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aula de epidemiologia - Intesivo do Estado - 2011

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  • 1. SADE PBLICA 1EpidemiologiaVigilncia epidemiolgica

2. www.blogprofismael.blogspot.com ismac@globo.com2 By Ismael Costa 3. Definio de Sade Pblica:Sade Pblica a cincia e a arte de evitardoenas, prolongar a vida e desenvolver a sadefsica e mental e a eficincia, atravs de esforosorganizados da comunidade para o saneamento domeio ambiente, o controle de infeces nacomunidade, a organizao de servios mdicos epara-mdicos para o diagnstico precoce e otratamento preventivo de doenas, e oaperfeioamento da mquina social que irassegurar a cada indivduo, dentro da comunidade,um padro de vida adequado manuteno dasade. (WINSLOW, 1976).3 By Ismael Costa 4. Conceito de epidemiologia a cincia que estuda o processo sade-doena em coletividades humanas, analisando adistribuio e os fatores determinantes dasenfermidades, danos sade e eventosassociados sade coletiva, propondo medidasespecficas de preveno, controle,ouerradicao dedoenas,efornecendoindicadores que sirvam de suporte aoplanejamento, administrao e avaliao dasaes de sade. (ROUQUAYROL, 1994).4By Ismael Costa 5. Epidemiologia descritivaEstuda o comportamento das doenas em umacomunidade, isto , em que situaes elas ocorremna coletividade, segundo caractersticas ligadas pessoa (quem), ao lugar ou espao fsico (onde) eaotempo (quando)fornecendo elementosimportantes para se decidir que medidas de prevenoe controle esto mais indicadas para o problema emquesto e tambm avaliar se as estratgias adotadascausaram impacto, diminuindo e controlando aocorrncia da doena em estudo.5By Ismael Costa 6. Histria Natural das doenasHistria natural da doena o nome dado ao conjuntode processos interativos compreendendo as inter-relaes do agente, do suscetvel e do meioambiente que afetam o processo global e seudesenvolvimento, desde as primeiras foras que criam oestmulo patolgico no meio ambiente, ou em qualqueroutro lugar, passando pela resposta do homem aoestmulo, at as alteraes que levam a um defeito,invalidez, recuperao ou morte.6 By Ismael Costa 7. Perodo de pr-patogneseO primeiro perodo da histria natural: a prpriaevoluo das inter-relaes dinmicas, que envolvem, deum lado, os condicionantes sociais e ambientais e, dooutro, os fatores prprios do suscetvel, at que sechegue a uma configurao favorvel instalao dadoena. tambm a descrio desta evoluo. Envolve, como jfoi referido antes, as inter-relaes entre os agentesetiolgicos da doena, o suscetvel e outros fatoresambientais que estimulam o desenvolvimento daenfermidade e as condies scio-econmico-culturais que permitem a existncia desses fatores.7 By Ismael Costa 8. Perodo de patogneseA histria natural da doena tem seguimento com asua implantao e evoluo no homem. o perododa patognese.Este perodo se inicia com as primeiras aesque os agentes patognicos exercem sobre o serafetado. Seguem-se as perturbaes bioqumicasem nvel celular, continuam com as perturbaes naforma e na funo, evoluindo para defeitospermanentes, cronicidade, morte ou cura.8By Ismael Costa 9. HISTRIA NATURAL DAS DOENASPERODO DE PR-PATOGNESEPERODO DE PATOGNESETrade de Leavell e Clarck : Hospedeiro sucetvel meio ambiente agente etiolgico.9By Ismael Costa 10. Nveis de preveno Preveno primria : promoo da sade e proteo especfica. Preveno secundria : diagnstico precoce e limitao da incapacidade Preveno terciria: reabilitao, terapia ocupacional10 By Ismael Costa 11. PerodoNvel de prevenoSub-nveisAes Moradia Adequada Lazer;1- Promoo da SadeEducao;Alimentao.Pr-patognese Preveno primriaImunizaoSade do Trabalhador2- Proteo especfica Higiene pessoal e domiciliar Aconselhamento gentico Controle de vetoresInquritos epidemiolgicosExames para deteco precoce1-Diagnstico precoce Isolamento Preveno secundria TratamentoEvitar futuras complicaes Patognese 2-Limitao da incapacidade Evitar sequelas Reabilitao (evitar incapacidade); Fisioterapia;Preveno Terciria**** Terapia Ocupacional; Emprego para o reabilitado.11 By Ismael Costa 12. Atributos dos Agentes etiolgicosInfectividade a capacidade de certos organismos (agentes) depenetrar, se desenvolver e/ou se multiplicar em um outro (hospedeiro)ocasionando uma infeco. Exemplo: alta infectividade do vrus da gripee a baixa infectividade dos fungos.Patogenicidade a capacidade do agente, uma vez instalado, deproduzir sintomas e sinais (doena). Ex: alta no vrus do sarampo,onde a maioria dos infectados tem sintomas e a patogenicidade reduzida do vrus da plio onde poucos ficam doentes.Virulncia a capacidade do agente de produzir efeitos graves ou fatais,relaciona-se capacidade de produzir toxinas, de se multiplicar etc. Ex:baixa virulncia do vrus da gripe e do sarampo em relao altavirulncia dos vrus da raiva e do HIV.12By Ismael Costa 13. Imunogenicidade a capacidade do agente de, aps a infeco,induzir a imunidade no hospedeiro. Ex: alta nos vrus da rubola, dosarampo, da caxumba que imunizam em geral por toda a vida, emrelao baixa