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    DOUTRINA DE SANTIDADE - II

    Prof.Rev.. SILA D. RABELLO

    SEMINRIO TEOLGICO NAZARENO ETED PIRACICABA RIO CLARO

  • 2

    I N D I C E

    CONCEITUAES p. 04

    Relacionamento: a chave da santidade p. 07

    O fechamento de uma era p. 12

    Ascese Crist p.16

    Monasticismo p.18

    Pioneiros do Monasticismo p.23

    Monges que se Destacaram p.26

    Paulo de Tebas Sto.Anto,Pacmio

    Martinho de Tours, Baslio Magno,

    Gregrio de Nissa, Macrio, Jernimo

    Agostinho, Simeo estilita, Columbano

    Bento de Nrsia.

    Trabalho de Pesquisa I e II p.37/38

    Religiosidade e o Misticismo da Idade Mdia P. 39

    Movimentos Contestatrios Igr.Catlica p.42

    Ctaros ou Albigenses

    Valdenses Cistercienses

    Os Lolardos

    Pincipais Ordens Catlicas P.47

    As Ordens Mendicantes e Outras

    Idade Mdia A Busca da Espiritualidade p.52

    Cartusianos

    Principais expoentes: Anselmo, Bernardo

    De Claraval, Abelardo, So Domingos, Toms

    De Aquino,Eckhart, Ruysbroeck, Hugo de Balma,

    Tauler, Hilton,Norwich, Catarina de Siena,

    Kempis, Loyola, Tereza de vila, Lorenzo

    Scupoli, S.J.Cruz, Fco.Sales, Molinos.

    Quietismo Madame Guyon, Fnelon,Owen p.68

    A Perfeio Crist na Teologia Reforma p.71

    A Perfeio Crist no Perodo da Reforma

    Pietismo/Quakers/Morvios/Wesley

    Declarao de Doutrina p. 75

    A Doutrina Bblica da Santidade

    Resumo dos Movimentos de Santidade e Enf.

    O Desenvolvimento do Pensamento de Wesley p. 81

    Tarefa p.101

    Bibliografia p.102

  • 3

    Matria: Doutrina de Santidade II

    Professor: Rev. Sila D.Rabello

    Crditos : 03

    I. DESCRIO DA MATRIA

    Compreende o estudo dos fundamentos bblicos e histricos da espiritualidade e da busca da Perfeio Crist atravs dos sculos.

    II. OBJETIVOS DA MATRIA

    Durante o curso o aluno deve:

    Descobrir na confrontao com a Palavra de Deus, os fundamentos da doutrina da santificao.

    Conhecer a histria da doutrina da santificao e da busca da espiritualidade.

    Saber diferenciar as diversas vises de Perfeio Crist nos escritores de espiritualidade.

    III. RESPONSABILIDADES DO ALUNO

    1. Freqncia: estar presente em todas as aulas com pontualidade. 2. Tarefas: Resumo crtico de leituras indicadas 3. Prova escrita final.

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    C o n c e i t u a e s

    Santidade:

    O Dicionrio da Bblia de Almeida assim define a palavra santidade: 1- Atributo de Deus ( Pai, Filho e Esprito) pelo qual ele moralmente puro e perfeito, separado e acima do que mau e imperfeito.(Ex.15:11, Hb.12:10). 2- Qualidade do membro do povo de Deus que o leva a se separar dos pagos, a no seguir os maus costumes do mundo, a pertencer somente a Deus e a ser completamente fiel a Ele. (I Ts. 3:13) 3- No A.T., separao de coisas ou pessoas para Deus e para o culto. Eram santos os sacerdotes (Lv. 21:6-8), os Nazireus (Nm. 6:5-8) o Templo (Sl.11;4) Jerusalm (Is. 52:1) Os altares, o leo e os utenslios do culto (Ex. 30:25-29), Os sacrifcios (Ex. 28: 38). Na teologia Armnio-wesleyana, a santidade pode ser expressa com 3 termos:

    Santidade Ponto de partida na regenerao. derivada de Deus que santo e ministrada pelo Esprito Santo. contnua.

    Perfeio Ponto de prosseguimento na vida crist. alvo.(Mt.5:) Amor perfeito Ponto de maturidade na relao com Deus. Este amor

    sem hesitao, opta por agradar a Deus e no a si prprio. Este um estgio de espiritualidade onde se venceu todos os inimigos internos que combatem contra a perfeita obedincia. (Mc. 12:30) Este amor no mero sentimento humano, mas amor forjado no corao pelo Esprito.

    Perfeio Crist: Ressalta a inteireza do carter cristo e a posse dos dons espirituais.

    SANTIFICAO

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    Inteira Santificao: Destaca a limpeza de todo o pecado, incluindo a mente

    carnal ou o pecado inerente; que est unido estrutura da pessoa. Amor Perfeito: Ressalta o esprito e a tmpera da vida moral dos inteiramente santificados. Implica libertao completa do egosmo, devoo total a Deus e amor desinteressado para com todos os seres humanos. Batismo com o Esprito Santo: Ressalta os meios de graa pelos quais o corao pode ser purificado e repleto do amor divino, capacitando o crente a vencer o pecado. Contemplao: Forma de orao em que o indivduo evita ou minimiza o uso de palavras ou imagens para experimentar diretamente a presena de Deus. Ascetismo: (Gr.Askesis = disciplina) Termo aplicado a uma grande variedade

    de formas de autodisciplina utilizada pelos cristos com o objetivo de aprofundar seu conhecimento e compromisso com Deus.

