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  • 1. IV Plano Diretor da Embrapa 2004 - 2007 Julho, 2004

2. Embrapa Secretaria de Gesto e Estratgia Parque Estao Biolgica PqEB, Av. W3 Norte (nal), Ed. Sede 70.770-901 Braslia, DF Fone: (61) 448-4466 1 edio 1 impresso (2004): 2.000 exemplares EMBRAPA. Secretaria de Administrao e Estratgia. IV Plano Diretor da Embrapa: 2004-2007. / Embrapa. Braslia, DF, 2004. 48 p. 1. Agricultura Pesquisa Brasil. 2. Embrapa Programa Pesquisa Brasil. CDD 630.72081 Embrapa 2004 3. Apresentao Este IV Plano Diretor estabelece as grandes linhas de orien- tao para as atividades a serem desenvolvidas pela Embrapa no perodo de 2004 a 2007. O documento condensa e aprimora as propostas apresentadas por pesquisadores e especialistas, internos e externos, que foram discutidas nos mais diferentes nveis gerenciais da empresa, levando em considerao os de- safios do futuro para o desenvolvimento sustentvel do espao rural e a competitividade do agronegcio. A trajetria da Embrapa, desde sua criao em 1973, tem se caracterizado por assumir pactos com a sociedade, contri- buindo para que o Brasil bata recordes de produo e produ- tividade na agropecuria; garanta a segurana alimentar da populao conservando ambiente; crie condies de progresso e desenvolvimento para todos os brasileiros, sem distino; e incorpore avanos cientficos e tecnolgicos capazes de mover a economia do Pas e de projet-lo, de forma competitiva, no cenrio internacional.Alm de manter e ampliar os resultados de sucesso obti- dos pela pesquisa agropecuria ao longo dos anos, o IV PDE tem por finalidade contribuir para tornar realidade as diretrizes definidas pelo governo brasileiro com vistas a criar empregos, desconcentrar a renda e reduzir as desigualdades regionais, pro- movendo o crescimento sustentvel e servindo ao compromisso de incluso social. 4. Nesse sentido, instrumento fundamental de gesto em- presarial uma vez que fornece os marcos estratgicos para o realinhamento das aes de pesquisa e desenvolvimento e de transferncia de tecnologia, colocando o conhecimento cient- fico e tecnolgico a servio da sociedade, de maneira a satis- fazer e dar sustentabilidade s aspiraes das geraes atuais e futuras.Para fazer face a estes desafios, a Embrapa conta com pessoas de reconhecida competncia tcnico-cientfica e capa- cidade gerencial, uma infra-estrutura de campos experimentais e redes laboratoriais, distribuda em 37 Centros de Pesquisa, 3 Centros de Servio e 15 escritrios de negcios tecnolgicos, em quase todos os Estados da Federao. Hoje a Empresa pos- sui 1.257 pesquisadores com doutorado, 905 com mestrado e 50 com graduao. Isso significa que a quase totalidade de seus pesquisadores possuem alta qualificao profissional.O IV PDE expressa o compromisso da Embrapa com o pre- sente governo e sua responsabilidade com o futuro do Pas. Nesse documento, a empresa se compromete, na esfera de sua competncia, a ajudar o Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento a continuar levando a todos aqueles que vivem da produo e da transformao de alimentos e fibras o que existe de mais atual em termos tcnico-cientficos, de modo a poder contribuir adequadamente para a sustentabilidade do es- pao rural e do agronegcio brasileiros. Clayton Campanhola Diretor-Presidente da Embrapa 5. Sumrio I Introduo6II Uma viso de futuro para a pesquisa eo desenvolvimento do espao rural e doagronegcio brasileiros8 III Misso, Viso, Valores e Foco de Atuao20 IV Objetivos Estratgicos24 V Diretrizes Estratgicas28 VI- Projetos Estruturantes e Integrativos34 6. IIntroduo Mudanas de natureza social, econmica, poltica, cultural, tecnolgica e institucional colocam ante a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuria Embrapa novos desaos e a necessi- dade de revisar e ajustar seu referencial em termos de planeja- mento estratgico. O Plano Diretor da Embrapa PDE o instrumento fundamen- tal de gesto estratgica da Empresa, que estabelece as grandes linhas de orientao para suas aes nos prximos anos, consi- derando os desaos do futuro para o desenvolvimento sustent- vel do espao rural e a competitividade do agronegcio. A partir da viso de possveis cenrios futuros, baseados em tendncias e eventos potenciais, e de determinantes e con- dicionantes externos, a Embrapa busca manter sua sustentabi- lidade como organizao, revendo sua Misso, Viso, Objetivos e Diretrizes Estratgicas para a ao no perodo 2004-2007, em consonncia com as prioridades de governo expressas pelo Plano Plurianual 2004-2007 PPA. A Embrapa tem como foco fundamental atender s neces- sidades da sociedade brasileira, conquistando e mantendo uma posio de destaque ou mesmo de vanguarda no mbito interna- cional, liderana mundial em tecnologia para clima tropical, cres- cente agregao de competitividade ao agronegcio brasileiro, com contribuio relevante para a sustentabilidade ambiental, a segurana alimentar e a incluso social. 