sífilis adquirida

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Page 1: Sífilis Adquirida

UNIVERSIDADE CATÓLICA DO SALVADOR FACULDADE DE ENFERMAGEM

DST – Bactéria

SALVADOR

2012

Page 2: Sífilis Adquirida

UNIVERSIDADE CATÓLICA DO SALVADORFACULDADE DE ENFERMAGEM

MICROBIOLOGIA E IMUNOLOGIA 

Professor(a): JOSE CARLOS SANTOS DA SILVA

Alunos: Anaile Pires Ana Natalia

Danielly MachadoDiego Bonfim

Lilian Margareth Maristela Lago Roberta Leão Sheila Gomez

Page 3: Sífilis Adquirida

DST –Bactéria

As doenças venéreas, também conhecidas como DST ( Doenças Sexualmente Transmissíveis ) são infecções transmitidas através de relações sexuais. Vírus, fungos, protozoários e bactérias são os principais agentes causadores destes tipos de moléstias.Uma das principais formas para se evitar tais doenças é o uso correto e freqüente de preservativos. Os vírus, bactérias e fungos acabam sendo transportados pelo sêmen e por fluídos sexuais. Desta forma, a utilização da camisinha, tanto masculina quanto feminina, impede a transmissão dos agentes causadores.Estas doenças devem ser tratadas de forma rápida e correta, pois o desenvolvimento delas no corpo humano podem acarretar sérios problemas de saúde. Infertilidade, doenças neonatais,câncer anogenital, comprometimento do aparelho reprodutor e até mesmo a morte.

Pesquisas afirmam que a contaminação de pessoas monogâmicas e não-fiéis portadoras de DST tem aumentado, em resultado da contaminação ocasional do companheiro(a), que pode contrair a doença em relações extra-conjugais. Todavia, as campanhas pelo uso do preservativo nem sempre conseguem reduzir a incidência de doenças sexualmente transmissíveis.

Nas primeiras civilizações havia o culto aos deuses e deusas da fertilidade, que eram consideradas como uma dádiva. O culto à essas deusas era feito principalmente a partir da prostituição. Uma das características presentes nessas sociedades era a promiscuidade, um dos motivos para o surgimento dessas doenças, que mais tarde seriam conhecidas como doenças venéreas, em referência à Vênus, considerada a deusa do amor.

A Gonorréia foi citada na bíblia, mas a causa da doença só foi conhecida no século XIX. Além disso, no Egito antigo tumbas apresentaram alguns registros sobre a Sífilis.

Em 1494 houve um surto de sífilis na Europa. A doença se espalhou rapidamente pelo continente, matando mais de cinco milhões de pessoas. Cada localidade que ela passava recebia um nome diferente. Contudo, em 1536 foi publicado um poema médico, em que um dos personagens da história havia contraído a doença. O nome do personagem era Sifilo.

Antes de serem inventados os medicamentos, as doenças eram consideradas incuráveis, e o tratamento se limitava a diminuir os sintomas. Todavia, no século XX surgiu os antibióticos, que se mostraram bastante eficientes. Em 1980 a herpes genital e a AIDS surgiram na sociedade como doenças incuráveis. Essa, por sua vez se tornou uma pandemia.

Cancro Mole

Page 4: Sífilis Adquirida

ASPECTOS CLÍNICOS E EPIDEMIOLÓGICOS

Descrição- Doença de transmissão exclusivamente sexual, mais freqüente nas regiões tropicais. Caracteriza-se por apresentar lesões múltiplas(podendo ser única), tipo úlceras, habitualmente dolorosas, de borda irregular, com contornos eritermato-edematosos e fundo irregular, cobertas por exsudato necrótico, amarelado e de odor fétido, que quando removido revela tecido de granulação que apresenta sangramento fácil quando submetidos a traumatismos. No homem, as localizações mais freqüentes são no frênulo e no sulco bálano prepucial; na mulher, na fúrcula e na face interna dos grandes lábios. No colo do uterino e na parede vaginal, podem aparecer lesões que produzem sintomatologia discreta. Nas mulheres, as infecções podem ser assintomáticas. Lesões extragenitais tem sido assinaladas. Em 30 a 50% dos pacientes, os linfonodos são atingidos, geralmente, os inguino-crurais(bulbão), sendo unilaterais em 2/3 dos casos, observados quase que exclusivamente no sexo masculino pelas características anatômicas da drenagem linfáticas. No inicio, ocorre tumefação solida e dolorosa, evoluindo para liquefação e fistulização em 50% dos casos, tipicamente por orifício único.

Agente Etiológico - Haemophilus ducrey, Trata-se de coco bacilo curto, da família Brucellaceae, gênero Haemophilus, especieducreyi. Ebacilo Gram-negativo, intracelular, anaeróbico facultativo,com dimensões de um a 2μm por 0,5μm, com extremidades arredondadas e desprovido de cápsula ou motilidade.Dispõe-se em cadeias simples ou duplas no interiorde polimorfonucleares. Seu cultivo e difícil, crescendo moderadamente em meios de ágar-chocolate

Modo de transmissão - sexual

Período de Incubação - de 3 a 5 dias, podendo atingir 14 dias.

Período de transmissibilidade - semanas ou meses quando na ausência de tratamento, enquanto durarem as lesões. Com antibioticoterapia, 1 a 2 semanas. O risco de infecção em um intercurso sexual é de 80%.

Diagnostico - Suspeita clinica, epidemiológica e laboratorial. Essa ultima é feita por:

Exame direto: Pesquisa em coloração, pelo método de Gram, em esfregaço de secreção da base da ulcera ou do material obtido por aspiração do bulbão. Observam-se, mais intensamente, bacilos gram-negativos intracelulares, geralmente aparecendo em cadeias paralelas, acompanhadas de cocos gram-positivos (fenômeno de satelitismo)

Cultura: É o método diagnostico mais sensível, porem de difícil realização em vista das características do bacilo.

