poluiÇÃo sonora: possÍveis...

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III Encontro de Sustentabilidade em Projeto do Vale do Itajaí Dias 15, 16 e 17 de Abril de 2009. POLUIÇÃO SONORA: POSSÍVEIS SOLUÇÕES João Candido Fernandes – Dr. Eng. Prof. Titular – [email protected] Universidade Estadual Paulista - Unesp James Luizar Queiroz – Eng. Mestrando – [email protected] Universidade Estadual Paulista - Unesp Resumo: Este trabalho tem como objetivo apresentar a poluição sonora como a forma de poluição que atinge o maior número de pessoas no mundo. São apresentadas as características físicas do som, e as propriedades acústicas na propagação, reflexão, transmissão e absorção. Em seguida é definido o ruído e as formas de avaliar o ruído ambiental, o conforto acústico e o risco de contrair a Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR). Para isso são empregadas as Normas Brasileiras NBR 10.151 e NBR 10.152, Portarias de Decretos do Ministério do Meio Ambiente e Ministério do Trabalho, Normas Americanas e Internacionais e Normas da Organização Mundial da Saúde. Por fim, são apresentados os métodos para controle da poluição sonora. Palavras-chave: Poluição Sonora, Ruído, Conforto Acústico. 1. INTRODUÇÃO Entre os fenômenos físicos existentes na natureza, o som talvez seja o que mais sensibiliza o homem. Uma música lenta pode relaxar, uma música conhecida pode deixar alegre ou triste, um barulho pode irritar ou até o simples gotejar de uma torneira pode não permitir dormir. O desenvolvimento da indústria e o surgimento dos grandes centros urbanos acabaram com o silêncio de boa parte do planeta. Na verdade, o homem moderno teve que se acostumar com a presença desta companhia desagradável (FERNANDES, 2001). O ruído causa diversos efeitos sobre o ser humano: desde uma simples perturbação (quando toca o telefone durante o descanso), causando irritação; ou com efeitos temporários em nossa audição (quando uma pessoa permanece por algumas horas num baile com música em altos volumes e depois sente a audição diminuída - ouvido tapado - ou com zumbidos); até alterações permanentes, que normalmente ocorrem em pessoas que permanecem expostas diariamente a altos níveis de ruído. A preocupação com o meio ambiente e sua relação com a saúde não é algo recente. Há mais de 2500 anos, Hipócrates, através de sua obra “Ares, Água e Lugares”, já atribuía aos desequilíbrios ambientais a causa de várias doenças. Quatro séculos após Hipócrates, Plínio, O Velho, observou a surdez dos moradores que viviam próximos às cataratas do rio

Author: phamkien

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  • III Encontro de Sustentabilidade em Projeto do Vale do ItajaDias 15, 16 e 17 de Abril de 2009.

    POLUIO SONORA: POSSVEIS SOLUES

    Joo Candido Fernandes Dr. Eng. Prof. Titular [email protected] Estadual Paulista - Unesp

    James Luizar Queiroz Eng. Mestrando [email protected] Estadual Paulista - Unesp

    Resumo: Este trabalho tem como objetivo apresentar a poluio sonora como a forma depoluio que atinge o maior nmero de pessoas no mundo. So apresentadas ascaractersticas fsicas do som, e as propriedades acsticas na propagao, reflexo,transmisso e absoro. Em seguida definido o rudo e as formas de avaliar o rudoambiental, o conforto acstico e o risco de contrair a Perda Auditiva Induzida por Rudo(PAIR). Para isso so empregadas as Normas Brasileiras NBR 10.151 e NBR 10.152,Portarias de Decretos do Ministrio do Meio Ambiente e Ministrio do Trabalho, NormasAmericanas e Internacionais e Normas da Organizao Mundial da Sade. Por fim, soapresentados os mtodos para controle da poluio sonora.

    Palavras-chave: Poluio Sonora, Rudo, Conforto Acstico.

    1. INTRODUO

    Entre os fenmenos fsicos existentes na natureza, o som talvez seja o que maissensibiliza o homem. Uma msica lenta pode relaxar, uma msica conhecida pode deixaralegre ou triste, um barulho pode irritar ou at o simples gotejar de uma torneira pode nopermitir dormir.

    O desenvolvimento da indstria e o surgimento dos grandes centros urbanos acabaramcom o silncio de boa parte do planeta. Na verdade, o homem moderno teve que seacostumar com a presena desta companhia desagradvel (FERNANDES, 2001).

    O rudo causa diversos efeitos sobre o ser humano: desde uma simples perturbao (quando toca o telefone durante o descanso),

    causando irritao; ou com efeitos temporrios em nossa audio (quando uma pessoa

    permanece por algumas horas num baile com msica em altos volumes edepois sente a audio diminuda - ouvido tapado - ou com zumbidos);

    at alteraes permanentes, que normalmente ocorrem em pessoas quepermanecem expostas diariamente a altos nveis de rudo.

