ge 5 como gerenciar pessoas

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  • 1. livro05_01-0507.08.0610:47Page 2

2. livro05_01-0507.08.0610:47Page 3 3. livro05_01-0507.08.0610:47Page 2COLEOGESTO EMPRESARIAL Eficincia e Sucesso para seus NegciosComo gerenciar pessoas Recursos Humanos 4. livro05_01-0507.08.06SUMRIO10:47Page 3Apresentao ............................................................................. 5 Captulo 1 Ser humano no fcil .............................................................. 6 Captulo 2 De coisa a gente ...................................................................... 12 Captulo 3 Seleo de pessoas ................................................................. 34 Captulo 4 Como manter pessoas ............................................................. 62 Captulo 5 Como atrair pessoas ................................................................ 80 Captulo 6 Questes para reflexo ............................................................ 90 Sobre o autor ........................................................................... 94 Referncias .............................................................................. 95 5. 07.08.0610:47Page 4Como entender o mercadoComo planejar o prximo passoComo vender seu peixeComo gerenciar pessoasComo cuidar de seu dinheiroComo deixar as contas em diaComo garantir a eficinciaComo motivar sua equipeA publicarA publicarA publicarPrximoPublicadoPublicadoPublicadoPublicadoPublicadolivro05_01-05Como usar a matemtica financeiraA publicarColeo Gesto EmpresarialComo ser um empreendedor de sucesso 6. livro05_01-0507.08.0610:47APRESENTAOPage 5O que faz um funcionrio dar certo e encaixar como uma luva numa empresa? Qual a soluo para a rotatividade de pessoas? A satisfao e a motivao das pessoas extrapolam os limites da remunerao, e h muito o que voc pode fazer em vez de entregar tudo ao departamento de Recursos Humanos. Como gerenciar pessoas Recursos Humanos um livro que trata de relacionamentos humanos em ambiente de trabalho e aponta caminhos para seu pessoal ser mais feliz, o que se reverte em benefcios diversos para a prpria empresa. Tudo de uma forma clara, com uma linguagem simples e, ao mesmo tempo, envolvente. A Coleo Gesto Empresarial foi especialmente desenvolvida para auxili-lo a aprimorar a gesto de seus negcios. Elaborados e supervisionados por especialistas, os livros visam proporcionar conhecimento em Finanas, Contabilidade, Marketing, Recursos Humanos, Planejamento Estratgico e em muitos outros temas fundamentais para a administrao eficaz do negcio prprio. 7. livro05_06-116125.07.0618:11Page 6SER HUMANO NO FCILO que queremos para ns o mesmo que pedimos aos outros? Como competio e cooperao podem andar de mos dadas?mos, temos de levar um humano de um bom par de braos erelaes sociais. Desejamos, enfim,nos d segurana e fortalea asAlmejamos um bom ambiente, queQuando o que mais necessitamoscheio de vontades junto.um trabalho em si dignificante, auto-estima por intermdio dede de nosso potencial e de reforodesenvolvimento em toda plenitu-forma de auto-realizao, deEncaramos o trabalho como umade braos e mos.mais do que sermos um bom paresperamos do trabalho muitocitao como esta. Afinal, o queHumanos, sobre pessoas, com umacomear um livro sobre RecursosParece bem pouco inspirador(Frase atribuda a Henry Ford)um bom salrio, que garanta ano estaramos aqui.outros. Isso natural. Se no fosse,do que o que diz respeito aosnos diz respeito mais importanteTendemos a considerar tudo o quefim, concordamos com a citao?trabalho alheio? Ou ser que, pornas mesmas coisas com relao aolho dos outros? Ser que pensamosnosso trabalho. E quanto ao traba-Tudo isso muito bom para odes e responsabilidades.mentos, nossas habilidades, apti-melhor, que so nossos conheci-que valorize o que temos desatisfao de nossas necessidades. 8. 18:11Page 7cavernas, ficando sempre por lti-caminho do bom samaritano dasseu ou meu tivesse escolhido opassado longnquo, um ancestralImagine se, em algum lugar documpriu papel importante.tria evolutiva, essa caractersticaexplica-se porque, ao longo da his-aos dos outros nosso egosmo damos a nossos anseios em relaono. Assim, a importncia queestar certo ou errado, ter moral ou de nossa natureza. No significaSer natural quer dizer apenas quedo de julgamento nem de valor.Se voc duvida, lembre-se da lti- em diferentes graus, claro.drios e cooperativos por naturezatodos competitivos, egostas, soli-bm cumpriu seu papel. Somosmos intuir que a cooperao tam-tempo ainda estamos aqui, pode-ples. Porm, como depois de tantode-cooperao no tarefa sim-egosmo-competio e solidarieda-fcil viver em sociedade. Equilibrarconflitos nos grupos. Nunca foiNaturalmente sempre existiramacabam isolados.se enquadram nas normasem grupos, e aqueles que noSomos animais sociais, vivemosCompetio e cooperao25.07.06mo na coleta de frutas, na divi-Ser natural no traz nenhum senti-livro05_06-11so da caa ou, principalmente, nama reunio de condomnio ou de7corte s mulheres. Muito provavel-pais de alunos de que participou.Naturalmente sempre existiram conflitos nos grupos. Nunca foi fcil viver em sociedade. Equilibrar egosmo-competio e solidariedade-cooperao no tarefa simples.mente, esse indivduo geraria poucos descendentes ou nenhum e um de ns dois no estaria aqui. Por outro lado, se esse mesmo ancestral tivesse decidido ser o ganancioso das cavernas, por sua inabilidade social e incapacidade cooperativa, tambm, provavelmente, no deixaria muitos descendentes. 