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  • TESTES DE USABILIDADE FESTOCK 9 DE JUNHO DE 2011

    VERSÃO 1.0

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    Índice

    Testes de usabilidade Usabilidade Human-Conputer Interaction (HCI) Teste de usabilidade Avaliador Características de um avaliador Métodos de avaliação e técnicas de recolha de dados Per�l de utilizador Número de utilizadores Per�l ideal do utilizador Lista de tarefas (guião) Questionário pré-teste Questionário pós-teste Análise/avaliação dos testes realizados Avaliação quantitativa do teste Análise dos resultados Observações

    04 05 06 07 08 09 10 12 12 13 14 15 16 17 17 17 19

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    Testes de usabilidade

    A necessidade de interacção com computadores está cada vez mais presente no nosso quotidiano.

    A realização dos testes de usabilidade é parte do processo de desenvolvimento de um produto e traz melhorias signi�cati- vas à qualidade de qualquer produto. A preocupação com os teste [de usabilidade] é crescente, pois os utilizadores estão cada vez mais exigentes. A ênfase deste trabalho está na apresentação de procedimentos e materiais que envolvem a condução do teste de usabilidade e análise dos resultados.

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    Usabilidade

    Usabilidade é o conceito utilizado para descrever a qualidade da interacção de uma interface diante de seus utilizadores.

    Esta qualidade está associada, segundo Shneiderman, com os seguintes princípios: - facilidade de aprendizagem - facilidade de memorização de tarefas no caso de uso intermitente - produtividade dos utilizadores na execução de tarefas - prevenção, por forma a reduzir os erros por parte do utilizadores - satisfação subjectiva dos utilizadores

    A usabilidade é relacionada à e�cácia e e�ciência da interface diante dos utilizadores e pela reacção destes diante a inter- face.

    A usabilidade está directamente relacionada com a e�cácia e e�ciência da aplicação diante do publico-alvo, tanto a nível grá�co como técnico.

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    Human-Conputer Interaction (HCI)

    O comportamento humano é repleto de “surpresas”, o que di�culta o estabelecimento de “simples verdades” sobre o que esperar das pessoas em determinadas situações. Este facto levou ao estudo do HCI - Human-Computer Interaction (Interação Homem-Computador) que procura desen- volver um modelo teórico de performance humana, bem como criar ferramentas capazes de medir a facilidade de uso. O HCI constitui um campo multidisciplinar que envolve aspectos de psicologia, ergonomia, informática, entre outros, com o objectivo de facilitar o projecto, a execução e a avaliação de ambientes computacionais.

    A interface de um sistema é o meio responsável por assegurar o dialogo entre o programa e o ser humano. Quando factores humanos são considerados, este diálogo acontece em harmonia. Assim, a interface é considerada a “embalagem do soft- ware de um computador”, portanto, se ela for fácil de aprender, simples de usar, directa e “amigável”, o utilizador terá facili- dade em fazer bom uso da mesma. Se essas características forem negligenciadas, possivelmente irão surgir problemas de usabilidade.

    Os problemas de usabilidade ocorrem quando um utilizador encontra di�culdades ao executar uma dada tarefa mediante uma interface. Tais di�culdades podem ter origens variadas e ocasionar perda de dados, diminuição da produtividade, podendo chegar à rejeição total do software por parte dos utilizadores.

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    Teste de usabilidade

    O teste de usabilidade é um processo no qual alguns participantes representativos avaliam o grau que um produto se encontra em relação a critérios especí�cos de usabilidade. O referido teste pode servir para diferentes propósitos que envolvem variados tipos de tarefas, medidas de performance e disposição de escalas, entrevistas ou inspecções a serem aplicadas, sempre em “busca” de problemas de usabilidade e de fazer recomendações no sentido de eliminar os problemas e melhorar a usabilidade do produto.

    Os testes de usabilidade são mais e�cientes quando implementados como parte do processo de desenvolvimento de um produto. Portanto, uma forma interessante de determinar os tipos de testes é através do “ciclo de vida” de desenvolvimento de um produto.

