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  • 1. Agnaldo Silva 1111 CONCEITOS INTRODUTRIOS

2. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 1122 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee 1.1 - CONCEITO DE CONTABILIDADE O Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilistas, realizado na Cidade do Rio de Janeiro, de 17 a 25 de agosto de 1924, formulou um conceito oficial para CONTABILIDADE. Contabilidade a cincia que estuda e pratica as funes de orientao, de controle e de registro relativas Administrao Econmica. Segundo a CVM - Comisso de Valores Mobilirios, atravs da deliberao 29/86, Contabilidade , objetivamente, um sistema de informao e avaliao destinado a prover seus usurios com demonstraes e anlises de natureza econmica, financeira, fsica e de produtividade, com relao entidade objeto de contabilizao. Segundo Hilrio Franco (1990), "Contabilidade a cincia que estuda, controla e interpreta os fatos ocorridos no patrimnio das entidades, mediante o registro, a demonstrao expositiva e a revelao desses fatos, com o fim de oferecer informaes sobre a composio do patrimnio, suas variaes e o resultado econmico decorrente da gesto da riqueza patrimonial." Pela amplitude do campo de atuao da Contabilidade, os conceitos apresentados podem ser os mais variados possveis e devem trazer implcitas as preocupaes com os campos sociais e ecolgicos, alm, obviamente, dos aspectos econmico-financeiros que so resultados do movimento da riqueza aziendal. Abaixo, alguns conceitos formulados pelos integrantes do DCC Departamento de Cincias Contbeis da FACAPE: A Contabilidade -> a cincia que estuda, controla e interpreta as variaes e composies do Patrimnio das entidades, objetivando o controle, o fornecimento de informaes gerenciais e o planejamento. Clio Cruz A Contabilidade -> o instrumento que fornece mediante registros e demonstraes expositivas, esclarecimentos definitivos para seus scios e a sociedade. Paulo Andrade A Contabilidade -> a cincia que estuda e acompanha a evoluo patrimonial de uma entidade, observando os seus aspectos qualitativos e quantitativos. Rinaldo Remgio A Contabilidade -> a cincia social que trata da sistematizao quantitativa e qualitativa das informaes relativas a gesto, evoluo e controle da riqueza aziendal. Wilson Rolin A Contabilidade -> a cincia que estuda e controla o patrimnio das entidades, mediante o registro dos fatos contbeis, com objetivos, de demonstrar e interpretar os dados econmicos resultantes de uma capacidade empresarial e tambm prestar informaes suficientes a tomada da melhor deciso que atenda os objetivos da entidade. Jos Luiz A Contabilidade -> a cincia que estuda, registra, acompanha e controla os fatos contbeis no mundo dos negcios. Jos Florncio A Contabilidade -> a cincia que objetiva o controle das mutaes econmicas e financeiras do patrimnio com vistas maximizao da riqueza aziendal. Agnaldo Batista A Contabilidade -> a cincia social que estuda a situao e evoluo do patrimnio das clulas sociais com o intuito de gerar informaes para o seu crescimento e de toda sociedade. Valdenir Britto 3. Agnaldo Silva 1133 1.2 - CAMPO DE APLICAO DA CONTABILIDADE O campo de aplicao da Contabilidade abrange todas as entidades econmico- administrativas, at mesmo as pessoas de direito pblico, como a Unio, os Estados, os Municpios, as Autarquias etc.. O campo de aplicao da contabilidade so as clulas sociais que do movimento ao Patrimnio, ou, mais tradicionalmente, aziendas1 . Para o professor Clio Cruz (1995), Aziendas so as entidades econmico- administrativas, isto , so todos os entes que, para atingirem seu objetivo, seja ele econmico ou social, possuem um Patrimnio e necessitam de uma gesto sobre o mesmo. AZIENDAS ELEMENTOS ESSENCIAIS PATRIMNIO GESTO TRABALHO A Contabilidade pode ser aplicada todas as entidades econmico-administrativas. Aplica-se tanto s sociedades mercantis como s sociedades civis, inclusive as associaes civis ou mesmo aquelas sem finalidade lucrativa. Ressalte-se que o campo de atuao da Contabilidade no se restringe aos grandes empreendimentos, aplica-se o conhecimento contbil aos micros e pequeno negcios e tambm no controle do patrimnio das pessoas fsicas (ou pessoa natural). Segundo Ernesto J. da Silva (2002), A Contabilidade pode ser estudada de modo geral (para todas as empresas) ou em particular (aplicada em certo ramo de atividade ou setor da economia). Assim, no estudo da Contabilidade pode-se enfocar, dentre outros, os seguintes ramos: Contabilidade Comercial e de Servios; Contabilidade Industrial; Contabilidade Bancria; Contabilidade Hospitalar; Contabilidade Pblica; Contabilidade de Cooperativas; Contabilidade Securitria; Contabilidade de Transportes (rodovirio, martimo, areo); Contabilidade de Atividade Rural agropecuria; Contabilidade de Autnomos; Contabilidade das Pessoas Fsicas. 1 Palavra de origem italiana que em portugus equivalente a FAZENDA ou, em sentido etimolgico significa coisa de fazer. CAPTULO 1 CONCEITOS INTRODUTRIOS 4. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 1144 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee 1.3 - FINALIDADE DA CONTABILIDADE A funo fundamental da Contabilidade fornecer informao til para a tomada de decises econmicas. Neste aspecto destacam-se duas funes que julgamos imprescindveis ao lidar com Contabilidade. FUNO ECONMICA: Apurar o resultado do perodo, o qual pode se apresentar na forma de lucro ou prejuzo. FUNO ADMINISTRATIVA: Controlar o patrimnio da entidade, tanto sobre o aspecto esttico (posio em dado momento, ex: o balano patrimonial) como dinmico (representa o movimento ou as mudanas qualitativas e quantitativas dos elementos). Segundo a doutrina contbil a finalidade da contabilidade registrar, controlar e demonstrar os fatos que afetam o patrimnio, objetivando fornecer informaes sobre sua composio e variaes, bem como sobre o resultado econmico decorrente da gesto da riqueza patrimonial. A contabilidade desempenha, em qualquer organismo econmico, o mesmo papel que a Histria na vida da humanidade. Sem ela no seria possvel conhecer o passado nem o presente da vida econmica da entidade, no sendo tambm possvel fazer previses para o futuro nem elaborar planos para a orientao administrativa. A contabilidade tem por finalidade o registro dos fatos e a produo das informaes que possibilitem ao administrador do patrimnio o planejamento e o controle das suas aes. PLANEJAR decidir, entre as diversas alternativas, pela hiptese que se apresenta como sendo a melhor situao na busca do cumprimento dos objetivos sociais e econmicos da entidade. Tambm pode ser representada pela melhor hiptese na busca de atingir a maior eficincia e eficcia ao determinar a linha de ao para o futuro. CONTROLAR verificar se os elementos materiais e humanos na entidade esto de acordo com os planos e polticas traadas. Atravs do controle do patrimnio, a contabilidade disponibiliza informaes aos agentes interessados em mensurar a situao patrimonial e o desempenho da entidade. A partir do Planejamento e do Controle, pode-se derivar alguns objetivos da Contabilidade: Apresentar o desempenho da empresa em um dado perodo; Apresentar a posio da empresa em dado momento; Conhecer as fontes de financiamento e as aplicaes de recursos existentes; Demonstrar a situao econmica, financeira e patrimonial da entidade; Permitir que os fatos ocorridos sejam corretamente interpretados, tenham eles afetado qualitativa ou quantitativamente o patrimnio; Apresentar as situaes de liquidez, rentabilidade e solvncia da empresa, permitindo sua comparao com as demais pertencentes ao mesmo grupo; Transformar os dados (os registros efetuados) em informaes que se apresentem como poderoso instrumento para a tomada de decises. 5. Agnaldo Silva 1155 1.4 - IMPORTNCIA DA CONTABILIDADE Segundo Ching, et al. (2003), para poder trabalhar de maneira efetiva, as pessoas em uma organizao precisam constantemente de informaes a respeito do montante de recursos envolvidos e utilizados, da situao da dvida contrada para financia-los e dos resultados econmicos obtidos com a utilizao destes recursos. Os bancos e demais entes que investiram dinheiro nesta organizao necessitam de informaes sobre seu desempenho para fazer os julgamentos pertinentes. Toda e qualquer organizao, independentemente do tamanho, com ou sem fins lucrativos, utiliza recursos diversos como: pessoas, materiais, equipamentos, rea fsica, etc. Estamos vivenciando a Era da Informao, e isto o principal produto da Contabilidade, portanto, fazer Contabilidade a nica maneira de estar verdadeiramente inserido no mundo dos negcios. A contabilidade organizada indispensvel para que a empresa realize negcios com o Governo (participando de contratos e licitaes), com os bancos, com fornecedores, etc.. Alm desta necessidade convencional, observa-se a expanso do mercado de aes no Brasil, e neste aspecto a Contabilidade se apresenta como o grande pilar na veracidade da informao e conseqentemente na credibilidade da companhia perante seus investidores. Nos ltimos anos, o SEBRAE Servio Brasileiro de Apoio s Micro e Pequenas Empresas, vem realizando pesquisas para detectar o ndice de mortalidade (fechamento) das empresas no primeiro ano de vida (abertura), na mais recente pesquisa os nmeros apontam que cerca de 48% dos negcios so fechados antes de completar 12 meses de funcionamento. A principal causa desta mortalidade a falta de planejamento e controle dos negcios: em suma, a falta de Contabilidade. Para o BNB Banco do Nordeste do Brasil (2003)2 , a Contabilidade apresentada para fins gerenciais imprescindvel nas atividades empresarias, pois, a rea financeira assume, a cada dia, funes mais amplas de coordenao entre o operacional e as expectativas dos acionistas na busca de resultados com menores riscos. Ainda segundo o BNB, a empresa deve, inicialmente, com a assessoria de um escritrio de contabilidade, organizar e manter o seu sistema contbil, com o objetivo de controlar e registrar as variaes econmicas, financeiras e patrimoniais do empreendimento, obtendo, a partir desses registros, todas as informaes gerenciais teis para a anlise e a tomada de decises. Os profissionais com conhecimentos de contabilidade esto capacitados para exercerem funes de fiscalizao, controle e tomada de decises nas empresas pblicas ou privadas. Nas empresas pblicas a demanda bastante considerada nos cargos de Auditor Fiscal e Tcnico de Rendas nas diversas esferas dos governos: Federal, Estadual e Municipal. Os Bacharis em Contabilidade podem exercer suas funes como profissional liberal, auditor, perito, consultor, etc.. sendo esta profisso uma das mais valorizadas nos ltimos anos, em funo da velocidade com que as empresas necessitam das informaes relativas aos controles de custos, oramentos, poltica de preos, etc.. 2 Agenda do Empreendedor 2003, pg: 148 CAPTULO 1 CONCEITOS INTRODUTRIOS 6. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 1166 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee 1.5 - USURIOS DA INFORMAO CONTBIL A contabilidade a linguagem dos negcios, atravs do Sistema de Informao Contbil que so processadas as aes da empresa que serviro de base para identificar (diagnosticar) problemas e apresentar a soluo (prognosticar) para os mesmos. neste sentido que a Contabilidade constantemente chamada de medicina das pessoas jurdicas. Os usurios da Contabilidade so as pessoas fsicas ou jurdicas interessadas pelas informaes produzidas e disponibilizadas nos relatrios e demonstrativos contbeis, com o propsito de tomar deciso. Portanto, os usurios da Contabilidade so todas as pessoas interessadas nas informaes contbeis e que necessitem conhecimento da situao econmica e financeira da entidade. Para Ching, et al. (2003), quanto mais importante a deciso, maior a necessidade de informao. O autor ainda classifica os usurios da informao contbil em: pessoas fsicas, administradores, acionistas, instituies financeiras, demais credores, funcionrios, concorrentes, autoridades fiscais e agncias reguladoras. Pessoas Fsicas: (estudantes, professores, profissionais liberais, autnomos, etc.) usam a contabilidade para administrar sua conta bancria, seu oramento familiar, seus investimentos, para contrair e/ou financiar suas dvidas, etc.. Administradores: para acompanhar o desempenho das empresas e tomar decises acerca de indagaes do tipo, qual produto comercializar?, qual o custo de produo mensal?, qual a lucratividade da atividade?, quanto remunerar os funcionrios?, etc.. Acionistas: para decidir em qual negcio investir e qual a rentabilidade desejada. Este grupo de usurios da Contabilidade dever ter grande conhecimento das informaes contbeis para visualizar, inclusive, a aes futuras de modo a lhes assegurar o retorno do capital investido. Instituies Financeiras e Demais Credores: para conhecer a capacidade de pagamento das dvidas contradas, sejam elas de curto ou longo prazo, e decidir por financiar ou no a atividade, por vender a prazo ou a vista, etc.. Funcionrios: para decidir por uma proposta de emprego, para decidir sobre uma remunerao varivel em funo das vendas, para calcular sua participao em planos de distribuio de lucros a funcionrios e tambm para verificar os investimentos da empresa em aspectos sociais do tipo: creche, transporte, educao, etc.. Concorrentes: para comparar seus resultados e identificar as aes que levaram as empresas do mesmo ramo de atividade a ter sucesso ou insucesso. Autoridades Fiscais: para calcular e verificar o pagamento dos tributos e do cumprimento das obrigaes acessrias. Agncias Reguladoras: a exemplo de sindicatos, conselhos de classe empresarial, agncias governamentais, etc.. que usam a contabilidade para verificar se as exigncias para funcionamento esto sendo cumpridas de acordo com as regras estabelecidas, assim como para servir de base para futuras negociaes com o setor. 7. Agnaldo Silva 1177 1.6 - OBJETO DA CONTABILIDADE Para entender o objeto da Contabilidade, recorre-se inicialmente aos conceitos de objeto apresentados nos dicionrios. Houaiss (2000) define objeto como: 1.coisa mental ou fsica para a qual converge o pensamento, um sentimento ou uma ao; 2. mvel de um ato; agente, motivo, causa; 3. assunto sobre o qual versa uma pesquisa ou cincia. Todos os escritores, escolas do pensamento contbil, correntes e doutrinas definem o PATRIMNIO como o OBJETO da CONTABILIDADE. O Patrimnio definido como sendo o conjunto de bens, direitos e obrigaes de uma entidade (ver captulo 2, desta obra). Para Lopes de S (2002), a Contabilidade sofreu diretamente o impacto da evoluo e a informao, extremamente facilitada, passou a requerer maior vigor na explicao e interpretao dos fenmenos demonstrados. Destaque principal passou a merecer o exame dos fenmenos ambientais, ou sejam os que envolvem a clula social, na qual est contido o patrimnio. 1.7 - TCNICAS CONTBEIS Para Clio Cruz (1995), as tcnicas contbeis (assim reconhecidas inclusive para concursos pblicos) so: ESCRITURAO a tcnica que oferece os meios e mtodos utilizados nos registros dos fatos contbeis relacionados com o patrimnio. A escriturao deve ser mantida em registros permanentes e ainda obedecer aos preceitos da legislao comercial e da lei 6404/76 DEMONSTRAES CONTBEIS Tcnica que se encarrega de expor os fatos contbeis, atravs de relatrios visando facilitar a interpretao da composio dos fatos que afetam o patrimnio. Ex.: Balano Patrimonial, Demonstrao de Resultado do Exerccio, Fluxo de Caixa, etc. ANLISE DE BALANOS Tcnica especializada que oferece mtodos de decomposio, comparao e interpretao das Demonstraes Contbeis, visando estudar o Patrimnio. AUDITORIA Consiste no exame de documentos, livros e registros, com a finalidade de verificar se os registros e as demonstraes Contbeis representam a posio real e se esto de acordo com os princpios de contabilidade geralmente aceitos. a tcnica que confirma a exatido dos registros e das Demonstraes Contbeis. CAPTULO 1 CONCEITOS INTRODUTRIOS 8. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 1188 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee 1.8 - RESUMO O conceito de Contabilidade deve explicitar ou deixar entendido as seguintes palavras: Cincia, Patrimnio, Planejamento e Controle. Por ser aplicada ao controle das entidades com patrimnio a ser gerido, a Contabilidade tem seu campo de atuao bastante extenso, tornando-se imprescindvel em todos os negcios comerciais ou filantrpicos, pblicos ou privados, sejam eles de pequeno porte ou de mega organizaes. A Contabilidade tem funes econmicas e administrativas. A funo econmica esta relacionada ao fato da apresentao de lucro ou prejuzo pela movimentao dos componentes patrimoniais. A funo administrativa o controle, propriamente dito, das aes executadas pelos gestores da entidade. A Finalidade da Contabilidade Planejar e Controlar o patrimnio. Para se obter planejamento e controle a empresa deve ter um bom sistema de informao contbil, capaz de registrar os fatos ocorridos e produzir informaes teis aos usurios da Contabilidade que os possibilitem a tomada das decises pertinentes. Na era da informao, a Contabilidade est para as organizaes como o centro de produo da melhor mercadoria de todos os tempos: o conhecimento. Os usurios da informao contbil so todos os agentes interessados no conhecimento para a tomada de decises. Mesmo parecendo estranho, utilizam-se da Contabilidade os parceiros e concorrentes da entidade, cada um com seus interesses especficos. O Patrimnio o Objeto da Contabilidade por ser a causa para a qual converge o pensamento e as aes dos administradores da entidade a ser gerida. As tcnicas contbeis, assim reconhecidas para concursos, so: Escriturao; Demonstraes Contbeis; Anlise de Balanos e Auditoria. 1.9 - QUESTES PARA REFLEXO 1. Formule o seu prprio conceito de Contabilidade. 2. Explique o motivo pelo qual o Campo de Atuao da Contabilidade e, conseqentemente, do Contador so to abrangentes. 3. Apresente outros objetivos da Contabilidade, alm dos explicitados no item 1.3. 4. Explique os motivos pelos quais a Contabilidade imprescindvel nas entidades. 5. Quem so os principais interessados na Contabilidade como instrumento para tomada de deciso? Descreva os motivos. 6. Qual a importncia do Patrimnio para a Contabilidade e a importncia da Contabilidade para o Patrimnio? 7. Faa consideraes acerca das tcnicas contbeis. 9. Agnaldo Silva 1199 1.10 - QUESTES DE CONCURSOS 01 (TTN-SP/92) - O Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilistas, realizado na Cidade do Rio de Janeiro, de 17 a 25 de agosto de 1924, formulou um conceito oficial para CONTABILIDADE. Assinale a opo que indica esse conceito oficial. a) Contabilidade a cincia que estuda o patrimnio do ponto de vista econmico e financeiro, observando seus aspectos quantitativo e especfico e as variaes por ele sofridas. b) Contabilidade a cincia que estuda e pratica as funes de orientao, de controle e de registro relativas Administrao Econmica. c) Contabilidade a metodologia especial concebida para captar, registrar, reunir e interpretar os fenmenos que afetam as situaes patrimoniais, financeiras e econmicas de qualquer ente. d) Contabilidade a arte de registrar todas as transaes de uma companhia que possam ser expressas em termos monetrios e de informar os reflexos dessas transaes na situao econmico- financeira dessa companhia. e) Contabilidade a cincia que estuda e controla o patrimnio das entidades, mediante registro, demonstrao expositiva, confirmao, anlise e interpretao dos fatos nele ocorridos. 2 - (ESAF) A contabilidade tem por objeto a) a empresa b) a pessoa fsica e jurdica c) a apurao de resultado de uma entidade d) o patrimnio e) os lanamentos a dbito de uma conta e a crdito de outra conta 03 - (ESAF) A finalidade da contabilidade a) determinar o resultado das entidades b) atender legislao comercial e fiscal, que exige das empresas a elaborao das chamadas demonstraes financeiras c) controlar o patrimnio das entidades, apurar o resultado e prestar informaes sobre a situao patrimonial e o resultado das entidades aos usurios da informao contbil d) registrar os custos, as despesas, as receitas e apurar o resultado das entidades e) estabelecer as relaes de dbito e de crdito do proprietrio com os agentes consignatrios e agentes correspondentes 04 - (TFR/ESAF) A palavra azienda comumente usada em Contabilidade como sinnimo de fazenda, na concepo de: a) conjunto de bens e direitos b) mercadorias c) finanas pblicas d) grande propriedade rural e) patrimnio, considerado juntamente com a pessoa que tem sobre ele poderes de administrao e disponibilidade 05 - (ESAF) - O campo de aplicao da contabilidade a Azienda. A azienda um ente cuja existncia se verifica a partir da reunio dos seguintes elementos essenciais: a) Patrimnio, Trabalho e Organizao b) Patrimnio, Trabalho e Administrao c) Contabilidade, Patrimnio e Gesto d) Planejamento, Organizao e Controle e) Registro, Orientao e Controle CAPTULO 1 CONCEITOS INTRODUTRIOS 10. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 2200 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee 06 (CFC) As afirmativas abaixo esto corretas no que dizem respeito Contabilidade como conhecimento, exceto: a) A contabilidade possui objeto prprio o Patrimnio das Entidades e consiste em conhecimentos obtidos por metodologia racional, com as condies de generalidade, certeza e busca das causas, em nvel qualitativo semelhante s demais cincias sociais. b) Na contabilidade, o objeto sempre o Patrimnio de uma Entidade, definido como um conjunto de bens, direitos e obrigaes. c) A contabilidade produz informaes quantitativas aplicadas a uma Entidade, possibilitando ao usurio avaliar a situao e as tendncias com o menor grau de dificuldade possvel. d) Na contabilidade, o essencial que o patrimnio no disponha da autonomia em relao aos demais patrimnios existentes, o que significa que a Entidade no pode se dispor dele livremente. 07- (PETROBRS/Cesgranrio) As tcnicas de que a Contabilidade se utiliza para alcanar seus objetivos so: a) Escriturao, planejamento, coordenao e controle b) Escriturao, balanos, inventrio e oramentos c) Contabilizao, auditoria, controle e anlise de balanos d) Auditoria, anlise de balanos, planejamento e controle e) anlise de balanos, demonstraes, auditoria e escriturao. 