6 7. O IV PDE oriundo das diretrizes da Diretoria-Executiva da Embrapa e de anlises e consultas feitas a pesquisadores e especialistas internos e externos. Sua verso nal o resultado do aperfeioamento de proposta anterior gerada por um grupo de trabalho de pesquisadores da Empresa e aprimorada por su- gestes advindas dos diferentes nveis gerenciais da Embrapa e do Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento Mapa, do Conselho Assessor Nacional CAN, do Conselho de Adminis- trao Consad e dos empregados da Empresa. Visa preservar e expandir os resultados de sucesso que historicamente vm sendo obtidos pela Embrapa, salientar e dar cunho prtico s diretrizes e polticas do governo brasileiro, servindo ao compro- misso de incluso social, com o atendimento s necessidades de cincia e tecnologia aplicadas ao desenvolvimento sustentvel do espao rural brasileiro e do agronegcio. Para realizar sua misso, a Embrapa conta com a compe- tncia de seu corpo tcnico e gerencial e com a credibilidade decorrente de sua transparncia administrativa, sintonia com o ambiente externo e mecanismos de participao de seus empre- gados, usurios e clientes. 7 8. II Uma viso de futuro para apesquisa e o desenvolvimentodo espao rural e doagronegcio brasileiros Importncia estratgica do agronegcioAs alteraes que se tm processado na sociedade mun-dial, a partir da dcada de 70, se aceleraram nas dcadas de80 e 90 e causaram profundas mudanas nos cenrios nacionale internacional no incio deste sculo. Transformaes de ca-rter social, econmico, poltico, ambiental, cultural, tecnolgi-co e institucional levaram as organizaes em geral, entre elasaquelas do campo da agricultura e alimentao, a procederem amudanas para se ajustarem ao novo contexto.A unicao do mundo como espao poltico, econmico esocial, resultante das novas tecnologias de comunicao, estoremodelando a base material da sociedade e suscitando intera-es globais, inclusive no campo da economia e da informao.A emergncia de uma sociedade global tornou-se a caractersticamais importante da atual mudana de poca. O contato e a inte-grao crescentes entre pases, culturas, mercados, organizaese pessoas atingiram nveis insuperados e vm incrementando aformao de blocos de pases, o fortalecimento de organizaesinternacionais de arbtrio no comrcio, na justia e na tica. A glo-balizao tem forticado a inuncia do capital, pela expanso 8 9. da economia de mercado e das corporaes transnacionais, e tem incentivado a participao da sociedade civil, pela adoo da democracia representativa como sistema de governo e pela inuncia de determinadas organizaes no-governamentais ONGs como representantes de interesses de grupos sociais mobilizados. A partir da dcada de 70, o agronegcio passou a ocupar posio de destaque no processo de desenvolvimento brasileiro, possibilitando o provimento de alimentos para a crescente popu- lao urbana a custos reais decrescentes, oferecendo matria- prima para a agroindstria, constituindo-se em fator relevante na gerao de divisas, movimentando a indstria de insumos e o setor de prestao de servios. Pela incorporao de novas reas ao processo produtivo, aumento da produtividade e adoo de tecnologias modernas, a expanso da agricultura no Cerrado foi determinante para o crescimento do agronegcio brasileiro. Enquanto os anos 70 foram marcados pela expanso e consolidao da agricultura empresarial no Brasil, registrando aumento da rea plantada de 43%, de 1980 a 1990, os ganhos expressivos de produtividade foram o fator preponderante para o aumento da produo nacional. Nesse perodo, a produtivida- de de gros praticamente dobrou, a despeito da desestruturao da economia produtiva, ocorrida nos anos 80, e do crescimento da dvida da agricultura. A partir de 1994, destaca-se o papel fundamental do setor agropecurio no plano de estabilizao adotado pelo governo federal. Enquanto os preos dos insumos subiram de forma ge- neralizada, inclusive as tarifas pblicas, os preos dos alimen- tos permaneceram relativamente estveis no perodo, mesmo com o aumento da demanda interna, o que permite classicar a agricultura como a ncora verde do Plano Real. 9 10. O agronegcio vem ocupando cada vez mais posio dedestaque no cenrio tecnolgico brasileiro e internacional. O pro-gresso tecnolgico tem possibilitado ao agronegcio contribuircom cerca de 30% do PIB nacional, respondendo por quase me-tade das exportaes e empregando em torno de 37% da popu-lao economicamente ativa do Pas.Em 1975, a safra nacional de gros foi de 38 milhes detoneladas, e vem superando seus recordes a cada ano, regis-trando em 2003, segundo a Companhia Nacional de Abasteci-mento Conab, 123 milhes de toneladas. As exportaes doagronegcio brasileiro totalizaram US$ 24,8 bilhes em 2002 eUS$ 30,6 bilhes em 2003, gerando supervits de US$ 20,3bilhes e US$ 25,8 bilhes, respectivamente.A integrao mundial leva ao reconhecimento do carterglobal dos problemas ambientais e de suas eventuais solues.No Brasil, apesar dos signicativos avanos e conquistas dasltimas dcadas, a exemplo do grande impulso na produtividadeagrcola e alguma conteno da expa

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