sala verde inhotim informativo 15

of 4/4
Diretoria de meio ambiente Nº 15 - JUL-AGO/2008 Sala Verde Inhotim é um espaço interativo onde biodiversidade e pluralidade cultural são destaques. a p arceria do inst ituto Cultural inhotim com o ministério do meio ambiente, celebrada em 2006, é uma referência na região para difusão de informações e práticas ambientais. Para receber natureza e arte, envie e-mail para [email protected] natureza e arte inFormatiVo Sala VerDe o visitante do inhot im é constantemente provoca- do a contemplar e a conhecer o fantástico univer- so de algumas espécies de orquídeas. Caminhando pelo Parque tropical do inhot im, não vemos orqui- dários telados e fechados, mas sim grupos de or- quídeas reproduzindo ao máximo como ocorre na natureza. a família orchidaceae é uma das maiores entre as angiospermas, constituída por aproximadamente 35.000 es- pécies e 800 gêneros. São plantas muito cobiçadas graças às formas, às cores e às fragrâncias de suas flores. a maioria das espécies tropicais de orquídeas é epífita, ou seja, seu crescimento dá-se em caules de outras plantas, geralmente árvores. ao contrário do que muitos pensam, essas espécies não são parasitas, utilizando as ou- tras plantas apenas como suporte (ex. a maioria das espé- cies do gênero Epidendrum, Cattleya e Oncidium). há tam- bém as espécies rupícolas, que são aquelas que se fixam nas fendas de algumas rochas ou sobre elas (ex. algumas espécies do gênero Sophronitis, Acianthera e Bifrenaria). temos ainda as espécies terrestres, que são aquelas que vegetam diretamente no solo (ex. gênero Sauroglossum e a maioria das espécies de Zygopetalum). Oncidium auricula (Vell.) Pabst foto: Rubens Custódio da Mota orquídeas do Inhotim: exuberância de cores, formas e fragrâncias. Maciço de orquídeas no jardim foto: Rubens Custódio da Mota

Post on 19-Jun-2015

833 views

Category:

Education

3 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • 1. natureza e arte N 15 - JU L- AG O / 20 0 8inFormatiVo Sala VerDe SalaVerdeInhotimumespaointerativoondebiodiversidadeepluralidadeculturalsodestaques. a parceria do instituto Cultural inhotim com o ministrio do meio ambiente, celebrada em 2006, uma referncia na regio para difuso de informaes e prticas ambientais. Para receber natureza e arte, envie e-mail para [email protected]:exubernciadecores,formasefragrncias. foto: Rubens Custdio da Mota Oncidium auricula (Vell.) Pabst foto: Rubens Custdio da Mota o visitante do inhotim constantemente provoca- do a contemplar e a conhecer o fantstico univer- so de algumas espcies de orqudeas. Caminhando Diretoria de meio ambiente pelo Parque tropical do inhotim, no vemos orqui- drios telados e fechados, mas sim grupos de or- qudeas reproduzindo ao mximo como ocorre na natureza. Macio de orqudeas no jardim a famlia orchidaceae uma das maiores entre asangiospermas, constituda por aproximadamente 35.000 es-pcies e 800 gneros. So plantas muito cobiadas graas sformas, s cores e s fragrncias de suas flores. a maioria das espcies tropicais de orqudeas epfita, ou seja, seu crescimento d-se em caules de outrasplantas, geralmente rvores. ao contrrio do que muitospensam, essas espcies no so parasitas, utilizando as ou-tras plantas apenas como suporte (ex. a maioria das esp-cies do gnero Epidendrum, Cattleya e Oncidium). h tam-bm as espcies rupcolas, que so aquelas que se fixamnas fendas de algumas rochas ou sobre elas (ex. algumasespcies do gnero Sophronitis, Acianthera e Bifrenaria).temos ainda as espcies terrestres, que so aquelas quevegetam diretamente no solo (ex. gnero Sauroglossum e amaioria das espcies de Zygopetalum).

