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Os movimentos migratórios são e sempre foram uma realidade bem arraigada na BIS, com contributos de incomensuráveis impactos, sejam eles positivos ou negativos. Compreender o fenómeno das migrações do passado e do presente, tirando dele o mais proveitoso partido para a galvanização dos territórios da Beira Interior Sul, consistiu no dedicado exercício da décima edição da VIVER, trazendo a conhecimento público opiniões de especialistas do tema e depoimentos daqueles que protagonizam vidas de migrante. Conheça ainda a Estratégia Local de Desenvolvimento 2007/2013 para a Região da Beira Interior Sul., elaborada por uma parceria alargada de actores com responsabilidades autárquica, económica, social, cultural da sociedade civil e de agentes sócio-económicos e culturais relevantes da BIS. Para finalizar, dê um pulinho ao país vizinho, mais precisamente ao município espanhol de Valverde del Fresno, e descubra as diferenças e semelhanças quando comparado às nossas freguesias rurais.

TRANSCRIPT

  • Migraes

    director: Antnio Realinhopublicao trimestral distribuio gratuita

    1008

    JUL. AGO. SET.

  • Caracterizao e princpios:

    A revista VIVER Vidas e Veredas da Raia uma publicao trimestral, propriedade da ADRACES Associao para o Desen-volvimento da Raia Centro Sul, para a infor-mao, formao para o Desenvolvimento e promoo da qualidade e nvel de vida das pessoas que habitam a sub-regio em que estamos inseridos.Em cada trimestre desenvolvido um tema central, complementado por contedos que abrangem os diferentes temas relacionados com os objectivos da publicao.A VIVER independente de quaisquer poderes polticos e/ou econmicos, no estando ao servio de qualquer orientao pblica ou doutrinria., antes, um espao aberto s pessoas que se preocupam com o exerccio da cidadania, da coeso social e da promoo do desen-volvimento local e rural.

    A VIVER est aberta colaborao e inter- veno dos seus leitores, quer atravs de artigos de opinio, envio de documentos, estudos ou trabalhos dentro do seu objecto, ou atravs de sugestes sobre temas a tratar nas suas pginas.

    A VIVER pretende contribuir de forma especializada e credvel para a formao de uma opinio pblica esclarecida e crtica em questes de desenvolvimento local em meio rural, condio indispensvel para se conseguir uma realidade (rural) social e economicamente mais justa e integrada.A VIVER aborda territorialmente as ques-tes especficas da rea de interveno da ADRACES e, tematicamente, as relacionadas com o Desenvolvimento Local em espaos rurais, numa perspectiva nacional e europeia.A VIVER tem circulao sistemtica por entrega directa entre as populaes da Beira Interior SUL e selectiva a nvel nacional e europeu, por envio postal, sobretudo ao nvel das Instituies pblicas regionais, centrais e europeias. A sua difuso internacional assegurada on- line atravs dos sites da ADRACES e da rede das Universidades Rurais Europeias (APURE). www.adraces.pt e www.ure-apure.org.

    Objectivos:

    De incidncia principal a nvel regional local: divulgar e promover os concelhos de

    interveno, sua identidade, histria, patrimnio e cultura;

    divulgar e promover iniciativas locais e rurais de sucesso que encorajem outras iniciativas;

    destacar e divulgar vidas exemplares, terras, costumes e tradies;

    promover e divulgar as produes locais, artesanato e turismo de qualidade;

    assegurar a divulgao de entidades, colec-tividades e eventos regionais;

    De incidncia geral, nacional e internacional: privilegiar a discusso dos possveis

    caminhos e estratgias que o desenvol-vimento local e rural pode adoptar;

    divulgar projectos inovadores, demons-trativos e transferveis que revelem as novas vias e possibilidades do desenvol-vimento local e rural;

    divulgar e promover experincias inter-nacionais adaptveis s nossas realidades;

    contribuir para a divulgao de trabalhos de investigadores nacionais e internacionais na rea do desenvolvimento local e rural;

    promover a reflexo especializada e alar-gada sobre as prticas de desenvolvimen-to local e rural;

    Contribuir para um maior conhecimento e compreenso mtua entre as diferentes culturas rurais da U.E.