    A preocupao com o meio ambiente e sua relao com a sade no algo recente. Hmais de 2500 anos, Hipcrates, atravs de sua obra Ares, gua e Lugares, j atribua aosdesequilbrios ambientais a causa de vrias doenas. Quatro sculos aps Hipcrates,Plnio, O Velho, observou a surdez dos moradores que viviam prximos s cataratas do rio

  • III Encontro de Sustentabilidade em Projeto do Vale do ItajaDias 15, 16 e 17 de Abril de 2009.

    Nilo e este o primeiro relato que conhecemos da relao causal entre o rudo e a perda deaudio.

    Com a revoluo industrial, a produo se tornou prioridade, e o homem nunca maisconseguiu melhorar o ambiente que habita. Com o desenvolvimento tecnolgico no sculoXX, ou seja, com a introduo do rdio e do amplificador na dcada de 20, o aparecimentodo automvel e o desenvolvimento da aviao militar, houve um incremento do rudo nazona urbana. A partir dos anos 50 houve o crescimento descontrolado da industrializao,com o automatismo e o acmulo de mquinas (NEWTON, 2001), contribuindoaceleradamente para o rudo nos grandes centros (Figuras 1 e 2). Algumas pesquisasindicam que o rudo que nos rodeia duplica a cada 10 anos (FERNANDES, 2003).

    FIGURA 1 Rudo industrial e urbano

    FIGURA 2 Porcentagem da populao exposta a nveis mdios de rudo (Ldn)

    A cada dia torna-se maior a urgncia de uma conscientizao e tomada de atitude emfavor da diminuio dos altos nveis de rudo nos mais diversos ambientes ocupados pelohomem.

    2. CONCEITOS DE ACSTICA E AUDIO

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    O som um fenmeno vibratrio resultante da presso no ar. Essas variaes depresso se do em torno da presso atmosfrica e se propagam longitudinalmente, emforma de ondas, com velocidade de aproximadamente 340 m/s.

    Qualquer fenmeno capaz de causar ondas de presso no ar considerado umafonte sonora: um corpo slido em vibrao, uma exploso ou o vazamento de um gs altapresso.

    So trs as caractersticas fsicas do som: intensidade, freqncia e timbre.

    2.1. - IntensidadeA intensidade do som a quantidade de energia contida no movimento vibratrio.

    Essa intensidade se traduz com uma maior ou menor amplitude de oscilao na vibrao.Para um som de intensidade mdia, essa amplitude da ordem de centsimos demilmetros. A intensidade sonora pode ser avaliada atravs de dois parmetros : a energiacontida no movimento vibratrio (W/cm2 = Watts por centmetro quadrado), ou pelapresso no ar (BAR = 1 dina/cm2). Do ponto de vista fsico, a energia contida num fenmeno sonoro desprezvel. Aenergia sonora contida num som de 0 decibels (que equivale ao menor som que o ouvidohumano consegue escutar), de 10 -16 W/cm2, ou seja :

    0 dB = 0,0000000000000001 W/cm2. (1)

    Um som com a mxima intensidade que o ouvido pode suportar, por volta dos 140 dB (quecorresponde ao limiar da dor) teria uma energia de 10 -2 W/cm2, ou seja :

    140 dB. = 0,01 W/cm2. (2)

    A energia sonora contida num grito de "gol" de um estdio de futebol lotado, mal dariapara aquecer uma xcara de caf. Se a energia da voz de toda a populao de uma cidadede 300 mil habitantes fosse transformada em energia eltrica, seria o suficiente apenas paraacender uma lmpada de 50 ou 60 Watts.

    2.2. - FreqnciaA freqncia o nmero de oscilaes por segundo do movimento vibratrio do

    som, que tem como unidade "ciclos por segundo" (cps), ou Hertz (Hz). O ouvido humano capaz de captar sons com freqncias entre 16 e 20.000 Hz. Os sons com menos de 16Hz so chamados de infra-sons e com mais de 20 kHz so chamados de ultra-sons.

    Dentro da banda audvel, verifica-se que o ouvido percebe as freqncias demaneira no linear. Experincias demonstram que ouvido humano obedece a Lei deWeber de estmulo/sensao, ou seja, as sensaes ao som, cor, odor, dor etc., variam como logaritmo dos estmulos que as produzem.

    As freqncias audveis so divididas em 3 bandas :

    Sons graves - Baixas freqncias = de 20 at 500 HzSons mdios - Mdias freqncias = de 500 at 5.000 HzSons agudos - Altas freqncias = de 5.000 at 20.000 Hz

    2.3. - TimbreO timbre o modo como ocorre a vibrao sonora, ou, tecnicamente, a forma de

    onda da vibrao. o timbre que nos permite identificar a fonte sonora. Por exemplo : se

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    tocarmos a mesma nota musical (portanto a mesma freqncia), com a mesma intensidade,em um piano e em um violo, notamos claramente a diferena. Dizemos que osinstrumentos musicais tm timbres diferentes.

