cortes secções 10ª classe

Download Cortes secções 10ª classe

Post on 25-Jul-2015

489 views

Category:

Education

4 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

1. 10 Classe 1.Cortes e Seces A complexidade de arestas invisveis (trao interrompido) que na representao das projeces ortogonais de uma pea pode ocorrer, principalmente quando essas arestas so em grande nmero ou quando a sua importncia da mesma ordem que as arestas exteriores, inviabiliza de certo modo e em termos prticos a representao nos moldes apresentados. Neste contexto, imagine-se por exemplo um edifcio e a representao de um dos seus alados por forma a permitir a visualizao do seu interior, isto das arestas que definem as vrias paredes, vos de portas e janelas, lanos de escada e patamar, caixas de elevadores, etc. A "confuso" de arestas invisveis seria tal que a prpria representao de arestas visveis e portanto exteriores se apresentaria quase imperceptvel. Um processo de representao designado Corte constitui o modo mais simples, mais cmodo e mais exacto de tornar clara e extremamente legvel a representao do interior das peas. De acordo com a prpria designao, trata-se efectivamente de um corte na pea. To simplesmente, um corte capaz de permitir retirar da pea uma parte por forma a que se apresente visvel o seu interior, isto , passem a ser visveis as suas arestas interiores. Obviamente que cortar a pea em termos de representao uma atitude criteriosa que obedece a convenes bem especificas. Estas convenes estabelecem a necessidade de clarificar fundamentalmente os seguintes dois aspectos: referncia - Como e por que "zonas" da pea foi estabelecido o corte. - As arestas que se apresentam visveis na representao de uma pea, so na realidade visveis ou resultaram visveis a partir da adopo de um corte. So dois aspectos fundamentais cujo esclarecimento deve ser inerente prpria representao de projeces ortogonais que utilizam cortes. 2. Cortes e Seces 1.1. Representao e identificao de cortes 1.2. Representao e identificao de seces 1.3. Complementos da representao e identificao de cortes e seces 1.4. Tipos de cortes 1.4.1. Cortes totais 1.4.2. Meios cortes 1.4.3. Cortes parciais 1.4.4. Casos particulares estabelecidos por conveno: - Quanto representao das superfcies de corte - Peas e elementos de peas que no se cortam em peas justapostas. - Cortes com simetria radial - Corte e Planificao das seces correspondentes 1.5. Cortes em Perspectiva 1.1. Representao e Identificao de cortes A representao por projeces ortogonais em nmero de vistas necessrias e suficientes da pea da Fig. 1.1 conduz s Projeces Ortogonais Mltiplas apresentadas. 3. Fig. 1.1 - Vistas necessrias e suficientes com representao de arestas invisveis de uma pea A considerao de um possvel corte por forma a tornar visveis as arestas invisveis, consistiria em adoptar um plano designado plano de corte, nos termos apresentados na Fig. 1.2 e proceder representao obtida depois de retirada a parte da pea entre o plano de corte e o observador. 4. Fig. 1.2 - Adopo de um plano de corte Em termos de projeces ortogonais obtm-se a representao da Fig. 1.3. Esta representao numa situao em que venha a ser objecto de leitura, merece os seguintes comentrios: - As arestas visveis que se apresentam corresponderiam partida a arestas visveis? Nada indicado em contrrio. - Como saber da existncia do furo de menor dimetro. A perda de informao obrigaria a uma terceira vista, soluo pouco conveniente por contrariar o carcter 5. simplificativo que a ideia de cone na representao deve assumir. Fig. 1.3 - Interpretao da pea descrita na Fig. 1.4 Assim, uma posterior leitura das projeces ortogonais (Fig. 1.3) conduziria interpretao descrita na Fig. 1.4. De facto muito longe do objecto de representao! O problema ultrapassado mediante o estabelecimento de um critrio de representao e referenciao: Informar que as arestas visveis resultam de um corte, estabelecido pela adopo de tracejado na representao das faces obtidas por efeito do corte. isto , na "zona macia" da pea. 6. Informar qual o plano de corte considerado, estabelecido pela sua localizao na projeo ortogonal (Planta ou Alado) em que o plano de corte se apresenta inequivocamente de frente ou de nvel respectivamente. No exemplo em anlise (Fig. 1.5), o corte referenciado em planta e representado em alado. Fig.1.5 - Localizao de plano de corte e representao do corte. A eventual perda de informao por ausncia de qualquer representao em alado do furo de menor dimetro, ultrapassvel, mediante uma translaco do plano de corte por forma a "contemplar" tambm esse furo (Fig. 1.6-a). 7. A representao correcta da pea em projeces ortogonais utilizando cortes (e neste caso sem qualquer apresentao de arestas invisveis), inclui uma inequvoca referenciao do plano de corte (Fig. 1.6-b), como se referiu. As projeces ortogonais assim apresentadas tm como nica leitura possvel a pea dada (Fig. 1.2), como seria de desejar. Fig. 1.6 -Adopo de um plano de corte adequado, mediante translao e apresentao das projeces ortogonais. 