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Agenda Cultural Faialense Comunitrio, no lucrativo e independente.

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  • Boletim do que por c se faz.

    FAZENDOEdio n 11 | Quinzenal

    DISTRIBUIO GRATUITA

    Quinta-feiraAgenda Cultural Faialense

    19 Fevereiro 2009

    A paisagem bonita, no ? Tome conta dela.

  • #2 COISAS... compostasFICHA TCNICA

    FAZENDOIsento de registo na ERC ao

    abrigo da lei de imprensa 2/99 de 13 de Janeiro, art. 9, n2.

    DIRECO GERALJcome Armas

    DIRECO EDITORIALPedro Lucas

    COORDENADORES TEMTICOS

    Catarina AzevedoLus MenezesLus Pereira

    Pedro GasparRicardo Serro

    Rosa Dart

    COLABORADORESAlbino

    Ana CorreiaAndreia Braga Rodrigues

    Aurora RibeiroEcoteca do Faial

    Fausto AndrFernando Menezes

    Ildia QuadradoJorge Costa Pereira

    Toms Silva

    GRAFISMO E PAGINAOVera Goulart

    veragoulart.design@gmail.com

    FOTOGRAFIA CAPAAntnio Viana

    PROPRIEDADEAssociao Cultural Fazendo

    SEDERua Rogrio Gonalves, n18,

    9900-Horta

    PERIODICIDADEQuinzenal

    Tiragem_400

    IMPRESSOGrfica O Telegrafo, De Maria

    M.C. Rosa

    CONTACTOSVai.se.fazendo@gmail.com

    http://fazendofazendo.blogspot.com

    DISTRIBUIO GRATUITA

    O Ncleo Cultural da Horta (NCH) foi fundado a 20 de Maro de 1954. Os seus Estatutos inici-ais foram aprovados por despacho ministerial de 24 de Maro de 1955. Os actuais datam de 2007 e, ambos atribuem ao Ncleo a competncia de: a) Promover ou patrocinar estudos histri-cos, etnogrficos, lingusticos e cientficos, relativos aos Aores, em geral, e, em especial, ilha do Faial; b) Promover a publica-o ou divulgao de trabalhos culturais, de reconhecido valor; c) Publicar com regularidade o seu Boletim; d) Promover ou patrocinar outras manifestaes culturais, compatveis com a ac-tividade do NCH.Surgido na sequncia da criao do Instituto Histrico da Ilha Terceira (1942) e do Instituto Cultural de Ponta Delgada (1943), o NCH foi a resposta institucional local s necessidades e exigncias da sociedade faialense de meados do sculo passado na rea da pro-moo e do desenvolvimento cul-tural.Com o 25 de Abril de 1974, com a democratizao cultural que o acompanhou, com o surgimento do Governo Regional dos Aores e dos seus departamentos na rea da cultura que promovem activi-dades prprias, com a progres-siva interveno das autarquias locais na organizao de eventos

    culturais, com a fundao e con-solidao da Universidade dos Aores, com tudo isso, o espao de interveno e o papel do NCH foi reduzido e teve de ser repen-sado.Actualmente o NCH tem pro-curado desenvolver, na medida das suas possibilidades, a sua aco direccionada em trs fr-entes: de um lado, dando priori-dade publicao regular daquele que , desde a sua fundao, o seu rosto: o Boletim do NCH. Por outro lado, apostando no desenvolvimento de projectos de cooperao, envolvendo a Cmara Municipal e outras insti-tuies culturais locais em parce-rias que tm permitido, por exem-plo, concretizar iniciativas com a relevncia do Colquio O Faial e a Periferia Aoriana nos Sculos XV a XX. Finalmente, o Ncleo tem procurado desenvolver uma poltica editorial que concilia a publicao de fontes e estudos considerados importantes para o conhecimento do nosso passado colectivo com a edio de obras destinadas divulgao cultural e de autores locais.Neste contexto, o NCH tem vindo a procurar afirmar um lugar no conjunto da promoo cultural no Faial: um lugar que no o do er-uditismo elitista, nem o da cultura popular, antes, sim, um espao hbrido, movente, dinmico, que

    se situa entre a erudio e a inves-tigao universitrias e a ligao comunidade concreta que serve e dimenso popular que uma di-vulgao cultural actuante exige.Por outro lado, tem sido o seu de-safio quotidiano encontrar finan-ciamento regular e suficiente para a concretizao dos seus projec-tos. Inserido numa comunidade com cerca de 15.000 habitantes, com um tecido empresarial de poder limitado e na sua maioria sem disponibilidades para inve-stir em actividades culturais, di-ficilmente o NCH consegue que-brar a dependncia financeira dos apoios oficiais. Da a importn-cia determinante e crescente que os apoios oficiais possuem na viabilizao das actividades do NCH.Por isso, urge que os departamen-tos governamentais olhem para os institutos culturais aorianos como parceiros privilegiados e capazes de assumir directamente algumas vertentes da interveno cultural nos Aores. Nessa me-dida, a actual poltica de apoios oficiais necessita ser repensada e reformulada de modo a permitir que os financiamentos viabilizem de facto as iniciativas e no sejam habitualmente um apoio mitigado e insuficiente.