imunogenicidade do vrus da gripe, da dengue, dasshiguelas e das salmonelas que s conferem imunidade relativa etemporria. Dose infectante: a quantidade do agente etiolgico necessria parainiciar uma infeco. Poder Invasivo: a capacidade que tem o parasita de se difundir,atravs de tecidos, rgos e sistemas anatomofisiolgicos dohospedeiro.13By Ismael Costa 14. HOSPEDEIRO: Ser vivo que oferece, em condies naturais, subsistncia ou alojamento a um agente infeccioso. Pode ser humano ou outro animal (inclusive aves e artrpodes) Hospedeiro primrio ou definitivo onde o agente atinge a maturidade ou passa sua fase sexuada; hospedeiro intermedirio ou secundrio aquele onde o parasita se encontra em forma assexuada ou larvria.14 By Ismael Costa 15. Atributos do HospedeiroResistncia: o conjunto de mecanismos do organismo que servemde defesa contra a invaso ou multiplicao de agentes infecciososou contra efeitos nocivos de seus produtos txicos e depende danutrio, da capacidade de reao a estmulos do meio, de fatoresgenticos, da sade geral, estresse, ou da imunidade. pode sergentica, adquirida, permanente ou temporria.Imunidade: um subtipo de resistncia, especfica, associada presena de anticorpos que possuem ao especfica sobre omicroorganismo responsvel por uma doena infecciosa ou sobresuas toxinas.Suscetibilidade medida de fragilidade, a possibilidadeadoecimento por determinado agente, fator de risco ou conjunto decausas. A suscetibilidade de uma espcie ocorre quando esta estsujeita a determinada infeco ou doena. Dentro da mesmaespcie, h indivduos resistentes e suscetveis a uma infeco.15By Ismael Costa 16. Em se falando de doenas infecciosas asuscetibilidade absoluta, pois o indivduo susceptvel ou no; porm, quando tratamos das noinfecciosas podemos falar em grau varivel desusceptibilidade, isto , alguns indivduos podem ficarexpostos por muito tempo a um determinado fator derisco em altas concentraes e no adoecer enquantooutros em exposies com pequenas concentraese/ou pouco tempo, adoecem.16 By Ismael Costa 17. PORTADORES so os que tm o agente infeccioso, podem transmiti-lo, mas no momento no apresentam sintomas. Portadores ativos ou j tiveram sintomas ou viro a t-los. Portadores passivos so os que nunca apresentaram ou apresentaro sintomas; estes so os mais importantes epidemiologicamente por difundirem o agente etiolgico contnua ou intermitentemente apesar de passarem desapercebidos. RESERVATRIO de agentes infecciosos (reservatrio de bioagentes) o ser humano ou animal,artrpode, planta, solo ou matria inanimada em que um agente normalmente vive, se multiplica ou sobrevive e do qual tem o poder de ser transmitido a um hospedeiro susceptvel.17By Ismael Costa 18. Doenas/ReservatrioAntroponose: Infeco cuja transmisso se restringe aos seres humanos.Antropozoonose: Infeco transmitida ao homem a partir de reservatrioanimal.Anfixenoses: onde homens e animais so reservatrios (leishimaniose).Fitonose: Infeco transmissvel ao homem, cujo agente tem os vegetaiscomo reservatrios.Zooantroponose: Infeco transmitida aos animais a partir dereservatrio humano.Zoonoses: Infeco ou doena infecciosa transmissvel, sob condiesnaturais, de homens a animais, e vice-versa.Obs:Os reservatrios humanos incluem os portadores e os doentes (casosclnicos).18By Ismael Costa 19. Vetores x Veculos VETORES so seres vivos que veiculam o agente desde o reservatrio at o hospedeiro potencial. Vetores mecnicos so os transportadores de agentes, geralmente insetos, que os carreiam nas patas, probscides, asas ou trato gastro-intestinal contaminados e onde no h multiplicao ou modificao do agente. Vetores biolgicos so aqueles em que os agentes desenvolvem algum ciclo vital antes de serem disseminados ou inoculados no hospedeiro. VECULOS so fontes secundrias, intermedirias entre o reservatrio e o hospedeiro como objetos e materiais (alimentos, gua, roupas, instrumentos cirrgicos, etc.).19 By Ismael Costa 20. DOENA ou ENFERMIDADE: Falta ou perturbao da Sade, molstia, mal, enfermidade. DOENAS INFECCIOSAS Infeco x doena infecciosa: 1- Infeco: a penetrao e desenvolvimento de um agente infeccioso no organismo de uma pessoa ou animal. - Doena infecciosa: a doena clinicamente manifesta do homem ou dos animais, resultante de uma infeco. - Podem ser agudas (raiva, difteria, sarampo, gripe) ou crnicas (tuberculose, hansenase, calazar). 2- Doena contagiosa: so doenas infecciosas cujos agentes etiolgicos atingem os sadios atravs do contato direto com indivduos infectados. Ex: sarampo. 3- Doena transmissvel: qualquer doena causada por um agente infeccioso ou seus produtos txicos, que se manifesta pela transmisso deste agente ou de seus produtos, de uma pessoa ou animal infectados a um hospedeiro susceptvel, direta ou indiretamente por meio de um veculo20 By Ismael Costa 21. Quanto s Formas das doenas: Forma Manifesta aquela que apresenta sinais e/ou sintomas clssicos de determinada doena. Forma Inaparente ou Sub-Clnica aquela em que o indivduo que no apresenta nenhum sinal ou sintoma (ou que apresenta muito poucos