revista meio filtrante n66

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www.meiofiltrante.com.br Especializada em Filtração - Separação - Tratamento de Água - Meio Ambiente REVISTA E PORTAL Ano XII - Nº 66 - Janeiro/Fevereiro de 2014 FILTROS E PURIFICADORES GARANTEM A QUALIDADE DA ÁGUA NAS RESIDÊNCIAS RESPONSABILIDADE PÓS-CONSUMO: GOVERNO DE SÃO PAULO E MINISTÉRIO PÚBLICO SERÃO MAIS RÍGIDOS EM 2014 TECFIL PREMIA OS MELHORES FORNECEDORES DE 2013 EM UMA FESTA DE GALA ISSN 1676-8027 66> 9 771676 802018 MICROFILTROS, ONDE ESTÃO E COMO INFLUENCIAM O NOSSO DIA A DIA FAZER A TROCA DO FILTRO E DO ÓLEO LUBRIFICANTE EVITA DANOS E PERDAS PROJETO E ESPECIFICAÇÃO DE BOMBAS INDUSTRIAIS MERCADO DE FILTROS CRESCE E MANTÉM OTIMISMO PARA 2014

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Mercado de filtros cresce e mantém otimismo para 2014

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Ambient e

www.meiofiltrante.com.br

Espec ia l i zada em F i lt r ação - Separ ação - Tra t amento de Água - Meio Ambient e

R E V I S T A E P O R T A L

Ano XII - Nº 66 - Janeiro/Fevereiro de 2014

FILTROS E PURIFICADORES GARANTEMA QUALIDADE DA ÁGUA NAS RESIDÊNCIAS

RESPONSABILIDADE PÓS-CONSUMO: GOVERNO DE SÃO PAULOE MINISTÉRIO PÚBLICO SERÃO MAIS RÍGIDOS EM 2014

TECFIL PREMIA OS MELHORES FORNECEDORESDE 2013 EM UMA FESTA DE GALA

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MICROFILTROS, ONDE ESTÃO ECOMO INFLUENCIAM O NOSSO DIA A DIA

FAZER A TROCA DO FILTRO E DO ÓLEO LUBRIFICANTE EVITA DANOS E PERDAS

PROJETO E ESPECIFICAÇÃO DEBOMBAS INDUSTRIAIS

MERCADO DE FILTROSCRESCE E MANTÉMOTIMISMO PARA 2014

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Europa. Desde 1984, a água mais bebida do Brasil.

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Mercado de filtros cresce e mantém otimismo para 2014Mantendo uma escala crescente, o mercado de filtros teve bons resultados em 2013 e prevê crescimento para 2014

Filtros e purificadores garantem a qualidade da água nas residênciasA água é fator importante para a nossa saúde, veja como melhorar a qualidade da água em sua residência e mater sua saúde em dia

Fazer a troca do filtro e do óleo lubrificante evita danos e perdasA manutenção e troca inadequada de filtros de óleo, resulta em gastos para a indústria e consumidores

Microfiltros, onde estão e como influenciam o nosso dia a diaConheça as tecnologias e as aplicações dos microfiltos

EQUIPAMENTOSProjeto e especificação de bombas industriais

DESTAQUE Água na indústria

EVENTOSTecfil premia os melhores fornecedores de 2013em uma festa de gala

ABRAFILTROSResponsabilidade Pós-Consumo: Governo de São Paulo e Ministério Público serão mais rígidos em 2014

MEIO AMBIENTEGM de Mogi das Cruzes é certificada como Zero Aterro

Seções 06 Mercado - Confira as novidades no mercado industrial08 Filtrado - O que acontece no mercado de filtros50 Visão Empresarial

nestaedição ano XII - nº 66 - Janeiro/Fevereiro 2014

Tecnologia

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Filtros Residenciais e Purificadores

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EDITORIAL

EditoraRogéria Sene Cortez [email protected]

DiretoresRogéria Sene Cortez MouraJoão B. [email protected]

Redação/ReportagemAnderson V. da Silva, Carla Legner, Cristiane Rubim, Daiana Cheis e Vicente de [email protected]

Comunicação Loiana Cortez Moura

Criação, Editoração e WebAnderson Vicente da SilvaPaula Zampoli

PublicidadeLaíssa Cortez MouraYara [email protected]

Capa Foto: Depositphotos.com Criação e DesenvolvimentoL3ppm - publicidade, propaganda e marketing Ltda.

Assinaturas, Circulação e Atendimento ao Cliente:Tel.: +55 11 4475-5679 [email protected]

Conselho Editorial:Alexandre Borges; Alice Maria de Melo Ribeiro; Atsushi Gomi; Caio Mello de Abreu; Carlos Augusto de Souza; Cláudio Chaves; Denis Beber Frada; Eduardo Pacheco; Francisco Gomes Neto; Genaro Pascale Neto; Geraldo Reple Sobrinho; Hercules Guilardi; Helmut Zschieschang; Hermann Queiser; Jeffrey John Hanson; José Luis Tejon Megido; Julio Trujillo; Luciano Peske Ceron; Mauro Urbinati; Marco Antônio Simon; Paulo Roberto Antunes; Patrick Galvin; Pedro Verpa; Plínio Centoamores; Ricardo Saad; Tárcia Rita Davoglio; Tarcisio Costa; Valter Medina; Vinicius Stoco Patricio e Walter Luiz Polônio.

Colaboraram nesta edição:Antonio Carlos Camargo, Sueli Curti, Manuella Curti de Souza e Sérgio Bernardo (Grupo Europa); Claudio Chaves, Anderson Alves Oliveira e Thais Mazzucatto (Pentair); (Filtermaq); Dirk Muller (GKN); André Luis Moura e Valdir Montagnoli (Laffi); Aldenir C. Montesso e Perla Volner (Poli-Filtro); Edgard Luiz Cortez (Iteb); David Siqueira de Andrade e Gabriela Oppermann (Supply Service); Abrafiltros (Diretoria); Willian S. Castro e Luiza Machado (WMF Solutions); Márcia Martins (Brats Filtros); Sérgio Moreira Monteiro e Vinicius Stoco Patricio (Parker); Simone Minhoto Queiroz e Carlos Alberto Teixeira Mourão (Tecfil); Sidnei Escada Gomes (Cristal Componentes Técnicos); Edison Ricco Júnior e Flávia Gill (Apexfil); Pedro Ortolan (Mann+Hummel Brasil); José Rubens dos Santos Miguel (Sogefi Filtration); Edward Mendes (Everest); Sérgio Gazarini (Wega Motors); Dr. Luciano Peske Ceron (Renner Textil); Francisco Leite (Cortez & Mariano); Pedro Caetano Sanches Mancuso (Faculdade de Saúde Pública - FSP da USP); Isabel Cristina de Siqueira (IBBL); Juliano Frizzo (Filtros Planeta Água); Romeu Corci (Master Filter); Domingos

Carapinha (MWM International); Rainer vonSiegert e Luís Henrique Alves (Aerzen); Rodolfo Cafer (Mahle Metal Leve); Paulo Viehmann (Küfner no Brasil); Sidnei Gomes (Cristal) e Ernesto Berg (Berg & Cia).

Assessoria JurídicaCandido, Rozatti e Spinussi Adv. AssociadosTel.: +55 11 4438-8173 www.crsaa.com.br

A Revista MEIO FILTRANTE é uma pu-blicação da L3ppm - L Três publicidade, propaganda e marketing Ltda. Rua Aracanga, 330 – Pq. Jaçatuba CEP 09290-480 - Santo André - SPTel.: +55 11 4475-5679www.meiofiltrante.com.br

Impressão e AcabamentoGráfica IPSIS - www.ipsis.com.br

Bem-vindo 2014!

Mais um ano se inicia e nós, como sempre estamos animados com a certeza de que teremos um ano bem melhor em todos os sentidos! Mas o que estamos fazendo para que 2014 seja realmente melhor? Nessa época do ano listamos os nossos sonhos e promessas, planejamos novas metas de trabalho, cursos, início de regimes e mais atividade física... enfim, tudo o que nos comprometemos a fazer, mas que a maioria de nós acaba não concretizando por uma questão muito simples: a falta de hábito.Na maioria dos casos, é comum para nós seres humanos estabelecermos uma rotina apenas para aquilo que somos cobrados ou nos é imposto, seja no ambiente de trabalho ou em nosso dia a dia. Nesse ano que se inicia, nossa mensagem é que todos busquemos praticar mais o poder do hábito, diretamente ligado no comprometimento do fazer.A história apresenta muitos exemplos de pessoas que se destacaram na sociedade não porque eram gênios, mas porque trabalharam com rotina e perseverança na busca do que acreditavam.Então, mãos à obra e vamos fazer de 2014 um ano totalmente diferente, executando o que planejamos criando hábitos e gerando resultados. O passado ficou para trás, o tempo passa muito rápido e somente nossas ações no presente poderão proporcionar uma mudança que resulte em um ANO melhor e com resultados diferentes.Para começar o ano de maneira positiva, trazemos como matéria de capa o balanço de 2013 e as perspectivas para 2014 na visão de empresas do mercado de filtros, que apontaram otimismo em relação ao desempenho e crescimento do setor. E também matérias sobre projeto e especificação de bombas industriais; água na indústria e no ambiente doméstico; a importância da troca do filtro e do óleo lubrificante; a participação crescente dos microfiltros em equipamentos e sistemas de filtração; a premiação da Tecfil aos melhores fornecedores de 2013; Responsabilidade Pós-Consumo: Governo de São Paulo e Ministério Público serão mais rígidos em 2014; e uma visão acerca dos fatores que levam empresas a perder clientes.

Em nome da revista e portal Meio Filtrante, desejamos a todos um ótimo 2014!

Rogéria Sene Cortez MouraEditora

Os artigos e matérias não refletem a opinião desta revista, assim como declarações emitidas por entrevistados e através de anúncios, sendo de única e exclusiva responsabilidade de seus autores e anunciantes. A reprodução total ou parcial das matérias só é permitida mediante autorização prévia da Revista Meio Filtrante, e desde que citada a fonte.

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Ano XII - Nº 66 - Janeiro/Fevereiro de 2014

FILTROS E PURIFICADORES GARANTEMA QUALIDADE DA ÁGUA NAS RESIDÊNCIAS

RESPONSABILIDADE PÓS-CONSUMO: GOVERNO DE SÃO PAULOE MINISTÉRIO PÚBLICO SERÃO MAIS RÍGIDOS EM 2014

TECFIL PREMIA OS MELHORES FORNECEDORESDE 2013 EM UMA FESTA DE GALA

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MICROFILTROS, ONDE ESTÃO ECOMO INFLUENCIAM O NOSSO DIA A DIA

FAZER A TROCA DO FILTRO E DO ÓLEO LUBRIFICANTE EVITA DANOS E PERDAS

PROJETO E ESPECIFICAÇÃO DEBOMBAS INDUSTRIAIS

MERCADO DE FILTROSCRESCE E MANTÉMOTIMISMO PARA 2014

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Mercado

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Jaguar Land Rover confirma planos para construção de uma nova unidade no Brasil

Johnson Controls e Hitachi anunciam joint venture global no segmento de ar condicionado

A Jaguar Land Rover está prestes a se tornar a primeira fabricante britânica de automóveis a abrir uma fábrica no Brasil, graças a um acordo assinado em 5 de dezem-bro entre os executivos da empresa e autoridades que prevê a construção de uma unidade industrial no estado do Rio de Janeiro. Os planos da Jaguar Land Rover de se instalar com uma fábrica no Brasil se consolidam como mais um grande passo da empresa em sua estratégia de crescimento global, que inclui o aumento da capacidade de produção de seus veículos em todo o mundo. A nova fábrica no País irá atender a uma crescente demanda de clientes no Brasil e em toda a América do Sul.Para o CEO da Jaguar Land Rover, Dr. Ralf Speth, “o Brasil e os demais países da região são de grande im-portância. Eles possuem um volume de clientes que, cada vez mais, estão em busca de produtos Premium de

alta capacidade. O novo projeto deverá permitir à Ja-guar Land Rover, oferecer novos produtos a esses clien-tes. Os veículos que serão produzidos são dotados do que existe de melhor em relação ao design e engenharia tipicamente britânicos, fabricados por uma unidade de padrão global que incorpora toda a liderança da nossa empresa em termos de tecnologia de produção”, afirma o CEO global da Jaguar Land Rover, Dr. Ralf Speth. “Nós estabelecemos um excelente relacionamento de trabalho com o estado do Rio de Janeiro, com a cidade de Itatiaia e com a Companhia de Desenvolvimento Indus-trial do Estado do Rio de Janeiro e estamos ansiosos para atrair ainda mais clientes neste tão importante mercado para nossas marcas”, complementa Dr. Ralf Speth. Com sede na cidade de Itatiaia, a nova fábrica deverá receber um investimento de cerca de R$ 750 milhões até o ano de 2020. O início das obras se dará em mea-dos de 2014 e a expectativa da Jaguar Land Rover é que a produção se inicie em 2016, em conformidade com a etapa final do programa Inovar-auto, implementado pelo Governo Federal. A nova unidade deverá ter capa-cidade de produção de 24 mil veículos por ano.Inicialmente, a unidade industrial irá gerar cerca de 400 empregos diretos, número que deverá dobrar ao final desta década. O projeto deverá gerar também inú-meros empregos indiretos por meio da rede de fornece-dores que deverá suportar a produção.

No dia 3 de dezembro, a Johnson Controls, Inc., a Hita-chi, Ltd. e a Hitachi Appliances (coletivamente referida como Hitachi) anunciaram a assinatura de um memoran-do não vinculativo de entendimento para uma transação em que a Johnson Controls obterá uma participação acio-nária de 60% nos negócios globais de ar condicionado da Hitachi Appliances, excluindo as vendas e serviço de operações no Japão e alguns outros ativos. As empresas esperam que a joint venture inicie suas operações em 2014, sujeita a uma due diligence final, aprovações do conselho, acordos sobre termos definitivos, aprovações regulatórias necessárias e outras condições habituais.Com base na liderança de ambas as empresas, a parceria incluirá produtos-chave como o sistema com fluxo de re-frigerante variável (VRF) e as tecnologias de inversores, atendendo tanto o mercado comercial quanto o residen-cial. A joint venture agregará o alcance global da Johnson Controls com a especialização tecnológica da Hitachi.“A liderança tecnológica resultante dos investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento estabele-ceram a Hitachi como uma contribuidora estratégica na indústria global de HVAC”, disse Alex Molinaroli, presidente e diretor executivo da Johnson Controls. “A combinação dessas capacidades acrescenta tecnolo-

gias essenciais ao nosso portfólio de produtos. Junto ao nosso negócio de US$ 15 bilhões na área de tecnologia e serviços em Building Efficiency, este investimento posiciona a Johnson Controls como a maior provedora de ar condicionado comercial do mundo”.A joint venture proposta chega em um momento no qual o mercado de ar condicionado em todo o mundo está passando por uma acelerada mudança. Os clien-tes estão continuamente demandando opções de ar condicionado com melhor eficiência energética em resposta ao aumento de regulamentação para econo-mia de energia e proteção ambiental.“Ambas as empresas têm uma longa e orgulhosa história de inovação e crescimento na indústria e contam com va-lores e culturas muito similares”, disse Hiroaki Nakanishi, presidente da Hitachi, Ltd. “À medida que o ambiente de negócios de ar condicionado em todo o mundo continua a evoluir, nós acreditamos que a parceria entre a Johnson Controls e Hitachi pode fornecer soluções integradas para atender às necessidades de clientes em todo o mundo”.“Esta é uma grande notícia para os nossos clientes que se beneficiarão com a gama completa de soluções, equi-pamentos e serviços que a Johnson Controls e a Hitachi podem oferecer em uma escala global”, disse Molinaroli.

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Mercado mundial de resíduos sólidos deve investir US$ 30 bilhões em 2014

Um estudo da ISWA – International Solid Waste As-sociation, principal entidade internacional de resí-duos sólidos representada no Brasil pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) concluiu que o mercado mundial de resíduos sólidos deve fechar o ano de 2013 com in-vestimentos da ordem de US$ 20,9 bilhões, e mais de mil projetos envolvendo waste-to-energy (recuperação energética de resíduos), geração de energia a partir de biomassa, processamento e reciclagem de resíduos.“No ano passado, foi registrado um volume de investi-mento de US$ 10,2 bilhões e, para 2014, já estão con-firmados investimentos de US$ 11,9 bilhões, mas o valor total deve chegar a US$ 30 bilhões até o final de 2014”, declara David Newman, presidente da ISWA, que realizará seu Congresso Mundial de Resíduos Só-lidos no Brasil, em setembro de 2014, quando trará ao país discussões que abordem o tema “Soluções Sus-tentáveis para um Futuro Saudável”.Realizado com base nos dados elaborados pela AcuComm – empresa britânica de pesquisas especializada no mer-cado de resíduos sólidos –, o estudo da ISWA mostra ainda que, dos projetos identificados no mundo, quase 30% contemplam tecnologias de waste-to-energy. Essas iniciativas, segundo a entidade, absorveram em 2013 cerca de US$ 11,3 bilhões, contra US$ 5,6 bilhões, em 2012, e US$ 2,3 bilhões, em 2011.Em segundo lugar aparecem as iniciativas relativas à geração de energia a partir da biomassa, que repre-sentam 16,4% dos projetos. “O fato de que o setor de resíduos sólidos é responsável por 8% das emissões totais de CO2 tem influenciado esse cenário, já que os empreendedores buscam investir em projetos que contribuam com a mitigação da emissão de gases de efeito estufa”, explica Newman.Os empreendimentos envolvendo outras tecnologias de processamento e reciclagem de resíduos respon-dem por 12,4% e 12,1%, respectivamente. O restante dos projetos, 29,8%, diz respeito a outros métodos de tratamento e destinação final de resíduos sólidos.No que se refere ao valor investido em cada projeto, na média, o montante é de US$ 110 milhões. Quando levado em conta o tipo de sistema, o número fica em torno de US$ 133 milhões, para os projetos de waste-to-energy; US$ 108 milhões, para os de geração de energia a partir de biomassa; US$ 119 milhões para os de processamento de resíduos em geral; e US$ 81 milhões para os de reciclagem.“Apesar de estarem aumentando a uma média de 70% ao ano, os investimentos ainda não crescem na velo-cidade necessária para atender a demanda ocasionada pelo aumento na geração anual de resíduos, conside-rando que 50% da população mundial ainda não dis-põem sequer de sistemas de coleta de resíduos”, desta-ca Newman, reforçando a necessidade de se instituir fundos específicos para custear a gestão integrada dos resíduos sólidos, principalmente em países em desen-volvimento, que mais sofrem com o déficit de gestão.