1.2. Representao e Identificao de seces Associado ideia de corte surge tambm um outro conceito no menos importante e de grande utilizao na representao de peas em casos mais especficos. 8. Com efeito e nos termos da definio de cone apresentada, pode destacar-se a existncia de um superfcie - a superfcie de corte, que corresponde parte macia' da pea intersectada pelo plano de corte. Por outras palavras, trata-se da superfcie correspondente interseco do plano de corte com a pea. Designada por seco, esta superfcie, que para a pea e plano de corte da Fig. 1.2 se apresenta na Fig. 1.7, em geral de grande utilizao em peas de tipo lineares, isto , peas em que uma das dimenses muito maior que as outras duas (Fig. 1.8). Fig. 1.7 - Seco da pea apresentada na Fig. 1.2 e segundo o plano de corte a considerado 9. Fig. 1.8 - Representao de Seces a) Seco de tubagem; b) Seces de uma asa de aeronave; c) Localizaes possveis da representao de uma seco 10. 1.3. Complementos da representao e referenciao de cortes e seces No obstante terem j sido considerados nas representaes das Figuras que ilustram 1.1. e 1.2., interessa complementar as nomenclatura e simbologia habitualmente utilizadas na representao de peas com recurso a cortes e seces. So de destacar as seguintes situaes: A) Em Cortes: 1 - Representao da superfcie de corte a tracejado com inclinao varivel entre 30 e 60 (Fig. 1.9) e espaamento varivel conforme as propores adoptadas para representao da pea, mas nunca paralelo s arestas que delimitam as faces a tracejar. Fig. 1.9 - Tracejados a adoptar nas superfcies de corte (a, b c) e em superfcies extensas (d), e sua apresentao (e) 11. Em particular pode pretender-se indicar especificamente as caractersticas materiais, isto qual o material que constitui a pea. A superfcie de corte especialmente adequada a essa indicao, substituindo o tracejado de tipo referido por outro que convencionalmente designa o material em questo. Os tracejados adoptados (Norma NP - 167), em relao ao material utilizado so os que se indicam (Fig. 5.10). Importa ainda notar que num Desenho Tcnico esta representao nas superfcies de corte no dispensa a indicao expressa em legenda do material que constitui a pea representada. De referir ainda e por outro lado a facilidade conseguida nesta representao em termos de uniformidade ao longo de vrios elementos ou desenho por utilizao de "grizets" Actualmente e na elaborao de desenhos por utilizao de sistemas CAD vulgar estarem j includos ou poder ser facilmente constituda pelo utilizador uma biblioteca de 'padres' destinados ao tracejado de superfcie nos termos referidos. Fig. 1.10 - Modos de representao de superfcies de corte com indicao dos materiais das peas. B) Em Seces Os critrios referidos em A, relativamente a Cortes, quanto a tracejado, linha de referncia e identificao do plano de seccionamento, permanecem vlidos. So de considerar ainda os critrios de localizao da representao de seco, alguns dos quais j ilustrados na Fig. 5.8, que compreendem fundamentalmente os trs tipos a apresentados. 1 - Identificao do corte por linhas de tipo com possibilidade de apresentar as extremidades e zonas angulosas mais espessas. 2 - Indicao por setas do sentido do observador, isto , sentido em Que O observador v pea em corte. Esta nomenclatura tem portanto implcita a indicao de qual a pane da pea retirada pois esclarece de que lado est o observador. 3 - Quando numa mesma pea se procedeu a vrios cortes por considerao de outros tantos planos de cone, a representao e identificao respectiva devem ser identificadas por um caracter alfanumrico (Fig. 1.11). 12. Fig. 1.11 - Diferentes cortes em uma mesma pea 13. 1.4. Tipos de cortes A variedade de situaes no mbito da representao de peas em Desenho Tcnico torna por vezes hesitante a adopo dos 'melhores" critrios para representao dos cortes nos termos genericamente apresentados. Surge assim a necessidade como que de uma classificao em Tipos de Corte com vista a uma padronizao na adopo dos critrios apresentados, em casos especficos mas correntes. Neste mbito so consideradas as situaes seguintes: 1.4.1. Cortes totais Os cortes totais so os que resultam de um atravessamento total do objecto pelo plano de corte. O plano de corte pode ser um s, devendo sempre que possvel coincidir com um plano de simetria da pea; ou ser objecto de sucessivas translaces (Fig. 1.12-a e b). Fig. 1.12 - Cortes totais 14. a) Sem translaco; b) Com translao do plano de corte 5.4.2. Meios cortes Os meios cortes so frequentemente utilizados em peas simtricas. Cortam "metade" da pea podendo assim representar-se simultaneamente numa mesma projeco o interior e o exterior da pea. Em geral esta metodologia pressupe uma simetria total da pea quer interior quer exteriormente (Fig. 1.13). Fig. 1.13 - Meio corte 15. 1.4.3. Cortes parciais Os cortes parciais (tambm designados cortes locais, segundo a NP -328). so utilizados para permitir a visualizao de uma parte interior da pea. Os cortes parciais, j utilizados na Fig. 5.11; so representados com delimitao da super