Anatomia Artistica

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Health & Medicine

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Aulas de anatomia artistica

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<ul><li> 1. A Albuquerque e Lima uma sociedade comercial, por quotas, contribuinte nmero 507154509, matriculada na Conservatria do Registo Comercial de Coimbra sob o nmero 10226/20041112. Com um capital social de 15.500 Euros, tem interesses nas reas da Sade Humana e na Arte. Na Arte o seu objecto social consiste em promover, comercializar e divulgar obras de arte nos domnios da pintura, da escultura e do design. Na Sade o seu objecto social consiste em promover actividades relacionadas com a medicina humana.</li></ul><p> 2. Na rea da Medicina a firma tem interesses na Ortopedia, na Peritagem Mdica da Segurana Social e na Avaliao do Dano Corporal. As suas actividades mdicas decorrem na Rua de Tomar, n 2 - Coimbra (Centro de Percias e Consultrio Mdico). Com sede social na Rua de Gil Vicente 86-A Coimbra, a Albuquerque e Lima, desenvolve, no referido local, a maioria das actividades relacionadas com as artes (Galeria de Exposies Temporrias e Atelier Privativo). 3. CONFERNCIAS Para alm da actividade expositiva includa nos objectivos do pacto social da firma, na rea da divulgao da arte, a Albuquerque e Lima mantm actividades de formao colaborando em work-shopsde formao em figura humana, para artistas. 4. Sede Rua de Gil Vicente, n 86-A CoimbraTel 239 781486 APARTADO 4090 3031/901 Coimbra Tel 239 781486 Ciclo de Conferncias deAnatomia TericaProfessor Doutor Mamede de Albuquerque ANATOMIA DA FIGURA HUMANA 5. A anatomia continua a ser uma disciplina essencial e de indiscutvel utilidade na formao de qualquer artista. evidente que a figura humana j no o centro temtico da criao artstica actual.Mas muitos artistas das correntes vanguardistas continuam a trabalhar a partir do nu e levaram este tema para campos distintos dos tradicionais. O tema da figura humana continua a mobilizar as energias criativas da arte moderna. Surgem no entanto novas abordagens que, libertas de algum academismo restritivo, constituem ferramentas para inovar, inventar novas representaes e realizar obras mais arrojadas e pessoais fora das limitaes das escolas da anatomia artstica tradicional. Nalgumas obras de arte moderna o conhecimento perfeito da anatomia esconde-se atrs de exageros intencionais, distores voluntrias, disfunes s aparentemente arbitrrias, evidenciados na representao da figura humana. Tais representaes traduzem-se cada vez mais por contrastes cromticos representativos de formas anatmicas e por novidades compositivas em que se transfiguram e realam os velhos e clssicos conhecimentos anatmicos.Como professor de anatomia terica de uma Escola Universitria de Artes tais solues no deixam de me surpreender. So prova que nas mos do artista moderno, o conhecimento da anatomia humana pode ser uma ferramenta expressiva ao servio da criatividade e da sensibilidade pessoal.MAMEDE DE ALBUQUERQUE 6. TRONCO E COLUNA Professor Dr Mamede de Albuquerque ANATOMIA DA FIGURA HUMANA 7. O TRONCO No nosso estudo de anatomia artstica comearemos por nos ocupar do tronco, segmento do corpo humano constitudo pelo trax e pelo abdmen. A cabea, o tronco e a bacia encontram-se ligadas entre si pela coluna vertebral que fica situada no eixo central do corpo humano. 8. Existe uma grande variedade de tamanhos e configuraes das diversas caixas torcicas, mas em todas elas o manbrio, o apndice xifoide e os arcos costais so marcos figurativos importantes a partir dos quais se pode representar, de forma proporcionada, o tronco humano. 