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Programa Cantata Carmina Burana - ópera em comemoração do Centenário da Faculdade de Medicina da UFMG.

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  • 5O concerto desta noite faz parte das comemoraes do Centenrio da Faculdade de Medicina da UFMG. Um momento especial para os convidados que podero apreciar uma das maio-res criaes artstica do sculo xx, Carmina Burana, de Carl Orff. Assim como essa obra, a Faculdade teve grande destaque, no cenrio acadmico-cientfico nacional, ao longo do sculo passa-do.

    Criada em 5 de maro de 1911, a Faculdade de Medicina da UFMG foi uma das primeiras escolas de medicina do pas e a que mais formou mdicos nos ltimos cem anos no Brasil.

    Mas a marca maior da Faculdade de Medicina so os avanos na sade que ela proporcionou para o Brasil como o Instituto do Radium, primeiro da Amrica Latina, e o primeiro CTI do pas e tantos outros que voc, nosso convidado, conhece.

    Agradecemos a cada um que contribuiu para que fosse possvel comemorar uma data to importante de maneira to especial.

    Tenha um bom espetculo!

  • 6A cantata Carmina Burana (1937) de Carl Orff (1895-1982) se tornou extrema-mente popular, sendo uma das obras do repertrio erudito do sculo XX mais apresenta-das em concerto. Seu sucesso se deve principal-mente ao seu efeito majestoso e imponente, fruto da intensa fora rtmica e coloridos de orquestra-o.

    No concerto de hoje apresentaremos a verso elaborada pelo prprio compositor em 1956, para dois pianos, coro, solistas vocais e percus-so. interessante notar que a reduo para dois pianos refora ainda mais a impetuosidade rtmica da obra, sem abandonar a evocao das nuanas timbrsticas, exigindo grande maturida-de musical e tcnica dos pianistas. Alm disso, a escrita de Orff requer solistas com caractersticas vocais muito particulares, pois ao mesmo tempo em que abusa dos extremos de tessitura, explora ao mximo a capacidade dramtica e expressiva do cantor, que se traduz tambm numa grande habilidade para variaes timbrsticas.

    Por outro lado, o compositor opta por uma linguagem musical simples, de fcil assimilao, que fala diretamente ao pblico. Evita as com-plexidades de linguagem da msica do sculo XX e o uso de procedimentos elaborados como o contraponto, longas melodias e desenvolvimento temtico. Prefere um discurso simples e direto: harmonias baseadas em trades maiores e meno-res, escrita harmnica em bloco, muita utilizao de teras, trades e unssono no coro (cujo efeito, devemos notar, gera uma massa sonora com uma fora tremenda), uma estruturao formal sim-ples que nos remete forma da cano estrfica, utilizao de ritmos simples e propulsores, osti-natos e pedais.

    Originalmente composta como um bal, refletin-do a inclinao do compositor de apresentar um espetculo teatral completo, a obra foi mais frequentemente executada em forma de concer-to, sem cenrio ou encenao.

    A escolha potica traduz uma essncia humana

    primitiva, latente em todos ns e, a fora rtmi-ca da msica, ao se misturar ao latim medieval, alemo e francs antigo, refora a idia de primi-tivismo.

    O texto uma alegoria vida humana e relata nossa impotncia frente s constantes flutuaes da roda da fortuna que controla o destino sua merc. A repetio do primeiro movimento ao final da obra no reflexo de um mero proce-dimento composicional em busca de unidade, mas, simboliza o eterno girar da roda. O amor e a natureza humana so descritos de forma hedo-nista e os sentimentos representados ultrapassam o idlico, o que, ao invs de vulgarizar o discurso, o universaliza.

    Orff selecionou os textos a partir de mais de duzentos poemas encontrados num monastrio em Benediktbeuern, Bavria. Seus autores eram na sua maioria monges e menestris desgarrados, os goliardos, cujas obras revelam uma postura extremamente crtica e satrica. Os poemas so repletos de referncias aos clssicos da antiguida-de, demonstrando a erudio dos autores. Orff explicita esta erudio e tambm a formao sacra dos mesmos ao utilizar-se de contornos meldicos de entoaes litrgicas, como o caso de Ego sum abbas, onde o protagonista procla-ma que a nica seita que pretende seguir a de Dcio, o patrono dos apostadores.

    A narrativa de Carmina Burana ou Canes da Bavria Medieval, organizada em um prlogo, cuja temtica principal a roda da fortuna, segui-do de trs partes. A primeira celebra o renascer da primavera: Flora (deusa das flores), seu aman-te Zfiro (suave vento oeste) e Febo (Apolo, deus sol) preconizam a chegada das delcias do amor Veris laeta facies. Na segunda In taberna, os cantos goliardescos so utilizados em homena-gem a Baco. A terceira celebra o amor (Venus) e a volpia e finalmente concluiu com a repetio do coro inicial O Fortuna onde nossa sorte novamente lanada aos caprichos do destino.

    Maestrina Iara Fricke Matte

    Notas do Programa

  • 77

    Professora de regncia da Escola de Msica da UFMG desde 1997 e coordenadora do Programa Ncleo de Msica Coral da UFMG. Sua formao centrada na regncia coral: graduou-se em regncia pela UNICAMP, onde estudou sob a orientao de Henrique Gregori. Enquanto em Campinas, participou do Coral Latex, um coro cnico experimental que influenciou uma gerao de msicos, atores e danarinos. Obteve seu ttulo de mestre em regncia coral na University of Minnesota - USA em 1996, tendo estudado com Thomas Lancaster and Kathy Romey. Doutora em Regncia Coral pela Indiana University, onde se especializou em Msica Antiga e Histria da Msica, tendo como principais orientadores Jan Harrington, John Poole, Paul Elliot e Massimo Ossi.

