semiologia neurológica carlos henrique a. pianta neurologista membro titular da academia...

Click here to load reader

Post on 16-Apr-2015

117 views

Category:

Documents

6 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • Slide 1
  • SEMIOLOGIA NEUROLGICA CARLOS HENRIQUE A. PIANTA NEUROLOGISTA Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia
  • Slide 2
  • I. D. : GRAU DE ESCOLARIDADE / MO DE PREFERNCIA HDA - SINTOMAS NEUROLGICOS AGUDOS (SEGUNDOS A MINUTOS): AVC, CRISE EPILPTICA, ENXAQUECA. - SINTOMAS NEUROLGICOS SUBAGUDOS (HORAS A DIAS): DOENA INFECCIOSA DO SNC OU DESMIELINIZANTE. - SINTOMAS NEUROLGICOS CRNICOS (SEMANAS, MESES A ANOS): DOENA ESTRUTURAL DO SNC, DOENA NEURODEGENARATIVA. ANAMNESE EM NEUROLOGIA 80%
  • Slide 3
  • Slide 4
  • Slide 5
  • Slide 6
  • HPP : HISTRIA GESTACIONAL, PARTO, PS-PARTO, DNPM H. FAM. :CONSANGINIDADE ENTRE OS PAIS / CASOS SEMELHANTES NA FAMLIA H. FISOL. : SONO / BEXIGA NEUROGNICA / ALIMENTAO H. SOCIAL : ETILISMO / TABAGISMO/ USO DE DROGAS ILCITAS /COMPORTAMENTO SEXUAL
  • Slide 7
  • DIAGNSTICO TOPOGRFICO DIAGNSTICO ETIOLGICO DIAGNSTICO SINDRMICO
  • Slide 8
  • EXAME NEUROLGICO FUNES DO SISTEMA NERVOSO AVALIADAS NO SISTEMA NEUROLGICO: -CONSCINCIA VIGIL E COMPORTAMENTO -MOTRICIDADE -SENSIBILIDADES -SENSRIO -TROFISMO
  • Slide 9
  • 1- CONSCINCIA a noo que o indivduo tem de si mesmo e do meio ambiente. A conscincia se divide em: - NVEL DE CONSCINCIA -CONTEDO DA CONSCINCIA Nvel de conscincia: o grau de alerta ou de viglia comportamental que o indivduo apresenta. Depende do Sistema Reticular Ativadora Ascendente (SRAA), situado na regio ponto-mesenceflica do tronco enceflico e do crtex cerebral como um todo. Contedo da conscincia: a soma de todas as funes cognitivas e afetivas do ser humano (memria, linguagem, julgamento e crtica, orientao e etc.). Depende do crtex cerebral como um todo.
  • Slide 10
  • ALTERAES DA CONSCINCIA ALTERAO DO NVEL DE CONSCINCIA: -NO VIGIL OU REBAIXAMENTO DO NVEL DE CONSCINCIA (DISTRBIOS DO ESTADO DE DESPERTAR). -A LESO E/OU DISFUNO EST NO SRAA NO TRONCO ENCEFLICO OU NO CRTEX CEREBRAL COMO UM TODO OU EM AMBOS. ALTERAO DO CONTEDO DA CONSCINCIA: -MEMRIA, ORIENTAO TEMPO ESPACIAL, JULGAMENTO E CRTICA, LINGUAGEM. -A LESO E/OU DISFUNO EST NO CORTEX CEREBRAL DIFUSAMNETE
  • Slide 11
  • SRAA E CRTEX CEREBRAL
  • Slide 12
  • 2 - FACE FACE CONGELADA FACE MIASTNICA PARALISIA FACIAL FACE DE HUTSCHINSON 3 ATITUDE ATIVA OU PASSIVA ATITUDE DE WERNICKE-MANN / PARKINSONIANA
  • Slide 13
  • Slide 14
  • Slide 15
  • 3 - EQUILBRIO EQUILBRIO ESTTICO EQUILBRIO DINMICO EQUILBRIO ESTTICO: depende de vrios mecanismos reflexos, da funo vestibular, da funo visual, sensibilidade proprioceptiva e sensao ttil. ASTASIA / DISTASIA
  • Slide 16
  • ROMBERG
  • Slide 17
  • TESTE DE ROMBERG O EQUILBRIO ESTTICO AVALIADO ATRAVS DO TESTE DE ROMBERG QUE QUANDO POSITIVO NOS DAR O SINAL DE ROMBERG. TESTE DE ROMBERG E RESPOSTAS POSSVEIS: -RESPOSTA NORMAL O TESTE DE ROMBERG NEGATIVO. -RESPOSTA ANORMAL O TESTE DE ROMBERG POSITIVO = SINAL DE ROMBERG, h duas respostas possveis: -ROMBERG CLSSICO OU FUNICULAR -ROMBERG VESTIBULAR