Quando o foco volta-se para o Brasil, o quadro não fica muito diferente. De acordo com os dados mais re-centes do setor, publicados pela Abrelpe no Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2012, o país ainda não conseguiu universalizar a coleta de resíduos sólidos urbanos e destina um grande volume de resíduos a locais inadequados. Em 2012 registrou um déficit de 11% na cobertura de coleta e mais de 23 milhões de toneladas de RSU enviados para lixões e aterros con-trolados, unidades que do ponto de vista ambiental têm o mesmo impacto negativo dos lixões.Brasil precisa investir R$ 6,7 bilhões na gestão de resíduos sólidos - Um levantamento inédito, recentemente divulga-do pela Abrelpe, concluiu que, para coletar e dar destina-ção adequada à totalidade dos resíduos sólidos, o Brasil precisa investir R$ 6,7 bilhões, considerando como moda-lidade de destinação a disposição em aterros sanitários.“O aterro sanitário é o primeiro estágio rumo à adequa-ção na destinação final e, em muitos casos, é o caminho para se avançar rumo a outras formas mais modernas de destinação. Considerando essa rota, o montante que o Brasil precisa investir representa um custo diário médio per capita de apenas R$ 0,09”, enfatiza Carlos Silva Fi-lho, diretor-executivo da Abrelpe, ao destacar que, caso o país mantenha o ritmo de investimentos na gestão de resíduos registrado na última década, só conseguirá uni-versalizar a destinação final em meados de 2060. “No atual ritmo, chegaremos a agosto de 2014, prazo estipu-lado pela PNRS, com apenas 60% dos resíduos coleta-dos com destino ambientalmente correto”, alerta.Com base na experiência de outros países, a Abrelpe es-tima que são necessários de 15 a 20 anos para se reduzir a geração de resíduos, primeiro passo previsto na hierar-quia contemplada pela PNRS. “Para que isso aconteça são necessárias mudanças no processo produtivo, dis-ponibilidade de infraestrutura adequada e adaptação na postura de consumo da sociedade”, salienta Silva Filho.O prazo determinado pela PNRS para encerramento da destinação inadequada de resíduos se encerra em agosto de 2014 e ainda há muito para fazer. De acordo com os dados da Abrelpe publicados no Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2012 ainda há milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos com destinação inadequada no país. “Se não contarmos com esforços conjuntos e recur-sos disponíveis para custear o processo de adequação corremos o risco de ver o principal ponto da PNRS não sair do papel. No entanto, com a aplicação de 0,15% do PIB Nacional no setor de resíduos conseguiremos supe-rar esse déficit histórico e direcionar as ações para um aprimoramento na gestão, como prega a Lei”, conclui Carlos Silva Filho, diretor-executivo da Abrelpe.O estudo da Abrelpe leva em consideração as diferenças regionais na gestão de resíduos, que impacta no volume de recursos necessários à adequação. Enquanto na região Sul são necessários R$ 0,05 por habitante por dia para regularizar a situação, no Nordeste esse valor sobre para R$ 0,14 por habitante por dia, pelo período de um ano.

Janeiro/Fevereiro 2014 | Meio Filtrante | 7

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Filtrado O QUE ACONTECE NO MERCADO DE FILTROS

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A Hengst - uma das principais indústrias mun-diais de filtros e sistemas de filtragem nas áreas automobilística, industrial, ambiental e de bens de consumo - deve fechar o ano com um cresci-mento de 5% no Brasil e planeja investir em 2014 R$ 8 milhões em capacitações e novas linhas de fabricação de filtro em sua unidade fabril em Join-ville (SC), visando aumentos de produção, parti-cipação de mercado e exportações.A companhia está com novo diretor-presidente, o executivo Luiz Mirara, com ampla e bem-sucedida carreira na indústria automotiva. Mirara trabalhou 11 anos na fabricante de autopeças ElringKlinger, onde recentemente atuou como diretor geral da multinacional alemã na filial em Pune, Índia, vin-do de uma carreira crescente de 5 anos de atuação no grupo Siemens VDO e 11 anos no grupo TRW.O profissional defende uma atuação ainda mais agressiva para a empresa nos próximos anos. “A meta é superar o crescimento de 2013 e fechar 2014 com crescimento de 30%”, afirma.

Há 15 anos no mercado brasileiro, a multinacio-nal de origem alemã produz localmente filtros para veículos automotores para os segmentos OEM e de reposição. Só nos últimos anos, a companhia investiu R$ 20 milhões no país, consolidando a marca líder de mercado Alemã para as indústrias automobilísticas locais.

Localizados no Centro de Caracterização e De-senvolvimento de Materiais do Departamento de Engenharia de Materiais, espaços promovem os esforços da UFSCar na inserção do ensino, pesquisa e extensão na busca de soluções aos inúmeros desafios tecnológicos do Brasil.Buscando atender lacunas e demandas tecnoló-gicas do mercado, foi inaugurado no dia 9 de dezembro, os dois laboratórios no Centro de Caracterização e Desenvolvimento de Materiais (CCDM), localizado no Departamento de Enge-nharia de Materiais (DEMa) da UFSCar: os labo-ratórios de Biocombustíveis e de Filtros. Entre investimentos diretos e indiretos foram empregados mais de R$ 1,8 milhões na cons-trução dos espaços, que irão sediar o desen-volvimento de pesquisas, inovação e serviços tecnológicos para produção e disseminação do conhecimento.Na área de Biocombustíveis serão desenvol-vidos produtos e processos, pesquisas para avaliação da qualidade de produtos comercia-lizados no Brasil, e também metodologias de caracterização e controle de qualidade, além de outros tipos de avaliação, como o da compatibi-

lidade e da corrosividade dos biocombustíveis e suas misturas frente a diferentes materiais. Pesquisas sobre o desenvolvimento de misturas de biocombustíveis e combustíveis de origem fóssil, dentre outros, também serão realizadas nesse local. Já o novo Laboratório de Filtros deve sediar pesquisas para o desenvolvimento de projetos e processos de fabricação de filtros de água para uso humano, além de ensaios para certificação desses produtos no Instituto Nacio-nal de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (IN-METRO), para que possam ser comercializados.Devido a multidisciplinaridade do tema, estu-dantes de graduação e pós-graduação de diversos departamentos, como Engenharia de Materiais, Engenharia Química, Engenharia Ambiental, Engenharia de Produção, Química, Física e Bio-logia, dentre outros, poderão compartilhar da infraestrutura dos novos laboratórios, que com-plementam a estrutura dos demais Laboratórios da Unidade de Combustíveis e Metais/Cerâmica do CCDM. Essa estrutura promove ainda mais os esforços da UFSCar na inserção do ensino, pesquisa e extensão na busca de soluções aos inúmeros desafios tecnológicos do país.

Hengst Brasil tem novo diretor-presidente e investirá R$ 8 milhões em sua unidade fabril em 2014

UFSCar inaugura dois novos laboratórios de Biocombustíveis e Filtros

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Instalando um � ltro de cabine Metal Leve no seu veículo, você evita o acúmulo de sujeira e o surgimento de mofo e outros elementos prejudiciais nos dutos de ventilação e no sistema de ar-condicionado.O resultado é um ar livre de impurezas e odores nocivos para motoristas e passageiros. Para garantir seu bom desempenho, basta trocá-lo regularmente a cada 15 mil quilômetros. Lembre-se: a única coisa que não pode ser substituída em um veículo é o bem-estar do motorista. www.mahle-aftermarket.com

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Com uma participação econômica aproxi-mada de 15%, movimentando cerca de 9,2 bilhões de dólares, o Brasil exerce importante papel no mercado mundial de

filtros seja no segmento industrial (4 bilhões), au-tomotivo (3,2 bilhões), residencial/purificadores (1 bilhão) ou de filtros para ETA e ETE (1 bilhão). Embora a macroeconomia tenha tornado o ano de 2013 mais desafiador do que o previsto - devido ao baixo crescimento do produto interno bruto brasi-leiro (que segundo dados divulgados recentemente pelo IBGE recuou 0,5% no terceiro trimestre em re-lação ao mesmo período de 2012) - há um otimismo pelos resultados obtidos e confiança para 2014.Estima-se que o mercado tenha crescido, em mé-dia, 5% e de acordo com o balanço do último ano e tendências para o que iniciamos há boas expec-tativas para a manutenção desta mesma taxa de crescimento. A chave para esta curva ascendente no mercado de filtros é sua indispensável presença em praticamente todos os processos produtivos.

Balanço do ano de 2013Embora sejam ressaltadas as dificuldades que o ano impôs a todos os setores, 2013 fechou com saldo positivo. Pedro Ortolan, diretor de vendas, reposição e marketing da Mann+Hummel Brasil, que atua no segmento automobilístico, sintetiza este espírito. “O ano de 2013 foi mais difícil do que todos esperavam, principalmente devido à situação macroeconômica com baixo crescimen-to do PIB e as incertezas no curto e médio prazo. Apesar desta situação, conseguimos um bom de-sempenho de vendas no mercado de reposição atingindo nossos objetivos com as nossas duas marcas, Mann-Filter e Purolator”, diz.Para José Rubens dos Santos Miguel, diretor de vendas da Sogefi Filtration do Brasil Ltda, no primeiro semestre de 2013 as vendas foram mais

constantes e com um desempenho bem melhor do que em 2012. “Acredito que

vamos alcançar um crescimento de 15% - considerando a inflação - o que nos permitirá atingir pratica-mente o índice planejado”, conta. Mas, se por um lado o cenário macroeconômico trouxe desafios a serem vencidos, proporcionou também boas oportunidades para inovação e rejuvenescimento das marcas e pode ter contribuído para o aumento de vendas.“O ano de 2013 foi de grandes de-

safios. Trabalhamos fortemente no rejuvenescimento da marca, através

da revitalização dos pontos de venda e atualização de nossos quiosques. Re-

gistramos um crescimento de 10% nas vendas em relação ao ano anterior. Este

aumento pode ser atribuído ao lançamento de diversos produtos, como o Bliss, primeiro

purificador de água colorido do mercado, que teve grande aceitação por parte dos consumido-

res. Também aumentamos nossa participação no segmento de aluguel de purificadores - outro com

grande potencial de crescimento”, diz Manuella

CAPA

Mercado de filtros cresce e mantém otimismo para 2014

por Vicente de Aquino

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Curti de Souza, diretora geral do grupo Europa.O mesmo ocorreu com a comercial Everest segun-do Edward Mendes, diretor da empresa. “O ano de 2013 foi de renovação. Após 10 anos fizemos uma reformulação no design dos purificadores Soft. O novo modelo apresenta linhas modernas, grafismo neutro e dimensões mais harmônicas o que faz com que o purificador se encaixe ainda melhor em qual-quer tipo de ambiente. Aproveitamos essa renova-ção para aplicar diversas melhorias no produto em relação ao modelo anterior. Agora todos os apare-lhos possuem pingadeira removível, os painéis são confeccionados com material de alta resistência a exposição solar, facilidade na higienização do bico entre outros. As vendas dos purificadores Soft em 2013 aumentaram cerca de 12%. No que se refere às vendas do Filtro 2 em 1 e do pré-filtro alcan-çamos números bastante expressivos, levando a necessidade de expansão de nossa área fabril, ge-rando novos posto de trabalho, além da abertura de novas revendas credenciadas”, relata. Perla Volner, gerente de marketing da Poli Filtro In-dústria e Comércio de Peças para Autos também ressalta a importância do ano para empresa. “Es-tamos nos consolidando a cada ano e, em 2013, a marca Turbo alcançou o terceiro lugar no patamar de nossas vendas”, conta. Sérgio Gazarini, diretor comercial da Wega Mo-tors também ficou satisfeito com o desempenho. “O ano foi de conquista e estabilidade da marca conseguindo 1% de crescimento na participação de mercado”, comemora.

TendênciasOs doze meses de 2014 prometem lançamentos nos diversos setores do mercado de filtros. No segmento residencial novos designs e linhas são prometidos. “Temos lançamentos programados para o ano que vem, mantendo nossa estratégia de renovação cons-tante de portfólio que contou com a atualização de mais da metade da nossa linha de purificadores nos últimos três anos. Também temos como estratégia fazer um trabalho ainda mais forte de expansão de

nossa rede de distribuição, especialmente nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. Essas regiões têm um gran-de potencial de crescimento e estão entre as prioridades do Grupo Europa para 2014. Mas também não podemos deixar de lado as ações nos grandes centros, onde as operações já estão plena-mente estabelecidas, como São Paulo. Porém, mais do

que ganhar mercado, nossa intenção é atender bem os nossos clientes, que têm se mantido fiéis nos últi-mos 30 anos”, diz Manuella Curti da Europa. Já na Everest a estratégia envolverá o fortalecimen-to do novo design da linha Baby Soft. “No segundo se-mestre de 2013 lançamos a nova linha de purificadores de água gelada, e agora no início de 2014 iremos lan-çar o novo design do Baby Soft, nosso modelo sem re-frigeração. Ao longo deste ano buscaremos o fortale-cimento da nova linha no mercado. Além disso, o próximo ano será de con-solidação e reestruturação de nossa rede creden-ciada e, por este motivo, no segundo semestre iremos realizar o nosso terceiro grande encontro nacional de revendas, onde iremos traçar metas e debater ideias para fortalecer cada vez mais a parceria com nossos revendedores e desta forma oferecer o que temos de melhor aos nossos clientes” adianta Edward Mendes. No setor automotivo, a Mann+Hummel também promete novidades mantendo as características de renovação do portfólio mantida pela empresa há anos. “A Mann+Hummel tem em sua equipe de desenvolvimento de produtos um foco espe-cial para o lançamento de novos produtos garan-tindo aos nossos clientes e consumidores o maior portfólio e os melhores serviços. Este é um pro-cesso contínuo e o fato da Mann+Hummel ser uma empresa com mais de 60 unidades no mun-do e fornecedora de equipamento original para todas as montadoras, nos garante estar à frente no desenvolvimento de novas tecnologias e nos lançamentos”, diz Pedro Ortolan.Para a Sogefi o trabalho será no desenvolvimento da marca Pro específica, na linha pesada e na complementação de sua linha leve com a marca Fram. “Em 2014, estaremos desenvolvendo a marca So-gefi Pro específica para li-nha pesada com uma gama completa de produtos, in-clusive no setor agrícola, com preços muito compe-titivos. Também estaremos complementando na marca Fram, principalmente para a frota de veículos importa-dos com previsão de vários lançamentos já no 1º tri-mestre”, conta José Miguel.

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José Rubens dos Santos Miguel,

diretor de vendas da Sogefi Filtration

Manuella Curti de Souza, diretora geral

do grupo Europa

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Edward Mendes, diretor da Everest

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Perla Volner, da Poli Filtro, também anuncia novidades. “Contratamos em 2013 um profissional especialista na análise de mercado. Esta-mos em fase de finalização do processo da abertura de uma filial na região Norte. Com isto, abriremos um le-que importante para aten-dimento ao principal mer-cado de geração de energia. Além disso, contaremos

com estoque que viabilizará mais negócios, uma vez que esta região é carente e distante dos prin-cipais centros de distribuição de peças”, diz. Em relação a lançamentos e novidades, ela complemen-ta: “Constantemente aumentamos nosso portfólio de produtos e, para 2014, não será diferente: bus-caremos cada vez mais trabalhar e oferecer aos clientes o pacote completo de filtros para os mais diversos segmentos. Estamos também em fase de desenvolvimento do catálogo eletrônico e website da empresa o que facilitará bastante as consultas dos produtos, conversões e futuramente será um canal para cotações e compras diretas”.A Wega Motors anuncia uma estratégia baseada na

aproximação do aplicador. “Daremos suporte a um trabalho mais próximo ao aplicador o que nos pro-porcionará atingir metas mais ousadas de partici-pação no mercado. Quanto ao lançamento de novos produtos continuaremos a nossa prática de trazer sempre mais de 10 itens novos a cada mês com maior foco na linha pesa-da”, relata Sérgio Gazarini.

Expectativas para 2014Trabalho, investimento, novas ideias, expansão. É com estes princípios que as empresas pretendem manter o crescimento neste ano que se inicia. “Es-tamos otimistas. Nossa meta de crescimento para o ano de 2014 é de 10% em relação a este ano. É uma meta ousada, mas que consideramos possível. Vemos a Copa do Mundo no Brasil como uma opor-tunidade para novos negócios e ações ligadas ao Grupo Europa. Além disso, continuaremos o tra-balho de rejuvenescimento da marca, sempre com ações ousadas e inesperadas”, relata Manuella.Edward Mendes, da Everest também está otimista. “Nossa expectativa de crescimento para 2014 é en-

tre 7 e 12%. Desta forma já concluímos o aumento de nosso parque fabril em 70%. Nossa coirmã Ever-soft que é responsável pelos projetos de injeção das peças plásticas, fabricação do Filtro 2 em 1 e do pré filtro, em meados de 2014 terá seu espaço amplia-do em três vezes o tamanho atual, visando atender nossa demanda pelos próximos anos. Além disso, investimos constantemente em pesquisa de novas tecnologias e neste ano esperamos avançar ainda mais em tecnologia de automação com a contrata-ção de profissionais especializados e a compra de tecnologia de ponta”, diz. É a mesma opinião de Pedro Ortolan da Mann+Hummel “Apesar do cenário econô-mico continuar apresentan-do incertezas em relação ao crescimento da nossa eco-nomia, estamos confiantes e otimistas em relação ao ano de 2014. Nossos planos de trabalho estão sendo ela-borados visando um cres-cimento acima do previsto pelo mercado”, conta.Perla Volner também espera crescimento para a Poli Filtro, mas vê algumas dificuldades devido aos eventos do próximo ano no país. “Esperamos um ano bom, porém complicado devido aos eventos que ocorrerão, tais como a copa do mundo e elei-ções que diminuirão o ritmo por termos dias que serão tratados praticamente como feriados. Porém, como as obras para as Olimpíadas de 2016 terão que prosseguir e, considerando o crescimento orgâ-nico da frota, prospectamos um crescimento na or-dem de dois dígitos. Contamos também com ações de marketing, divulgando cada vez mais a marca em eventos do setor de auto-peças, além de cam-panhas de vendas internas / externas e ferramen-tas diversas para alavancar vendas e estar cada vez mais perto dos nossos clientes. Além disso, trei-namentos regulares continuarão sendo foco para a equipe de vendas. Desta forma, eles se sentem in-centivados à buscar novos mercados”, explica.

