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João Antonio - BrOffice Capítulo 1 – Software Livre Considerações Iniciais É impossível, já há algum tempo, não perceber o movimento quase silencioso e sorrateiro que toma conta do mundo dos programas de computador: o movimento do Software Livre. Esse movimento aparentemente sem volta tomou de assalto desenvolvedores (aqueles que criam os programas), usuários (aqueles que os usam) e empresas (aquelas que “forçam” o seu uso). “Mas por que 'sem volta', João?” - você poderia perguntar... (sim, leitor, eu ouvi!) É simples, amigo(a) leitor(a): quando você entender completamente do que se trata o Software Livre e toda a filosofia por trás de seus conceitos, verá que, simplesmente, não é possível negar sua vocação para a hegemonia. Acompanhe-me nessa interessante viagem. Apaixone-se também por essa idéia! Participe, você também, da maior mudança de paradigma que o mundo da informática já experimentou! Seja parte da revolução! João Antonio Tipos de Softwares Não é possível entender a magnitude por trás do conceito de software livre sem entender como os programas de computador (softwares) estão divididos quanto às suas classificações. Vamos a algumas delas... Software Comercial (Baseado em Licença de Uso) A grande maioria dos programas de computador encontra-se dentro desta classificação: são Softwares Comerciais. A regra que rege o processo de instalação destes programas é muito simples: o usuário que deseja usá-los deve pagar uma taxa a título de licença de uso. “Certo, João, mas isso é o certo! Se quisermos comprar um programa para nossa casa, devemos pagar por ele, não é mesmo? Afinal, os desenvolvedores trabalharam para fazê-lo! É o salário deles, não é?” Concordo, amigo leitor! Concordo com sua colocação. Mas é necessário salientar, aqui, que a licença de uso não permite que você instale o programa em mais de um computador (a exemplo de “na nossa casa”, como você mencionou)! Ou seja, a licença é para que você utilize o programa em apenas uma única máquina! “Quer dizer que seu tiver 4 computadores em meu escritório e quiser que haja um determinado software comercial em todos eles, terei de...”

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Apostila de autoria do Prof. João Antônio - site Eu Vou Passar

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  • 1. Joo Antonio - BrOfficeCaptulo 1 Software LivreConsideraes Iniciais impossvel, j h algum tempo, no perceber o movimento quase silencioso esorrateiro que toma conta do mundo dos programas de computador: o movimento doSoftware Livre. Esse movimento aparentemente sem volta tomou de assaltodesenvolvedores (aqueles que criam os programas), usurios (aqueles que os usam) eempresas (aquelas que foram o seu uso).Mas por que sem volta, Joo? - voc poderia perguntar... (sim, leitor, eu ouvi!) simples, amigo(a) leitor(a): quando voc entender completamente do que se trata oSoftware Livre e toda a filosofia por trs de seus conceitos, ver que, simplesmente,no possvel negar sua vocao para a hegemonia.Acompanhe-me nessa interessante viagem. Apaixone-se tambm por essa idia!Participe, voc tambm, da maior mudana de paradigma que o mundo da informticaj experimentou! Seja parte da revoluo!Joo AntonioTipos de SoftwaresNo possvel entender a magnitude por trs do conceito de software livre sementender como os programas de computador (softwares) esto divididos quanto ssuas classificaes. Vamos a algumas delas...Software Comercial (Baseado em Licena de Uso)A grande maioria dos programas de computador encontra-se dentro desta classificao:so Softwares Comerciais. A regra que rege o processo de instalao destes programas muito simples: o usurio que deseja us-los deve pagar uma taxa a ttulo de licena deuso.Certo, Joo, mas isso o certo! Se quisermos comprar um programa para nossa casa,devemos pagar por ele, no mesmo? Afinal, os desenvolvedores trabalharam parafaz-lo! o salrio deles, no ?Concordo, amigo leitor! Concordo com sua colocao. Mas necessrio salientar, aqui,que a licena de uso no permite que voc instale o programa em mais de umcomputador (a exemplo de na nossa casa, como voc mencionou)! Ou seja, a licena para que voc utilize o programa em apenas uma nica mquina!Quer dizer que seu tiver 4 computadores em meu escritrio e quiser que haja umdeterminado software comercial em todos eles, terei de...

2. Joo Antonio - BrOfficePagar 4 licenas! PERFEITO!O simples ato da instalao de um programa em um computador sem a licenaadequada para ele naquela mquina constitui um ato de pirataria!Pirataria? Mas eu no copiei nenhum CD para outra pessoa...Pirataria no somente copiar o software sem autorizao! utiliz-lo sem autorizao(ou seja, a bendita licena).Softwares como Windows (sistema operacional da Microsoft), Microsoft Office(conjunto de programas de escritrio da mesma empresa), Adobe Photoshop(programa de edio de fotografia mais festejado no mundo) e Autocad (programapara desenho de arquitetura e engenharia da empresa Autodesk) so exemplos deprogramas comerciais (os dois ltimos, inclusive, com licenas extremamente caras!).Vamos partir para um entendimento mais prtico: imagine um escritrio de arquiteturacom cinco computadores... Se todos eles precisarem de Windows (e provavelmentevo, porque um micro no funciona sem sistema operacional) e de Autocad (bastanterecomendado para o desempenho da funo a que se prope a empresa do exemplo),haver a necessidade de pagar mais pelo software (programas) em cada micro que peloprprio hardware (peas fsicas corpo) da mquina.Imagine s ter de pagar R$ 5.000,00 a mais por um computador, sabendo que amquina em si (hardware) custou apenas R$ 2.ooo,oo! J imaginou? Absurdo, n?No se esquea: instalar um software comercial (que exige licena de uso) em mais deuma mquina tendo apenas uma licena de uso para ele pirataria!Shareware (Demos e Trial)H muitos programas, disponveis na internet e por meio de outras formas, que podemser livremente avaliados pelos usurios, mas que no contm todos os recursosdisponveis em suas verses oficiais comerciais. So como amostras grtis dossoftwares.Tais programas so conhecidos como Trial (verso de teste) ou Demos (versodemonstrativa) o termo shareware tambm usado para definir esses softwares quetm certas limitaes. Tais limitaes podem ser tcnicas (como a falta de recursosespeciais, ou comandos especficos) ou temporais (o programa avisa que vai expirarem alguns dias, e, transcorrendo este prazo, deixa de funcionar).Normalmente os programas shareware so distribudos para tornar conhecidos ossoftwares para o pblico geral, despertando o interesse na aquisio do softwarecomercial que, adivinha, exige pagamento de licena de uso!FreewareOs softwares classificados como freeware so distribudos completos (sem limitaes)e sem exigncia de qualquer tipo de licena. Ou seja, programas nessa categoria podem 3. Joo Antonio - BrOfficeser instalados, utilizados e copiados livremente sem custo algum!Um exemplo muito famoso de freeware o Adobe Reader, programa usado para lerarquivos no formato PDF. O Skype, para comunicao telefnica na Internet (VoIP),tambm um exemplo de freeware famoso!Joo... no vais me dizer que h algo melhor que um software freeware? Tem?Sim, leitor! Os Softwares livres so melhores (mais democrticos) que os softwaresclassificados apenas como freeware. Vamos analisar isso mais detalhadamenteagora...Software LivreUm programa classificado como software livre oferece mais que a liberdade dedistribuir o software e us-lo sem culpa em quantos computadores quisermos... Umsoftware livre passa a ser nosso quando o adquirimos e, com isso, temos sobre ele osmesmos direitos que o desenvolvedor original teve.Pera... Mas o desenvolvedor pde alter-lo, constru-lo, faz-lo... no foi?Sim, mas podemos o mesmo! Podemos alterar o programa (criando um novo software),podemos estudar como o programa funciona, para entender como o programador ocriou... Usar o software muito pouco! Podemos fazer parte da histria daqueleprograma! Podemos faz-lo evoluir! Podemos torn-lo melhor...D para ser menos dramtico e mais objetivo, Joo?Claro... desculpe...A rigor, um software livre oferece quatro liberdades para os seus usurios:Liberdade de UsoA primeira liberdade descreve que um programa classificado como software livrepoder ser usado para qualquer finalidade. Sem restries.At aqui, Joo, nenhuma diferena em relao aos softwares comerciais, no mesmo, Joo?Engano seu, caro leitor... H softwares comerciais que, mesmo sendo oficialmenteadquiridos (atravs do pagamento de licena) limitam, via normas contratuais, o usopara determinados cenrios/tarefas.O conjunto de escritrio Microsoft Office 2007 edio Home And Student, por exemplo,no permite o uso de seu Word para a escrita de documentos de trabalho, masapenas para documentos educacionais ou pessoais. A existncia de uma restrio deuso justificada (pela Microsoft) pelo fato de a licena dessa edio do programa terum custo muito menor que as licenas das suas edies profissionais.Mas claro que a maioria dos programas de computador comerciais no restringem, demaneira alguma, a sua utilizao por parte dos usurios. 