ICOMOS Recomendaco Estruturas

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<ul><li><p>7/26/2019 ICOMOS Recomendaco Estruturas</p><p> 1/42</p><p>ICOMOSCOMIT CIENTFICO INTERNACIONAL PARA A ANLISE E RESTAURO DE ESTRUTURAS DO PATRIMNIO ARQUITECTNICO </p><p>1</p><p>RECOMENDAES PARA A ANLISE, CONSERVAO E</p><p>RESTAURO ESTRUTURAL DO PATRIMNIO ARQUITECTNICO</p></li><li><p>7/26/2019 ICOMOS Recomendaco Estruturas</p><p> 2/42</p><p>ICOMOSCOMIT CIENTFICO INTERNACIONAL PARA A ANLISE E RESTAURO DE ESTRUTURAS DO PATRIMNIO ARQUITECTNICO </p><p>2</p><p>Traduo para Portugus por:</p><p>Paulo B. Loureno e Daniel V. Oliveira</p><p>Universidade do Minho, Departamento de Engenharia Civil</p><p>Reviso e Comentrios por:</p><p>Anbal G. Costa, Faculdade de Engenharia da Universidade do PortoAntnio S. Gago, Instituto Superior TcnicoLus Marreiros, Instituto Portugus do Patrimnio ArquitectnicoManuel Raposo, Direco Geral de Edifcios e Monumentos NacionaisS. Pompeu Santos, Laboratrio Nacional de Engenharia CivilV. Cias e Silva, Grmio das Empresas de Conservao e Restauro do Patrimnio Arquitectnico</p></li><li><p>7/26/2019 ICOMOS Recomendaco Estruturas</p><p> 3/42</p><p>ICOMOSCOMIT CIENTFICO INTERNACIONAL PARA A ANLISE E RESTAURO DE ESTRUTURAS DO PATRIMNIO ARQUITECTNICO </p><p>3</p><p>NDICE</p><p>PREFCIO DA VERSO PORTUGUESA .............................................................. 5</p><p>OBJECTIVO DO DOCUMENTO.............................................................................. 6</p><p>Parte I - PRINCPIOS ................................................................................................. 7</p><p>1. Critrios gerais.............................................................................................................7</p><p>2. Investigao e diagnstico...........................................................................................8</p><p>3. Medidas de consolidao e controlo............................................................................9</p><p>Parte II - GUIO........................................................................................................ 11</p><p>1. Critrios gerais...........................................................................................................11</p><p>2. Aquisio de dados: Informao e investigao .......................................................12</p><p>2.1 Generalidades.................................................................................................................................12</p><p>2.2 Investigao histrica, estrutural e arquitectnica..........................................................................132.3 Inspeco visual da construo ........................................................ .............................................. 132.4 Investigao no local e ensaios de laboratrio ..................................................................... ..........142.5 Monitorizao.................................................................................................................................15</p><p>3. O comportamento estrutural ......................................................................................15</p><p>3.1 Aspectos gerais...............................................................................................................................153.2 O esquema estrutural e os danos ........................................................... ......................................... 163.3 As caractersticas dos materiais e os processos de degradao ...................................................... 163.4 As aces na estrutura e os materiais ............................................................... .............................. 17</p></li><li><p>7/26/2019 ICOMOS Recomendaco Estruturas</p><p> 4/42</p><p>ICOMOSCOMIT CIENTFICO INTERNACIONAL PARA A ANLISE E RESTAURO DE ESTRUTURAS DO PATRIMNIO ARQUITECTNICO </p><p>4</p><p>4. Diagnstico e avaliao da segurana.......................................................................19</p><p>4.1 Aspectos gerais...............................................................................................................................194.2 Identificao das causas (Diagnstico) ............................................................ .............................. 214.3 Avaliao da segurana..................................................................................................................21</p><p>4.3.1 O problema da avaliao da segurana ......................................................... .......................... 214.3.2 A anlise histrica .............................................................. ..................................................... 224.3.3 A abordagem qualitativa .............................................................. ........................................... 234.3.4 A abordagem analtica.............................................................................................................244.3.5 A abordagem experimental ........................................................... .......................................... 24</p><p>4.4 Decises e relatrio de avaliao .................................................................. ................................. 25</p><p>5. Danos estruturais, degradaes dos materiais e medidas de interveno..................26</p><p>5.1 Aspectos gerais...............................................................................................................................265.2 Construo de alvenaria e terra ............................................................ .......................................... 275.3 Madeira...........................................................................................................................................305.4 Ferro e ao......................................................................................................................................315.5 Beto armado..................................................................................................................................32</p><p>ANEXO I - MEMBROS DO COMIT ........................................................................34</p><p>ANEXO II - GLOSSRIO............................................................................................36</p></li><li><p>7/26/2019 ICOMOS Recomendaco Estruturas</p><p> 5/42</p><p>ICOMOSCOMIT CIENTFICO INTERNACIONAL PARA A ANLISE E RESTAURO DE ESTRUTURAS DO PATRIMNIO ARQUITECTNICO </p><p>5</p><p>RECOMENDAES PARA A ANLISE, CONSERVAO E</p><p>RESTAURO ESTRUTURAL DO PATRIMNIO ARQUITECTNICO</p><p>PREFCIO DA VERSO PORTUGUESA</p><p>O patrimnio arquitectnico representa um bem valioso considerando os aspectos</p><p>culturais e tambm econmicos. O turismo e o lazer sero certamente uma das</p><p>indstrias mais importantes do 3 milnio. Em geral, a existncia de um monumento ou</p><p>conjunto monumental emblemtico representa a atraco principal de um local e,</p><p>simultaneamente, um gerador directo e indirecto de recursos financeiros.</p><p>A conscincia tardia da importncia da Herana Cultural leva a que, apesar dos</p><p>investimentos considerveis nesta rea, os quais tm resultado num desenvolvimento</p><p>tcnico-cientfico notvel, a compreenso exacta da realidade das construes antigas,</p><p>bem como, a sua reabilitao e fruio adequada sejam ainda desafios muito</p><p>importantes. Por outro lado, nos ltimos anos, diversas construes antigas tm sofrido</p><p>danos que representam perdas irreparveis. Portugal teima em manter-se como um casonico na Europa, onde a reabilitao do patrimnio edificado possui uma expresso</p><p>marginal no total do mercado da construo.</p><p>As construes degradam-se com o tempo pelo que a conservao e restauro do</p><p>patrimnio uma forma de desenvolvimento sustentvel. Por outro lado, a sociedade</p><p>civil actual exige a proteco do patrimnio de valor cultural e a sua transferncia para</p><p>as geraes vindouras, pelo que a conservao e restauro do patrimnio tambm uma</p><p>forma de cultura. Dada a multidisciplinaridade associada conservao do patrimnioarquitectnico, espera-se que a traduo e ampla divulgao do presente documento</p><p>possa contribuir para a melhoria das intervenes que ser necessrio realizar.