa conhecida ganhou uma nora cujo casamento foi fruto de um grande amor. Agora, entretanto, o relacionamento do casal esfriou, chegando ao ponto de não haver mais diálogo entre eles. A mulher, na ocasião de dar à luz, foi para a casa dos pais e não quer retornar ao lar.

Meishu Sama— Esse homem é muito bonito?

Ministro — Realmente é.

Meishu Sama— Então aí está a causa. O espírito vivo de alguma mulher que deveria gostar desse homem ficou com raiva por ter-se casado com outra. Magoada, querendo a separação, encostou nele. Daí a razão de manifestar indiferença com relação à esposa.

6.6 - Troca de Protetor

Ministro — Há possibilidade de ocorrer troca de Protetor enquanto a pessoa está viva?

Meishu Sama— Não. Isso jamais acontece. Embora existam três espíritos — o primordial, o secundário e o guardião — nunca poderá haver trocas13. Se tal fenômeno ocorresse, seria quase impossível manter um comportamento harmonioso, uma vez que essa mudança de Protetor determinaria uma transformação de personalidade, fazendo com que a vida do ser humano corresse grande perigo. Até ontem, por exemplo, minha esposa estava calma e boa companheira; hoje parece outra pessoa: tão brava e já me humilhou bastante! Imaginem se isso acontecesse com a humanidade toda! Não daria para viver tranqüilamente.

13 Às vezes, contudo, dependendo da missão da pessoa, acontece de aproximar-se, temporariamente, outro Protetor de nível mais elevado.

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6.7 - Namoro do ponto de vista espiritual

O que há de mais interessante no que se refere ao namoro é o fato de essa relação estar altamente ligada a espírito de pássaros e, às vezes, de outros animais.

De um modo geral, os namoros mais sinceros e puros acontecem, na grande maioria, entre os espíritos de passarinhos, como, por exemplo, o rouxinol e o olho-branco (espécie de pardal).

Ocorrem, também relacionamentos entre espíritos de corvos, patos, garças, pavão, além de outros, estendendo-se a todas as demais espécies de aves.

Nos casos de namoro em que estão envolvidos os espíritos de pássaros, o ser humano serve apenas como um meio através do qual as aves concretizam os seus desejos. Daí a razão de, freqüentemente, a fisionomia da pessoa enamorada se transformar, quer dizer, tornar-se meio estranha. Em certos casos fica mais feia, piora muito.

É também bastante comum o namoro entre espíritos de raposa. Nesses casos, a sensualidade da mulher aflora, concretizando um relacionamento ilícito, imoral, negativo.

Pode ocorrer também namoros entre espíritos de texugo, cuja principal característica é o desejo carnal, ou a satisfação de apetites inferiores. No mundo, tais pessoas são chamadas de maníacos sexuais.

Há ainda o caso da encarnação do espírito de dragão-mulher. Nestas condições, as mulheres cultivam um namoro espiritual; são indeferentes às relações físicas. Se manifestarem, contudo, excesso de apego, é porque nasceram com o espírito de cobra. Estas são, no geral, mulheres frígidas,que demonstram repugnância ao

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sexo e, por isso, não gostam nem de ouvir falar de casamento. É por esse motivo que, muitas vezes, acontece de certos noivados acabarem quando está próxima a concretização do enlace matrimonial. Geralmente uma das partes adoece ou morre.

No caso dos encostos, ou de reencarnações de espíritos de cobra ou dragão, as mulheres permanecem solteiras, mas, em contrapartida, se destacam em vários campos de atividade humana. Conseguem fama e notoriedade. Possuem caráter firme, são valentes e aclamadas como heroínas. Nessas situações, quando muito intelectualizadas, manifestam espírito de texugo.

Tudo o que acabei de falar está relacionado à composição da vida no Mundo Espiritual e à maneira como agem, nesse plano, os espíritos.

6.8 - Amortecimento corporal

Ministro — Um membro recebeu o Ohikari em 1950. Antes de ingressar na fé, já era meio perturbado, sua cabeça não funcionava bem. Quando começou a receber Johrei, passou a sentir amortecimento na ponta dos dedos; não obteve, portanto, melhora alguma.