4. Joo Antonio - BrOfficeLiberdade de Cpia e DistribuioUm Software Livre pode ser copiado e distribudo livremente, sem restries. Issodecorre da filosofia do prprio software livre: evoluir! Evoluir os programas, evoluir aqualidade de vida, evoluir a humanidade!Um software livre uma idia que deve ser passada adiante... Para tantas pessoasquanto for possvel!A igualamos um Software Livre a um Freeware, no ?Bem visto, leitor! Parabns... Mas ainda faltam 2 liberdades...Liberdade de Estudar (Conhecer) o SoftwareUma das liberdades mais controversas da filosofia do Software Livre aquela quedetermina que os usurios do software vo ter direito a analisar o software na exatamaneira como ele foi feito.Para isso, necessrio que, alm do software pronto em si, seja disponibilizado, ouatravs do mesmo CD onde o software foi gravado, ou atravs de algum site naInternet, o cdigo-fonte do software.Cdigo-Fonte, Joo? O que isso?Fcil, leitor... Fcil... Imagine que voc compra um pedao de torta numa confeitaria e asaboreia. Ao comprar o delicioso pedao e presentar seu paladar com aquelemaravilhoso sabor, eu pergunto, voc est estudando ou analisando exatamente comoaquela iguaria foi feita?Ou seja, ao usar o produto, voc passa a ter conscincia exata do seu processo defabricao?No! Eu s posso ter certeza de como a torta foi feita se eu tiver acesso sua receita!!Pefeito, Leitor! Perfeito!Um programa de computador escrito numa linguagem mais ou menos compreensvelpara os humanos (normalmente, s compreensvel para indivduos da espcieprogramadores mesmo). Esse estgio do programa chamado cdigo-fonte. Ele o incio de tudo... o DNA do programa!Tendo acesso ao cdigo-fonte de um programa, possvel analisar minuciosamentecomo aquele programa foi feito. Estudar o cdigo-fonte um direito muito interessanteporque aprimora as capacidades de desenvolvimento dos que se sujeitam a analis-lo.Mas Joo... Onde achar o cdig0-fonte?Fcil! O programador que ousa chamar sua obra de software livre tem obrigao decolocar o cdigo-fonte acessvel pela internet ou no prprio CD onde o software gravado. O programador pode, simplesmente, colocar o cdigo-fonte em um sitequalquer, como seu prprio site pessoal, se for o caso... Contanto que esse cdigo fiqueacessvel a todos os usurios! 5. Joo Antonio - BrOfficeT certo, Joo... Estudar o cdigo-fonte uma diferena... Mas s isso?No, caro leitor... A exigncia de ter que colocar o cdigo-fonte acessvel leva a maisuma liberdade...Liberdade de Modificar o SoftwareOra ora... Vamos entender... Se eu tenho um cdigo-fonte de um programa e se eu seiprogramar... Eu posso (por que no?) tentar alterar o cdigo a fim de melhor-lo,fazendo uma nova e evoluda verso daquele software.E a que a filosofia do software livre apresenta sua caracterstica mais forte: acooperao entre diversos programadores ao redor do mundo para a melhoriaconstante da qualidade dos programas. Uma cooperao comprometida e semsegundas intenes.Um engenheiro civil, por exemplo, que tenha criado um software de clculo de custosde materiais em obras de construo (o que cairia como uma luva, visto que softwarescomerciais neste segmento so normalmente muito caros) pode disponibilizar seucdigo-fonte na Internet e esperar que outros engenheiros e programadoresinteressados participem do processo evolutivo daquele programa.Em poucos meses, com certeza, aquele embrio ter se tornado um software maismaduro, graas s contribuies dos diversos envolvidos (os engenheiros eprogramadores que se comunicaram entre si visando cuidar daquele filhote deles).Eles formaram o ncleo de trabalho do mundo do software livre: um grupo detrabalho, uma comunidade.Perguntas e Respostas Acerca das LiberdadesMas Joo, se todos tm direito de alterar o cdigo-fonte, quem garante que umprogramador l na china vai fazer apenas alteraes benficas no programa (sem incluircdigos maliciosos que tornem o programa mais inseguro)?Muito bem pensado, leitor! Como um software livre , normalmente, um filho devrios pais, uma colcha de retalhos, h de se ter um controle quanto s alteraesque so includas nas novas verses, no mesmo?Imaginando ainda a comunidade que se criou em torno do nosso programinha decustos de materiais, no exemplo acima, podemos explicar da seguinte maneira: Acomunidade elege um lder, um tutor (chamado guardio, normalmente). A ele dada a responsabilidade de analisar todas as propostas de emenda ao cdigo-fonte.Se ele aceitar a proposta, a mudana ser includa na prxima verso do cdigo-fonteque disponibilizado.Se a proposta no for aceita, porm, a mudana no passa a fazer parte da nova versodo cdigo-fonte daquele programa.Depois de oficialmente alterado e aceito pelo guardio, a nova verso daquele cdigo-fonte colocada disponvel (no site oficial daquele programa, por exemplo) para ser 6. Joo Antonio - BrOfficeadquirida pelos programadores e engenheiros, que podem simplesmente usar essanova verso do programa para suas construes e/ou podem continuar analisando-a afim de propr novas melhorias (o ciclo da vida continua).OK, Joo... Entendido! Mas me surgiu outra dvida: o que impede que uma empresa(de software comercial) adquira (baixe da internet) o cdigo-fonte daquele programa e,usando esse cdigo, crie um programa um pouco diferente e passe a vend-lo como umsoftware comercial (exigindo licena)?Nada! A no ser o fato de que aquele programa no vai se dar muito bem junto comunidade de software livre porque ele fere a filosofia... Alm de ser cobrado (ouseja, mais caro)... Um software livre bom simplesmente imbatvel se comparado comum software comercial equivalente!Quem melhor, Joo? Os softwares livres ou os comerciais?Pergunta difcil, leitor! H softwares livres melhores que seus equivalentes comerciais...H tambm softwares comerciais melhores que seus correlatos livres... Fica difcil dar aresposta assim, na bucha! Mas os softwares livres tm a vantagem de serem umaidia legal, uma mudana de modelos, uma revoluo e isso, leitor, h de convir,atrai bastante!Particularmente, eu acho que um software livre s perde numa disputa para umsoftware comercial se este for, em recursos e qualidade, muito superior quele... porexemplo a minha opinio quanto ao Microsoft Office Word 2007... Ele muito melhor,em recursos e facilidade de uso, que qualquer concorrente seu livre (a exemplo doBrOffice.org Writer, de que este livro tambm trata) Note: minha opinio!E s para provar que isso bastante relativo: todo esse livro foi digitado no BrOffice.orgWriter 3.0! ;-)Portanto, os desenvolvedores de software livre vo ter que suar a camisa para brigarpor essa fatia do mercado (essa especfica do Word)... A favor do Software livre, temosa simpatia que a filosofia desperta em todos os usurios. A favor dos softwarescomerciais, h as empresas com know-how incomparvel, suporte bem organizado eacessvel, alm de toda a segurana que uma empresa por trs da obra podeoferecer.Segurana que empresa por trs da obra pode oferecer? Explica a...H de convir, caro leitor, que pouca gente olharia com bons olhos um programa queno propriedade ou responsabilidade de nenhuma empresa. Isso especialmente sensvel entre os departamentos jurdicos das empresas... Acho que elesficam pensando: Se der alguma merda aqui na empresa por causa de tal de softwarelivre, quem ns vamos poder acionar judicialmente?.Veremos, inclusive, mais adiante, que h certas clusulas, em documentos queestabelecem os modelos de negcios usados por softwares livres, que dizem comclareza: o desenvolvedor deste software livre no se responsabiliza por problemasocorridos em qualquer parte do seu sistema por causa deste software. Ou seja, o 7. Joo Antonio - BrOfficeverdadeiro terror do pessoal do jurdico!!!Com os softwares comerciais, assim: eu posso exigir porque paguei por ele. Asempresas que desenvolvem softwares comerciais so experts em marketing: exploramjustamente este ponto para poder justificar s empresas porque elas no