fazendo 63

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boletim do que por cá se faz

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  • #63http://fazendofazendo.blogspot.com 23 JUN. a 7 JUL. 2011

    A multi-funcionalidade das coisas uma questo de perspectiva

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  • muito atravessa-se; e uma inocente imagem no a natureza. E l est: o frio queima, a humidade molha e o vento di. A natureza dilacera-nos e ns nos sentimos vivos. Vivos, vamos procura de outras ilhas, procura de outros lugares, de outras pessoas. Em frente, do outro lado do canal, uma espinha dorsal, emergida do mar, transforma-se num novo objectivo. Fez-se planos mas, no erro do plano, a surpresa aconteceu. Ento, entre o cinzento do cu e verde da terra, aprendemos sobre os vulces, os sismos e os tsunamis. De repente, o tempo imensurvel torna-se curto e temos de voltar ilha de bruma.

    Entre as ondas, a feliz coincidncia: o reencontro entre pessoas. Desse reencontro, um convite. Desse convite, um jantar. E, no fim, num extasiante curto espao de tempo, l estvamos todos ns sentados mesa de uma casa, neste lugar, no meio do Atlntico.

    FICHA TCNICA: FAZENDO - Isento de registo na ERC ao abrigo da Lei de Imprensa 2/99 de 13 de Janeiro, art. 9, n2 - DIRECO GERAL: Jcome Armas - DIRECO EDITORIAL: Pedro Lucas - COORDENAO GERAL: Aurora Ribeiro

    COORDENADORES TEMTICOS: Albino, Anabela Morais, Carla Cook, Filipe Porteiro, Helena Krug, Lus Menezes, Miguel Valente, Pedro Gaspar, Pedro Afonso, Rosa Dart - COLABORADORES: Miguel Machete, Nuno Rodrigues, OMA, PNF, Sara

    Orsi, Sara Soares, Slvia Lino, Toms Melo - PROJECTO GRFICO: Nuno Brito e Cunha - PROPRIEDADE: Associao Cultural Fazendo SEDE: Rua Rogrio Gonalves n 18 9900 Horta - PERIODICIDADE: Quinzenal TIRAGEM: 400 exemplares

    IMPRESSO: Grfica o Telgrapho CONTACTOS: vai.se.fazendo@gmail.com

    2 023 JUN. a 7 JUL. 2011 http://fazendofazendo.blogspot.com

    opinio Devagar que estou com pressa

    Sara Orsi

    APOIO:DIRECO REGIONAL DA CULTURA

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    Pretendem envolver toda a comunidade na reflexo filosfica e na construo da sociedade, no apenas as pessoas directamente relacionadas com o meio escolar

    capa

    No meio do Atlntico, h um lugar.

    Um lugar que, para alguns a casa, para outros um porto de paragem e para outros, ainda, um parntesis na sua vida. Esse lugar est coberto por um pano verde, malhado s vacas, pontilhado por hortnsias e rematado de areias pretas que, de to negras, iluminam o ciano do mar. Nesse mesmo lugar, h vulces. Vulces vivos. Sim, porque os gelogos disseram- -nos que os vulces no morrem, s adormecem, e que o seu cume pode abater abrindo uma caldeira como esta, no cimo do pano uma provocadora de cartasses, um elogio natureza e, ao que chamamos, de forma to abstracta, paisagem. No alto dessa caldeira, h uma linha. Um limbo percorrvel que separa esse elogio de todo o resto.

    Nesse todo o resto, a interromperem um horizonte no horizontal mas sim curvo como o mundo, vem-se

    estendidas outras ilhas que so outros lugares com outras vidas, outras vacas e outros vulces. Num desses vulces cresceu, no seu topo, um piquinho. Um dia, esse piquinho passou a ser o nosso o objectivo. Subimos, ento. Subimos. Subimos. At que, num momento, parmos. Olhmos para trs. E, de um amigo coberto de branco, escutmos: olhem a ilha de bruma. De facto, l estava ela, nossa frente, esparramada em forma de tartaruga, protegida por uma carapaa de nuvens densas, compactas... E o sol se ps atrs da tartaruga. Veio a noite. O vento e o frio.

    A me natureza no seu estado puro, duro e lquido. Fingimos que dormimos. Acordmos. Na madrugada, o sol surgiu por cima das nuvens. Abaixo de ns, um manto branco intransponvel a olho nu. E ali estvamos ns, a cumprir as fantasias de uma infncia onde sonhvamos andar sobre as nuvens. Mas, nas nuvens no se anda, quanto

    Sol. Chuva. Sol. Chuva. Sol. E mais

    uma volta ilha. Velocidade mdia:

    27,5 km/h, alternada entre 15 km/h,

    em subidas, e 40 km/h, em descidas.

