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  • Fazendo Educao e vivendo a Gesto Ambiental

  • GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCOGovernador: Jarbas de Andrade Vasconcelos

    SECRETARIA DE CINCIA, TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE - SECTMASecretrio: Cludio Jos Marinho Lcio

    COMPANHIA PERNAMBUCANA DO MEIO AMBIENTE - CPRHPresidente: Edrise Aires Fragoso

    Diretoria de Controle AmbientalDiretor: Geraldo Miranda Cavalcante

    Diretoria de Recursos Hdricos e FlorestaisDiretor: Aldir Pitt Mesquita Pimentel

    Diretoria de Administrao e FinanasDiretor: Hubert Hirschle Filho

    Diretoria de Planejamento e IntegraoDiretora: Berenice Vilanova de Andrade Lima

    Companhia Pernambucana do Meio Ambiente - CPRHRua de Santana, 367 - Casa Forte - Recife - PE. CEP. 52060-460

    Telefone: (081) 32671800 Fax: (081) 34416088cprhacs@fisepe.pe.gov.br

    www.cprh.pe.gov.br

  • Recife | 2002

    Fazendo Educao e vivendo a Gesto Ambiental

  • Copyright 2002 by CPRH permitida a reproduo parcial desta obra, desde que citada a fonte.

    Conselho Editorial:Evngela Azevedo de Andrade

    Maria Madalena Barbosa de AlbuquerqueFrancicleide Palhano de Oliveira

    Concepo e coordenao: Ana Lcia Carneiro Leo

    Texto:

    Ana Lcia Carneiro LeoCarlos Alberto Campos Falco

    Apoio Tcnico Especializado: Msc. Eng. Gilson Lima da Silva

    Equipe:Ana Lcia Carneiro Leo, ngela Maria Cirilo,Carlos Alberto Campos Falco,

    EtieneAlves Viana, Lcia Maria Alves e Silva e Maria Tereza Brando

    Reviso:Francicleide Palhano de Oliveira

    Maria Madalena Barbosa de Albuquerque

    Produo Executiva:Assessoria de Comunicao Social da CPRH

    Capa, ilustraes e Projeto Grfico: Rodrigo Braga

    IMPRESSO NO BRASIL

    L433f LEO, Ana Lcia Carneiro ; FALCO, Carlos Alberto Campos. Fazendo educao e vivendo a gesto ambiental. Recife: CPRH,2002. 28p.

    ISBN: 85-86592-14-5 1. Fazendo Educao Ambiental 2. Educao Ambiental 3. Gesto Ambiental. I. Autor II. Ttulo

    Direitos desta edio reservados COMPANHIA PERNAMBUCANA DO MEIO AMBIENTE CPRH

    Rua Santana, 367 Casa Forte CEP: 52060-460 Recife PEFone:(81) 32671800 FAX(81) 34416088

    www.cprh.pe.gov.brcprhacs@cprh.pe.gov.br

  • Prefcio 06

    1. Introduo 07

    2. Por que ser uma empresa sustentvel ? 08

    3. Conceitos bsicos 11

    4. Sistema de Gesto Ambiental - por que fazer? 12

    5. Fazendo acontecer o desenvolvimento sustentvel - prticas bem sucedidas em Pernambuco 16

    5.1 O Sistema de Gesto Ambiental como instrumento de controle ambiental A experincia de Pernambuco 16

    6. Educao para Gesto Ambiental 20 6.1 Gesto Ambiental - compromissos para a sustentabilidade 20

    6.2 Fazendo Educao e Vivendo a Gesto Ambiental 22 O passo-a-passo da Educao Ambiental nas empresas 25

    6.3 Os nossos desafios para a Educao Ambiental 26

    7. Bibliografia 28

  • A Companhia Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) desenvolve, desde 1988, o Projeto Fazendo Educao Ambiental (PFEA), coordenado pela Gerncia de Educao Ambiental. Dentre as metas estabelecidas para 2002, no PFEA, destaca-se o projeto de "Educao Ambiental como Instrumento de Gesto para Empresas", dirigido ao setor produtivo e de servios, visando estimular a implantao de sistemas de gesto ambiental nas unidades produtivas.

    A insero da educao ambiental no processo de controle ambiental do Estado, de forma mais integrada aos sistemas de licenciamento, fiscalizao e monitoramento, tem sido demandada mais sistematicamente, desde meados da dcada de 90. Com esta publicao, pretende-se que as empresas e todo o setor produtivo comprometidos com os ideais da sustentabilidade possam reproduzir, disseminar e reeditar estas prticas de gesto ambiental em todas as etapas do processo empreendedor. Empreendedorismo e meio ambiente so hoje palavras-chaves que norteiam projetos e idias vinculadas ao desenvolvimento sustentvel.

    Para que a educao ambiental possa contribuir com mais eficcia e alcance os objetivos e resultados esperados, algumas estratgias foram definidas como prioritrias, dentre as quais destacamos: a capacitao e o aperfeioamento profissional dos recursos humanos das empresas e a produo de material de apoio didtico e de comunicao.

    Esperamos que todos os leitores multipliquem as idias e prticas tratadas neste livreto, de maneira que possamos alcanar a sustentabilidade necessria. A entrada no sculo 21 exige de todos os cidados, empresas privadas, rgos pblicos, organizaes no-governamentais, associaes de classe, escolas, universidades, governantes, polticos, estudantes, trabalhadores, o compromisso para o desenvolvimento scio e economicamente justo e ambientalmente equilibrado.