PRC: É o padrao-ouro, embora ainda de custo elevado, linfogranuloma venéreo, donovanose e erosões traumáticas infectadas.

Biopsia - não é recomendada, pois não confirma a doença.

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Diagnostico diferencial - Cancro duro, herpes simples, linfogranuloma venéreo, donovanose e erosões traumáticas infectadas. Não é rara a ocorrência de cancro misto de Rollet (multietiologia com o cancro duro da sífilis)

Tratamento - Azitromicina, 1g, VO, dose única; ciprofloxacina, 500mg, VO, 12/12h por 3 dias, Eritromicina (estereato), 500mg, VO, de 6/6h, por 7 dias; Ceftriaxona, 250mg, IM, dose única. O tratamento sistêmico deve ser acompanhado de medidas de higiene local.

Recomendações - O acompanhamento do paciente deve ser feito ate a involução total das lesões. É indicada a abstinência sexual ate a resolução completa da doença. O tratamento dos parceiros sexuais esta recomendada mesmo que a doença clinica não seja demonstrada, em razoes da existência de portadores assintomáticos, principalmente entre mulheres. É muito importante excluir a possibilidade da existência de sífilis associada, pela pesquisa de Treponema pallidum na lesão genital e/ou por reação sorológica para sífilis, no momento e 30 dias apos o aparecimento da lesão. A aspiração, com agulhas de grosso calibre, dos gânglios linfáticos regionais comprometidos pode ser indicada para alivio de linfonodos tensos e com flutuação. É contra-indicada a incisão com drenagem ou excisão dos linfonodos acometidos.

Características epidemiológicas - ocorre, principalmente, nas regiões tropicais, em comunidades com baixo nível de higiene

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Objetivos - Interromper a cadeia de transmissão por meio da detecção e tratamento precoce dos casos e dos seus parceiros (fontes de infecção); prevenir novas ocorrências por meio de ações de educação em saúde.

Notificações - não é doença de notificação compulsória nacional. Os profissionais de saúde devem observar as normas e procedimentos de notificação e investigação de estado e municípios.

MEDIDAS DE CONTROLE

Interrupção da cadeia de transmissão pela triagem e referencia dos pacientes com DST e seus parceiros para diagnostico e terapia adequados.

Aconselhamento - Orientações ao paciente, fazendo com que observe as possíveis situações de risco presentes em suas praticas sexuais e desenvolva a percepção quanto a importância do seu tratamento e de seus parceiros sexuais e a promoção de comportamentos preventivos.

promoção do uso de preservativos - Método mais eficaz para a redução do risco de transição do HIV e outras DTS. Convite aos parceiros para aconselhamento e promoção do uso de preservativos (deve-se obedecer aos princípios de confiabilidade, ausência de coerção e proteção cintra a discriminação). Educação em saúde, de modo geral.

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Gonorréia

ASPECTOS CLÍNICOS E EPIDEMIOLÓGICOS

Descrição - A gonorréia é uma doença infecciosa do trato genital, de transmissão sexual, que pode determinar desde infecções assintomáticas ate doenças manifesta, com alta morbidade. Clinicamente, apresenta-se de forma completamente diferente no homem e na mulher. Nesta, cerca de 70 a 80% dos casos femininos, a doença é assintomática. Ha maior proporção de casos em homens,

gonorréia no homem - consiste em um dos tipos mais freqüentes de uretrite masculina do qual o sintoma mais precoce é uma sensação de prurido na fossa navicular que vai se estendendo para toda a uretra. Apos 1 a 3 dias, o doente já se queixa de ardência miccional (disporia), seguida por corrimento, inicialmente mucoide que, com o tempo, vai se tornando, mais abundante e purulento. Em alguns pacientes, pode haver febre e outras manifestações de infecção aguda sistêmica. Se não houver tratamento, ou se esse for tardio ou inadequado, o processo se propaga ao restante da uretra, com o aparecimento de palaciuria e sensação de peso no períneo; raramente observa-se hematuria no final da micção.

gonorréia da mulher - Embora a infecção seja assintomática na maioria dos casos, quando a infecção é aparente, manifesta-se sob a forma de cervicite que, se não for tratada corretamente, resulta em serias complicações. Uma cervicite gonocócica prolongada, sem tratamento adequado, pode se estender ao endométrio e as trompas, causando doenças inflamatórias pélvica (DIP). Esterilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica são as principais seqüelas dessas infecções. Em razão disso, é importante, como rotina, avaliação criteriosa de riscos mediante realização da anamnese e sinais clínicos observáveis ao exame ginecológico. Alguns sintomas genitais leves, como corrimento vaginal, dispareunia ou disuria, são freqüentemente na presença de mucopus no orifício externo do colo. Os recém-nascidos de mães doentes ou portadoras de infecção desta etiologia no cérvice uterino podem apresentar conjuntivite gonocócica devido a contaminação no canal de parto.

Agente Etiológico - Neisseria gonorrhoease, diplococo gram-negativo.

Modo de transmissão - Contato sexual

Período de incubação - geralmente, entre 2 e 5 dias.

Período de transmissibilidade - O risco de transmissão de um parceiro infectado a outro é de 50% por ato. Pode durar de meses a anos, se o paciente não dor tratado. O tratamento eficaz rapidamente interrompe a transmissão.

