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COLGIO PEDRO II Concurso Pblico de Provas e Ttulos para preenchimento de cargos vagos da Carreira de Magistrio do Ensino Bsico, Tcnico e Tecnolgico Edital n 23/2018 PROVA ESCRITA PORTUGUS

PROVA ESCRITA DE PORTUGUS PRIMEIRA PARTE - LEGISLAO

1 QUESTO

A Lei n 8.112/1990 dispe sobre o regime jurdico dos servidores pblicos civis da Unio, das

autarquias e das fundaes pblicas federais. No que se refere ao processo administrativo

disciplinar, correto afirmar que

(A) a autoridade que tiver cincia de irregularidade no servio pblico obrigada a promover a

instaurao imediata do processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla

defesa.

(B) como medida cautelar, a autoridade instauradora do processo disciplinar poder determinar

ao servidor seu afastamento do exerccio do cargo, pelo prazo de at 30 (trinta) dias, sem o

pagamento de remunerao.

(C) assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo pessoalmente ou por

intermdio de procurador, arrolar e reinquirir testemunhas, produzir provas e contraprovas

e formular quesitos, quando se tratar de prova pericial.

(D) no prazo de 30 (trinta) dias, prorrogvel por igual perodo, contados da instaurao do

processo, a autoridade julgadora proferir a sua deciso motivada, tendo por base as provas

juntadas aos autos, observados os princpios do contraditrio e da ampla defesa.

2 QUESTO

Nos termos da Lei n 9.394/1996, A educao abrange os processos formativos que se

desenvolvem na vida familiar, na convivncia humana, no trabalho, nas instituies de ensino e

pesquisa, nos movimentos sociais e organizaes da sociedade civil e nas manifestaes culturais.

No que se refere ao ensino mdio, etapa final da educao bsica, INCORRETO afirmar que

(A) a carga horria destinada ao cumprimento da Base Nacional Comum Curricular no

poder ser superior a oitocentas horas do total da carga horria do ensino mdio, de

acordo com a definio do Conselho Nacional de Educao.

(B) os currculos devero considerar a formao integral do aluno, e nesse sentido devero

adotar um trabalho voltado para a construo de seu projeto de vida e para sua formao

nos aspectos fsicos, cognitivos e socioemocionais.

(C) a Base Nacional Comum Curricular definir direitos e objetivos de aprendizagem, conforme

diretrizes do Conselho Nacional de Educao, e incluir, obrigatoriamente, estudos e prticas

de educao fsica, artes, sociologia e filosofia.

(D) o currculo ser composto pela Base Nacional Comum Curricular e por itinerrios formativos,

que devero ser organizados de modo a ofertar diferentes arranjos curriculares, observada

a relevncia para o contexto local.

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COLGIO PEDRO II Concurso Pblico de Provas e Ttulos para preenchimento de cargos vagos da Carreira de Magistrio do Ensino Bsico, Tcnico e Tecnolgico Edital n 23/2018 PROVA ESCRITA PORTUGUS 3 QUESTO

De acordo com o disposto na Lei n 12.772/2012, a progresso na Carreira de Magistrio do Ensino

Bsico, Tcnico e Tecnolgico ocorrer com base nos critrios gerais estabelecidos nesta Lei e

observar, cumulativamente,

(A) o cumprimento do interstcio de 12 (doze) meses de efetivo exerccio em cada nvel e

aprovao em processo de avaliao de estgio probatrio.

(B) o cumprimento do interstcio de 24 (vinte e quatro) meses de efetivo exerccio em cada nvel

e aprovao em avaliao de desempenho individual.

(C) a exigncia do ttulo de doutor e o cumprimento do interstcio de 12 (doze) meses de efetivo

exerccio em cada nvel.

(D) a aprovao em processo de avaliao de estgio probatrio e titulao de mestrado e

doutorado.

4 QUESTO

A Lei n 8.069/1990 dispe sobre o Estatuto da Criana e do Adolescente (ECA) e d outras

providncias. No que se refere aos dispositivos desta Lei, analise as assertivas:

(I) Considera-se criana a pessoa at doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre

doze e dezoito anos de idade.

(II) O Conselho Tutelar rgo permanente e autnomo, de natureza jurisdicional, encarregado

pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criana e do adolescente.

(III) Excepcionalmente, nos casos expressos em lei, aplica-se o Estatuto da Criana e do

Adolescente s pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade.

(IV) Os profissionais que atuam no cuidado dirio de crianas na primeira infncia recebero

formao especfica para a deteco de sinais de risco para o desenvolvimento psquico.