08 (PETROBRAS/Cesgranrio) As duas finalidade bsicas para o uso das informaes contbeis so: a) controle e planejamento b) controle e acompanhamento c) acompanhamento e planejamento d) anlise e planejamento e) anlise e controle. 09 (TFC/ESAF) Decomposio, comparao e interpretao dos demonstrativos do estado patrimonial e do resultado econmico de uma entidade : a) funo econmica da contabilidade b) funo administrativa da contabilidade. c) objeto da contabilidade d) tcnica contbil chamada Anlise de Balanos e) finalidade da contabilidade 10 - (FURNAS/Cesgranrio) Relativamente entidade objeto da contabilizao, a Contabilidade um sistema de informao. a) Destinado a prover seus usurios de demonstraes e anlises de natureza econmica e financeira b) Destinado a prover seus usurios com demonstraes e anlises de natureza econmica, financeira e fsica. c) E de avaliao, destinado a prover seus usurios de demonstraes e anlises de natureza econmica e financeira. d) E de avaliao, destinado a prover seus usurios de demonstraes e anlises de natureza econmica, financeira e fsica. e) E de avaliao, destinado a prover seus usurios de demonstraes e anlises de natureza econmica, financeira, fsica e de produtividade. 11 - (PETROBRAS/Cesgranrio) Para confirmar a exatido dos registros e demonstraes contbeis de uma empresa, dentro dos princpios da contabilidade, utilizamos a tcnica contbil referente a: a) auditoria b) concorrncias c) finanas d) anlise e) contas 11. Agnaldo Silva 2211 12 - (CFC/Exame Suficincia) Considerando: A contabilidade estuda e controla o patrimnio, registrando todas as ocorrncias nele verificadas. Estudar e controlar o patrimnio, para fornecer informaes sobre sua composio e variaes, bem como sobre o resultado econmico decorrente da gesto da riqueza patrimonial. As afirmativas correspondem, respectivamente: a) finalidade e ao conceito da contabilidade; b) ao objeto e finalidade da contabilidade; c) ao campo de aplicao e ao objeto da contabilidade; d) ao campo de aplicao e ao conceito de contabilidade. 13 - (CFC/Exame Suficincia) Os ramos aplicados Contabilidade so: a) apenas as entidades econmico-administrativas com fins lucrativos; b) apenas as entidades econmico-administrativas sem fins lucrativos; c) todas as entidades econmico-administrativas, com ou sem fins lucrativos; d) as entidades econmico-administrativas com ou sem fins lucrativos, que exeram uma atividade econmica visando atingir determinada finalidade. 14 - (CFC/Exame Suficincia) Quanto ao usurio Fornecedores, pode-se afirmar que: a) preocupam-se com a informao contbil do ponto de vista social; b) preocupam-se com a informao contbil no sentido de garantir o recebimento de seus crditos; c) preocupam-se com a informao contbil no sentido de avaliar o risco de seus investimentos; d) preocupam-se com a informao contbil para estabelecer polticas pblicas. 15 - (CFC/Exame Suficincia) Quanto s informaes contbeis, no correto afirmar: a) devem ser amplas e fidedignas; b) devem ser suficientes para avaliao da situao patrimonial e das mutaes sofridas pelo patrimnio da entidade; c) somente so expressas por meio das demonstraes contbeis; d) devem permitir inferncias sobre o futuro da entidade. 16 - (CFC/Exame Suficincia) O objetivo fundamental da Contabilidade : a) atender apenas os interesses de instituies financeiras e fornecedores; b) atender os interesses das instituies financeiras, fornecedores e fisco; c) respaldar as informaes prestadas Receita Federal; d) prover os usurios das demonstraes contbeis com informaes que os ajudem a tomar decises. 17 - (CFC/Exame Suficincia) Relativamente aos usurios das informaes contbeis, pode-se considerar que: a) podem ser tanto internos quanto externos, com interesses diversos; b) podem ser tanto internos quanto externos, sempre com interesses semelhantes; c) somente so internos; d) somente so externos. 18 - (CFC/Exame Suficincia)De acordo com estudos epistemolgicos, a Contabilidade classificada como pertencente ao grupo das cincias: a) sociais; b) exatas; c) naturais; d) patrimoniais. CAPTULO 1 CONCEITOS INTRODUTRIOS 12. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 2222 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee 1.11 - INDICAO BIBLIOGRFICA Nota: as indicaes bibliogrficas a seguir, funcionam como um guia de obras fundamentais para a complementao do aprendizado do assunto contido neste captulo. imprescindvel a leitura destas ou outras obras para a consolidao do aprendizado. A escolha das obras obedece ao critrio de qualidade tcnica e didtica, alm da facilidade de acesso s obras. BARROS, Sidney Ferro, Contabilidade Bsica. coleo prtica IOB, So Paulo: Thomson IOB, 2003 _________ Entendendo a Contabilidade, coleo prtica IOB. So Paulo: Thomson IOB, 2003. CHING, Yuh Hong, MARQUES, Fernando e PRADO, Lucilene. Contabilidade e Finanas para No Especialistas. So Paulo: Prentice Hall, 2003. CRUZ, Clio, Contabilidade Geral: manual de estudos para concursos pblicos. Petrolina: Aprovao Concursos, 1995. FERRARI, Ed Luiz, Contabilidade Geral: Teoria e 950 Questes. Srie provas e concursos. So Paulo: Impetus, 2001. IUDCIBUS, Srgio de, e Equipe Fea USP. Contabilidade Introdutria, 9 ed. So Paulo: Atlas, 1998. MARION, Jos Carlos, Contabilidade Bsica, exerccio, 2 ed. So Paulo: Atlas, 1998. _________ Contabilidade Bsica, texto, 2. ed. So Paulo: Atlas, 1998. NEVES, Silvrio, VICECONTI, Paulo Eduardo. Contabilidade Bsica. 11 ed. So Paulo: Frase, 2003. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 B D C E B D E A B 10 11 12 13 14 15 16 17 18 E A C D B C D A A GABARITO DAS QUESTES DE CONCURSOS 13. Agnaldo Silva 2233 PATRIMNIO 14. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 2244 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee 2.1 - DEFINIO DE PATRIMNIO Como visto, em Contabilidade, o Patrimnio o conjunto de bens, direitos e obrigaes de propriedade de um ente carente de gesto. BENS: So coisas capazes de satisfazer as necessidades humanas e suscetveis de avaliao econmica. Sob o ponto de vista contbil, pode-se definir como Bem tudo aquilo que uma empresa possui, seja para consumo, transformao, numerrio, de renda, de venda ou troca e fixos. BENS DE CONSUMO: So bens no durveis, isto , bens que so consumidos imediatamente pela sua utilizao. Ex.: Material de expediente, Material de Limpeza. Na contabilidade esses bens so registrados em conta denominada de ESTOQUE ALMOXARIFADO. BENS DE TRANSFORMAO: So bens utilizados na Fabricao de outros produtos. Ex.: A farinha de trigo utilizada pela fbrica de biscoitos. Esses bens so registrados na Contabilidade em conta denominada de ESTOQUE DE MATRIAS-PRIMAS. BENS NUMERRIOS: So os bens j convertidos em espcie. Ex.: Dinheiro em Caixa ou Banco. BENS DE RENDA: So os investimentos efetuados em ativos que, embora no sejam utilizados pela entidade para realizao do seu objeto social, geram rendas secundrias. Ex.: Aes de Coligadas, Imveis no de uso, etc. Esses bens so registrados na contabilidade, geralmente, em contas do grupo Ativo Permanente INVESTIMENTO. BENS DE VENDA: So bens produzidos para venda ou adquiridos de terceiros para revenda. Ex.: Produtos Acabados, Mercadorias. BENS FIXOS: So bens durveis que a entidade utiliza na sua estrutura com a finalidade de, atravs do seu uso, realizar o seu objeto social. Ex.:Veculos, Mveis e Utenslios, Imveis, Instalaes Fabris, etc. Esses bens so contabilizados em contas do grupo Ativo Permanente IMOBILIZADO. Os bens podem ser classificados segundo o modo como so considerados. Neste caso, a classificao os divide em: BENS MATERIAIS; BENS IMATERIAIS. BENS TANGVEIS, CORPREOS OU MATERIAIS, como o prprio nome diz, so aqueles que possuem corpo, matria. Por sua vez, dividem-se em: a. Bens mveis: os que podem ser removidos do seu lugar. Exemplos: mesas, veculos, mquinas de escrever, dinheiro, mercadorias etc.; b. Bens imveis: os que no podem ser deslocados do seu lugar natural. Exemplos: casas, terrenos, edifcios etc. 15. Agnaldo Silva 2255 BENS INTANGVEIS, INCORPREOS OU IMATERIAIS: so aqueles Bens que no possuem corpo, no tm matria. Em sua maioria das vezes se apresentam na forma de gastos que a empresa faz, os quais, por sua natureza, devem ser considerados parte do seu Patrimnio. Exemplos: Benfeitorias em Imveis de Terceiros so os gastos com reformas que o inquilino (tem a posse e no a propriedade) realiza em imveis de terceiros com o objetivo de otimizar o funcionamento da entidade. Fundo de Comrcio o ponto comercial, assim entendido como o valor formado pela fama conseguida atravs da clientela daquele estabelecimento pela sua localizao e tempo de funcionamento. Patentes decorrente de alguma inveno. Tem seu valor definido pelo somatrio dos gastos com seu registro e as despesas de pesquisas para a sua obteno. DIREITOS: so bens pertencentes a um ente e que se encontram em poder de terceiros. So representados na composio Patrimonial como valores a receber e normalmente so apresentados coma identificao do bem seguida da expresso a receber. Ex.: Duplicatas a receber, Alugueis a receber, etc.. Observe que os Direitos so os valores a receber decorrentes da atividade da Empresa e que so necessrios realizao do objeto social. Origina-se das operaes realizadas cotidianamente, do prprio funcionamento da empresa e por isso so normalmente chamados de crditos de funcionamento. So representados pelas duplicatas a receber decorrentes das vendas a prazo, pelos crditos referentes a devedores que mantm relaes com a Empresa, tais como, diretores, empregados, representantes, etc. OBRIGAES: So valores a pagar na forma de dvidas ou dividendos resultantes de compromissos assumidos pela empresa. As obrigaes podem ser subdividas em: Obrigaes exigveis; aquelas que tm prazo certo para liquidao. Essas Obrigaes geralmente aparecem com os nomes dos elementos seguidos da expresso a pagar, exemplos: duplicatas a pagar; alugueis a pagar, salrios a pagar, impostos a pagar ou impostos a recolher, etc.. Obrigaes no exigveis; aquelas que no possuem prazo determinado para liquidao. Normalmente so as obrigaes da empresa para com seus investidores (proprietrios) e se apresentam na forma de capital, reservas ou lucros acumulados para futuras distribuies ou aumento do capital. Desta forma, o Patrimnio pode ser representado de forma simples por: PATRIMNIO = Como os Bens e Direitos so a parte positiva, e as obrigaes constituem a parte negativa do Patrimnio, esta representao tambm estar bem apresentada na forma abaixo. PATRIMNIO BENS + DIREITOS + OBRIGAES OBRIGAESBENS + DIREITOS CAPTULO 2 PATRIMNIO 16. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 2266 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee 2.2 - COMPONENTES PATRIMONIAIS O Patrimnio divide-se em duas partes: A parte positiva, composta pelos bens e direitos qual denomina-se ATIVO. A parte negativa, composta pelas obrigaes com terceiros e com os proprietrios, qual denomina-se PASSIVO. O Patrimnio agora pode ser representado da seguinte forma: PATRIMNIO ELEMENTOS POSITIVOS ELEMENTOS NEGATIVOS ATIVO PASSIVO BENS + OBRIGAES COM TERCEIROS + DIREITOS OBRIGAES COM PROPRIETRIOS O ATIVO o conjunto de bens e direitos de uma entidade, a parte positiva do patrimnio, constituda pelas aplicaes de recursos e por isso, de natureza devedora. O PASSIVO o conjunto de obrigaes de uma entidade, a parte negativa do patrimnio, constituda pelas origens de recursos (fontes) e por isso, de natureza credora. O Passivo se subdivide em dois grandes grupos: Passivo Exigvel so as obrigaes com terceiros, aquelas com prazo determinado para pagamento. Ex: Fornecedores por duplicatas a pagar; Salrios a pagar; Emprstimos. Patrimnio Liquido - so as obrigaes com os proprietrios, portanto, no apresentam prazo determinado para pagamento. Este grupo tambm pode ser denominado de: Passivo No Exigvel; Situao Liquida; Recursos Prprios ou Capital Prprio. O valor do Patrimnio Liquido pode ser obtido pela diferena entre o Ativo e o Passivo Exigvel. Agora se pode apresentar uma nova representao grfica do Patrimnio: PATRIMNIO ATIVO PASSIVO BENS + DIREITOS OBRIGAES EXIGVEIS PATRIMNIO LIQUIDO 17. Agnaldo Silva 2277 Os componentes patrimoniais podem ser vistos sobre dois aspectos: ASPECTO QUALITATIVO - Os componentes patrimoniais so divididos de acordo com a sua respectiva natureza e representados atravs de contas como: Numerrios (caixa); Mercadorias, Clientes, etc ASPECTO QUANTITATIVO - O aspecto quantitativo evidencia a quantidade monetria de cada um dos elementos patrimoniais nos seguintes termos: Numerrios (caixa) R$ 200,00; Mercadorias R$ 600,00, Clientes R$ 800,00, etc. Veja a representao grfica do Patrimnio: PATRIMNIO ATIVO PASSIVO Bens Exigvel Numerrios 200,00 Fornecedores 1.300,00 Mercadorias 600,00 Salrios a pagar 600,00 Veculos 1.800,00 Emprstimos a pagar 2.000,00 Imveis 2.400,00 Tributos a pagar 100,00 Direitos Pat. Liquido Bancos 1.200,00 Capital 2.600,00 Clientes 800,00 Reservas 400,00 Total = 7.000,00 Total = 7.000,00 A escolha do lado esquerdo para representar o Ativo ou aplicaes de recursos e do lado direito para representar o Passivo ou origens de recursos, foi feita por conveno. A este modelo de apresentao denominado de razonete em T pela semelhana com a letra. Em Contabilidade diz-se que no h origem sem aplicao assim como no h aplicao sem origem de mesma proporo. Na prtica, isto implica em dizer que se um Veculo tem valor R$ 1.800,00 voc necessita de R$ 1.800,00 no Banco ou no Caixa para adquirir este veculo ou assumir uma Obrigao de R$ 1.800,00 com prazo determinado para pagar a dvida. Neste caso, a aplicao do recurso se daria em veculo e a origem seria uma das alternativas entre caixa, banco ou contas a pagar, ou ainda uma combinao de nmeros de modo que uma parte fosse paga a vista e o restante a prazo. Em suma, a Contabilidade tem necessidade de identificar todos os fatos que resultem em origens e aplicaes de recursos, a escriturao contbil feita indicando-se o efeito (onde o recurso foi aplicado) e a causa (onde se originou o recurso). E se todas as origens geram aplicaes de igual valor, teremos que: TOTAL DAS ORIGENS = TOTAL DAS APLICAES CAPTULO 2 PATRIMNIO 18. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 2288 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee A igualdade entre as origens de recursos e as aplicaes de recursos, complementada pelo fato de que o Ativo grupo primrio das aplicaes de recursos, assim como o Passivo grupo primrio de origens de recursos, d sustentao equao fundamental do patrimnio, assim expressa: Ativo igual a Passivo Exigvel mais o Patrimnio Liquido. Com o jogo de sinais, esta equao tambm poder ser expressa como sendo o Patrimnio Liquido igual ao Ativo menos o Passivo. = + = importante ressaltar que o artigo 178 da Lei 6404/76 considera o Patrimnio Liquido como parte integrante do Passivo. Por isso, comum encontrar na literatura a equao assim representada: Ativo igual a Passivo. Passivo aqui entendido como sendo o conjunto de obrigaes com terceiros e proprietrios. A forma acima representada baseada na doutrina contbil, a qual reconhece o Passivo como Capital de Terceiros, assim entendido como aquelas obrigaes com prazo determinado para pagamento. Os componentes patrimoniais podem ser vistos sobre outros aspectos, a saber: Aspecto Jurdico: nele o patrimnio definido como o complexo das relaes jurdicas de uma pessoa, que tem algum valor econmico, assim, o patrimnio o conjunto de direitos e obrigaes de uma pessoa fsica ou jurdica. Aspecto Financeiro: o conjunto das disponibilidades que a empresa possui, com nfase ao fluxo de ingressos de recursos e aplicaes em determinado perodo. Aspecto Administrativo: so os elementos da esttica e da dinmica patrimonial sob a tica da administrao. Aspecto Econmico: o mesmo que aspecto contbil, compreende o conjunto de bens, direitos e obrigaes. Aspecto Especfico: com nfase na natureza dos elementos. Ex. imveis, caixa, etc.. Vale lembrar que em qualquer dos aspectos acima, deve-se considerar suas partes positivas e negativas, ou seja, o Ativo e o Passivo. ATIVO PASSIVO EXIGVEL PATRIMNIO LIQUIDO APLICAES DE RECURSOS ORIGENS DE RECURSOS 19. Agnaldo Silva 2299 2.3 - CAPITAL CAPITAL - Na acepo econmica, capital o conjunto de recursos aplicados numa Empresa visando a produo de outros bens. Os bens e direitos (ATIVO), so os capitais aplicados. As Obrigaes e o Patrimnio Lquido (PASSIVO) representam os capitais obtidos. A palavra Capital utilizada tambm, na Contabilidade, para representar a importncia entregue pelos scios sociedade para a aplicao efetiva nas suas atividades. CAPITAL NOMINAL: o capital inicial at que sejam modificados os atos constitutivos da Empresa. Em outras palavras, o capital realizado fixado no contrato social ou estatuto. CAPITAL TOTAL DISPOSIO DA EMPRESA: o total de recursos a disposio da empresa, ou seja, o Patrimnio bruto da empresa, representado pela soma do Ativo. Podemos tambm encontrar o capital total a disposio da empresa atravs da soma do capital de terceiros mais o capital prprio. CAPITAL PRPRIO: So os recursos originados dos scios na forma de capital social e os recursos originados da prpria atividade patrimonial, como lucros e reservas. Na Contabilidade o Capital Prprio representado pelo grupo de contas denominado Patrimnio Lquido. CAPITAL DE TERCEIROS: So os recursos obtidos de terceiros, representando obrigaes. CAPITAL SOCIAL SUBSCRITO: o montante de recursos que os scios se comprometem a entregar para a sociedade na forma de Capital Social, firmado atravs de um contrato que dever ser arquivado no rgo peculiar de registro. CAPITAL SOCIAL INTEGRALIZADO OU REALIZADO o Capital Social que j est materializado, ou seja, o montante de recursos que os scios j entregaram efetivamente para a empresa. No Balano Patrimonial, o capital social realizado igual a diferena entre o capital social subscrito e o capital social a integralizar. CAPITAL AUTORIZADO: preconizado no artigo 168 da Lei 6404/76, consiste em criar um mecanismo no estatuto que conceda autorizao para aumento de capital sem a necessidade de reforma estatutria. Isso ocorre porque qualquer mudana na Constituio do Capital Social s pode ser feita atravs de uma alterao do Estatuto, Contrato ou Registro da empresa na Junta Comercial ou Cartrio de Registro de Pessoas Jurdicas. CAPITAL SOCIAL A INTEGRALIZAR OU A REALIZAR: o capital subscrito e no realizado, isto , a parte do capital que os scios se comprometeram a entregar para a empresa, mas ainda no materializaram esse compromisso. Faz-se mister ressaltar que h entre Capital e Patrimnio uma diferena, pois em termos mais amplos as duas terminologias so constantemente tomadas como sinnimas. Em Contabilidade, Capital pode assumir todos os significados acima, enquanto que Patrimnio sempre o conjunto de bens, direitos e obrigaes vinculados a uma pessoa fsica ou jurdica. CAPTULO 2 PATRIMNIO 20. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 3300 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee 2.4 - SITUAO LIQUIDA PATRIMONIAL Observe a figura abaixo: A figura indica que: O Ativo total igual ao passivo total; O Ativo total igual ao conjunto de bens e direitos; O Ativo total ou o conjunto de bens e direitos so equivalentes s aplicaes primrias; O Passivo total igual ao Passivo Exigvel mais o Patrimnio Liquido; O Passivo total ou o Passivo Exigvel mais o Patrimnio Liquido equivalem s origens primrias; O conjunto de bens e direitos igual ao somatrio das obrigaes exigveis e no exigveis ou do Passivo Exigvel mais o Patrimnio Liquido; O total das aplicaes de recursos igual ao total das origens de recursos. Os elementos patrimoniais podero assumir os seguintes valores: Veja que o Ativo e o Passivo no assumem valores inferiores a zero, esta seria a situao impossvel. No entanto o Patrimnio Liquido pode assumir qualquer valor, ou seja, pode ser maior, igual ou menor que zero. O Patrimnio Liquido a parte diferencial entre o Ativo e o Passivo Exigvel. Ele tambm representa a obrigao da empresa para com os scios-proprietrios. A posio do Patrimnio Liquido que determina a Situao Liquida. So sinnimos de PATRIMNIO LIQUIDO: ATIVO PASSIVO TOTAL BENS + DIREITOS PASSIVO EXIG. + P.LIQ APLICAES ORIGENS ATIVO > ou = ZERO PASSIVO > ou = ZERO PATRIMNIO LIQUIDO > ou = ou < ZERO CAPITAIS PRPRIOS RECURSOS PRPRIOS SITUAO LIQUIDA PASSIVO NO EXIGVEL 21. Agnaldo Silva 3311 O Patrimnio Liquido pode apresentar-se do lado esquerdo (positivo ou superavitrio), do lado direito (negativo ou deficitrio) ou simplesmente no aparecer (nulo ou compensado). 1 - Situao Liquida SUPERAVITRIA ou POSITIVA. Indica a existncia de Patrimnio Liquido (positivo) e que o Ativo maior que as obrigaes exigveis. Esta situao tambm pode ser chamada de Situao Liquida Ativa ou Favorvel. 2 - Situao Liquida DEFICITRIA ou NEGATIVA. Indica que o Ativo menor que o Passivo Exigvel e, portanto, o Patrimnio Liquido assume valores negativos. Esta situao tambm pode ser chamada de Situao Liquida Desfavorvel ou simplesmente de PASSIVO A DESCOBERTO. 3 - Situao Liquida NULA ou COMPENSADA. Indica que o Ativo igual ao Passivo Exigvel e portanto o Patrimnio Liquido igual a zero. Neste caso inexiste o Capital Prprio. 4 - Situao Liquida de CONSTITUIO. Assim denominada pois uma situao normalmente encontrada no ato da constituio (abertura) da empresas, atravs da integralizao de capital. Indica que a entidade no possui nenhuma dvida com terceiros. Portanto esta a melhor situao liquida possvel. 5 - Situao Liquida de LIQUIDAO. Assim denominada pois uma situao somente encontrada quando a entidade est em liquidao e insolvente. Indica a ausncia de elementos do Ativo, portanto esta a pior situao possvel. PASSIVO EXIGVEL PATRIMNIO LIQUIDO ATIVO PASSIVO EXIGVEL ATIVO PATRIMNIO LIQUIDO ATIVO PASSIVO EXIGVEL SITUAO LIQUIDA POSITIVA SITUAO LIQUIDA NEGATIVA SITUAO LIQUIDA NULA OU COMPENSADA ATIVO PATRIMNIO LIQUIDO PATRIMNIO LIQUIDO PASSIVO EXIGVEL SITUAO LIQUIDA NORMAL - DESEJADA SITUAO LIQUIDA ANORMAL - INDESEJADA CAPTULO 2 PATRIMNIO 22. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 3322 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee 2.5 - RESUMO Bens so coisas capazes de satisfazer as necessidades humanas e suscetveis de avaliao econmica. Desta forma, o Ar que respiramos ainda no um bem econmico por no existir um mecanismo de avaliao deste bem. Os bens so classificados quanto forma em materiais e imateriais. Os primeiros so aqueles com existncia fsica, enquanto os segundos so aqueles de existncia apenas jurdica, no possuindo forma ou corpo. Alm dos bens, o Patrimnio composto pelos direitos e obrigaes de uma entidade. Os direitos representam os valores a receber provenientes de operaes com pessoas relacionadas com o objeto social da entidade. As obrigaes so os valores a pagar ou as dvidas contradas pela entidade. Assim, a equao fundamental do Patrimnio apresentada da seguinte forma: Patrimnio = Bens + Direitos + Obrigaes. Os elementos patrimoniais so divididos em dois grandes grupos: o Ativo recebe os elementos positivos, compreende o conjunto de bens e direitos; o Passivo recebe os elementos negativos, compreende o conjunto de obrigaes que por sua vez se subdivide em obrigaes exigveis (passivo exigvel) e obrigaes no exigveis (patrimnio liquido). Assim como em Fsica no h ao sem reao, em Contabilidade no h origem sem aplicao. Todos os fatos contbeis geram uma origem e uma aplicao e ambas devem ser registradas pela Contabilidade da seguinte forma: as origens so registradas atravs dos crditos e as aplicaes so registradas atravs dos dbitos. Nesta lgica diz-se que o Ativo tem natureza devedora, pois recebe as aplicaes de recursos; o Passivo tem natureza credora pois a princpio financia as operaes da entidade, tornando-se fonte ou origem de recursos, portanto, tornando-se credor da entidade e assim recebendo lanamentos a crdito em primeiro momento. Se no h origens sem aplicaes, no haver dbitos sem crditos (e vice-versa), ento o tal de dbitos ser sempre igual ao total de crditos e desta forma o total dos elementos Ativos ser sempre igual ao total dos componentes do Passivo. O Ativo tambm pode ser chamado de Capital Total disposio da entidade, pois nele so congregados todos os bens, numerrios, fsicos ou intangveis que formam em seu conjunto a fora de trabalho da entidade. A palavra Capital pode ser empregada de diversas formas para expressar o montante de recursos empregados por um ente para fomentar alguma atividade. Os elementos do Ativo e do Passivo podem assumir valores nulos (zero) ou positivos (a partir da unidade). Os elementos do Patrimnio Liquido assumem qualquer valor, inclusive negativos, situao esta a qual denomina-se: Passivo a Descoberto. As situaes liquidas patrimoniais so: superavitria, deficitria e compensada. A melhor situao superavitria quando o Passivo igual a zero; Das deficitrias, a pior situao possvel que apresenta Ativo igual a zero. Lembre que Ativo e Passivo no podem ser inferiores a zero e que por conseqncia no haver em um mesmo Patrimnio o Ativo e o Passivo iguais a zero. 23. Agnaldo Silva 3333 2.6 - QUESTES PARA REFLEXO 1. Sendo o Patrimnio o conjunto de bens, direitos mais obrigaes, justifique o fato de as obrigaes se apresentarem positivamente na definio de Patrimnio. Ou seja, porque Patrimnio no o conjunto de bens mais direitos menos obrigaes? 2. Qual a importncia dos bens fixos nas empresas? 3. Diferencie os bens materiais dos imateriais, dando exemplos e comentando cada um deles. 4. A respeito dos direitos e obrigaes das empresas, d alguns exemplos e comente cada um deles. 5. Justifique o fato de o Ativo ter natureza devedora e o Passivo ter natureza credora. 6. Apresente um grfico patrimonial enfocando os aspectos qualitativos e quantitativos dos componentes patrimoniais. 7. Crie exemplos de fatos contbeis e identifique as origens e aplicaes dos recursos. 8. Crie um exemplo para ilustrar a ocorrncia de um Capital Autorizado. 9. Por que o Ativo e o Passivo no podem assumir valores negativos?. justifique. 10. Apresente os componentes patrimoniais com seus devidos valores, para ilustrar cada uma das situaes liquidas apresentada. 2.7 - QUESTES DE CONCURSOS 1 (ESAF/AFOR, 1998) Na representao grfica do estado patrimonial de uma entidade coloca-se normalmente o ativo do lado esquerdo e o passivo exigvel e o patrimnio lquido do lado direito. s vezes, entretanto, o patrimnio lquido aparece do lado esquerdo. Isso ocorre quando: a) no h passivo exigvel b) o passivo exigvel maior do que o patrimnio lquido c) o ativo maior do que o patrimnio lquido d) o passivo exigvel maior do que o ativo e) o ativo maior do que o passivo exigvel 2 (ESAF/MARE, 1996) Se a situao lquida de um patrimnio tiver valor negativo, isso significa dizer que, nesse patrimnio, h inexistncia de: a) Ativo; b) Passivo exigvel; c) Passivo descoberto; d) Riqueza prpria; e) Riqueza de terceiros. 3 (K7 Concursos, 2000:3) Abaixo so dadas diversas situaes patrimoniais. Assinale a que indica a pior situao econmica da empresa: a) Situao Lquida igual a zero; b) Situao Lquida igual ao Ativo; c) Situao Lquida igual ao Passivo Exigvel; d) Passivo Exigvel maior do que o Ativo. e) Situao Lquida Positiva, mas menor que o Passivo Exigvel; CAPTULO 2 PATRIMNIO 24. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 3344 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee 4 (ESAF/TTN) Se o Passivo Exigvel de uma empresa de R$ 19.650,00 e o Patrimnio Lquido de R$ 9.850,00, o valor do seu capital prprio ser a) R$ 29.500,00 b) zero c) R$ 9.800,00 d) R$ 9.850,00 e) R$ 19.650,00 5 (TTN/92-SP) Eis os componentes patrimoniais da empresa Semnola Ltda.: (em R$) Dinheiro em caixa 50.000,00 Bens para revender 90.000,00 Impostos a Recolher 15.000,00 Ttulos a pagar 55.000,00 Capital Social 95.000,00 Veculos de uso 40.000,00 Dvidas com Fornecedores 35.000,00 Ttulos a Receber 60.000,00 Com os dados acima, pode-se afirmar que o Capital Prprio e o Capital alheio neste patrimnio so, respectivamente, R$ R$ a) 95.000,00 e 105.000,00 b) l35.000,00 e 90.000,00 c) l35.000,00 e 105.000,00 d) 240.000,00 e 105.000,00 e) 240.000,00 e 200.000,00 6 (AFTN/91) Mquina destinada a produo de calados , para a industria caladista, um bem a) de renda, produzindo bens de venda b) fixo, produzindo bens de renda c) fixo, porque utilizado mais tempo que o bem de renda d) fixo de renda e) fixo produzindo bens de venda 7 (ESAF-AFOR/98) Em relao ao patrimnio de uma entidade correto afirmar: a) se houver acrscimo do ativo, o patrimnio lquido tambm ser acrescido b) se houver acrscimo de 20% no ativo e de 20% no passivo exigvel, o patrimnio lquido no ser alterado c) o patrimnio lquido pode ser aumentado ainda que haja reduo do ativo d) se o passivo exigvel for maior do que o patrimnio lquido, surge a figura do passivo descoberto e) o ativo e o patrimnio lquido s podem ter valor positivo; o passivo exigvel pode ter valor positivo ou negativo 8 (K7 Concursos, 2000:17) A expresso Passivo a Descoberto significa: a) que a empresa apresentou Prejuzo no exerccio; b) que a empresa apresentou Lucro inferior ao previsto nos estatutos; c) que a empresa faliu; d) que o Passivo menor que o Patrimnio Lquido; e) que o Exigvel superior ao Patrimnio Aplicado. 25. Agnaldo Silva 3355 9 (Braga/Soares, 2000:20) O que Patrimnio? a) um conjunto de elementos, com contedo econmico, avaliveis em moeda, pertencentes a uma entidade, que explora ou o utiliza com um objetivo determinado b) todo o material vendvel que uma entidade tem em seus estoques c) o conjunto de bens e direitos de uma determinada pessoa jurdica sem a finalidade de lucros d) o capital que uma empresa desfruta para efetuar suas compras e vendas 10 (Olivares, 1999:19) Em relao ao Patrimnio de uma entidade certo afirmar que: a) nenhum dos seus elementos componentes pode ter valor negativo; b) o Ativo pode ser maior do que o Passivo Exigvel e a Situao Lquida juntos; c) a Situao Lquida pode ser maior do que o Ativo; d) o Passivo Exigvel pode ser maior do que o somatrio de Ativo e a Situao Lquida; e) Ativo, Passivo Exigvel e Situao Lquida podem ter valores iguais, mesmo que diferentes de zero. 11 (K7 Concursos, 2000:6) A situao patrimonial denominada Passivo a Descoberto configura inexistncia de: a) bens e direitos; b) obrigaes; c) capital prprio; d) capital de terceiros; e) capital disposio da empresa 12 (Braga/Soares, 2000:21) Qual a principal caracterstica dos capitais prprios e de terceiros? a) a obteno de emprstimos bancrios para a empresa b) a aplicao de juros recebidos por aplicaes financeiras c) a aplicao de receitas operacionais da empresa d) a aplicao em suas operaes principais e acessrias, visando obter o mximo de rendimento. 13 (CFC/Exame Suficincia) O conjunto de bens, direitos e obrigaes, vinculado a uma pessoa fsica ou jurdica denominado: a) Situao Lquida; b) Capital Prprio; c) Patrimnio; d) Patrimnio Lquido. 14 (CFC/Exame Suficincia) Uma empresa possui Passivo a Descoberto quando: a) o Ativo Circulante for menor que o Passivo Circulante. b) o seu Ativo for menor que o Passivo. c) apresentar m situao de liquidez financeira. d) o seu Ativo for maior que o Passivo. 15 (Olivares, 1999:16) Ativo menos Passivo considerado: a) Passivo real; b) Recursos de terceiros; c) Recursos alheios; d) Recursos prprios; e) n.d.a 16 (Olivares, 1999:16) Quanto a Patrimnio Lquido nulo podemos afirmar que: a) O Capital Prprio igual ao de terceiros; b) O Passivo menor que os Direitos; c) Os Bens e Direitos so maiores que as Obrigaes; d) A diferena entre as disponibilidades e os Capitais Prprios negativa; e) O Ativo igual ao Capital Alheio. CAPTULO 2 PATRIMNIO 26. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 3366 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee 17 - (Olivares, 1999:156) As causas principais que fazem variar o Patrimnio Lquido so: a) o investimento inicial de Capital e seus aumentos posteriores ou desinvestimentos feitos na entidade, bem como o resultado obtido do confronto entre as contas de Receitas e Despesas dentro do perodo contbil b) As incorporaes ao Capital das reservas de Capital, das reservas de reavaliao, das reservas de lucros e dos lucros acumulados, registrados no ltimo balano patrimonial c) A obteno de financiamentos a curto ou longo prazo com correo monetria ps-fixada ou pr- fixada ou qualquer outra modalidade de financiamento, inclusive no Exterior d) As alienaes vista ou a curto prazo do ativo de investimentos, imobilizado ou diferido, as quais alteram consequentemente o Capital circulante lquido e) Obtenes de contratos de fornecimentos de mercadorias, produtos ou prestao de servios seja para o Governo, seja para empresas particulares 18 (Olivares, 1999:16) A empresa ter Patrimnio Lquido quando: a) O Passivo tiver maior valor do que o Ativo; b) O Ativo tiver valor inferior ao do Passivo; c) O Ativo tiver valor igual ao do Passivo; d) O Ativo tiver valor maior do que o Passivo; e) n.d.a 19 (TFC/ESAF, 1996) Pedro e Paulo constituram uma empresa para explorar o comrcio de gneros alimentcios. Subscreveram capital de 100.000,00, integralizado em 20%. Para a integralizao, os scios fizeram emprstimo bancrio, individualmente. A empresa adquiriu bens de uso, no valor de 30.000, utilizando para pagamento os recursos oriundos da integralizao do capital e ttulos de crdito emitidos em favor dos vendedores. Adquiriu, ainda, a prazo, mercadorias para revenda, no valor de 20.000,00. Assim sendo, o Capital Prprio da nova sociedade de: a) zero. b) 20.000,00 c) 30.000,00. d) 50.000,00. e) 100.000,00. 20 (CFC/Exame Suficincia) Das alternativas abaixo, assinale aquela que no sinnimo de Patrimnio Liquido: a) Situao lquida. b) Capital Prprio. c) Patrimnio. d) Obrigaes no exigveis. 