Complicações - Dentre as complicações da uretrite gonocócica no homem destacam-se: balanopostite, prostatite, epididimite, pericardite, septicemia. A conjuntivite gonocócica em adultos não é um quadro raro e ocorre basicamente por auto-inoculação. Também pode ocorrer a sindrome de Fitz-Hugh-Curtis (Peri - hepatite gonocócica) na doença sistêmica. A orquiepididimite poderá procurar diminuição da fertilidade, levando ate mesmo esterilidade. Na mulher, quando a gonorréia não é

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tratada, a infecção ascendente de trompas e ovários pode caracterizar a chamada doença inflamatória pélvica (DIP), a mais importante complicação da infecção gonocócica na mulher. A DIP pode estar relacionada com endometrite, salppingite e peritonite. Alterações tubárias podem ocorrer com complicações dessa infecção, levando 10% dos casos a oclusão das trompas de falópio e a infertilidade. Naquelas casos onde não ocorre obstrução, o risco de desenvolvimento de gravidez ectópica é bastante elevado.

Diagnostico - clinico, epidemiológico e laboratorial. Esse ultimo é feito pela coloração de Gram ou pelos métodos de cultivo. No exame bacterioscopio dos esfregaços, devem ser observados diplococos gram-negativos, arranjados aos pares. Thayer-Martin é o meio especifico para a cultura. Pode-se utilizar também métodos de amplificação de ácidos nucléicos, como a ligase chain reaction, mas tem custos mais elevados, quando comparados com o gram e a cultura.

Diagnostico Diferencial - infecção por clamídia, ureaplasma, micoplasma, tricomoníase, vaginose bacteriana e artrite séptica bacteriana.

Tratamento - Deve ser utilizado uma das opções a seguir: Ciprofloxacina, 500mg, VO, Dose Única; Ofloxacina 400mg, VO, dose única; Ceftriaxonam 250mg; IM, dose única. Existem evidencias de altos índices de resistência desse agente a antibioticoterapia convencional. O ministério da Saúde recomenda tratar simultaneamente Gonorréia e clamídia, com Ciprofloxacina, 500mg, Dose única, VO, mais Azitromicina, 1g, dose única VO, ou Doxicclina, 100mg de 12/12h por 7 dias.

Características epidemiológicas - Doença de distribuição universal que afeta ambos os sexos, principalmente adultos jovens sexualmente ativos.

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Objetivo - Interromper a cadeia de transmissão por meio de detecção e do tratamento prococes dos casos e dos seus parceiros (fontes de infecção); prevenir nocas ocorrências por meio de ações de educação em saúde.

Notificações - não é doença de notificação compulsória nacional. Os profissionais de saúde devem observar as normas e procedimentos de notificação e investigação de estados e municípios.

Medida de Controle - Interrupção da cadeia de transmissão pela triagem e referencia dos pacientes com DST e seus parceiros, para diagnostico e terapia adequados.

Aconselhamento - orientações ao paciente, fazendo com que observe as possíveis situações de risco presentes em suas praticas sexuais e que desenvolva a percepção quanto a importância do seu tratamento e de seus parceiros sexuais. Informações no que se refere a comportamentos preventivos.

Promoção do uso de preservativos - Método mais eficaz para a redução do risco de transmissão do HIV e outras DTS. Convite aos parceiros para aconselhamento e promoção do uso de preservativos (deve-se obedecer aos princípios de confiabilidade, ausência de coerção e proteção cintra a discriminação). Educação em saúde, de modo geral.

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Sífilis Adquirida

ASPECTOS CLÍNICOS E EPIDEMIOLÓGICOS

Descrição

Sífilis adquirida - A Sífilis é uma doença infecto-contagiosa sistêmica, de evolução crônica, com manifestações cutâneas temporárias, provocadas por uma espiroqueta. Sua evolução é dividida em recente e tardia. A transmissão da Sífilis Adquirida é sexual, na área genitoanal, na quase totalidade dos casos. Na Sífilis Congênita, há infecção fetal via hematogênica, em qualquer fase gestacional ou estágio clínico da doença materna. A transmissão por transfusão sanguínea é rara nos dias atuais.

Sífilis adquirida recente - Esta forma compreende o primeiro ano de evolução, período de desenvolvimento imunitário na Sífilis não tratada, e inclui as Sífilis primária, secundária e latente precoce e tardia. A Sífilis primária caracteriza-se por apresentar lesão inicial denominada cancro duro ou protossifiloma, que surge 10 a 90 dias (em média, 21 dias), ocorrendo adenite satélite. O cancro duro, usualmente, desaparece em 4 semanas, sem deixar cicatrizes. As reações sorológicas treponêmicas para Sífilis tornam-se positivas a partir da 3ª semana de infecção, concomitante ao aparecimento do cancro duro, e as reações sorológicas não treponêmicas tornam-se positivas a partir da 4º ou 5º semana após o contágio. A Sífilis secundária é marcada pela disseminação dos treponemas pelo organismo. Suas manifestações ocorrem de 4 a 8 semanas do aparecimento do cancro. A lesão mais precoce é constituída por exantema morbiliforme não-pruriginoso: a rubéola. Posteriormente, podem surgir lesões papulosas palmo-plantares, placas mucosas, adenopatia generalizada, alopecia em clareira e os condilomas planos. As reações sorológicas são sempre positivas. No período de Sífilis latente precoce, não existem manifestações clínicas visíveis, mas há treponemas -localizados em determinados tecidos. Assim, o diagnóstico só é obtido pelas reações sorológicas. Pode ocorrer com freqüência polimicroadenopatia, particularmente de linfonodos cervicais, epitrocleanos e inguinais.