O que diz a AbrafiltrosHoje existem 47 empresas associadas a Abrafil-tros, sendo 19 na CSFA - Câmara Setorial Fil-tros Automotivos; 19 na CSFI - Câmara Setorial Filtros Industriais; e 9 empresas na CSF - Câ-mara Setorial Fornecedores.E é o presidente da Associação, João Moura, quem faz uma balanço do ano de 2013: “O merca-do de filtros automotivos teve crescimento tanto no mercado das OEMs, como pode ser observa-do pelo volume de produção ocorrido durante o

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Sérgio Gazarini, diretor comercial da Wega Motors

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Pedro Ortolan, diretor de vendas,

reposição e marketing da Mann+Hummel

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ano, que deve registrar índi-ce superior a 11% em veícu-los produzidos em relação a 2012, segundo dados da An-favea. Já o mercado de repo-sição continua crescendo em torno de 5 a 10 % dependen-do da família de produtos de cada empresa”, explica.E prossegue: “Apesar do mer-cado de filtros industriais ser muito complexo em decor-rência da gama de produtos, o setor registrou crescimento acima do esperado com mé-dia de 5%, sendo que o seg-mento que teve menor desem-penho foi o de BSE - bens sob encomenda, em decorrência das turbulências econômicas que vêm ocorrendo desde o segundo semestre de 2012”, afirma Moura. E pelo desempenho obtido em 2013, ele acredita que as perspectivas para 2014 sejam favoráveis: ”As expectativas são boas para ambos os setores e o crescimento deve continuar na casa dos 5% a 11% para o segmento automotivo em OEMs e aftermarket. Já para o mercado de filtros indus-triais, o crescimento deverá ser entre 5 a 15%, dependo do segmento de atuação”, diz o presidente.Moura só lamenta a falta de apoio em âmbito de gover-no federal para todo o setor: “Estamos trabalhando como entidade de interesse de gru-po no sentido de buscar in-centivos inicialmente para as ações de coleta e proces-samento pós-consumo dos filtros do óleo lubrificante automotivos, através do nos-so programa Descarte Cons-ciente Abrafiltros realizado

nos estados de São Paulo e Paraná em atendimento às legislações estaduais. Além dos desafios econômicos e logísticos, queremos demons-trar ao governo federal as ne-cessidades e dificuldades que enfrentamos com as alíquotas e altas taxas de tributação praticadas no país em compa-ração aos importadores infor-mais, que representam uma parcela significativa do mer-cado”, explana João Moura.E finaliza o presidente da Abrafiltros: “Atualmente, a grande preocupação do mer-cado de filtros e sistemas de filtração tem sido a busca

pela manutenção das margens de lucro, que vêm di-minuindo ano após ano em função da incidência cada vez maior de tribu-tos e aumento nos impostos e de ou-tros encargos. Por isso, é de funda-mental importân-cia que o governo federal apoie o mer-cado de forma que

as empresas possam crescer de maneira sustentável, não só em número de unidades comercializadas, mas também em receita para gerar mais em-pregos e investimentos”. RMF

Contato das empresas:Abrafiltros: www.abrafiltros.org.brEverest: www.everest.ind.brGrupo Europa: www.europa.com.brMann+Hummel: www.mann-hummel.com.brPoli Filtro: www.polifiltro.com.brSogefi Filtration: www.fram.com.brWega Motors: www.filtroswega.com.br

João Moura presidente da Abrafiltros

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A sistemática completa do processo de es-pecificação de bombas é explicada, assim como são ressaltados os aspectos mais relevantes dessa atividade. Especial ên-

fase é dada aos aspectos que envolvem a seleção do tipo da bomba a ser aplicada para um determinado processo, por ser esta etapa uma das mais impor-tantes na compra deste tipo de equipamento. O processo de compra de uma bomba para uma de-terminada aplicação é composto das seguintes fases:- Seleção do tipo de bomba;- Seleção do modelo da bomba;- Escolha dos materiais de construção;- Determinação dos detalhes construtivos;- Elaboração da Requisição de Material (RM), in-cluindo Folha de Dados (FD) e todas as especifi-cações anexas;- Preparo da lista de fornecedores e respectivas consultas (envio da RM e anexos);

- Análise de desenhos e documentos dos fabri-cantes (aprovação);- Inspeções e testes finais de aceitação (na fábri-ca e/ou no campo). Primeiramente é importante ter em mente que os seguintes dados devem estar disponíveis por oca-sião do processo de seleção:Características do sistema de tubulações• Diâmetro e acessórios da tubulação de sucção;• Diâmetro e acessórios da tubulação de descarga;• Altura estática de sucção (Zs);• Altura estática de descarga (Zd).Características do processo• Vazão e possível necessidade de mudanças na vazão (flexibilidade de vazão);• Pressão do reservatório ou ponto de tomada de sucção (Ps);• Pressão do reservatório ou ponto final de des-carga (Pd).Características do fluido bombeado na tempera-tura de bombeamento • Viscosidade;• Pressão de vapor;• Densidade;• pH;• Presença de partículas sólidas em suspensão;• Inflamável? tóxico?• Características quanto à corrosão, etc.

Seleção do tipo de bombaInfelizmente não existe um critério único e abso-luto na definição do tipo de bomba que melhor atenda a uma determinada aplicação. Muito em-bora a velocidade específica (Ns) possa ser consi-derada como um dos critérios mais importantes, outros critérios, como por exemplo vazão, carga, tipo de fluido e flexibilidade operacional deseja-da, podem influir na decisão final. Antes de analisarmos individualmente os di-versos critérios vamos, em termos de ordem de grandeza, tentar fixar os limites operacionais dos diversos tipos de bombas.

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Projeto e especificação de bombas industriais

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por Dr. Luciano Peske Ceron

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Turbobombas (centrifugas e axiais) – Características gerais – Limites de apli-cação – Normas de projeto de construçãoComo não poderia deixar de ser, iniciaremos pela análise dos limites de aplicação das turbobombas. Esta prioridade deve-se ao fato de que este tipo de bomba e, particularmente as centrífugas, ocupa a maior parte do mercado. Esta preferência pelas turbobombas decorre fundamentalmente das se-guintes qualidades:- Podem ser acionadas diretamente por motor elétri-co sem necessidade de modificadores de velocida-de, sendo mesmo comum operarem a velocidades dos motores comerciais de 1.750 rpm e 3.550 rpm;- Trabalham em regime permanente, o que é de fundamental importância em grande número de aplicações;- Fornecem boa flexibilidade operacional, pois a vazão pode ser modificada por recirculação, fe-chamento parcial de válvula na tubulação de des-carga ou, alternativamente, por mudança de rota-ção ou diâmetro externo do impelidor;- Normalmente requerem menores cuidados de manutenção que as alternativas;- Cobrem uma ampla faixa de vazão, indo desde vazões moderadas com as centrífugas até altas va-zões com as axiais;- O preço pode ser considerado favorável em cor-relação com as vazões obtidas.Em adição às características gerais de aplicação, citamos, a seguir, de forma indicativa, as fai-xas de operação de alguns tipos mais usuais de bombas centrífugas: Bombas horizontais, sucção axial, rotor em balanço• Vazão até 1.000 m3/h;• AMT até 200/220 m;• Aplicações em serviços gerais, em indústrias de processos e outras. Bombas horizontais com carcaça partida axial-mente, rotor de dupla sucção• Vazão até 1.300/1.500 m3/h, com voluta simples e até 45.000 m3/h com voluta dupla;• AMT até 130/150 m;• Aplicações em abastecimento de água, recircu-lação de água de resfriamento. Bombas horizontais de múltiplos estágios• Vazão até 600 m3/h; • AMT até 1.000/1.200 m;• Aplicações em alimentação de caldeiras, servi-ços de alta pressão. Bombas verticais de múltiplos estágios• Vazão até 30.000 m3/h;

• AMT até 400 m;• Aplicações em extração de água de poços profundos. Bombas verticais de simples estágio• Aplicações em esgotamento de tanques abertos em indústrias de processos, condições de baixo NPSH disponível.

Principais limites de aplicações das turbobombas a) Para velocidades específicas menores que 500 (N em rpm, Q em gpm e H em ft) a eficiência das bombas centrífugas se torna muito pequena, ha-vendo, nesta faixa, uma tendência para as bombas volumétricas. Na realidade, este resultado é coe-rente, por exemplo, com o campo da aplicação das bombas alternativas. Nestas bombas a aplicação usual é com baixas vazões e altas cargas, o que conduz a valores baixos de velocidade específica. b) Outro limite é quanto à vazão. De um modo geral, como observado por THURLOW (1971), não se encontra no mercado bomba centrífuga indus-trial para vazões inferiores a 1 m3/h (4,5 gpm). Este fato pode ser corroborado pela apreciação da faixa de aplicação das principais bombas dos fabricantes tradicionais estabelecidos no Brasil. Entretanto, é interessante frisar que este valor é um limite de fabricação. Na realidade, para baixas vazões é necessária uma análise comparativa com as volumétricas, particularmente se menor que 45 m3/h (200 gpm), pois, neste campo, as alternativas possuem boa presença.c) Quanto à carga, o limite máximo normalmen-te citado na literatura especializada (Pumping Manual, 1979; Warring, 1969; Hicks e Edward, 1971) para bombas centrifugas de simples está-gio é da ordem de 75 m (250 ft) a 150 m (500 ft). Entretanto, isto não impede que os fabricantes ofereçam modelos de maior alcance como, por exemplo, algumas bombas que, segundo catálo-go, poderiam atingir a 450 m e 500 m, respecti-vamente. No que concerne às bombas de múlti-plos estágios, o limite. De acordo com LUDWIG (1960) é de 1.520 m (500 ft). Este valor, realmen-te, corresponde a um limite prático em termos de ordem de grandeza. Entretanto, também aqui podemos encontrar exceções como certas linhas de alguns fabricantes que, de acordo com o ca-tálogo, poderiam atingir a 4.000 m.d) Existe uma tendência marcante à diminuição da eficiência com o aumento da viscosidade. Naturalmente, isto acabaria implicando tomar a

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bomba centrífuga inadequada. O limite máximo de viscosidade aceitável para operação com tur-bobombas é função de análise comparativa com as opções existentes em determinada aplicação, o que torna difícil estabelecer um critério definiti-vo. Entretanto, uma pesquisa na literatura espe-cializada (Stindt, 1971; Neerken, 1978) mostra que até 500 SSU (Segundos Saybolt Universal) não há problemas; de 500 SSU até 2.550 SSU, uma análise comparativa deve ser feita e quanto maior a viscosidade maior a tendência, neste as-pecto, para as bombas volumétricas, aparecendo, finalmente, 10.000 SSU como limite de incompa-tibilidade para as bombas centrífugas. e) A presença de ar ou gases no líquido bombeado reduz a capacidade de bombeamento. Em bombas centrífugas o limite é de 5% em volume (Hicks, 1971; Stindt, 1971), podendo atingir a 10% em volume (Hicks, 1971) no caso de bombas de fluxo misto ou axial. f) Se o percentual de sólidos em volume ultrapas-sar a 3%, deve-se selecionar bomba de projeto es-pecial com baixa rotação e utilizando revestimen-to interno ou ligas especiais.g) Flexibilidade operacional é um aspecto que favorece o uso de turbobombas. Entretanto, em alguns casos desejamos justamente o oposto, ou seja, que a vazão não sofre influência do aumento da resistência do sistema quer por um estrangula-mento na descarga, quer por valores reais de vis-cosidade superiores aos de projeto. Neste caso há uma forte tendência para as bombas volumétricas. h) Outro valor limitante nas turbobombas é não serem auto-escorvantes. Desta forma, quando não estão afogadas exigem um custo adicional no sis-tema de escorva. A altura máxima permissível para bombas não afogadas, isto é, com altura es-tática de sucção negativa, e da ordem de 4,5 m (Hicks, 1971).

Bombas Rotativas – Características gerais e limites de aplicaçãoAs bombas rotativas, de um modo geral, apresen-tam as seguintes características: - Alto rendimento quando operam com fluidos viscosos;- Altura máxima permissível na sucção superior às centrífugas, da ordem de 6,7 m (Hicks, 1971);- Vazão praticamente constante; na realidade há ligeira queda de vazão bombeada com o aumento da pressão de descarga em função, principalmen-te, do aumento das perdas por fuga da região pres-

surizada para a região de sucção;- O acionamento pode ser feito diretamente por motor elétrico sem necessidade de sistemas do tipo biela-manivela; a necessidade ou não de re-dutores de velocidade é uma função do tipo de bomba e da aplicação;- Como são bombas volumétricas, exige válvula de alívio na descarga;- A rotação adequada varia em função da visco-sidade do produto bombeado; segundo HICKS (1971) apresenta a seguinte tabela de correlação entre rotação e viscosidade:

a) Campo de aplicação e limitações das bombas de engrenagemAs bombas de engrenagem constituem o tipo mais usado de bombas volumétricas. Seu principal campo de aplicação é no bombeamento de pro-dutos viscosos, como por exemplo, em bases de transferência e estocagem de produtos de petróleo e em sistemas de lubrificação de grandes máqui-nas. Sua faixa de aplicação compreende:I. Vazões usuais até 148 m3/h (650 gpm)/250 m3/h (900 gpm); entretanto, certas linhas de bombas de engrenagem atingem, de acordo com o catálogo, até 1.100 m3/h (4.840 gpm);II. Em termos de pressão, o limite usual é da or-dem de 350 psig/400 psig, embora maiores limites sejam eventualmente mencionados na literatura especializada; III. Em termos de viscosidade ela é capaz de ope-rar com fluidos até 5.000.000 SSU (Stindt, 1971). IV. Rotações máximas da ordem de 1.200/1.800 rpm;

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V. Eficiências da ordem de 80 a 95%.

b) Campo de aplicação e limitações das bombas de parafusosAs bombas de parafuso, da mesma forma que as bombas de engrenagem, são bastante utilizadas na operaçtaçõe são com fluidos viscosos. Entre-tanto, como podem operar em maiores rotações, atingem maiores vazões, sendo mesmo passíveis de aplicação em oleodutos. Sua faixa de operação compreende: I. Vazões desde 23 m3/h (100 gpm) até 910 m3/h (4.000 gpm);II. Limite de pressão da ordem de 3.000 psi (Stin-dt, 1971);III. Rotações da ordem de 3.500 rpm (Glick-man, 1971);IV. Operação com fluidos de viscosidade de até 100.000.000 SSU (Stindt, 1971).

c) Campo de aplicação e limitações das bombas de palhetasEste tipo de bomba, tendo em vista seu princípio de funcionamento é muito simples de desgaste de palheta, não sendo recomendável para fluidos de pouco valor lubrificante. Seu campo de aplicação compreende: I. Vazões até 86 m3/h (375 gpm) segundo STIN-DT (1971); II. Diferença de pressão usual de até 50 psi (Stin-dt, 1971), podendo atingir pressões de descarga de até 2.500 psi (Karassik, 1960);III. Limite de viscosidade da ordem de 100.000 SSU (Stindt, 1971);IV. Rotação máxima da ordem de 1.200 rpm, ope-rando com fluidos de viscosidade de até 500 SSU (Stindt, 1971);V. Eficiência volumétrica normalmente superior a 90% (Pearsall, 1972).

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Bombas Regenerativas – Campo de apli-cação e limitaçõesEstas bombas constituem um tipo especial de bombas dinâmicas. Na realidade poderíamos di-zer que é similar a uma bomba de múltiplos es-tágios com a diferença que os seus estágios são constituídos na periferia do impelidor. Elas são particularmente aplicáveis para líquidos de bai-xa viscosidade e na faixa de baixas vazões e altas pressões. Seu campo de aplicação, de acordo com KARASSIK (1960) compreende: I. Vazões usuais de até 23 m3/h (100gpm), podendo chegar a 45 m3/h (200 gpm) em projetos especiais;II. Cargas de até 183 m (600 ft), podendo chegar a 457 m (1.500 ft) em projetos especiais;III. A eficiência é, em geral, menor que as bombas centrífugas e cai significativamente se a viscosi-dade excede 400 SSU.

Bombas Alternativas – Campo de aplica-ção e limitaçõesEstas bombas alternativas apresentam de um modo geral, as seguintes características: I. Baixa vazão e alta pressão;II. Vazão pulsátil;III. Vazão média independente das características do sistema;IV. Rotação permissível é função da viscosidade;V. Necessidade de válvula de alívio na linha de descarga; esta válvula deve estar junto à bomba e antes de qualquer outra válvula; o HydraulicIns-titute (1975) recomenda a fixação dos seguintes valores para a pressão de alívio:

VI. Embora superiores às bombas centrífugas quanto à influência da presença de ar, não po-dem ser consideradas como auto-escorvantes em qualquer aplicação; esta característica, segundo HydraulicInstitute (1975), depende da relação vo-

lume morto x volume deslocado. Segundo HICKS (1971) sugere para bombas não afogadas, isto é, com altura estática de sucção negativa, a altura máxima permissível, na sucção, de 6,7 m.

Bombas de Diafragma – Área de aplicaçãoUma das aplicações deste tipo de bomba ocorre quando desejamos evitar vazamento ou contami-nação do fluido bombeado. De acordo com GLI-CKMAN (1971), as bombas, com diafragma movi-do diretamente por dispositivo mecânico, não são aplicáveis para pressões superiores a 125 psig, en-quanto que naquelas em que o diafragma é movido através de um fluido motor, a pressão máxima de trabalho depende do material do diafragma. Assim sendo, diafragmas metálicos resistem até 45.000 psi; diafragmas plásticos como os de Teflon até 1.500 psi e 280ºF, enquanto que os de elastômeros são limitados à pressão de 750 psi e temperatu-ra de 212ºF. Do ponto de vista de vazão, STINDT (1971) limita os modelos usuais em até 10 gpm, podendo atingir maiores vazões do tipo duplex.

