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  • PONTIFCIA UNIVERSIDADE CATLICA DE SO PAULO PUC-SP

    Leda Fleury Monastero

    Famlia E Dependncia Qumica - Uma Relao Delicada

    SO PAULO

    2010

  • PONTIFCIA UNIVERSIDADE CATLICA DE SO PAULO PUC-SP

    Leda Fleury Monastero

    Famlia E Dependncia Qumica - Uma Relao Delicada

    MESTRADO EM PSICOLOGIA CLNICA

    Dissertao apresentada Banca Examinadora da Pontifcia Universidade Catlica de So Paulo, como exigncia parcial para obteno do ttulo de Mestre em Psicologia Clnica sob a orientao da Prof. Doutora Ceneide Maria de Oliveira Cerveny.

    SO PAULO

    2010

  • Banca Examinadora _________________________________________

    _________________________________________

    _________________________________________

  • DedicatriaDedicatriaDedicatriaDedicatria

    Aos meus filhos e netos quAos meus filhos e netos quAos meus filhos e netos quAos meus filhos e netos que me motivam e me motivam e me motivam e me motivam a continuar a continuar a continuar a continuar seguindo seguindo seguindo seguindo a tradio de trabalho, a tradio de trabalho, a tradio de trabalho, a tradio de trabalho, honestidade e amor transmitida por meus pais.honestidade e amor transmitida por meus pais.honestidade e amor transmitida por meus pais.honestidade e amor transmitida por meus pais.

  • AAAAgradecimentosgradecimentosgradecimentosgradecimentos Prof. Dra Ceneide Prof. Dra Ceneide Prof. Dra Ceneide Prof. Dra Ceneide M. O.Cerveny por M. O.Cerveny por M. O.Cerveny por M. O.Cerveny por sua sua sua sua orientao firme e amorosaorientao firme e amorosaorientao firme e amorosaorientao firme e amorosa;;;; AAAAoooo Alberto Pinheiro Alberto Pinheiro Alberto Pinheiro Alberto Pinheiro que me abriu as portas de sua que me abriu as portas de sua que me abriu as portas de sua que me abriu as portas de sua CasaCasaCasaCasa e por sua confiana e apoio s minhas idiase por sua confiana e apoio s minhas idiase por sua confiana e apoio s minhas idiase por sua confiana e apoio s minhas idias;;;; Prof. Dra EroyProf. Dra EroyProf. Dra EroyProf. Dra Eroy Silva por sua boa vontade e co Silva por sua boa vontade e co Silva por sua boa vontade e co Silva por sua boa vontade e co orientaoorientaoorientaoorientao;;;; ProfProfProfProf. Dra Rosa M. S. Macedo por sua. Dra Rosa M. S. Macedo por sua. Dra Rosa M. S. Macedo por sua. Dra Rosa M. S. Macedo por sua disdisdisdisponibilidade e ajudaponibilidade e ajudaponibilidade e ajudaponibilidade e ajuda constanteconstanteconstanteconstantessss;;;; Valria Rocha Brasil que permitiu Valria Rocha Brasil que permitiu Valria Rocha Brasil que permitiu Valria Rocha Brasil que permitiu meu acessomeu acessomeu acessomeu acesso a sua biblioteca particulara sua biblioteca particulara sua biblioteca particulara sua biblioteca particular;;;; Aos residentes da Casa DiartAos residentes da Casa DiartAos residentes da Casa DiartAos residentes da Casa Diarts que abriram seus s que abriram seus s que abriram seus s que abriram seus coraes e coraes e coraes e coraes e suas suas suas suas mentes e amentes e amentes e amentes e aceitaram ser coceitaram ser coceitaram ser coceitaram ser co----cccconstruonstruonstruonstru----tores tores tores tores deste estudodeste estudodeste estudodeste estudo;;;;

  • s famlias dos residentes pela participao e s famlias dos residentes pela participao e s famlias dos residentes pela participao e s famlias dos residentes pela participao e aaaacolhimento s propcolhimento s propcolhimento s propcolhimento s propostas das reunies;ostas das reunies;ostas das reunies;ostas das reunies; equipe da Casa pelo apequipe da Casa pelo apequipe da Casa pelo apequipe da Casa pelo apoio, participao e oio, participao e oio, participao e oio, participao e constantes constantes constantes constantes feed backsfeed backsfeed backsfeed backs, visando o aprimoramento, visando o aprimoramento, visando o aprimoramento, visando o aprimoramento;;;; comunidade que prestigiou as reunies comunidade que prestigiou as reunies comunidade que prestigiou as reunies comunidade que prestigiou as reunies comparecendo aos convites feitoscomparecendo aos convites feitoscomparecendo aos convites feitoscomparecendo aos convites feitos;;;; Aos colegas que deram contribuies informais e Aos colegas que deram contribuies informais e Aos colegas que deram contribuies informais e Aos colegas que deram contribuies informais e apapapapoio emocionaloio emocionaloio emocionaloio emocional, na, na, na, nassss horahorahorahoras s s s de sufoco;de sufoco;de sufoco;de sufoco; Elaine pelo socorro prestado nos primeiros Elaine pelo socorro prestado nos primeiros Elaine pelo socorro prestado nos primeiros Elaine pelo socorro prestado nos primeiros ajustesajustesajustesajustes;;;; AoAoAoAo Cadu pelo socorro prestado nos ltimos ajustesCadu pelo socorro prestado nos ltimos ajustesCadu pelo socorro prestado nos ltimos ajustesCadu pelo socorro prestado nos ltimos ajustes;;;; Liliana Bohn pelo Liliana Bohn pelo Liliana Bohn pelo Liliana Bohn pelo helphelphelphelp na traduona traduona traduona traduo;;;; Ao Ao Ao Ao CAPES e ao CNPq que viabilizaram a CAPES e ao CNPq que viabilizaram a CAPES e ao CNPq que viabilizaram a CAPES e ao CNPq que viabilizaram a execuo deste estudoexecuo deste estudoexecuo deste estudoexecuo deste estudo;;;; De De De Deusa que meusa que meusa que meusa que me encaminha, atravs do imprevisto, encaminha, atravs do imprevisto, encaminha, atravs do imprevisto, encaminha, atravs do imprevisto, ao lugar correto, ao lugar correto, ao lugar correto, ao lugar correto, no momento perfeitono momento perfeitono momento perfeitono momento perfeito....