Esto corretas

(A) I, II e III. (B) I, II e IV. (C) I, III e IV. (D) II, III e IV.

5 QUESTO

De acordo com a Constituio Federal de 1988, sem prejuzo de outras garantias, o dever do Estado

com a educao ser efetivado mediante a garantia de

(A) progressiva universalizao do ensino mdio e pluralismo de ideias e de concepes

pedaggicas, com exclusividade para as instituies pblicas de ensino.

(B) Educao Infantil, em creche e pr-escola, s crianas at 5 (cinco) anos de idade e oferta

de ensino noturno regular, adequado s condies do educando.

(C) Educao Bsica obrigatria e gratuita dos 5 (cinco) aos 17 (dezessete) anos de idade e

gesto democrtica do ensino pblico.

(D) gratuidade do ensino em estabelecimentos pblicos e privados e progressiva

universalizao do ensino mdio.

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SEGUNDA PARTE QUESTES OBJETIVAS

TEXTO I

O aluno perfeito

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5

10

15

20

25

30

35

40

Ele se chamava Memorioso, pois seus pais julgavam que a memria perfeita essencial

para uma boa educao

Era uma vez um jovem casal que estava muito feliz. Ela estava grvida, e eles

esperavam com grande ansiedade o filho que iria nascer.

Transcorridos os nove meses de gravidez, ele nasceu. Ela deu luz um lindo

computador! Que felicidade ter um computador como filho! Era o filho que desejavam ter!

Por isso eles haviam rezado muito durante toda a gravidez, chegando mesmo a fazer

promessas.

O batizado foi uma festana. Deram-lhe o nome de Memorioso, porque julgavam que

uma memria perfeita o essencial para uma boa educao. Educao memorizao.

Crianas com memria perfeita vo bem na escola e no tm problemas para passar no

vestibular.

E foi isso mesmo que aconteceu. Memorioso memorizava tudo que os professores

ensinavam. Mas tudo mesmo. E no reclamava. Seus companheiros reclamavam, diziam

que aquelas coisas que lhes eram ensinadas no faziam sentido. Suas inteligncias

recusavam-se a aprender. Tiravam notas ruins. Ficavam de recuperao.

Isso no acontecia com Memorioso. Ele memorizava com a mesma facilidade a maneira

de extrair raiz quadrada, reaes qumicas, frmulas de fsica, acidentes geogrficos,

populaes de pases longnquos, datas de eventos histricos, nomes de reis, imperadores,

revolucionrios, santos, escritores, descobridores, cientistas, palavras novas, regras de

gramtica, livros inteiros, lnguas estrangeiras. Sabia de cor todas as informaes sobre o

mundo cultural.

A memria de Memorioso era igual do personagem do Jorge Luis Borges de nome

Funes. S tirava dez, o que era motivo de grande orgulho para os seus pais. E os outros

casais, pais e mes dos colegas de Memorioso, morriam de inveja. Quando filhos chegavam

em casa trazendo boletins com notas em vermelho eles gritavam: "por que voc no como

o Memorioso?"

Memorioso foi o primeiro no vestibular. O cursinho que ele frequentara publicou sua

fotografia em outdoors. Apareceu na televiso como exemplo a ser seguido por todos os

jovens. Na universidade, foi a mesma coisa. S tirava dez. Chegou, finalmente, o dia to

esperado: a formatura. Memorioso foi o grande heri, elogiado pelos professores. Ganhou

medalhas e mesmo uma bolsa para doutoramento no MIT.

Depois da cerimnia acadmica foi a festa. E estavam todos felizes no jantar quando

uma moa se aproximou de Memorioso e se apresentou: "Sou reprter. Posso lhe fazer uma

pergunta?" "Pode fazer", disse Memorioso confiante. Sua memria continha todas as

respostas.

A ela falou: "De tudo o que voc memorizou qual foi aquilo que voc mais amou? Que

mais prazer lhe deu?"

Memorioso ficou mudo. Os circuitos de sua memria funcionavam com a velocidade da

luz procurando a resposta. Mas aquilo no lhe fora ensinado. Seu rosto ficou vermelho.

Comeou a suar. Sua temperatura subiu. E, de repente, seus olhos ficaram muito abertos,

parados, e se ouviu um chiado estranho dentro de sua cabea, enquanto fumaa saa por

suas orelhas. Memorioso primeiro travou. Deixou de responder a estmulos. Depois apagou,

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entrou em coma. Levado s pressas para o hospital de computadores, verificaram que seu

disco rgido estava irreparavelmente danificado.

H perguntas para as quais a memria no tem respostas. que tais r