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boletim do que por cá se faz

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  • http://fazendofazendo.blogspot.com 15 a 29 JUL. 2011

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  • Fechamos a terceira temporada do Fazendo com os resultados do concurso Fazes?, promovido em parceria com a ES Manuel de Arriaga. Mais umas vez contmos com uma excelente participao dos alunos e recebemos um variadssimo leque de trabalhos. Da fotografia mais simples a montagens mais ou menos elaboradas, da colagem ao desenho, vrios gneros de trabalhos grficos e uma surpreendente dose de propostas de cariz interventivo espelham a diversidade de abordagens que nos foram submetidas.

    Com este concurso pretendemos tambm criar uma janela entre a escola e o resto da comunidade ao dar a oportunidade aos estudantes a criar trabalhos que podero saltar para fora do mbito escolar. Neste sentido, para alm do trabalho vencedor patente na capa desta edio, so seleccionados alguns trabalhos que sero expostos em vrios outdoors espalhados pela cidade.Envolver, estimular, discutir, promover. So estas as linhas que tm orientado o Fazendo ao longo dos ltimos 3 anos e que ambicionamos continuar a seguir no futuro. Sempre com mais pessoas, mais ideias, maior diversidade e maior dinamismo. Um grande bem haja a todos os colaboraram neste projecto, a todos os que nos contactaram com ideias e propostas e que nos abordam com palavras de estmulo ou de crtica e que nos ajudaram a melhorar. O Fazendo um organismo colectivo e dinmico que vive da envolvimento e colaborao de todas as partes.

    O nosso e-mail o vai.se.fazendo@gmail.com, os sites fazendofazendo.blogspot.com e facebook.com/assoc.fazendo, o telefone 967567254 e cremos que no ser difcil encontrar-nos num qualquer ponto da cidade da Horta. At Setembro.

    FICHA TCNICA: FAZENDO - Isento de registo na ERC ao abrigo da Lei de Imprensa 2/99 de 13 de Janeiro, art. 9, n2 - DIRECO GERAL: Jcome Armas - DIRECO EDITORIAL: Pedro Lucas - COORDENAO GERAL: Aurora Ribeiro

    COORDENADORES TEMTICOS: Albino, Anabela Morais, Carla Cook, Filipe Porteiro, Helena Krug, Lus Menezes, Miguel Valente, Pedro Gaspar, Pedro Afonso, Rosa Dart - COLABORADORES: Ana Correia, Carla Dmaso, Fernando Nunes,

    Hortaludus, Lus So Bento, Paulo Mendes, Sara Soares, Toms Melo - PROJECTO GRFICO: Nuno Brito e Cunha - PROPRIEDADE: Associao Cultural Fazendo SEDE: Rua Rogrio Gonalves n 18 9900 Horta - PERIODICIDADE: Quinzenal

    TIRAGEM: 400 exemplares IMPRESSO: Grfica o Telgrapho CONTACTOS: vai.se.fazendo@gmail.com

    2 015 a 29 JUL. 2011 http://fazendofazendo.blogspot.com

    opinio

    Em defesa do olhar

    Fernando Nunes

    APOIO:DIRECO REGIONAL DA CULTURA

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    Pretendem envolver toda a comunidade na reflexo filosfica e na construo da sociedade, no apenas as pessoas directamente relacionadas com o meio escolar

    Um dos elementos mais importantes da Nouvelle Vague, Jean-Luc Godard, escreveu no ano de 1967: O cinema deve ir a todo o lado. O que preciso fazer a lista de todos os lugares onde ele ainda no chegou e dizer: ele deve ir a. Se no est nas fbricas, deve ir s fbricas. Se no est nas universidades, h que o levar l. Se no est nos bordis, deve ir aos bordis. O cinema deve abandonar os lugares onde est e ir para aqueles onde no est. Quatro dcadas depois, aquilo que designamos por cinema tem hoje uma presena residual nas salas e nos cineteatros, refugiando-se muito concretamente na casa de cada um ou nas sesses fortuitas dos cineclubes ou programao dos festivais. O que que, entretanto, vai mudando na paisagem das cidades para hoje j no ser possvel ver um filme de Ingmar Bergman, Sergio Leone, Tarkovski, Franois Truffaut ou de realizadores que ainda fazem filmes como Almodovar, Agns Varda, Nanni Moretti ou Woody Allen numa sala de bairro, cidade ou mesmo de uma ilha?

    No me lembro, por isso quando que este espectador ficou recluso em casa. No consigo precisar a hora, o momento preciso do dia. No me lembro exactamente quando ter sido a data exacta, mas porventura julgo ter sido em Novembro que tudo se conjugou, para que este revisse de uma assentada os filmes de Ingmar Bergman, verso dvd, no aconchego do lar, com o controle remoto na mo.