21 - (AFTN/91) Um apartamento, adquirido e alugado por empresa industrial, bem: a) do ativo diferido b) Fixo c) Numerrio d) de renda e) de venda 22 - (ESAF) Se a soma do ativo de uma entidade for igual do passivo exigvel, podemos afirmar que seu patrimnio lquido : a) superavitrio b) deficitrio c) nulo d) igual soma do ativo e) igual soma do passivo 27. Agnaldo Silva 3377 23 - (TTN/90) Considerando: CP = Capital prprio; CTe = Capital de Terceiros; CN = Capital Nominal; CTo = Capital Total disposio da empresa; PL = Patrimnio Lquido e A = Ativo, pode-se afirmar que CTo igual a a) CP + CTe - Slp b) PL + Cte c) CP + CTe + SLp d) A - SLp e) CP + CTe + CN 24 - (TFC/93) Se Patrimnio Lquido (PL) a diferena algbrica entre o Ativo (A) e o Passivo (P), os elementos patrimoniais podero assumir somente os seguintes valores: a) A > = 0; P > = 0; PL > =< 0 b) A > 0; P > 0; PL > 0 c) A > = 0; P > 0; PL > 0 d) A > 0; P > = 0; PL > = < 0 e) A > = 0; P > = 0; PL > = 0 Legenda: > : maior do que < : menor do que > = : maior do que ou igual a > = < : maior ou menor do que ou igual a 25 - (AFTN/85) Assinale a alternativa que indique situao Patrimonial Inconcebvel: a) Situao Lquida igual ao Ativo b) Situao Lquida negativa e maior do que o Ativo c) Situao Lquida menor do que o Ativo d) Situao Lquida maior do que o Passivo Exigvel. e) Situao Lquida menor do que o Passivo Exigvel 26 - Relacione adequadamente: (R) EMPRSTIMOS BANCRIOS (S) VECULOS (T) CAIXA (U) CAPITAL (1) FONTE DE RECURSOS (2) APLICAO DE RECURSOS a) 2R 2S 1T 1U b) 1R 2S 1T 1U c) 2R 1S 2T 2U d) 1R 2S 2T 1U e) 1R 1S 1T 2U 27 - (ESAF) A configurao do estado patrimonial representada pelo grfico onde A representa o Ativo e P o Passivo Exigvel, revela: a) Inexistncia de riqueza prpria b) m situao financeira c) situao financeira equilibrada d) propriedade plena do Ativo e) boa situao financeira A P CAPTULO 2 PATRIMNIO 28. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 3388 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee 2.8 - INDICAO BIBLIOGRFICA A indicao bibliogrfica uma sugesto para que o leitor busque outras fontes para a consolidao do aprendizado. CRUZ, Clio, Contabilidade Geral: manual de estudos para concursos pblicos. Petrolina: Aprovao Concursos, 1995. FERRARI, Ed Luiz, Contabilidade Geral: Teoria e 950 Questes. Srie provas e concursos. So Paulo: mpetus, 2001. GONALVES, Eugnio Celso. BAPTISTA, Antonio Eustquio. Contabilidade Geral. 4 ed. So Paulo: Atlas, 1998. IUDCIBUS, Srgio de, e Equipe Fea USP. Contabilidade Introdutria, 9 ed. So Paulo: Atlas, 1998. MARION, Jos Carlos, Contabilidade Bsica, exerccio, 2 ed. So Paulo: Atlas, 1998. _________ Contabilidade Bsica, texto, 2. ed. So Paulo: Atlas, 1998. NEVES, Silvrio, VICECONTI, Paulo Eduardo. Contabilidade Bsica. 11 ed. So Paulo: Frase, 2003. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 D D C D C E C E A 10 11 12 13 14 15 16 17 18 D C D C B D E A D 19 20 21 22 23 24 25 26 27 B C D C B A B D A GABARITO DAS QUESTES DE CONCURSOS 29. Agnaldo Silva 3399 BALANO PATRIMONIAL 30. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 4400 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee 3.1 CONCEITO O SEBRAE e o CFC (Conselho Federal de Contabilidade) no livro Manual de Procedimentos Contbeis para Micro e Pequenas Empresas (2002) definem o Balano Patrimonial como sendo a demonstrao contbil destinada a evidenciar, quantitativamente e qualitativamente, em determinada data, a posio patrimonial e financeira da entidade. O Balano Patrimonial uma das principais demonstraes contbeis, seu objetivo demonstrar a posio da entidade em determinado momento. O Balano uma espcie de radiografia da empresa em uma data especfica, ou seja, uma posio esttica dos componentes patrimoniais. O nome Balano vem de equilbrio (balana) e fundamenta-se na equao patrimonial apresentada no captulo anterior que diz: ATIVO TOTAL igual a PASSIVO TOTAL. De maneira geral, as empresas elaboram seus Balanos pela necessidade de apresentar graficamente o seu Patrimnio. As principais razes para a elaborao do Balano so de ordem fiscal, societria, gerencial e para a obteno de crdito junto a bancos e fornecedores. Sob o ponto de vista profissional, o CFC atravs da resoluo 785 (publicado no DOU Dirio Oficial da Unio em 1-8-1995) estabelece atributos para o conjunto das informaes contbeis, das quais faz parte o Balano Patrimonial. Ver: www.cfc.org.br 3.2 - OBRIGATORIEDADE O Balano Patrimonial parte integrante do conjunto de demonstraes contbeis ou financeiras obrigatrias pela Lei 6404/76, que descreve: Art. 176 Ao fim de cada exerccio social, a diretoria far elaborar, com base na escriturao mercantil da companhia, as seguintes demonstraes financeiras, que devero exprimir com clareza a situao do patrimnio da companhia e as mutaes ocorridas no exerccio: I balano patrimonial; II demonstrao dos lucros ou prejuzos acumulados; III demonstrao do resultado do exerccio; e IV demonstrao das origens e aplicaes de recursos. Tambm o novo cdigo civil introduziu matria regulamentando a elaborao do Balano Patrimonial, que deve ser elaborado com base nos registros dos fatos contbeis regularmente escriturados. Art. 1.179. O empresrio e a sociedade empresria so obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou no, com base na escriturao uniforme de seus livros, em correspondncia com a documentao respectiva, e a levantar anualmente o balano patrimonial e o de resultado econmico. Mesmo com a clareza da regulamentao legal em exigir a elaborao do Balano, registre-se que o grande beneficiado pela elaborao das demonstraes contbeis o prprio empresrio que ao interpretar a situao econmico-financeira e patrimonial do seu empreendimento estar visualizando a eficincia e a eficcia das suas aes. 31. Agnaldo Silva 4411 3.3 - EXERCCIO SOCIAL A Lei n 6.404/76 estabelece: Exerccio Social Art. 175. O exerccio social ter durao de um ano e a data do trmino ser fixada no estatuto. Pargrafo nico. Na constituio da companhia e nos casos de alterao estatutria o exerccio social poder ter durao diversa. Observe que a lei estabelece o perodo de doze meses para que a diretoria da empresa elabore, com base na contabilidade, as demonstraes financeiras. Este perodo denominado exerccio financeiro, exerccio social ou perodo contbil. Veja que no h necessidade que o exerccio social coincida com o ano civil, porm a prtica do empresariado brasileiro de que o exerccio social coincida com o ano calendrio. Definida a data de encerramento do exerccio social, esta no pode ser alterada, exceto em condies supervenientes e com a respectiva alterao no instrumento original (contrato social ou ata de constituio). As Sociedades Annimas de Capital Aberto e as Instituies Financeiras, esto vinculadas s deliberaes da CVM Comisso de Valores Mobilirios. A CVM determina que estas instituies devem atualizar suas demonstraes financeiras trimestralmente. Evidentemente que para atender s necessidades gerenciais (usurios internos) e auxiliar a administrao da empresa na tomada de decises, a Contabilidade dever apresentar relatrios contbeis em perodos mais curtos (bimestral, mensal, quinzenal, semanal), isto possvel pela agilidade de processamento dos dados contbeis, assim atribudas tecnologia empregada aos atuais sistemas de processamento das informaes contbeis. 3.4 - ESTRUTURA DO BALANO PATRIMONIAL De forma simplificada, o balano o retrato dos elementos Ativos e Passivos. Consiste em apresentar do lado esquerdo o conjunto de bens e direitos a receber (Ativo) e do lado direito as obrigaes com terceiros e com os proprietrios (Passivo). BALANO PATRIMONIAL EMPRESA MODELO em 31-12-03 ATIVO PASSIVO Bens numerrios 2.000 Fornecedores 1.500 Ttulos a receber 3.200 Emprstimos 5.600 Mercadorias 1.800 Salrios a pagar 900 Veculos 3.000 Tributos a pagar 2.000 Maquinas 5.000 Imveis 15.000 Capital Social 20.000 Total Ativo 30.000 Total Passivo 30.000 Obviamente que para ser analisado por parte de uma grande diversidade de usurios, o Balano precisa ser elaborado de acordo com as normas tcnicas e padres estabelecidos por lei. H no mundo vrios rgos tentando implantar um padro internacional de contabilidade. CAPTULO 3 BALANO PATRIMONIAL 32. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 4422 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee No Brasil, a Lei 6404/76 estabelece uma seqncia de apresentao do Balano Patrimonial. Antes do texto legal, conhea alguns termos tcnicos. Ordem decrescente do grau de liquidez: quer dizer que os elementos sero agrupados de acordo com sua capacidade de transformar-se em dinheiro (tornar-se liquido). Desta forma o Balano trar uma seqncia que inicialmente contemplar dos bens numerrios e por fim os bens imveis, teoricamente os mais difceis de vender e transformar em dinheiro. Liquidez se ope a exigibilidade, que seria a ordem de liquidao das dvidas. Circulante: algo que est em giro, circulando. Na empresa, so os elementos que entram e saem com certa rapidez. Realizvel a longo prazo: que se realizar, estar disposio, ser recebido em um perodo distante, chamado de longo prazo. Longo prazo o perodo compreendido aps o trmino do exerccio social seguinte. Diferido: significa postergado, deixado para depois. Acontece com algumas despesas realizadas no perodo que antecede o funcionamento (operaes) da empresa. Por no ter receitas correspondentes, posterga-se a despesa. Resultados de exerccios futuros: so receitas e custos destas receitas que tenham sido recebidos e pagos, porm a entrega do bem se dar em exerccio futuro. Balano Patrimonial Grupo de Contas Art. 178 No balano, as contas sero classificadas segundo os elementos do patrimnio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a anlise da situao financeira da companhia. 1 No ativo, as contas sero dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: a) ativo circulante; b) ativo realizvel a longo prazo; c) ativo permanente, dividido em investimentos, ativo imobilizado e ativo diferido. 