Bombas de Êmbolo – Área de aplicaçãoDe acordo com STINDT (1971), estes são os limi-tes de aplicação das bombas de êmbolo: I. Vazões usuais até 4 m3/h (18 gpm), podendo em tamanhos maiores chegar a 136 m3/h (600 gpm);II. Pressões máximas da ordem de 7.500/10.000 psi

Bombas de Pistão – Área de aplicaçãoAinda de acordo com STINDT (1971), temos:I. Vazão máxima da ordem de 136 m3/h (600 gpm);II. Pressão máxima da ordem de 750 psig.

Critérios de seleção do tipo de bombaBaseados nas características diversos tipos, passe-mos à seleção do tipo de bomba adequado a uma determinada aplicação.Conforme mencionado anteriormente, não exis-te um critério único que conduza claramente ao tipo de bomba. Na verdade, deveremos analisar os diversos parâmetros ou critérios de seleção e escolher aquele tipo que melhor atenda aos requi-sitos mais importantes do sistema em considera-ção. Dentro deste raciocínio, vamos iniciar nossa análise pela velocidade específica.

Velocidade Específica (Ns)Conhecido o valor da vazão e as características do sistema podemos calcular o valor da altura mano-métrica H. De posse de Q e H estima-se um valor

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apropriado para N e calcula-se a velocidade espe-cífica (Ns). Para valores de Ns calculados com Q em gpm, N em rpm e H em pés, temos:

Ponto de Operação (Q e H)Na análise dos campos de aplicação dos vários tipos de bombas já exploramos este critério. Entretanto, cabem aqui as seguintes informações adicionais: a) Segundo HICKS (1971) sugere o seguinte qua-dro aproximado de aplicação, onde aparecem da-dos de vazão x carga:

Neste quadro cabem as seguintes considerações: - o limite de carga para bombas centrífugas em múltiplo estágio, pode ser estipulado na maioria dos casos em 1.520 m (5.000 ft) ou, para projetos especiais, em até 4.000 m;- no caso de bombas de fluxo misto e axial, LU-DWIG (1960) sugere os seguintes limites, não ne-cessariamente no mesmo ponto:

b) No que concerne às bombas horizontais de múl-tiplo estágio, o limite máximo de pressão para car-

caça partida na axial é da ordem de 1.600/2.000 psi. Entretanto, a norma API-610 exige carcaça partida radialmente nos seguintes casos:- Temperatura de bombeamento superior a 401ºF;- Líquidos tóxicos ou inflamáveis de densidade inferior a 0,7;- Pressões maiores que 1.000 psi para líquidos tó-xicos ou inflamáveis.

Características quanto à vazão- Turbobombas operam em regime permanentes sendo por isto as preferidas em operações de pro-cessamento nas indústrias de petróleo e petroquí-mica. Sua vazão pode ser alterada mediante mu-dança na curva do sistema, como por exemplo, me-diante fechamento parcial de válvula na descarga;- Rotativas operam em regime praticamente per-manente e sua vazão praticamente não depende de mudanças na curva do sistema;- Alternativas operam com vazão pulsátil. Entre-tanto, sua vazão média praticamente não depende da curva do sistema.

Características do líquido- Até 500 SSU é compatível com as turbobombas. Acima deste valor é necessária uma análise com-parativa e quanto maior a viscosidade maior a ten-dência para as bombas volumétricas;- Líquidos com sólidos em suspensão ou substân-cias pastosas operando com bombas centrífugas, normalmente exigem rotores abertos;- As centrífugas são limitadas a aplicações com no máximo 5% de gás em volume, enquanto que as axiais podem chegar a 10%.

Características do sistema Algumas características do sistema podem levar à uti-lização de determinado tipo de bomba. São exemplos disto às limitações de espaço ou restrições quanto à sucção, favorecendo o uso de bombas verticais. RMF

Ver referências bibliográfica em nosso site: www.meiofiltrante.com.br

Dr. Luciano Peske CeronDoutor em Engenharia de Materiais (Fil-tração/Particulados), Mestre em Políme-ros (Não tecidos), Engenheiro Químico, Especialista em Gestão Ambiental. Pro-fessor na PUCRS / Equipamentos de Uti-lidades Industriais - Engenharia Química. Tel.: (51) 9972-6534 Email.: [email protected]

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São grandes os desafios para salvar a vida no nosso planeta e a qualidade da água está diretamente relacionada. Considerando-se uma corrente onde os elos são a responsa-

bilidade ambiental, econômica e social, a qualida-de da água descartada pelas industrias é, portanto, um problema de melhoria contínua. Toda indústria deve submeter-se a uma avaliação dos seus processos industriais. Pode-se começar pela análise de seus procedimentos através dos do-cumentos disponiveis na própria indústria como fluxogramas de processos, documentos descritivos e de rotinas dos procedimentos, suas licenças am-bientais, além de visitas técnicas in loco e contro-les contínuos. A análise desses elementos, atrela-dos às condições e análises locais técnico-cientí-ficas da qualidade da água usada pela indústria, é o que garante a adoção de práticas bem adaptadas evitando-se os investimentos desnecessários. Essa avaliação tem que ser fundamentada nas nor-mas técnicas vigentes. Uma das principais, senão a princípal, é o reúso da água. Hoje, o Plano de Conservação e Reúso da Água (PCRA) é uma importante ferramenta na promoção do uso racional da água na indústria. Para imple-mentá-lo eficientemente é necessário considerar a água nos seus mais variados aspectos legais, insti-tucionais, técnicos e econômicos. A primeira regulamentação que trata de reúso de água no Brasil, foi a Norma Técnica NBR – 13696 de setembro de 1997. A redução de perdas de água no sistema, e também a possibilidade da captação, armazenamento e utilização das águas pluviais, também fazem parte das condicionantes eventuais da ampliação da produção de água, incluindo de-terminação dos seus custos correspondentes.Portanto, todo projeto visando a melhor maneira de usar e de descartar a água tem um impacto direto no preço do produto de uma indústria. Novas leis e re-gras de cobrança do uso da água -custo do consumo de água e o princípio poluidor/pagador - levarão incentivos às industrias que praticam seu reúso.A ideia é que, futuramente, os custos de recicla-gem e de reúso das águas nas indústrias sejam mais interessantes que os de captação e tratamento. Espera-se assim uma notável redução de 50% ou mais na vazão da captação e do tratamento. Expe-riências desenvolvidas na Alemanha, Japão, EUA,

Inglaterra, Brasil e Israel demonstram que uma combinação de políticas de preços de água para as indústrias, do controle das descargas dos afluen-tes, das tecnologias de conservação e da regulação de poluição tem grande potencial para promover a economia, o desenvolvimento e o meio ambiente.Resumindo, a adoção de novas práticas podem ser de ordem tecnológica (troca e compra de maquiná-rios, peças, etc.), considerando também os de ordem gerencial, como mudanças nas rotinas e procedi-mentos , ou ainda social, como campanhas de cons-cientização sobre seu uso, reúso, sua importância e as consequências de sua escassez. Abordando a problemática da água em toda sua complexidade os benefícios serão ambientais, econômicos e sociais.Faz-se necessário conhecer precisamente as im-purezas geradas pelas indústrias e seus diversos impactos no meio ambiente. Para cada tipo de tra-tamento de efluente industrial, deve ser empre-gado um procedimento adaptado (sedimentação, remoção de impurezas solúveis, abrandamento da água, remoção da sílica solúvel, troca iônica, des-gaseificação).Ele deve ser embasado em métodos físicos, químicos, biológicos, atentando sempre ao uso de novas tecnologias.Também, são muitos os agentes poluidores dos cur-sos d’água sendo os mais ativos os esgotos domés-ticos e os resíduos industriais. A grande acumula-ção dos dejetos orgânicos nos rios é, por exemplo, a principal causa da proliferação de bactérias que consomem muito do seu oxigênio. A consequência direta, afeta o ecossistema e, desse fato é a elimina-ção da fauna e da flora.Atualmente, segundo dados da ANA – Agência Na-cional de Água, os investimentos necessários nos sistemas públicos e outros, na captação e tratamen-to de águas e esgotos no país, estão na ordem dos R$ 70 bilhões de reais.Reforçando, a água, é um bem finito, dotado de valor econômico, assim definida na Política Nacional de Recursos Hídricos, e ainda, de acordo com a Cons-tituição de 1988, seu aproveitamento econômico e social deve buscar a redução das desigualdades. RMF

20 | Meio Filtrante | Janeiro/Fevereiro 2014

por Francisco Leite

DESTAQUE

Água na indústria

Cortez & Marianowww.cortezemariano.com.br

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ISO9001

EMPRESA PARCEIRA DO MEIO

AMBIEN

TE

SOCIALMENTERESPONSÁVEL

EMPRESA

O grupo DBD Filtros, fabricante dos produtos LAFFI FILTRATION, possui 25 anos de experiência e atuação em todo território nacional e América do Sul. É especializado em projeto, desenvolvimento e fornecimento de filtros e sistemas de filtração industrial de alta qualidade, sistemas para tratamento de água e separação de sólidos e líquidos.

LINHA DE PRODUTOSFiltro BolsaElemento Filtrante Tipo BolsaFiltro CestoFiltro CartuchoElemento Filtrante Tipo cartuchoFiltro Separador CentrifugoFiltros Leito (Areia, Zeolita e Carvão)Filtros Especiais e Vasos de PressãoTanques e Reservatórios para ArmazenamentoAbrandador Troca IônicaOsmose ReversaSistema UltravioletaBomba Dosadora

LINHA DE SERVIÇOSServiços e Trocas FiltrantesSobressalentes e reposições: Lâmpada UV, Tubo de Quartzo, Crepinas em PP e Aço Inox, Seixos Rolados, Areia filtrante, Zeólita, Carvão Ativado Vegetal e Mineral, Resinas Catiônicas, Aniônicas e de Leito Misto

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A água é um item muito importante para sobrevivência humana, mas nem toda água está pronta para consumo. Dentro de casa, por exemplo, algumas pessoas

têm o costume de usar o item diretamente da tor-neira, sem saber exatamente qual sua procedên-cia ou pureza. De acordo com o Pedro Caetano Sanches Mancuso, Professor e Doutor do Departa-mento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saú-de Pública (FSP) da USP, a água ocupa um lugar extremamente importante na prevenção e tam-bém, por outro lado, na propagação das doenças. “Se bem cuidada, pode poupar vidas. Caso con-trário pode propagar microrganismos patogêni-cos ou outras substâncias indesejáveis, como por exemplo, metais pesados, fármacos, subprodutos industriais e aquilo que hoje em dia chamamos de disruptores endócrinos”, explica o professor. Na maioria das vezes, a água que sai diretamente da torneira não está totalmente livre de impurezas indesejáveis como: sedimentos, barro, resíduos e outros contaminantes que geram gosto e cheiro desagradáveis. Para enfatizar o grande risco do consumo de água sem o tratamento adequado, Mancuso cita alguns grupos de microrganismos que podem estar presentes em esgotos sanitários, e as doenças que eles podem transmitir:- Protozoários - Endamoeba histolytica: amebía-se. Giardia lamblia: giardíase. Cryptosporidium: Cryptosporidíase, diarreia e febre.- Helmintos - Ascaris lumbricoides: ascaríase. Ancylostoma duodenale: ancilostomíase. Taenia (spp): teníase.- Bactérias - Shigella: shigelose. Salmonella typhi: febre tifoide. Vibrio cholerae: cólera- Virus - Virus da hepatite A: hepatite infecciosa. Enterovirus (72 tipos, pólio entre outros): pólio e várias doenças.A filtração é um dos processos unitários utiliza-dos para o cuidado e limpeza da água, mas ape-

sar de eliminar bactérias e tornar a água potável, as Estações de Tratamento de Água (ETA), muitas vezes, tem uma quantidade de produtos químicos muito superiores ao considerado saudável, sendo assim não é possível manter a limpeza e manuten-ção de canos de distribuição como desejado, tra-zendo para o mercado a comercialização de filtros e purificadores, que passam a ser uma solução vi-ável e aconselhável para a saúde plena.Mancuso explica que os filtros residenciais, além do material poroso usado para remoção de material em suspensão, coloidal e de microrganismos, po-dem incorporar carvão ativado. Nessa concepção, servem também para a remoção de material em solução, como subprodutos da cloração e outros, pois o carvão ativado funciona como adsorvedor de material solubilizado. “Mas vale ressaltar outro aspecto importante que diz respeito à origem do equipamento. Existem filtros em que a água tem contacto direto com peças metálicas o que, teori-camente, podem introduzir metais dissolvidos na água”, lembra o professor.A água para consumo humano deve atender aos padrões de potabilidade determinados pelo Mi-nistério da Saúde através da Portaria 2914:2011. Isabel Cristina de Siquei-ra, supervisora de filtros da IBBL explica que os filtros e purificadores são aparelhos para melhoria da qualidade da água. “As doenças causadas pela ingestão de água que não são tratadas devidamen-te podem causar desde um pequeno desconforto até sintomas mais graves, que se não forem tratados podem ser fatais. A pre-ocupação com uma água

FILTROS RESIDENCIAIS E PURIFICADORES

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por Carla Legner

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IBBL

Filtros e purificadores garantem a qualidade

da água nas residências

Purificador de água Atlantis da IBBL

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de qualidade também deve ser estendida para o preparo dos alimentos. Ao utilizar água não fil-trada no processo de cozimento ou mesmo para lavar verduras, frutas e demais produtos, o risco de contaminação ainda permanece. Dessa forma, o ideal é que toda água utilizada na cozinha seja submetida ao processo de filtragem”, enfatiza.Segundo Anderson Alves Oliveira, Marketing Pro-duct Manager da Pentair Filtration and Process somente com sistemas de filtragem adequados, é possível manter o padrão de água potável própria para o consumo. “Os filtros atuam como mecanis-mos de segurança para a saúde humana garantin-do uma água de qualidade, pois mesmo que a água seja tratada pelas empresas de abastecimento, por diversos fatores podem sofrer contaminação ao longo do trajeto até as residências e comércios, como condições inadequadas das tubulações e ex-cesso de cloro presente na água, entre outros agen-tes contaminantes. Desde que conhecidos todos os elementos presentes na água (partículas finas, clo-ro, bactérias entre outros), é possível removê-los,

resultando assim em uma água de maior qualida-de e própria para o consumo”, comenta Anderson Alves. “Segundo dados da ONU, cerca de 1,5 mi-lhão de crianças morrem a cada ano de doenças diarreicas, que poderiam ser evitadas com o con-sumo de água de qualidade” enfatiza.Sérgio Bernardo - diretor comercial do Purifica-dores Europa comenta, “A água que se encontra na caixa-d’água pode sofrer contaminação quími-

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Filtro de água para máquinas de lavar e filtro de água para caixa d´água e cavalete da Pentair

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ca ou microbiológica, sendo esta última a mais comum, podendo causar gastroenterites. É impor-tante ressaltar que as es-tações de tratamento de água garantem água de qualidade até a entrada do cavalete. Dentro dos prédios, a responsabili-dade é dos moradores/administradores”.

Filtros e purificadoresExplicando de uma forma bem simplificada, fil-tro é um componente único ou parte de um apa-relho responsável pela melhoria da qualidade da água. É o filtro que retira diferentes impurezas e o cloro da água. Já os purificadores são produtos preparados para inibir a proliferação de bactérias e reduzir partículas indesejáveis na água em no mínimo 85%. Tem como função oferecer água de qualidade para o consumo humano podendo ser em diferentes temperaturas, dependendo do mo-delo escolhido. Todo purificador de água contém necessariamente um filtro em seu interior, além dos demais componentes. Porém, um filtro, não necessariamente precisa de um purificador para desempenhar a sua função, ele pode estar insta-lados em máquinas de lavar roupas, chuveiros, lavatórios de cabeleireiros, máquinas de gelo, etc.“Existem muitos benefícios quando um consumi-dor decide adquirir um purificador de água, além da garantia na qualidade da água, que conse-quentemente garante mais saúde, podemos citar também a economia gerada pelos purificadores. Além disso, os produtos garantem praticidade na utilização evitando a necessidade de manuten-ção de garrafas de água, que possuem inclusive prazo de validade”, completa Isabel.Diferentes tipos de filtros e de purificadores es-tão disponíveis no mercado e a certificação do INMETRO é uma garantia de qualidade. Filtros possuem características padrão de água natural e podem ser utilizados nos pontos de entrada como caixas d’água e cavaletes no início da tubulação residencial ou comunitária. Neste caso, deve-se variar entre filtros residenciais (menores, normal-mente de 9’’ a 10’’ de tamanho) com produção em plástico de engenharia ou industriais, maiores, sendo produzidos até em aço-inox. Anderson Alves da Pentair frisa a versatilidade dos filtros e suas principais aplicações, “Os filtros da Pentair podem ser instalados desde antes da

caixa d’água ou do cavalete, eliminando resídu-os sólidos e tornando a água livre de resíduos em toda a residência. Os filtros Ponto de Uso, produ-zidos em carvão, são excelentes sistemas para a decloração da água. Isso significa uma água com baixos índices de cloro e livre de sabores e odo-res desagradáveis. A Pentair tem ainda soluções de ponto de uso para máquinas de lavar e boiler, eliminando os sólidos mais finos, as sujeiras exis-tentes provenientes de tubulações antigas redu-zindo assim a necessidade de manutenção cons-tante desses aparelhos.”“Tudo pode variar de acordo com a vazão e vida útil necessária para a família, empresa ou con-dôminos. Os purificadores, por sua vez, podem oferecer água natural, gelada e, até mesmo, água quente. Também podem oferecer maior ou menor classe de redução de cloro e com eficiência bac-teriológica ou não. Para os purificadores, o que ajuda na escolha do produto é saber o valor que se deseja entender sobre o produto, considerando benefício/custo e as necessidades de cada consu-midor”, explica Juliano Frizzo, representante da empresa Filtros Planeta Água.