Sífilis adquirida tardia - É considerada tardia após o primeiro ano de evolução e inclui a Sífilis latente tardia. Ocorre em indivíduos infectados pelo treponema que não receberam tratamento adequado ou não foram tratados. Suas manifestações clínicas surgem após um período variável de latência (tardia). Compreendem as formas cutânea, óssea, cardiovascular, nervosa e outras. As reações sorológicas são positivas. A Sífilis tardia cutânea caracteriza-se por lesões gomosas e nodulares, de caráter destrutivo. Na Sífilis óssea, pode haver osteíte gomosa, periostite osteíte esclerosante, artralgias, artrites, sinovites e nódulos justa-articulares. O quadro mais freqüente de comprometimento cardiovascular é a aortite sifilítica (determinando insuficiência aórtica), aneurisma e estenose de coronárias. A Sífilis do sistema nervoso é assintomática ou sintomática com as seguintes formas: meningo-vascular, meningite aguda, goma do cérebro ou da medula, crise epileptiforme, atroia do nervo óptico, lesão do sétimo par, paralisia geral e tabes dorsalis.

Observação: Pessoas com HIV/aids podem ter a história natural da sífilis modificada, desenvolvendo neurossíilis mais precoce e em maior freqüência. Para esses pacientes é sempre indicada a punção lombar.

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Sinonímia - Lues, doença gálica, lues venérea, mal gálico, sifilose, doença britânica, mal venéreo e Peste sexual.

Agente etiológico - Treponema pallidum, espiroqueta de alta patogenicidade.

Reservatório - O homem.

Modo de transmissão - Na Sífilis Adquirida, é sexual. O contágio extragenital é raro. A transmissão não-sexual da Sífilis é excepcional, havendo poucos casos por transfusões de sangue e por inoculação acidental.

Período de incubação - De 10 a 90 dias (com média de 21 dias).

Diagnóstico - Clínico, epidemiológico e laboratorial. A identificação do T. pallidum confirma o diagnóstico. A microscopia de campo escuro é a maneira mais rápida e eficaz para a observação do treponema, que se apresenta móvel, porém a pesquisa direta se aplica somente a material retirado das lesões. O diagnóstico sorológico baseia-se fundamentalmente em reações não-treponêmicas ou cardiolipínicas e reações treponêmicas. A prova de escolha na rotina é a reação de VDRL, uma microaglutinação que utiliza a cardiolipina. O resultado é dado em diluições e esse é o método para seguimento da resposta terapêutica, pois nota-se redução progressiva dos títulos. Sua desvantagem é a baixa especificidade, havendo reações falso-positivas, devido a outras patologias. Para confirmação diagnóstica, utiliza-se um teste treponêmico como o FTA-abs, que tem alta sensibilidade e especificidade, sendo o primeiro a positivar na infecção, porém não é útil para seguimento. O comprometimento do sistema nervoso é comprovado pelo exame do líquor, podendo ser encontradas pleocitose, hiperproteinorraquia e positividade das reações sorológicas.

Diagnóstico diferencial - Cancro primário: cancro mole, herpes genital, linfogranuloma venéreo e donovanose. – cancro primário cancro mole, herpes genital, linfogranuloma venéreo e donovanose.sífilis secundária: farmacodermia, sarampo, rubéola, ptiríase rósea de Gilbert, eritema polimorfo, hanseníase wirchoviana e colagenoses. Sífilis tardia: na presença de lesões gomosas, deve-se afastar tuberculose, leishmaniose, esporotricose entre outras doenças granulomatosas. Neurossífilis: aneurisma congênito, meningite tuberculosa, tumor intracraniano, distúrbios psiquiátricos e emocionais.

Tratamento - Sífilis primária: Penicilina G benzatina, 2.400.000UI, IM, dose única (1.200.000UI, IV, em cada glúteo). Sífilis recente secundária e latente: Penicilina G benzatina, 2.400.000UI, IM, 1 vez por semana, 2 semanas (dose total de 4.800.000UI). Sífilis tardia (latente e terciária): Penicilina G benzatina, 2.400.000UI, IM, 1 vez por semana, 3 semanas (dose total de 7.200.000UI).

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Objetivos - Identificar os casos de Sífilis Adquirida para tratamento precoce.

Notificação - Não é doença de notificação compulsória.

Page 10: Sífilis Adquirida

MEDIDAS DE CONTROLE

Observar a correta forma de tratamento dos pacientes para contribuir com a interrupção da cadeia de transmissão (diagnóstico e tratamento adequados).

Aconselhamento - Orientações ao paciente com DST para que observe as possíveis situações de risco em suas práticas sexuais, desenvolva a percepção quanto à importância do seu tratamento e de seus parceiros sexuais e adote comportamentos preventivos. Promoção do uso de preservativos; aconselhamento aos parceiros, e educação em saúde, de modo geral.

