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Agenda Cultural Faialense Comunitário, não lucrativo e independente.

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  • Boletim do que por c se faz.

    FAZENDO

    Edio n 19 | Quinzenal

    DISTRIBUIO GRATUITA

    Quinta-feiraAgenda Cultural Faialense

    11 Junho 2009

    Aores Lindos. Aores Limpos.

  • #2 COISAS... compostasFICHA TCNICA

    FAZENDOIsento de registo na ERC ao

    abrigo da lei de imprensa 2/99 de 13 de Janeiro, art. 9, n2.

    DIRECO GERALJcome Armas

    DIRECO EDITORIALPedro Lucas

    COORDENADORES TEMTICOS

    Catarina AzevedoLus MenezesLus Pereira

    Pedro GasparRicardo Serro

    Rosa Dart

    COLABORADORESAna Correia

    Anabela MoraisAurora Ribeiro

    DanielEcoteca do Faial/Oma

    Ildia QuadradoMargarida Alfacinha

    Rui A. PereiraTeatro O Dragoeiro

    Toms Silva

    GRAFISMO E PAGINAOVera Goulart

    veragoulart.design@gmail.com

    LOCAL DE PAGINAOAores e Dinamarca

    ILUSTRAO CAPAFlorimundo Soares

    PROPRIEDADEAssociao Cultural Fazendo

    SEDERua Rogrio Gonalves, n18,

    9900-Horta

    PERIODICIDADEQuinzenal

    Tiragem_400

    IMPRESSOGrfica O Telegrafo, De Maria

    M.C. Rosa

    CONTACTOSVai.se.fazendo@gmail.com

    http://fazendofazendo.blogspot.com

    DISTRIBUIO GRATUITA

    Os Encontros de Porto Pim tm vindo gradualmente a tornar-se uma referncia a nvel cultural e ambien-tal na Ilha do Faial. Esta iniciativa surgiu de uma parceria entre a Direo Regional do Ambiente e a Direo Regional da Cul-tura aquando da abertura do Museu da Fbrica da Baleia de Porto Pim com vista a divulgar e dinamizar este espao. Assim, atravs da realizao de diversos eventos ligados arte, cincia e sensibilizao ambiental, deu-se uma nova vida a uma das mais be-las zonas da ilha do Faial.A VII edio dos Encontros de Porto Pim teve inicio no dia 3 de Junho com a inaugurao da exposio dos trabalhos do Projecto Maresias que contou com a presena do contador de histrias Filipe Lopes. Este projecto foi uma iniciativa da CMH que, em colaborao com o OMA e com a Ecoteca, visou a realizao de aces de sensibilizao ambiental

    junto das Escolas Bsicas da ilha do Faial. s escolas foi-lhes propsta uma visita ao Museu da Fbrica da Baleia e a realizao de trabalhos relacionados com a temtica do mar e da baleao. O resultado destes trabalhos est exposto at dia 27 de Junho na sala do CIMV3000 no Centro do Mar. Nesse mesmo dia noite foi tambm inaugurada a exposio de fotografia 30 Imagens para Neruda de Roberto Santandreu. Durante a inaugurao da ex-posio teve lugar um recital de poesia onde foram declamados poemas do poeta Chileno por Pedro Sol e Maria do Cu Brito. Esta exposio apresenta 30 fotografias de grande formato a preto e branco que decoram as paredes da Sala dos leos do Cen-tro do Mar e estar patente ao pblico at dia 27 de Junho. (mais informaes sobre esta exposio no artigo de Rui Pereira)Entretanto teve ainda lugar um debate sobre o Mar e as Pescas nos Aores e a Mini Maratona do Ambi-ente, entre o Varadouro e os Capelinhos, que con-tou com vrias dezenas de participantes.O Cinema est tambm presente nos Encontros de Porto Pim 09, com 3 dias dedicados ao CineEco - Festival de Cinema e Vdeo da Serra da Estrela, Seia. Em exibio estaro 4 documentrios premiados no CineEco 2008, numa mostra do que melhor se faz no campo do cinema e do audiovisual de temtica ambiental. Nos dias 10, 11 e 12 de Junho, decorrero s 21:00 as sesses com entrada gratuita, no espao do Museu da Fbrica da Baleia de Porto Pim, no Monte da Guia. No dia 12 ser projectado tambm um documentrio dedicado ao publico juvenil, com sesses s 10 e s 14 horas.Hoje Quinta Feira dia 11, tem lugar no Bar do Te-