2 No passivo, as contas sero classificadas nos seguintes grupos: a) passivo circulante; b) passivo exigvel a longo prazo; c) resultados de exerccios futuros; d patrimnio lquido, dividido em capital social, reservas de capital, reservas de reavaliao, reservas de lucros e lucros ou prejuzos acumulados. BALANO PATRIMONIAL EMPRESA MODELO EM 31-12-2003 ATIVO PASSIVO ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE Caixa 1.300 Fornecedores 2.800 Bancos 2.200 Tributos a pagar 1.700 Clientes 3.400 Salrios a pagar 1.300 Mercadorias 1.900 Obrigaes trabalhistas 600 ATIVO REALIZ. LGO PZO Emprstimos bancrios 5.000 Crditos longo pzo 800 ATIVO PERMANENTE PASSIVO EXIGVEL A LGO PZO INVESTIMENTOS Financiamentos lgo pzo 3.300 Bens de renda 2.500 RESULTADO EXERC. FUTUROS IMOBILIZADO Receita futura 1.300 Maquinas 4.100 Imveis 6.700 PATRIMNIO LIQUIDO DIFERIDO Capital 6.000 Gastos diferidos 100 Reservas 1.000 TOTAL ATIVO 23.000 TOTAL PASSIVO 23.000 33. Agnaldo Silva 4433 3.5 - LANAMENTOS POR BALANOS SUCESSIVOS Este tpico objetiva a fixao dos conhecimentos adquiridos e a preparao para o estudo da dinmica patrimonial. Antes, Lembre-se: No Ativo sero lanados apenas os bens e direitos; no Passivo Exigvel sero lanadas apenas as obrigaes com terceiros e no Patrimnio Liquido sero lanadas todas as contas relacionadas com os proprietrios-acionistas, inclusive o saldo dos ganhos e perdas (receitas e despesas) o qual chamamos de resultado. O resultado ser lucro quando os ganhos forem maiores que as perdas; ser prejuzo quando as perdas ultrapassarem os ganhos. O Ativo por natureza um grupo de aplicao de recursos, observe que as aplicaes sempre aumentam o saldo das contas de bens e direitos. Obviamente que as origens diminuem os saldos das contas do Ativo, O Passivo o grupo das origens ou fontes de recursos. Desta forma, sempre que a entidade assumir alguma obrigao com terceiros ou com proprietrios ela estar aumentado o saldo das contas do grupo Passivo. Quando estas obrigaes forem quitadas, os saldos sero baixados pois acontece a situao de aplicao de recursos em conta de Passivo. Natureza das Contas Dbito- Aplicaes Crdito- Origens Contas de Ativo Aumento Diminuio Contas de Passivo e Patrimnio Lquido Diminuio Aumento Contas de Resultado Despesa Receita Caso 1. Um empresrio constitui uma empresa com capital de R$ 10.000. Para tanto foi necessria uma transferncia da sua conta pessoal para a conta bancria da empresa no valor do capital. Note: fundamental a separao do que do proprietrio e o que faz parte da empresa. Nesta situao a empresa recebeu o recurso do proprietrio (origem) e depositou no banco (aplicao). Ento a conta capital social, no Passivo, aumentou pela origem e a conta banco movimento, no ativo, aumentou pela aplicao. Ambas passaram de zero para R$ 10.000, e o retrato da situao patrimonial ficou assim. ATIVO PASSIVO Bens numerrios 10.000 Capital Social 10.000 Total Ativo 10.000 Total Passivo 10.000 Caso 2. Os gestores da empresa vo ao banco e contraem um emprstimo de R$ 5.000. o qual foi lanado na conta corrente bancria. Note: a empresa contraiu uma dvida, esta obrigao ser lanada no Passivo como origem de recurso e aumentar o saldo do grupo. Veja tambm que o numerrio destinou-se conta corrente bancria, o que a fez aumentar de saldo por conta da aplicao do recurso. ATIVO PASSIVO Bens numerrios 15.000 Emprstimo 5.000 Capital Social 10.000 Total Ativo 15.000 Total Passivo 15.000 CAPTULO 3 BALANO PATRIMONIAL 34. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 4444 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee Caso 3. Com o recurso do banco, a empresa adquire mercadoria no valor de R$ 4.000, para revenda.. Note: Houve movimentao em duas contas de ativo. Banco (direito) e mercadoria (bem). Neste caso a mercadoria foi comprada (aplicao) ter seu saldo aumentado e o banco cedeu o recurso (origem) ter seu saldo diminudo. ATIVO PASSIVO Bens numerrios 11.000 Emprstimo 5.000 Mercadoria 4.000 Capital Social 10.000 Total Ativo 15.000 Total Passivo 15.000 Caso 4. Pagamento de parte do emprstimo valor de R$ 2.000, conforme cheque. Note: a aplicao em obrigaes e a origem um direito. Ambas tero saldos diminudos. ATIVO PASSIVO Bens numerrios 9.000 Emprstimo 3.000 Mercadoria 4.000 Capital Social 10.000 Total Ativo 13.000 Total Passivo 13.000 Caso 5. Aquisio de maquinas por R$ 12.000 para pagamento em duplicatas mensais num total de 12 parcelas. Note: A operao envolve uma fonte (fornecedor) e uma aplicao (maquinas), portanto a conta maquina ser debitada e a conta fornecedor ser creditada. ATIVO PASSIVO Bens numerrios 9.000 Fornecedor 12.000 Mercadoria 4.000 Emprstimo 3.000 Maquinas 12.000 Capital Social 10.000 Total Ativo 25.000 Total Passivo 25.000 Caso 6. A empresa vende a prazo o total das mercadorias em estoque (R$ 4.000), por R$ 7.000, registrou R$ 2.000, de tributos a pagar pela operao e, desta forma, obtendo um ganho liquido de R$ 1.000. Note: esta operao envolve vrias contas que podem ser resumidas em: no Ativo; aumento de clientes pelas contas a receber R$ 7.000 e baixa de mercadorias R$ 4.000. No Passivo; aumento de tributos a pagar R$ 2.000 e aumento de Patrimnio Liquido pelo lucro na operao de R$ 1.000, resultado do ganho da venda de R$ 3.000 (R$ 7.000 R$ 4.000) menos a despesa com o tributo nas vendas no valor de R$ 2.000. ATIVO PASSIVO Bens numerrios 9.000 Fornecedor 12.000 Clientes 7.000 Tributos a pagar 2.000 Mercadoria 0 Emprstimo 3.000 Maquinas 12.000 Capital Social 10.000 Lucro 1.000 Total Ativo 28.000 Total Passivo 28.000 35. Agnaldo Silva 4455 3.6 - RESUMO O Balano Patrimonial, assim como as demais informaes contbeis, devem propiciar aos usurios uma base segura s suas decises, pela compreenso do estado em que se encontra a entidade, seu desempenho, sua evoluo, riscos e oportunidades que oferece. Segundo o CFC, a informao contbil deve ser, em geral e antes de tudo, veraz e eqitativa, de forma a satisfazer as necessidades comuns a um grande nmero de diferentes usurios, no podendo privilegiar deliberadamente a nenhum deles, considerando o fato de que os interesses nem sempre so coincidentes. O Balano abriga as contas patrimoniais, ou seja, as contas de Ativo e Passivo. No ativo as contas so dispostas em ordem de liquidez, ou ordem de transformao de recursos em bens numerrios, por isso todo balano inicia com a conta caixa (bens numerrios) por j ser liquida; No passivo as contas so dispostas em ordem de exigibilidade, que seria a ordem de preferncia de pagamento ou liquidao da dvida. A apresentao do Balano Patrimonial obrigatria para todas as empresas, salvo aquelas amparadas pelo regime de micro-empreendimentos, e deve ser levantado anualmente ou em perodos inferiores como o caso das empresas ligadas ao sistema financeiro e das sociedades annimas de capital aberto, estas vinculadas CVM. O exerccio social, por sua vez, ter durao de doze meses e no necessariamente dever coincidir com o ano civil. Neste ponto interessante frisar os conceitos de circulante e realizvel a longo prazo. Circulantes so os bens e direitos que sero convertidos em dinheiro bem numerrio at o exerccio social seguinte. Os demais direitos a receber aps o exerccio social seguinte sero considerados como realizveis a longo prazo. Ento, caso o exerccio social da empresa coincida com o ano civil, e estivermos em abril do ano 1, as vendas a prazo recebveis at 31 de dezembro do ano 2 sero consideradas duplicatas a receber circulante. Porm, se esta mesma venda tiver vencimento a partir de 01 de janeiro do ano 3, a duplicata a receber ser considerada como realizvel a longo prazo. O Ativo subdividido em trs grandes grupos: o Ativo Circulante; o Ativo Realizvel a Longo Prazo e o Ativo Permanente. O Ativo Permanente por sua vez, divide-se em trs sub- grupos a saber: Investimentos, Imobilizado e Diferido. O Passivo, de acordo com a Lei 6404/76, divide-se em quatro grupos: o Passivo Circulante, o Passivo Exigvel a Longo Prazo, os Resultados e Exerccios Futuros e o Patrimnio Liquido. O Patrimnio Liquido se sub-divide em: Capital Social, Reservas de Capital, Reservas de Reavaliao, Reservas de Lucros e Lucros ou Prejuzos Acumulados. Os elementos do Ativo tm natureza devedora por receberem aplicaes de recursos. Aumentam de saldo pelos dbitos em conta, os dbitos tem o mesmo raciocnio de que a conta deve a algum que os financiou. Os elementos do Passivo tm natureza credora por serem fonte ou origens de recursos. Aumentam de saldo pelos crditos em suas contas, os crditos significam que a conta emprestou recursos a algum. CAPTULO 3 BALANO PATRIMONIAL 36. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 4466 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee 3.7 - QUESTES PARA REFLEXO 1. Formule um conceito para o Balano Patrimonial. 2. Fundamente a obrigatoriedade das Demonstraes Financeiras e de modo especial o Balano Patrimonial. 3. Diga da importncia para o administrador em levantar balanos para fins gerenciais. 4. Que vantagens tm os empresrios que coincidem o exerccio social com o ano civil. 5. Transcreva para seu material de estudo um balano real de uma empresa, que esteja publicado em jornal ou na internet. 6. O que voc entende por resultados de exerccios futuros? 7. Apresente os balanos sucessivamente aps as seguintes operaes (tente fazer o passo a passo e explicitar as origens e aplicaes): a. Scio integraliza Capital Social na ordem de R$ 30.000, aplicados no caixa da empresa. b. Abertura de conta corrente bancria com depsito inicial de R$ 25.000. c. Aquisio de mquinas para uso, no valor de R$ 40.000, sendo que R$ 5.000, sero pagos no ato com cheque e o restante em 10 parcelas iguais. d. Compra de mercadoria para revenda no valor de R$ 20.000, para pagamento em 90 dias conforme duplicata. e. Contratao de financiamento para Imvel de Uso, no valor de R$ 50.000, a ser liquidado em 25 parcelas, das quais 15 so de curto prazo e 10 so de longo prazo. f. Venda de parte da mercadoria em estoque (50%). valor da mercadoria R$ 10.000 e valor da venda R$ 16.000 para recebimento em duplicata para 30 dias. Na operao desconsidere a incidncia de tributos. g. Pagamento de despesas com: salrio R$ 1.500; energia R$ 500, e impostos R$ 1.000. conforme cheque. h. Pagamento de duplicata de valor nominal R$ 3.500, conforme cheque. i. Pagamento da 1 parcela do financiamento, valor de R$ 2.000, conforme numerrio em espcie. j. Aplicao de R$ 5.000 em caderneta de poupana, recurso oriundo do banco movimento. 3.8 - QUESTES DE CONCURSOS 1 (CFC Suficincia) As informaes contbeis devem permitir ao usurio, como partcipe do mundo econmico, avaliar a situao e a tendncia da Entidade, exceto: a) Observar e avaliar o comportamento. b) Alterar os resultados, quando comparados com os de outros perodos passados. c) Avaliar seus resultados luz dos objetivos estabelecidos. d) Projetar seu futuro nos marcos polticos, sociais e econmicos em que se insere. 37. Agnaldo Silva 4477 2 - (CFC Suficincia) O Balano Patrimonial destina-se a evidenciar: a) A situao exclusivamente qualitativa da empresa ao final de cada exerccio social. b) A situao do lucro ou prejuzo da empresa em 31 de dezembro de cada ano. c) O patrimnio e o patrimnio lquido da entidade, quantitativa e qualitativamente, em determinada data. d) A situao financeira lquida da entidade, quantitativa e qualitativamente, em determinada data. 3 - (CFC Suficincia) Durante o ms de setembro, uma empresa foi registrada na Junta Comercial e captou recursos totais de R$64.000,00, sendo R$40.000,00 dos scios sob a forma de Capital Registrado e R$24.000,00 de terceiros, destes 2/3 a ttulo de financiamentos de longo prazo e 1/3 como receitas. Os referidos recursos foram aplicados no mesmo ms, sendo R$23.800,00 em Mercadorias para Revenda; R$9.590,00 em Aplicaes Financeiras de Curto Prazo, R$6.135,00 na compra de Mquinas e Equipamentos, R$18.350,00 na concesso de Emprstimos a Terceiros e o restante em despesas. Assim, o total do Patrimnio Lquido ser: a) R$41.875,00 b) R$64.000,00 c) R$57.875,00 d) R$56.000,00 4 - (CFC Suficincia) A Norma Brasileira de Contabilidade reconhece o Balano Patrimonial com a seguinte estrutura: a) Ativo, Passivo e Patrimnio Lquido. b) Ativo e Passivo. c) Ativo, Passivo e Demonstrao das Mutaes do Patrimnio Lquido. d) Ativo, Passivo, Demonstrao do Resultado do Exerccio, Demonstrao das Origens e Aplicaes de Recursos e Demonstrao das Mutaes do Patrimnio Lquido. 