Sífilis em Gestantes

ASPECTOS CLÍNICOS E EPIDEMIOLÓGICOS

Descrição - A sífilis é uma doença infecto-contagiosa sistêmica, de evolução crônica, com manifestações cutâneas temporárias, sujeita a períodos de latência. Sua evolução é dividida em primária, secundária e terciária. A ocorrência de sífilis em gestantes evidencia falhas dos serviços de saúde, particularmente da atenção ao pré-natal, pois o diagnóstico precoce e o tratamento da gestante são medidas relativamente simples e bastante eficazes na prevenção da doença. A sífilis primária caracteriza-se por apresentar lesão inicial denominada cancro duro, que surge de 10 a 90 dias (em média, 21 dias) após a infecção, ocorrendo adenite satélite. O cancro duro é caracterizado por lesão erosada ou ulcerada, geralmente única, indolor, com bordos endurecidos, fundo liso e brilhante, que desaparece em 4 semanas, sem deixar cicatrizes. As reações sorológicas treponêmicas para sífilis tornam-se positivas a partir da 3ª semana de infecção e as reações sorológicas não treponê-micas tornam-se positivas a partir da 4ª ou 5ª semana após o contágio. A sífilis secundária é marcada pela disseminação dos treponemas pelo organismo. Suas manifestações ocorrem de 6 a 8 semanas após o aparecimento do cancro. A lesão mais precoce é constituída por roséola. Posteriormente, podem surgir lesões papulosas palmo-plantares, placas mucosas, adenopatia generalizada, alopécia em clareira e condilomas planos, que desaparecem em aproximadamente 6 meses. As reações sorológicas são sempre positivas. Após o desaparecimento das lesões secundárias, a sífilis entra em um período de latência, não existindo manifestações clínicas visíveis, sendo o diagnóstico realizado exclusivamente por meio de testes laboratoriais. A sífilis terciária pode demorar de 2 a 40 anos para se manifestar. Ocorre em indivíduos infectados pelo treponema que receberam tratamento inadequado ou não foram tratados. Compreendem as formas cutânea, óssea, cardiovascular, nervosa e outras. As reações sorológicas são positivas. A sífilis tardia cutânea caracteriza-se por lesões gomosas e nodulares, de caráter destrutivo. Na sífilis óssea, pode haver osteíte gomosa, periostite, osteíte esclerosante, artralgias, artrites, sinovites e nódulos justa-articulares. O quadro mais freqüente de comprometimento cardiovascular é a aortite sifilítica (determinando insuiciência aórtica), aneurisma e estenose de coronárias. A sífilis do sistema nervoso é assintomática ou sintomática com as seguintes formas: meningo-vascular, meningite aguda, goma do cérebro ou da medula, crise epileptiforme, atroia do nervo óptico, lesão do sétimo par, paralisia geral e tabes dorsalis.

Page 11: Sífilis Adquirida

Período de infecção - O tempo de evolução é extremamente variável, geralmente interrompido com o tratamento; entretanto, a remissão espontânea da doença é improvável. A evolução da infecção treponêmica determinará lesões deformantes, com destruição tecidual em tecido ósseo e cutâneo-mucoso, além das graves sequelas neurológicas. Manifestações gerais e sinais de comprometimento simultâneo de múltiplos órgãos, como febre, icterícia, hepatoesplenomegalia, linfadenopatia generalizada, anemia, entre outros sinais, podem ser observados isolados ou simultaneamente, caracterizam o período toxêmico. O tratamento adequado dos casos diagnosticados promove a remissãodos sintomas em poucos dias. As lesões tardias já instaladas, a despeito da interrupção da evolução da infecção, não serão revertidas com a antibioticoterapia.

Agente etiológico - O Treponema pallidum é uma espiroqueta de alta patogenicidade.

Reservatório - O homem

Modo de transmissão - A Sífilis Adquirida é uma doença de transmissão predominantemente sexual: aproximadamente, um terço dos indivíduos expostos a um parceiro sexual com síilis adquirirá a doença. O T. pallidum, quando presente na corrente sanguínea da gestante, atravessa a barreira placentária e penetra na corrente sanguínea do feto. A transmissão pode ocorrer em qualquer fase da gestação, estando, entretanto, na dependência do estado da infecção na gestante, ou seja, quanto mais recente a infecção, mais treponemas estarão circulantes e, portanto, mais gravemente o feto será atingido. Inversamente, infecção antiga leva à formação progressiva de anticorpos pela mãe, o que atenuará a infecção ao concepto, produzindo lesões mais tardias na criança.

Período de incubação - Cerca de 21 dias a partir do contato sexual infectante.

Período de transmissibilidade - Na fase primária: média 21 dias: 100% de transmissibilidade. Na fase secundária: entre 6 semanas e 6 meses: 90% de transmissibilidade. Na fase terciária: mais de 1 ano: 30% de transmissibilidade.

Diagnóstico diferencial - Da sífilis primária: Cancro Mole, herpes genital, Linfogranuloma Venéreo, Donovanose, câncer, leishmaniose, trauma. Sífilis secundária: farmarcodermias, doenças exantemáticas não vesiculosas, Hanseníase, colagenoses. Sífilis terciária: Tuberculose, leishmaniose, aneurismas congênitos, tumor intracraniano, distúrbios psiquiátricos e emocionais.

Diagnóstico laboratorial

Microscopia direta - A pesquisa do T. pallidum em material coletado de lesão cutâneo-mucosa, de biópsia ou autópsia, é um procedimento que apresenta sensibilidade de 70 a 80%. A preparação e a observação em campo escuro, imediatamente após a coleta do espécime, permitem visualizar os treponemas móveis; quando a observação não pode ser realizada logo após a coleta, a imunoluorescência direta está indicada. Os fatores que diminuem a sensibilidade do teste são: coleta inadequada dos espécimes, tratamento prévio e coleta nas fases finais da evolução das lesões, quando a população de T. pallidum estará muito reduzida.

Page 12: Sífilis Adquirida

Sorologia não treponêmica (VDRL)- Indicada para o diagnóstico e seguimento terapêutico, devido à propriedade de ser passível de titulação. A sensibilidade do teste, na fase primária, é de 78%, elevando-se nas fases secundária (100%) e latente (cerca de 96%). Com mais de 1 ano de evolução, a sensibilidade cai progressivamente, fixando-se, em média, em 70%. A especificidade do teste é de 98%. Após instituído o tratamento, o VDRL apresenta queda progressiva nas titulações, podendo resultar reagente por longos períodos, mesmo após a cura da infecção (cicatriz sorológica).