    BERENICE VILANOVA DE ANDRADE LIMA Diretora de Planejamento e Integrao

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  • A Organizao Internacional de Normatizao (ISO) uma entidade no-governamental de normatizao tcnica, com sede em Genebra, Sua, responsvel, entre outras, pela elaborao da srie de normas de gesto ambiental ISO 14000. A ISO rene cerca de 110 pases membros, que so responsveis por, aproximadamente, 95% do PIB mundial. Os pases so representados na ISO pelas associaes de normatizao tcnica. No caso brasileiro, pela Associao Brasileira de Normas Tcnicas ABNT.

    Em Maro de 1993, a ISO criou o Comit Tcnico (TC) 207, especificamente para formular a srie ISO No mundo inteiro, a bandeira da proteo ambiental 14000. Trata-se de um dos maiores e mais conquistou um espao relevante em mbito nacional importantes Comits da ISO, com cerca de 60 pases e internacional e vem sendo incorporada cada dia participantes e 20 entidades internacionais de mais pela maioria das empresas. Essa nova postura ligao, entre elas a Cmara de Comrc io adotada pelas empresas deve-se, principalmente, a Internacional (CIC), a Organizao Mundial de uma tomada de conscincia que, sem dvida, fruto Comrcio (OMC), o Programa das Naes Unidas para da presso e da mobilizao da sociedade.o Desenvolvimento (PNUD), o World Wild Fund for Nature (Fundo Mundial para a natureza -WWF) e o Por outro lado, existem razes bem fortes e concretas Consumers International (Comit Internacional de para essa mudana de comportamento. Hoje, com a Consumidores - CIC). implantao nas empresas do Sistema de Gesto

    Ambiental (SGA), a comunidade do entorno passou a Desde Setembro 1994, o Brasil, por meio do grupo de ser vista como parte interessada e a poluio, Apoio Normatizao Ambiental da ABNT, vem considerada como ineficincia do sistema de acompanhando os trabalhos nas discusses do TC produo, pelo fato de provocar desperdcio de 207, seus sub-comits e Grupos de Trabalho. matria-prima e de energia, contaminar o meio e

    gerar a degradao scioambiental, comprometendo Em Outubro de 1996, a ISO publicou as cinco a qualidade de vida. Por tudo isso, as organizaes primeiras normas da srie 14000, que foram empresariais se debruam cada vez mais em projetos divulgadas pela ABNT, em portugus, quais sejam: as que visam otimizar e maximizar o processo de normas ISO 14001 e 14004 sobre Sistemas de Gesto produo industrial , revisando e ava liando Ambiental e as normas ISO 14010, 14011 e 14012 continuamente todos os procedimentos, sem perder sobre auditorias ambientais. de vista os indicadores de sustentabilidade.

    INTRODUO

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  • Para compreender essa mudana de comportamento Clube de Roma 1968, onde foi lanado o documento - e tomada de conscincia do setor produtivo, Cr es ci me nt o Zero ou Re la t ri o Me ad ow s.levaremos em conta alguns aspectos: Em 1972, na Confernc ia Internacional da

    Organizao das Naes Unidas, sobre o Meio 1. Legislao Ambiental Nacional e Internacional; Ambiente Humano, em Estocolmo, os pases 2. Implantao da Agenda 21; desenvolvidos do "Primeiro Mundo" chamavam 3. Competitividade da Globalizao e Economia de ateno para a necessidade da preservao dos Mercado; recursos naturais.4. Normatizao Tcnica; 5. Atuao Responsvel; Sabe-se que a preocupao maior naquele momento 6. Postura mais crtica e consciente da sociedade; concentrava-se na exausto dos recursos naturais 7. Acordos Internacionais. Tudo isso contribui para energticos, agravados, em seguida, com a crise do

    que seja viabilizado e implementado um estilo de Petrleo. desenvolvimento que seja econmico e socialmente justo e ecologicamente equilibrado A partir desses eventos, o mundo inteiro voltou-se garantindo para a sociedade uma melhoria na para questo ambiental, mesmo que em passos ainda qualidade de vida. lentos, sendo, no entanto, irreversveis. No final da

    dcada de 80, foi lanado o Relatrio Brundtland, Dessa maneira, os setores produtivos de servios, coordenado pela 1 Ministra da Noruega, Gro Harlem empresrios, o poder pblico e organizaes no- Brundtland, "Nosso Futuro Comum", onde consolida-governamentais do presente e do futuro sero se o conceito de desenvolvimento sustentvel.parceiros na direo do desejado e real desenvolvimento sustentvel.

    Uma parceria que promete um mundo mais saudvel, mais justo e tico, no apenas com as presentes e futuras geraes, mas tambm, com os outros elementos da natureza dos quais o homem parte integrante.

    POR QUE SER UMA EMPRESA SUSTENTVEL?

    A preocupao mundial com os rumos do desenvolvimento e a exausto dos recursos naturais teve seu momento marcante na ocasio da reunio do

    "Desenvolvimento sustentvel o

    desenvolvimento que atende s necessidades do presente,

    sem comprometer a capacidade das geraes

    futuras em atender as suas prprias necessidades".

    8

  • O mundo empresarial dos pases desenvolvidos, negligncia, tm trazido impactos e conseqncias primeiramente, a Inglaterra, no

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