    2.4. - O ouvido humanoEm razo da extrema sensibilidade de nosso aparelho auditivo, a mnima

    quantidade de energia sonora, pode ser captada, afetando-nos em uma srie de aspectospsicolgicos e fisiolgicos.

    Pequenos sons influem diretamente em nosso comportamento: o som de umamsica pode nos acalmar enquanto o som do raspar de uma unha num quadro-negro podecausar arrepios. Os efeitos fisiolgicos ocorrem para sons intensos, normalmente acima de90 decibels; um som repentino (por exemplo, uma exploso), coloca o organismo em alertapara uma situao de emergncia: a presso arterial e a pulsao aumentam, os msculosse contraem, a transpirao aumenta, o fluxo de saliva e dos sucos gstricos reduzido e adigesto cessa. A exposio prolongada a esses nveis sonoros, pode levar a perda daaudio.

    Na rea da engenharia e arquitetura, estudamos como o som pode tornar umambiente mais ou menos adequado para o homem exercer suas funes de trabalho, laserou repouso. Aparece ento o conceito de "Conforto Acstico do Ambiente".

    3. CONFORTO ACSTICO

    Nas ltimas dcadas, as Escolas de Arquitetura e Engenharia Civil tm dado umacrescente importncia forma das edificaes, relegando para um plano inferior os fatoresfsicos do ambiente. Esses fatores tambm so responsveis pelo conforto e bem estar dohomem e, devem ser levados em considerao durante o projeto. Os nveis de iluminao,temperatura, ventilao, umidade, etc., devem ser previstos no projeto, pois so essenciaiss atividades humanas.

    Nos locais onde importante a comunicao sonora - teatros, auditrios, cinemas,igrejas, anfiteatros, salas de reunies, salas de aula, etc. - o fator mais importante aacstica do ambiente. Nesses casos, a acstica deve ser tomada como fator primordial,mesmo em detrimento de outras condies de conforto da edificao. Em locais comoestdios de gravao de som, estdios de rdio ou televiso, cmaras acsticas, o projetoacstico deve ser absoluto.

    O estudo da acstica, normalmente, no faz parte de nenhum currculo de cursos degraduao. Nos Cursos de Arquitetura e de Engenharia Civil, onde deveria ser disciplinaobrigatria, as poucas informaes que so passadas aos alunos (quando o so) se limitama velhas frmulas sem qualquer conceito ou viso crtica (FERNANDES, 1985).

    Ao projetarmos ou analisarmos um ambiente (seja uma simples sala de televiso oude msica de uma residncia, at um anfiteatro, ou uma igreja, um auditrio, um cinema),dois aspectos so primordiais para o conforto acstico do local: o nvel de rudo e aacstica interna do ambiente.

    3.1. - O Rudo Ambiental

    Os altos nveis de rudo urbano tm se transformado, nas ltimas dcadas, em umadas formas de poluio que mais tem preocupado os urbanistas e arquitetos. Os valoresregistrados acusam nveis de desconforto to altos que a poluio sonora urbana passou a

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    ser considerada como a forma de poluio que atinge o maior nmero de pessoas. Assim,desde o congresso mundial sobre poluio sonora em 1989, na Sucia, o assunto passou aser considerado como questo se sade pblica. Entretanto, a preocupao com os nveisde rudo ambiental j existia desde 1981 pois, no Congresso Mundial de Acstica, naAustrlia, as cidades de So Paulo e do Rio de Janeiro passaram a ser consideradas as demaiores nveis de rudo do mundo (Folha de S. Paulo, 1992). Nas cidades mdiasbrasileiras, onde a qualidade de vida ainda preservada, o rudo j tem apresentado nveispreocupantes, fazendo com que vrias delas possuam leis que disciplinem a emisso desons urbanos (FERNANDES e SANTOS, 1985; FERNANDES, 1990).

    Numa viso mais ampla, o silncio no deve ser encarado apenas como um fatordeterminante no conforto ambiental, mas deve ser visto como um direito do cidado. Obem estar da populao no deve tratado apenas com projetos de isolamento acsticotecnicamente perfeitos mas, alm disso, exige uma viso crtica de todo o ambiente que vaireceber a nova edificao. necessria uma discusso a nvel urbanstico.