    Jorge Costa Pereira

    Cronicazinhas... OBAMAMOMENTO INSPIRADOR

    Perante 2 milhes de pessoas em Washington D.C. e muitos milhes em todo o mundo, tomou posse no dia 20 de Janeiro o 44 Presidente dos E.U.A., Barack Obama.Pelas suas prprias palavras e por tudo o que se tem dito, uma nova era se abriu para a histria da Amrica e, espera-se, para o resto do planeta.Em perto de vinte minutos, Obama sintetizou os seus propsitos tendo referido a crise econmica e financeira, a guerra e a paz, os direitos humanos, o respeito pela Constituio, a energia e o ambiente e o papel do seu pas nas relaes internacionais.Disse Obama que, o mundo mudou e que ns te-mos de mudar com ele.So assim grandes os desafios e enormes as expec-tativas, embora todos saibamos que um homem sozinho, por mais capacidade e carisma que tenha, no pode mudar tudo.Creio contudo que esta eleio constitui um mo-mento inspirador para a humanidade.Nesta nossa vida e no meio de tanta desgraa, de guerras, de fome, de crises vrias, de fraudes e cor-rupo e de tantos outros flagelos, so momentos como este e homens como Obama que nos inspiram e nos fazem acreditar que nem tudo est perdido e que vale a pena continuar a lutar por valores.Gandi, Luther King e Mandela so exemplo de personalidades que inspiram as nossas vidas e en-riquecem o nosso quotidiano.Que os Deuses te ajudem Barack Obama e que te julguem pelo teu carcter e no pela cor da pele, como sonhou Martin Luther King.

    Fernando Menezes

    PS- Pela net chega-me esta frase:Se eu soubesse que a Amrica seria governada por um de ns, jamais teria mudado de cor. (Michael Jackson)

    NOME: Kirsten JakobsenIDADE: 39ORIGEM: Hamburgo, AlemanhaDATA DE CHEGADA: 2000PROFISSO:antes trabalhava no Servio Diplomtico, agora na Funda-o Rebikoff-Niggeler, onde faz de tudo um pouco, desde administrao a mergulho.CASA: prpria

    Porque veio?O meu marido j estava c desde 1989, ns con-hecemo-nos em Lisboa, depois vim c e gostei das ilhas, do trabalho e de todo este projecto de explorar o fundo do mar.Tambm gostava do meu trabalho anterior, mas de quatro em quatro anos mudava-se de stio... e aqui um privilgio viver to perto do mar, da gua azul.

    Porque ficou?Decidimos continuar juntos neste projecto do submarino e este um stio ptimo para este tipo

    de trabalho: documentar o mar profundo (mergul-hamos at 500 metros de profundidade!) E depois aqui h muita qualidade de vida. Ns temos uma filha de 8 anos e para uma criana um stio pac-fico, seguro, junto natureza, para ela crescer! Talvez haja coisas que faltam aqui... mas...

    O qu, por exemplo?

    Pois pensando bem... acho que no falta nada! Bom, para ns a famlia est longe, as viagens so morosas... isso sim, um pouco difcil...

    At quando?Nunca se sabe, a vida cheia de surpresas. Mas por agora no temos planos de sair daqui. A nos-sa filha est na escola... Gosta de c estar, a terra dela.

    O que h no Faial que no h em mais lado nenhum? No sei... Cagarros? Tambm h cagarros nas Canrias... Eu gosto cada vez mais de viver numa ilha pequena, e numa sociedade pequena, porque no se perde tempo em trnsito e durante o dia h mais contactos pessoais, mesmo que no sejam muito profundos... gosto de viver numa sociedade pouco annima.

    Costuma ir Alemanha?Sim. Uma ou duas vezes por ano vamos Ale-manha. Tenho os meus pais l, e acho importante a minha filha manter o contacto com os avs, os tios, os primos... toda a famlia. E manter o con-tacto com as duas culturas!

    Aurora Ribeirohttp://ilhascook.no.sapo.pt

    Chegadas, Arrivals, Arrives...

    O Ncleo cultural da Horta na cultura do Faial

  • Cinema e Teatro DESCULPA P PIPOCAOs irmos Dardenne esto de volta com um filme que nos convida reflexo

    Depois de lutar tudo o resto na vida tornava-se menos importante. Podia-se lidar com tudo. Comeavamos todos a ver as coisas de ma-neira diferente. Onde quer que fssemos olhavmos e medamos bem as coisas. Sentia d pelos tipos do ginsio, a tentarem parecer como o Calvin Klein ou o Tommy Hilfiger lhes disseram para ser.O clube de combate no tinha a ver com vencer ou perder. No tin-ha a ver com palavras. A gritaria histrica estava nas lnguas como numa igreja Pentecostal. Quando a luta acabava, nada se resolvia. Mas nada importava. No final, sentamo-nos todos a salvo.

    Jack vivia agora com Tyler. Na mesma manso decadente, cheia de infiltraes, enorme, sem electricidade e envolta em manuscritos a apodrecer. Depois da primeira luta. Outras pessoas juntavam-se. Homens normais de fato e gravata que encontravam naquele com-bate na rua uma forma de se reencontrarem a eles prprios sem hipocrisias, sem falsas medidas. Quando um homem luta contra um outro no com a cabea, ou palavras inteligentes, mas com o seu corpo, com a sua vida, ele apresenta a sua verdade para alm do medo e sofre as consequncias disso: dor e libertao. A luta leal entre desconhecidos: uma face possvel em contraposio a uma sociedade hipocritamente pacifista. Temos visto outras na reali-dade: como por exemplo, a proliferao de estados psicticos que levam ao suicidio e ao homcidio ou genocdio.

    H uma conversa entre Jack e Tyler que vai tocar o cerne da questo:Tyler: Se pudesses lutar contra qualquer pessoa contra quem lu-tarias?

    Jack: O meu patro.Tyler: A srio?Jack: Sim, porqu? Com quem lutarias tu?Tyler: Com o meu pai. O meu pai