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NORMA DE HIGIENE OCUPACIONAL

MTODO DE ENSAIO

PRESIDENTE DA REPLBICA Fernando Henrique Cardoso

MINISTRO DO EMPREGO E TRABALHO

Francisco Dornelles

FUNDACENTRO

PRESIDNCIA Humberto Carlos Parro

DIRETORIA EXECUTIVA Jos Gaspar Ferraz de Campos

DIRETORIA TCNICA Sonia Maria Jos Bombardi

DIRETORIA DE ADMINISTRAO E FINANAS Marco Antnio Seabra de Abreu Rocha

ASSESSORIA DE COMUNICAO SOCIAL Jos Carlos Crozera

Norma de Higiene

Ocupacional Mtodo de Ensaio

Anlise Qualitativa da Frao Voltil (Vapores Orgnicos) em Colas, Tintas e Vernizes por Cromatogrfica

Gasosa/Detector de localizao de Chama

Equipe de elaborao: Luiza Maria Nunes Cardoso

Maria Lucia Rodrigues Pereira

Colaborao: Rosana de Cssia Nascimento (estagiria)

1999

APRESENTAO

A Coordenao de Higiene do Trabalho da Fundacentro

publicou, em 1980, uma srie de normas tcnicas denominadas anteriormente Normas de Higiene do Trabalho - NHT, hoje designadas Normas de Higiene Ocupacional - NHO.

Em face do processo dinmico das tcnicas de identificao, avaliao e controle dos agentes ambientais de risco, e considerando o desenvolvimento tecnolgico, a reviso tcnica destas normas faz-se necessria.

Desta forma apresenta-se ao pblico tcnico que atua na rea da sade ocupacional a NHO n 2 Anlise qualitativa de frao voltil (vapores orgnicos) em colas, tintas e vernizes por cromatografia gasosa / Detector de ionizao de chama, que aborda aspectos do resultado do reestudo da Coordenao de Higiene do Trabalho.

Acredita-se que esta norma possa efetivamente contribuir como ferramenta na identificao dos agentes de risco a que se prope e na preveno de doenas e acidentes do trabalho.

ROBSON SPINELLI GOMES Gerente da Coordenao de Higiene do Trabalho

SUMRIO

Cuidados e Precaues de Segurana - Princpios Gerais .................10 1. Introduo ......................................................................................13 2. Objetivos........................................................................................13 3. Campo de Aplicao......................................................................13 4. Referncias Normativas.................................................................14 5. Definies ......................................................................................15 6. Smbolos e Abreviaes ................................................................16 7. Princpio do Mtodo ......................................................................16 8. Interferncias .................................................................................17 10. Aparelhagem................................................................................18 11. Limpeza de Material ....................................................................19 12. Coleta da Amostra e Transporte ..................................................20

13. Procedimento de Anlise .............................................................21 14. Expresso dos Resultados............................................................27 15. Notas de Procedimento ................................................................28 16. Resultado dos Testes....................................................................28 17.Representao Esquemtica do Procedimento da Anlise Qualitativa da Frao Voltil em Colas, Tintas e Vernizes por Cromatografia Gasosa/Detetor de Ionizao de Chama*..................35 18. Bibliogrfia ..................................................................................37 Anexo A Formulrio de Dados de Acompanhamento das Amostras................39 Anexo B Ficha de Emergncia para Transporte da Amostra no Obrigatria..41 Anexo C Envelope para Transporte das Amostras no Obrigatrio.................43 _______________________ 1 A amostra que est sendo enviada, em princpio, desconhecida. Mas por se tratar de cola, tinta ou verniz cuja composio aproximada se tem conhecimento, ela foi enquadrada como lquido inflamvel, txico (classe 3, grupo II), com base nas recomendaes relativas a transporte de mercadorias perigosas da ONU (Decreto n 1797, de 25 de janeiro de 1996). De acordo com o item 12, coleta da amostra e transporte, esse material dever ser transportado em frasco de metal e num volume inferior a 1 litro. Portanto segundo este decreto no necessrio o acompanhamento de ficha de emergncia. Para fins didticos so publicados os anexos A e B.

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PREFCIO

Este mtodo de ensaio faz parte da Srie de Normas de Higiene Ocupacional (NHO) elaborada por tcnicos da Coordenao de Higiene do Trabalho da FUNDACENTRO, por meio do Projeto Difuso de Informaes em Higiene do Trabalho 1997/98.