Então, influenciado pelos pais e parentes, foi internado no hospital da faculdade de medicina. Após ser examinado, diagnosticaram atrofia muscular e o declararam incurável. Deixou, por isso, o tratamento médico, voltou a receber Johrei e a dedicar. Mesmo assim, agora está com o corpo completamente adormecido; não consegue mais movimentar-se. Parece-me existir alguma causa espiritual. O que é isso?

Meishu Sama — Em qual dos dedos começou o amortecimento?

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Ministro — Em todas as pontas. Partindo da terceira falange, foi-se espalhando, pouco a pouco, até atingir o corpo inteiro.

Meishu Sama — É um problema espiritual. Trata-se de encosto de espírito que se suicidou com veneno muito forte e causador de um amortecimento total. Quando acontece esse tipo de situação, no começo a pessoa ainda tem força, mas gradativamente vai sendo dominada até perder por completo o controle, de tal forma que o espírito encostado assimila o corpo da pessoa, passando ambos a constituir um único ser. Ocorre uma espécie de transformação metabólica. Quem se torna vítima de um encosto desses assume o mesmo estado em que o espírito se encontrava no momento da morte.

Não estou dizendo, porém, que seja uma doença incurável. A medicina é que não entende desse problema.

Em primeiro lugar, deve-se ministrar Johrei na cabeça com bastante paciência, tendo bem claro na mente que a Luz está queimando o veneno do espírito encostado. Eu já tratei de um caso semelhante. Era uma pessoa que, de vez em quando, ficava com o corpo paralisado devido ao encosto de um desses espíritos. No início aplicavam-lhe injeções e ela obtinha uma melhora temporária, mas depois o período de amortecimento corporal foi-se prolongando. Aí vieram me procurar. Nessa época, eu estava começando a praticar curas através do Johrei e ainda não sabia muito bem como lidar com casos iguais a esse. Ministrava Johrei, a pessoa melhorava um pouco e desaparecia. Foi também o caso desta com a qual não tive mais contato. Soube, contudo, mais tarde que realmente se tratava do encosto do espírito de alguém que cometera suicídio ingerindo veneno.

Ministro — O Senhor disse que nesses tipos de problema, aplicando-se injeções, a pessoa melhora temporariamente. E o espírito encostado, como fica?

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Meishu Sama— Permanece do mesmo jeito. O que, na verdade, altera é a parte física, quer dizer, o amortecimento é apenas corporal. O remédio, por sua vez, provoca um tipo de reação contra a paralisia que ocorre, quando o estado do espírito encostado se reflete no corpo físico da vítima.

No Ocidente tais manifestações espirituais existem desde tempos antigos e têm sido exploradas nos romances. (Em O Conde de Monte Cristo, por exemplo, a personagem toma remédio e perde a consciência). Em tais casos, ou seja, ao surgirem sintomas de amortecimento, os ocidentais têm sempre à mão um medicamento, pois, se não os tomarem, infalivelmente desmaiam.

Ministro — O remédio, a meu ver, força a dilatação da veia. Por que uns despertam e outros ficam adormecidos? Cada veneno produz reações diferentes?

Meishu Sama— Não é isso. No caso específico do romance, a personagem estava na cadeia. Quando tomava remédio, perdia a consciência. Nunca, porém, se sabe exatamente qual é o efeito de um medicamento.

Ministro — Eu acho estranho e curioso esse fenômeno.

Meishu Sama— Essas manifestações ocorrem mais ou menos assim: se você tem sono e coloca na boca uma pimenta, vai arder e fazê-lo despertar. Da mesma forma, existem no Ocidente certas drogas que causam amortecimento e outras que temporariamente o tiram.

Foi também a partir desses efeitos que se criou a superstição dos remédios. Não se pode negar, contudo, terem eles, de fato, uma eficácia extraordinária, embora não sejam capazes de produzir curas definitivas, apenas momentâneas.

