toxicologia ocupacional - ufrgs - ucpel 2011

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TOXICOLOGIA OCUPACIONALCelso Felipe DexheimerToxicologista e Higienista Ocupacional Certificado HOC 0028/ABHO

Fone: (51) 3219-4000 toxicologia@pro-ambiente.com.br

Toxicologia OcupacionalI. Introduo- Toxicologia Ocupacional (ou Industrial) - Toxicologia Ambiental - Agente Qumico ou Toxicante - Xenobitico - Riscos Ocupacionais: Qumicos Fsicos Biolgicos Ergonmicos

- Interao: Trabalhador x Ambiente x Agente Qumico - Controle Preventivo:

Admissional Exames Peridico Demissional

II. Agentes Qumicos1. Estado Fsico a) Lquido: volatilidade densidade b) Slido: granulometria densidade c) Gasoso: solubilidade densidade

2. Formas de Apresentao Substncias Isoladas Formulaes Qumicas

3. Condies de Trabalho Fixos Volteis Arrastes Fumos

III. Vias de PenetraoAgente Qumico: Estado Fsico Polaridade Volatilidade Sublimao Viscosidade Densidade

RespiratriaAerosol, gs, vapores e fumos Fatores: Solubilidade em gua Granulometria Volatilidade Densidade Ar Inalado: Repouso 5 - 6 L/min Esforo 15 - 30 L/min Absoro: Agente Qumico

Pulmes

Corao

Capilares

Envenenamento Rpido e Perigoso

Cutnea - Pele - Estado Fsico do Agente Qumico Fatores: Solubilidade em gua e lipdios Tamanho da molcula pH da pele Comportamentos: Contato Pele-Txico a) Pele como barreira de proteo b) Reao com a superfcie irritao primaria c) Penetra e combina-se sensibilizao d) Penetra Corrente Ao Geral Organoclorados e Organofosforados

Digestiva - Boca - Estado Fsico do Agente Qumico Agente: Solubilidade no pH cido Veculo Estabilidade / Medicamento Estmago: Velocidade do Esvaziamento pH: Reao / Destruio Alimentos presentes Absoro: Estmago Fgado Ble Intestino

IV. Ao dos Agentes Qumicos1. Ao Local cidos lcalis Oxidantes Desengraxantes

cidos:

- Sulfrico

- Clordrico

- Ntrico

lcalis:

- Hidrxido de Sdio (Soda custica)

- Carbonato de Sdio (Soda Barrilha)

- Hipoclorito de Sdio (gua sanitria)

Oxidantes: - Hipoclorito de Sdio (gua sanitria)- Perxido de Hidrognio

Desengraxantes:- Alcalinos: - Silicatos - Soda - Hidrocarbonetos: - Querosene - Thinner - Aguarrz - Hidrocarbonetos Policlorados: - Percloroetileno - Tricloroetileno

2. Ao SistmicaFase de Exposio - via de introduo - durao da exposio - intensidade - susceptibilidade individual Fase de Toxicocintica - absoro - distribuio - armazenamento - biotransformao

Fase de Toxicodinmica - interao toxicante - stios de ao Fase de Clnica - sinais e sintomas - alteraes patolgicas

V. Biotransformao Importncia Enzimas inespecficas Principais Reaes: - Oxidao - Reduo - Conjugao - Hidrlise

Comportamento dos Agentes Qumicos(1) No Lipossolvel Polares e ionizveis. Dificuldade de atravessamento de membranas orgnicas Fcil excreo renal (2) Lipossolvel Apolares / pouco polares Fcil atravessamento de membranas Filtrao glomerular seguido de reabsoro tubular e permanncia no organismo Biotransformao Produtos polares excrees renal, biliar, ar expirado. Toxicidade do metablito

Excreo1. Urina Toxicante e/ou xenobitico hidrossolvel Mecanismos: - Filtrao glomerular - Reabsoro tubular - Secreo tubular pH urinrio

