apostila de introducao biblica

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A Bilia, sendo a Palavra de Deus, é o mais notável livro que o mundo tem visto

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APOSTILA DE INTRODUO BBLICA

Pr. Expedito Jos

Igreja de Cristo El Shadday1

INTRODUAO BBLICA A Bblia, sendo a Palavra de Deus, embora considerada por alguns apenas uma obra literria, o mais notvel livro que o mundo tem visto. Ela contm uma srie de acontecimentos do mais vivo interesse. A histria da sua influncia a histria da civilizao. Os melhores e mais sbios dentre os homens tm testemunhado o poder das Escrituras, como um instrumento de luz, de santidade, e tendo sido as Escrituras preparadas por homens que falaram da parte de Deus, movidos pelo Esprito Santo (2Pe1.21), para revelarem o nico Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem Ele enviou (Jo 17.3), tem a Bblia por este motivo os mais fortes direitos ao nosso atento e reverente respeito: O uso de uma obra de estudo bblico requer as seguintes preocupaes: 1) A primeira que no devemos contemplar este majestoso edifcio da Verdade divina como espectadores somente. O nosso fim no deve ser admirar de fora to bela obra, mas estar dentro para que possamos crer e obedecer. 2) Em segundo lugar somente a entrada no edifcio da Verdade nos d luz. O alvo, portanto, do nosso estudo, tornar mais claro o impressionante livro de Deus, o livro por excelncia, a Bblia. I - A ORGEM DA BBLIA A - Houve um tempo em que a Palavra de Deus no era ainda escrita. No h evidncias de que o homem tivesse a Palavra de Deus escrita antes do dia em que Jeov disse a Moiss, escreve isto para memorial num livro (Ex 17.14). Daquele tempo em diante os homens de Deus escreveram inspirados pelo Esprito Santo. Entretanto, houve homens santos aos quais Deus falou, como No, Abrao e Jos. Mas no lemos que alguns deles foram inspirados para escrever a Palavra de Deus. s vezes Deus revelou a Sua vontade oralmente, numa maneira direta e pessoal a Ado, Caim, a No, a Abrao, a Abimeleque, a Isaac, a Jac e muitos outros. B Devemos lembrar-nos de que havia sempre duas testemunhas de Deus: 1) As suas obras Sl 19.1; Rm 1.19-20 2) A conscincia do homem Rm 2.15 Assim o homem possua desde o princpio um conhecimento sem as leis escritas. No entanto, a conscincia no serve como um veculo de revelao divina, porque pode ser cauterizada e fica quase inutilizada. Conseqentemente havia necessidade uma revelao que durasse para sempre. Tal a Palavra escrita, que permanece para sempre. (I Pe 1.23)

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Introduo Bblica C O estudo metdico da Bblia ensina que Deus escolheu um povo particular para ser o intermedirio da revelao. Deus escolheu o povo judaico (Dt 14.2) e o separou para que fizesse dele repositrio da sua verdade e por ele entregasse a Bblia ao mundo. D Deus fez de homens livros antes de dar a Palavra escrita. Podemos traar a histria da transmisso verbal da palavra de Deus desde o dia em que Ele falou a Ado (Gn 1.28), at o tempo em que ordenou a Moiss que a escrevesse num livro (Ex 17.14). II OS NOMES DA BBLIA A O nome Bblia foi usado pela primeira vez por Crisstomo no sculo IV. derivado da palavra grega biblos que significa livros. Mas empregamos o singular livro, e no o plural livros, afirmando a sua unidade e preeminncia. A Bblia um livro, e a sua unidade das suas partes, e a unidade na adversidade, tem sido aceita pela conscincia crist atravs dos sculos. B A Bblia dividida em duas partes: O ANTIGO TESTAMENTO E O NOVO TESTAMENTO. O nome testamento no se encontra como um ttulo na Bblia. derivado do latim testamentum. Na lngua grega significa concerto ou pacto (Hb 7.22). A mesma palavra usada em II Co 3.6,14 como testamento (aliana). C Alguns nomes internos (dentro da Bblia) so: 1) A Palavra de Deus(Hb 4.12) 2) A Escritura de Deus(Ex 32.16) 3) As Sagradas Letras (II Tm 3.15) 4) A Lei (Mt 12.5) 5) A Escritura da Verdade (Dn 10.21) 6) As Palavras de vida (At 7.38) III AS LNGUAS DA BBLIA Deus usou a linguagem escrita de uma forma especial para transmitir Sua vontade aos homens. Uma das vantagens da linguagem escrita sobre os demais veculos de comunicao a preciso, a permanncia, a objetividade, e a disseminao. O estudo das diversas lnguas interessante e de muito proveito. As lnguas esto sempre se modificando e mudando com o desenvolvimento dos povos e o interrelacionamento das naes.