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Ministro — O tratamento de choque, feito em doentes mentais, segue a mesma conduta de amortecer ou despertar?

Meishu Sama— A lógica é mais ou menos essa. Quando eu era jovem, tomava um antitérmico (antipirine) que causava uma dependência terrível. Certa vez o substituí por outro e me senti muito mal. Passei a noite inteira tendo coceiras no corpo todo, não conseguia ficar quieto; muito agitado, pulava de um lado para o outro. Logo de manhã, fui para o médico, que me disse: "Já entendi, você tomou outro remédio". Administrou-me, então, o antipirine e, mais ou menos trinta minutos depois, não sentia mais nada. Como se pode ver, o remédio é, ao mesmo tempo, maravilhoso e terrível, pois bloqueia o sintoma da doença criando um estado aparente de cura, que leva o enfermo a pensar que, de fato, reconquistou a saúde. Puro engano!!!

Normalmente, também, as pessoas entendem que os remédios ingeridos vão ser eliminados. Grande erro!! A maior parte deles permanece no organismo.

6.9 - Influência de antepassados

Outro engano é pensar que os sofrimentos causados pelas doenças têm como causa as máculas dos antepassados. Pode, até certo ponto, haver alguma razão de ser, mas a origem da maioria deles está, de fato, nas toxinas dos remédios. Estas é que criam nuvens no corpo espiritual. Sempre leio testemunhos nos quais as pessoas confessam ter cometido muitos erros, mas, na verdade, o que possuem mesmo são toxinas numa proporção de dez a vinte vezes mais do que pecados.

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PROPOSIÇÃO FINAL

Prosseguir

Agora que jáConheces o amor infinito de Deus,

Tira do coração a mortificante tristeza.

Envolto estásPela aura divina inteiramente.

Vive então feliz neste jardim primaveril!

Não te desviesDo caminho a trilhar. Eia! Avante!

Abraça a missão que te cabe executar!

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ADENDO

Meishu Sama

É o fundador da Messiânica. Nasceu na parte mais oriental de Tóquio, capital do Japão, no bairro de Hashiba, em 23 de dezembro de 1882. Até os 40 anos de idade, foi um homem comum, que se dedicava a atividades comerciais e a estudos artísticos.

Em 15 de junho de 1931, recebeu de Deus não só a revelação de que estava aproximando-se a Era do Dia, marco inicial de uma nova civilização, mas também toda força necessária para ensinar como podem ser eliminadas, do mundo todo, as causas das doenças, misérias, conflitos, sofrimentos esses que, há muito tempo, vêm afligindo a humanidade, impedindo-a de ser feliz.

Então, a partir de 15/06/31, Meishu Sama passou a dedicar-se inteiramente à propagação dos Ensinamentos que lhe foram transmitidos por Deus, com objetivo de proporcionar aos seres humanos os meios corretos para o estabelecimento de uma vida repleta de saúde, abundância e paz, plena de Verdade, Virtude e Beleza.

Johrei

É um método de canalização de Luz através da palma da mão. Essa Luz resulta inicialmente da junção de duas energias: espírito do fogo (Kasso) e da água (Suisso), os quais, ao penetrarem no interior de um ministrante (pessoa que aplica Johrei), se unem ao espírito da terra (Dosso) do qual é feito o corpo humano, formando uma Luz única que, ao ser irradiada através da palma da mão, tem o poder específico de queimar máculas e eliminar toxinas. Por isso, o Johrei é um ato possível somente pela comunhão entre Deus e o homem.

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Messiânica

Não é simplesmente uma religião. Naturalmente, ela tem uma parte mística, mas não se restringe só a esse aspecto. Seu principal objetivo é a salvação da humanidade, estando, por isso, fundamentada em princípios que visam a criar felicidade. É, pois, uma tarefa sem precedentes na história mundial.