Especificações do INMETRO Para melhor escolha, o INMETRO recomenda sem-pre ficar atento às informações que constam no selo de identificação encontrado na embalagem do produto, pois elas servem para orientar os con-sumidores quanto ao produto que melhor atende às suas necessidades. O INMETRO não diferen-cia filtros e purificadores, mas sim aparelhos para melhoria da qualidade de água. Os aparelhos de melhoria da qualidade da água que compulsoria-mente devem atender à Portaria INMETRO nº 93, de 12 de março de 2007, são aqueles cuja fonte de água já é previamente tratada, conforme a Portaria nº 2914:2011 do Ministério da Saúde. Dois tipos são possíveis de certificação:- Aparelhos para a melhoria da qualidade da água

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FILTROS RESIDENCIAIS E PURIFICADORES

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Filtro Top Multifilter e Filtro Fit para ponto de entrada da Planeta Água

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Purificador Da Vinci Ice HF Inox Europa

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por gravidade: aqueles que apresentam sis-temas elétricos incorporados, ou não, que se propõem à melhoria da qualidade da água, através do uso de um elemento filtrante, uni-dade condicionadora interna, ou qualquer ou-tro dispositivo interno, onde a água é transfe-rida de um recipiente para outro pela ação da gravidade: os filtros de barro, de porcelana, de plástico, jarras filtrantes, bebedouros, etc.- Aparelhos para a melhoria da qualidade da água por pressão: aqueles que apresentam sistemas elétricos incorporados, ou não, que se propõem à melhoria da qualidade da água, através do uso de um elemento filtrante, uni-dade condicionadora interna ou qualquer outro dispositivo interno, onde a água passa através da pressão do local de instalação, pu-rificadores, filtros, etc. De acordo com o INMETRO, o selo de Iden-tificação da Conformidade tem por objetivo indicar que os aparelhos de melhoria da qua-lidade da água para consumo humano estão em conformidade com a NBR 14908:2004 ou com a NBR 15176:2004, de acordo com os processos de certificação estabelecidos no Regulamento. Vale ressaltar, porém, que a responsabilidade de garantir a qualidade do produto é sempre do fabricante/fornecedor.A Portaria 93/2007 prevê que os ensaios (testes) que devem ser realizados no pro-duto para fins de que o mesmo obtenha o Selo de Identificação da Conformidade são: Ensaios gerais: Ensaio de pressão hidros-tática (somente aparelhos de melhoria da qualidade da água por pressão); Ensaio de fadiga (somente aparelhos de melhoria da qualidade da água por pressão); Ensaio de controle de nível microbiológico; Ensaio para determinação de extraíveis. No caso de Ensaios de desempenho: Ensaio para verificação da eficiência de retenção de partículas (somente os aparelhos de melhoria da qualidade da água com essa função); En-saio para verificação da eficiência de redução de cloro livre (somente os aparelhos de me-lhoria da qualidade da água com essa função); Ensaio para verificação da eficiência bacterio-lógica (somente os aparelhos de melhoria da qualidade da água com essa função).

Dicas ao consumidorDe acordo como Anderson Alves à medida que o consumidor brasileiro tem mais aces-so à informação e os órgãos competentes ga-

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FILTROS RESIDENCIAIS E PURIFICADORES

nham mais credibilidade no desenvolvimento de normas para o fornecimento de filtros e purifica-dores, percebe-se que o mercado brasileiro tem se tornado mais adepto à utilização destes produtos em suas residências, empresas, escolas, entre ou-tros. O selo do INMETRO e a sua obrigatorieda-de para todos os aparelhos de melhoria da água são de extrema importância. “Através deste selo, o consumidor brasileiro pode ter a certeza de que o produto foi ensaiado rigorosamente a condições extremas e que o mesmo irá garantir a purificação da água a níveis adequados ao consumo humano. Sempre que forem adquirir um filtro ou purifica-dor de água, verifique se o selo do INMETRO está junto ao produto”, finaliza.Sobre os cuidados que o consumidor deve ter para adquirir um desses utensílios, o INMETRO explica que se deve observar se o aparelho para a melhoria da qualidade da água para consumo humano ostenta o Selo de Identificação da Con-formidade do INMETRO no produto e na emba-lagem. O Selo de Identificação da Conformidade deve ser conforme ao abaixo:

No Produto:

Na embalagem:

O consumidor também deve verificar algumas características do produto que estão discrimina-das no Selo para que o mesmo possa escolher o aparelho mais adequado para as suas neces-sidades. Para explicar o que significa cada um dos ensaios mencionados no Selo: quanto ao

desempenho de retenção de partículas, o apa-relho deve ser classificado de acordo com as características descritas na tabela 1 das normas ABNT NBR 15176:2004 ou ABNT 14908:2004. A classificação do aparelho deve conter a faixa de tamanho de partícula.

Quanto ao desempenho de redução de cloro livre, o aparelho deve ser classificado de acordo com as características descritas na tabela 2 das normas ABNT NBR 15176:2004 ou ABNT 14908:2004. A classificação do aparelho deve conter o percentual de redução de cloro livre disponível.

Os tipos de filtros e sua manutençãoA escolha de um produto para tratar a água des-tinada ao consumo humano depende da quanti-dade de produto a ser consumida, a natureza ou procedência do produto a ser tratado e o tipo de contaminantes que nele existem. Segundo o ges-tor do Grupo Europa o ideal é possuir um filtro de entrada, que faz a primeira filtragem e elimina os resíduos trazidos pelo encanamento. Depois, é fundamental manter a caixa d’água sempre lim-pa e higienizada. Por último, um purificador com sistema de filtragem por fibra oca e desinfecção por raios UV garantiria a qualidade total da água e saúde das pessoas. De acordo com Romeu Cor-ci, representante da Master Filter, hoje, no Bra-sil, podemos encontrar diversos tipos de filtros: os filtros cerâmicos, (ou qualquer outro tipo), são utilizados na filtração por gravidade. Coloca-se água a ser tratada na parte superior e a água a ser

Tabela 2 – Classificação do aparelho quanto à eficiência de redução de cloro

Tabela 1 – Classificação quanto à eficiência de retenção de partículas

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consumida na parte inferior. Na manutenção dos elementos cerâmicos é feita por esfrega-ção superficial retirando-se a sujeira retida na primeira camada de material. Nos pro-dutos que utilizam elementos filtrantes porosos de materiais sintéticos e carvão ativado, que trabalham sob pressão e elimi-nam partículas sólidas e cloro e seus compostos em função da vazão do equipamento. A ma-nutenção dos mesmos é feita com a troca periódica dos refis. Os filtros contra fluxo que se utilizam de materiais inorgâ-nicos de diversas granulome-trias e que retém partículas sólidas em suspensão na água. A manutenção pode ser feita através de retro lavagem (in-versão de fluxo). Já os filtros micro porosos de fibra oca eli-minam partículas sólidas em suspensão maiores que 0,08 microm e eliminam bactérias por micro porosidade. A ma-nutenção dos mesmos é feita com a troca periódica dos re-fis. Romeu ressalta ainda que existem equipamentos sofisti-cados munidos de recipientes para água refrigerada, emisso-res de raios ultravioletas etc.Isabel explica ainda que os fil-tros têm uma vida útil deter-minada pelo fabricante e deve ser substituído conforme ins-truções de uso. Para os puri-ficadores de água, é recomen-dada que a limpeza externa seja feita com um pano macio e umedecido, utilizando ape-nas água e detergente neutro. É importante atentar-se para a limpeza na saída da água, principalmente nas torneiras ou bicas, para evitar possíveis contaminações na água. A lim-peza neste local deve ser fei-ta com papel toalha levemen-te umedecido em álcool 70% (disponível nas farmácias).

Após secar, deve-se descartar a água por alguns segundos para garantir a perfeita higieniza-ção sem qualquer risco à saú-de. Além da limpeza externa, a troca do elemento filtrante (filtro/refil) deve ser feita con-forme indicação de cada apa-relho. “Por garantia, a IBBL re-comenda que a troca seja feita após o consumo de 2 ou 3 mil litros de água (dependendo do tipo de refil) ou em até 6 me-ses. Após desenvolver o siste-ma “Girou, Trocou”, os apare-lhos da IBBL não necessitam de manutenção especializada para a troca do filtro. O pró-prio consumidor pode fazê-lo com facilidade”, enfatiza.Outra questão importante e que gera muita dúvida, quando fa-lamos no tratamento de água, é sobre os cuidados com a caixa d’água. De acordo com Romeu é imprescindível que as mesmas tenham um bom sistema de ve-dação para evitar a presença de poeira, e contaminantes mais sérios como ratos, pombas etc. Se a caixa d’água estiver limpa, com manutenção regular e com a utilização de filtros eficientes, pode-se aumentar a vida útil dos purificadores utilizados em residência e comércios.“A limpeza da caixa d’água, deve ser feita a cada seis me-ses conforme recomendação da Agência Nacional de Vigi-

lância Sanitária – ANVISA, e sempre por um profissional especializado. A caixa d’água quando não está limpa e ade-quadamente vedada, oferece alto índice de contaminação. Por isso, mesmo que a casa tenha um purificador, é es-sencial que a limpeza da cai-xa seja feita periodicamente”, completa Isabel da IBBL. RMF

Contatos:Departamento de Saúde Am-biental da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP: www.fsp.usp.brFiltros Planeta Água: www.planetaagua.ind.brGrupo Europa: www.europa.com.brIBBL: www.ibbl.com.brMaster Filter: www.masterfilter.com.brPentair: www.pentair.com.br

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IBBL

Purificador de água Avanti da IBBL

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Mas, afinal, por que é tão importante o papel dos filtros e óleo na manuten-ção de peças e motores em geral? Às vezes não fazemos ideia do estrago

que pode acarretar a um equipamento, que acaba ficando danificado ou inutilizado, gerando preju-ízos econômicos, de produção e de investimentos. Por isso, seja para qual aplicação for utilizado um filtro precisa passar por manutenção ou troca para que funcione e cumpra sua missão de limpar as impurezas. Com o filtro de óleo lubrificante, a res-ponsabilidade é a mesma porque estão envolvidos diversos mecanismos interdependentes que se não receberem um óleo bem tratado e não estiverem com os filtros em dia podem causar uma reação em cadeia que provoca danos ou perdas.A explicação é simples. De acordo com Pedro Or-tolan, diretor de vendas reposição & marketing da Mann+Hummel, fabricante mundial de filtros au-tomotivos de ar, óleo e combustível para veículos leves e pesados, o filtro do óleo é responsável por eliminar e manter o circuito de lubrificação do mo-

tor isento de impurezas e deve ser substituído junta-mente com a troca programada do óleo lubrificante. “Quando este procedimento não é observado, o óleo recém-colocado no cárter tem sua durabilidade re-duzida devido à contaminação do óleo novo com o óleo velho que estava dentro do filtro que não foi substituído.” Segundo ele, o sistema de filtragem é fundamental para a preservação do bom desempe-nho do motor e da vida útil de seus componentes, protegendo o equipamento de desgastes prematuros, pois ele tem como função reter e impedir a entrada de impurezas no sistema de lubrificação. O fato é que o filtro de óleo exerce papel fun-damental no sistema de lubrificação de motores e peças. Domingos Cara-pinha, gerente de desen-volvimento de produtos da MWM International, uma das principais fa-bricantes de motores diesel do mundo para os segmentos veicular, agrí-cola, industrial e maríti-mo, explica que, durante a utilização do motor, os componentes sofrem leve desgaste já previsto em projeto (componentes de ferro fundido, bronze, alumínio etc). O que acontece é que o material pro-veniente deste leve desgaste fica misturado ao óleo lubrificante do motor. Quando o óleo passa pelo filtro, as partículas ficam presas dentro do filtro e o óleo lubrificante segue “limpo” para o restante do motor para fazer a lubrificação dos componen-tes. “Se o filtro não é substituído dentro do período especificado em projeto, existe a possibilidade do

ESPECIAL

Fazer a troca do filtro e do óleo lubrificante evita danos e perdas

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por Cristiane Rubim

Saiba por quais razões é preciso estar em dia com estas trocas para a manutenção de peças e motores

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Pedro Ortolan, diretor de vendas reposição & marketing da Mann+Hummel

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entupimento ou até mesmo do rompimento do ma-terial interno do filtro. Deste modo, o óleo passa por dentro do filtro, mas a filtragem não acontece. Com isso, as partículas misturadas ao óleo vão para os componentes internos do motor, o que gera riscos que podem comprometer o desgaste e a vida útil do propulsor”, aponta.Na visão de Luís Henrique Alves, supervisor de serviços e contratos da Aerzen do Brasil, empre-sa de atuação global que oferece soluções técnicas customizadas em compressores e sopradores rota-tivos, o filtro resguarda todo o funcionamento do sistema e atua como um alerta. “É ele que garante o funcionamento do sistema de lubrificação com confiabilidade. Hoje existem sensores que acusam qualquer falha, como sensor de pressão, entupi-mento e temperatura do óleo”, destaca. Quanto aos danos ocorridos pela falta de manutenção, Luís diz que podem ser desde o comprometimento prema-turo do conjunto mecânico até a quebra de peças vitais, como rolamentos, engrenagens, selagem, ei-xos, ou seja, todo o equipamento.Conforme explica Carapinha, da MWM Internatio-nal, o óleo lubrificante do motor passa por um pro-cesso de degradação durante o período em que é uti-lizado no propulsor. “Por isso, quando o período de troca de óleo não é obedecido e o mesmo ultrapassa o tempo de uso limite de especificação, corre-se o risco de que o óleo não realize a lubrificação dos componentes do motor em função da degradação acima do aceitável”, esclarece. Segundo ele, alguns componentes também podem entrar em colapso como consequência da falta da lubrificação ade-quada. Os que sentem primeiro o efeito são o turbo compressor, bronzinas de mancal de virabrequim e biela, camisas, anéis, pistões (região do pino), siste-ma de válvulas e mancais de engrenagem.

A necessidade da prevençãoDesde muito cedo, Rodolfo Cafer, inspetor técni-co da Mahle Metal Leve, fabricante mundial de

componentes de motor e geradora de tecnologia de ponta para a construção e montagem de motores, es-cuta este ditado: “A econo-mia é a base da porcaria.” Na opinião dele, muitos empresários veem a ma-nutenção preventiva, troca de óleo, filtros e revisão do sistema de injeção como despesas. Segundo ele, es-tes empresários esquecem que a manutenção correti-va não pode ser programa-

da e, quando ela ocorre por quebra do equipamento pela falta de manutenção preventiva, leva à parada com carga, atrasos ou falta de entrega com multas, perda de contratos, repasse de frete e custos e ou-tras despesas não previstas. “Já a manutenção pre-ventiva pode ser programada para ocorrer nas pa-radas por falta de carga, entressafras, períodos de espera e outras paradas programadas, o que evita despesas indesejadas”, aconselha.Cafer explica que o motor é um sistema fechado. “O que está dentro, como líquidos, combustíveis, etc., não deve sair, e o que está fora - abrasivos, líqui-dos e contaminantes - não deve entrar. Os únicos abrasivos que podem ter em um motor são os que vierem de fora por falha no sistema de filtragem do combustível e ar, e dos que não forem removidos pelo sistema de filtragem do óleo do motor”, exem-plifica. Pensando esta questão a longo prazo, os desgastes de componentes internos ocorrem pela falta de remoção dos abrasivos internos, que de-vem ser retidos pelo filtro do óleo, mas que acabam se tornando os abrasivos dos componentes, a serem retirados quando o filtro for removido. Se isso não ocorrer, os componentes internos terão uma sensí-vel redução de vida útil. “Os filtros são elementos de sacrifício. Filtros que não sujam ou não ento-pem também não filtram, e existem muitos profis-sionais que acham que o filtro deve ‘durar’ muito, e não ‘filtrar’ muito, o que é um conceito muito ruim pensando em manutenção”, analisa.Qualquer falha em um sistema de lubrificação ou filtragem irá gerar danos irreversíveis em um mo-tor. Os danos, segundo Cafer, podem ser ocasio-nados pelo contato metálico entre pistões e anéis contra os cilindros, contato entre os colos do vi-rabrequim e as bronzinas de bielas e mancais, dos mancais dos eixos de comando nos colos dos mes-mos, dos tuchos nos alojamentos, das válvulas nas guias e demais contatos metálicos que são evitados com a lubrificação adequada.Já percebemos o papel e importância dos sistemas de filtragens e filtros para a manutenção adequada de motores e peças. O inspetor técnico da Mahle

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Tubo esmagado por excesso de restrição resultado do

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lubrificante não especificado

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Rodolfo Cafer inspetor técnico da Mahle Metal Leve

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Metal Leve esclarece os processos que ocorrem no motor e o trabalho dos filtros para limpeza dos componentes. Conforme explica, durante o funcio-namento, os motores convertem a energia química armazenada no combustível em energia mecânica. Para isso, os pistões fazem um movimento alternati-vo de subida e descida. “Pela construção do motor, onde o eixo virabrequim se comporta como uma ma-nivela, os movimentos dos pistões são convertidos em movimentos circulares, o que exige a necessida-de de lubrificação. Mesmo nos melhores motores, sempre existiram, em sistemas mecânicos, o contato metálico, que gera a fragmentação de materiais.”De acordo com Cafer, nos motores, são utilizados ma-teriais diversos internamente, como cromo e molib-dênio nos anéis, alumínio nos pistões, ferro e aço nas camisas e cilindros, estanho nas bronzinas e titânio nas turbinas. Por este motivo, quando há o contato, ocorrem o desprendimento de fragmentos e a geração de borras e resíduos da combustão incompleta. “Se não forem realizadas a filtragem e a remoção destes elementos, os fragmentos irão se comportar como abrasivos atacando os demais componentes, assim como a borra também irá obstruir a passagem ade-quada do lubrificante, acentuando possíveis falhas de lubrificação. Nesta condição, os filtros e sistemas de filtragem são primordiais para obter de um motor a maior vida útil possível,” aponta.As principais características dos filtros do óleo lu-brificante aplicados em uso nos motores de com-bustão interna, segundo Cafer, são a baixa restrição e elevada vazão se comparado com outros tipos de filtros, além dos sistemas incorporados para garan-tir a passagem do óleo quando ocorrem oscilações

no sistema de bombeamento de óleo lubrificante do motor. “Estas características são essenciais para os motores, pois, durante o funcionamento do motor, o movimento alternativo dos pistões, ao converter a energia química armazenada nos combustíveis fósseis em energia mecânica fazendo o giro do eixo, exige dos componentes internos dos motores solici-tações de esforço onde nenhum outro componente similar de outras aplicações se aproxima”. Devido a estas solicitações, conforme explica, a necessida-de de lubrificação se torna muito maior do que em qualquer outra aplicação com filtros. “Estas condi-ções adversas de carga nos componentes criam a necessidade de um filtro, quando aplicado nos mo-tores, se comportando como se no sistema inteiro não existissem filtros ou restrições”, analisa.