  • Slide 18
  • TESTE DE ROMBERG -ROMBERG CLSSICO OU FUNICULAR:o paciente cai imediatamente aps o fechamento dos olhos, cai sem sentido preferencial. TOPOGRAFIA DA LESO: alteraes das razes dorsais e funculo posterior da medula (vias proprioceptivas). -ROMBERG VESTIBULAR:depois que o paciente fecha os olhos, passa-se algum tempo, h um perodo de latncia de alguns segundos e s ento o paciente cai, a queda ocorre para o mesmo lado ( lado do labirinto lesado). TOPOGRAFIA DA LESO: alteraes das vias vestibulares. -DANA DOS TENDES: leses do cerebelo. -PACIENTES HISTRICOS
  • Slide 19
  • EQUILBRIO DINMICO Durante a marcha observar a postura do paciente, o balano dos mmss e a presena de alteraes como aumento da base, irregularidades dos passos e desvios. ALGUMAS MARCHAS PATOLGICAS - MARCHA CEIFANTE OU HELICPODE OU HEMIPLGICA: flexo e aduo do membro superior de um lado e extenso rgida do membro inferior com flexo da planta do p do mesmo lado, quando deambula tende a fazer um movimento de semicrculo ( circunduo) do membro inferior comprometido. Ex. AVC - MARCHA ESPSTICA OU ESPASMDICA: base estreita, passsos curtos e lentos,tende a raspar a parte anterior da planta do p no cho. EX. LESES MEDULARES (DESMIELINIZANTES, INFECCIOSAS OU TRM). UM TIPO PARTICULAR A MARCHA EM TESOURA ( SNDROME DE LITTLE): h uma hipertonia demasiada dos adutores das coxas, quando o paciente anda os joelhos podem cruzar um na frente do outro a cada passo.
  • Slide 20
  • Slide 21
  • -MARCHA ATXICA CEREBELAR (EBRIOSA):base de sustentao ampliada, instvel, quando deambula apresenta antero, retro e lateropulso,os olhos fechados praticamente no piora a marcha. EX. ALCOOLISMO, DOENAS DEGERATIVAS DO CEREBELO, HIDANTONA, TUMORES. -MARCHA ATXICA TALONANTE (CALCANEANTE): amplia a base de sustentao e deambula batendo os calcanhares no cho, a marcha piora muito com os olhos fechados ou se torna impossvel.Ex. ALTERAES DA SENSIBILIDADE CINTICO- POSTURAL OU PROPRIOCEPTIVA. LESES DAS RAZES DORSAIS E FUNCULO POSTERIOR (LESES RADCULO- CORDONAL POSTERIOR). TABES DORSALIS (NEUROSSFILIS) / PSEUDO TABES DIABTICA. -MARCHA ATXICA VESTIBULAR :amplia a base de sustentao e h uma tendncia para desviar-se para um dos lados. Ex.LESES DO SISTEMA VESTIBULAR (LABIRINTOPATIAS). MARCHA EM ESTRELA : pede-se para o paciente caminhar 4 ou 5 metros com os olhos fechados em linha reta para frente e para trs, possvel verificar que os desvios acabam por descrever a figura de um estrela no cho, pois ao caminhar para trs, inverte-se o sentido do desvio.
  • Slide 22
  • -MARCHA ESCARVANTE:o paciente no consegue fazer a dorso- flexo do p, tende a arrastar a ponta do p no cho. Ex. LESES DO N. FIBULAR OU DAS RAZES L4-L5. -MARCHA ESCARVANTE COM STEPAGE: o paciente na tentativa de compensar sua deficincia distal eleva demasiadamente os joelho. ( parece subir escada) -MARCHA ANSERINA OU MIOPTICA: geralmente apresenta hiperlordose lombar e ao deambular balanceia acentuadamente as bacias para os lados. Ex. DISTROFIAS MUSCULARES, POLIOMIOSITES, GRAVIDEZ. -MARCHA DE PEQUENOS PASSOS: passos curtos e arrastando os ps no cho. -FESTINAO: acelera a marcha sem sair do lugar. -CLOWN GAIT OU MARCHA DO PALHAO:marcha hipercintica, bizarra,lembra os trejeitos de um palhao do circo. Ocorre na coria. Coria so movimentos involuntrios, sbitos, de curta durao, no estereotipados e imprevisveis.
