manual de manobras r22 completo

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  • VO DE HELICPTERO

    MANOBRASELEMENTARES

  • CAPA E PROJETO GRFICO

    FOTO CAPA / ARTE EM AQUARELA

    DESENHOS E ILUSTRAES

    TEXTOS

    OTAVIO ROSA

    OTAVIO ROSA

    OTAVIO ROSA

    RUDI BARLEMOTAVIO ROSA

  • Um vo fascinante que exige muita sensibilidade e suavidade.

    O maior problema que temos enfrentado de poder transmitir ao aluno, oque significa um movimento de pequena amplitude e de grande suavidade, tonecessrio para melhor pilotagem desta mquina maravilhosa, porque, tantoaqueles que voam avies, como os que esto tomando contato com o vo pela vezprimeira, no conseguem este dimencionamento s com nossas palavras. preciso que voem, para poderem verificar o que estamos tentando passar-lhes, emtermos de finesse.

    O helicptero uma aeronave que no aceita movimentos bruscos, pois suaresposta assim tambm o ser, portanto conscientize-se de que, para melhorpilot-la necessitamos de calma, tranqilidade, autodomnio, pacincia, estudo,dedicao.... Tenha certeza absoluta de que domin-la passa ser algo grandioso.Portanto, no desista, porque todos ns ao fazermos nosso primeiro vo, temos asensao de que nunca conseguiremos pilot-la, o que absolutamente nocorresponde realidade.

    Persevere porque breve estars concordando comigo e pilotando estamaravilha que desempenha misses do mais alto significado, tendo como top, osalvamento de vidas humanas. Minhas homenagens a todos quantos conseguiramdomin-la.SEJA UM DELES!

    Cmte. Rudi Barlem, instrutor de vo.

  • CONCEITUAODE

    TERMOS

    NOTA:As figuras e desenhos aqui graficamente representados, nas

    atitudes, e situaes de vo, correspondem aproximadamente satitudes reais de vo, porm, em alguns exemplos atitudes e situaesde vo esto mais acentuadas para melhor assimilao didtica.

  • IA utilizao deste manual visa a melhor tcnica de execuo das manobrassendo a segurana do vo nossa principal preocupao, portanto nosso alvocomum. Este manual contm observaes com os ttulos de:

    : procedimento ou condio que essencial ressaltar;

    : procedimentos ou prticas que se no observadas podero resultarem danos ou destruio do equipamento;

    : procedimentos ou prticas que se no seguidas rigorosamente,resultaro em danos pessoais ou perda da vida.

    :(nota) muitos outros conceitos no estaro aqui relacionados, pois

    no se trata de um livro de teoria de vo em helicptero, mas sim de prtica de vo etreinamento.

    Sustentao extra resultante do ar comprimido junto ao solo, formando umcolcho de ar.

    -Caracterstica que qualquer helicptero possui de as ps continuarem agirar em caso de falha do motor, permitindo sustentao para um pouso ememergncia.

    Velocidades e altitudes abaixo das quais um helicptero no deve seroperado e que constam na sua carta de performance.

    Rpida desacelerao sem perda de RPM, permitindo que o helicpteropossa pousar em auto-rotao com segurana, no local escolhido.

    reas de difcil acesso onde um helicptero em situao de grandenecessidade pode operar.

    NTRODUO

    NOTA

    CUIDADO

    PERIGO

    CONCEITOS

    EFEITOSOLO

    AUTO ROTAO

    CURVADOHOMEMMORTO

    FLARE

    REASRESTRITAS

  • SUMRIO

    Captulo 1 TXICaptulo 2 VO PAIRADOCaptulo 3 VO LATERALCaptulo 4 VOARCaptulo 5 DECOLAGEM VERTICALCaptulo 6 POUSO VERTICALCaptulo 7 QUADRADO DE PROACONSTANTECaptulo 8 QUADRADO DE PROAVARIAVELCaptulo 9 POUSO NAS QUATRO PROASCaptulo 1O CURVAS DE 360 VO PAIRADO / CURVAS EM CRUZEIROCaptulo 11 DECOLAGEM NORMALCaptulo 12 CIRCUITO DE TRFEGOCaptulo 13 APROXIMAESCaptulo 14 POUSOCaptulo 15 DECOLAGEM DE MXIMAPERFORMANCECaptulo 16 APROXIMAO DE GRANDE NGULOCaptulo 17 DECOLAGEM CORRIDACaptulo 18 POUSO CORRIDOCaptulo 19 DECOLAGEM DIRETACaptulo 20 POUSO DIRETOCaptulo 21 POUSO EM TERRENO INCLINADOCaptulo 22 DECOLAGEM EM TERRENO INCLINADOCaptulo 23 DESACELERAO RPIDACaptulo 24 AUTO ROTAO EM FRENTECaptulo 25 AUTO ROTAOA90 E 180 Captulo 26 CRUZEIROCaptulo 27 POUSO EM HELIPONTO ELEVADOCaptulo 28 DECOLAGEM EM HELIPONTO ELEVADOCaptulo 29 POUSO FORADE READE TREINAMENTOCaptulo 30 VO SOLOCaptulo 31 OPERAO EM REARESTRITA

  • CAPTULO

    TXI

    1

    Otavio Rosa

  • VO DE HELICPTERO - MANOBRAS ELEMENTARES - R22

    No caso do helicptero, j um vo, s que deve ser executado a baixa altura navelocidade de uma pessoa caminhando.

    Cheque a rea, avalie o vento e escolha o melhor trajeto.Decole no pairado, cheque os instrumentos e com leve presso do cclico frente,

    desloque o helicptero de forma lenta e constante frente. Mantenha-o a aproximadamenteum metro do solo. Sabendo-se que durante o deslocamento haver uma pequena perda doefeito solo, corrija a potncia com o coletivo.