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Originalmente a Bblia foi escrita em trs lnguas: Hebraica, Aramaica e Grega. Alguns comentadores dizem que provavelmente Abrao deixou de usar a velha lngua semtica A caldaica a qual era da sua prpria terra (Gn 12.15), quando saiu de Ur e adotou a lngua dos cananeus, em cujo meio foi morar. Introduo Bblica Os hebreus, mais tarde, durante o cativeiro Babilnico, deixaram de falar a lngua hebraica e adotaram a caldaico-aramaica, a qual continuou a ser falada at os tempos do Senhor Jesus Cristo. Esta lngua Canania, que Abrao usou, era provavelmente a mesma ou a forma dela que foi conhecida mais tarde como hebraica. Algumas das tabuinhas de Tel-el Amarna, descobertas em 1.887 no Egito, com data de 400 anos mais ou menos depois de Abrao, so escritas em boa lngua canania ou lngua hebraica . A A LNGUA DO ANTIGO TESTAMENTO Com poucas excees, o Antigo Testamento foi escrito na lngua hebraica. Esta era a lngua do povo de Israel e chamada de lngua judaica (II Rs 18.26). Esta lngua continuou a ser falada e escrita pelos hebreus at o cativeiro quando adotaram a aramaica, a qual um dialeto da hebraica com origem semtica. Podemos descobrir trs perodos em que se divide a histria do desenvolvimento da lngua hebraica. 1) O perodo em que foi escrito o Pentateuco. a lngua hebraica falada no tempo de Moiss. 2) O perodo em que a lngua alcanou o ponto do seu maior desenvolvimento em pureza e refinamento. Uma parte dos livros histricos, poticos e a maioria dos livros profticos. 3) O perodo em que forma escritos os demais livros de profecia, assim como Ester, Esdras e Neemias. Certas passagens de Esdras, jeremias e Daniel so escritas no dialeto caldaico-aramaico. Este fenmeno se explica pela residncia de Daniel e Esdras na Babilnia. Passagens escritas no aramaico (siraco): Esdras 4.8-6, 18 e 17.12-26; Jeremias 10.11; Daniel 2.4; 7.28. O hebraico a lngua principal do Antigo Testamento, especialmente adequada para tarefa de criar uma ligao entre a biografia do povo de Deus e o relacionamento do Senhor com esse povo. O hebraico encaixou-se bem nessa tarefa porque um a lngua PICTRICA. Expressa-se mediante metforas vvidas e audaciosas, capazes de desafiar e dramatizar a narrativa dos acontecimentos. Alm disso, o hebraico uma lngua pessoal. Apela diretamente ao corao e as emoes, e no apenas mente e razo. uma lngua em que a mensagem mais sentida que meramente pensada. B A LNGUA DO NOVO TESTAMENTO

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Os livros do Novo Testamento foram escritos originalmente na lngua grega, conhecida como helnica porque os gregos eram chamados de helenos. Depois da grande conquista de Alexandre Magno, rei da Macednia, a lngua grega espalhou-se em toda parte do Egito e do Oriente, e tornou-se a lngua verncula dos hebreus que residiam nas colnias de Alexandre e outras partes. O Novo Introduo Bblica testamento foi escrito na lngua grega chamada koin, a lngua grega popular do povo da poca do Novo Testamento. O grego do Novo Testamento adaptou-se de modo adequado finalidade de interpretar a revelao de Cristo em linguagem teolgica. Tinha recursos lingsticos especiais para essa tarefa, por ser um idioma intelectual. Era um idioma da mente, mais que do corao, e os filsofos atestam isso plenamente. O grego tem preciso tcnica de expresso no encontrado no hebraico. IV - PARTICULARIDADES ACERCA DA BBLIA A Bblia uma verdadeira biblioteca de 66 livros, sendo 39 no Antigo Testamento e vinte e sete no Novo Testamento. teve cerca de 40 escritores, por um perodo de 16 sculos aproximadamente, os quais no se conheceram; viveram em culturas e naes diferentes. Ao escrever Todos os autores escreveram inspirados pelo Esprito Santo. Entretanto, h na Bblia um s plano, que de fato mostra que havia um s autor divino guiando os homens. Isto garante a unidade de revelao e ensino. como a construo de um grande prdio, em que muitos operrios esto empregados. Cada um sabe bem o seu ofcio, porm todos dependem do plano do arquiteto. Podemos dizer ento que a Bblia humana-divina, quer dizer, contm esses dois elementos: Humana sujeita as leis da lngua e literatura; fornecem variedades de estilo e matria; referem-se Bblia em determinadas partes (cada livro, um autor). Divina pode ser compreendida apenas por homens espirituais; garante unidade de revelao e ensino; refere-se Bblia como um s livro. A - Os Materias Empregados Pelos Escritores da Bblia Pergaminho Conhecido tambm como couro ou velino, era fabricado com peles de cabra ou de ovelhas e era mais duradouro que o papiro, porm muito mais caro ( II Tm 4.13,14). Papiro Tambm conhecido como junco, uma planta aqutica muito comum no Egito. Do cerne de seu caule produzia-se um material semelhante folha de papel, que os antigos usavam para a escrita (Ex 2.3;Is 18.2) Papel e tinta II Jo 12 5

Madeira Ez 37.16 Tijolo Ez 4.1 Lminas de ouro - Ex 28.13 Tbuas de pedras Ex 24.12; 31.18; Js 8.31-32 Introduo Bblica

B - Datas Aproximadas em que Foram Escritos os Livros da Bblia e seus Respectivos Autores. LIVRO Gnesis xodo Levtico Nmeros Deuteronmio Josu Juizes Rute I Samuel II Samuel I Reis II Reis I Crnicas II Crnicas Esdras Neemias Ester J Salmos DATA1445-1405 aC 1445-1405aC 1444-1405aC 1444-1405aC 1405aC 1400-1375 aC 1043-1004aC 1050-1000 aC

AUTOR Moiss Moiss Moiss Moiss MoissJosu,Finia s, Eleazer,

LIVRO Miquias Naum Habacuque Sofonias Ageu Zacarias

DATA 735-710 aC 663-612 aC 607-598 aC 640-612 aC 520-518 aC 520-518 aC 458-433 aC 58-68 dC 55-65 dC 60-62 dC 85-90 dC 60-62 dC 57 dC 56 dC 57 dC 53-56 dC 60-62 dC 60-62 dC 60-62 dC

AUTOR Miqueias NaumHabacuque

Sofonias Ageu Zacarias Malaquias Mateus Marcos Lucas Joo Lucas Paulo Paulo Paulo Paulo Paulo Paulo Paulo

Malaquias Mateus 1015-930 aC Samuel Marcos 1015-