Na opinião de Cafer, nos últimos 20 anos ocorreu uma revolução no projeto dos motores mais recen-tes. “O desempenho, rotação, torque e solicitações atingiram capacidades elevadíssimas. Para aten-der a estas exigências, muitas vezes os projetistas utilizam sistemas de lubrificação com derivação (filtragem parcial) para garantir o atendimento de lubrificante necessário ao motor. Nesta condição, além de um filtro com baixa restrição, há o fluxo do lubrificante diretamente atendendo ao motor sem interferência neste fluxo e a garantia da filtragem necessária para a remoção dos microfragmentos ge-rados pelo contato metálico dos componentes du-rante o funcionamento do motor.”

Troca de filtro e óleo juntoPara não provocar o entupimento do filtro, o que ocasionaria sérios danos ao motor e às peças, é recomendada a troca do filtro a cada troca de óleo porque é uma garantia ao bom funcionamento do motor. “A troca de filtro do óleo junto com a tro-ca do óleo não gera nenhum problema ao motor, ao contrário, garante a remoção tanto das borras resultantes da queima incompleta do combustí-vel e reação química como dos abrasivos retidos durante o processo de filtragem”, afirma o ins-petor técnico da Mahle Metal Leve. A empresa produz turbinas para motores diesel no Brasil e

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Pistões desgastados por abrasivos

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Desgaste no eixo e bronzinas por falha no sistema de lubrificação e filtragem

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Filtros removidos com ferramentas e processos de manutenção inadequados

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Rainer vonSiegert, diretor-geral da Aerzen do Brasil, e Luís Henrique Alves, supervisor de serviços e contratos da empresa, elencaram um caso real vivido em um compressor da marca, que chegou a travar por falta de lubrificação. O motivo, segundo eles, foi a falta de preocupação com a manutenção do equipamento, já que, ape-sar de operar com o filtro de óleo, não foi troca-do, e possivelmente nunca tenha sido trocado, ocorrendo, então, o desprendimento da malha interna do filtro, que acabou se alojando no bico de lubrificação das engrenagens de sincroniza-ção do compressor. Eles afirmam que, por falta de lubrificação, as engrenagens, pelo esforço no trabalho, se desgastaram prematuramente, inclu-sive, seus dentes quebraram-se. A mesma causa também provocou o desgaste prematuro dos rola-mentos do eixo. “Como se vê, uma causa dessas provoca uma reação em cadeia, podendo levar à perda do equipamento, dependendo da extensão dos danos”, avaliam. Acompanhe pelas fotos e le-gendas os detalhes da análise deste caso.Compressor VM 510B J série Nº. 898.978Na desmontagem, o primeiro problema encontrado foi o eixo quebrado. Com o eixo quebrado, a máqui-na ficou em funcionamento por muitas vezes.

Durante a desmontagem, o técnico encontrou também o anel de retenção fora do rolamento e encostado no acoplamento da bomba de óleo, que tinha desgaste excessivo.

Os problemas mencionados resultaram na obs-trução da passagem de óleo. A seguir, veja o que resultou na falta de lubrificação de óleo nas engrenagens.

O técnico identificou que as engrenagens traba-lharam a seco, sem película de óleo. As marcas no rolamento indicam a evidência.

Abaixo, o filtro utilizado não recomendado pela Aerzen.

ConclusãoApós o primeiro problema (eixo quebrado), a má-quina foi operada por muitas vezes depois. E o fil-tro, não sendo original para o equipamento, oca-sionou a obstrução da passagem de óleo pela tu-bulação, aquecendo as engrenagens e rolamentos.

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Exemplos reais de danos às peças e motores

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turbos para motores leves com tecnologia Down-sizing na Europa e Cafer diz que os turbos são os elementos externos (periféricos) que mais so-frem com falhas em sistemas de lubrificação e filtragem. Segundo ele, para obter resultados efe-tivos na manutenção, é preciso prestar atenção para que, no momento da troca, o filtro usado, se for do modelo Spin-On, conhecido como filtro de rosquear, não seja apertado no meio, onde o corpo tem uma chapa de pouca espessura, e que, se for danificada, permite que o material retido acabe forçado para dentro do motor, eliminando todo o trabalho de retenção realizado por ele.Para evitar o entupimento e minimizar a geração de borra, o correto, conforme o inspetor técnico da Mahle Metal Leve, é realizar a troca do lu-brificante e filtro dentro do período determinado pelo fabricante do motor ou veículo, utilizando o filtro adequado e lubrificante no caso de motor de uma máquina ou estacionário. Se for motor de um veículo, deve-se seguir as recomendações de manutenção do fabricante do veículo. “Isso ocor-re porque um motor aplicado em um caminhão na dianteira e o mesmo motor aplicado na trasei-ra de um ônibus trabalharão em regimes diferen-tes com ataque de contaminantes em condições diversas. Por esse motivo, os períodos de manuten-ção não serão iguais, o que obriga a seguir o ma-nual de manutenção do veículo e não o do motor”, indica. Um fato importante é que quem determina o lubrificante adequado é o fabricante do motor ou veículo ou quem fez o desenvolvimento do motor para a montadora ou fabricante do motor.O tempo de utilização e de troca dos filtros é di-ferente nos motores industriais e nos veiculares. De acordo com Cafer, normalmente, os motores

industriais trabalham longos períodos em um le-que de 1, 2 ou 3 rotações predeterminadas, como geradores de energia - no Brasil, múltiplos de 60 e, nos EUA, múltiplos de 50 devido à frequência de geração 60 ou 50 Hertz -, compressores de ar, conectados a bombas hidráulicas e outras aplica-ções. “Nestes motores, o período de manutenção é determinado em horas de uso, diferente das apli-cações veiculares onde a manutenção é definida em quilômetros. Nos industriais, os filtros de ar podem ser parte de sistemas de filtragem de am-biente ou de cabines seladas, onde existem dife-rentes processos e controles, e por serem moto-res estáticos (fixos), mesmo usando filtros iguais, quando realizado acompanhamento de lubrifican-tes, o desgaste e a contaminação dos lubrificantes são menores nesta aplicação, porém, a troca do filtro deve ser no período recomendado”, avalia.Ortolan, da Mann-Hummel, diz que os filtros de-vem ser trocados de acordo com a recomendação do fabricante do equipamento, seja ele industrial ou automotivo. “Este intervalo de troca é especi-ficado no manual do equipamento”.

Ortolan também concorda com a troca do óleo e do filtro junto. “Quando o consumidor opta por não realizar a troca do filtro toda vez que faz a tro-ca do óleo, estará comprometendo a qualidade do óleo lubrificante e seu desempenho, prejudicando a vida útil do equipamento”, adverte. Por isso, os principais danos ou problemas causados por óleo contaminado com impurezas ou utilizado além da quilometragem especificada pelo fabricante são o baixo desempenho e os desgastes prematuros das peças e da vida útil do equipamento.

Definições de trocaAs recomendações do fabricante são importantes para manter em dia as peças e motores porque, segundo Carapinha, da MWM International, ge-ralmente, a especificação de manutenção é deter-minada durante o processo de desenvolvimento do motor. “São feitos ensaios para verificar a ca-pacidade e a necessidade de filtragem para defini-ção do tamanho do filtro de óleo lubrificante e tam-

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Desgaste de cilindros por abrasivos

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Filtro de óleo linha leve

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Arraste de material da haste da válvula por falha no sistema de lubrificação e filtragem do óleo

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bém para verificar o consumo de óleo do motor, a vida do óleo lubrificante e o nível de desgaste dos componentes do motor. De posse destas informações, definimos o ta-manho do cárter, o volume de óleo, a especificação do óleo e o intervalo de troca de óleo”, explica.Na Aerzen, como fabricante, existe, de acordo com Alves, um plano de manutenções nos manuais onde informam

quais os períodos de troca dos elementos filtran-tes como também qual a especificação e tempo de troca do óleo. “Nosso planejamento é feito pela ne-cessidade do nosso cliente, oferecendo todo tipo de manutenções, preditiva, corretiva, ferrografia, análise de vibrações etc”, expõe.

Investimento em tecnologiaA Mahle Metal Leve investe em desenvolvimento tecnológico e detém tecnologia para fabricação de componentes e motores para todas as montadoras dos mercados nacional e mundial. Atualmente a Mahle tem um Centro de Tecnologia voltado so-mente para filtros e sistemas de filtragem e fabri-

cação de componentes filtrantes e processos de fabricação de filtros em Stuttgart na Alemanha. Nos demais Centros Tecnológicos no Brasil, em Jundiaí, na Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos, Japão e China, além de filtro, os sistemas de fil-tragem, onde se destacam as unidades de filtra-gem junto com o desenvolvimento dos motores, componentes periféricos, como caixas de filtros, coletores de ar, tampas de válvulas com conden-sadores de vapor de óleo, válvulas de retorno de vapor de óleo, etc., e componentes internos, como pistões, anéis, camisas, bronzinas, bielas, eixos de comando, tuchos de válvulas, válvulas, guias e sede de válvulas, engrenagens, sinterizados etc.

O Centro Tecnológico em Jundiaí pesquisa, além dos componentes, processos para a fabricação dos produtos, principalmente filtros, que são elemen-tos de reposição constante, ou seja, sempre que ocorrerem trocas de óleo e manutenções de motor e componentes de longa vida útil, como os pistões, anéis, camisas, bronzinas e outros componentes, além da pesquisa para melhoria dos motores. “Den-tro de poucos meses em todos os lançamentos de ponta no Brasil, serão encontrados os principais produtos Mahle Metal Leve tanto na parte interna do motor como na externa, quer seja em filtros, cai-xas ou componentes internos, além da tecnologia para o desenvolvimento dos motores”, revela Cafer. O inspetor técnico cita como exemplos um motor da década de 80, que, normalmente, durava entre 80.000 e 100.000 km e um motor atual. “Hoje, um

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Domingos Carapinha gerente de

desenvolvimento de produtos da MWM

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Luís Henrique Alves, supervisor de serviços e contratos da Aerzen do Brasil

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Mahle Metal Leve S.A.- Jundiaí -SP

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Bronzinas com desgaste por abrasivos

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motor com a mesma cilindrada, após passar pelo desenvolvi-mento dos componentes e sis-temas (filtragem, lubrificação, alimentação e outros), com o do-bro do torque e potência, menor consumo de combustível, emis-são próximo ao “zero” desejado pela sociedade, dura mais de 300.000 km quando são realiza-dos a condução, a manutenção e o uso como recomendado pelo fabricante”, compara.Segundo Cafer, no Brasil, di-ferentemente do restante do mundo, a renovação de frota está ocorrendo há quase dez anos, e boa parte dos veículos que deveriam ser sucateados migra para regiões de menor poder econômico. “Com isso, ocorre um aumento de vendas tanto para a reposição de com-ponentes dos veículos novos quanto para a manutenção dos veículos mais antigos. Como os veículos de projetos recentes recebem cada vez mais tecno-logia, os componentes destes veículos acabam cedendo tanto tecnologia como processos de fabricação e desempenho para os componentes de reposição dos veículos mais antigos. Isso acaba melhorando tanto o fun-cionamento como a vida útil

destes veículos, mesmo sendo muitas vezes veículos em final de vida útil”, ressalta. Para Pedro Ortolan, as inovações acontecem de acordo com as exigências do mercado e da so-ciedade. Segundo ele, os siste-mas de filtragem seguem as ten-dências das montadoras com as quais a empresa desenvolve em conjunto novos produtos que atendam a esses avanços tecno-lógicos. O mercado de autope-ças segue as inovações que os equipamentos e motores pas-sam ao longo do tempo. “Todo esse conhecimento e novas tecnologias são aplicados não só para atender as montado-ras, mas também às exigências do mercado de reposição. As inovações vão desde produtos com melhores desempenhos de filtragem até melhorias no pro-cesso produtivo.”A Mann+Hummel faz pesqui-sas, desenvolve e inova em novos produtos e processos de fabricação para atender às determinações dos novos mo-delos de veículos que esta-rão no mercado nos próximos anos. “O nosso Laboratório de Testes é referência e está pre-parado para oferecer o que há de melhor ao mercado.” A Mann+Hummel possui fábri-cas no mundo todo e sua ma-triz na Europa, onde a eficiên-cia energética é um tema cada vez mais em pauta. Por isso, investe em treinamento, capa-citação de funcionários e nas unidades fabris constantemen-te para atender a esta tendên-cia do mercado. RMF

Contato das empresas:Aerzen do Brasil: www.aerzen.com.brMahle Metal Leve: www.mahle.com.brMann+Hummel: www.mann-hummel.comMWM International: www.mwm.com.br

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Desgastes ocasionados por abrasivos nos anéis de primeira e terceira

canaletas, que são cromados ou com molibdênio e acabam se

tornando mais abrasivos internos

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Nas mais diversas utilidades, a exis-tência de microfiltros, normalmente, passa despercebidos no dia a dia dos usuários. Isso porque, os componen-

tes são usados desde máquinas e equipamentos industriais até em aparelhos domésticos, como uma máquina de lavar roupas, no celular, na li-nha telefônica, etc. Independente do tamanho, os microfiltros são aplicados em campos dife-rentes, mas todos têm uma mesma função: fil-trar partículas. Ou seja, apresentar a separação eficaz de resíduos, tornando os processos pro-dutivos menos poluentes.Temos o microfiltro para partículas, cuja indica-ção adequada para remoção de sólidos em sus-

pensão na água, reduzindo sua turbidez. No geral, são usados no pré-tratamento de equipamentos de osmose reversa ou em locais onde se deseja retirar partículas e sedimentos da água de rede ou poço.Tem como características ser um microfiltro de profundidade, em polipropileno, tipo spun-MB, confeccionado com tecnologia melt-blown. O que nos remete à microfiltração no tratamento de água, em que usamos o processo na remoção da maioria dos patógenos e contaminantes, como cistos de Giardia lamblia, cistos de Cryptospo-ridium, protozoários, bactérias maiores e vírus.Este processo tem algumas vantagens em relação ao tratamento convencional, tais quais:• Produção de água com qualidade superior;• Adição de quantidade bem menor de produtos químicos;• Requer menor energia para operação e manutenção;• Proporciona projeto e construção de sistemas compactos, fáceis de serem implantados.Na área industrial, por exemplo, encontramos a variedade desses componentes em bicos inje-tores, filtros para sistemas de injeção, sistemas de freios, sistemas de combustíveis, sistema de freio, sistema de ar condicionado, etc.Nos processos de filtragem é levado em conside-ração o consumo de energia e controle de poluen-tes, a meta é reduzir os gastos de energia e aumen-tar a proteção ao meio ambiente. Neste contexto entra uma gama enorme de microfiltros, podendo ser classificados em dois grupos: microfiltros de tela metálica e microfiltros de tela sintética. O material aplicado e o formato são as principais diferenças enquanto que a forma de montagem e o processo de limpeza e reaproveitamento estão

TECNOLOGIA

Microfiltros, onde estãoe como influenciam

o nosso dia a dia

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por Daiana Cheis

Com o avanço da nanotecnologia é cada vez mais comum encontrar filtros de pequeno porte nos mais variados setores, que vão desde o campo industrial ao hospitalar

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Filtro V Küfner - Automotivo: aplicação bomba de injeção diesel de alta pressão, pressão de até 2.000 bar.

Aplicação: carros a diesel na classe superior e média como filtro de combustível. Objetivo: proteger a bomba de injeção de sujeiras e danos. Vantagem da geometria especial: queda de pressão menor quando comparado

com filtros convencionais de tela cilíndrica

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entre as vantagens. “Não há um limite definido para a aplica-ção de microfiltros, hoje com a nanotecnologia surge um novo universo de atuação. Outro fa-tor importante, que observa-mos no desenvolvimento de novas soluções de filtragem, é a produção de filtros que pos-sam ser limpos com facilidade e reaproveitados”, esclarece o engenheiro mecânico e repre-sentante da Küfner no Brasil, Paulo Viehmann.Além do setor industrial, en-contramos microfiltros nos mais diversos setores, exem-plo: alimentos, cosméticos, médica, entre outros.A Küfner é uma empresa priva-

da, na área de telas e filtros, com três unidades na Alemanha. Com 60 anos de experiência no ramo da indústria, as duas divisões da empresa são líderes absolutas de tecnologia e de mercado. Na área da saúde, a Küfner que é especializada em soluções de filtragem individuais para substâncias líquidas e gasosas, desenvolveu um novo elemen-to filtrante para misturador de cimento ósseo. Uma nova téc-nica de tratamento da osteopo-rose, minimamente invasiva, conta com o desenvolvimento de um meio filtrante que impe-de a entrada de elementos con-taminantes quando da injeção de resina com cimento ósseo na área afetada. O processo é me-nos dispendioso, permite uma rápida recuperação mantendo a mobilidade do paciente.“Não há um limite definido para a aplicação de microfil-tros, hoje com a nanotecnolo-gia surge um novo universo de atuação”, diz Viehmann.