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    Avaliador

    O avaliador é o responsável por tudo o que ocorre durante uma sessão de “teste de usabilidade”. A sua função passa por interagir com o(s) participante(s), “reter” informações, compilar e partilhar os resultados dos testes com os membros que compõem a equipa de desenvolvimento. O avaliador é também responsável por toda a preparação dos testes, “arranjo” de todo o material a utilizar nos mesmos e, ainda, a coordenação de esforços por forma a tornar os testes reais e �dedignos.

    O avaliador pode ser um especialista em factores humanos (psicólogos, engenheiros industriais), especialistas de mercado (clientes, utilizadores), comunicadores (escritores, especialistas em preparação), colegas de outros projectos ou consultores externos.

    O avaliador não deve ser o “dono do produto” que está em avaliação, pois, se tal acontecer, correndo o risco de conduzir os participantes na direcção que deseja em vez de continuar neutro no processo in�uenciando assim os resultados.

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    Características de um avaliador

    - conhecimento dos fundamentos básicos de engenharia de usabilidade; - capacidade de absorver novos conceitos a �m de entender melhor as acções e comentários dos utilizadores participantes; - ter boa memória de modo a se lembrar dos acontecimentos ocorridos durante o teste; - absorver a subtileza do tom da fala e a ênfase dos comentários dos utilizadores participantes; - sentir-se confortável diante de variações e observações con�ituantes, como por exemplo, quando o participante “descobre” outra forma de realizar uma determinada tarefa; - ter �exibilidade para lidar com o participante, bem como para dar o feedback ao grupo responsável pele concep- ção do produto; - manter o nível de atenção em todos os momentos do teste; - ser bom comunicador com todos os integrantes do teste (participantes e membros da equipa de teste); - ser bom organizador e coordenador, pois mesmo um simples teste de usabilidade requer uma organização bem elaborada acerca dos eventos, materiais e membros. - ter um comportamento neutro por forma a utilizar, apenas, sugestões subtis acerca do teste.

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    Métodos de avaliação e técnicas de recolha de dados

    Para avaliarmos a usabilidade da plataforma Festock recorremos a várias técnicas de recolha de dados (nestes participaram utilizadores reais):

    Avaliação heurística - envolve especialistas com o intuito de avaliarem o design, com base num conjunto de critérios de usabilidade ou heurísticas. O design é “examinado” por forma a encontrar instâncias que violem esses critérios. Os critérios são relacionados a princípios e guidelines e podem ser seleccionados ou derivados deles. Um conjunto de crité- rios, conforme proposto por Nielsen e Molich (1990) inclui:

    o ter diálogo simples e natural; o falar a língua do utilizador; o minimizar a carga cognitiva do utilizador; o ter consistência; o manter feedback; o prevenir erros; o elaborar documentação de apoio/ajuda; o elaborar mensagens de erros precisas e construtivas; o marcar” as saídas e retrocessos de forma clara; o de�nir bem os atalhos a implementar.

    Observação - feita num laboratório, pode ser directa, mas aí pode ocorrer o efeito de Hawthorne, ou indirecta, utilizando-se para o efeito câmaras de vídeo de modo a captar a interacção do utilizador com o software ou possibilitando ao observador uma situação de “observação sem ser visto”. Essa interacção do utilizador pode ser registada de modo

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    automático através de um software de logging e que é acoplado ao software multimédia. Pode-se, ainda, solicitar ao utilizador que verbalize o que pensa em determinadas instancias através da técnica think aloud. Esta verbalização pode ser pedida a um utilizador, mas é pouco natural, ou a pares de utilizadores enquanto interagem. Ao utilizar o método de observação, é impre- scindível que o observador use um guião/lista de tarefas, assim, sabe o que vai observar e o que se pretende que seja observado em particular.

    - Sondagem - neste processo (“survey”) podem ser utilizadas, basicamente, duas técnicas de recolha de dados: question- ários ou entrevistas.

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    Considerações na criação do per�l de utilizador

    Segunda a especialista Dana Chisnell, da UsabilityWorks, co-autora do livro Handbook of Usability deve-se evitar o uso de dados demográ�cos como descrição de per�l de utilizador; até porque a idade não é necessariamente um indicador de comporta