    Outro conceito importante a ser discutido se refere s comunidades j assentadasameaadas pela poluio sonora de novas obras pblicas. A transformao de umatranqila rua em avenida, a construo de um aeroporto ou de uma auto-estrada, ou umavia elevada, podem elevar o rudo a nveis insuportveis. O mtodo mais utilizado para avaliar o rudo em ambientes a aplicao das curvasNC (noise Criterion) criadas por Beranek em pesquisas a partir de 1952 (ver nabibliografia os vrios trabalhos desse autor). Em 1989 o mesmo autor publicou as CurvasNCB (Balanced Noise Criterion Curves), com aplicao mais ampla (Figura 3). So vriascurvas representadas em um plano cartesiano que apresenta no eixo das abscissas asbandas de freqncias e, no eixo das ordenadas, os nveis de rudo. Cada curva representao limite de rudo para uma da atividade (Tabela 1): a curva NC-10 estabelece o limite derudo para salas de concerto, estdios de rdio ou TV; a curva NC-20 o limite paraauditrios e igrejas; a curva NC-65 (a de maior nvel) o limite para qualquer trabalhohumano, com prejuzo da comunicao mas sem haver o risco de dano auditivo.

    No Brasil, os critrios para medio e avaliao do rudo em ambientes so fixadospelas Normas Brasileiras da Associao Brasileira de Normas Tcnicas. As principais so :

    - NBR 7731 - Guia para execuo de servios de medio de rudo areo eavaliao dos seus efeitos sobre o homem;

    - NBR 10151 - Avaliao do rudo em reas habitadas visando o conforto dacomunidade;

    - NBR 10152 (NB-95) - Nveis de rudo para conforto acstico.

    Nesta ltima norma, a fixao dos limites de rudo para cada finalidade doambiente feita de duas formas: pelo nvel de rudo encontrado em medio normal (emdB(A)), ou com o uso das curvas NC. A Tabela 2 apresenta estes dados.

    Os limites de rudos para conforto acstico fixados pela norma ANSI e pelaOrganizao Mundial do Trabalho so apresentados nas Tabelas 3 e 4.

    Trabalhos cientficos relacionados com o rudo ambiental demonstram que umapessoa s consegue relaxar totalmente durante o sono, em nveis de rudo abaixo de 39dB(A), enquanto a Organizao Mundial de Sade estabelece 55 dB(A) como nvel mdiode rudo dirio para uma pessoa viver bem. Portanto, os ambientes localizados em onde orudo esteja acima dos nveis recomendados necessitam de um isolamento acstico.

    Acima de 75 dB(A), comea a acontecer o desconforto acstico, ou seja, paraqualquer situao ou atividade, o rudo passa a ser um agente de desconforto. Nessas

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    condies h uma perda da inteligibilidade da linguagem, a comunicao fica prejudicada,passando a ocorrer distraes, irritabilidade e diminuio da produtividade no trabalho.Acima de 80 dB(A), as pessoas mais sensveis podem sofrer perda de audio, o que segeneraliza para nveis acima de 85 dB(A).

    Para locais de trabalho com rudo excessivo, a Consolidao das Leis do Trabalho,na Portaria 3214, NR 15, estabelece os limites de exposio ao rudo para trabalhadoresbrasileiros, visando proteg-los de danos auditivos. A Tabela 5 mostra o tempo mximopermitido de exposio diria, para cada nvel de rudo, conforme a C.L.T.

    Os mdicos recomendam que pessoas submetidas a nveis de rudo acima de 80dB(A) devem se proteger, com o uso de plugs ou tampes acsticos.

    dB [ref. 20 Pa]100

    90

    80

    70

    60

    50

    40

    30

    20

    10

    016 31.5 63 125 250 500 1000 2000 4000 8000

    Freqncia central da banda de oitava [Hz]

    A

    B NCB

    65

    60

    55

    50

    45

    40

    35

    30

    25

    20

    15

    10

    Curvas Critrio de Rudo Balanceadas

    Curvas NCB

    Limiar daAudio

    Figura 3 - Curvas Critrio de Rudo Balanceadas (BERANEK, 1989a e BERANEK, 1989b)

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    Tabela 1 - Limite de utilizao para vrias atividades humanas em funo das curvas NCB

    CurvaNCB

    Tipo de ambiente que pode conter como mximo rudo, os nveis da da curvacorrespondente

    10 Estdios de gravao e de rdio (com uso de microfones distncia)

    10 a 15 Sala de concertos, de peras ou recitais (para ouvintes de baixos nveis sonoros)

    20Grandes auditrios, grandes teatros, grandes igrejas (para mdios e grandes intensidadessonoras)

    25Estdios de rdio, televiso, e de gravao (com uso de microfones prximos e captaodireta)

    30Pequenos auditrios, teatros, igrejas, salas de ensaio, grandes salas para reunies, encontrose conferncias (at 50 pessoas), escritrios executivos.

    25 a 40Dormitrios, quartos de dormir, hospitais, residncias, apartamentos, hotis, motis, etc.(ambientes para o sono, relaxamento e descanso).

    30 a 40Escritrios com privacidade, pequenas salas de conferncias, salas de aulas, livrarias,bibliotecas, etc. (ambientes de boas condies de audio).

    30 a 40Salas de vivncia, salas de desenho e projeto, salas de residncias (ambientes de boascondies de conversao e audio de rdio e televiso).