    Tempo de viagem: duas horas e

    meia, mas poderia ter sido um pouco

    menos, no fosse aquele tractor que

    calmamente desfilou, nossa frente,

    durante um tero do caminho. Meio

    de transporte: veculo apelidado de

    Meireles, com grave problema de

    ejeco e totalmente abstrado de

    conceitos como acelerao e/ou

    velocidade. Viajantes: trs jovens

    raparigas, para quem, o facto de

    habitarem num planeta redondo,

    com vulces, no passava de uma

    lembrana remota.

    A histria de uma viagem para ler sem pressa

    Foi maravilhoso poder caminhar nesta grande e renovada avenida - uma imagem da ilha e um espelho do carcter dos seus habitantes - como usufruir da ergonomia das suas novas construes . No tive dvida nenhuma sobre a originalidade e multi-funcionalidade destes pequenos espaos de lazer: poder pendurar-me que nem um macaco sem banana,

    cheirar as belas flores num canteiro suspenso ou sentar-me ao lado de um banco onde ningum se senta. Gnio aquele que os idealizou e deu forma por ter pensado no s na espcie humana mas tambm em macacos e flores. Pequenos e impressionantes jardins esto agora disponveis para quem gosta de se sentar em paz e contemplar a vida de uma flor, palmeiras onde se

    pode beber o leite dos cocos regionais e bancos no meio da avenida onde se pode apreciar a vista para o Pico (protegida pela doca do lado direito e tambm do lado esquerdo) porque o muro no basta.

    Atravs de um simples clculo possvel entender a necessidade de espao para se sentar: a avenida tem mais ou menos

    1km, digamos 800m, e um pequeno muro estende-se de um lado ao outro; como h espaos no muro onde no nos podemos sentar, digamos 750m de espao para se sentar; cada pessoa ocupa aproximadamente meio metro ao longo do muro mas vamos assumir 1m para quem quer estar larga. 750 pessoas sentadas na avenida no o suficiente, precisamos de mais.

    Jcome ArmasVisita Oficial do director do Fazendo aos melhoramentos da Avenida

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    Divulgao dos Resultados e Exposio dos Trabalhos

    Os resultados sero divulgados no dia 27 de Agosto na sede e a partir de dia 29 no site do OMA (www.oma.pt) ou na pgina do Facebook (www.facebook.com/porto.pimtado). Os premiados sero informados previamente por telefone ou e-mail.

    Todos os trabalhos sujeitos a concurso, sero expostos ao pblico entre os dias 27 de Agosto e 25 de Setembro, na Sala dos leos da Fbrica da Baleia, Porto-Pim.

    No sero aceites a concurso e logo no sero expostos os trabalhos que no estejam de acordo com este regulamento.

    As obras devero ser levantadas pelos concorrentes e/ou seus representantes, entre os dias 3 e 7 de Outubro de 2011, no OMA. O envio de uma obra s possvel caso o autor entregue uma embalagem prpria para a sua acomodao e se comprometa a pagar o transporte (envio cobrana). Neste caso, qualquer seguro de transporte tambm ser da responsabilidade do autor. As obras no reclamadas at ao final de Outubro integraro o esplio do OMA.

    Termos e Condies

    A organizao reserva o direito de publicao impressa das imagens das obras recebidas bem como da sua exibio no site do concurso.

    O no cumprimento das especificaes regulamentares implicar a desclassificao da obra. Desta deciso no haver recurso.

    Os trabalhos entregues estaro segurados pelo OMA enquanto decorrer a exposio ou enquanto estiverem sob a sua responsabilidade, at dia 7 de Outubro de 2011.

    Qualquer situao omissa no regulamento, resolvida atravs de uma reunio entre a comisso organizadora e as Direces do OMA e do Fazendo.

    A participao neste Concurso obriga a aceitao dos termos deste regulamento.

    arquitectura e artes plsticas

    http://fazendofazendo.blogspot.com 23 JUN. a 7 JUL. 2011 3

    Devagar que estou com pressa

    A riqueza histrica, cultural e paisagstica da Baa de Porto-Pim, e sua rea circundante, na Ilha do Faial, tem inspirado e estimulado a expresso artstica e criativa de artistas conhecidos e de pessoas annimas, que expressam os seus sentimentos e emoes por linguagens no convencionais.

    Esta a 3 Edio do Concurso Multi-Artes Porto PimTADO. Este ano, o Observatrio do Mar dos Aores (OMA) convidou a Associao Fazendo para ser parceiro na organizao deste evento, que se vem afirmando no panorama cultural local e regional. A iniciativa pretende estimular a criatividade e originalidade da populao do Faial e dos visitantes desta ilha para que, sensibilizados pelo espao geogrfico desta paisagem invulgar, se expressem atravs da Pintura, Fotografia, Poesia, ou outra expresso artstica sua escolha (Arte Livre). Este ano a poesia toma lugar de relevo e a escultura ser considerada na modalidade mais abrangente.

    REGULAMENTO

    Tema

    A Terceira Edio do concurso Porto PimTado prope como tema de fundo abstracto