    Estatuto Editorial

    Seleco de Contedos:

    A seleco dos temas trimestrais centrais da exclusiva responsabilidade do Director, ouvido o Conselho Editorial

    Os contedos de cada nmero e seu ali-nhamento so da responsabilidade do Editor Geral, com prvia aprovao do Conselho Editorial.

    Artigos de opinio e trabalhos assinados:

    So da responsabilidade dos respectivos autores; a sua publicao apenas envolve, por parte da revista, um juzo sobre o interesse informativo dos mesmos e se esto de acordo com o objecto da revista e tema definido, no significando necessariamente concor-dncia com as opinies neles expostas. Os sumrios, notas marginais, anotaes extra--texto e artigos no assinados so da respon-sabilidade do Director e Conselho Editorial.

    A reproduo total ou parcial dos originais carece de prvia autorizao do Director da revista.

    A Direco no faz comentrios sobre artigos de opinio e outros trabalhos de autor.

    A revista reserva-se o direito de publicar ou no os trabalhos recebidos e de sugerir qualquer alterao que se lhe afigure necessria, por razes de paginao. Depois de aprovados para publicao, os originais j no podero ser substancial-mente modificados.

    EstatutoRedactorial

    PEDRO MARTINS

  • Antnio RealinhoDirector da ADRACES

    FISHEYE

    Emigrantes so os que de c saem. Imigrantes so os que para c vm. Ouvimos muitas vezes dizer Os nossos emigrantes , instintivamente, os emigrantes so nossos, e os imigrantes que c esto so os emigrantes dos outros!E os que sempre por c estiveram, que so? No seremos tambm migrantes Duma outra qualquer classificao?Porque ser que o (e) de emigrante e o (i) de imigrante, a diferena duma simples letra, provoca tantas e to pesadas consequncias nas pessoas de uma e de outra situao? Ao fim e ao cabo, no seremos todos migrantes de passa-gem entre os hipotticos cus e infernos, entre a vida e a morte, entre o lugar de nascena e o buraco onde a terra recuperar a matria de que o nosso corpo feito?Que me perdoem @s leitor@s, mas, possivelmente, todos vs tereis passado por momentos como este em que vos escrevo a anunciar o aparecimento do n 10 desta revista. Momentos em que, apesar do imediatismo das tarefas quotidianas que nos esperam, no nos podemos impedir de parar para pensar no sentido da nossa passagem, da nossa migrao por este mundo!

    De facto, partilhar informaes, toda a gente diz faz--lo; conseguir partilhar sentimentos mais difcil. Porm, confio na vossa tolerncia e na cumplicidade que j vamos gerando ao fim destes 10 nmeros a falar de assuntos bem diversos, para tornar poss-vel a mtua satisfao de nos sentirmos mais ricos e humanos aps nos termos deixado interessar pelas sugestes de pensar e interiorizar, em comum, dife-rentes raciocnios sobre as mesmas coisas, mas sem-pre convergindo sobre os parmetros fundadores da nossa identidade regional e nacional, no contexto territorial da BIS.Bem. Neste nmero falaremos essencialmente de migraes. No se trata de um qualquer estudo estru-turado sobre uma das possveis abordagens do tema.Convidmos pessoas, interessadas e mais ou menos conhecedoras do presente e dos passados recentes das migraes que fizeram e fazem parte, pela ausn-cia ou pela presena, do nosso viver comum.Falmos com pessoas de muitas condies e pro-cedncias a quem solicitmos as suas opinies, opinies que aqui vos deixamos, com o propsito de, se possvel, alargar e aumentar a vossa e nossa compreenso sobre o que significa protagonizar as diferentes situaes decorrentes das diversas formas