deveriamtrocar softwares comerciais pelos equivalentes livres. como se estivessem trocandoum produto original, com nota, por um produto equivalente, vendido no mercadonegro, sem nota fiscal.Mas, Joo, assim como voc diz, parece que os softwares livres so realmenteproblemticos e que sua adoo no mercado mnima...Eu no disse isso, amigo leitor! Eu apenas apresentei as razes defendidas por muitasempresas para no os adotar, mas essa no , nem de longe, a minha opinio sobreeles! Eu utilizo e promovo a utilizao de softwares livres! Eles so, sem dvidas, ofuturo! No espere ser forado a us-los, comece agora!J h softwares livres bem estabelecidos no mercado para praticamente qualquerfinalidade: programas para texto, gerenciadores de planilhas, softwares paraapresentaes de slides, editores de fotografia, programas de CAD, navegadores deInternet entre outros...Quer dizer que podemos viver normalmente com softwares livres? Ou seja, d parase virar apenas trabalhando com softwares livres?Sim! Com certeza! Aproveitando, vamos conhecer alguns dos mais famososrepresentantes desta casta especial de softwares...Softwares Livres ConhecidosO mais conhecido software livre do mundo um sistema operacional! Um programaque tem a funo de fazer o computador funcionar: o Linux.Sim, o to falado Linux um sistema operacional! E um software livre! Alis, foi elequem abriu os olhos do mundo para essa nova realidade: os softwares livres!LinuxO Linux um sistema operacional livre, baseado na GPL (Licena Pblica Geral), umanorma desenvolvida pela FSF (Fundao do Software Livre). O Linux, que foioficialmente criado em 1992 e hoje j se encontra num estado de bastanteamadurecimento, vem sendo cada vez mais usado por usurios domsticos e tambmpor empresas. 8. Joo Antonio - BrOfficeFigura 1.1 O Linux (na verdade, essa a tela do Gnome veremos a seguir)O Linux ser abordado mais adiante neste livro.BrOffice.org / OpenOffice.orgO BrOffice.org (e sua origem, o OpenOffice.org) uma sute (conjunto) de programasde escritrio totalmente livre. Neste conjunto de programas, possvel encontrarferramentas para diversas tarefas do dia a dia.O OpenOffice.org, o irmo mais velho, foi o precursor deste conjunto, que, algunsanos depois, deu origem ao Broffice.org, sua variante brasileira. Para o mercadobrasileiro, claro, recomenda-se o uso do BrOffice.org, mas eles so bastantesemelhantes entre si!OpenOffice.org / BrOffice.org WriterO Writer o programa para a edio de textos profissionais da sute BrOffice.org /OpenOffice.org 9. Joo Antonio - BrOfficeFigura 1.2 BrOffice.org Writer 3.0O BrOffice.org Writer tambm ser abordado mais adiante neste documento.BrOffice.org / OpenOffice.org CalcO que seria de uma sute de progras de escritrio sem uma planilha? .. pois ... O Excelencontra seu concorrente no Calc. Vejamos um pouco deste programa, que tambmser visto de forma muito especial num captulo posterior deste livro. Figura 1.3 BrOffice.org Calc 3.0BrOffice.org / OpenOffice.org ImpressO Impress tambm faz parte do conjunto de escritrio BrOffice.org (e OpenOffice.org).Sua funo gerenciar slides (apresentaes de slides, na verdade) tipicamente comose faz no Powerpoint, do Microsoft Office. Veremos o Impress mais adiante tambm! 10. Joo Antonio - BrOfficeFigura 1.4 BrOffice.org Impress 3.0Programas do Grupo MozillaO grupo Mozilla uma comunidade de programadores que desenvolve softwares deexcelente qualidade para diversos fins, mas especialmente Internet. Seus dois maisfamosos filhotes so...Mozilla FirefoxNavegador (browser) Web bastante festejado. Esse programa detm uma fatiaconsidervel dos usurios de Internet do mundo, ficando atrs apenas do (at agora)imbatvel Internet Explorer, da Microsoft.O Mozilla Firefox no ser abordado neste livro, mas uma ferramenta bastante til echeia de recursos. 11. Joo Antonio - BrOfficeFigura 1.5 Mozilla firefox 3.0.3Mozilla ThunderbirdO programa de e-mail do grupo Mozilla chamado de Thunderbird. Sem dvidanenhuma, um fantstico programa para receber e enviar mensagens de correioeletrnico. Um concorrente altura do Outlook Express, que acompanha o Windows XPe do Windows Mail, que acompanha o Windows Vista.O Thunderbird tambm no ser motivo de estudo neste material, mas merece seraprendido e utilizado porque alm de ser um excelente programa, livre!Figura 1.7 Mozilla Thunderbird 2.0.0.17Algumas Palavras Finais Sobre Softwares LivresTodos os programas aqui apresentados (com exceo, claro, do Linux) podem serinstalados no Windows. Ou seja, nos sites de cada um deles h verses que podem serinstaladas em ambiente Linux (para onde foram criados originalmente) e tambmverses que podem ser instaladas no Windows (que a maioria dos usurios utiliza).Certo, Joo, mas quais so os sites para eles?Ahhh, caro leitor, me desculpe, aqui vo eles:www.broffice.org esse o site para baixar a sute de escritrios BrOffice.org. L vocencontrar verses para Linux e Windows em alguns idiomas (prioritariamenteportugus do Brasil, claro!).www.mozilla.com aqui voc encontrar os aplicativos da famlia Mozilla (a pginainicial mostrar o Firefox, mas ser possvel ter acesso pgina do Thunderbird maisabaixo).Note que h muitos outros programas para os mais variados fins. possvel at mesmoencontrar programas que competem com o Adobe Photoshop (para edio de 12. Joo Antonio - BrOfficefotografias) e CorelDraw (programa para ilustrao) so eles, respectivamente, oGimp e o Inkscape.E no se surpreenda, caro leitor, se voc encontrar, logo logo, programas livres para asfinalidades mais especficas, como as que voc encontra em seu trabalho... assim...fique sempre de olho nos sites mantidos pelas comunidades desenvolvedoras desoftwares livres muita coisa nova aparece da noite pro dia.Vamos agora ao que interessa... Vamos estudar os programas que formam o conjuntoBrOffice.org, comeando, claro, pelo BrOffice.org Writer... Acompanhe-me... 13. Joo Antonio - BrOfficeCaptulo 2 BrOffice.org WriterConsideraes IniciaisO BrOffice.org Writer , como j foi visto, parte integrante do conjunto de softwares deescritrio livre conhecido como BrOffice. O BrOffice.org apresenta-se atualmente naverso 3 e traz uma srie de recursos para a edio de documentos de textoprofissionais de qualidade!, sem dvida, um programa com toda a pinta de que vai arregimentar um grandenmero de usurios de outros programas editores de texto (como o campeoMicrosoft Word).Sua interface (cara) bastante semelhante s de outros programas, o que tornabasante simples o seu aprendizado. E falando em cara, eis a do Writer...Figura 2.1 A cara do WriterA Interface do WriterAlguns componentes podem ser facilmente destacados na tela principal do Writer.Vamos a alguns deles:Barra de MenusEssa barra superior, presente em todos os programas, praticamente, traz as listas decomandos que podem ser executados no Writer. Todos os comandos do programapodem ser encontrados aqui, basicamente. 14. Joo Antonio - BrOffice Figura 2.2 A barra de menus do WriterEm provas da Fundao Carlos Chagas, muito provvel que o conhecimento noscomandos dos menus seja bastante exigido, pois exatamente assim que essainstituio lida com outros programas de texto (como o Word).No necessrio lembrar (ou talvez seja, n?) que cada uma das opes do menuapresenta uma letra sublinhada (como a letra A no menu Arquivo). Isso permiteque o acesso quela opo especfica por meio do acionamento da tecla ALT emconjunto com a letra sublinhada.Isso significa que ALT+A aciona o menu Arquivo, ALT+E, o menu Editar, ALT+X abreo menu Exibir e assim por diante.No necessrio decorar isso tudo porque provavelmente a instituio que exigiria issona prova mostraria a foto do programa (como o Cespe/UnB, por exemplo)... A, serianecessrio apenas olhar para a imagem na sua prova!Barras de FerramentasAs barras de ferramentas so conjuntos de botes que do acesso rpido a vrios dosrecursos e comandos presentes nos menus do programa., Joo, mas fica bem mas fcil usar as ferramentas ao invs dos menus, no ?Claro, caro leitor! Alguns dos comandos mais usados, como Salvar, Negrito eJustificar Pargrafo, por exemplo, so acionados por meio de apenas um nico cliqueem suas respectivas ferramentas.H vrias barras de ferramentas no Writer, mas sua interface padro apresenta apenasduas:Barra de Ferramentas PadroTraz os principais comandos de edio do programa, como Novo Documento,Abrir, Salvar e Imprimir. , sem dvida, a barra mais importante do programa. Figura 2.3 Barra de Ferramentas PadroBarra de Ferramentas FormataoTraz os principais comandos de formatao (efeitos) do programa, como Negrito,Itlico, Tamanho da Fonte, Cor da Fonte, entre outros. 