Osteopatia - parte2

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Manual Tcnico de OsteopatiaF 4 inclinao da base sacra caso de uma leso

. um deslocamento do processo espinhoso do xis em relao ao eixo longitudinal do processo odontide, traduz-se por uma leso de rotao de C2.F 6 Leso da rotao

F 6 Vista dos cndilos occipitais

As radiografias cervicais so imperativas antes de toda manipulao desta zona.

Nota:_________________________________________________________

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Manual Tcnico de Osteopatia A INSPECOI O Exame Esttico A inspeco pretende buscar indicaes sobre a esttica geral do paciente, e tambm sobre a patologia presente: . ao nvel lombar, uma atitude antlgica em flexo, uma atitude antlgica directa ou cruzada associada a uma inverso da curvatura lombar, deve levar suspeita de uma hrnia discal. . ao nvel cervical, uma atitude antlgica deve levar suspeita de uma hrnia discal. Um torcicolo antlgico em lateroflexo-rotao oposta quase sempre devido a uma causa traumtica ou degenerativa, desde que eliminada a possibilidade de uma patologia tumoral da dobradia craniocervical. necessrio estudar a esttica vertebral, o porte da cabea, as curvaturas da coluna de frente, de costas e o perfil. importante observar as zonas planas ao nvel torcico (leses de anterioridade) que so as mais patgenas. II O Exame Dinmico necessrio examinar de maneira global os movimentos do tronco, assim como da coluna lombar, estando o paciente em posio sentada (cervicais) ou de p (lombares e torcicas). necessrio estudar os movimentos activos em: . flexo/extenso; . lateroflexo; . rotao; . lateroflexo-rotao homolaterais.

Nota:_________________________________________________________

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Manual Tcnico de OsteopatiaAssim pode-se anotar as amplitudes restritas e tambm o aparecimento de uma dor nestes movimentos ( utilizar a estrela de Maigne). Tambm necessrio interessar-se pela dinmica do movimento: . uma quebra da curva vertebral que aparece na lateroflexo, traduz uma fixao vertebral; . uma zona plana que aparece no nvel torcico na anteflexo do tronco, traduz uma anterioridade de duas ou trs vrtebras torcicas; . um movimento de esquina da pelve em lateroflexo, traduz uma fixao sacroilaca: igualmente quando o paciente tem dificuldades de calar as suas meias; . dificuldades na passagem da posio sentada para a de p, traduz um problema lombossacro (leso vertebral ou sacra).

A PALPAOEla pretende identificar o nvel da leso, e destina-se aos tecidos moles, pele e msculos, assim como as articulaes: seu objectivo encontrar algo diferente, uma modificao da textura dos tecidos que esto em volta da leso: quanto mais antiga a leso, mais densos e infiltrados esto os tecidos. Pode tratar-se de uma hipotonia ou de um espasmo muscular, uma tenso. I A Palpao do Dermtomo: Seu objectivo colocar em evidencia uma celulalgia reflexa: esta se traduz por um espessamento e uma dor na pele do dermtomo correspondente ao segmento da leso. As zonas de dermalgias reflexas esto relacionadas com a irritao das ramificaes cutneas sensitivas do ramo posterior ou anterior dos nervos raqudeos. . ao nvel da face posterior e anterior do tronco, as dermalgias correspondentes aos dermtomos, salvo algumas excepcionais, como por exemplo o ramo posterior de T12, enerva os tegumentos sacroilacos. Por isso, uma disfuno toracolombar pode simular uma leso lombossacra ou sacrilaca.Universidade Profissional do Norte

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Manual Tcnico de OsteopatiaUma disfuno de C5-C6 ou T1-T2 pode, da mesma maneira, ser responsvel por uma dor interescapular na zona T5. . ao nvel dos membros inferiores, a topografia ligeiramente menos ntida. Essas zonas dermlgicas so pesquisadas pela manobra de rolamento de Werterwald, que consiste em segurar entre o polegar da pele, e faze-la deslizar. O teste positivo quando se coloca em evidncia uma zona de pele espessa e dolorosa nessa manobra.

II A Palpao do Mitomo: Pretende-se colocar em evidencia uma hipotenia muscular e sobretudo uma hipertonia, um espasmo muscular que se evidencia por uma sensao de cordo palpao. necessrio para esse estudo conhecer a enervao metamrica dos msculos, a enervao raqudea dos membros, do tronco e pescoo. Esses msculos so muitas vezes responsveis por dores referidas e apresentam um ponto gatilho, cuja palpao desperta a dor da qual habitualmente o paciente se queixa. Ela pode estimular as dores pseudoradiculares nas citicas ou nas cervicobraquialgias.Nota:_________________________________________________________

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Manual Tcnico de OsteopatiaIII A palpao do Esclertomo: Efectua-se por presses-frices que se dirigem a diferentes nveis anatmicos: . ao nvel dos processos articulares posteriores, onde uma dor traduz em 98% dos casos uma leso de posterioridade; . ao nvel dos processos espinhosos, onde uma dor traduz com segurana uma facilitao medular e uma leso osteoptica maior (essa dor est relacionada com uma irritao do nervo sinus vertebral de luschka, responsvel pela enervao do peristeo da parte posterior da vrtebra, assim como do ligamento interespinhoso); . ao nvel dos membros, onde uma dor traduz uma leso mecnica local, ou uma leso metamrica. No caso mais conhecido da epicondilite de origem cervical, uma epicondilalgia pode estar relacionada com uma dor referida ao peristeo; causada por uma disfuno somtica cervical C5-C6.