Esta Norma substitui:

-A NHT - 08 L/E - Coleta e Envio de Amostras de Solventes e Colas ao

Laboratrio do CTN. Novembro/ 1984. -Norma Tcnica Experimental da Anlise Qualitativa da Frao Voltil

de Colas - Slal-1990. Houve grandes modificaes tcnicas quanto a colunas

cromatogrficas e alguns procedimentos.

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CUIDADOS E PRECAUES DE SEGURANA - PRINCPIOS GERAIS

No desconsiderar riscos. Riscos que no so reconhecidos,

no so avaliados e nem controlados.

Antes do incio da execuo do procedimento preciso:

conhecer todos os materiais e equipamentos necessrio, e os respectivos cuidados de segurana;

conhecer previamente as propriedades fsico-qumicas e toxicolgicas de todos os reagentes, produtos intermedirios e finais que podero estar envolvidos;

conhecer as aes em casos de acidentes envolvendo

vazamentos, derrames ou quebras acidentais.

Para este procedimento de anlise qualitativa da frao voltil de diversos tipos de produtos, as precaues abaixo descritas devem ser tomadas:

Operao

Trabalhar com substncias volteis sob ventilao local

exaustora2 e longe de fontes de ignio (dissulfeto de carbono e a frao voltil das colas, tintas e vernizes so inflamveis).

USAR culos de segurana e luvas3 quando necessrio, para

manusear os produtos qumicos.

____________________ 2 O ar exaurido deve ser enviado para fora do local de trabalho. 3 A resistncia a produtos est diretamente ligada ao tempo de exposio e a concentrao dos produtos em contacto com a luva, conforme recomendao do fabricante.

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NUNCA , na transferncia de produtos, pipetar com a boca.

NUNCA retornar substncia no usada para o frasco original.

Procurar manter rtulos originais, legveis e completos, quando houver deteriorao, refazer.

Rotular sempre as solues preparadas (dados de concentrao,

toxicidade, data e nome do analista).

No jogar solventes pela pia.

Em lugar acessvel deixar material apropriado para adsorver solvente derramado (areia, argila ou vermiculite).

Para atendimento de emergncia o laboratrio deve dispor de istema

de lava olhos, chuveiro de segurana, extintor de incndio (p qumico, C02 ou espuma) e se possvel manta corta chama.

O laboratrio dever possuir equipamento e plano de evacuao

imediato.

Armazenagem Os cilindros de gases devem estar presos, em reas cobertas e

ventiladas, fora do local de trabalho.

As substncias volteis, principalmente o dissulfeto de carbono, em geral devem ser armazenados em geladeira especial, com motores e instalaes eltricas fora do espao reservado para armazenagem e as amostras tambm devem ser guardadas em embalagens fechadas em locais sob refrigerao, at o momento da anlise.

Os resduos de solventes devem ser armazenados apropriadamente

para descarte posterior. Isto , em recipiente porttil de metal para

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lquidos inflamveis, com sada protegida e tela corta chama, que quando fechada no permite vazamento de lquido, mesmo se o recipiente estiver invertido.

Os resduos de solventes halogenados devem estar separados dos

demais para fins de incinerao controlada. Descarte de Amostra

Usando luvas apropriadas, abrir os frascos de amostras na capela.

Deix-los desta forma at a secagem da cola, tinta ou verniz e depois descart-los.

Colocar na capela a vidraria utilizada eventualmente para transferncia de amostras at a evaporao total da frao voltil. Soltar a cola, tinta ou verniz seco com um basto de vidro. Descartar a pelcula de cola, tinta ou verniz seco e lavar a vidraria com mistura sulfocrmica.

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1. INTRODUO

Os solventes orgnicos esto presentes em vrios processos industriais e tm uso largamente disseminado no pas em vrios produtos: benzina, thinners, aguarraz, colas, tintas, vernizes, combustveis etc.

Para dimensionar a extenso do problema de Sade Ocupacional e estipular metodologias de avaliao ambiental e biolgica e de acompanhamento da sade dos trabalhadores primordial que sejam conhecidas as composies dos produtos qumicos manipulados no ambiente de trabalho. Assim sendo, foi desenvolvida metodologia para anlise da frao voltil de colas, tintas e vernizes do tipo "head - space" qualitativo. 2. OBJETIVOS

Esta norma estabelece procedimento padronizado para anlise qualitativa da frao voltil de colas, tintas e vernizes base de solventes, em especial os componentes mais txicos