    35 a 45Grandes escritrios, reas de recepo, reas de venda e depsito, salas de caf,restaurantes, etc. (para condies de audio moderadamente boas).

    40 a 50Corredores, ambientes de trabalho em laboratrios, salas de engenharia, secretarias (paracondies regulares de audio).

    45 a 55Locais de manuteno de lojas, salas de controle, salas de computadores, cozinhas,lavanderias (condies moderadas de audio).

    50 a 60Lojas, garagens, etc. (para condies de comunicaes por voz ou telefone apenasaceitveis). Nveis acima de NCB 60 no so recomendadas para qualquer ambiente queexija comunicao humana.

    55 a 70Para reas de trabalho onde no se exija comunicao oral ou por telefone, no havendorisco de dano auditivo.

    A medida dos nveis de rudo a principal atividade de avaliao dos problemas dorudo de um ambiente. Pode-se fazer desde uma simples avaliao local, passando por umlevantamento mais minucioso, at uma anlise de preciso com o uso de analisadores defreqncia. A escolha do processo vai depender das caractersticas do rudo e da precisoque se deseja na medio (FERNANDES, 1988).

    De um modo geral, os rudos podem ser agrupados em 3 tipos :- Rudos contnuos: so aqueles cuja variao de nvel de intensidade sonora

    muito pequena em funo do tempo. So rudos caractersticos de bombas de lquidos,motores eltricos, engrenagens, etc. Exemplos: chuva, geladeiras, compressores,ventiladores.

    - Rudos flutuantes: so aqueles que apresentam grandes variaes de nvelem funo do tempo. So geradores desse tipo de rudo os trabalhos manuais, afiao deferramentas, soldagem, o trnsito de veculos, etc. So os rudos mais comuns nos sonsdirios.

    - Rudos impulsivos, ou de impacto: apresentam altos nveis de intensidadesonora, num intervalo de tempo muito pequeno. So os rudos provenientes de exploses eimpactos. So rudos caractersticos de rebitadeiras, impressoras automticas, britadeiras,prensas, etc.

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    Tabela 2. - Nveis de som para conforto, segundo a NBR 10152

    LOCAIS dB(A) Curvas NCHospitais Apartamentos, Enfermarias, Berrios, Centros Cirrgicos Laboratrios, reas para uso pblico Servios

    35 -4540 - 5045 -55

    30 -4035 -4540 -50

    Escolas Bibliotecas, Salas de msica, Salas de desenho Salas de aula, Laboratrios Circulao

    35 -4540 -5045 - 55

    30 - 4035 - 4540 - 50

    Hotis Apartamentos Restaurantes, Salas de estar Portaria, Recepo, Circulao

    35 4540 5045 55

    30 - 4035 - 4540 - 50

    Residncias Dormitrios Salas de estar

    35 4540 50

    30 - 4035 - 45

    Auditrios Salas de concerto, Teatros Salas de Conferncias, Cinemas, Salas de uso mltiplo

    30 - 4035 - 45

    25 - 3030 35

    Restaurantes 40 - 50 35 - 45Escritrios Salas de reunio Salas de gerncia, Salas de projetos e de administrao Salas de computadores Salas de mecanografia

    30 - 4035 - 4545 - 6550 - 60

    25 - 3530 - 4040 - 6045 - 55

    Igrejas e Templos 40 - 50 35 - 45Locais para esportes Pavilhes fechados para espetculos e ativ. esportivas 45 - 60 40 - 55

    Cada forma de rudo exige uma metodologia prpria de medio.O equipamento utilizado na avaliao do rudo o "Medidor de Intensidade

    Sonora", mais conhecido (erradamente) por decibelmetro. Esses equipamentos devem sercalibrados, a cada srie de medies, de acordo com as normas internacionais. A suaregulagem (curva de calibrao, tempo de resposta, tipo e dimetro do microfone, etc.)dependem das condies da medio, tipo de rudo e finalidade da avaliao. A operaodo aparelho deve seguir as normas e leis vigentes, com as precaues quanto a posio domicrofone, velocidade do vento, proximidade de superfcies refletoras, rudo de fundo, etc.

    3.2. - A acstica interna de ambientes

    O projeto acstico de ambientes um dos maiores desafios enfrentados porArquitetos e Engenheiros Civis. Isto em razo da rara literatura em lngua portuguesa e doenfoque pouco prtico das publicaes estrangeiras. A Acstica Arquitetnica, como designada essa rea da acstica, preocupa-se, especificamente, com dois aspectos:

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    Tabela 3- Critrio para Avaliao do Rudo em Ambientes, conforme a American NationalStandard Institute USA - ANSI S12.2 (1995)

    Critrios

    Tipo de Espao ou AtividadeValores de

    Rudo de Fundorecomendados

    dB(A)

    MximoNvel sonoro

    no localdB(A)