</p><p>A traduo agora apresentada pretende reproduzir fielmente a verso original em lngua</p><p>inglesa, com um nmero mnimo de notas e comentrios. A reflexo nacional durante o</p><p>processo de reviso da traduo e o processo de apresentao pblica, ser transmitida</p><p>ao ICOMOS para anlise e possvel incluso numa futura reviso das recomendaes a</p><p>nvel internacional.</p></li><li><p>7/26/2019 ICOMOS Recomendaco Estruturas</p><p> 6/42</p><p>ICOMOSCOMIT CIENTFICO INTERNACIONAL PARA A ANLISE E RESTAURO DE ESTRUTURAS DO PATRIMNIO ARQUITECTNICO </p><p>6</p><p>RECOMENDAES PARA A ANLISE, CONSERVAO E</p><p>RESTAURO ESTRUTURAL DO PATRIMNIO ARQUITECTNICO</p><p>OBJECTIVO DO DOCUMENTO</p><p>As estruturas do patrimnio arquitectnico, pela sua natureza e histria intrnsecas</p><p>(material e constituio), apresentam desafios especficos no diagnstico e restauro que</p><p>limitam a aplicao dos regulamentos e normas actuais sobre construes. As</p><p>recomendaes so no s desejveis como, tambm, necessrias, de modo a</p><p>estabelecer metodologias de anlise racionais e mtodos de interveno apropriados ao</p><p>contexto cultural.</p><p>Pretende-se que estas Recomendaes sejam teis a todos aqueles que estejam</p><p>envolvidos em problemas de conservao e restauro, no podendo, de forma alguma,</p><p>substituir o conhecimento especfico adquirido em publicaes culturais e cientficas.</p><p>As Recomendaes apresentadas neste documento so compostas por duas partes:</p><p>Princpios, onde os conceitos bsicos sobre conservao so apresentados; Guio, onde</p><p>se debate as regras e a metodologia que os projectistas devem seguir. Apenas osPrincpios possuem o estatuto de um documento aprovado / ratificado pelo ICOMOS.</p></li><li><p>7/26/2019 ICOMOS Recomendaco Estruturas</p><p> 7/42</p><p>ICOMOSCOMIT CIENTFICO INTERNACIONAL PARA A ANLISE E RESTAURO DE ESTRUTURAS DO PATRIMNIO ARQUITECTNICO </p><p>7</p><p>Parte I - PRINCPIOS</p><p>1. Critrios gerais</p><p>1.1 A conservao, o reforo e o restauro do patrimnio arquitectnico requerem uma</p><p>abordagem multidisciplinar.</p><p>1.2 O valor e a autenticidade do patrimnio arquitectnico no podem ser baseados</p><p>em critrios fixos porque o respeito devido a cada cultura requer tambm que a</p><p>sua herana fsica seja considerada dentro do contexto cultural ao qual pertence.</p><p>1.3 O valor de cada construo histrica no est apenas na aparncia de elementosisolados, mas tambm na integridade de todos os seus componentes como um</p><p>produto nico da tecnologia de construo especfica do seu tempo e do seu local.</p><p>Desta forma, a remoo das estruturas internas mantendo apenas as fachadas no</p><p>se adequa aos critrios de conservao.</p><p>1.4 Uma possvel alterao de uso deve tomar em considerao todas as exigncias de</p><p>conservao e de segurana.</p><p>1.5 Qualquer interveno numa estrutura histrica tem de ser considerada no contextodo restauro e conservao da totalidade da construo.</p><p>1.6 A especificidade das estruturas do patrimnio, com a sua histria complexa,</p><p>requer a organizao de estudos e propostas em fases semelhantes s que so</p><p>utilizadas em medicina. Anamnese, diagnstico, terapia e controlo correspondem,</p><p>respectivamente, anlise da informao histrica, identificao das causas de</p><p>danos e degradaes, seleco das aces de consolidao e controlo da eficcia</p><p>das intervenes. De forma a assegurar a eficincia da utilizao dos meiosdisponveis e o impacto mnimo no patrimnio arquitectnico, muitas vezes</p><p>necessrio repetir estas fases num processo iterativo.</p><p>1.7 Nenhuma aco deve ser empreendida sem se averiguar o benefcio e o prejuzo</p><p>provveis para o patrimnio arquitectnico. Nos casos em que so necessrias</p><p>medidas urgentes de proteco para evitar o colapso iminente das estruturas, essas</p><p>medidas devem evitar a alterao permanente, ainda que reduzida, dos elementos</p><p>estruturais.