Portanto seu principal objetivo é despertar os homens para o poder de Deus sobre todas as criaturas, princípio esse, por longo tempo, adormecido. Não se trata, contudo, de um trabalho fácil, porque a maioria dos povos civilizados, tendo a alma fascinada pela Ciência, negligenciou a existência de Deus. Daí ser necessária uma força supra-humana para sacudir as mentes e os corações. A esse prodígio renovador, Meishu Sama denominou milagres. São ocorrências comuns na fé messiânica e operadas pelo poder absoluto de Deus Supremo, que realiza transformações extraordinárias nos seres humanos, fazendo-os ingressar numa nova era de prosperidade.

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GLOSSÁRIO

Agricultura da Grande Natureza: é uma maneira natural de cultivo do solo, mostrado por Deus a Meishu Sama. De acordo com essa revelação, a própria terra, associada à energia solar e lunar, bem como à ação da água, já contém todos os elementos indispensáveis à fertilização e desenvolvimento das plantas. Tem também idêntica competência para produzir a energia necessária ao fortalecimento da vida do ser humano, a fim de que ele possa cumprir plenamente a missão para a qual foi destinado neste mundo. Quando o homem ingere alimentos contaminados por elementos químicos presentes nos adubos e inseticidas, automaticamente se intoxica. Mesmo em pequena quantidade, essas substâncias penetram no sangue e produzem toxinas que se acumulam no corpo, ao longo dos anos. Em conseqüência, formam-se nuvens na parte espiritual e lentamente a saúde vai sendo abalada.

Amatsu Norito: ou oração do Céu. É composta de uma combinação de sons que geram energia com poder de purificar o espaço, possibilitando a ligação entre o Céu e a Terra, Deus e o homem.

Amida: divindade lunar que chefiou, durante a Era da Noite, o Joodo, reino espiritual que se encontra na direção oeste. Segundo uma idéia bem antiga, como o Sol nasce no leste e morre no oeste, da mesma forma, o espírito humano, após a morte, vai para o Joodo (no oeste), tendo sido, por conseguinte, salvo por Amida.

Bosatsu: (Bodhisattva em sânscrito) Na sua origem, a palavra é a própria pronúncia sânscrita representada em kanji (escrita chinesa). Denomina o ser humano que procura a iluminação (satori). Historicamente, a idéia de bosatsu desenvolveu-se ao lado do Budismo Mahayana (daijo), há mais ou menos dois mil anos. Enquanto o pensamento budista mais vertical (shojo) limitava a denominação de bosatsu apenas à vida de Sakiyamuni em reencarnações anteriores, o Budismo Mahayana

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começou a usá-la para se referir a todos aqueles que procuram a iluminação.

Daijo: palavra japonesa formada por dai (= grande) e jo (= veículo). Significa, portanto, grande veículo, ou seja, visão ampla, horizontal.

Era Meiji: (1868-1912) período de reinado do Imperador Meiji (Japão).

Espírito da Água: é, na verdade, a energia advinda de suisso, partícula essencial proveniente da Lua. Durante os mais ou menos três mil anos da Era da Noite, o seu poder prevaleceu, dominando e encobrindo kasso.

Espírito da Terra: força emanada do centro do Globo Terrestre. Origina-se de dosso, partícula essencial que entra na formação da Terra. O poder de dosso foi sempre ignorado e, por isso, o solo continua, até hoje, sendo considerado apenas como uma massa composta de areia e barro, que não contém nada especial. Vem daí a idéia do adubo químico ou orgânico e o desconhecimento total de que o verdadeiro fertilizante é dosso.

Espírito do Fogo: energia não material, originária de kasso, cujo significado é essência de uma partícula proveniente do Sol. Essa energia, comumente chamada de Espírito do Fogo, corresponde, na realidade, à Bola de Luz que estava com Meishu Sama na Terra e ainda continua com Ele no Mundo Divino, aumentando, cada vez mais, em tamanho e potencialidade, até envolver, um dia, o Universo inteiro, tanto o imaterial, quanto o físico. Na verdade, kasso é a própria Luz do Johrei que queima as máculas espirituais e dissolve as toxinas do corpo humano. Muitas vezes, por isso, quem recebe Johrei sente calor refletido até fisicamente. A luz de kasso geralmente é vista na cor branca, semelhante à dos raios solares. Produz sempre muita alegria no coração, alívio interior, e faz brotar um intenso amor a todos os seres, traduzido num sentimento

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misericordioso que supera a dualidade Bem / Mal, certo / errado norteadora das atitudes humanas.