    atro pelas 21:00 a tertulia O Mar na Poesia de Ruy Belo.Dia 19 de Maio a msica e a dana animam a Baa de Porto Pim. s 19 horas ter inicio uma performance de Ballet na praia realizada pelos alunos do Con-servatrio da Horta, junto ao Centro do Mar. Mais tarde, pelas 23:00, a festa est a cargo dos Bandarra que garantem animao pela noite dentro na rampa da Fbrica da Baleia.Dia 20 pelas 21:30 as portas do Museu da Fbrica da Baleia sero abertas a diversas artes performativas e plsticas. O espao que em tempos foi o local de trabalho de dezenas de homens e onde o barulho das mquinas era insurdecedor, o mesmo que agora, e com as mesmas mquinas, diversos artistas iro partilharar e onde se iro inspirar para criar e impro-visar em conjunto.Entre os dias 22 e 25 decorrer um workshop de pin-tura Pintar o Cu com Margarida Alfacinha.No dia 27, a sesso de encerramento dos Encontros de Porto Pim 09 ter lugar no Centro do Mar e contar com uma actuao da Filarmnica Unanime Praiense.

    Pedro Monteiro/Oma

    Encontros de Porto Pim 09

    NOME: Christle SeptierIDADE: 26ORIGEM: Versailles, FranaDATA DE CHEGADA: Setembro de 2008PROFISSO: aqui no Faial sou me, antes da gravidez era estudante, tenho licenciatura em cincias polticasCASA: alugada

    Porque veio?Porque o Eduardo, o meu marido, foi con-tratado para a equipa de andebol do Sporting da Horta. No conhecamos os Aores antes, tivemos que buscar na internet para ver onde que ficava. J tinha ouvido falar, por causa do Pauleta, mas no sabia mais nada sobre os Aores.

    Como imaginava a Horta, antes de chegar?Esperava algo muito mais pequeno, com me-nos coisas. Imaginava que fosse mais isolado. Afinal temos o Pico e S. Jorge aqui muito perto.

    Do que que gosta mais aqui?A paisagem... No sei bem... H dias em que gosto da tranquilidade e outros dias em que no gosto. Antes de vir para c vivi 3 anos no centro de Paris... muito diferente. Para o Alessio, nos-so filho (9meses) foi bom estar aqui, ir praia... Este ritmo daqui bom para um beb.

    E do que gosta menos? Da lentido. tudo lento. Aqui tenho que espe-rar por tudo. O tempo mais parado. Em Paris h um metro a cada 3 minutos, est sempre tudo a acontecer.

    Quais so as maiores diferenas entre o Faial e a Frana?Uma coisa estranha aqui que as lojas fecham ao sbado. Nunca tinha visto isso. Em Frana e em Itlia o dia de maior movimento, as pessoas saem para a rua, fazem compras, vo aos bares, cafs e esplanadas durante todo o dia.

    E h alguma semelhana?O queijo... Como francesa que sou, gosto muito

    de queijo e quando vou para outro pas tenho sempre medo de no encontrar bom queijo. Na Argentina no h queijo nenhum. Aqui fiquei muito contente porque h muita variedade e so todos bons.

    At quando?At dia 17 deste ms. O contrato do Eduardo chegou ao fim e vou para Itlia, com o meu filho, ter com ele, que est neste momento a jogar na Seleco Italiana nos Jogos Mediterrnicos.