9. MSCULOSDOTRONCO Grande peitoral Grande dentado Trapzio Grande dorsal Rombide Angular da omoplata Msculos das goteiras vertebrais Pequenos dentadosQuadrado lombar 10. Servem Servem O TRONCO (cont.) MSCULOS DA FACE ANTERIOR DO TRAX GRANDE PEITORAL O grande peitoral um amplo msculo em forma de leque que domina a face anterior do trax.Possui ampla rea insercional distal na clavcula, esterno e costelas.A insero clavicular ocupaaproximadamente a metade interna da face anterior da clavcula.A insero esternal verifica-se na face anteriorda articulao esterno-clavicular e do esterno. A insero costal acontece na face anteriorda quinta e sexta cartilagens costais.O msculo termina proximalmente no bordo externo da goteira bicipital do mero.Quando o peitoral se contrai o meroaproxima-se do trax.Assim, a suaprincipal aco a de aduo do brao (aproximao da linha mdia do corpo).A insero umeral do peitoral tem uma configurao especial, entranada quando o mero est cado e encostado ao trax. Quando o brao est levantado o peitoral desentrana-se e o seu bordo inferior pode fcilmente ser agarrado com a mo. ele que forma a parede anterior da cavidade axilar que sempre visvel.PEQUENO PEITORAL O pequeno peitoral tem a sua origem na terceira, quarta e quinta costelas e insere-se junto extremidade da apfise coracide.Situa-se por baixo do grande peitoral e no uma forma superficial, embora seja importante no movimento porque ajuda a puxar a omoplata para a frente em torno da parede torcica. 11. A insero umeral do peitoral tem uma configurao especial, entranada quando o mero est cado e encostado ao trax. Quando o brao est levantado o peitoral desentrana-se e o seu bordo inferior pode fcilmente ser agarrado com a mo. ele que forma a parede anterior da cavidade axilar que sempre visvel. 12. Servem Servem O TRONCO (cont.) MSCULOS DA FACE POSTERIOR DO TRONCO TRAPZIO O trapzio um msculo posterior do tronco, com a forma de losango, que cobre a parte de cima da omoplata, a parte de trs do pescoo e a zona interescapular (interna e posterior do trax).Insere-se proximalmente no tero interno da linha occipital superior (na parte de trs do crnio), no ligamento da nuca e nas apfises espinhosas das vrtebras torcicas.Os seus feixes musculares orientam-se segundo trs direces distintas.Os de cima esto dispostos obliquamente para baixo e para fora e inserem-se distalmente no tero externo da clavcula.Os do meio orientam-se quase horizontalmente, indo inserir-se distalmente no bordo superior da espinha da omoplata e na poro interna do acrmio.Os feixes musculares inferiores dispem-se em sentido ascendente e vo inserir-se no bordo inferior da espinha da omoplata por meio de uma aponevrose.O trapzio suspende a cintura escapular e eleva-a quando se transportan um peso na mo.Em muitos movimentos complexos da omoplata, quando os feixes inferiores esto distendidos os feixes superiores so contrados e vice-versa.Em tais situaes as duas partes do mesmo msculo podem ter aces completamente opostas. 13. Em muitos movimentos complexos da omoplata, quando os feixes inferiores do trapzio esto distendidos os feixes superiores so contrados e vice-versa.Em tais situaes as duas partes do mesmo msculo podem ter aces completamente opostas. 14. Servem Servem MSCULOS DA FACE POSTERIOR DO TRONCO (cont.) GRANDE DORSAL O grande dorsal tem a forma de charpe e insere-se no tronco atravs de uma vasta origem aponevrtica que se estende desde a stima vrtebra torcica (por baixo do trapzio) e as apfises espinhosas das vrtebras lombares e sagradas, at ao rebordo externo da crista ilaca.Tambm tem origem nas trs costelas inferiores.Esta ampla faixa insercional converge para cima, dando uma meia volta ao tronco postero-inferior e indo inserir-se no lbio interno da goteirabicipital do mero.Tal como no caso do grande peitoral, existe um espcie de enrolamento das suas fibras musculares, sendo os feixes