2. dos, muitas espcies vegetais, principal- leo de espcies mantidas no rio de Ja-mente as orqudeas, esto ameaadas deneiro. Com isso, o acervo do inhotim serextino. Diante desse fato, a equipe deum dos mais expressivos do brasil, no quemeio ambiente do inhotim tem priorizado se refere ao nmero de espcies impor-seus esforos na conservao de vriastantes para a conservao, a pesquisa e a foto: Rubens Custdio da Motaespcies de orqudeas, principalmente educao ambiental.atravs do seu resgate em locais que es-to sendo ou sero impactados. Joo S. de Paula Araujo - engenheiro agrnomo, Ph.D. Prof. e coordenador do curso de Agronomia da UFRuralRJ.Como resultado sistemticodesse trabalho, desde 2005, milhares Rubens Custdio - bilogo, MSc. - botnico do Inhotim. de exemplares j foram incorporados aoacervo do inhotim. atualmente esse con-Acianthera teres (Lindl.) Borba ta com aproximadamente 500 espcies,os gneros citados anterior-algumas ameaadas de extino. a par- mente ocorrem no brasil e so os maistir deste ms, esse mesmo acervo ser representativos na coleo do inhotim. enriquecido com aproximadamente 100Considerando a velocidade com exemplares de Cattleya, gnero freqen- que os ambientes naturais so degrada- te em quase todos os biomas brasileiros,porm extremamente ameaado devido perda de habitats e coletas predatrias.Para catalogar, estudar, conservarfoto: Rubens Custdio da Motae promover a gesto de toda essa coleo,o inhotim dispe em seu quadro tcnicode especialistas nas reas de fitossanitaris- mo e botnica, por exemplo.e no pra por a.... aguarde! em breve, o inhotim receber centenas de exem- Sophronitis caulescens (Lindl.) plares da mais completa co- Sauroglossum nitidum (Vell.) Schltr.Van den Berg & M.W. Chase Melanoxylon brauna Schott (brana)do grego, significa negro, sombrio, escuro; dessa coleta intensiva e tambm em razo dae Xylo (n), tambm do grego, significa madeira, destruio de seu habitat, hoje a brana consi-lenha, lenhoso. J o epteto especfico brauna, derada ameaada de extino em minas geraisoriginrio de barana (tupi), significa madeirae no brasil e protegida por lei.preta. nome bem sugestivo, j que possuir ma-deira escura uma das caractersticas marcantesdessa espcie.Melanoxylon brauna uma esp-cie arbrea da famlia Fabaceae que ocorre na foto: Jos Andrmata atlntica do Sul da bahia at Santa Ca-tarina, passando por minas gerais. alcana at30 m de altura e 1 cm de dimetro. Possui70folhas compostas, flores predominantementeFlorao acontece entre fevereiro e maio foto: Gustavo Ferrazamarelas e frutos achatados do tipo legume. infelizmente so poucos os locais emFloresce durante os meses de fevereiro a maio,minas gerais onde encontrada, e um deles tendo os frutos plenamente desenvolvidos entreno municpio de brumadinho, mais especifica-setembro e outubro. Sua madeira escura, pe- mente no instituto Cultural inhotim e seu entorno.sada, compacta e bastante durvel. Por ter umanesse mesmo local, em um futuro breve, seroInhotim conserva a brana,espcie ameaada de extino no Pasmadeira com essas caractersticas, a brana foi desenvolvidas centenas de mudas dessa e deintensivamente coletada, principalmente paraoutras espcies nativas, que sero utilizadas emo epteto genrico Melanoxylon sig- confeces de pontes, postes, dormentes, vigas, programas de reflorestamento e enriquecimento nifica literalmente madeira escura. Melan (o), assoalhos, instrumentos musicais, etc. Por causade florestas secundrias da regio. 3. Projeto de pesquisa realiza inventariamento de espcies de mamferos do inhotim svel s alteraes do seu habitat, sendo que sua presena caracte- riza um ambiente bem conserva- do. Vale ressaltar que at o mo- mento esse foi o terceiro registro foto: Eduardo Franco dessa espcie em minas gerais e o primeiro no complexo Serra do www.casadosmorcegos.org espinhao. foto: Marco A.R. Mellono segundo semestre, ter incio o prximo estudo quePequeno roedor silvestre, ainda no identificado vai realizar o levantamento preli-o projeto coordenado pela biloga minar das espcies de mdio e PhD Snia talamoni (PUC minas), e as equipes grande porte. esse trabalho vai so formadas por rassa arajo e Camila tor- O morcego Chrotopterus auritus o segundo maior listar as espcies por meio damorcego neotropicalquetti, estudantes/bolsistas Pet/PUC e Fape- visualizao direta