Sorologia treponêmica (FAT-abs TPHA, imunofluorescência) - São testes específicos, úteis para confirmação do diagnóstico. A sensibilidade dos testes treponêmicos na Sífilis Adquirida é de 84% na fase primária, de 100% nas fases secundária e latente, e de cerca de 96% na sífilis terciária.

Tratamento - A penicilina é a droga de escolha para todas as apresentações da síilis. Não há relatos consistentes na literatura de casos de resistência treponêmica à droga. A análise clínica do caso indicará o melhor esquema terapêutico.

Tratamento inadequado para sífilis materna

Tratamento realizado com qualquer medicamento que não seja a penicilina; ou Tratamento incompleto, mesmo tendo sido feito com penicilina; ou Instituição de tratamento dentro do prazo de 30 dias anteriores ao parto; ou Ausencia de documentação de tratamento anterior; ou Ausencia de queda dos títulos (sorologia não-treponêmica) após tratamento

adequado; ou Parceiro não tratado ou tratado inadequadamente ou quando não se tem

informação disponível sobre o seu tratamento.

Page 13: Sífilis Adquirida

Aspectos epidemiológicos - A sífilis em gestante é doença de notificação compulsória desde 2005. A notificação e vigilância desse agravo é imprescindível para o monitoramento da transmissão vertical, cujo controle é o objetivo do Plano Operacional para a Redução da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis, lançado em 2007.

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Objetivos

Identificar os casos de sífilis em gestantes no pré-natal para subsidiar as ações de prevenção e controle da sífilis em gestantes no Brasil.

Conhecer o perfil epidemiológico da sífilis em gestantes no Brasil e suas tendências.

Definição de caso - Para fins de vigilância epidemiológica, será considerado caso de sífilis em gestantes e assim deverá ser notificado: gestante que durante o pré-natal apresente evidência clínica de sífilis e/ou sorologia não treponêmica reagente, com teste treponêmico positivo ou não realizado.

Notificação e investigação - É doença de notificação compulsória e todo caso definido como sífilis em gestantes, segundo o critério descrito na definição de caso, deve ser notificado à vigilância epidemiológica.

MEDIDAS DE CONTROLE

Antes da gravidez

Diagnostico precoce em mulheres na idade reprodutiva e seus parceiros Realização do teste VDRL em mulheres que manifestem a intenção de

engravidar Tratamento imediato dos casos diagnosticados em mulheres e seus parceiros.

Durante a gravidez - Realizar o teste VDRL no 1º trimestre da gravidez ou na 1ª consulta, e outro, no início do 3º trimestre. Na ausência de teste conirmatório, considerar para o diagnóstico as gestantes com VDRL reagente, em qualquer titulação, desde que não tratadas anteriormente de forma adequada ou que a documentação desse tratamento não esteja disponível.

Aconselhamento - A adoção de práticas sexuais seguras, associada ao bom desempenho na execução do pré-natal, são peças chaves para o controle do agravo.

Page 14: Sífilis Adquirida

A população alvo deverá receber informações sobre a prevenção das DST e o direito a uma assistência médica humanizada e de qualidade.Estratégias de prevenção - As ações de prevenção da síilis em gestantes baseiam-se em três pontos estratégicos, a seguir visualizados na Figura 1.

Sífilis Congênita

ASPECTOS CLÍNICOS E EPIDEMIOLÓGICOS

Descrição - A sífilis é uma doença infecto-contagiosa sistêmica, de evolução crônica. A Sífilis Congênita é a infecção do feto pelo Treponema pallidum, transmitida por via placentária, em qualquer momento da gestação ou estágio clínico da doença em gestante não tratada ou inadequadamente tratada. Sua ocorrência evidencia falhas dos serviços de saúde, particularmente da atenção ao pré-natal, pois o diagnóstico precoce e tratamento da gestante são medidas relativamente simples e bastante eficazes na prevenção dessa forma da doença. O quadro clínico da Sífilis Congênita é variável, de acordo com alguns fatores: o tempo de exposição fetal ao treponema, a carga treponêmica materna, a virulência do treponema, o tratamento da infecção materna, a confecção materna pelo HIV ou outra causa de imunodeiciência. Esses fatores poderão acarretar aborto, natimorto ou óbito neonatal, bem como Sífilis Congênita “sintomática” ou “assintomática” ao nascimento. A Sífilis Congênita é classificada em recente e tardia. Sífilis Congênita recente: os sinais e sintomas surgem logo após o nascimento ou nos primeiros 2 anos de vida, comumente nas 5 primeiras semanas. Os principais sinais são baixo peso, rinite com coriza serosanguinolenta, obstrução nasal, prematuridade, osteocondrite, periostite ou osteíte, choro ao manuseio. Podem ocorrer hepatoesplenomegalia, alterações respiratórias ou

pneumonia, hidropsia, pseudoparalisia dos membros, fissura orificial, condiloma plano, pênigo palmoplantar e outras lesões cutâneas, icterícia e anemia. Quando ocorre invasão maciça de treponemas e/ou esses são muito virulentos, a evolução do quadro é grave e a letalidade, alta. A placenta encontra-se volumosa, com lesões e manchas