musculares com origem distal mais inferior que tm insero proximal mais acima.Este msculo o principal responsvel pela massa muscular da parede posterior da axila.A sua espessa orla enrolada sempre visvel na zona em que os msculos deixam a rea do tronco em direco ao brao.O grande dorsal participa em todos os movimentos em que o brao puxado para trs.Faz rodar o mero para a frente na respectiva cavidade articular e aproxima o brao do corpo.Quando se est suspenso pelas mos, o grande dorsal o principal msculo que permite erguer o tronco.O ngulo inferior da omoplata fica contido sob o grande dorsal e controlado pela contraco deste msculo que aproxima o ngulo inferior da omoplata do plano da caixa torcica. 15. O grande dorsal tem a forma de uma charpe que se estende desde a parte postero-inferior do tronco para a raiz do brao 16. O ngulo inferior da omoplata fica contido sob o grande dorsal e controlado pela contraco deste msculo que aproxima o ngulo inferior da omoplata do plano da caixa torcica . 17. Servem Servem MSCULOS DA FACE POSTERIOR DO TRONCO (cont.) GRANDE DENTADO O grande dentado uma lmina muscular achatada, com digitaes separadas, situada entre a superfcie anterior (ventral) da omoplata e a caixa torcica.A sua origem (insero distal) realiza-se por meio de inseres carnudas em forma de dedos (cada digitao inserida em cada uma das oito ou nove costelas superiores), constituindo os pontos de fixao do msculo no trax.O grande dentado termina numa insero proximal ao longo da face anterior do bordo vertebral da omoplata.As digitaes das cinco costelas inferiores convergem para a face anterior do ngulo inferior da omoplata e so de maior interesse para o artista, na medida em que se vem frequentemente.Tm a aparncia de pequenos dedos esticados e abertos, dispondo-se num ngulo ligeiramente diferente do das costelas, e terminam onde se iniciam as digitaes insercionais dos msculos abdominais. O grande dentado o principal msculo responsvel por aces como empurrar e socar e um importante estabilizador da omoplata no levantamento do brao acima da cabea.Quando este msculo se contrai, a omoplata, impelida para diante deslizando de forma estvel em torno da caixa torcica. 18. Os feixes do grande dentado convergem para a face anterior do ngulo inferior da omoplata. Tm a aparncia de pequenos dedos esticados e abertos, dispondo-se num ngulo ligeiramente diferente do das costelas, e terminam onde se iniciam as digitaes insercionais dos msculos abdominais. O grande dentado o principal msculo estabilizador da omoplata no levantamento do brao acima da cabea.Quando este msculo se contrai, a omoplata, impelida para diante deslizando de forma estvel em torno da caixa torcica. 19. Localizao do mamilo a 45 odeuma linha ideal com incio nafrcula esternal 20. 21. RECTO ANTERIOR Forma - duas longas faixas verticais Ins. torcica - cartilagens costais da quinta, sexta e stima costelas e face anterior do esterno. Ins. Pbica-entre a snfise e espinha Linha branca Aco - Aproximaacaixa torcica da bacia 22. GRANDERECTO DOABDOMEN Por cima do umbigo as duas faixas do recto anteriorseparam-se, formando um sulco mediano chamado linha branca abdominal. 23. GRANDERECTO DOABDOMEN ESTERNO - CLEIDO MASTOIDEU O msculo grande recto do abdmen tem interseces tendinosas horizontais que se situam ao nvel do apndice xifide, do umbigo, e a meio caminho entre ambos. 24. GRANDERECTO DOABDOMEN GRANDE OBLQUO DOABDOMEN GRANDEDENTADO GRANDEDORSAL A parede abdominal formada por msculos achatados.Esto dispostos em vrias camadas, com os respectivos feixes musculares orientados em direces ortogonais.Trata-se de uma disposio robusta e flexvel, quer para o movimento quer para a ligao entre a caixa torcica (arco costal) e a bacia . 