  • Orao da SerenidadeOrao da SerenidadeOrao da SerenidadeOrao da Serenidade

    Senhor, Senhor, Senhor, Senhor, daidaidaidai---- me a serenidade para aceitarme a serenidade para aceitarme a serenidade para aceitarme a serenidade para aceitar

    as coisas que no posso modificar,as coisas que no posso modificar,as coisas que no posso modificar,as coisas que no posso modificar, a coragem para modificar as que posso,a coragem para modificar as que posso,a coragem para modificar as que posso,a coragem para modificar as que posso, e a sabedoria para reconhecer a diferena.e a sabedoria para reconhecer a diferena.e a sabedoria para reconhecer a diferena.e a sabedoria para reconhecer a diferena.

    (Reinhold Niebuhr(Reinhold Niebuhr(Reinhold Niebuhr(Reinhold Niebuhr))))

  • FLEURY, M. L. Famlia e Dependncia Qumica Uma Relao Delicada. Dissertao de Mestrado em Psicologia Clnica Pontifcia Universidade Catlica de So Paulo, So Paulo, 2010.

    RESUMO Estudos nacionais e internacionais apontam a dependncia qumica como um dos transtornos psiquitricos mais freqentes da atualidade que atinge alm do individuo, tambm seu sistema familiar. consenso hoje, que o conceito de famlia vem mudando, mas a funo de ser um lugar de cuidado e de segurana continua sendo reconhecida nas vrias reas do conhecimento, tanto pelos estudiosos como pelas famlias. As pesquisas sobre dependncia de drogas incluem vrias linhas de estudo que abordam desde os fatores genticos e neurobiolgicos at as causas e motivaes psicolgicas para o abuso, alm de deixarem claros os prejuzos nas vrias reas da vida social, ocupacional e familiar. Entretanto, estudos sobre o perodo de recuperao e sobre a rdua tarefa que a da manuteno da abstinncia e preveno de recadas, para o dependente, ainda so escassos. Este estudo teve como objetivo principal desenvolver um modelo de interveno social com dependentes de drogas, que possibilite a ressignificao da narrativa de suas histrias, vividas na dinmica familiar. Por meio de reunies scio-educativas mensais buscou-se a construo de um canal de comunicao entre os dependentes residentes da Casa Diarts, seus familiares e pessoas interessadas da comunidade, durante esse perodo em que buscam se recuperar da dependncia das drogas e dos comportamentos e atitudes de dependente. Temas como a definio de famlia e de grupo, comunicao, valores e crenas dentro da famlia, diferena entre comportamento e atitude, entre outros, foram discutidos abrindo um espao para desconstruir mitos e relatos restritivos, negativos e repetitivos sobre dependncia de drogas e relaes familiares. A partir de relatos dos participantes, essa reconstruo pode ser feita por novas narrativas, ressignificadas, advindas do dilogo e do envolvimento que aconteceu durante as reunies. Palavras chave: famlia e dependncia de drogas; reunio scio-educativa; recuperao e famlia.

  • FLEURY, M. L. Family and Substance Dependence A critical relationship. Psychological Clinic Master Degree Dissertation. Catholic University of So Paulo, Brazil, 2010.

    ABSTRACT

    International and national studies point to substance dependence as one of the most frequent psychiatric disorders of our time that extends far beyond the individual self, but their families are also affected. Today, it is commonly agreed that the concept of a family has been changing, but its function of being a place of care and safety, in several knowledge fields, continues being recognized by scholars and families. Researches on drug addiction include several lines of study addressing from genetic and neurobiological factors to psychological reasons and motivation behind addiction, and they clearly state how harmful they can be to any instance in social, occupational and familiar life. However, studies on addiction recovery and on how arduous it is to addicts to sustain abstinence and prevent relapsing are still rare. This study aimed to develop a social-intervention model towards drug addicts that

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