    Liberdade para ir e vir para entrar e sairPaz para poder ficar

    O sinal mais eficaz para medir a verdadeira estatura democrtica de uma Nao moderna consiste na avaliao

    do seu comportamento para com os imigrantes. (Joo Paulo II, discurso em Guadalupe)

    de ser migrante, e sobre os problemas concretos que afligem as migraes de hoje.Trazendo mais este tema a reflexo e debate, penso estarmos a cumprir com um dos principais objectivos inicialmente propostos para esta revista: o de estimu-larmo-nos mutuamente a exercitar o nosso crebro, procurando compreender o mundo que nos rodeia, para podermos ser mais eficientes e competentes em defesa dos nossos interesses individuais e colectivos e da imagem e do progresso da BIS, nosso territrio de origem e/ou opo.Para conseguirmos sentir que estamos a progredir no bom caminho, a partir de agora, procuraremos rela-cionar-nos com aqueles que nossa volta so os nos-sos conhecidos desconhecidos. Dirigir-se a um mi-grante faz-lo sentir-se algum igual a ns; s no entende a importncia do gesto quem nunca viveu sozinho em sociedade alheia.

    O Director

    D a sua opinio. Este artigo pode ser comentado no blogue da Revista VIVER atravs do

    endereo electrnico http://revistaviver.blogspot.com

  • Director: Antnio Realinho Director-Adjunto: Teresa Magalhes Editor-Geral: Camilo Mortgua Conselho Editorial: Antnio Realinho, Teresa Magalhes, Camilo Mortgua, Celso Lopes, Rui

    Miguel e Filipa Minhs Coordenao da Redaco: Teresa Magalhes, Filipa Minhs, Celso Lopes, Rui Miguel e Margarida Cristvo Director Comercial: Lus Andrade

    Produo Grfica (Paginao / Impresso): Isto , comunicao visual, lda Rua Santos Pousada, 157 - 3 - Sala 15 4000-485 Porto Capa: Isto Colaboradores: Abel Cuncas, Aida Rechena, Amndio

    Silva, Ana Paula Fitas, Anbal Almeida, Arnaldo Brs, Celso Lopes, Clarisse Santos, Domingos Santos, Fernando Paulouro Neves, Fernando Raposo, Guilherme Pereira, Ins Pedrosa, Joo Mrio Ama-

    ral, Joaquim Alberto, Jorge Brando, Jos Lopes Nunes (Jolon), Jos Portela, Lauro Moreira, Lopes Marcelo, Margarida Cristvo, Maria Jos Martins, Mrio Moutinho, Marta Alves, Paulo Pinto, Pedro

    Lino, Rui Morais, Sandra Vicente, Victor Santiago

    Depsito Legal: 243365/06 Registo na Entidade Reguladora para a Comunicao Social (ERC) 124952 Propriedade: ADRACES Associao para o Desenvolvimento da Raia Centro-Sul

    Rua de Santana, 277 6030-230 Vila Velha de Rdo Telef. +351-272540200 Fax. +351-272540209 Nmero de Identificao Fiscal (NIF): 502706759 Sede da Redaco: Rua de Santana,

    277 6030-230 Vila Velha de Rdo E-mail: viver@adraces.pt Periodicidade: Trimestral Tiragem: 4.000 exemplares

    CAPA SERES DIVIDIDOS Adriano Rangel

    01 DO DIRECTOR Liberdade para ir e vir para entrar e sair Paz para poder ficar

    03 DO EDITOR E vo dez

    04 NS ADRACES

    07 TEM A PALAVRA Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco

    08 ONDAS CURTAS EUROPEIAS

    10 GRANDE TEMA Migraes, a sua importncia para o desenvolvimento da BIS

    40 AO SABOR DA PENA

    41 OS NOSSOS PARCEIROS

    4