    Misticismo: Termo de mltiplos sentidos. No sentido mais importante, o termo se refere unio com Deus visto como objetivo final da vida crist. Essa unio deve ser entendida em termos racionais e intelectuais, porm mais em termos de uma conscincia ou experincia direta com Deus.

    Maniquesmo: Uma posio fortemente fatalista identificada com Maniqueu , a quem Agostinho de Hipona se associou no principio de sua trajetria teolgica. De acordo com essa viso, existe clara distino entre duas divindades, uma considerada m; outra, boa. O mal, ento, entendido como resultado da influncia do deus mau.

    Devotio Moderna: (devoo moderna) Escola de pensamento desenvolvida nos Pases Baixos no sculo XIV, principalmente ligada a Geert Groote (1340-1384) e Thoms Kempis (1380-1471), que enfatizaram a Imitao da humanidade de Cristo.

    Catarse: Processo de limpeza ou purificao por meio do qual o indivduo se livra de obstculos para o crescimento e desenvolvimento espirituais.

    Hagiografia: Gr.hagios = sagrado. Pesquisa, histria e biografia dos santos.

    Hesicasmo

    A palavra hesiquia, em grego, traduz-se como sendo um estado de

    tranqilidade, de paz ou de repouso. Quem a possui encontra-se equilibrado,

    vive em paz; s vezes cala e guarda silncio. Recorda a atitude que Plato

    afirma ser a do autntico filsofo: mantm-se tranqilo e se ocupa daquilo que

    lhe prprio. Tambm se ajusta s palavras do Livro dos Provrbios: O homem

    sensato sabe se calar; ou ao estilo do solitrio de quem disse o Profeta

    Jeremias bom esperar em silncio a Salvao do Senhor. ( Lm.3:23)

    No Novo Testamento, o prprio Cristo disse a seus discpulos; Vinde a

    Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos darei descanso.

    Tomai sobre vs o meu jugo, e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde

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    de corao, e encontrareis repouso (hesiquia) para vossas almas, pois o meu

    jugo suave e o meu fardo leve. (Mt 11: 28-29).

    Foram os anacoretas os primeiros a se chamarem hesicastas. Se a virtude

    dos cenobitas (monges que vivem em comunidades) a obedincia, a dos

    hesicastas (anacoretas ou solitrios) a orao perptua. A busca da hesiquia

    to antiga como a vida monstica.

    Filocalia

    J em fins do sculo XVIII compila-se e traduz-se para o eslavo a Filocalia com o que

    a tradio hesicasta chegar primeiramente Rssia, e logo Romnia, e dali a toda Europa Ortodoxa. A Filocalia (termo grego que significa amor ao belo e ao bom) est composta por uma antologia de textos ascticos e msticos, recopilados por Macrio de Corinto e Nicodemo, o Hagiorita. Foi publicada em Veneza, em 1782 e diz-se que ela constitui o brevirio do hesicasmo. Sua publicao coincide com o renascimento da f ortodoxa na Grcia do sculo XVIII e, ao ser traduzida para o eslavo por Paissy Velichkovsky, e para a lngua russa por Ignacio Brianchaninov, em 1857, marcou a

    renovao do monaquismo oriental.

    Quietismo: Concepo mstico-religiosa que busca a unio do homem com Deus por meio de um estado de passividade quiete, e de total submisso da vontade.

    APOTGMAS

    Os Pais do Deserto emitiam sentenas curtas, chamadas apotegmas (do grego, apphthegma - ap + phthggomai: falar sentenciosamente). So aforismos, ensinamentos que eram transmitidos oralmente como regra prtica de vida para os discpulos. Cada um deles para refletir, guardar no corao por algum tempo, at que, atravs do Esprito Santo, aquela frase, fruto da experincia de um santo homem de

    Deus, se torne uma fonte de inspirao prtica em nossa vida.

    JANSENISMO Foi um movimento religioso, embora poltico, que se desenvolveu principalmente na Frana e na Blgica, nos sculos XVII e XVIII, em reao a certas evolues da Igreja Catlica e ao absolutismo real. Tem esse nome por ter sua origem nas idias do bispo de Ypres, Cornelius Jansen. Com o intuito de reformular globalmente a vida crist, o holands Cornlio Jansnio (1585-1638) deu incio a um movimento que abalou a Igreja Catlica durante os sculos XVII e XVIII. Descontente com o exagerado racionalismo dos telogos escolsticos, Jansnio - doutor em teologia pela universidade de Louvain e bispo de Ypres - uniu-se a Jean Duvergier de Hauranne, futuro abade de Saint-Cyran, que tambm pretendia o retorno do catolicismo disciplina e moral religiosa dos primrdios do cristianismo. Os jansenistas dedicaram-se particularmente discusso

    do problema da graa, buscando nas obras de Santo Agostinho. (354-430) elementos que permitissem conciliar as teses dos partidrios da Reforma com a doutrina catlica.

    CENBIO Habitao de monges que vivem em comunidades. ANACORETA Ermito, eremita, solitrio.

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    RELACIONAMENTO: A Chave da Santificao

    Leitura: xodo 19: 4-5 e 10-11 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abenoado com toda sorte de beno espiritual nas regies celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, ante