15. Joo Antonio - BrOfficeFigura 2.4 Barra de Ferramentas FormataoSem dvida alguma, caro leitor, reconhecer as ferramentas e suas funes necessrioquando a prova apresenta as imagens dos programas (a exemplo das provas do Cespe/UnB). Portanto, se voc vislumbra fazer provas desta instituio, necessrio quetenha em mente a necessidade de conhecer bem essas barras de ferramentas (e, bvio, a utilizao cotidiana do Writer vai ajudar bastante na memorizao).RguasO Writer possui rguas horizontal e vertical. Elas determinam os limites do documentoem si. Eis a rgua horizontal, encontrada logo abaixo das barras de ferramentas e logoacima do corpo do documento.Figura 2.5 Rgua Horizontalrea do Documento (Pgina de Trabalho) a rea onde o documento ser editado (digitado). H vrias formas de apresentar odocumento em si. Essa forma que se mostra abaixo, onde o documento mostradocomo uma pgina mesmo, com bordas e tudo, chamado Layout de Impresso.Figura 2.6 rea de Edio do DocumentoBarra de Status a barra inferior que apresenta informaes acerca do documento que est sendoeditado. Essa barra tambm bastante comum na maioria dos programas. A barra destatus costuma dar pano pra manga (permitir vrias questes sobre ela) em provasque mostram fotos (Cespe/UnB), pois as informaes que ela mostra so bastante 16. Joo Antonio - BrOfficecobradas. Figura 2.7 Barra de Status do WriterAgora que fomos oficialmente apresentados aos principais pontos da interface doWriter, vamos mergulhar um pouco mais em seus detalhes...Conhecendo Mais a Fundo a Interface do WriterOs detalhes aqui apresentados so de extrema importncia para provas como as doCespe/UnB, que trazem fotografias! As provas que no costumam apresentar imagensdos programas (como as da FCC e de algumas outras instituies) muito provavelmenteno exigiro os conhecimentos mostrados neste tpico.Detalhes nas Barras de FerramentasMovendo e Travando as Barras de FerramentasAs barras de ferramentas apresentadas no Writer trazem alguns detalhes que nopodem passar despercebidos. Em primeiro lugar, note que extrema esquerda dasbarras de ferramentas, aparece uma marca pontilhada (4 pontos). Essa borda indica quea barra de ferramentas em questo est destravada, portanto, pode ser arrastada desua posio atual.Figura 2.8 Mouse arrastando a Barra de Ferramentas PadroInclusive, as barras de ferramentas podem flutuar como janelas no Writer, permitindoque se soltem das posies em que normalmente se encontram (abaixo da barra demenus). Para isso, basta clicar no pontilhado esquerda da barra e arrast-la para a reade edio do documento. Veja abaixo o resultado:Figura 2.9 Barra de Ferramentas Padro flutuante 17. Joo Antonio - BrOffice possvel, tambm, fixar a posio de uma barra de ferramentas, fazendo com que noseja possvel arrast-la. Para isso, basta clicar com o boto direito do mouse emqualquer lugar da barra de ferramentas que se deseja fixar e marcar a opo Travar aposio da barra de ferramentas.Sabe-se que uma barra de ferramentas est travada em sua posio l no topo da janelaquando o pontilhado esquerda no aparece. Note abaixo:Figura 2.10 Resultado do clique com o boto direito do mouse na barra PadroFigura 2.11 Ausncia do pontilhado. A barra est travada em sua posio atualPara destravar a barra de ferramentas, claro, deve-se acionar o mesmo procedimentousado para trav-la! Ahhh! Eu quase ia-me esquecendo: no possvel travar a barra deferramentas se ela estiver flutuando (mas eu acho que voc j havia deduzido isso, no?).Personalizando a Barra de FerramentasPersonalizar consiste em adicionar ou excluir botes das barras de ferramentas, ousimplesmente mudar os botes de posio dentro da barra. Em suma, organizar ocontedo de uma barra de ferramentas.Uma das formas mais simples de modificar uma barra clicando no boto direito domouse sobre a barra de ferramentas e acionando o sub-menu Botes Visveis. Nele, possvel escolher quais botes, previamente configurados para pertencerem quelabarra, sero vistos nela e quais no sero apresentados.Esse submenu no permite a adio, a excluso ou a movimentao dos botes nabarra. somente para mostrar ou esconder os botes que j esto configurados. 18. Joo Antonio - BrOffice Figura 2.12 Comando Botes Visveis no boto direito do mouseNote que os botes que esto com um check (sinal de visto) so os que estosendo mostrados (visveis) na barra. Para marcar/desmarcar qualquer opo, bastaclicar nela.A forma mais sofisticada e completa de personalizar sua barra de ferramentas, porm,se encontra tambm no menu do boto direito do mouse: basta clicar com esse botona barra de ferramentas deseja e escolher Personalizar Barra de Ferramentas....Ahhh! Lembrei-me... Note as reticncias no final do nome do comando! uma formanormal de indicar que quando este comando for acionado, ele abrir uma janela! Sim!Note que todos os comandos dos menus de qualquer programa no Windowsapresentam essa caracterstica! Se houver reticncias, o comando abrir uma janela!E se o comando no tiver reticncias, Joo? sinal de que ele ser executadodiretamente? Sem opes?Precisamente, caro leitor! Muito bem! Vamos, ento, ao comando Personalizar... Figura 2.13 Janela do comando PersonalizarEsta mesma janela tambm pode ser obtida por meio do menu Ferramentas, na 19. Joo Antonio - BrOfficeopo Personalizar. Nela, possvel excluir e adicionar botes, bem como alterar asua posio (nas setinhas para cima e para baixo) alm de, claro, poder torn-los visveisou no (nos checks da listagem).Note outro detalhe nas barras de ferramentas: na extremidade direita das mesmaspode aparecer um boto de uma seta dupla. Esse boto a indicao de que nem todosos botes daquela barra esto sendo visualizados. Ou seja, quando esse boto aparece, sinal de que h mais botes escondidos. Um clique no boto da seta dupla e ummenu ir aparecer mostrando, ento, as ferramentas ocultas, alm de outras opes.Figura 2.14 As setas duplas no final das Barras de FerramentasCom isso, finalizamos o estudo mais superficial acerca das barras de ferramentas doBrOffice.org Writer e agora comearemos o estudo dos demais componentes da Telaprincipal do Writer...Conhecendo Mais a Fundo a RguaA rgua da interface do Writer oferece mais que simplesmente as medidas da pgina.Note alguns dos principais recursos deste componente da interface do Writer.Em primeiro lugar, possvel identificar uma rea mais cinza nas extremidadesesquerda e direita (na rgua horizontal) e superior e inferior (na rgua vertical). Essasreas mais escurar representam as margens da pgina, externa rea normal de texto.Figura 2.15 Margens da Pgina indicadas na Rgua HorizontalNa rgua horizontal possvel localizar os controles para ajustar os recuos de texto.Eles permitem modificar os limites do texto esquerda e direita. Vamos ver algunsdeles...- Recuo de Texto Esquerda: controlado arrastando-se o pequeno tringulo inferiorque fica localizado na margem esquerda. Note que quando esse controle alterado,tambm alterado o controle de Recuo de Primeira Linha (tringulo superior); 20. Joo Antonio - BrOffice- Recuo de Texto Direita: para alter-lo, basta arrastar o pequeno tringulo que ficalocalizado na margem direita da pgina.- Recuo da Primeira Linha do Pargrafo: modificado quando arrastamos o tringulosuperior localizado na margem esquerda da pgina.Veja o resultado dos recuos modificados num pargrafo:Figura 2.16 Controles de Recuo Esquerdo, de Primeira Linha e DireitoLembre-se que os recuos, quando alterados, no influenciam o texto todo! Recuosso caractersticas associadas a pargrafos, portanto, um pargrafo pode apresentaruma determinada configurao de recuos, enquanto que outro pargrafo seguintepoder apresentar uma configurao completamente diferente!E, por ser um efeito associado a pargrafos, os recuos podem ser encontrados no menuFormatar / Pargrafo, dentro da guia Recuos e Espaamento.Figura 2.17 Janela do Comando Formatar / Pargrafo - Configurando RecuosEsta janela tambm pode ser aberta, exatamente na guia Recuos e Espaamento, sevoc aplicar um duplo-clique na rea cinza (margem) da rgua horizontal (mas s nahorizontal!!! As reas de margem da rgua vertical no abrem nada quando duplo-clicadas).Outro detalhe: quando se clica com o boto direito do mouse em qualquer parte dargua (horizontal ou vertical), um menu de opes mostrado. Esse menu contm asunidades de medida que o usurio deseja utilizar nas marcaes da rgua (o padro 21. Joo Antonio - BrOfficecentmetros). Figura 2.18 Boto direito do mouse na rgua: menu Unidades de