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amareladas ou esbranquiçadas. Sífilis Congênita tardia: os sinais e sintomas são observados a partir do 2º ano de vida. Os principais sintomas são: tíbia em lâmina de sabre, fronte olímpica, nariz em sela, dentes deformados (dentes de Hutchinson), mandíbula curta, arco palatino elevado, ceratite intersticial com cegueira, surdez neurológica, dificuldade no aprendizado, hidrocefalia e retardo mental. Período de infecção: o tempo de evolução é extremamente variável, geralmente interrompido com o tratamento. A remissão espontânea da doença é improvável. A evolução da infecção treponêmica determinará lesões deformantes, com destruição tecidual em tecido ósseo e cutâneo-mucoso, além das graves seqüelas neurológicas. Quando estão presentes lesões cutâneas e mucosas, ricas em treponemas, pode ocorrer contágio involuntário, quando do manuseio inadequado/desprotegido das crianças com Sífilis Congênita, por parte dos familiares e profissionais de saúde. Período toxêmico:o quadro clínico é variável. Manifestações gerais e sinais de comprometimento simultâneo de múltiplos órgãos, como febre, icterícia, hepatoesplenomegalia, linfadenopatia generalizada, anemia, entre outros sinais, podem ser observadas isoladas ou simultaneamente. Manifestações graves ao nascimento, tais como pneumonia intersticial e insuficiência respiratória, com risco de vida, requerem especial atenção. Remissão: o tratamento adequado dos casos diagnosticados promove a remissão dos sintomas, em poucos dias. As lesões tardias já instaladas, a despeito da interrupção da evolução da infecção, não serão revertidas com a antibioticoterapia.

Agente etiológico - Treponema pallidum, espiroqueta de alta patogenicidade.

Reservatório - O homem.

Modo de transmissão - A infecção fetal é o resultado da disseminação hematogênica do T. pallidum por via transplacentária, em qualquer fase gestacional.

Período de incubação - De 10 a 90 dias (com média de 21 dias).

Período de transmissibilidade - A transmissão vertical pode ocorrer por todo o período gestacional. Acreditava-se que a infecção fetal não ocorresse antes do 4º mês de gestação. Entretanto, já se cons tatou a presença de T. pallidum em fetos abortados, ainda no 1º trimestre da gravidez.

Diagnóstico - Clínico, epidemiológico e laboratorial. A identificação do T. pallidum confirma o diagnóstico. A microscopia de campo escuro é a maneira mais rápida e eficaz para a observação do treponema, que se apresenta móvel, porém a pesquisa direta se aplica somente a material retirado das lesões. O diagnóstico sorológico baseia-se fundamentalmente em reações não-treponêmicas ou cardiolipínicas e reações treponêmicas. A prova de escolha na rotina é a reação de VDRL, uma microaglutinação que utiliza a cardiolipina. O resultado é dado em diluições e esse é o método para seguimento da resposta terapêutica, pois nota-se redução progressiva dos títulos. Sua desvantagem é a baixa especificidade, havendo reações falso-positivas, devido a outras patologias. Para confirmação diagnóstica, utiliza-se um teste treponêmico como o FTA-abs, que tem alta sensibilidade e especificidade, sendo o primeiro a positivar na infecção, porém não é útil para seguimento. O comprometimento do sistema nervoso é comprovado pelo exame do líquor, podendo ser encontradas pleocitose, hiperproteinorraquia e positividade das reações

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sorológicas. O exame radiológico de ossos longos é útil como apoio ao diagnóstico da Sífilis Congênita.

Diagnóstico diferencial - Outras infecções congênitas (toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes).

Tratamento - A penicilina á a droga de escolha para todas as formas de sífilis. Sífilis Congênita no período neonatal (antes de 28 dias) - Em qualquer circunstância, toda gestante deverá fazer VDRL quando da admissão hospitalar ou imediatamente após o parto; todo recémnascido cuja mãe apresente sorologia positiva para Sífilis deverá fazer VDRL de sangue periférico. Assim, todo recém-nascidos de mães com Sífilis não tratada independentemente do resultado do VDRL do recém-nascido, realizar: hemograma, radiograia de ossos longos, punção lombar (na impossibilidade de realizar esse exame, tratar o caso como neurossíilis) e outros exames, quando clinicamente indicados. De acordo com a avaliação clínica e de exames complementares: a) se houver alterações clínicas e/ou sorológicas e/ou radiológicas e/ou hematológicas, o tratamento deverá ser feito com Penicilina G Cristalina, na dose de 50.000UI/Kg/dose, por via endovenosa, a cada 12 horas (nos primeiros 7 dias de vida) e a cada 8 horas (após 7 dias de vida), durante 10 dias; ou Penicilina G Procaína, 50.000UI/kg, dose única diária, IM, durante 10 dias;b) se houver alteração liquórica, o tratamento deverá ser feito com Penicilina G Cristalina, na dose de 50.000UI/kg/dose, por via endovenosa, a cada 12 horas; c) se não houver alterações clínicas, radiológicas, hematológicas e/ou liquóricas, e a sorologia for negativa, deve-se proceder o tratamento com Penicilina G Benzatina, por via intramuscular, na dose única de 50.000UI/kg. O acompanhamento é obrigatório, incluindo o seguimento com VDRL sérico após conclusão do tratamento. Sendo impossível garantir o acompanhamento, o recém-nascido deverá ser tratado com o Esquema 1. Nas situações em que o Recém-nascidos for de mãe com síilis Adequadamente tratada realizar o VDRL em amostra de sangue periférico do recém-nascido; se esse for reagente com titulação maior do que a materna, e/ou na presença de alterações clínicas, realizar hemograma, radiograia de ossos longos e análise do LCR: a) se houver alterações clínicas e/ou radiológicas, e/ou hematológica sem alterações liquóricas, o tratamento deverá ser feito como no item 1 de recém-nascidos de mães não tratadas ou inadequadamente tratadas; b) se houver alteração liquórica, o tratamento deverá ser feito como no item 2 de recém-nascidos e mães não tratadas ou inadequadamente tratadas; c) se for assintomático e o VDRL não for reagente, proceder apenas ao seguimento clínico-laboratorial. Na impossibilidade de garantir o seguimento, deve-se proceder ao tratamento com Penicilina G Benzatina, IM, na dose única de 50.000UI/Kg; d) se for assintomático e tiver o VDRL reagente, com título igual ou menor que o materno, acompanhar clinicamente. Na impossibilidade do seguimento clínico, investigar e tratar como no item 1 de recém-nascidos de mães não tratadas ou inadequadamente tratadas (sem alterações de LCR) ou no item 2 de recém-nascidos de mães não tratadas ou inadequadamente tratadas (se houver alterações no LCR).