Do ponto de vista religioso, a expressão "batismo pelo fogo" simboliza a purificação por meio da luz de kasso.

Ainda, com relação ao poder de kasso, Meishu Sama profetizou, há cinquenta anos, o aquecimento do Globo Terrestre em conseqüência do aumento dessa luz.

Por desconhecerem o fato, cientistas e ecologistas tentam atualmente explicar que o aumento da temperatura se deve à concentração de gás carbónico (CO2) na atmosfera, teoria esta incompleta, pois falta-lhe, ainda, considerar a revelação divina.

Ikebana: maneira de manifestar, através de arranjos florais, o senso de beleza. É uma forma de arte tridimensional, bem próxima da escultura, que busca criar um espaço artístico, utilizando conjuntamente flores, vasos, cestas, ambiente e espaço.

Jashin: entidades negativas que contestam a Luz da Era do Dia e, por isso, atrapalham, de todas as formas possíveis, aqueles que procuram a verdade.

Kakuryo no Ookami: divindade que governa o Mundo Astral ou Espiritual. Julga de acordo com o Bem ou o Mal praticado e salva o espírito.

Kampoo: método de medicina chinesa que utiliza remédios extraídos de ervas, cascas, raízes, insetos, animais e minerais. Surgiu durante a dinastia Han (206 a.C - 220 d.C).

Kannon: Avalokitesvara em sânscrito. De acordo com a origem do nome, é uma divindade tanto masculina, quanto feminina que, observando todas as Leis regentes do Universo, salva livremente os povos. Dessa forma, quando Seu nome é

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pronunciado, prontamente vem em socorro daquele que O invocou. Dependendo do auxílio solicitado, pode manifestar-Se de forma diferente em qualquer parte do mundo. É reverenciado desde tempos remotos, especialmente no mundo oriental. Sempre responde às necessidades imediatas, quer dizer, àquilo que o ser humano está, de fato, precisando no momento.

Kenshinjitsu: máximo grau de sabedoria possível de ser atingido. Quem chega a esse nível consegue enxergar a realidade presente, passada e futura, transcendendo, dessa forma, a noção de tempo e espaço.

Kunitokotachi no Mikoto: é a denominação japonesa do Deus Ushitora que, de acordo com o Ofudesaki, Se manifestou através de Nao Deguchi, fundadora da Oomoto.

Em épocas mais remotas, foi cultuado como o Deus ancestral da humanidade e governante da Terra. Sempre foi temido por muitos outros deuses pelo Seu enorme senso de justiça e grande poder.

Máculas: o mesmo que nuvens espirituais.

Makoto: palavra japonesa que não tem uma tradução exata. A idéia que contém é a seguinte: levar em consideração, em primeiro lugar, os outros; depois a si mesmo. Daí expressar um conceito amplo de amor ao próximo.

Mamehito: palavra japonesa formada por mame (= verdadeiro) e hito (=homem). Engloba, pois, em seu significado, todo aquele que se inicia na Messiânica, estuda e pratica os Ensinamentos de Meishu Sarna, procurando tornar-se uma pessoa possuidora de makoto, um homem verdadeiro, cheio de amor, sinceridade e autenticidade.

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Nuvens Espirituais: são máculas ou impurezas que recobrem a alma (centelha divina do ser humano), geradas pela violação dos princípios da Lei de Deus. É um processo semelhante ao que ocorre no plano físico onde, muitas vezes, as nuvens recobrem os raios solares, impedindo-os de iluminar a Terra. Da mesma forma, quando uma pessoa possui muitas nuvens espirituais, não tem capacidade para discernir entre o Bem e o Mal, o certo e o errado, porque lhe falta Luz.