    Locais de conversao contnua, sem uso de telefone 60 70 65 75

    Lojas, garagens, salas de mquinas, cozinhas, lavanderias 45 60 52 65

    Oficinas de manuteno leve, salas de computao 54 55 52 61

    Salas de desenho, oficinas escolares 40 50 52 61

    Escritrios de comrcio geral e secretarias 40 50 47 56

    Laboratrios, clnicas e salas de espera 40 50 47 56

    Halls pblicos, corredores e reas secundrias 40 50 47 56

    Lojas de varejo, restaurantes e lanchonetes 35 45 42 56

    Grandes escritrios, secretarias e salas de descanso 35 45 42 56

    Salas de estar e de jantar 30 40 38 47

    Salas de aula e bibliotecas 30 40 38 47

    Escritrios semi-particulares e privados 30 40 38 47

    Quartos de dormir de hotis com condicionamento de ar 30 40 38 47

    Quartos de dormir residenciais ou hospitalares 25 35 34 42

    Escritrios executivos e locais para conferncias 25 35 34 42

    Auditrios pequenos (< 500 pessoas) e salas de conferncia Max. 35 Max 42

    Pequenas igrejas e sinagogas Max. 25 Max. 38

    Estdios de gravao de rdio/TV com microfone prximo Max. 25 Max. 38

    Igrejas e sinagogas com msica litrgica Max. 25 Max. 38

    Grandes auditrios para drama, sem msica amplificada Max. 25 Max. 38

    Estdios de gravao de rdio/TV com microfone remoto Max 20 Max 30

    Salas para pera Max 20 Max 30

    Salas para msica e recitais Max. 20 Max. 30

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    Tabela 4 Nveis rudo confortveis, segundo a Org. Mundial da Sade

    Location Effects Leq(dBA)

    Time(hours)

    Time ofday

    Bedroom sleep disturbance, annoyance >30 8 night

    Living area annoyance, speech interference >50 16 dayOutdoor livingarea

    moderate annoyanceserious annoyance

    >50>55

    16 day

    Outdoor livingarea

    sleep disturbance, with openwindows

    >45 8 night

    Schoolclassroom

    speech interference,communication disturbance

    >35 8 day

    Hospitals: patientrooms

    sleep disturbance, communicationinterference

    >30-35 8 day andnight

    Tabela 5 - Limites de Tolerncia para rudo contnuo ou flutuante (NR 15)

    Nvel de Rudo dB(A) Mxima Exposio Diria Permissvel85 8 horas86 7 horas87 6 horas88 5 horas89 4 horas e 30 min.90 4 horas91 3 horas e 30 min.92 3 horas93 2 horas e 30 min.94 2 horas e 15 min.95 2 horas96 1 hora e 45 min.98 1 hora e 15 min

    100 1 hora102 45 minutos104 35 minutos105 30 minutos106 25 minutos108 20 minutos110 15 minutos112 10 minutos114 8 minutos115 7 minutos

    Isolamento contra o rudo : o ambiente deve estar isolado dos rudosexternos e dos rudos produzidos no prprio interior.

    Controle dos sons no interior do recinto : nos locais onde importanteuma comunicao sonora, o projeto acstico deve propiciar uma distribuio homogneado som, preservando a inteligibilidade da comunicao e evitando problemas acsticoscomuns, como ecos, ressonncias, reverberao excessiva, etc.

    3.2.1. - Isolamento Contra o Rudo

  • III Encontro de Sustentabilidade em Projeto do Vale do ItajaDias 15, 16 e 17 de Abril de 2009.

    Inicia-se o projeto do isolamento de um ambiente ao rudo obtendo-se doisparmetros essenciais: o nvel de rudo externo Lex (normalmente toma-se o valormximo, ou o nvel equivalente Leq), e o nvel de rudo mximo interno que se deseja parao projeto Lin. O isolamento mnimo necessrio para o ambiente ser :

    ISOL = Lex - Lin (3)

    Esse isolamento deve prevalecer em todas as superfcies que compem o ambiente:paredes, laje do teto, laje do piso, portas, janelas, visores, sistema de ventilao, etc.Algumas atenuaes medidas em laboratrio so mostradas na Tabela 6 (DE MARCO,1982).

    Deve-se lembrar que quanto maior a densidade (peso por rea) do obstculo aosom, maior ser o isolamento. Assim, as paredes de tijolos macios ou de concreto e degrande espessura apresentam as maiores atenuaes; as paredes de tijolos vazados atenuammenos; as lajes macias de concreto atenuam mais que as lajes de tijolos vazados.

    Outro fenmeno importante o do aumento da espessura: ao se dobrar a espessurade um obstculo, a atenuao no dobra; mas se colocar-se dois obstculos idnticos oisolamento ser dobrado. Desta forma, usa-se portas com 2 chapas de madeira, ou janelascom 2 vidros separados em mais de 20 cm.