25. GRANDERECTO DOABDOMEN GRANDEDORSAL GRANDE OBLQUO DOABDOMEN Osmsculos abdominais mantm as vsceras abdominais no seu lugar e so usados para curvar o tronco para a frente 26. Servem Servem ABDMEN (cont.) GRANDE OBLQUO O grande oblquo a camada muscular situada mais externamente e tem origem nas sete costelas inferiores da face antero-externa da caixa torcica.Estas digitaes carnudas da sua origem engrenam com as digitaes do grande dentado e do grande dorsal.Os feixes musculares inferiores inserem-se na crista ilaca entre o seu ponto mdio e a espinha ntero-superior.O resto da insero faz-se na aponevrose que cobre a frente do abdmen.A orla inferior desta aponevrose considerada livre entre a espinha ntero-superior e o tubrculo pbico.Cria uma tenso linear entre estes dois pontos, marco bem definido para o artista, e constitui o que os anatomistas chamam ligamento inguinal.Curva para baixo na direco do membro inferior, pelo facto de a bainha que cobre os msculos da coxa lhe estar ligada repuxando-o ligeiramente.Os grandes vasos sanguneos que se dirigem para os membros inferiores passam-lhe por baixo, no seu trajecto do abdmen para a coxa.A aponevrose contribui para a parte da frente da bainha do recto abdominal inserindo-se na linha branca abdominal. 27. GRANDERECTO DOABDOMEN TRANVERSO DOABDOMEN GRANDE OBLQUO DOABDOMEN O grande oblquo a camada muscular situada mais externamente no complexo muscular abdominal 28. As digitaes carnudas do grande obliquo engrenam na sua origem com as digitaes do grande dentado e do grande dorsal. 29. GRANDEDORSAL Ligamentoinguinal Espinha ilaca antero-superior Crista ilaca Linhabranca GRANDEOBLQUODOABDOMEN GRANDEDENTADO GRANDERECTO Arco costal Pbis O ligamento inguinalcria uma tenso linear curva para baixo na direco do membro inferior, pelo facto de a bainha que cobre os msculos da coxa lhe estar ligada repuxando-o ligeiramente. 30. Servem Servem PEQUENO OBLQUO O pequeno oblquo tem a sua origem nos dois teros anteriores da crista ilaca e em mais de metade do ligamento inguinal.Insere-se nas quatro costelas inferiores e na linha branca abdominal e contribui para a bainha do recto abdominal. 31. Servem Servem PEQUENO OBLQUO O pequeno oblquo tem a sua origem nos dois teros anteriores da crista ilaca e em mais de metade do ligamento inguinal.Insere-se nas quatro costelas inferiores e na linha branca abdominal e contribui para a bainha do recto abdominal. 32. GRANDERECTO DOABDOMEN TRANVERSO DOABDOMEN PEQUENO OBLQUO DOABDOMEN O pequeno oblquo tem as fibras orientadas perpendicularmente s fibras do grande oblquo e contribui para a bainha do recto abdominal. 33. O pequeno oblquo tem a sua origem nos dois teros anteriores da crista ilaca e em mais de metade do ligamento inguinal e termina nas quatro costelas infe-riores e na linha branca abdominal GRANDEDORSAL Ligamentoinguinal Espinha ilaca antero-superior Crista ilaca Linhabranca PEQUENOOBLQUODOABDOMEN 34. Servem Servem ABDMEN (cont.) TRANSVERSO DO ABDMEN O transverso do abdmen tem a sua origem no ligamento inguinal, na crista ilaca, nas apfises transversas das vrtebras lombares e, atravs das inseres costais, na superfcie interior das seis cartilagens costais inferiores.Cinge completamente o tronco, na medida em que a sua aponeurose contribui para a bainha do recto abdominal, e insere-se na linha branca abdominal. 35. A disposio ortogonal dos diversos sistemas de fibras musculares abdominais confere cintura abdominal a sua forma em ampulheta e a sua elasticidade 36. A coluna vertebral o eixo central do esqueleto e a haste mvel e flexvel que condiciona as posturas e atitudes da figurahumana 37. 38. COLUNA VERTEBRAL (33 vrtebras) Mvel Cervical - 7 vrtebras muito mveis Dorsal - 12 vrtebras semi-mveis Lombar - 5 vrtebras muito mveis Fixa Sacro - 5 vrtebras unidas Coccix - 4 vrtebras...</p>