MedidasO ltimo detalhe sobre a rgua tem a ver com outro recurso aplicado a pargrafos: atabulao. Note que na rgua horizontal h, a cada intervalo de 1,27 cm, um pequenoT de cabea para baixo... Esses indicadores so as paradas de tabulao padro.Tabulao , a princpio, a definio de onde o cursor (ponto de insero) vai parardepois que a tecla TAB pressionada. Ns usamos TAB algumas vezes, mas no nosdamos conta do que ele realmente faz: a cada vez que a tecla TAB pressionada, oponto de insero (a barra que fica piscando) salta para a prxima parada detabulao.As paradas padro esto localizadas a 1,27cm de distncia entre si. Mas podemos criarparadas de tabulao personalizadas, usando alguns mecanismos muito simples, queconheceremos a seguir.Note, na figura abaixo, a existncia de duas paradas de tabulao personalizadas (umaesquerda e outra para casas decimais) e algumas paradas de tabulao padrosubseqentes.Figura 2.19 Paradas de TabulaoJoo, eu pude notar, na figura, que quando criamos uma parada personalizada, deixamde existir as paradas padro antes dela, isso mesmo?Exatamente, caro leitor! Exatamente! S vo permanecer existentes as paradas padroposteriores ltima parada personalizada que criarmos. As anteriores deixam de existir,visto que quando o usurio acionar TAB, o cursor saltar, imediatamente, para a paradapersonalizada.Certo, mas as duas paradas personalizadas na figura so diferentes, e voc, Joo,citou-as como esquerda e casas decimais... O que isso significa?Bem, vamos aos tipos de paradas de tabulao que podemos criar:Indicador:Tipo de Parada de Tabulao: 22. Joo Antonio - BrOfficeEsquerda: o texto que iniciar nesta parada de tabulao estaralinhado esquerda (ou seja, a parada de tabulao em questo ficar esquerda do texto preso ela);Direita: quando o cursor saltar para essa parada de tabulao, todo otexto digitado posteriormente estar alinhado direita em relao aela. Ou seja, essa marca de tabulao ficar sempre direita do texto.Decimais: ideal para organizar valores em vrias linhas pelo caractereque separa a parte inteira das casas decimais do nmero, ou seja, ospargrafos ficaro alinhados pela , (vrgula) dos nmeros quecontm casas decimais.Centralizada: define que o texto que estar preso a essa parada detabulao estar alinhado de forma centralizada, em relao a ela! Ouseja, quando a tecla TAB for pressionada e o cursor saltar para umaparada assim configurada, o texto fluir, em relao a essa marca, deforma centralizada. bom notar, tambm, que as configuraes de tabulao so inerentes ao pargrafo.Logo, um pargrafo pode apresentar uma configurao especfica de tabulaes, eoutro pargrafo poder apresentar uma configurao totalmente diferente!Certo, Joo, mas como eu coloco uma parada de tabulao personalizada?Desculpe-me, caro leitor, esqueci de mencionar justo isso! Vamos l... H vrias formasde colocar uma parada de tabulao... A primeira (e mais fcil) maneira de colocar asparadas de tabulao personalizadas simplesmente clicando com o boto esquerdo(principal) do mouse na rgua horizontal, no exato ponto em que se deseja que aparada seja criada.Lembre-se, porm, de escolher o tipo da parada de tabulao antes de inseri-la! Paraescolh-la, v clicando no indicador localizado na extrema esquerda da rguahorizontal. A cada clique, aquele indicador muda, mostrando o cone correspondente aotipo de parada que ser inserido.Figura 2.20 Escolha o tipo da parada e depois clique na rgua para inseri-laAgora vamos ao ltimo, mas muito importante, componente da interface do Writer... 23. Joo Antonio - BrOfficeMergulhando na Barra de StatusComo j havamos visto, a barra de status a barra horizontal que se localiza na parteinferior da tela do Writer. A barra de status nos apresenta muitas informaes que,claro, podem ser exigidas em prova constantemente... A barra de status j foi vistacompletamente na figura 2.7, agora vamos apenas apresent-la por partes Figura 2.21 A primeira parte da Barra de StatusA primeira seo (primeiro campo) da barra de status apresenta Pgina X/Y,indicando em que pgina o cursor (ponto de insero) se encontra localizado. Maspreste ateno: caso o usurio aplique um duplo clique neste campo, ser aberto painelnavegador, que permite passear pelo documento, saltando diretamente para umadeterminada pgina, tabela, figura ou ttulos, por exemplo.Ei Joo, quer dizer que se eu abrir esse tal de navegador, eu posso ir diretamentepara, digamos, a stima figura inserida no documento?Sim, leitor! Voc ter acesso a um menu completo que te permitir saltar diretamentepara qualquer ponto do documento! D uma olhada aqui embaixo... Eis o navegador:Figura 2.22 Navegador passeando entre os ttulos dos tpicos do documentoMais adiante veremos como utilizar o navegador e onde encontr-lo. Por enquanto,vamos continuar com a barra de status... O segundo campo da barra de statusapresenta, na nossa figura 2.21, a inscrio Padro. Essa rea define o estilo que estsendo usado na pgina.Um Estilo um conjunto de caractersticas de formato. Normalmente aplicamos estilosaos pargrafos (onde definimos alinhamento, espaamento entre linhas, recuo,tabulaes) e s fontes (onde permitido definir cor, tamanho, tipo da fonte, negrito,itlico, sublinhado etc.). 24. Joo Antonio - BrOfficeO Writer tambm possui a idia de Estilo de Pgina, onde permitido definirmargens, orientao do papel (paisagem ou retrato), tamanho do papel (A4, Carta),Colunas de Texto e Cor do Plano de Fundo, entre outras definies de formatao dapgina.Basta, portanto, dar duplo clique no segundo campo da barra de status para ter acesso janela de definio de estilo da pgina, que vista a seguir: Figura 2.23 Caixa de Dilogo de Estilo da PginaContinuando com a barra de status, temos o campo do idioma do texto, que ondeest escrito, na nossa figura, Portugus (Brasil). Um nico clique neste campo abreum menu onde se pode escolher o idioma do(s) pargrafo(s) selecionado(s). Esseidioma usado no recurso de correo ortogrfica.Note que a alterao do idioma pode requerer o download de algum componente daInternet (caso voc no tenha instalado o idioma desejado no momento da instalaodo BrOffice.org).Perceba, tambm, nobre leitor, que o idioma definido para cada pargrafo, logo, umpargrafo poder ter sua correo ortogrfica definida para Portugus do Brasilenquanto o pargrafo seguinte pode ser definido para outro idioma qualquer!Na seo seguinte, temos a definio do modo de escrita do texto ( a parte queaparece com INSER na nossa figura 2.21). O modo de escrita determina o queacontece com o cursor enquanto se digita.H dois modos no Writer: o modo de Insero e o modo de Substituio (Sobrescrever).Quando o Writer se encontra em modo de insero, tudo aquilo que for digitado vaisimplesmente empurrando os caracteres posteriores. Porm, quando o Writer estno modo de Substituio, cada caractere que for inserido vai substituir o caractere queestiver na mesma posio do cursor (o anterior trocado pelo novo caractere). possvel perceber essa mudana de comportamento at mesmo no prprio cursor(o sinal que fica piscando para indicar onde o usurio est digitando): quando ele seencontra em modo de insero, ele uma barra fina (apenas um trao vertical) 25. Joo Antonio - BrOfficeintermitente (piscando). Quando se encontra em modo de sobrescrever (substituio),ele assume a forma de um retngulo intermitente que envolve o caractere na posioem que ele est (caractere que ser substitudo caso se digite outro). Figura 2.24 Os Modos de Insero e Substituio de CaracteresPara alternar entre os modos de escrita do Writer, o usurio pode acionar um nicoclique no campo em questo na barra de status ou simplesmente pressionar a teclaINSERT no teclado.Vamos analisar os demais campos da barra de status... Figura 2.25 Segunda parte da barra de statusO campo seguinte, que apresenta PADRO na figura acima, serve para determinar omodo de seleo do Writer, ou seja, a maneira como o programa permitir ao usurioselecionar o texto do documento. H algumas maneiras diferentes de o Writerselecionar texto, a saber:PADRO (Modo Padro): a forma normal de selecionar texto no Writer (e em qualquerprograma). O usurio arrasta o mouse sobre um trecho para selecion-lo. O usuriotambm pode clicar no incio do trecho que se deseja selecionar, segurar a tecla SHIFT,e clicar no final do trecho desejado. Somente um trecho pode estar selecionado, pois aotentar selecionar um outro trecho, a seleo anterior desfeita, como visto a seguir: Figura 2.26 Modo de seleo padro dois momentos distintosEXT (Modo Extenso): nessa forma de selecionar texto, tambm s possvel que umnico trecho esteja selecionado, mas cada clique que se d em algum outro local nodesfaz a seleo anterior, mas vai ampli-la at aquele ponto. como se a tecla SHIFTestivesse sempre pressionada. 