    Gostavas de voltar c?Sim, muito. Gostava de conhecer outras ilhas. S conheo o Faial e o Pico. Tivemos algumas frias, mas aproveitmos para ir Argentina porque os pais do Eduardo nunca tinham visto o neto.

    Aurora Ribeirohttp://ilhascook.no.sapo.pt

    Chegadas, Arrivals, Arrives...

  • Cinema e Teatro DESCULPA P PIPOCA

    Pub

    VISTA

    Teatro O Dragoeiro A Carta ao Pai

    A Companhia Teatral O Dragoeiro apresenta, no prximo dia 20 de Junho, no Frum Multi-Artes a ter lugar no Centro do Mar, a pea A Carta ao Pai de Franz Kafka. A Carta ao Pai um documento de crueza, um estado de esprito no qual Kafka se encontrava mergulhado: tristeza, angstia, desespero. Publicado em 1919, este texto, para alm do puro acto de criao, surge como um discurso de desobedincia: ao Pai e Lei divina e, como tal, com a noo do pecado e da sexualidade descritos com mincia e detalhe psicolgico. o testemunho de uma solido interior, a distncia insupervel que liga um filho ao seu pai.O Dragoeiro Companhia Teatral foi fundada em 2006 (como dcima ilha) e desde logo se props se a ser um conjunto reconhecido pelas suas mlti-plas conotaes artsticas. Um dos objectivos da Companhia, estimular a apetncia e o gosto pela real fruio teatral entre a populao residente na sua diversidade. Com sede na Madalena do Pico, a actuao do Dragoeiro na regio tem como objectivo a manuteno de uma equipa base, de um con-junto especializado, metdico, capaz de conquistar um espao digno para o teatro profissional, segurar espectculos em repertrios, equipa artstica e tcnica estveis e simultaneamente, formar repercusses registadas sobre as suas criaes. Procuram apresentar projectos que privilegiam uma aborda-gem contempornea e uma pesquisa esttica, optando por textos originais e adaptaes de textos no convencionais para teatro.

    Teatro O Dragoeiro

    VASCO GRANJA, JOO BNARD DA COSTA E ARMANDO DE MEDEIROS

    O Carteiro de Pablo NerudaMichael Radford 1994

    No so todos os bons filmes que so bem suce-didos na bilheteira. O Carteiro de Pablo Neru-

    da foi um caso parte. Um filme de viso obrigatrio, que revi numa destas noites de insnia. O cinema italiano tem uma coisa fantstica, com simplicidade, sem grandes cus-tos de produo, sem efeitos especiais, tem a particulari-dade de tocar a alma do espectador. Uma divertida comdia romntica que toca todos os coraes! Mrio um carteiro desastrado que est loucamente apaixonado pela mulher mais bonita da cidade... mas demasiado tmido para lhe dizer o que sente por ela. Mas quando um poeta mundial-mente famoso - Pablo Neruda (cujo o seu primeiro editor era dos Aores e Corvino, mas isto uma historia que s o Zeca Medeiros sabe contar) - inesperadamente muda-se para a cidade, Mrio ganha inspirao. Com a ajuda de Neruda, este humilde carteiro, de corao nobre, encontra as palavras certas para conquistar o corao da sua querida! Um tributo ao amor. Uma delcia de filme.

    L.P.

    J foi visto...

    Era muito novo quando tive o primeiro contacto com o cinema. Considero que neste captulo fui bafejado pela sorte. J na escola primria, o cinema ia ter connosco sala de aulas, que ento se transformava numa verdadeira sala de cinema, via-mos filmes ani-mados e documentrios no formato de 16mm, sempre com aquele rudo, por vezes incmodo que vinha da rua, proveniente de um pequeno gerador elctrico, pois nessa altura, a energia elctrica publica no chegava