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  • Migrações e cultura indigena · (Ensaios de Arqueologia e Etnologia do Brasil)

    1926

  • DO AUTOR:

    A Inquietação das Abelha,s - (lnquerito sobre a vida ar- tistica brasileira) - Edição Pimenta de Mello - . Rio, 1927.

    ·Introdução á Arqueologia, Brasileird. - Etnografia e histo- ria - Cia. Editora Nacional - S. Paulo, 1934.

    A Ilha d.a, Paschoa, no caminho das migrações americanas ;__ in-Revista Brasileira - Rio, 1934.

    Civilizaciones pre-Colombianas en el Brasil - in-Revista Geografica Americana - Buenos Ayres, 1935.

    Arqueologia Geral - Civ. da America Pre-Colmbiana - Antiguidade Classica - Civ. Oriental - Cia. Edi- tora Nacional - S. Paulo, 1936.

    Introdução á Arqueologia Brasileira - 2.ª edição, revista e. aumentada - Editora Nacional - S. Paulo, 1938.

    Migrações e cultura Indígena, __: 'Ensaios de ,Arqueologia, e Etnologia do Brasil - S. Paulo, 1938,

    A PUBLICAR:

    Das inscrições lapid,a,res de fundo indígena, especialmente , d,a,s de natureza petrografica, do ponto de vista d.a, ideo-

    logia _selvagem - (Memoria para o Centenario do Insti- tuto Historico e Geografico do Brasil).

    Qualquer refet'encia a, esta obN, \t. obsequio rem.eter ao autor, · ·

    á Rua Acarahy, 79 - LEBLON RIO DE JANEIRO BRASIL.

    '·. ,, .. ·· .. , ·~ ··- }'. · . .., . ., ..,.

  • ••

    Serie 6,ª BRASILIANA Vol. 119

    BIBLIOTECA PEDAGOGICA BRASILEIRA

    ANGYONE COSTA Prof. de Arquaol()Sia Brasileira no lllua8o Historico Nacional

    .;;

    Migrações e Cultura_ Indigena

    Ensaios de Arqueologia, e . Etw,logia, do Braail

    EDIÇÃO ILUSTRADA

    COMPANHIA EDITORA NACIONAL Slo Paulo - Rio de Janeiro - Recife - Port.o Alesre

    1989

  • ,,..

  • Aos mew alull0$ do Museo Histvrico Nacional, pelo estimulo que me têm trazido, pelos testemunhos de dedica- ção ao estudo e de amor a uma ciencia que tanto espera del~s.

    • •

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  • ''

    ,,,

  • Adotando a ortografia da Academia Bra• eileira, conservei, entretanto, nas citações de trechos antigos, a ortografia do tempo, o mesmo fazendo em relação á bibliografia. Não me julguei com o direito de alterar a grafia de nomes 'de livros e reepectivos auto- res. Os desenhos que ilustram Migrações e cultura indígena foram executados pela mi- nha cooperadora senhorita ÜDELLI CASTELO BRANCO, diplomada pelo CU1'80 de Musêos do Musêo Historico Nacional. Tambem trou• xe a esta parte do livro uma valiosa colabo- ração, pela qual me confesso grato, o cera• mista e pintor senhpr Manoel Pastana. ..

  • ..

  • Prefacio

    Ceramica Marajoara

    Bibliografia

    INDICE

    A Bouba, doença americana

    Bibliografia ,

    A Arte Rupestre no Brasil •.

    Bibliografia

    .· ,,

    Os Limites da Arqueologia Brasileira

    Bibliografia l

    O Povo.amento da America e a queslão das migraçõe!I ,

    Bibliografia

    O Homem de Maraj6

    Bibliografia

    Indice de assunto

    Indice onomastico •.

    Indica de tribus, grupos etnograficos e povos

    Indice de gravuras

    ..

    XV

    1

    117

    40

    . 50

    51

    87

    90

    1.67

    162

    202

    208

    237

    239.

    257

    267

    271

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  • PREFACIO

    Houve na segunda metade do seculo XIX uma acentuada curiosidade pelo 'ij-dígena do Brasil. · Estudava-se a terra, a começM pela geologia, e che- gava-se, naturalmente, ás soluções do problema do homem. Paziam pesquizas, neste sentido, HARTT, DERBY, LADISLÁO, FERREIRA PENA, BARBOSA RODRI-

    GUES, que centralisaram um animado movimento de ordem puramente cientifica sobre o nosso paiz .

    .Outros brasileiros, e alguns estrangeiros afei,. çoados aos estudos que se prendem á arqueologia, serviam por sua. vez ás puras exigencias da ciencia e reuniam os melhores materiaes que ainda hoje são a nossa melhor reserva para a compreensão da vida amerindia.