26. Joo Antonio - BrOffice Figura 2.27 Modo de seleo Extenso a seta indica onde foi dado o cliqueAhhh! Quase ia me esquecendo de um detalhe: no modo EXT, se o usurio tentar movero cursor com as setas de direo do teclado, a seleo tambm ser estendida at oponto onde o usurio parou.ADIC (Modo de Seleo Adicional): o modo de seleo onde se pode ter mais de umtrecho selecionado ao mesmo tempo. Para isso, basta selecionar algum trecho (com omodo ADIC marcado, claro) e, ento, selecionar outro trecho qualquer. A seleoanterior no ser desfeita o que acontecer que o novo trecho tambm serselecionado. Veja um exemplo:Figura 2.28 Modo de Seleo Adicional escolhidoNota Importante: tanto faz se voc escolhe o modo ADIC antes de selecionar o primeirotrecho ou se seleciona o primeiro trecho no modo padro e depois determina o ModoAdicional... No momento que selecionar o segundo trecho, ele ser adicionado!Nota Importantssima: possvel fazer seleo mltipla (adicional) sem recorrer aomodo de Seleo Adicional. Basta, no modo padro, selecionar um trecho qualquer e,segurando a tecla CTRL, selecionar os demais trechos desejados.BLOCO (Modo de Seleo em Bloco): este modo um tanto estranho. Ele permite que ousurio selecione um Bloco de Texto (a seleo ter o formato de um retngulomesmo), desconsiderando o fluxo do texto. Ele pode ser conseguido, tambm, semprecisar recorrer ao modo BLOCO em si, basta, no modo padro, segurar a tecla ALTenquanto arrasta o mouse. 27. Joo Antonio - BrOffice Figura 2.29 Modo de Seleo em Bloco possvel alternar entre os diversos modos de seleo simplesmente clicando uma vezno campo referente a esse recurso na barra de status. Cada clique alterna entre ummodo de seleo, na seguinte ordem: PADRO EXT ADIC BLOCO.Ei Joo, tenho que decorar a ordem desse troo?Cara, eu sinceramente no sei... Mas por via das dvidas, n? E se o Cespe/UnB inventarde mostrar uma tela com PADRO e perguntar: para alternar para o modo ADIC, bastao usurio clicar uma vez no campo que mostra PADRO - o que voc faria? FALSO, n?Continuando com a barra de status, o prximo campo bem pequeno e, na nossa figurade exemplo (2.25), ele apresenta apenas um * (asterisco). o campo que informa se odocumento em questo foi salvo ou no.A presena do asterisco indica que ele foi alterado desde que foi salvo pela ltima vez(ou seja, as alteraes recentes feitas nesse documento ainda no foram salvas).Quando o campo est vazio (sem o asterisco), sinal que todas as modificaes feitasno documento foram salvas (o arquivo est devidamente salvo).Nem preciso explicar que esse estado (sem asterisco) quase no acontece, pois sacontece logo aps ter salvo o documento, sendo assim, na hora que o usurio digitarum nico caractere ou fizer uma alterao de formatao (negrito, itlico etc.), oasterisco aparece novamente, indicando que algo ainda precisa ser salvo...Clicar nesse campo no faz nada! Esse campo s para informar ao usurio do estadodo salvamento do arquivo!O campo seguinte tambm bem pequeno e est vazio na nosas figura. Ele usadopara o recurso de assinatura digital do documento em questo.Assinatura Digital um recurso de segurana que oferece garantias de autenticidade(procedncia) e integridade (veracidade do contedo) de uma mensagem qualquer.Antes de disponibilizar um arquivo do Writer na Internet, por exemplo, possvelassin-lo digitalmente para que possam ser oferecidas garantias que no podem serdadas no documento normal.Quando este campo apresenta-se vazio, sinal que a mensagem ainda no foi assinadadigitalmente. Quando, porm, a mensagem assinada, h possibilidade de este campomostrar dois cones distintos, a saber: 28. Joo Antonio - BrOfficecone:Significado:Assinatura digital vlida: ou seja, o documento est assinado e nohouve nenhum tipo de alterao em seu contedo desde o momentoda assinatura.Assinatura digital invlida: ou seja, o documento est assinado, massofreu alteraes em seu contedo aps a assinatura (qualquermnima alterao j suficiente para considerar uma assinatura digitalinvlida). Joo, eu gostei desse recurso! Como eu fao para poder utiliz-lo?Caro leitor, para usar a assinatura digital, necessrio possuir um certificado digital, que um arquivo especial, criado por uma entidade especfica, conhecida como AutoridadeCertificadora, que identifica voc (usurio).Esse documento, que s voc pode utilizar (devido exigncia de apresentao de umasenha para seu uso), pedido pelo Writer no momento da assinatura do documento.Ahhh!! Quase ia-me esquecendo! Para assinar (efetivamente) o documento, bastaaplicar duplo clique neste campo especfico da barra de status. Aps isso, serapresentada a janela a seguir: Figura 2.30 Janela de Assinatura Digital do BrOffice.orgOutro detalhe importante: essa janela s ser apresentada se o documento estiversalvo (at mesmo porque, s existe lgica se for assim mesmo, afinal, assinar algo queainda no est salvo meio imprprio - para no dizer estpido)! Se voc aplicarum clique duplo no campo da assinatura digital na barra de status quando o documentoainda no estiver salvo (lembre-se o asterisco!), ser mostrada a caixa a seguir: 29. Joo Antonio - BrOfficeFigura 2.31 Lembrete ao tentar assinar documentos no salvos.O prximo campo da barra de status o maior em tamanho. chamado ExibioCombinada e apresenta (no na maioria dos casos), informaes acerca daquele pontoexato do documento (como a clula de uma tabela, o nome de uma seo, asdimenses largura e altura de uma figura selecionada).Ou seja, em certos casos (no muitos, verdade), sero apresentadas informaespertinentes ao local atual. Observe, por exemplo, na figura a seguir, as informaesacerca de uma certa imagem selecionada no Writer:Figura 2.32 Informaes no campo Exibio CombinadaDuplo clique neste campo abrir a janela Campos, que permite, entre outras coisas, ainsero de campos (informaes automticas e dinmicas) no local do cursor. Figura 2.33 Janela de insero de Campos no documentoCampos so informaes que podem mudar automaticamente de acordo com umasrie de critrios, como, por exemplo, o campo Data que se altera dependendo do diaem que o documento est sendo editado. 30. Joo Antonio - BrOfficeVamos falar de campos no documento mais adiante. Agora vamos nos dedicar continuao do estudo dos campos da barra de status. S restam trs deles:Figura 2.34 Campos restantes da barra de statusO primeiro dentre os trs seleciona o layout de exibio do documento (modo quedefine como o documento mostrado na tela). H trs opes na barra de status:cone: Layout de Exibio: Pgina Individual: exibe uma pgina acima da outra (e, mesmo que o zoom permita, elas nunca ficaro lado a lado); Automtico: o Writer automaticamente escolher entre a visualizao de pgina individual ou em colunas (pginas lado a lado) de acordo com o fator de zoom (aproximao da pgina). Neste modo, as pginas podem ser apresentadas em duas, trs, quatro ou mais colunas (s depende do zoom aplicado) d para dar uma olhada geral no documento com esse modo! Modo Livro: visualiza as pginas em duas colunas (apenas duas pginas lateralmente dispostas) como que imitando a disposio de tais pginas em um livro.Particularmente, caro leitor, eu no vi muita coisa interessante no modo livro, no, vistoque ele pode ser simulado perfeitamente pelo modo de vrias colunas (automtico)...Mas fazer o qu, n? No fui eu quem programou o Writer... De qualquer forma oscones encontram-se l e podem ser abordados em qualquer concurso que mostre abarra de status numa fotografia.Veja, abaixo, a visualizao automtica sendo usada (e as vrias pginas lado a lado).T... eu sei... no d para ler nada! 31. Joo Antonio - BrOffice Figura 2.35 Modo Automtico e Zoom muito pequenoO ltimo controle da barra de status a barra deslizante de zoom, que permite configuraro nvel de aproximao do documento. Tanto pode-se ajustar o nvel de zoomarrastando a barrinha deslizante como clicando nos botes + e nos extremos da barra.E, como ltimo campo, um pequeno quadro que informa o nvel de zoom aplicadoatualmente (83%, mostrado na figura 2.34). Nem necessrio dizer que esse valor sealtera medida que utilizamos o controle respectivo na barra de status, no mesmo?!Com isso, amigo leitor, terminamos a barra de status... vamos prosseguir com o conede navegao, que fica na parte inferior da barra de rolagem vertical ( direita dapgina):Figura 2.36 cone e Setinhas de navegaoPara usar este recurso