    Durante sua carreira vem se dedicando intensa-mente ao estudo e performance de obras do pe-rodo barroco. Foi regente convidada da Camerata Antiqua de Curitiba e atuou em alguns importan-tes festivais brasileiros de Msica Antiga, entre eles o Festival de Juiz de Fora. Princi-palmente com Coro de Cmara da EMUFMG, apresen-tou-se em diversos palcos apresentando obras de Monteverdi, Buxtheude, J. S. Bach, Handel, Haydn, Vivaldi, Brahms, Schubert, Dvorak, Faur, Durufl, Debussy, Stravinsky, Britten, Beethoven, entre outros. Tem especial interesse no estudo da msica antiga e na relao entre msica e socieda-de na atualidade. Coordena, desde o incio deste ano, a Srie Fermata, uma srie anual de concer-tos de obras para coro e orquestra, romovida pela PROEX e pela Escola de Msica da UFMG.

    Iara Regina Fricke MatteMaestrina

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    : Chris O

    kamoto

  • 8Fernanda Oharasoprano

    Fernanda Ohara soprano lrico coloratu-ra e tem 29 anos e iniciou os estudos de msica aos 5 anos de idade com seus pais. Graduou- se em canto lrico sob orientao dos professores Ricardo Tuttmann, Patrcia Peres e Marcos Menescal pelo Conservatrio Brasileiro de Msica - Centro Universitrio do Rio de Janei-ro onde cursou, tambm, regncia e piano.

    Interpretou a 8 Sinfonia de Gustav Mahler , Missa Solemnis, 9 Sinfonia e Choral a Fantasia de Beethoven, no Theatro Municipal e no projeto Acquarius regido pelo Maestro Isaac Karabtchevsky na cidade do Rio de Janeiro. Atuou, tambm, como Rainha da Noite da pera A Flauta Mgica de Mozart em Ribeiro Preto e em Belo Horizonte.

    Dedica- se ao repertrio sinfnico onde inter-pretou as seguintes obras: Magnificat de J.S.Bach, Paixo segundo So Joo de J.S.Bach, Exultate Jubilate ,Vesperais Solemnis, Messias de Haendel, Gloria de Vivaldi e Bachianas Brasileiras n5.

    Como solista de pera interpretou: Don Pasquale, pera Lakm de Lo Delibes, Rigoletto e Barbeiro de Sevilha de Rossini.

    Considerada a melhor intrprete de msica de Cmara Brasileira no concurso Lorenzo Fernan-dez, realizado pelo Conservatrio Brasileiro de Msica - RJ. Selecionada pelo Concurso pera Canad para a turn operstica em Toronto, Canad, e Europa, realizada pelo tenor e maestro Antonio Lotti e Maestro Dwight Bennet (Itlia/Brasil).

    Recentemente venceu o 1 concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfnica de Minas Gerais organizado pelo Palcio das Artes sob direo do Maestro Roberto Tibiri.

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  • 99

    Formado por importantes centros musicais europeus, o tenor gacho tem se firmado como um dos mais atuantes e versteis jovens cantores brasileiros.

    Dentre suas ltimas realizaes em 2010 cons-tam Romeo et Juliette no TMRJ, Andrea Chenier em BH, Il Combattimento di Tancredi e Clorinda e Il Maestro di Musica em Vitria e A Viva Alegre em SP. Em 2009, Stabat Mater de Rossini e O Barbeiro de Sevilha com o TMRJ, Carmen em Curitiba, A Menina das Nuvens em BH, O Barbeiro de Sevilha no Teatro So Pedro em SP, a estria mundial de Dulcinia e Trancoso em Recife, alm de seu debut na Itlia com a Petite Messe Solennelle de Rossini e o Magnificat de Bach.

    Acumula experincia em peras como I Pagliacci, Der Schauspieldirektor, Bastien und Bastienne e A Viva Alegre em Porto Alegre, La Fille du Rgiment e Ariadne auf Naxos no TMSP, La Cenerentola em Belm, alm de Ariadne auf Naxos, Maria Golovin e Turandot em Manaus.

    Desenvolve ainda ampla atividade como recita-lista e solista em oratrios e programas sinfni-cos como O Messias de Hndel, A Criao e As Estaes de Haydn, Rquiem e Missa da Coroao de Mozart, Messa di Gloria de Puccini e Die Erste Walpurgisnacht e Lobgesang de Mendelssohn com as principais orquestras brasileiras.

    Flvio Leitetenor

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  • 10

    Graduado em Composio, Regncia e em Musicologia Histrica Brasileira pela UFMG e professor na mesma Escola desde 1991. Estudou canto com Jefferson Jersey, Monique Zanetti, Eldio Perez-Gonzlez e Eliane Fajioli. Cantor Baixo-bartono, foi solista nas seguintes obras: peras: La Traviatta, Oberto, Falstaff (Verdi), Fidelio (Beethoven), Anna Bolena (Donizetti), Guarani, Maria Tudor (Gomes), Carmen (Bizet), La Descense dOrphe aux Enfers (Charpentier), Il Combattimento di Tancredi i Clorinda (Monteverdi) e outras. Obras Sinfnicas: Nona Sinfonia (Beethoven), Paixo Segundo So Joo (Bach), Magnificat (C.P.E. Bach), Come Ye Sons of Art ( Purcell), A Criao (Haydn), Te Deum (Cha

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