    Tabela 6 - Isolamento acstico de algumas superfcies

    Parede de tijolo macio com 45 cm de espessura 55 dBParede de 1 tijolo de espessura de 23 cm 50 dBParede de meio tijolo de espessura com 12 cm e rebocado 45 dBParede de concreto de 8 cm de espessura 40 dBParede de tijolo vazado de 6 cm de espessura e rebocado 35 dBPorta de madeira macia dupla com 5 cm cada folha 45 dBJanela de vidro duplos de 3 mm cada separados 20 cm 45 dBJanela com placas de vidro de 6 mm de espessura 30 dBPorta de madeira macia de 5 cm de espessura 30 dBJanela simples com placas de vidro de 3 mm de espessura 20 dBPorta comum sem vedao no batente 15 dBLaje de concreto rebocada com 18 cm de espessura 50 dB

    Para de ter uma idia do isolamento acstico, a Tabela 7 mostra as condies deaudibilidade da voz atravs de uma parede (CARVALHO, 1967).

    Nenhum isolamento a sons externos teria valor se existirem fontes de rudo internasao ambiente. Assim, todos os pontos geradores de rudo, no interior do ambiente, devemser isolados. O caso mais comum ocorre com os sistemas de ventilao e ar condicionado:os compressores e as hlices usadas nesses sistemas so grandes geradores de rudo. Asoluo a instalao do mdulo refrigerador de ar distante do difusor de entrada do ar noambiente, interligados por dutos isolados termicamente, onde estariam instalados vrioslabirintos com amortecimento acstico.

    Como regra geral, todas as junes como batentes de portas e janelas, moldura devisores, difusores de ventilao, devem ser amortecidos com material isolante acstico. Asportas devem ter dobradias especiais, com batente duplo com material isolante.

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    No projeto de isolamento acstico deve-se ter ateno tambm ao isolamentoestrutural: trata-se das vibraes que percorrem a estrutura do prdio, fazendo as paredesvibrarem e gerando o rudo no interior do ambiente.

    Tabela 7 - Condies de audibilidade atravs de uma parede (CARVALHO, 1967)

    Amortecimento do somatravs de uma parede

    Condies deaudibilidade

    Concluso

    30 dB ou menosA voz normal pode ser

    compreendida com facilidade ede modo distinto.

    Pobre

    de 30 a 35 dB

    O som da voz percebidofracamente. A conversa pode ser

    ouvida mas no nitidamentecompreendida.

    Suave

    de 30 a 40 dB

    O som da voz pode ser ouvidomas no compreendidas as

    palavras com facilidade. A voznormal s ser ouvida debilmente

    e s vezes no.

    Bom

    de 40 a 45 dB

    O som da voz pode ser ouvidofracamente sem, no entanto sercompreendido. A conversao

    normal no audvel.

    Muito bom.Recomendado para

    paredes de edifcios deapartamentos.

    45 dB ou mais

    Sons muito fortes como o canto,instrumentos de sopro, rdiotocando muito alto podem serouvidos fracamente e s vezesno.

    Excelente.Recomendado paraestdios de rdio,auditrios e indstrias.

    3.2.2. - Controle dos sons no interior do ambiente

    Basicamente, o som no interior de um recinto deve ter as seguintes caractersticas :- Distribuio homognea do som - O som deve chegar a todos os pontos

    do ambiente com o mesmo (ou quase) nvel sonoro. Por exemplo, para uma igreja ou umteatro, as pessoas posicionadas prximas a fonte sonora, bem como as pessoas no fundo dorecinto, devem escutar com nveis prximos. Quando o ambiente muito grande, ou aacstica deficiente, deve-se recorrer amplificao do som. Neste caso o projetoacstico se altera, incorporando outros aspectos. Deve-se lembrar que o som semamplificao torna o ambiente mais natural, devendo sempre ter prioridade (os teatrosgregos comportavam milhares de pessoas com boa audibilidade; no milagre damultiplicao dos pes, Jesus falou para mais de 10 mil pessoas).

    - Boa relao sinal / rudo - O som gerado no interior do recinto devepermanecer com nveis acima do rudo de fundo. Da a importncia do isolamento doambiente ao rudo externo. Embora existam muitos fatores envolvidos, pode-se afirmar

  • III Encontro de Sustentabilidade em Projeto do Vale do ItajaDias 15, 16 e 17 de Abril de 2009.

    que a permanncia dos nveis de som em 10 dB acima do nvel de rudo, assegura uma boainteligibilidade sonora aos ouvintes. Novamente pode-se recorrer a amplificao sonorapara solucionar os casos problemticos.