    Como executar?

    TXI

    Deslocamento a frente mantendo o mesmo traado

    Proa e deslocamentosem vento

    Proa e deslocamento com vento dadireita (caranguejamento)

    Proa

    Deslocamento

    VENTO

    + ou - 1mt de altura

    Mesma velocidade durante otrajeto, ou seja mesma atitude

    1 1

    Otavio Rosa

  • VO DE HELICPTERO - MANOBRAS ELEMENTARES - R22

    Referncia

    Vento

    Trajetria deDeslocamento

    Cclico levemente a frente

    Durante o txi tente manter o olhar mais panormico e mais frente do helicpteropara avaliar melhor o deslocamento.

    Se durante o txi o olhar se concentrar frente do helicptero, voc ter uma boanoo da altura que est mantendo, pois o objetivo manter altura e velocidadeconstantes.

    Tenha em mente:O cclico controla a atitude,por conseqncia a velocidade eas inclinaes laterais.

    Os pedais controlam ongulo do rotor de cauda, sendoo principal objetivo anular otorque, direcionando o nariz dohelicptero.

    O coletivo controla a alturado helicptero.

    1 2

    Faa-o da esquerda paradireita, tentando observar um planomaior do que 180, e no se esqueade olhar para cima, poisoutros helicpteros podero estaracima de voc.

    tambm

    Cheque de rea:

    Otavio Rosa

  • VO DE HELICPTERO - MANOBRAS ELEMENTARES - R22

    1 3

    ERROS COMUNS

    No manter proa e deslocamento correto

    ProaDeslocamento

    Este erro muito comum, principalmente quando no tem vento ou se corrige um vento demaneira errada, o resultado vai ser uma trajetria torta e perigosa pois o helicptero podebater em algo durante o txi.

    + ou - 1mt de altura

    No manter altura constante durante o txi.

    Atitudes diferentesVelocidades diferentes

    Veloz lento

    Variar a velocidade de deslocamento

    Otavio Rosa

  • CAPTULO

    VO PAIRADO

    2

    Otavio Rosa

  • o vo em que o helicptero deve ser mantido o mais imvel possvel, este pode serexecutado emqualquer altura emque for necessrio pairar o helicptero.

    Utilize potncia necessria para isto com o coletivo, mantenha uma altura deaproximadamente ummetro do cho, aproveitando o efeito solo, o que permitir o uso de umapotnciamais baixa.

    Utilize-se de um ponto de referncia no solo para manter-se imvel, olhandomais parafora do que para os instrumentos.

    Faa as correes necessrias de cclico pedais e coletivo commuita suavidade.

    Como executar?

    Sem deslocamentosverticais e laterais

    Sem deslocamentolongitudinal

    Mantenha uma visoperifrica um poucom a i s j u n t o d ohelicptero, isto facilitaperceber qua lquerdes locamento quevenha a acontecer,tanto os longitudinais el a t e r a i s c o m o o sverticais.

    Campo de viso

    VO DE HELICPTERO - MANOBRAS ELEMENTARES - R22

    2 1

    VO PAIRADO

    Otavio Rosa

  • As correes de cclico e pedais devem ser muito suaves, quase que imperceptveisaos olhos; Ao pensar na ao dos comandos a reao acontece, e as correes de coletivotambmdevem ser suaves, apesar de sua ao ser umpoucomais retardada, devido a inrciadas foras peso e sustentao.

    Fixe o olhar prximo ao helicptero em umponto ou referncia. Esta pode estar tanto a frentecomo aos lados, o importante mesmo ter umapara poder parar o helicptero em relao a ela.

    Faa movimentos bem pequenos e comsuavidade no cclico para mant-lo parado nareferncia.

    Nesta situao de pairado, o p esquerdovai estar levemente aplicado para compensar otorque, se for preciso correo de proa, estatambmdeve ser feita commuita suavidade.

    O coletivo teoricamente no precisa ser aplicado aps atingir uma determinada alturade vo, s que na prtica no bem assim que acontece. Durante o pairado j estamosinseridos na massa de ar que est em constante deslocamento e sempre teremos que aplicarcorrees para nos manter parados no mesmo ponto. Isto significa que se aplicarmos ouretirarmos pedal para corrigir a proa de um vento lateral, frontal ou de cauda, a nossasustentao vai mudar. Neste caso, para poder manter a mesma altura, teremos que subir oubaixar o coletivo. Se esta correo for muito brusca, nunca vamos ficar parados na alturapretendida.

    VO DE HELICPTERO - MANOBRAS ELEMENTARES - R22

    2 2

    Otavio Rosa

  • Deslocamentos laterais Deslocamento longitudinal

    Estes deslocamentos so ocasionados pelo cclico, geralmente por correesmuitobruscas feitas pelo piloto. Como foi dito anteriormente as correes so de pequenaintensidade nos comandos. Aprenda a sentir a inrcia do equipamento e esperar que ascorrees feitas atinjamoobjetivo.

    VO DE HELICPTERO - MANOBRAS ELEMENTARES - R22

    2 3

    ERROS COMUNS

    Permitir pequenos deslocamentos

    No manter altura.

    Deslocamentos verticais

    Des l o camen t o sverticais so ocasinadospelo coletivo. Como foi ditoanteriormente, o que maisagrava este tipo de erro a falta de suavidade emque se corrige pequenasmudanas de potnciapara manuteno dealtura.

    Correes muito amplas.

    Correes muito amplas gerammais erros, pois ser preciso corrigir acorreo, ficando num jogo de vai e vem,at o piloto se dar conta de que parando demexer nos comandos