2. Fezes Absoro pelo trato digestivo e atividades sobre rgos-alvo Parte no absorvida excretada pelas fezes Encontrados toxicante, xenobitico, e/ou produto de biotransformao Difuso passiva: sangue intestino

3. Pulmes Substncias gasosas e volteis Excreo de gases inversamente proporcional solubilizao: - Baixa no sangue: rpida excreo - Alta no sangue: lenta excreo Ventilao

VI. Monitoramento Biolgico1. Conceito: (CCE/NIOSH/OSHA) comit misto de 1980 O monitoramento biolgico a medida e avaliao de agentes qumicos e/ou de seus produtos de biotransformao em tecidos, secrees, ar exalado ou alguma combinao destes, para estimar a exposio ou riscos sade quando comparado a uma referncia apropriada.

2. Objetivos: Prevenir a exposio excessiva a agentes qumicos nocivos Completar a avaliao ambiental e fornecer dados para o desenvolvimento dos limites de tolerncia Verificar e comparar as caractersticas de exposio e individuais de cada trabalhador Contribuir na elaborao de medidas preventivas

3. Limitaes:- Ausncia de indicadores biolgicos para certos agentes qumicos - Fatores interferentes na biodisponibilidade ao agente qumico - O dado biolgico o somatrio da absoro de todas as vias: respiratria, cutnea e digestiva - Variveis individuais

4. Fatores Pessoais: Tabaco pode veicular agentes qumicos, como: Pb, Cd, CO, CN Bebidas Alcolicas podem alterar a absoro, distribuio e principalmente a biotransformao de toxicantes Dieta pode ser responsvel pelo aumento de alguns indicadores biolgicos

5. Fatores Fisiolgicos: Idade: idosos eliminam maior quantidade de Cdmio e Fluoretos na urina Sexo: no existem estudos completos quanto s diferenas Obesidade: afeta na distribuio de toxicantes lipossolveis (maior reteno e menor eliminao no ar exalado) Alimentao: a alimentao rica em lipdios pode alterar a distribuio de agentes lipoflicos Individuais: anemia, leucopenia, hipertenso, funcionamentos heptico e renal

Indicadores Biolgicos de Exposio (IBE)Conceito: Compreende todo e qualquer xenobitico ou seu produto de biotransformao, assim como qualquer alterao bioqumica precoce cuja determinao nos fluidos biolgicos, tecidos, ou ar exalado avalie a intensidade de exposio ao agente qumico contaminante ambiental.

Dividem-se em dois grupos: A) Indicadores de dose interna (absoro) Refletem a dose real da substncia ou o produto da biotransformao no material biolgico, correlacionado com o grau de exposio Exemplo: cido Hiprico, Chumbo, Acetona

B) Indicadores de Efeito Revelam alteraes orgnicas resultantes da ao do agente qumico. Exemplo: Carboxihemoglobina; ALA-U

Tais indicadores permitem avaliar diretamente o risco sade e prevenir a manifestao dos efeitos nocivos.

N R - 7 - QUADRO I (Portaria n. 24, de 29.12.94)Parmetros para Controle Biolgico da Exposio Ocupacional a Alguns Agentes QumicosAgente Qumico Anilina Arsnico Cdmio Chumbo Inorgnico Chumbo Tetraetila Cromo HexavalenteDiclorometano

Indicador BiolgicoMaterial Biolgico Urina Sangue Urina Urina Sangue Urina Sangue Urina Urina Sangue Urina

Anlisep-aminofenol e/ou Metahemoglobina Arsnico Cdmio Chumbo e cido Delta Amno Levulnico ou Zincoprotoporfirina Chumbo

Valor Referencial---at 2% at10 g/g creat. at 2 g/g creat. at 40 g/dL at 4,5 mg/g creat. at 40 g/dL at 50 g/g creat.

ndice Biolgico Mximo Permitido50 mg/g creat. 5% 50 g/g creat. 5 g/g creat. 60 g/dL 10 mg/g creat. 100 g/dL 100 g/g creat.

