gestÃo empresarial - .fiscal, prática trabalhista, gestão de pessoas e alterações regulatórias

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  • EDIO | Novembro 2018

    Contabilidade Gerencial | DepreciaoEstimativa de vida til de bens do Ativo Imobilizado04

    Direito Empresarial | Sociedades Limitadas Das obrigaes e responsabilidades dos scios07

    06

    Prtica Trabalhista | 13 Salrio Um dinheiro a mais na mo do trabalhador e na economia05

    Inteligncia Fiscal | Imposto de Renda - Comisses e corretagens pagas ou creditadas por PJ a outras PJ

    Viso Sistmica a habilidade de ver a empresa como um sistema integrado

    GESTO EMPRESARIAL

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    2018

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  • NOVEMBRO 2018

    Gesto Empresarial

    Viso sistmica a habilidade de enxergar e compre-ender a empresa como um sistema integrado, inclusive com a sociedade, por meio da anlise das partes que a formam, proporcionando condies reais de melhores resultados.

    Partindo deste pressuposto, pode-se compreender que toda e qualquer empresa precisa de relaes de interdepen-dncia e interao entre todas as partes interessadas, para executar satisfatoriamente suas atividades, principalmente aquelas que fazem parte da sua estratgia de negcios.

    Embora tal constatao possa parecer bvia e simples, a correta compreenso de sua dinmica pode auxiliar a sua gesto estratgica, permitindo maior facilidade no gerenciamento de suas atividades, processos, liderana, planos, pessoas, clientes e sociedade. Ela alinha de forma harmnica e integrada pessoas com processos focados na gerao de resultados e conhecimento para a organizao.

    Entretanto, importante ressaltar que tais relaes de interdependncia precisam estar bem articuladas, para que o cliente final seja atendido dentro de um planeja-mento estabelecido, visto que o propsito de todo esse processo, exige que a empresa seja capaz de atender as necessidades de seus clientes, com a entrega de produtos e servios, bem como satisfazer as necessidades da sociedade e das comunidades com as quais ela interage, sempre agindo de forma tica na busca da sustentabi-lidade social, ambiental e econmica.

    Em termos mais claros, deve-se compreender sua abrangncia em dois campos, o interno e o externo, dado que ambos esto envoltos em um mesmo ambiente.

    No campo interno, por exemplo, h uma interde-pendncia muito grande entre os departamentos e as pessoas que neles trabalham. Assim, financeiro, recursos humanos, marketing e produo (as quatro funes bsicas da Administrao) precisam operar dentro da sincronia perfeita. Qualquer mudana num desses depar-tamentos ter reflexos nos demais, dada interao que existe entre eles.

    Quando se atinge a sincronia perfeita, o resultado uma empresa operando de forma mais consistente. Nessa fase, por maiores que sejam as mudanas, h pouco espao para aquela expresso corriqueira de ficar apagando incndio a toda hora.

    Da a importncia da sinergia, para que os esforos de todos proporcionem um resultado potencializado. Atuando em sinergia, por exemplo, a somatria de 2 com 2 pode resultar em 5. A diferena do 1 resultado dessa sinergia. Portanto, as empresas devem buscar a sinergia organizacional, particularmente em atividades que envolvem pessoas, processos, tempo e recursos. Uma combinao bem feita capaz de produzir resul-tados significativos.

    a habilidade de ver a empresa como um sistema integradoViso Sistmica

    No processo de sinergia, as pessoas devem compre-ender que ningum to fraco que no possa colaborar com algo, como, tambm, ningum to forte que no necessite da colaborao de outras pessoas. Assimilando o conceito dessa lgica, as pessoas ficam encorajadas a aceitar e enfrentar desafios, enquanto outras se tornam mais humildes e reconhecem a necessidade e importncia da colaborao de outros nas atividades que realizam.

    Assim, possvel compartilhar experincias, definir priori-dades e gerenciar o desempenho com base em resultados. A proposta que todos compreendam que fazem parte de um nico sistema, que a empresa onde trabalham. Dentro desta concepo, torna-se possvel trilhar os caminhos de uma administrao holstica, que compreende a impor-tncia da empresa como um todo.

    J no campo externo, uma empresa considerada como um sistema que mantm relao estreita com o universo no qual est inserida, dentre os quais se destacam clientes, fornecedores, concorrentes e grupos que regula-mentam as caractersticas de funcionamento do setor. Assim, da mesma maneira que o ambiente capaz de influenciar a empresa, ela tambm influencia o ambiente na qual est inserida. Desconsiderar essa interao pode ser fatal para o negcio.

    As vantagens de se trabalhar com uma viso sistmica, com uma compreenso total da empresa e de suas inter-relaes, obter maior facilidade para definir objetivos e propsitos, ostentando maior eficincia e eficcia organizacional.