9. livro05_06-11muito maior do que pelo osso.pelo fil mignon sempre foirio no diferente. A competioNo que tange ao trabalho, o cen-que podemos chamar de acordo.senso, chegam ao final com algonha e, com um mnimo de bompuxando a brasa para sua sardi- comeam com cada partemesmo entre um indivduo e outroresse individual e o coletivo equais exista conflito entre o inte-Praticamente todas as reunies nasoutros grupos ou para atac-los.defender seu grupo de ameaas dehomens tambm se juntavam parasaam para a caa e a coleta. Oscrianas enquanto os homensres, as mulheres cuidavam dasNo tempo dos caadores e coleto-membros de um grupo.cutado para a sobrevivncia dosso do trabalho que devia ser exe-homem, j existia uma certa divi-ontem. Desde que o homem O trabalho no foi inventadoAo trabalho!Page 8Levar cada um a roer os ossosTudo isso ocorreu muito antes de18:11necessrios para fazer jus a umaexistirem designaes como donas25.07.06distribuio justa do fil mignonde casa, empregadas domsticas,8 o segredo do sucesso do trabalhoagricultores ou exrcitos.aumentamos drasticamente nossamos; voamos e viajamos ao espao;devastamos o mundo em que vive-nha-cus, pirmides; guerreamos emos monumentos, catedrais, arra-Formamos estados e naes, ergue-metrpoles e megalpoles.des maiores, at que chegamos spara pequenas cidades e para cida-depois, para aldeias, em seguida,Passamos de grupos para tribos,em grupo.Devemos estar sempre cientes de que, ainda que o ser humano no seja fcil, na capacidade de lidar com nossos semelhantes que reside o segredo do sucesso ou o fracasso de qualquer empreendimento. 10. livro05_06-1125.07.0618:11Page 9Construmos e destrumos num9equilbrio dinmico entre competio e cooperao, egosmo e altrusmo, eu e ns. Uma eterna disputa por mais fil mignon e menos osso, pela parte que nos cabe nesse latifndio.1escala, ainda vivenciamos todasvezes inglrias. Em maior ou menorlho infantil e aposentadorias muitase que engloba explorao de traba-alcanar remuneraes mais dignas,partiu de salrios de fome atcinco a seis dias por semana, queevoluiu para jornadas de 8 horas dedirias e sete dias por semana eformou em jornadas de 16 horaspara semi-escravido, que se trans-migrou de regimes de escravidoTudo como fruto do trabalho queempresas maiores que estados.empreendimentos planetrios,genoma humano; criamosexpectativa de vida e deciframos oEmpreitada humanaessas prticas, mesmo as considera-quer empreendimento.do sucesso ou o fracasso de qual-semelhantes que reside o segredocapacidade de lidar com nossoshumano no seja fcil, nacientes de que, ainda que o serPortanto, Devemos estar semprecompetitividade e cooperao.regamos essas caractersticas deseres humanos, ns, como tais, car-cia, as empresas so formadas pordvida de que, em ltima instn-empresa moderna. Como no restasa so as relaes de trabalho naParticularmente o que nos interes-caber a cada um.que cabe ou deveria, em tese,puta ao longo da histria nem ojulgar os protagonistas dessa dis-Nosso objetivo neste livro no das primitivas e desumanas. 11. livro05_06-111025.07.0618:11Page 10Mais ossos ou mais fils A frase de ou atribuda a Henry Ford, precursor da indstria automobilstica, mostra um tanto quanto friamente a importncia do trabalhador em uma fbrica. Ele um recurso como outro qualquer, uma coisa talconseqente queda vertiginosaaumento de produtividade e aNo h como negar o estupendoAmericana no incio do sculo XX.expulso da Associao ComercialFord foi taxado de comunista etos fora de poca, o fundador daadquirir um. Por seus pensamen-automvel deve ter condies detrabalhadora: Quem produz umvel deveria ser acessvel classefinal de sua indstria o autom-salrios, defendia que o produtomontagem, alm de pagar bonslembrar que o pai da linha deFord por essa afirmao, devemoste. Porm, antes de maldizermostitivamente e de maneira eficien-deveria cumprir suas tarefas repe-do trabalhador.muito tempo antes, de alienaoautntico comunista, chamara,ao que Karl Marx, este sim ume o produto final de seu trabalho,tanciamento entre o trabalhadorPor outro lado, inegvel o dis-nada de trabalho.constantemente ao longo da jor-uma determinada pea repetidaprocesso como o encaixe desvel por uma pequena etapa doqual cada trabalhador era respon-para a linha de montagem, natava um veculo do incio ao fim,um grupo de trabalhadores mon-lo de produo artesanal, no qualgurou-se a transio de um mode-tos de Ford. Baseados nele confi-mveis com o advento dos concei-qual uma mquina, um ativo quenos custos da produo de auto- 12. livro05_06-1125.07.0618:1