    - Reverberao adequada - Quando uma onda sonora se propaga no ar, aoencontrar uma barreira (uma parede dura, por exemplo), ela se reflete, como a luz em umespelho, gerando uma onda sonora refletida. Num ambiente fechado ocorrem muitasreflexes do som, fazendo com que os ouvintes escutem o som direto da fonte e os vriossons refletidos. Isso causa um prolongamento no tempo de durao do som, dificultando ainteligibilidade da linguagem. A esse fenmeno, muito comum em grandes igrejas,chama-se reverberao. Existem algumas solues para se diminuir a reverberao:

    - fazer um projeto arquitetnico que evite as reflexes do som;- revestir as superfcies do recinto com material absorvente acstico

    (essa soluo deve ser encarada com cuidado por 3 razes: o material no absorveigualmente todas as freqncias - principalmente materiais de pequena espessura como acortia - causando distores no som; no se podem aplicar esses materiais em qualquerrecinto; o alto custo do revestimento);

    - Dirigir a absoro sonora apenas para algumas direes dapropagao;

    - Usar o pblico - o corpo humano um timo absorvente acstico -como elemento acstico.

    A Norma Brasileira NB-101 estabelece as bases fundamentais para a execuo detratamentos acsticos em recintos fechados.

    - Campo acstico uniforme - O som em um ambiente deve ter apenas umsentido de propagao. Assim, os ouvintes devem sentir a sensao do som vindo da fontesonora. Paredes laterais com muita reflexo, ou caixas acsticas nessas paredes, causamestranheza s pessoas que observam a fonte sonora frente e ouvem o som das laterais.Isso comum ocorrer em igrejas. O campo sonoro se torna catico na existncia de ondassonoras contrrias propagao normal do som (do fundo para frente), normalmentecausadas por caixas acsticas colocadas no fundo do ambiente ou por uma superfcie commuita reflexo : a inteligibilidade se torna nula;

    Embora a acstica do ambiente dependa de inmeros parmetros, todos eles podemser resumidos em um nico, que expressa a qualidade acstica do local : a inteligibilidade,que pode ser definida como a porcentagem de sons que um ouvinte consegue entender noambiente. Recentes estudos mostram que a inteligibilidade depende, basicamente, do nvelde rudo interno e do campo acstico do ambiente.

    Finalmente, recomenda-se que a preocupao com a acstica de um ambiente devaexistir desde o incio do projeto, possibilitando uma anlise mais ampla e de formacoerente e econmica. As tentativas de se corrigir a acstica de ambientes j construdos,normalmente recaem em solues pouco eficazes e muito onerosas.

    REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

    ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS - NBR 10.152: Nveis de rudopara conforto acstico. Rio de Janeiro: ABNT, 1987. 4 p.

  • III Encontro de Sustentabilidade em Projeto do Vale do ItajaDias 15, 16 e 17 de Abril de 2009.

    ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS NBR 7731 - Guia paraExecuo de Servios de Medio de Rudo Areo e Avaliao dos seus Efeitos sobre oHomem. 1983.

    ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS NBR 10151 - Avaliao doRudo em reas Habitadas Visando o Conforto da Comunidade. 2000.

    ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS NB 101 - Norma paraTratamento Acstico em Recintos Fechados. 1971.

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    BERANEK, L.L. - Balanced noise-criterion (NBC) Curves - Journal of the AcousticalSociety of America, 86 (2), 650-664, august 1989a.

    BERANEK, L.L. - Application of NBC Noise Criterion Curves - Noise ControlEngineering Journal, 33 (2), 45-56, september-october, 1989b.

    CARVALHO, B.A. - Acstica Aplicada Arquitetura - Biblioteca Tcnica Freitas Bastos.1967.

    CONSOLIDAO DAS LEIS DO TRABALHO - CLT- Portaria 3214, NR-15, de 8/6/78.

    DE MARCO, C.S. - Elementos de Acstica Arquitetnica - Editora Nobel - 1982.

    FERNANDES, J.C. - Rudo Ambiental : Um Problema Urgente para a Nossa Engenharia.Revista de Ensino de Engenharia, 4 (2), segundo semestre de 1985.

    FERNANDES, J.C. & SANTOS, F.G. - Avaliao dos Nveis de Rudo Urbano em Bauru- Trabalho de iniciao cientfica - Universidade de Bauru - 1985

    FERNANDES, J.C. - Avaliao dos nveis de rudo urbano em cidades mdias - Anais do IEncontro Nacional de Conforto no Ambiente Construdo, pag 115-119, Gramado, 1990.

    FERNANDES, J.C. Proposio de Legislao Municipal para Rudos Urbanos Parte I:Diretrizes. In: Simpsio de Engenharia de Produo, 8., 2001, Bauru. Anais... Bauru:UNESP, 2001. Disponvel em: http://www.simpep.feb.unesp.br/anteriores.html

    FERNANDES, J. C. Acstica e Rudos. Apostila do Curso de Ps-Graduao emEngenharia Mecnica da Faculdade de Engenharia da Unesp, Campus de Bauru. 2003. 102p.

    NEWTON, P.W. Human Settlements Theme Report. Australia State of the EnvironmentReport 2001. CSIRO Publishing on behalf of the Department of the Environment andHeritage. Commonwealth of Australia 2001, ISBN 0 643 06747 7.