devidamente, necessrio abrir a barra de navegao (para fazerisso clica-se no cone de navegao a bolinha que fica entre as setinhas); escolher o 32. Joo Antonio - BrOfficetipo de objeto pelo qual se deseja navegar (figuras, tabelas, pginas que o padro entre outros); e, finalmente, clicar nas setinhas para navegar entre os objetos (a setinhade cima viaja para os objetos anteriores na listagem e a setinha de baixo, claro, vaipara os objetos posteriores).Figura 2.37 A barra de navegao opo Figuras (para navegar entre elas) Joo, essa barra de navegao me pareceu muito semelhante quele recurso quevoc j havia apresentado: o Navegador. isso mesmo, nobre leitor! So basicamente a mesma coisa. A principal diferena queo navegador apresenta-se como um painel e aqui temos uma barra de ferramentas(botes). lel... finalmente... Conseguimos, amigo leitor, terminamos de analisar a interface doBrOffice.org Writer. Agora vamos conhecer os seus recursos de edio e a sua estruturade menus e comandos!Digitando e Editando o Texto no Writer claro que a mais importante operao que se pode realizar no Writer a digitao detextos e a edio (modificao) deles... e o Writer cheio destes recursos. Vamosconhecer alguns dos principais detalhes de funcionamento do programa!O Bsico Digitando...A rea de trabalho (pgina) do Writer muito simples e semelhante a qualquer outrotrabalho. O cursor (ponto de insero) que a barrinha vertical intermitente indica oexato ponto onde os caracteres vo aparecer quando digitados.Ento, se voc pressionar a tecla A no seu teclado, o caractere a aparecer naexata posio onde o cursor se encontra... 33. Joo Antonio - BrOffice Figura 2.38 O Cursor (Ponto de Insero)Ei, Joo, no preciso dizer quo desnecessrios foram esses dois pargrafos e essafigura, n? T viajando?Eita, leitor, eu acho sinceramente que isso foi muito ofensivo, no? s para ter certezade que tudo o que vir a seguir ser devidamente entendido! Deixa, que com a didticalido eu, beleza?Entendendo o Fluxo do Texto medida que se vai digitando no Writer, o texto seguir seu fluxo ininterrupto, queinicia na parte superior da pgina e vai descendo, linha a linha, at a extremidadeinferior. Alm disso, salvo esteja configurado para alinhamento direita (veremos aseguir), o texto flui normalmente da esquerda para a direita, at chegar ao final dalinha.Automaticamente ao atingir o extremo direito da pgina, a palavra que no coube nalinha jogada automaticamente para a prxima linha, e assim vai, at o final da pgina.Quando se est na ltima linha de uma pgina, a palavra que no couber serimediatamente jogada na primeira linha da pgina seguinte.Figura 2.39 Descrevendo o fluxo do texto no WriterEsse fluxo pode ser interrompido bruscamente em qualquer ponto, desde que insirauma quebra manual naquele ponto. 34. Joo Antonio - BrOfficePortanto, define-se quebra como sendo uma interrupo no fluxo do texto. Naverdade, uma quebra um caractere (sim, como uma letra qualquer) que inserido emum ponto especfico para instruir o Writer a saltar ou desrespeitar o fluxo normaldo texto.O mais comum smbolo de quebra manual a quebra de pargrafo, que, quandoinserida, interrompe o fluxo, iniciando um novo pargrafo na prxima linha. Essa quebra conseguida quando se pressiona a tecla ENTER.Ei Joo, eu pensava que o ENTER era usado para passar para a prxima linha!Pois , caro leitor, o ENTER serve para quebrar um pargrafo, pois quando se pressionaessa tecla, em qualquer lugar do texto, est-se encerrando um pargrafo naquele pontoe criando-se um novo pargrafo na linha seguinte, isso visto na figura seguinte, ondese pode ver onde o ENTER foi pressionado, na forma de um estranho caractere () quelembra (um pouco) a letra PI (aquela letra grega que usamos em trigonometria). Figura 2.40 O caractere de Quebra de Pargrafo.Ei Joo, eu nunca vi esse smbolo estranho quando dei ENTER no texto! Quando eupressiono ENTER, eu apenas vejo o texto passar imediatamente para a prxima linha,ops, pargrafo, n?Isso mesmo, amigo leitor, PARGRAFO! Mas a razo de o smbolo estar aparecendo ana figura porque eu acionei a ferramenta Caracteres No-Imprimveis na barra deferramentas. Vamos conhec-la mais adiante.Por enquanto, vamos conhecer as demais quebras manuais que podem ser inseridas notexto:- Quebra de Linha: usada para finalizar uma linha, jogando todo o texto que estiver direita do cursor para a prxima linha, mas sem criar um novo pargrafo (ou seja, aslinhas ficam separadas pela quebra de linha, mas elas fazem parte do mesmopargrafo). Para inserir uma quebra de linha, acione SHIFT+ENTER.- Quebra de Coluna: usada para finalizar uma coluna, jogando todo o texto que estiver 35. Joo Antonio - BrOfficedireita do cursor para o incio da prxima coluna (s se poder visualizar o resultadodisso se o documento estiver configurado para usar vrias colunas de texto).- Quebra de Pgina: esse comando move todo o texto que estiver direita do cursorpara o incio da prxima pgina. A tecla de atalho que insere esta quebra CTRL+ENTER. possvel tambm inserir essas quebras manuais por meio do comando INSERIR /QUEBRA MANUAL. Tal comando abre a janela a seguir:Figura 2.41 Comando Inserir / Quebra ManualPara visualizar os caracteres que representam as quebras manuais, possvel, comomencionado rapidamente mais acima, utilizar o boto Caracteres No-Imprimveis,localizado na barra de ferramentas padro. Um clique neste boto faz apareceremtodos os caracteres que representam quebras (que normalmente no so visualizadosno texto) e outros smbolos que no saem na impresso. Figura 2.42 Boto Caracteres No-ImprimveisS lembrando que mesmo que este comando esteja ligado (o que faz os caracteresespeciais aparecerem no texto na tela), tais smbolos no sero impressos! (da onome, n?).Para desligar esse comando, basta clicar novamente no mesmo boto e, com isso, oscaracteres no-imprimveis deixam de ser visualizados na tela.Para se livrar das quebras inseridas no texto (sejam quebras de linha, de pargrafo,de pgina ou de coluna), basta apag-las do texto (Sim! Com DELETE ou BACKSPACE),afinal, elas so caracteres como quaisquer outros!Basta posicionar o cursor (ponto de insero) prximo ao caractere de quebra que sedeseja apagar e acionar a tecla correta! Veja nas imagens a seguir: 36. Joo Antonio - BrOfficeFigura 2.43 Cursor localizado antes do CARACTERE DE PARGRAFO... Figura 2.44 e resultado aps o pressionamento da tecla DELETE.Note, caro leitor, que o pargrafo que havia na parte inferior foi adquirido pelopargrafo anterior, ou seja, antes (fig. 2.43), eles eram dois pargrafos distintos (amarca de pargrafo existia entre eles, dividindo-os). Depois do DELETE (apagando amarca, como mostrado na fig. 2.44), eles se tornaram um nico pargrafo.Vamos analisar, agora, outro caractere muito utilizado: a Quebra de Pgina.Aplicamos a quebra de pgina para interromper o fluxo do texto num ponto e reinici-lono incio da prxima pgina. Me responda, caro leitor, se voc est numa pginaqualquer dum documento e decide que ali, naquele ponto exato, o texto no pode maiscontinuar naquela pgina e deve recomear apenas na prxima pgina, o que voc faz?Pera, Joo... claro... eu fao ENTER, ENTER, ENTER, ENTER... at chegar na prximapgina!Bravo, leitor! Parabns por ter tido a coragem de confessar isso (... necessria muitacoragem mesmo!). Da prxima vez, experimenta CTRL+ENTER. A insero destecaractere vai fazer o Writer entender que o cursor dever saltar daquele pontoimediatamente para a prxima pgina.Veja, nas figuras a seguir, que a quebra de pgina simplesmente ignorar que h maisespao naquela pgina, fazendo o cursor saltar diretamente para a pgina seguinte (esem aquela quantidade enorme de ENTER que voc costuma inserir!): 37. Joo Antonio - BrOfficeFigura 2.45 Local da insero da Quebra de Pgina (CTRL+ENTER)Note que o smbolo que representa a Quebra de Pgina idntico ao que representa aquebra de pargrafo (mero detalhe que, sei l, por devaneio de alguma bancaexaminadora, poder ser cobrado... quem sabe?).E tem mais: no importa quanto se insira de texto antes do ponto onde a Quebra dePgina foi inserida... O texto da pgina seguinte no se move! Ou seja, o textolocalizado aps a quebra de pgina no ser empurrado adiante se o caractere dequebra de pgina for empurrado por texto anterior a ele... Veja na figura a seguir: Figura 2.46 A Quebra de Pgina sendo movida pelo textoEi Joo, mas se o texto inserido, digamos, na pgina 10, chegar a empurrar o caracterede quebra de pgina para a pgina 11, o texto que estava na 11 ser empurrado para apgina 12, no ?Isso mesmo, leitor! O texto localizado aps a quebra de pgina s poder serempurrado para a prxima pgina! E isso s acontecer se o caractere de quebra depgina for empurrado at a pgina seguinte (posterior pgina em que se encontraagora). 