Observações: No caso de interrupção por mais de um dia de tratamento, o mesmo deverá ser reiniciado. Efetuar exame otalmológico (fundo de olho) em todas as crianças sintomáticas.

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Seguimento - Ambulatorial mensal; realizar VDRL com 1, 3, 6, 12, 18 e 24 meses, interrompendo quando negativar. Diante de elevações de títulos sorológicos ou não-negativação desses até os 18 meses, re-investigar o paciente.

Sífilis congênita após o período neonatal - - Crianças com quadros clínico e sorológico sugestivos de Sífilis Congênita devem ser cuidadosamente investigadas, obedecendo-se à rotina acima referida. Confirmando o diagnóstico, proceder ao tratamento conforme preconizado, observando-se o intervalo das aplicações, que, para a Penicilina G cristalina, deve ser de 4/4 horas, e para a Penicilina G procaína, de 12/12 horas, mantendo-se os mesmos esquemas de doses recomendados.

Sífilis e AIDS - Pessoas vivendo com HIV/aids podem ter a história natural da síilis modificada, desenvolvendo neurossífilis mais precoce e em maior frequência. Para esses pacientes é sempre indicada a punção lombar.

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Objetivos - Identificar os casos de Sífilis Congênita para subsidiar as ações de prevenção e controle desse agravo, intensificando no pré-natal, e conhecer o perfil epidemiológico dessa doença, no Brasil, e suas tendências.

Notificação - A Sífilis Congênita é doença de notificação compulsória desde 1986 (Portaria MS nº 542, de 22/12/1986), noticiando os casos confirmados.

Definição de caso - Para fins de vigilância epidemiológica, será considerado caso de Sífilis Congênita:

Toda criança, aborto ou natimorto de mãe com evidencia clinica para Síilis e/ou sorologia não-treponêmica reagente para Sífilis, com qualquer titulação, na ausência de teste confirmatório treponêmico, realizado no pré-natal, no momento do parto ou curetagem, cuja mãe não tenha sido tratada ou tenha recebido tratamento inadequado;

Todo individuo menor de 13 anos, apresentando as seguintes evidencias sorológicas: - titulações ascendentes (testes não-treponêmicos), e/ou - testes não-treponêmicos reagentes após 6 meses (exceto em situação de seguimento terapêutico), e/ou - testes treponêmicos reagentes após 18 meses, e/ou títulos em teste não-treponêmico maiores que os da mãe. Em caso de evidência sorológica apenas, deve ser afastada a possibilidade de Sífilis Adquirida;

Todo o individuo com menos de 13 anos, com teste não-treponêmico reagente e evidência clínica, liquórica ou radiológica de Sífilis Congênita;

Toda situação de evidência de T. pallidum em placenta ou cordão umbilical e/ou amostra de lesão, biópsia ou necropsia de criança, produto de aborto ou natimorto, por meio de exames microbiológicos.

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MEDIDAS DE CONTROLE

O Ministério da Saúde é signatário de acordo internacional que busca a eliminação da Sífilis Congênita. Para alcançar tal objetivo, estão sendo implementadas atividades especiais para o alcance dessa meta. Deve-se, portanto, observar a correta forma de tratamento dos pacientes; a plena integração de atividades com outros programas de saúde; o desenvolvimento de sistemas de vigilância locais ativos e a interrupção da cadeia de transmissão (diagnóstico e tratamento adequados).

Aconselhamento - Orientações ao paciente com DST para que observe as possíveis situações de risco em suas práticas sexuais, desenvolva a percepção quanto à importância do seu tratamento e de seus parceiros sexuais e adote comportamentos preventivos.

Promoção do uso de preservativos. Aconselhamento dos parceiros Educação em saúde em modo geral

Observação: As associações entre diferentes DST são frequentes, destacando-se, atualmente, a relação entre a presença de DST e o aumento do risco de infecção pelo HIV, principalmente na vigência de úlceras genitais. Desse modo, se o proissional estiver capacitado a realizar aconselhamento, pré e pós-teste, para detecção de anticorpos antiHIV, quando do diagnóstico de uma ou mais DST, essa opção deve ser oferecida ao paciente. Portanto, toda DST constitui-se em evento sentinela para a busca de outra doença sexualmente transmissível e possibilidade de associação com o HIV. É necessário, ainda, registrar que o Ministério da Saúde preconiza a “abordagem sindrômica” aos pacientes com DST, visando aumentar a sensibilidade no diagnóstico e tratamento dessas doenças, o que resultará em maior impacto na sua redução.

Referencias

www.scielo.br Abordagem nas doenças sexualmente transmissíveisWalter BeldaJunio,Ricardo Shiratsu e Valdir Pinto

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/doencas_infecciosas_parasitaria_guia_bolso.pdf DOENÇA INFECCIOSA E PARASITÁRIA GUIA DE BOLSO 8ª edição revista

http://www.suapesquisa.com/dst/

Doenças Sexualmente Transmissíveis - DSTConhecendo as DSTs, Sífilis , Gonorréia , Tricomona , Clamídia, Candidíase

Tortora gerar j. et al microbiologia ediçao (2003) sexta ediçao