Mtodo AnalticoCG E E ou EAA EAA EAA E HF EAA

AmostragemFJ FJ 0-1 FS+T-6 NCT-6 NC T-1 NC T-1 NC T-1 FJ 0-1

InterpretaoEE SC+ EE SC SC SC SC EE

Cromo

at 5g/g creat. at 1% Fuman. ---No

30 g/g creat. 3,5% No Fuman. 40 mg/g creat.

EAA

FS

EE

Carboxihemoglobina

E CG ou CLAD

FJ 0-1 FJ

SC+ EE

Dimetilforma mida

N-metilformamida

Indicador Biolgico Agente Qumico Dissulfeto de Carbono Esteres Organofosforados e Carbamatos Estireno Etil-benzeno Fenol Fluor e Fluoretos Mercrio inorgnico Metanol Metil-etilcetona (MEK)Material Biolgico Urina

AnliseAc. 2-TioTiazolidina

Valor Referencial----

ndice Biolgico Mximo Permitido5 mg/g creat. 50% de depresso da atividade inicial

Mtodo AnalticoCG ou CLAD ----------

AmostragemFJ

InterpretaoEE SC SC SC

Sangue

Colinesterase Plasmtica ou Acetil colinesterase Eritrocitria ou Colinesterase Eritrocitaria e plasmtica (sangue total) cido Mandlico e/ou cido Fenilglioxlico cido Mandlico Fenol

-

Determinar a atividade pr-ocupacional

NC NC NC FJ FJ FS FJ 0-1

30% de depresso da atividade inicial 25% de depresso da atividade inicial 0,8 g/g creat.

Urina Urina Urina Urina Urina

----

CG ou CLAD CG ou CLAD

EE EE EE EE

240 mg/g creat. 1,5 g/g creat. 250 mg/g creat. 3 mg/g creat. no incio da jornada e 10 mg/g creat. no final da jornada 35 g/g creat. 15 mg/L

---20 mg/g creat.

CG ou CLAD

CG ou CLAD

Fluoreto

at 0,5 mg/g creat.

IS

PP+

EE

Urina Urina Urina

Mercrio

at 5 g/g creat. at 5 mg/L

EAA CG

PUT-12 FJ 0-1

EE EE

Metanol

Metil-etil-cetona

----

2 mg/L

CG

FJ

EE

Agente Qumico Monxido de Carbono N-hexano NitrobenzenoPentaclorofenol

Indicador BiolgicoMaterial Biolgico Sangue Urina Sangue Urina Urina Urina Urina Urina Urina

AnliseCarboxihemoglobina

Valor Referencialat 1% No Fuman. ---at 2% ------at 1,5 g/g creat. -------

ndice Biolgico Mximo Permitido3,5% No Fuman. 5 mg/g creat. 5% 2 mg/g creat. 3,5 mg/L 2,5 g/g creat. 40 mg/g creat. 300 mg/g creat.

Mtodo Analtic oE CG ECG ou CLAD

AmostragemFJ 0-1 FJ FJ 0-1 FS+ FS+ FJ 0-1 FS FS

InterpretaoSC+ EE SC+ EE EE EE EE EE EE

2,5 hexanodiona Metahemoglobina Pentaclorofenol cido Tricloroactico cido Hiprico Triclorocompostos Totais Triclorocompostos Totais cido Metil Hiprico

Tetracloroetil eno Tolueno Tricloroetano Tricloroetileno Xileno

ECG ou CLAD

E E

----

1,5 g/g creat.

CG ou CLAD

FJ

CONDIES DE AMOSTRAGEM:FJ FS FS+ PP+ PU NC Final de Jornada de Trabalho (recomenda-se evitar a primeira jornada da semana) Final do ltimo dia de jornada da semana Incio da ltima jornada da semana Pr e Ps a 4 jornada de trabalho da semana Primeira urina da manh Momento de amostragem "no crtico": pode ser feita em qualquer dia e horrio, desde que o trabalhador esteja em trabalho contnuo nas ltimas 4 semanas sem