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Projeto Tecendo Laços – Projeto Tecendo Laços – Corsa Corsa II Encontro Diversidade Sexual II Encontro Diversidade Sexual Noroeste Paulista Noroeste Paulista Gênero, diversidade sexual e heteronormatividade Julian Rodrigues Mestrando em Ciências Sociais PUC- SP [email protected]

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  • Projeto Tecendo Laos Corsa II Encontro Diversidade Sexual Noroeste Paulista Gnero, diversidade sexual e heteronormatividade Julian Rodrigues Mestrando em Cincias Sociais PUC-SP [email protected]
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  • Ser humano, cultura e poder O ser humano difere de outros animais por depender de orientaes do grupo social em que vive para organizar seu comportamento e viso de mundo. Classificar e hierarquizar as coisas e seres prprio do humano. Nesses processos, pode surgir a discriminao e a diferena pode se transformar em desigualdade. As diferentes formas de discriminao e violncia so efeitos de convenes sociais e envolvem relaes de poder.
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  • Homens e mulheres muito comum que: se pense em homens e mulheres como seres com naturezas e destinos distintos na vida social se considere que a base dessas diferenas profundas est na natureza e nos corpos de homens e mulheres, que possuem diferentes anatomias e capacidades. Essa diferena pensada desse modo , muitas vezes, transformada em desigualdade. A desigualdade entre homens e mulheres bem como relaes e regras sociais que desvalorizam as mulheres e o feminino tem sido encontradas em diferentes perodos da histria e em diferentes culturas.
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  • Gnero gnero termo que se refere a um princpio de organizao e hierarquizao do mundo ao nosso redor que toma por base as diferenas percebidas entre os sexos (Scott, 1995) gnero no diz respeito apenas aos corpos humanos e suas respectivas genitlias, mas a tudo que se relaciona com esses corpos (os objetos, as atividades, os lugares, as cores, as roupas e adereos, os comportamentos, o gestual) (Clastres, 1988) comportamentos de indivduos de sexos diferentes no so biologicamente determinados, mas socialmente construdos atravs da relao entre o indvduo e a cultura, no processo de socializao (Mead, 1969)
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  • Gnero os padres socialmente aceitos e esperados de comportamento para cada um dos sexos variam historicamente, de sociedade para sociedade e a cada grupo humano (Mead, 1969; Strathern, 2006) estudos que chamam ateno para o fato de que a noo de que os sexos sejam complementares e distintos em termos de comportamentos no est presente em todas as culturas, apesar dessa ser uma idia muito forte na sociedade ocidental (Mead, 1969) gnero e sexualidade so duas dimenses da vida das pessoas, que muitas vezes esto conectadas, mas que no se reduzem umas s outras (Rubin, 1998): o menino que brinca de boneca ou a garota que mais agressiva no podem ser tidos como homossexuais apenas a partir desses comportamentos. comportamentos masculinos e femininos no so dados pela natureza, logo h vrias formas de ser homem ou mulher, menino ou menina.
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  • Sexualidade Hoje sabemos que: a sexualidade algo bem mais complexo, envolvendo uma articulao de fatores biolgicos, psicolgicos e sociais a forma como pensamos e vivemos a sexualidade se diferencia dos modos como se pensava e vivia as atividades ligadas ao prazer e reproduo em outras pocas e lugares atos sexuais fisicamente idnticos podem ter importncia e significados variados para diferentes grupos humanos, a relao entre atos sexuais e significados sexuais no fixa Ver: Foucault, Weeks, Vance, Plummer, Gagnon, Fry & MacRae, Perlongher
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  • DIMENSES DA SEXUALIDADE Ao pensarmos na vivncia cotidiana da sexualidade, importante distinguir nveis em que ela se expressa: desejos, prticas e identidades. Esses nveis no so correspondentes: h pessoas que praticam sem ter desejo intenso, h as que desejam e no praticam, h as que praticam e no tm identidade, h as que tm desejos, no praticam, mas tm identidade Em todos esses nveis percebe-se o impacto de questes sociais. No entanto, a formulao de uma identidade a partir de desejos e prticas sexuais e da expresso dessa identidade nas relaes sociais talvez seja a mais diretamente marcada pelo entorno social.