Nyorai: (Tathagata em sânscrito). Denominação de qualquer buda ou iluminado que, seguindo o caminho da elevação, já atingiu o Nirvana ou, de um modo mais geral, todas as pessoas que já tenham atingido a verdade absoluta.

Ofudesaki: livro psicografado por Nao Deguchi, fundadora da religião Oomoto, no qual estão expostos os fundamentos da doutrina.

Ohikari: palavra japonesa que significa Luz Divina. É também para os messiânicos um símbolo físico da Luz que cada mamehito carrega no coração e com a qual pode ajudar aos semelhantes. Nesse sentido, é composto de um estojo em forma de medalha onde está acondicionado um pequeno pedaço de papel que traz escrito o ideograma Luz.

Oomoto: religião fundada por Nao Deguchi no Japão (1892 - ano 25 da Era Meiji). Sua sede fica em Ayabe, província de Kyoto.

Purificação: ato de limpeza de máculas do espírito e toxinas do corpo. É realizada pelas doenças, por sofrimentos ou infortúnios com os quais o homem se depara durante a vida terrena.

Sakiyamuni: fundador do Budismo (566-486 a.C).

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Satori: palavra japonesa muito usada no Zen-budismo. Significa despertar ou acordar a consciência divina no ser humano. Quem atinge o estado de satori já é um iluminado.

Shojo: palavra japonesa formada por sho (=pequeno) e jo (=veículo). Significa, portanto, pequeno veículo ou, simbolicamente, visão vertical, restrita.

Soonen: palavra japonesa composta de soo (=idéia) e nen (desejo). Significa, portanto, um pensamento associado à vontade, ao amor, formando, no conjunto, um sentimento único que gera uma força extraordinária direcionada para o bem, capaz de resolver qualquer problema.

Sunao: palavra japonesa que engloba as acepções de obediência, honestidade, franqueza, naturalidade, meiguice, simplicidade, docilidade.

Tenrikyo: religião ligada ao Xintoísmo iniciada no Japão por Miki Nakayama e oficialmente reconhecida em 1908.

Tieshokaku: palavra japonesa formada por tie (= sabedoria) e shokaku (= certo, correto). Significa, na interpretação de Meishu Sama, profunda capacidade de discernimento que vai permitir a distinção entre Bem e Mal, certo e errado.

Yang: palavra chinesa. Indica a polaridade positiva ou masculina presente no Universo. Corresponde à essência do Sol, do dia, do céu, do homem, do verão, do calor, do leste e do norte. Só se concretiza quando ligada ao seu oposto yin.

Yin: palavra chinesa. Indica a polaridade negativa ou feminina presente no Universo. Corresponde, na verdade, à essência da Lua, da noite, da Terra, da mulher, do inverno, do frio, do sul e do oeste. Está sempre ligada ao seu pólo oposto, yang, sem o qual não existe.

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Yukon: origem primordial da partícula divina presente em cada ser humano. Como fonte originária, permanece no Mundo Espiritual, onde pode subir ou descer de nível, dependendo do comportamento humano no Mundo Material.

Zen-budismo: é uma ramificação do Budismo difundida, inicialmente, na China. Mais tarde, foi divulgada no Japão de uma forma muito peculiar, diferente da chinesa. Trouxe uma contribuição marcante para a cultura tipicamente japonesa, tendo exercido grande influência na arte de cozinhar, na pintura, na caligrafia, no ritual da cerimônia do chá, na feitura de ikebanas, entre outras.

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Leia também outras publicações da Lux Oriens Editora Ltda

A Arte do Johrei

Este livro, traduzido por Minoru Nakahashi, contém Ensinamentos de Meishu Sama sobre o poder do Johrei, entendido como a Luz de Deus, canalizada através das mãos, que traz inúmeros benefícios a quem dela usufruir, tais como cura de doenças, fortalecimento da saúde física e espiritual.

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Evangelho do Céu Vol. I

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Este livro foi composto pela Lux Oriens Editora Ltda e impresso pela Bartira Gráfica e Editora em papel Pólen Soft 80 g/m2 da Cia.

Suzano de Papel e Celulose, em junho de 2002.

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