Solução nacionalHá 18 anos no mercado, a Cristal é uma das fábricas que se especializou em fabricação de microfiltros. Ícone neste setor, é hoje uma das princi-pais referências mundiais em componentes técnicos.Além de uma linha de produ-tos com a sua própria marca, também trabalha junto a outras empresas, do projeto ao produ-to final, desenvolvendo e pro-

duzindo com eficiência para diversos setores, entre eles a indústria automobilística, mé-dica e de eletrodomésticos, entre outros desenvolvimentos específicos para demais áreas.“A necessidade de eficiência em pequenos equipamentos fez com que fosse criada uma sé-rie de microfiltros para filtrar diferentes tipos de líquidos e gazes”, aponta o diretor-presi-dente da Cristal, Sidnei Gomes.Embora todos os microfiltros tenham como base a mesma finalidade, garantir o perfeito funcionamento do equipamen-to, cada um tem um material específico de acordo com a função, e as diferenças estão no design e na forma de mon-tagem. “Desta maneira, não existe a possibilidade de uma adaptação de algo que já esteja desenvolvido”, diz Gomes. RMF

Contato das empresas:Cristal: www.cristal.ind.brKüfner no Brasil: www.kuefner.com

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Filtro Flexi-Clip Küfner - Automotivo: aplicação válvula de controle de

comando de válvulas. O meio filtran-te é óleo do motor. Ação: retenção de resíduos, garantindo o tempo de abertura e fechamento das válvu-

las. Característica: estável e fácil de instalar. Sem o uso do filtro haverá

um maior consumo de combustível e redução no torque do motor

Microfiltros Cristal

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Charme, sofisticação, descontração e com-promisso com a qualidade. Essas quatro palavras podem definir bem o que foi a festa de entrega do 16º prêmio “Projeto

Fornecedor 2013”, que aconteceu no último dia 19 de novembro das 8h30 às 14h, no Caesar Park In-ternational Airport, em Guarulhos.A premiação, que chegou ao 16º ano, teve no dire-tor de administração e suprimentos da Tecfil, Ri-cardo Menezes Brandão, o seu idealizador e um dos maiores entusiastas: “Começamos o Projeto Forne-cedor em 1997. No ano seguinte, resolvemos fazer a primeira cerimônia de premiação. Ele representa para nós um reconhecimento à parceria e sinergia existentes entre a Tecfil e os seus fornecedores. Na realidade, gostamos de chamá-los de parceiros es-

tratégicos, pois com eles desenvolvemos projetos de melhoria contínua”, disse Ricardo.O trabalho com os fornecedores, segundo o exe-cutivo, é feito de forma intensa para estimular a criatividade: “Quando consultados, ajudamos com ideias para tentar a maximização de todo o proces-so. Procuramos estimular o fornecedor a conseguir melhorias. E, por esse motivo, todo final de ano premiamos os melhores”, afirmou.E para medir quem são realmente os melhores, a Tecfil utiliza um parâmetro próprio: o IQF (Índice de Qualidade do Fornecedor), que apresenta três pontos básicos: o QP, Qualidade do Produto; o PE, Pontualidade na Entrega; e o AC, Atendimento Co-mercial. Esses pontos recebem notas e é feita uma média para serem escolhidos os premiados.

EVENTOS

por Vicente de Aquino

Tecfil premia os melhores fornecedores de 2013 em uma festa de gala

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A Tecfil também se pre-ocupa com os fornecedo-res que não conseguiram atingir as metas para se-rem agraciados: “Duas semanas após a premia-ção é feito um workshop. Nele, procuramos en-contrar soluções para os problemas detectados. É dessa forma que procura-mos agregar valores para uma participação comer-cial maior e um desen-

volvimento daqueles que não atingiram as metas estabelecidas”, explica Ricardo.Para Brandão, a tríade qualidade, preço e prazo de entrega é fundamental para ser premiado no Projeto Fornecedor: “O trabalho com os nossos parceiros é constante, mês a mês. Se percebe-mos que ele não está atendendo as expectativas, o chamamos. Colocamos a área técnica da Tecfil em contato com a área técnica da empresa for-necedora. Fazemos de tudo, inclusive treinamen-tos, para que ele possa atender a todas as especi-ficações da demanda. A nossa prioridade número um é manter a qualidade”, afirmou.

A premiaçãoA festividade da entrega do prêmio “Projeto For-necedor 2013” começou às 8h30 com a recepção aos convidados. Em seguida foi servido um coffee break e, às 10h30, as apresentações foram iniciadas com palavras do diretor-administrativo e de supri-mentos da Tecfil, Ricardo Menezes Brandão, e de Rogel Delgado Santos, controller da empresa, que falou sobre as perspectivas para 2014: “Esperamos o crescimento no PIB entre 2% a 3% e a produção automobilística chegando a 4 milhões de unidades, mantendo o pais na quarta posição mundial. Acre-ditamos que a redução do IPI será mantida como também as linhas PSI – BNDES que são atrativas ao

setor”, disse.Delgado continuou que os desafios para 2014, da Tecfil, continuam sendo o pilar que norteia todo o gerenciamento da indús-tria: “Eficiência, produti-vidade, qualidade, com-petitividade, excelência no atendimento, novos lançamentos e menores custos operacionais e fi-nanceiros’’, explicou.

Os premiadosUm total de 16 empresas foram premiadas no “Pro-jeto Fornecedor 2013”. Algumas pela primeira vez e outras que já possuem uma bagagem e experiência de edições anteriores. É o caso da Armco, que tra-balha com relaminação de aço. Foi a segunda pre-miação da empresa como destaque em atendimen-to comercial, que conseguiu um padrão de qualida-de que é enaltecido pela sua parceira. “Decidimos que faríamos alianças estratégicas para buscar um crescimento contínuo. Com a Tecfil, conseguimos acertar a área de segmentos e houve uma afinida-de industrial muito grande. Identificamos neles a mesma ambição industrial que temos”, disse o diretor-presidente da Armco, Carlos Rotella.“Eles têm uma cabeça parecida com a nossa. Traba-lham de forma impecável, com muita competitivi-dade e estratégias pré-estabelecidas”, afirma Rotella.Para Willy Davis Bordignon, vice-presidente de marketing da Ahlstrom, indústria de papéis espe-ciais, o prêmio de destaque em atendimento co-mercial recebido da Tecfil “Foi muito importante, pois mostra que continuamos mantendo um traba-lho muito próximo. Nossa parceria é muito valori-zada e a Tecfil é hoje um dos nossos clientes mais importantes”, falou.A parceria existe desde 1995, data da instalação da

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Relação de premiados em 2013Na área de Índice de Qualidade de Forneci-mento; Agel (Barueri), vedações de borracha e plástico (7ª premiação); Exper (Indaiatuba) expansão e perfuração de metais (3ª premia-ção); Germol (SP) molas industriais (13ª); Fer-rane (Mauá) estamparia metálica (2ª); Gráfica Rex (RS) embalagens litografadas (9ª); Injetec (Osasco) injetados plásticos (1ª); JB (SP) juntas de borracha (11ª); Licav (Limeira) estamparia metálica (2ª); Mas-Tin (Arujá) sistemas de poliu-retano (6ª); Neenah Gessner (Alemanha) papel filtrante (2ª) e Sika (SP) indústria química (12ª).Nos prêmios especiais se destacaram: Gráfica Rex, destaque em inovação; Ahlstrom (Louvei-ra) destaque em atendimento comercial; Armco (SP) distribuição de aços planos e destaque em atendimento comercial; Auriga (Itaquaquecetu-ba) injeção plástica e destaque em atendimento comercial; Luguez (Guarulhos) espumas técni-cas e destaque em atendimento comercial; S-3 Comercial Ltda (Guarulhos) peças injetadas e destaque em atendimento comercial; Agel (Ba-rueri) destaque na pontualidade de entrega; e Li-cav (Limeira) destaque na qualidade de produto.

Ricardo Menezes Brandão, diretor de administraçãoe suprimentos da Tecfil

Rogel Delgado Santos, controller da Tecfil

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Ahlstrom no Brasil: “Foi praticamente uma simbio-se. Procuramos nos adequar aos pedidos feitos pela Tecfil, mas também impusemos um padrão de qua-lidade que nunca deixou a desejar. O princípio de acatamento de ideias funcionou de maneira perfei-ta e, por isso, podemos dizer que nosso relaciona-mento nunca sofreu um abalo”, disse Willy Davis.Ganhando pela segunda vez na categoria Índice de Qualidade do Fornecedor, a empresa alemã Neenah Gessner, sem sede no Brasil, sente orgulho da par-ceria mantida com a Tecfil. Para o seu vice-presi-dente, Chistoph Stenzel, que esteve no Brasil para receber o seu troféu, “é muito importante esse reco-nhecimento. A Tecfil é um dos clientes mais impor-tantes do Brasil e da América do Sul. É um mercado muito especial, pois o Brasil é um país único. Hoje temos fábricas nos Estados Unidos, Ásia e América do Sul, além da Europa’’, afirmou Stenzel.A Germol foi outra vencedora na área de destaque em atendimento. Foi a 13ª premiação da empresa, mas seu diretor Gérson Almeida diz “que não é uma rotina não. A cada ano procuramos nos aper-feiçoar. Superação é a nossa palavra de ordem. Com o empenho dos funcionários nós podemos continuar transformando sonhos em realidade. Não sabemos onde podemos chegar, pois o nosso desafio depende do cotidiano. Isso no traz desa-fios. Se não tivermos essa preocupação constante, os concorrentes nos engolem. Tem que investir sempre em tecnologia e qualidade de mão de obra. Por esse motivo, tratamos nossos funcionários

como uma família’’, diz.As palavras de Gérson são totalmente endossadas por Douglas de Almeida, engenheiro de qualidade da Germol: “Estudos e aprimoramento no atendi-mento e na qualidade dos produtos são as metas a serem atingidas. E isso só se consegue com muito respeito aos colaboradores’’, explicou.

Gráfica Rex, perfeito exemplo de parceriaJosé Luiz Lermen, diretor geral da Gráfica Rex, ga-nhou dois prêmios e foi um destaque especial na 16ª edição do Projeto Fornecedor. Vencedor pela nona vez na categoria Índice de Qualidade de For-necimento, a Rex também arrebatou o prêmio de destaque em Inovação.

Por esse motivo, Lermen foi chamado pelo diretor da Tecfil, Ricardo Brandão, para contar um pouco da sua história para todos que se encontravam nas dependências do Caesars. E emocionou a todos.Com muita humildade, o diretor geral da Gráfica Rex começou sua fala em voz baixa que, com o cor-rer do tempo, ganhou um tom emocionado: “Nasci no Rio Grande, numa cidade de apenas seis mil ha-bitantes. Nunca esperava conseguir essa parceria com a Tecfil, mas ela me proporcionou mudar al-guns conceitos. O principal deles foi de que é pre-ciso, sempre, priorizar o cliente’’, disse.E continuou: “ganhar o prêmio é fantástico. Em nove anos de parceria, fomos premiados em to-dos os anos. Mas como destaque em Inovação é a primeira vez. É tudo de bom. Uma parceria bem feita significa economia também. Tive um pro-blema de estocagem em minha empresa, mas o pessoal da Tecfil não me deixou na mão. Mandou um técnico especializado para Santa Rosa (sede da empresa) e ele deixou tudo em ordem em 21 dias, apenas três semanas. Hoje produzimos mais e conseguimos escoar a produção com muito mais rapidez’’, finalizou. RMF

EVENTOS

40 | Meio Filtrante | Janeiro/Fevereiro 2014

Sistema utilizado na premiaçãoConforme o Sistema de Gestão de Qualidade da Tecfil determina, os fornecedores de matéria--prima são avaliados pelo IQF, o chamado Índi-ce de Qualidade do Fornecedor. Ele é composto de três quesitos: qualidade do produto, pontu-alidade de entrega e atendimento comercial.Cada um deles possui uma meta específica, que é estipulada anualmente nas áreas envol-vidas. O Projeto Fornecedor é um evento que ocorre anualmente na Tecfil, desde 1998, e tem como principal objetivo premiar os melhores fornecedores, ou seja, aqueles que alcançaram ou ultrapassaram as metas e são certificados e reconhecidos pela excelência no fornecimento do período avaliado. Desde 2006, a premiação passou a abranger um número específico de fornecedores de serviços ou itens de MRO – Manutenção, Reparos e Operações. Neste caso, a avaliação ocorre de forma diferenciada, po-rém, mantém o foco na Qualidade Total.

José Lermen da Gráfica Rex, premiado duas vezes no evento

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No último dia 13 de dezembro, no au-ditório Augusto Ruschi, na sede da Secretaria de Meio Ambiente do es-tado de São Paulo e Cetesb, foi reali-

zado o evento Balanço dos Resultados: Respon-sabilidade Pós-Consumo, que reuniu diversos segmentos industriais, entre eles a Abrafiltros (Associação Brasileira das Empresas de Filtros e seus Sistemas Automotivos e Industriais), além de autoridades do governo estadual.A mesa diretora dos trabalhos foi composta por

Otávio Okano, presidente da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo); Nelson Buga-lho, vice-presidente da Cetesb; Marco Antonio Bar-bieri, representante da Fiesp (Federação das Indús-trias do Estado de São Paulo); Roberto Rocha, do MNCMR (Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis); e José Eduardo Ismael Lutti, do Ministério Público do Estado de São Paulo.Representando os sistemas industriais em ope-ração no Estado de São Paulo de acordo com a lei estadual SMA 038, assinada em 02 de agosto

ABRAFILTROS

Responsabilidade Pós-Consumo:Governo de São Paulo e Ministério Público serão mais rígidos em 2014

por Vicente de Aquino

42 | Meio Filtrante | Janeiro/Fevereiro 2014

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Anderson Ferreira - Resi Solution - Grupo Ambipar; Paulo Cesar Gonçalves - Supply Service; Nelson Bugalho e João Luiz Potenza - CETESB; Rubens Naman Rizek Júnior - Secretaria de Estado do Meio Ambiente;

José Eduardo Ismael Lutti - Ministério Público; David Siqueira de Andrade - Supply Service; Marco Antônio Simon e Marcos Carneiro de Moura - Abrafiltros; Rodolfo Cafer - Mahle Metal Leve S.A.

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de 2011, participaram dez entidades e uma em-presa em caráter individual.O clima do encontro foi amigável, mas com muita cobrança do governo do estado e Ministério Públi-co sobre os industriais. O promotor José Eduar-

do Ismael Lutti disse que após três anos de muita conversa chegou a hora de agir: “Aqueles que não se adequarem e não quise-rem colaborar poderão ter impedido o direito de re-novação de suas licenças. Não tenho muito a falar na reunião, mas a implan-tação da lei dos resíduos sólidos está muito aquém das minhas expectativas”, disse em sua apresentação.

ConciliaçãoA Cesteb, na figura do presidente Otavio Okano, que abriu os trabalhos, adotou um tom mais con-

ciliador e procurou abordar os principais pontos e dificuldades acerca de qualquer eventual falha que esteja ocorrendo na aplicação da lei: “Temos que evitar a contaminação dos aterros sanitários. O nosso futuro depende disso. Os municípios não são capazes de fazer o serviço como deve ser fei-to. É necessários melhorar as condições ambientais e preservar as nossas jazidas minerais. E isso só virá com a coleta reciclável. O maior exemplo de reciclagem, a meu ver, é o das latinhas de bebidas. Esperamos que em agosto de 2014 nós já tenhamos um caminho criado nesse sentido. E de forma solidificada”, falou o presidente Okano.Logo depois veio o representante da Fiesp, Marco Antonio Barbieri, que foi um contraponto forte do que havia falado o promotor José Eduardo Ismael Lutti: “Somente com educação vamos conseguir

Otavio Okano presidente da Cesteb

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José Eduardo Ismael Luttiprocurador do Ministério

Público do Estado de São Paulo

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ABRAFILTROS

melhorar a consciência ambiental no Brasil. No ano passado, o Sesi e o Senai investiram R$ 944 milhões em programas educacionais. Com isso, tenho certeza, conseguimos melhorar um pouco a consciência sobre o meio ambiente. Muitas vezes fica para a indústria o ônus de seguir uma legis-lação que quase a inviabiliza economicamente. Recursos preservados significam, a médio e longo prazo, lucros. E ninguém seria louco de jogar o lu-cro pela janela. É claro que é preciso melhorar o serviço de reciclagem. Mas isso não pode ser feito do dia para a noite. De qualquer forma, apoiaremos todas as iniciativas da secretaria. Ainda tenho uma visão bastante otimista do assunto’’, disse Barbieri.O vice-presidente da Cetesb, Nelson Bugalho, falou mais tecnicamente sobre a lei, mas também criticou os empresários que não seguem as novas normas: “Temos nos empenhado muito no trabalho de im-plementar a logística reversa. A chamada lei dos

resíduos trouxe uma série de novos atributos. Por isso, foi necessária a criação de um departamento de políticas públicas de resíduos para acompanhar a continuidade da implantação dos termos de compromisso, além de fazer um plano de gerencia-mento dos resíduos das em-presas. A partir do próximo ano, agiremos de forma rigo-rosa com as empresas que não cumprirem a lei”, afirmou.