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  • Comportamento Identidade Atrao 19,4% 24,6% 28,7% 0,2% 0% 0,7% 26,3%
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  • ORIENTAO SEXUAL Orientao sexual se refere ao sexo das pessoas que elegemos como objetos de desejo e afeto. Hoje, so reconhecidos trs tipos de orientao sexual: a heterossexualidade (atrao fsica e emocional por pessoas do sexo oposto); a homossexualidade (atrao fsica e emocional por pessoas do mesmo sexo); e a bissexualidade (atrao fsica e emocional tanto pelo mesmo sexo quanto pelo sexo oposto). A orientao sexual no implica nenhum outro tipo de comportamento de ordem moral, sexual ou de gnero, alm da atrao afetivo-sexual.
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  • Opo individual X determinao? Longe da idia de uma energia determinada por fatores biolgicos ou psicolgicos, percebemos que a sexualidade um fato social que conecta corpos, prazeres, os desejos e prticas mais ntimas e individuais a questes como famlia, polticas populacionais, direitos humanos, sade pblica, controles e resistncias (Weeks, 1977; 1985) Em muitos casos, a pessoa se percebe tendo desejos homossexuais desde muito cedo e esses desejos se mantm estveis ao longo da vida. No entanto, tambm existem pessoas que passam a perceber desejos homossexuais apenas na maturidade ou na velhice e pessoas que passam por variaes em termos de desejos, prticas e/ou identidades sexuais ao longo da vida.
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  • Relao entre orientao sexual e identidade ou expresso de gnero Orientao sexual refere-se ao sexo do objeto de desejo Identidade ou expresso de gnero refere-se a como o sujeito se percebe em termos de masculinidade e feminilidade ou como se expressa em relao a isso Toda pessoa tem uma orientao sexual e tem expresso e identidade de gnero Nem todo/a homo ou bissexual tem identidade de gnero em desacordo com o sexo assignado no nascimento Nem toda travesti ou todo/a transexual homossexual Identidade de gnero e orientao sexual independem uma da outra.
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  • Heteronormatividade Ao contrrio do que a palavra sugere, no tem a ver com heterossexualidade ou heterossexuais necessariamente Trata-se de uma norma muito forte em nossa sociedade que : diz que sexo, gnero e desejo devem estar em uma nica sintonia (no pode haver corpo masculino, com comportamentos femininos e que deseje o mesmo sexo, por exemplo) estabelece padres de como devem ser os corpos, comportamentos, atitudes e como e para onde deve se voltar a sexualidade de homens e mulheres. Essa norma: sempre enfatiza que homens e mulheres so naturalmente complementares e seus desejos e prticas sexuais devem voltar-se para o sexo oposto oprime homens e mulheres e a base das assimetrias de gnero e da homofobia na nossa sociedade. [Butler,2003; 2002]
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  • corpo - sexognerosexualidade masculinoheterossexual femininoheterossexual instituies e saberes prescritoras e reiteradoras da (hetero)normatividade NORMA(L) - linha de inteligibilidade para o status de HUMANO ativo viril racional dominador - superior - etc. passiva dominvel emocional subalterna - etc. insultos violaes agresses desqualificao homonormatividade bom homossexual: til, limpinho, dcil, socivel, exemplar... desejo de reconhecimento e de norma. heterossexismo homofobia classe socialetnia idades da vida H M Fernando Pocahy esquema para uma problematizao sobre a produo do sexismo, da hetero e da homonormatividade ABJETO IGNBIL PSICTICO REPULSIVO destinado s zonas inspitas da vida INUMANO vigilncia sexismo