38. Joo Antonio - BrOfficeAgora, uma olhadinha no tipo de quebra menos usado: a Quebra de Linha!At agora, sinceramente, eu no encontrei nenhum uso para este recurso, mas j queele existe, necessrio conhec-lo de perto! Uma quebra de linha, como j foi visto,interrompe o fluxo do texto, encerrando uma linha e iniciando outra, no mesmopargrafo (no h separao no pargrafo).Uma quebra de linha pode ser acionada atravs de SHIFT+ENTER. Veja: Figura 2.47 Local onde foi inserida a Quebra de LinhaEu sei que muito difcil de perceber, caro leitor, mas h um sinalzinho que indica umaquebra de linha ( quase invisvel, mas est l): um smbolo semelhante a Navegando Pelo TextoNavegar pelo texto quer dizer mover-se pelo texto ou, mais precisamente, mover oPonto de Insero (o Cursor) atravs do texto. Podemos alterar a posio do cursor paraque ele se posicione em basicamente qualquer lugar no texto, de modo que possamosescrever os caracteres naquele ponto exato.Claro que os mais simples comandos de movimentao so as setinhas de direo doteclado (as teclas , , e ), mas estas podem ser combinadas com outras teclaspara realizarem movimentos diferentes dos habituais. Alm do mais, h vrias outrasteclas que realizam movimentos do cursor pelo texto. Vamos a um resumo delas:Setas para Esquerda e para Direita ( e ): movem o ponto de insero de caractereem caractere (de letra em letra) nas direes apontadas.Setas para Cima e para Baixo ( e ): movem o cursor (ponto de insero) de linha emlinha, nas direes apontadas. O cursor mantem-se na mesma coluna (mesma distnciadas margens laterais).Teclas HOME e END: movem o cursor para o incio (HOME) ou para o final (END) dalinha em que o cursor se encontra. Note: o cursor no sobe nem desce (permanece namesma linha), mas salta diretamente para o incio ou para o final da mesma.Teclas PAGE UP e PAGE DOWN: movem o cursor uma tela (rolam a tela) para cima(PAGE UP) ou para baixo (PAGE DOWN). 39. Joo Antonio - BrOfficeAs teclas de navegao apresentadas acima tambm podem ser associadas a teclasmodificadoras, como a tecla CTRL e a tecla ALT, eis alguns dos principaiscomportamentos apresentados pelas combinaes de teclas para navegao no texto:CTRL + Setas para Esquerda e para Direita (CTRL+ e CTRL+): movem o cursor depalavra em palavra nas direes apontadas (mais precisamente, o cursor ficarlocalizado sempre no incio das palavras).CTRL + Setas para Cima e para Baixo (CTRL+ e CTRL+): movem o cursor entre osincios dos pargrafos (de pargrafo em pargrafo, exatamente nos incios deles).CTRL+HOME, CTRL+END: movem o cursor, respectivamente, para o incio e para o finaldo documento (arquivo). No importando quantas pginas o documento tenha, sevoc, leitor, por exemplo, acionar CTRL+HOME, posicionar automaticamente o cursorno incio do documento (incio da pgina 1).CTRL+PAGE UP: posiciona o cursor no Cabealho do documento (se existir).CTRL+PAGE DOWN: posiciona o cursor no Rodap do documento (se existir).Ainda h variantes do comportamento de algumas teclas quando o cursor encontra-sedentro de uma tabela no Writer. Vamos a elas. Estando com o cursor (ponto deinsero) localizado em uma clula de uma tabela:A tecla HOME faz o cursor se posicionar no incio do contedo daquela clulaespecificamente.A combinao CTRL+HOME pode ter trs comportamentos:Se o cursor estiver em qualquer ponto do contedo de uma clula (com exceo doincio da clula) quando a combinao CTRL+HOME for acionada, o cursor serposicionado no incio do contedo da clula em que j se encontra.Caso o cursor j esteja no incio de qualquer clula da tabela (com exceo da primeira),o acionamento da combinao CTRL+HOME far o cursor ser posicionado no incio daprimeira clula da tabela.Finalmente, se o cursor estiver localizado no incio da primeira clula da tabela, aoacionar CTRL+HOME, ele ser imediatamente posicionado no incio do documento.Numa tabela, a tecla END faz o cursor se posicionar no final do contedo da clula atual.De forma semelhante, a combinao de teclas CTRL+END assume diversoscomportamentos dentro de uma tabela:Se o cursor estiver em qualquer ponto de uma clula (menos no final), o acionamentode CTRL+END far o cursor se posicionar no final daquela clula.Caso o cursor j esteja no final de uma clula qualquer (menos a ltima), o acionamentodo CTRL+END posicionar o cursor no final do contedo da ltima clula da tabela.Por fim, no caso de o cursor j estar posicionado no final da ltima clula de uma tabela,o acionamento do CTRL+END far o cursor se posicionar no final do documento(arquivo). 40. Joo Antonio - BrOfficeSelecionando o TextoUm dos conhecimentos mais exigidos em provas de concursos de vrios nveis o desaber selecionar texto. No Writer, possvel faz-lo de diversas (e interessantes)formas.Em primeiro lugar, selecionar texto significa escolher um trecho de texto para poder-lheaplicar efeitos. Ns selecionamos texto normalmente de uma nica maneira: arrastandoo mouse por toda a extenso do trecho que desejamos selecionar (uma tarja pretaenvolver todo o trecho selecionado) o modo normalmente utilizado pelo Writer omodo de seleo PADRO (visto anteriormente). Figura 2.48 pequeno trecho de texto selecionadoNo caso do exemplo acima, o procedimento utilizado foi: clicar antes de letra s dapalavra seleo e, mantendo o boto do mouse pressionado, levar o ponteiro domouse at depois da letra o da palavra no. Mas eu creio que voc j devia terimaginado isso, no , leitor?Alguns procedimentos especiais no Writer podem ser usados para selecionar trechosespecficos de texto. Basta usar os seguintes mtodos:- Duplo clique: se voc aplicar duplo clique (dois cliques muito rpidos) em qualquerpalavra do texto, a palavra ficar selecionada.- Triplo clique: se voc aplicar triplo clique (trs cliques rpidos) em qualquer ponto dotexto, a frase ser selecionada. O Writer considera uma frase todo bloco de texto quetermina em uma pontuao finalizadora, como . (ponto), ? (interrogao) ou !(exclamao).- Qudruplo Clique: ao aplicar quatro cliques muito rpidos, alm de propenso tendinite, voc selecionar um pargrafo inteiro. O interessante, mesmo, dizer, bemrpido trs qudruplos cliques para trs tigres tristes... trava a lngua, mesmo!Alm destas tcnicas prticas de seleo, podemos fazer uso (e j vimos isso) dos vriosModos de Seleo, escolhidos na barra de status do Writer. Combinando os doisrecursos, podemos selecionar basicamente de qualquer maneira os trechos de texto noprograma. 41. Joo Antonio - BrOffice Figura 2.49 vrios trechos (palavras, frases, pargrafos) selecionados no modo ADICIONALO Writer tambm oferece mtodos de seleo especiais para as tabelas, quandoinseridas no texto (vamos aprender a trabalhar com tabelas no Writer mais adiante).Por exemplo, para selecionar uma coluna inteira de uma tabela, basta posicionar oponteiro do mouse acima da coluna a ser selecionada e, quando o mouse virar umasetinha preta apontando para baixo, dar um clique para selecion-la.Figura 2.50 Selecionando uma Coluna de uma Tabela no WriterDe modo anlogo, possvel selecionar uma linha inteira, bastando, para isso,posicionar o ponteiro do mouse esquerda da linha que se deseja selecionar e, quandoeste se transformar numa setinha preta para a direita, clicar o boto principal do mouse. Figura 2.51 Selecionando uma Linha de uma Tabela no Writer Joo, e d para selecionar mais de uma linha ou coluna numa tabela?Claro! Vamos supor que voc deseja selecionar a 2a e a 3a colunas desta tabela deexemplo, basta posicionar o mouse em cima da coluna do Endereo e, mantendo oboto do mouse pressionado (arrastando), levar o ponteiro do mouse at em cima dacoluna do Telefone. Ou seja, s arrastar para selecionar! Nada mais previsvel,no?! 42. Joo Antonio - BrOfficeFigura 2.52 Arrastando da coluna Endereo para a coluna de TelefoneDetalhe: no d para selecionar linhas e/ou colunas em modo ADICIONAL (por exemplo,a primeira e a ltima linhas simultaneamente); o prprio Writer desabilita o modoADICIONAL quando se est selecionando tabelas.Ahh! Quase ia-me esquecendo disso: possvel selecionar algumas clulas (nonecessariamente as linhas ou colunas inteiras). Basta clicar na primeira das clulas aserem selecionadas e arrastar o mouse at a ltima das clulas, no importando seesto na mesma coluna e/ou linha. Perceba a seta demonstrando isso abaixo:Figura 2.53 Selecionando vrias clulas na Tabela