    Havia ali uma nostalgia de qualquer coisa, a saudade sincera de outro tempo, a memria de uma ideia de cinema que j foi, a convico de que aquilo a que se convencionou chamar stima arte tinha passado a ser, definitivamente, outra coisa. A ideia bem presente de que o cinema podia ser um lugar da descoberta, da exaltao da curiosidade e da interrogao, portanto, a poltrona ideal para se estar e apreender o mundo, participar no ar do tempo e da vida. No me recordo tambm do porqu da fixao deste espectador no olhar da Liv Ullmann, nem os motivos e inteno das primeiras linhas deste texto, subitamente eis que as frases se foram juntando e compondo de unidade, ganhando ritmo e direco, o fulgor de um corpo e de sentido. Um corpo que foi crescendo com o tempo, ficando refeito medida que a autocrtica se impunha, fora de tanto alterar frases, vrgulas, sintaxe, repeties. At que se decide mostrar aos outros, aqueles que tambm escrevem e, sobretudo, lem, como se algum fosse capaz de compreender as razes de tamanha recluso forada e auto imposta. Este jornal foi assim o primeiro espao a dar conta dessa inteno, desse tributo e dessa maqueta elaborada em conjunto infelizmente, o Paulo Neves j c no est - da agora termos o Tiago Vouga, o Tiago Silva, a Ana Sequeira, o Joo Silva, a Aurora Ribeiro, o Daniel Seabra Lopes e a Isabel Lhano enquanto companheiros desta aventura. Passado um ano que foi, aqui est esta nsia, este desejo de cantar o olhar de Liv, de

    Ou a memria do cinema

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    torn-lo audvel, visvel, e disponvel para quem quiser partilhar connosco este momento na Fbrica da Baleia, com a indispensvel colaborao do OMA que nos cedeu o espao para ensaiar e trabalhar.

    Este(s) texto(s), ou viso como quiserem, tem como propsito dar a conhecer, partilhar e, sobretudo, lembrar. Lembrar que o cinema j foi e pode ser outra coisa, que podemos e devemos defender intransigentemente o nosso olhar, lutar pela memria do cinema, e que este teve muitos e tantos outros caminhos a que ns no nos importaramos de voltar. Enquanto a magia durasse

    EditorialFazendo

    Resultados do Concurso Fazes?

    Rui Morisson Ana FurtadoMnica Dias1 2 3

  • arquitectura e artes plsticas

    http://fazendofazendo.blogspot.com 15 a 29 JUL. 2011 3

    Em defesa do olhar

    artista plstico portugus

    Ou a memria do cinema

    Ana CorreiaUma jovem artista integrada no contexto contemporneo nacional, Ana Telhado nasceu em Lisboa em 1981. Licenciou-se em Artes Plsticas Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, em 2005, e fez o Mestrado em Pintura na mesma faculdade, em 2010.

    O seu trabalho assenta na fotografia analgica e criado substancialmente nas suas viagens a locais como o Brasil, Guin Bissau, ndia ou Cabo Verde.

    Ana Telhado permanece no seu destino escolhido durante meses, recusando uma mera reportagem fotogrfica. Prefere conhecer a fundo as razes, o quotidiano, as pessoas e as vivncias, conseguindo assim fotografar

    autnticos retratos antropolgicos. Segundo a artista, se o disparo fosse minutos, horas ou dias antes ou depois, a imagem seria a mesma. H uma intemporalidade subjacente.

    Ana Telhado diz ainda que, se formos aos locais onde fotografou e ali nos soubermos demorar, a realidade ntima que encontraremos ser esta mesma que fotografa.

    A beleza escultrica destes corpos, integrados na paisagem, nos elementos arquitectnicos locais e no seu contexto familiar, do ao trabalho da artista uma riqueza plstica incontornvel que nos faz querer ver mais... e esperar que Ana Telhado viaje mais e mais, continuando a produzir obras assim.

    Ana Telhado

    se formos aos locais onde fotografou e ali nos soubermos demorar, a realidade ntima que

    encontraremos ser esta mesma que fotografa.

    A Hortaludus organizou (em parceria com a Cmara Municipal e o Museu Jorge Vieira) um conjunto de exposies e oficinas para os meses de Vero:

    Exposio Colectiva de PinturaNuno Mendes, Carlos Campos, Ins Cunha, Carla Dias, Oleksandr Prokopenko e Ana Correia

    7 a 28 de Agosto

    Centro de Cultura e Exposies da Horta (Banco de Portugal)Org: Hortaludus e CMH

    Exposio de Cermica e Pinturade Teresa CortezO imaginrio das nossas histrias 2 a 25 de SetembroTera a domingo das 16h00 s 20h00

    Centro de Cultura e Exposies da Horta (Banco de Portugal)

    Org: Hortaludus, Museu Jorge Vieira e CMH

    Workshop de Pintura em Cermicapor Teresa Cortez 3 e 4 de Setembro de 2011

    Centro de Cultura e Exposies da Horta (Banco de Portugal)

    Programa:

    Dia 3 de Setembro (9h30 12h30)- Breve explicao sobre a tcnica da pintura sobre azulejo- Pintura em azulejo

    Dia 4 de Setembro (9h30 12h30)- Pintura em azulejo ou objectos de cermica

    Para informaes e inscries favor contactar a Hortaludus:Telf: 292 292 016teatro.hortaludus@mail.telepac.pt

    Org: Hortaludus e Museu Jorge Vieira

    Teresa Cortez nasceu em Leiria. Fez o curso em Formao e Ce