</p></li><li><p>7/26/2019 ICOMOS Recomendaco Estruturas</p><p> 8/42</p><p>ICOMOSCOMIT CIENTFICO INTERNACIONAL PARA A ANLISE E RESTAURO DE ESTRUTURAS DO PATRIMNIO ARQUITECTNICO </p><p>8</p><p>2. Investigao e diagnstico</p><p>2.1 Normalmente, uma equipa multidisciplinar, seleccionada de acordo com o tipo e a</p><p>escala do problema, deve trabalhar em conjunto desde o incio, isto desde a</p><p>inspeco inicial do local e a preparao do programa de investigao.</p><p>2.2 Normalmente, necessrio analisar em primeiro lugar os dados e a informao</p><p>facilmente disponveis. Apenas posteriormente, e se necessrio, ser estabelecido</p><p>um plano de actividades detalhado e apropriado ao problema estrutural.</p><p>2.3 A compreenso completa do comportamento estrutural e das caractersticas dos</p><p>materiais necessria a qualquer projecto de conservao e restauro. essencial</p><p>recolher informao sobre a estrutura no seu estado original, sobre as tcnicas emtodos utilizadas na sua construo, sobre as alteraes posteriores e os</p><p>fenmenos que ocorreram e, finalmente, sobre o seu estado presente.</p><p>2.4 Os stios arqueolgicos apresentam problemas especficos porque as estruturas</p><p>tm que ser estabilizadas durante as escavaes, quando o conhecimento no </p><p>ainda completo. As respostas estruturais para uma construo redescoberta</p><p>podem ser completamente diferentes das respostas para uma construo</p><p>exposta. Solues estruturais urgentes nestes locais, requeridas para estabilizara estrutura medida que vai sendo escavada, devem respeitar a forma conceptual</p><p>e o uso da construo completa.</p><p>2.5 O diagnstico baseado em informao histrica e em abordagens qualitativas e</p><p>quantitativas. A abordagem qualitativa baseada na observao directa dos danos</p><p>estruturais e degradaes dos materiais, como tambm na investigao histrica e</p><p>arqueolgica, enquanto que a abordagem quantitativa requer ensaios das</p><p>estruturas e dos materiais, monitorizao e anlise estrutural.2.6 Antes de se tomar uma deciso sobre a interveno estrutural, indispensvel</p><p>determinar anteriormente as causas de danos e degradaes e, em seguida, avaliar</p><p>o nvel de segurana actual da estrutura.</p><p>2.7 A avaliao da segurana, constitui a etapa seguinte ao diagnstico, a fase em</p><p>que a deciso sobre a possvel interveno definida, sendo necessrio conciliar a</p><p>anlise qualitativa com a anlise quantitativa.</p><p>2.8 Frequentemente, a aplicao dos nveis de segurana adoptados no dimensionamentode construes novas requer medidas excessivas, quando no impossveis. Nestes</p></li><li><p>7/26/2019 ICOMOS Recomendaco Estruturas</p><p> 9/42</p><p>ICOMOSCOMIT CIENTFICO INTERNACIONAL PARA A ANLISE E RESTAURO DE ESTRUTURAS DO PATRIMNIO ARQUITECTNICO </p><p>9</p><p>casos, outros mtodos, adequadamente justificados, podem permitir diferentes</p><p>abordagens sobre a segurana.</p><p>2.9 Toda a informao adquirida, o diagnstico (incluindo a avaliao da segurana) e</p><p>qualquer deciso sobre a interveno, devem ser descritos em detalhe num</p><p>RELATRIO DE AVALIAO1.</p><p>3. Medidas de consolidao e controlo</p><p>3.1 O tratamento deve ser dirigido raiz das causas que provocaram os danos em vez</p><p>dos sintomas.</p><p>3.2 A manuteno adequada pode limitar a necessidade de uma interveno posterior.3.3 A avaliao da segurana e a compreenso do significado histrico e cultural da</p><p>construo2devem ser a base para as medidas de conservao e reforo.</p><p>3.4 Nenhuma aco deve ser empreendida sem se demonstrar que indispensvel.</p><p>3.5 Cada interveno deve ser proporcionada aos objectivos de segurana fixados,</p><p>devendo limitar-se a uma interveno mnima que garanta a segurana e a</p><p>durabilidade, com os menores danos possveis para o valor patrimonial.</p><p>3.6 O projecto de interveno deve ser baseado numa compreenso clara dos tipos deaces que foram a causa dos danos ou degradaes (foras, aceleraes,</p><p>deformaes, etc.), e das aces que iro actuar no futuro.</p><p>3.7 A esco...</p></li></ul>