  • Slide 23
  • SNDROMES MOTORAS SNDROME DO NEURNIO MOTOR SUPERIOR ( SNDROME PIRAMIDAL) SNDROME DO NEURNIO MOTOR INFERIOR ( SNDROME MOTORA PERIFRICA )
  • Slide 24
  • Slide 25
  • Slide 26
  • Slide 27
  • Slide 28
  • SND DO NEURNIO MOTOR SUPERIOR SND DO NEURNIO MOTOR INFERIOR FORA MUSC. FRAQUEZA- MAIS DISTAL FRAQUEZA- FOCAL OU GENERALIZADA TNUSAUMENTADODIMINUDO OU NORMAL REFLEXOS AUMENTADOS / HIPERATIVOS DIMINUDOS OU ABOLIDOS TROFISMO POUCO ATROFIA / TARDIA ATROFIA LEVE A GRAVE REFLEXO CUTNEO- PLANTAR EM EXTENSO SINAL DE BABINSKI EM FLEXO OU ABOLIDO REFLEXO CUTNEO- ABDOMINAL AUSENTE PODE ESTAR PRESENTE FASCICULAO AUSENTE PRESENTE ( EM LESO DE MOTONEURNIOS)
  • Slide 29
  • FASCICULAO Unidade motora : o conjunto formado pelo neurnio motor inferior e pelas fibras musculares por ele inervadas. Fasciculao: contrao involuntria de uma unidade motora, isto , uma pequena contrao de parte de um msculo, visvel e perceptvel pelo paciente, mas no provoca deslocamento do segmento afetado pois a tenso desenvolvida insuficiente
  • Slide 30
  • TROFISMO E TNUS MUSCULAR INSPEO E PALPAO EXAME DO TNUS MUSCULAR: Movimentao passiva dos membros. O examinador realiza movimentos passivos ao nvel das articulaes, avaliando a resistncia oferecida. HIPOTONIA : resistncia diminuda e movimentos mais amplos. HIPERTONIA: resistncia aumentada e movimentos menos amplos. HIPERTONIA : HIPERTONIA ESPSTICA OU ESPASTICIDADE OU HIPERTONIA ELSTICA SINAL DO CANIVETE HIPERTONIA PLSTICA SINAL DA RODA DENTEADA HIPOTONIA : LESES DO NEURNIO MOTOR INFERIOR, NA FASE AGUDA DO AVE, SNDROMES CEREBELARES E ALGUMAS SNDROMES EXTRAPIRAMIDAIS
  • Slide 31
  • Slide 32
  • Slide 33
  • Slide 34
  • EXAME DA MOTRICIDADE EXAME DA FORA MUSCULAR: COMPARAO COM A FORA DA GRAVIDADE E COM A FORA DO EXAMINADOR MMSS: -O PACIENTE REALIZA MOVIMENTOS DE OPONNCIA ENTRE O POLEGAR E CADA UM DOS DEDOS, ABRIR E FECHAR AS MOS, FLEXO E EXTENO DOA PUNHOS E DOS ANTEBRAOS, ABDUO E ADUO DOS BRAOS E DE ELEVAO DOS OMBROS.
  • Slide 35
  • MANOBRAS DE FORA CONTRA A RESISTNCIA OPOSTA PELO EXAMINADOR DOS MMSS : - ABDUO DO BRAO (ELEVAO LATERAL) CONTRA RESISTNCIA: DELTIDE C5-C6, N. AXILAR - FLEXO E SUPINAO DO ANTEBRAO: BCEPS C5-C6, N MUSCULOCUTNEO - EXTENO DO ANTEBRAO CONTRA A RESISITNCIA;TRCEPS C7, N. RADIAL -APERTO DA MO :APERTAR OS DOIS DEDOS DO EXAMINADOR: MSCULOS FLEXORES DA MO, C7-C8-T1, NN. MEDIANO E ULNAR -MOVIMENTO DE PINA: TESTE DE FORA DO INDICADOR E DO POLEGAR PINA OPONDO FIRMIMENTE O POLEGAR E O INDICADOR. MSCULOS FLEXORES LONGO DO POLEGAR E DO INDICADOR, C8- T1 N. MEDIANO - ABDUO DOS DEDOS: ABERTURA EM LEQUE DOS DEDOS.MM. INTERSSEOS E ABDUTOR DO DEDO MNIMO C8-T1 N. ULNAR
  • Slide 36
  • Slide 37
  • Slide 38
  • MANOBRA DEFICITRIA DOS MMSS OU DOS BRAOS ESTENDIDOS: -PACIENTE SENTADO MANTM OS MMSS ESTENDIDOS PARA FRENTE NO PLANO HORIZONTAL, COM OS

View more