Nota:_________________________________________________________

____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ A trade sintomtica que traduz uma disfuno osteoptica maior consequncia de uma facilitao medular, compreende: . uma debilidade muscular ao teste de Kendall and kendall, ou uma sensao de cordes ao nvel dos msculos que pertencem ao mesmo mitomo; . uma dor do processo articular posterior, e sobretudo do processo espinhoso da vrtebra lesada que pertence ao mesmo metmero.Universidade Profissional do Norte

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Manual Tcnico de Osteopatia A PALPAO DINMICA OS TESTES DE MOBILIDADE necessrio testar a mobilidade dos diferentes elementos anatmicos para confirmar o diagnstico e par escolher a famlia apropriada de tcnicas de tratamento. O exame de movimento articular deve ser simples, baseado na fisiologia articular, e na biomecnica, e no somente no olho clnico do osteopta. Um teste diagnstico simples deve levar sobretudo a um acto teraputico simples. O que fundamental em osteopatia o diagnstico e no somente o acto da manipulao. Uma boa tcnica, correctamente efectuada, resultado de um diagnstico impreciso, no traria nenhuma melhoria clnica durvel. Fisiologicamente, quando se mobiliza uma articulao, ao aproximar-se do final das amplitudes, a resistncia aumenta. Antes de chegar barreira anatmica em uma articulao sadia, chega-se primeiro barreira motora: . a barreira anatmica consequncia dos contactos sseos; . a barreira fisiolgica (motora) consequncia da colocao em tenso dos tecidos moles (msculos, ligamentos, cpsulas articulares). A meta do teste de mobilidade colocar em evidencia uma fixao articular, uma hipomobilidade. A sensao da barreira varia com a sua causa: . se a restrio devida ao msculo, a qualidade da resistncia ser elstica: se produz um rebote que vai restringir vrios graus do movimento; . se a restrio devida a uma faceta articular, a interrupo do movimento ser brusca, a sensao se assemelhar correspondente barreira anatmica, mas chegar mais depressa; . se a restrio causada por um ligamento ou por um msculo fibrosado, a resistncia ser abrupta, se assemelhar sensao correspondente barreira fisiolgica; . se a restrio devida a um edema, a qualidade ser viscoelstica. Cada uma destas causas de restrio do jogo articular vai necessitar de uma tcnica especfica. O teste de mobilidade tem muitas vezes os mesmos componentes dos movimentos das tcnicas de reduo. A meta dos testes de mobilidade identificar os parmetros dolorosos: . em caso de leso ligamentar, a dor aparece no final da amplitude articular, ou tambm durante o retorno posio inicial;Universidade Profissional do Norte

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Manual Tcnico de Osteopatia. em caso de leso muscular, a dor aparece quase sempre no incio do movimento. . existe um espasmo de defesa: Em caso de leso das facetas articulares, a dor aparece nos movimentos de lateroflexo-rotao homolaterais que aumentam as presses articulares; . em caso de leso discal a dor aumentar com a compresso e ser aliviada com a traco. Em osteopatia se utiliza trs tipos de testes: . os testes fisiolgicos biomecnicos; - os testes especficos dos diferentes componentes do jogo articular; . os testes de presses laterais contrrias. I Os Testes Fisiolgicos Consiste em fazer executar de maneira activa movimentos em uma direco dada, com a finalidade de estudar a resposta da articulao testada. Se a mobilidade fisiolgica percebida, a articulao est livre. Por exemplo, o teste mais utilizado em osteopatia o teste fisiolgico em lateroflexo: quando a coluna est em posio neutra, ou seja, sem flexo nem extenso, a rotao se efectua na convexidade, portanto a lateroflexo de um lado ser acompanhada automaticamente de uma rotao do lado oposto que pode ser palpada sem nenhum problema. Na lateroflexo esquerda, se a posteridade da vrtebra testada percebida direita, ela est livre. Caso contrrio ela est fixa. II Os Testes de Mobilidade Analtica: O objectivo desses testes estudar os diferentes parmetros do jogo articular da articulao desejada para as vrtebras, esses parmetro so os descritos por Mennel: . flexo/extenso, . lateroflexo