5 - (CFC Suficincia) Os grupos de contas que compem o ativo so: a) Realizvel a Longo Prazo, Patrimnio Lquido, Permanente. b) Circulante, Exigvel a Longo Prazo, Permanente. c) Circulante, Realizvel a Longo Prazo, Permanente. d) Circulante, Realizvel a Longo Prazo, Resultado de Exerccios Futuros. 6 (CFC Suficincia) O Ativo composto dos grupos de contas: a) Circulante, Permanente e Resultados de Exerccios Futuros. b) Realizvel a Curto Prazo, Permanente e Patrimnio Lquido. c) Circulante, Realizvel a Longo Prazo e Permanente. d) Circulante, Exigvel a Longo Prazo e Permanente. 7 -(CFC Suficincia) O Ativo Permanente formado pelos subgrupos de contas: a) Investimento, Imobilizado e Diferido. b) Imobilizado, Depreciao Acumulada e Diferido. c) Imobilizado, Realizvel a Longo Prazo e Diferido. d) Investimento, Imobilizado e Tangvel. 8 - (CFC Suficincia) O Balano Patrimonial na data de sua elaborao uma Demonstrao Contbil que reflete uma situao: a)esttica. b)dinmica. c)esttico-dinmica. d)transitria. CAPTULO 3 BALANO PATRIMONIAL 38. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 4488 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee 9 - (CFC Suficincia) A compra de mercadorias a prazo: a)aumenta o ativo circulante e diminui a dvida da empresa com os fornecedores. b)no aumenta nem diminui o ativo. c)aumenta o ativo e o passivo. d)gera modificaes na riqueza da organizao. 10 - (CFC Suficincia) Considerando: AC = Ativo Circulante PC = Passivo Circulante PL = Patrimnio Lquido ELP = Exigvel a Longo Prazo RLP = Realizvel a Longo Prazo AP = Ativo Permanente Sendo o Capital Circulante Lquido obtido pela frmula AC PC, qual das equaes abaixo torna-se equivalente: a) AC + PC b) PL AP c) Ativo Passivo d) PL + ELP AP RLP 11 - (K7 Concursos, 2000:6) O balano patrimonial de uma empresa estava assim constitudo: Ativo Circulante $ 3.000,00 Realizvel a longo prazo $ 1.000,00 Permanente $ 9.000,00 Total do Ativo $ 13.000,00 Passivo Circulante $ 2.000,00 Exigvel a longo prazo $ 1.500,00 Patrimnio lquido $ 9.500,00 Total do Passivo $ 13.000,00 Pode-se afirmar que: a) capital prprio de $ 13.000,00; b) capital de terceiros de $ 1.500,00 c) bens disponveis e realizveis a curto prazo de $ 3.000,00; d) capital nominal de $ 9.500,00; e) capital disposio da empresa de $ 9.500,00 12 (K7 Concursos, 2000:28) Indique a alternativa que contm os grupos de contas na cometa disposio em que devem ser apresentados no balano patrimonial, de acordo com a Lei n 6.404/76: a) Ativo circulante, Ativo realizvel a longo prazo, Ativo permanente e Despesas, no Ativo; Passivo circulante, Passivo exigvel a longo prazo, Patrimnio lquido e Receitas, no Passivo; b) Ativo disponvel, Ativo realizvel a longo prazo e Ativo permanente, no Ativo; No-Exigvel e Exigvel, no Passivo; c) Circulante, Realizvel a longo prazo, Pendente e Permanente, no Ativo; d) Circulante, Exigvel a longo prazo, Resultados de exerccios futuros e Patrimnio lquido, no Passivo; e) Circulante, Exigvel a longo prazo e Permanente, no Ativo 39. Agnaldo Silva 4499 13 - (CFC/UnB, 2000) O Balano Patrimonial uma Demonstrao Contbil que reflete uma situao: a) de equilbrio b) de movimento c) financeira d) esttica. 14 - (CESPE/UnB, 1997) O patrimnio lquido a parcela do patrimnio que registra o capital social, as reservas de capital, a reserva de reavaliao, as reservas de lucros e os lucros ou prejuzos acumulados e representa a diferena entre: a) os bens e direitos e as obrigaes. b) os ativos monetrios e os passivos monetrios. c) o ativo circulante e o passivo circulante. d) os ativos e o passivo circulante. e) o passivo circulante e o passivo exigvel a longo prazo. 15 - (Braga/Soares, 2000;33) O Balano Patrimonial uma demonstrao contbil que apresenta: a) Ativo, Passivo, receitas e despesas em determinado momento; b) Ativo, Passivo, despesas patrimoniais e receitas operacionais; c) Ativo, Passivo, Patrimnio Lquido e despesas e receitas; d) Ativo, Passivo, Patrimnio Lquido da empresa em determinado momento. 16 - (Braga/Soares, 2000:32) Tem por objetivo demonstrar a situao patrimonial da empresa em determinada data, normalmente ao trmino de cada exerccio social. Estamos referindo-nos ao: a) Balancete de Verificao; b) Balano Patrimonial; c) Balano Provisrio; d) Balancete Provisrio. 17 - (Braga/Soares, 2000:34) O Ativo Permanente um grupo de aplicaes de recursos de: a) conversibilidade imediata; b) maior conversibilidade; c) conversibilidade impossvel; d) menor conversibilidade. 18 - (K7 Concursos, 2000:5) A equao contbil envolve os conceitos de Ativo, Passivo e Situao Lquida, Receitas e Despesas, expressos de forma matemtica, considerando que os elementos devedores so positivos e os elementos credores so negativos. Desse modo, considerando a natureza devedora ou credora dos elementos constantes de um balancete, pode-se dizer que a equao contbil geral a seguinte: a) bens + direitos passivo patrimnio lquido + receitas despesas = 0 b) bens + direitos passivo + patrimnio lquido + receitas despesas = 0 c) bens + direitos passivo + patrimnio lquido receitas + despesas = 0 d) bens + direitos passivo patrimnio lquido receitas despesas = 0 e) bens + direitos passivo patrimnio lquido receitas + despesas = 0 19 - (ESAF) Balano Patrimonial a representao: a) Das variaes positivas e negativas do patrimnio, evidenciando a variao sofrida por sua situao lquida. b) Da receita e despesa prevista para determinado perodo. c) Do movimento de numerrio em determinado perodo. d) Sinttica dos elementos que formam o patrimnio, evidenciando a equao existente entre os capitais obtidos e os aplicados no complexo patrimonial. e) Das variaes positivas e negativas do patrimnio, evidenciando o resultado econmico do exerccio. CAPTULO 3 BALANO PATRIMONIAL 40. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 5500 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee 20 - (MPU-ESAF-1993) Considere os seguintes dados: Balano Patrimonial em 31-12-92 Ativo Caixa 20 Bancos 30 Aplicaes financeiras de curto prazo 200 Mercadorias 300 Duplicatas a Receber 50 Veculos de Uso 80 Depreciao Acumulada (20) 660 Passivo Exigvel Fornecedores 200 Salrios a Pagar 60 Impostos a Pagar 40 Patrimnio Lquido Capital 300 Lucros Acumulados 60 660 De 1 a 10 de janeiro de 1993, ocorreram os seguintes fatos: 1. Venda do nico veculo, a prazo, (60 dias) por 50. 2. Pagamento, em cheque, dos salrios a pagar e impostos a pagar. 3. Venda de mercadorias, a vista, por 400, com lucro de 100. 4. Depsito bancrio de 400. Os dados acima indicam que, em 10-01-93, aps todas as operaes descritas, o Ativo Circulante, o Passivo Exigvel e o Patrimnio Lquido eram, respectivamente, de: a) 660; 300 e 360. b) 650; 200 e 450. c) 650; 450 e 200. d) 600; 250 e 450. e) 600; 250 e 360. 21 - (FISCAL INSS/97) No balano patrimonial, a diferena entre o valor dos ativos e dos passivos e o resultado de exerccios futuros representa o patrimnio lquido que o valor contbil pertencente aos acionistas ou scios. De acordo com a Lei n. 6.404/76, o patrimnio lquido no pode incluir: a) capital social, que representa valores recebidos pela empresa ou valores por ela gerados que esto formalmente incorporados ao capital social. b) reservas de capital, que representam valores recebidos, inexigveis e que no transitam por contas de resultado. c) provises para contingncias, representando provveis compromissos futuros, de fatos contbeis ocorridos. d) reservas de lucros, representando lucros obtidos pela empresa e retidos com finalidades especficas. e)estoques de ouro, representando as reservas reais da empresa para garantir ou lastrear os ttulos emitidos e adquiridos no mercado de valores mobilirios. 22 - (CFC/UnB, 2001) A compra de um imvel para uso da empresa constitui: a) origem de recursos; b) aplicao de recursos; c) aumento do capital circulante lquido; d) reduo do capital prprio 41. Agnaldo Silva 5511 23 - (TTN-ESAF-1992) O Balano Patrimonial de uma empresa estava assim constitudo: Ativo Circulante 3.000 Ativo Realizvel a Lgo Pzo 1.000 Ativo Permanente 9.000 Passivo Circulante (Impostos a Recolher) 2.000 Passivo Exigvel a Lgo Pzo (Financiamento) 1.500 Patrimnio Lquido 9.500 Pode-se, assim, afirmar que: a) Seu capital prprio de 13.000. b) O capital de terceiros de 1.500. c) O conjunto de bens disponveis e realizveis a curto prazo de 3.000. d) O capital nominal de 9.500. O capital disposio da empresa de 9.500. 24 - (CFC Suficincia) As contribuies de scios ou acionistas para aumento de capital representam: a) reduo do passivo circulante; b) aplicaes de recursos; c) origens de recursos; d) reduo do capital circulante lquido. 25 (CFC Suficincia) A obteno de financiamentos a longo prazo para as operaes da empresa representa: a) origem de recursos; b) aplicao de recursos; c) reduo do capital circulante lquido; d) aumento do passivo circulante. 26 - (Braga/Soares, 2000:45) A compra de um imvel para uso da empresa constitui em imveis: a) aplicao de recursos; b) origens de recursos; c) capital circulante lquido; d) reserva de lucros a realizar. 27 - (Braga/Soares, 2000:31) A legislao societria determina que, ao trmino de cada exerccio social, a administrao da empresa faa elaborar, com base em sua escriturao contbil, demonstraes contbeis que devero exprimir com clareza a situao do: a) patrimnio da empresa e seus valores a dbitos e crditos; b) os valores lanados a crdito de seu Passivo Circulante; c) Patrimnio Lquido da empresa e as mutaes ocorridas no exerccio; d) patrimnio da empresa e as mutaes ocorridas no exerccio. CAPTULO 3 BALANO PATRIMONIAL 42. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 5522 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee 3.9 - INDICAO BIBLIOGRFICA FAVERO, Hamilton Luiz, Et ali. Contabilidade:Teoria e Prtica. Volumes 1 e 2. 2 ed. So Paulo Atlas. 1997. FERRARI, Ed Luiz, Contabilidade Geral: Teoria e 950 Questes. Srie provas e concursos. So Paulo: mpetus, 2001. GONALVES, Eugnio Celso. BAPTISTA, Antonio Eustquio. Contabilidade Geral. 4 ed. So Paulo: Atlas, 1998. IUDCIBUS, Srgio de, e Equipe Fea USP. Contabilidade Introdutria, 9 ed. So Paulo: Atlas, 1998. MARION, Jos Carlos. SOARES, Adenilson Honorio. Contabilidade como Instrumento para Tomada de Decises. So Paulo: Alnea, 2000 ________________ Contabilidade Bsica, exerccio, 2 ed. So Paulo: Atlas, 1998. ________________ Contabilidade Bsica, texto, 2. ed. So Paulo: Atlas, 1998. NEVES, Silvrio, VICECONTI, Paulo Eduardo. Contabilidade Bsica. 11 ed. So Paulo: Frase, 2003. VILHENA, Leonardo de Almeida. Contabilidade para Concursos Pblicos. 2 ed So Paulo. Atlas. 1997. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 B C A A C C A A C 10 11 12 13 14 15 16 17 18 D C B D A D B D A 19 20 21 22 23 24 25 26 27 D B E B C C A A D GABARITO DAS QUESTES DE CONCURSOS 43. Agnaldo Silva 5533 RESULTADO 44. CONTABILIDADE PARA CURSOS DE GRADUAO COLEO FACAPE DCC 5544 LLiivvrroo 11 -- IInnttrroodduuoo CCoonnttaabbiilliiddaaddee 4.1 - CONCEITO Toda empresa ao ser constituda deve declarar um objetivo social. Nas empresas comerciais esse objetivo comprar e vender mercadorias, nas industrias produzir algum produto, nas prestadoras de servios oferecer mo de obra especializada, etc.. Eis ento que ao buscar a realizao do objeto social as empresas assumem risco de ganhar ou perder rec