Os sistemasEstiveram representados onze sistemas em operação no Estado de São Paulo de logística reversa de pro-dutos usados: Abrafiltros, com o programa “Descarte Consciente Abrafiltros”, filtros do óleo lubrificante automotivo; Sindicom, com o ‘’Jogue Limpo’’; InPEV, com o Sistema ‘’Campo Limpo’’; Abihpec, “Dê a Mão para o Futuro’’; Reciclanip, “Pneus inservíveis’’; Sin-dirrefino, óleo lubrificante automotivo; Abiove, óleo comestível; Abinee, programa “Recebe Pilhas’’ e tam-bém baterias automotivas; aparelhos de telefonia ce-lular; e a Marfrig, com a programa ‘’WasteWiseMar-frig’’. Todos os representantes tiveram direito a cinco minutos de explanação.Maurício Sellos, do Sindicom, representante das embalagens de óleo lubrificante, foi o primeiro: “A questão da coleta reciclável tem que ter trans-parência e agilidade. Mas devemos lembrar que os custos do programa, até o final de 2012, foram

custeados em 99% pelas empresas. Ainda existem muitos desafios a serem vencidos como um progra-ma de educação ambiental nas escolas municipais e estaduais de base. Consciência ambiental só é atingida com muita educação’’, disse.Logo depois falou Maria Helena Calado, do InPEV, da área de embalagens de agrotóxicos: “A InPEV foi fundada em 2001, mas 10 anos antes já entendía-mos a importância da logística reversa. Hoje conta-mos com 400 unidades de recebimento em todo o Brasil (72 em São Paulo). A nossa meta para 2013 (coleta de 450 toneladas somente em São Paulo) já foi atingida, mas temos que pensar que a solução dos problemas são mundiais e que o problema pre-cisa ser pensado como um todo’’, afirmou.Cesar Faccio, da Reciclanip, falou que sua asso-ciação representa 65% dos fabricantes de pneus, mas que os importadores ficam de fora: ‘’Consi-dero injusto que aquele que produz e paga im-postos seja cobrado, enquanto os produtos que entram de fora não possuem nenhuma sanção prevista. De qualquer forma, em 2013, recolhe-mos 4 mil toneladas de pneus. Desse total, 42 milhões foram somente no Estado de São Paulo, o que representa um total de 54%’’, explicou.Walter Françolin, da OLUC, representando o seg-mento de óleos lubrificante automotivo, foi bas-tante crítico: “Não existe uma só iniciativa que possa fazer cumprir essa lei. Há 40 anos o Brasil produz óleo lubrificante automotivo e a atividade de coleta residual foi imposta por necessidades prementes. Mas precisamos pensar nos custos. O petróleo brasileiro não tem qualidades, não é capaz, de produzir o óleo lubrificante. Então precisamos importar e sofremos a concorrência desleal das importações. De qualquer maneira, coletamos 430 milhões de litros em 2013’’, disse.No setor de pilhas e baterias portáteis e baterias

Nelson Bugalho vice-presidente

da Cetesb

Nelson Bugalho, Roberto Rocha, Otavio Okano, José Eduardo Lutti e Marco A. Barbieri

Page 45: Revista meio filtrante n66

automotivas, falou André Luiz Saraiva, re-presentando a Abinee, e também contestou a posição do Ministério Público: “Temos pontos consolidados na lei, mas precisamos avançar. É fácil cobrar de empresas estabelecidas, mas temos que olhar para os produtos importados (pilhas), verdadeiras bombas que entram no país. Eu costumo dizer que são as “pilhas tali-bãs”. A pessoa compra quatro por 1 real e não sabe o perigo que está levando para sua casa. O produto tem em média 80 miligramas de mercúrio, um risco para a saúde pública. Mas para esses não existem cobranças, somente lu-cros. De qualquer maneira, já temos 559 pon-tos de recolhimento em São Pauo e mais de mil por todo o Brasil’’, afirmou.Guilherme Reis, do setor de embalagens de ali-mentos, falou representando a Marfrig: “Que-remos atingir até 2015 um recolhimento de 22%, que representa 350 toneladas. O nosso trabalho, no início, pretende visar mais as ci-dades do interior de São Paulo”, finalizou

A situação dos municípiosZuleica Maria de Lisboa Perez, diretora da Coor-denadoria de Planejamento Ambiental da SMA/SP, tomou a palavra, logo depois dos representantes dos sistemas, para avaliar a atuação ainda redu-zida dos municípios: “É necessário um planeja-mento maior. Em 2012, a maior parte dos muni-cípios de São Paulo não conseguiu fazer os seus planejamentos municipais. Por esse motivo, a Cetesb adotou uma política de auxiliá-los nes-sa tarefa. Fizemos 30 oficinas de trabalho para cidades com até 100 mil habitantes. Hoje temos 230 municípios com planos de resíduos sólidos. Mas ainda é muito pouco’’, explicou.Para fechar o balanço de resultados, a palavra foi do secretário-adjunto do Meio Ambiente, Rubens Rizek: “Em 2011, quando assumimos, tivemos a incumbência de implantar a logística reversa. Os gargalos todo mundo conhece. Nós sabemos que a logística reversa representa custos e tem im-

“Aqueles que não se adequarem e não quiserem colaborar poderão ter impedido o direito de renovação de

suas licenças. Não tenho muito a falar na reunião, mas a implantação da lei dos resíduos sólidos está muito

aquém das minhas expectativas”José Eduardo Ismael Lutti

Page 46: Revista meio filtrante n66

ABRAFILTROS

pacto na economia como um todo. O Estado precisa ter cuidado para não prejudicar os bons, mas acho que podíamos andar mais rápido. A indústria, como um todo, ainda não entendeu que esse é um progra-ma de proteção. A grande maioria foge, mas precisa-mos estimular a adesão à lei. Falo com autorização do secretário Bruno Covas e do governador Geraldo Alckmin: em um futuro muito próximo não se ven-derá mais em São Paulo nenhum produto que não te-nha logística reversa. A partir de 2014, as normas da lei serão aplicadas de forma mais severa’’, finalizou.

Meta a ser cumpridaDavid Siqueira de Andrade, diretor-presidente da Supply Service, empresa que é a operadora de logís-tica reversa da Abrafiltros, também falou à revista Meio Filtrante: “O programa tem metas a serem cumpridas por termo de compromisso. Por isso nós fornecemos ao gerador de resíduos um kit contenedor e gerenciamos a coleta com uma programação de acordo com o volume gerado. Iniciamos o trabalho com o recolhimento e trans-porte de resíduos em 12 cidades, mas para 2014 vamos atingir um total de 25 municípios’’, finalizou. RMF

Abrafiltros cobra incentivo fiscalPara Marco Antônio Simon, gestor de projetos da Abrafiltros, a lei estadual de logística reversa é um caminho sem volta e uma defesa para o futuro de toda sociedade. Cabe às empresas se adaptarem o mais rápido possível: “Nossa associação, no iní-cio, conseguiu a adesão de 13 empresas, e hoje já chegamos a um total de 16, fruto do trabalho con-tínuo de conscientização que realizamos’’, disse. Participam do programa fabricantes, importadores e distribuidores integrantes da CSFA – Câmara Setorial Filtros Automotivos: Affinia Automotiva Ltda./Filtros Wix; Cummins Fleetguard - Filtration do Brasil; Do-naldson do Brasil Equipamentos Industriais Ltda.; General Motors do Brasil Ltda.; Hengst Indústria de Filtros Ltda.; KSPG Automotive Brazil Ltda. – Divisão Motor Service Brazil; Magneti Marelli Cofap Autope-ças Ltda.; Mahle Metal Leve S.A.; Mann+Hummel do Brasil Ltda.; Parker Hannifin Indústria e Comércio Ltda. - Divisão Filtros; Poli Filtro Indústria e Comércio de Peças para Autos Ltda.; RR Parts Comércio e Im-portação de Auto Peças Ltda.; Scania Latin America Ltda.; Sofape S/A - Filtros Tecfil/Vox; Sogefi Filtration do Brasil Ltda./Filtros Fram; e Wega Motors Ltda.O programa Descarte Consciente Abrafiltros teve início em julho de 2012 e o Termo de Compromis-so para São Paulo foi assinado em 20 de dezembro do mesmo ano: “Temos um bom nível de diálogo com o governo estadual e conseguimos estabelecer metas viáveis para o setor. No primeiro ano, cole-tamos mais de 130 toneladas em 12 municípios. No segundo (2013) preconizamos a meta mínima de 260 toneladas e já chegamos a 98% desse total em novembro, o que significa que deveremos en-cerrar esse período coletando 20 toneladas a mais do que o previsto. Para 2014, a meta mínima é co-letar 430 toneladas, mas devemos ultrapassar 470 toneladas em 25 municípios. Isso se deve a nossa política de conforme acordado com o governo, am-pliar as metas de coleta e abrangência geográfica proporcionalmente à adesão de novas empresas. Estamos fazendo a nossa parte’’, ressaltou. Além de São Paulo, o programa também é realizado no

Paraná, onde foi iniciado em fevereiro de 2013.Durante sua fala, Simon, no entanto, fez questão de frisar as dificuldades en-frentadas pelo setor, abor-dando pontos importantes defendidos pelo presiden-te João Moura e Diretoria: ‘’O setor de filtros auto-motivos não tem valor agregado em seu produto no processo de recicla-gem (como por exemplo, o alumínio das latinhas de bebidas). Por isso, a neces-sidade de investimento pelas empresas aumenta de forma diretamente proporcional ao volume de coleta. Isso significa um custo adicional e eleva-do para as indústrias do setor, que atualmente está comprometendo as margens de lucro e re-duzindo a competitividade frente às empresas e importadores que ainda não estão cumprindo a lei. Tudo isso precisa ser levado em conta pelos órgãos estaduais, por isso pleiteamos ações de in-centivo fiscal e redução de carga tributária para as empresas aderentes aos programas de respon-sabilidade pós-consumo. E também que o gover-no faça prevalecer os acordos estaduais frente às resoluções municipais, para não comprometer o planejamento e as metas acordadas, onerando ainda mais as empresas’’, finalizou.Presente ao evento, Rodolfo Cafer, tecnólogo e inspetor técnico da Mahle, uma das empresas as-sociadas à Abrafiltros que participa do programa, faz coro ao que fala Marco Antônio Simon: ”Foi uma mudança no perfil de pensamento no trato do respeito ambiental. Para muitos era só um proble-ma do governo, mas a Mahle nunca pensou assim. Tanto que a empresa apresentou para as montado-ras a ideia dos filtros ecológicos, o que é uma mu-dança de postura. E muitas montadoras já estão realizando estudos nesse sentido’’, falou.

Marco Antônio Simon, Gestor de Projetos

da Abrafiltros

46 | Meio Filtrante | Janeiro/Fevereiro 2014

Page 47: Revista meio filtrante n66

AGORA É LEI!

ArteplenA

ONDE TEM ESTE SELO, TEM TROCA DE FILTRO

E AMBIENTE LIMPO.

Em sintonia com todos os avanços em busca da sustentabilidade, a Abrafiltros, associação que reúne os fabricantes, importadores e distribuidores de filtros automotivos, está coordenando a implantação de um eficiente programa-piloto de Logística Reversa em pontos de coleta nos estados de São Paulo e Paraná, onde os filtros do óleo usados são periodicamente retirados por empresa credenciada que faz a destinação correta do descarte.

Os fabricantes, importadores e distribuidores de Filtros do Óleo Lubrificante Automotivo estão promovendo o descarte dos filtros usados, de formacorreta e consciente.

Page 48: Revista meio filtrante n66

A unidade da General Motors do Brasil lo-calizada em Mogi das Cruzes, na região do Alto Tietê do estado de São Paulo, que produz componentes estampados, é a se-

gunda fábrica da empresa no país e a 105ª no mun-do a obter o certificado internacional do programa Zero Aterro (Landfill Free). Naquela unidade todos os resíduos industriais do seu processo produtivo são destinados para a reciclagem. A primeira unida-de a obter este estágio, em 2012, foi a fábrica da GM localizada em Gravataí (RS), onde são produzidos os modelos Onix, Prisma e Celta. Já a unidade de Joinville (SC), que produz motores e cabeçotes de alumínio, está em fase final de certificação. “A sustentabilidade é mais que um simples conceito para a GM. Trata-se de uma cultura que promove-mos e desenvolvemos junto a todos os nossos cola-boradores e fornecedores diariamente”, explica Luiz Carlos Peres, vice-presidente de Manufatura da GM América do Sul. Segundo o executivo, a busca per-manente pelo desenvolvimento sustentável é uma das marcas da atuação da companhia. “O respeito ao meio ambiente é algo que está em nosso DNA e a fábrica de Mogi das Cruzes ilustra muito bem este nosso compromisso, a exemplo do que já havia acontecido com a unidade de Gravataí”, avalia ele. O evento de certificação contou com a presença de Luiz Carlos Peres, a diretora de Operações de Manufa-

tura das unidades de Mogi das Cruzes e São Caetano do Sul, e outros integrantes da diretoria da empresa. A unidade de Mogi das Cruzes iniciou o programa “Zero Aterro” em 2010 e, agora, certificada pela ma-triz da GM global, já recicla todos os resíduos ge-rados a partir da sua atividade industrial. Por este motivo é considerada como uma referência global na área de manufatura no quesito de sustentabilidade. Além da capacitação dos empregados, a GM efetuou a instalação de “Ecopontos”, que atuam como pos-tos para a separação dos resíduos industriais, gera-dos por meio de uma coleta seletiva dos materiais. Todos os resíduos do processo de manufatura são reutilizados, reciclados ou co-processados, evitan-do sua destinação aos aterros industriais. Inaugurado oficialmente em cinco de novembro de 1999 -, o complexo industrial da GM, hoje com 14 anos de existência, não para de crescer e está ple-namente consolidado com um perfil operacional bastante amplo, incluindo a atividade de monta-gem, em especial, de subconjuntos para inúmeros modelos da linha de veículos Chevrolet produzidos no Brasil. Sua última grande expansão absorveu in-vestimentos de R$ 50 milhões. Desde 29 de junho de 2010, a unidade ganhou novas células de mon-tagem para o início de produção de subconjuntos.De acordo com os princípios de sustentabilidade seguidos pela GM, a unidade de Mogi das Cruzes adotou, antes mesmo antes de sua implantação, to-das as medidas necessárias de preservação ambien-tal da área total de 422 mil metros quadrados do complexo, incluindo uma estação de tratamento de efluentes e providências relativas à compostagem, além da busca do objetivo do “Aterro Zero”. “A GM do Brasil está em linha com os princípios globais de sustentabilidade e preservação do meio ambiente, especialmente nos municípios onde a empresa mantém suas atividades. A execução do programa ambiental é uma das ações desenvolvi-das pelo Comitê de Sustentabilidade da subsidiária brasileira, conforme explica o gerente de Meio Am-biente e Sustentabilidade da GM, Nelson Branco. “O comitê tem como missão integrar todas as áreas da empresa visando ao desenvolvimento e fortale-cimento de iniciativas sustentáveis. E o Zero Aterro é uma iniciativa global da GM que, até 2020, deverá estar presente em todas as unidades de manufatura da empresa”, explica ele. RMF

MEIO AMBIENTE

GM de Mogi das Cruzes é certificada como Zero Aterro

48 | Meio Filtrante | Janeiro/Fevereiro 2014

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Na primeira fileira, ao centro, estão Luiz Carlos Peres (o terceiro da esquerda para a direita), vice-presidente de Manufatura

da GM América do Sul e, ao seu lado, Sonia Campos, diretora de Operações de Manufatura das unidades da GM de Mogi

das Cruzes e de São Caetano do Sul

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Page 50: Revista meio filtrante n66

Vivemos num mundo globalizado. Para as em-presas, o resultado disso é o aumento progres-sivo da competição. Os produtos e serviços são cada vez mais fáceis de copiar (é o que a

China faz, por exemplo), os preços cada vez menores e a concorrência aumentando. Por outro lado, quanto maior a competição, quem sai ganhando com isso é o consumidor, pois assim terá mais opções de escolha, deixando para as empresas a disputa em conquistá-los.Porém, neste mundo competitivo o maior diferencial - a única coisa realmente difícil de copiar -, são os serviços de atendimento de alta qualidade. Este diferencial é uma espécie de selo de identidade da empresa que a faz sobres-sair em meio aos concorrentes. Veja a Fedex, por exemplo, que faz da rapidez de entrega um de seus grandes diferen-ciais, ou os cartões fidelidade (como hotéis, companhias aéreas) que beneficiam o cliente leal com pontuações que lhe dão atraentes vantagens adicionais gratuitamente. Empresas que não investem em atendimento de qualida-de estão fadadas a falir ou serem incorporadas por outras.

Segundo o IBRC, Instituto Ibero-Brasileiro de Rela-cionamento com o Cliente os principais erros come-tidos pelas empresas no atendimento são: - Não cumprir o que prometeu;- Tratar o cliente com desdém ou indiferença;- Robotização do atendimento;- Não ter a humildade de enxergar seus erros;- Demonstrar falta de conhecimento do cliente.Além disso, inúmeras pesquisas feitas em nosso país revelam um dado impressionante. Veja abaixo.

Porque se perde um cliente?

Um cliente satisfeito influencia positivamente 5 no-vos clientes. Um cliente insatisfeito influencia nega-tivamente 20 clientes atuais.O que chama atenção é que quase 80% da perda de clientes são por culpa da própria companhia ou do serviço de atendimento, revelando alarmante des-preparo do pessoal.

A grande arma dos clientes e consumidores é o Có-digo de Defesa do Consumidor que aumentou em muito o poder e a força do cliente que se julgar pre-judicado em seus direitos. Órgãos como o Procon e outras entidades de defesa do consumidor têm poder coercitivo sobre empresas que não cumprem com seu papel. Ainda segundo esses órgãos, as principais reclamações dos clientes são: má qualidade do pro-duto ou serviço, publicidade enganosa, serviço ou produto não entregue, cobrança indevida, produto com defeito, demora no atendimento e despreparo do pessoal de atendimento.Muitas empresas parecem ser míopes ou têm memó-ria curta. Elas esquecem que o protesto ou comen-tário desabonador de um cliente descontente feito na internet – como no Facebook, Twitter ou Blog - pode ter efeito devastador nos seus negócios, como já aconteceu inúmeras vezes, até com empresas mul-tinacionais. A impressão que tais organizações pas-sam é que elas não pretendem existir no mercado por muito tempo, ou não agiriam assim. RMF

Extraído do livro “Manual de Atendimento ao Clien-te”, de Ernesto Artur Berg, Juruá Editora.

VISÃO EMPRESARIAL

50 | Meio Filtrante | Janeiro/Fevereiro 2014

Ernesto BergConsultor de empresas, palestrante, articulista, autor de 12 livros, especialista em desenvolvimento organizacional, nego-ciação, gestão do tempo, criatividade na tomada de decisão, administração de conflitos. Graduado em Administração e Sociologia, Pós-graduado em Administração pela FVG de Bra-sília. Foi executivo do Serpro em Curitiba e Brasília por 10 anos e Consultor Senior da Alexander Produfoot Company de São Paulo. É sócio-proprietário da Berg & Cia. Empresa voltada para treinamento e desenvolvimento de recursos humanos. Editor do site www.quebrandobarreiras.com.br, voltado para a área de recursos humanos, administração e negócios. Email: [email protected]

Por que as empresas perdem clientes?

por Ernesto Berg

“O cliente pode demitir todos os funcionários de uma empresa, do alto

executivo para baixo, simplesmente gastando seu dinheiro em alguma outra companhia”.

Sam Walton

“Cliente é o ativo mais importante de qualquer empresa, mesmo que não apareça no balanço”.

Thomas Berry

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