dos animais em mig, respectivamente (estudos com roedores eno primeiro semestre de 2008, oseu habitat e pela busca por vestgios indiretos marsupiais); leonardo henrique Dias da Silva, inhotim, em parceria com o Programa de Ps- (pegadas, fezes, marcas). Fapemig-inhotim e andreza Santos amaral, graduao em Zoologia de Vertebrados da PUC estudante/bolsista Capes (estudos com mor- minas e com bolsa de iniciao Cientfica forne- cegos); eduardo Franco, bilogo/pesquisador cida pela Fapemig, iniciou o projeto de pesquisa do inhotim e gabriela de Castro, biloga/pes- que pretende listar as espcies de mamferos quisadora colaboradora do inhotim do museu que ocorrem no Parque ambiental do inhotim. PUC minas (estudos com mdios e grandes Um dos estudos tem enfse nas espcies defoto: Antnio Linares mamferos). pequeno porte, voadores (morcegos) e no- voadores (roedores e marsupiais). nos primeiros meses de coleta, j foram observadas algumas espcies importantes, com destaque para a es- pcie de morcego Chrotopterus auritus. esse Pegada de mo-pelada (Procyon cancrivorus) o segundo maior morcego neotropical. Caracte-foto: Eduardo Franco riza-se por ter um corpo robusto (cerca de 77 em observaes premilinares, j foi g) e uma extensa envergadura de asa (cerca de registrada a presena de espcies tais como 60 cm). tem hbito alimentar essencialmente o mo-pelada (Procyon cancrivorus), o furo carnvoro, consumindo principalmente peque- (Galictis cuja), fezes de lobo-guar (Chrysocyon nos vertebrados, porm eventualmente pode sebrachiurus), capivara (Hidrochaeris hidrochae-Lobo-guar (Chrysocyon brachiurus) alimentar de insetos e frutos. a espcie sen- ris), entre outros. ser pesquisado no segundo semestre na obra de Simon Starling, veleiro lembra uma rvore exposta no jardim do inhotim, a obra Mahogany Pavillion (2004), aqui representada, do ingls Simon Starling. o artista encontra um veleiro que produzido na esccia com a madeira mogno da amrica do Sul. traz o veleiro de volta amrica e o expe inver- tido sobre seu mastro, transformando-o numa estrutura arquite-desenho: Luis Henrique Teixeira tnica cuja forma tambm faz referncia a uma rvore, estgio anterior da madeira.Freqentemente, o artista viaja em busca da origem dos materiais. Seu deslocamento e a relao entre diferentes lugares geogrficos e hist- ricos marcam o trabalho de Simon Starling. 4. brigada inhotimPor dentroDe 24 a 26 de junho, funcionrios das diversas reas do inhotim participaram do ii Curso paradas plantasFormao de brigada Voluntria de Preveno e Combate a incndios Florestais. o Projeto nos Jardins de inhotim continua atraindo o pblico interno e externo. a foto, tirada durante a Semana do meio ambiente, que aconteceu de 3 a 8 de junho, mostra estudantes universitrios acompanhando de perto o trabalho, liderado pela botnica anete Formiga, que integra a equipe do meio am- biente. Jardineiros, monitores, estagirios e at as crianas da creche do Parque visitaram a exposio e puderam conhecer, por dentro, algumas espcies de plantas do inhotim. foto: Jos Andrfoto: Elderth Thezaa brigada teve incio em 2005 e atualmente conta com mais de 40 brigadistas aptos a colaborar napreservao dos mais de 600 hectares de remanescentes florestais mantidos por inhotim. Pblico usou o microscpio para ver as plantasdo Inhotim por dentro. especial agradecimento pela realizao do curso equipe PreVinCnDio - instituto estadualde Florestas (ieF/mg). JulhoAgostoFASES DA LUADia 2 novaDia 1 novaEquipe Sala Verde InhotimDia 10 crescenteDia 8 crescente Jos Andr Verneck Monteiro CoordenadorDia 18 cheiaDia 16 cheia Sirlene Cassiano - BibliotecriaDia 25 minguanteDia 23 minguante Cristiane Csar Biloga, MSc.Dia 30 novaMarcus Friche Batista - Bilogo Regina Paula Benedetto de Carvalho - Gegrafa JulhoAgosto Rubens Custdio da Mota Botnico, MSc. DiaDiaC E L E B RA R E 2 -DiadoBombeiroAnete Teixeira Formiga Biloga, MSc.1 o -EclipseSolar 8 -DiadoPanificador5 -DiaNacionaldaSade Gustavo Junqueira Ferraz - Turismlogo 12-DiadoEngenheiroFlorestal10-DiadosPais 17-DiadeProteodasFlorestas12-DiaNacionaldasArtes Eduardo Franco Bilogo 20-DiaInternacionaldaAmizade22-DiadoFolclore ngelo Mrcio Santos Silva Diretor de Meio Ambiente 26-DiadosAvs24-DiadaInfncia 28-DiadoAgricultor APoIo: www.inhotim.org.br [email protected] + 55 31 3 571- 6 6 3 8