    Depois, esta diretriz modific

  • da e'iJolução social. Duas ou tres vozes claras se faziam ouvir, em seu favôr, sem encontrar, entre- tanto, perfeita ambientação. CASPITRANO, RONDON, ROQUETTE-PINTO, RODOLPHO GARCIA, vieram mais tarde, acrecentando a estes estudos um alto e ilus·

    . tre contingente de trabalho. O Serviço de Proteção aos lndios, incumbiu-se ~ estrutura material. Rondonia marcou um dos instantes mais felizes no territorio da inteligencia, e da pesquiza. Etnografia Indigena foi a exaustiva documentação que, sobre a· constituição dessas raças brasilicas, a nossa cul- tura construiu.

    O Brasil ainda continuava, porém, naquela preocupação de absoluta fidelid

  • recente sobre o assunto, estavamos no periodo de pleno esquecimento a que me referi acima. Mas aquela iniciativa correspondia a uma vivà necessi- dade que seduzia a todos, e pôde, assim, ser creado um novo movimento, sobre bases cientificas, a favôr - da cultura do indio. E' esta a terceira fase, a atual, e que ella está sendo profícua, tenho a -ale- gria de proclamal-o, revendo o~ livros, os ensaios, os artigos publicados em todos os pontos do paiz, depois do aparecimento daquele livro. - Ha agora, realmente, uma grande curiosidade pela arqueo- logia brasileira, ciencia cujos limites poucos sabiam precisamente onde estavam. A inda era comum pen- sar-se que reminicencias do negro e do portuguez constituiam material de nossa arqueologia. Eviden- t.emente, agora não prevalece a mesma téze . Os elementos integrados no velho passado do Brasil não são desconhecidos e para este resultado venho' pro- curando imprimir· uma direção homogenea, não só nos livros que tenho publicado, como no curso de arqueologia brasileira do Musêo Historico Nacional.

    Migrações e cultura indígena, em que examino alguns aspétos da vida indígena brasileira e tento um quadro largo das migrações 'americanas, vale como um convite ao estudo de problemas de tão viva !ignificação e importancia para a arqueologia do

    • ./ meu pais. E' um esforço que representa um mo- mento de confiança e de fé. Serve como um pedido

    ' ,

  • . ,... ...

    feito aos que estw:l,a,m, paN que venham trabalhar pelo índio.

    E não termino ssm exprimir os meua agrade• cimentos ás pessôas que foram uteis á realização deste trabalho, especialmente ao meu emiMnte amigo o üustre professor MENDES CORRf:A, da Uni,. versidade do Porto, e aos notaveis a1nericanistas doutor MAX ULH, antigo diretor do Musêo de Histo- ria Natural de Berlim e doutor SIGVALD LINNt, do Ethnographical Museum de Stokholm.

    A. C .

  • CERAMICA MARAJOARA

    A Ceramica é a arte por onde as culturas mar- cam a sua transição para o trabalho dos metaes. Antes do homem creal-a, já iniciou e utilisou a arte dos utensílios líticos, a arte do trançado, a arte da

    , plumagem, conforme a região onde viveu. Na Ame- rica do Sul, ela assinala, precisamente, o apogeu, o padrão mais alto de vida das tribus centro-leste americanas. Sua utilidade não precisa ser justifi- cada. Exerce perfeitamente o papel de "meio de expr~são" de que f~lou VICENTE LICINIO CARDOSO, ao estudar as t.endencias iniciaes das artes.

    Entre as culturas primitivas, entre os indivi- duos que estacionaram no inicio das civilizações, a arte, pelo pensamento de WINKELMANN, encontra um sentido ainda mais profundo e amplo: "l'objet principal que l'art s'est propose, c'est l'homme". Em face do mundo ambiente, o homem vibra, sente o efeito do choque produzido pela ação multiforme da natureza, e pela arte procura revelar · a compreen- são do sêr . . A ceramica, sendo de todas as tentativas

  • 2 ÁNGYONE CosTA

    de arte primaria, aquela unica que é uma verdadeira a.rte, porque acusa um desenvolvimento pleno de f ór- mas e desenhos, está ao serviço de altos objetivos humanos. N inguem deixará de ver nela um valioso instrumento de pesquiza efuografica, etnologica e historica. ,

    Ha uma profunda corrente, que tem a fôrça de um rio subterraneo, e entrelaça o homem á arte. E ainda é o genio admiravel que escreveu esse grande livro, ~'Histoire de l' Art chez les enciens", quem a explica: "Dans le príncipe, les beaux arts etoient informes comme les beaux hommes le sont, á leur naissance; et ils se ressebloient entr'eux, comme les graines de quelques plantes, qu'on dis- tingue á peine les unes des· autres. Dans leur ori- gine et dans leur decadance, ils sont semblables á ces grandes riviéres, que, aux endroits oú elles de- vroient être si plus larges, se partagen en petits ruisseaux on se perdent dans les sables".

    Elas são assim, começam informes, semelhante aos brotos vegetaes, para depois se desenvolver, for- mar largos estuarios ou perder-se como regatos na planicie. Na America, de preferencia na nossa America, as artes resultam de um primeiro contáto do homem com a natureza, dela procurando retirar utilidades. Assimilam a belesa de alguns elemen- tos e os aproveitam nas modestas creações indis- pensaveis á melhoria da vida material. A ceramica vem a ser, no grupo destas artes, a mais importante,

  • MIGRAÇÕES