    A viso sistmica pode e deve ser desenvolvida por todas as empresas, de qualquer porte e setor, de forma gradativa e para alavancar diferentes reas. As empresas que buscarem o desenvolvimento dessa habilidade estaro mais aptas para liderar o mercado. Basta entender bem o seu negcio, o mercado com que atua, com quem se relaciona, como se relaciona, e de que forma mede suas aes e seus resul-tados. J sabido que no ter sucesso a organizao que no for transparente com todos os pblicos e no se preocupar com questes ambientais.

    preciso fazer isso de uma forma integrada, com medies constantes e disseminando essas informaes a todas as pessoas que fazem a organizao funcionar. Todos devem entender o que fazem, como fazem, para que fazem, de um modo integrado e funcional. Para isso, a organizao deve ser gil e extremamente flexvel quando treinada na metodologia da excelncia. Ela tem de ser excelente no que faz e ao mesmo tempo aproveitar as oportunidades de mercado.

    Enfim, a viso sistmica o olhar que permite enxergar de modo claro cada processo e cada negcio. a viso do todo, buscando a excelncia naquilo que diz respeito organizao, tanto no que se refere s coisas tangveis (produtos) quanto intangveis (marca, imagem, talentos), contemplando todas as partes interessadas.

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  • NOVEMBRO 2018

    Os bens do Ativo Imobilizado, em geral, contribuem para as operaes da empresa durante todo o perodo de sua vida til. Com exceo de terrenos e alguns poucos itens, os demais bens do Ativo Imobilizado tm sua vida til limitada e sero usados durante um nmero finito de exerccios contbeis futuros.

    A depreciao no um mtodo de avaliao de bens nem um meio de prover recursos desti-nados reposio de bens depreciados. Trata-se de um mtodo de distribuio do custo de um ativo entre diversos exerccios, entre departamentos e, posteriormente, entre produtos e servios. Por fazer parte integrante do preo de venda dos produtos ela tem, tambm, a finalidade de recuperao do capital investido. No entanto, o preo de venda depende do mercado, que nem sempre est disposto a pagar o preo que se espera pelo produto.

    Assim, a depreciao torna-se apenas o reconhecimento da desvalorizao ou do desgaste do bem atravs do tempo do seu uso. Ela deve ser constituda em montante suficiente para cobrir a perda de valor de um bem em virtude de desgaste natural pelo seu uso no processo para o qual foi concebido ou pela sua obsolescncia, devendo ser reconhecida em quotas peridicas, considerando-se a sua utilizao e o aspecto temporal.

    A vida til de um bem limitada por dois motivos: deteriorao, que o processo fsico de desgaste pelo uso; e, obsolescncia, que se refere perda de utilidade em consequncia do desen-volvimento de equipamentos e processos mais aperfeioados, mudana de modelos ou outras causas no relacionadas com a condio fsica do bem.

    J a depreciao no se refere deteriorao fsica de um ativo nem reduo do seu valor de mercado, mas sim, alocao do custo de aquisio de um ativo durante um nmero de perodos contbeis estimados que recebam os benefcios da sua utilizao. A depreciao, portanto, um processo de alocao sistemtica do custo de aquisio e no um processo de avaliao do ativo.

    A estimativa de vida til de um ativo imobilizado, s vezes, difcil, porm muito importante que seja feita. Se a vida til produtiva no fosse estimada, o

    Contabilidade Gerencial

    custo de aquisio desse ativo deveria ser debitado, totalmente, ao perodo de aquisio desse ativo ou por ocasio de sua disposio. Entretanto, isso no compatvel com os princpios contbeis, segundo os quais, os custos so consistentes com as receitas.

    Apesar da dificuldade, a estimativa de vida til de um ativo no pode ser ignorada simplesmente porque no existe um mtodo cientfico para elabo-r-la. Por essas dificuldades tcnicas e como o custo da depreciao dedutvel das receitas para deter-minao do Imposto de Renda e da Contribuio Social essa estimativa de vida til estabelecida pela Receita Federal (artigos 305 a 312, do RIR, de 1999 e Anexo III, da Instruo Normativa RFB 1700, de 2017). No entanto, esse perodo estabelecido pode no ser o mesmo da vida til potencial. Em geral, a experincia passada da empresa em suas operaes o melhor guia para estimar a vida til de seus ativos imobilizados.

    Os artigos 121 a 124 da Instruo Normativa RFB 1700, de 2017, disciplinam fiscalmente os procedi-mentos. recomendvel que as taxas de depre-ciao autorizadas pela mencionada norma sejam confrontadas com aquelas atualmente em uso pela empresa. Essa comparao, alm de evitar futuros problemas fiscais, poder ser til para ajustar as taxas que possam estar erradas.

    O Fisco admite, ainda, que a empresa adote taxas diferentes de depreciao, quando suportadas por laudo pericial do Instituto Nacio