jbg agosto 2012

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Reportagem, entrevista, atualidade, juventude, sociedade, cultura, crónicas

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  • JORNAL DO BAIXO GUADIANA | AGOSTO 2012 | 1

    Director: Carlos Luis FigueiraPropriedade da Associao ODIANA Fundado pela Associao Alcance em 2000

    Jornal Mensal

    Ano 12 - N147

    AGOSTO 2012

    PREO: 0,85 EUROS

    GuadianaBaixoBaixo

    Guadiana

    JORNALDO

    PUBLICAES PERIDICAS

    AUTORIZADO A CIRCULAR EM INVLUCRO FECHADODE PLSTICO OU PAPELPODE ABRIR-SE PARAVERIFICAO POSTALDE 01132011 SNS/GSCS

    TAXA PAGAPORTUGALCEM NORTE

    NO meSmO diA, e prATicAmeNTe meSmA hOrA, deflAGrArAm dOiS iNcNdiOS em cASTrO mArim. Um NA lOcAlidAde de VAle dAS ZOrrAS, mAS qUe AfeTOU TAmbm mONTe frANciScO e JUNqUeirA, e OUTrO em AlmAdA dOUrO qUe cheGOU AO AZiNhAl. cheGArAm A eSTAr NO TerreNO, pArA Alm dOS meiOS TerreSTreS, ciNcO meiOS AreOS qUe fOrAm deSmObiliZAdOS dO GrANde iNcNdiO qUe lAVrAVA h mAiS de 24 hOrAS em TAVirA. eSTiVerAm em periGO hAbiTAeS e fOrAm cONSUmidOS pelAS chAmAS 500 hecTAreS de SerrA, eNTre eleS SUSTeNTO. A prOTeO ciVil de cASTrO mArim criTicA deSOrieNTAO dO cOmANdO diSTriTAl, eNAlTeceNdO O eSTOiciSmO de pOpU-lAreS, ASSOciAeS de cAAdOreS e eqUipA de SApAdOreS flOreSTAiS. O mUNicpiO AiNdA eST A fAZer AS cONTAS AOS preJUZOS cAUSAdOS. J NO empreeNdimeNTO cASTrO mArim GOlfe O JbG SAbe qUe O fOGO cAUSOU dANOS A rONdAr OS 150 mil eUrOS.

    A ArqUiTeTUrA ArTe NOVA de A cASA de OdeleiTe demArcA NA AldeiA Um lUGAr qUe NO iNciO dO ScUlO XX fOi Um impOrTANTSSimO eNTrepOSTO cOmerciAl. A cmArA mUNicipAl de cASTrO mArim qUiS preSerVAr A memriA deSTA impOrTANTe mOrAdiA pOrqUe pOr Si S repreSeNTA A memriA cOleTiVA dA VidA dOS hAbiTANTeS dA freGUeSiA.cOUbe ANTrOplOGA eGlANTiNA mONTeirO dAr SeNTidO, ATrAVS de Um OlhAr cONTempOrNeO, A TOdA UmA hiSTriA. AGOrA, pArA Alm de cONhecermOS melhOr A cASA de OdeleiTe, SAbemOS qUe O ObJeTiVO qUe recUpere A ceNTrAlidAde de OUTrO TempO, eNqUAdrAdA em NOVAS diNmicAS; prOmeTeNdO AGiTAr A pAcATA AldeiA debrUAdA SObre O riO GUAdiANA.

    fOGO cONsUmIU 500 ha em cAstRO mARIm

  • 2 | JORNAL DO BAIXO GUADIANA |AGOSTO 2012

    JBGJornal do Baixo Guadiana

    Editorial

    Vox Pop

    R: pela proximidade acompanhei mais o que se passava na Serra do caldeiro, embora espreitasse, sempre que podia, o que ia acon-tecendo na madeira. Se por um lado sou algarvio nado e criado, por outro vivi um ano na prola do Atlntico. feito o registo de interesses resta-me lamentar os avultados prejuzos que em ambas as regies afeta-ram populaes de fraco poder econmico e, tambm, no esqueo as crticas dirigidas pssima coordenao verificada no combate aos fogos. Acredito no que os especialistas dizem: que com melhor coordenao os fogos no Algarve tinham durado muito menos tempo e queimado muito menos rea.

    Nome: Antnio BoronhaProfisso: Reformado

    R: com bastante tristeza e revolta. Acredito que todos os meios so poucos para situaes de tamanha dimenso e acredito tambm que todos os operacionais deram o seu melhor.

    Nome: Ana NovaisProfisso: Conferncia faturas de receiturio mdico

    Diretor:Carlos Luis Figueira

    Sub-Diretor:Vtor Madeira

    Chefe de Redao:Susana de Sousa

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    Tiragem desta edio:3.000 exemplares

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    A tragdia dos fogos florestais mais uma vez atingiu com particular violn-cia a Serra do caldeiro, envolvendo trs concelhos: S. brs de Alportel, Tavira e castro marim; transformando, como j sublinhado, a rota da cortia, num roteiro de cinzas. Os prejuzos so altssimos em bens e vidas destrudas. O interior e a sua j dbil actividade econmica vai ficar mais deserto. Na sua origem pode estar qualquer acto de negligncia humana ou mesmo mo criminosa. Ao combate aos fogos apontam-se responsabilidades a quem comandou a utilizao de meios e as

    foras em presena. descoordenao, subestimao da dimenso que em pouco tempo as vrias frentes de fogos atingiram, sero algumas das causas a juntar seguramente ao consecutivo abandono humano do interior e o que a sua presena poderia significar na limpeza de matas, no pastoreio, numa actividade econmica regular. pelo que se descreve, importante foi a partici-pao de populares e, de entre eles, membros de associaes de caado-res, pelo conhecimento que tm do terreno. Significativo quanto deter-minao das causas.

    recordo os fogos de 2004 e o que constituram de dantesco numa vasta zona da serra. Voltei este ano, oito anos aps, a fazer tal percurso movido pela curiosidade em observar o que se havia modificado. O panorama no muito animador, a recomposio lenta, num movimento em relao ao qual no ser indiferente a falta de presena humana e a insuficincia de medidas destinadas a apoiar polticas florestais melhor ordenadas de forma a mini-mizar a ocorrncia de tais incidentes e a garantir maior sustentabilidade

    economia que podem gerar.O Governo respondeu tragdia

    com a formao de uma comisso para avaliar a dimenso dos preju-zos e a abertura de um inqurito para apurar responsabilidades, suponho que para determinar a origem e os meios empregues no combate aos fogos. So questes importantes que importa avaliar. mas quem foi atingido nos seus bens com habitaes destrudas e economias desfeitas, necessita com urgncia de respostas que lhes permi-tam recompor percursos de vida. para que o desastre no assuma dimenses ainda maiores.

    A recuperao da casa de Odeleite e o projecto que lhes est associado, o alojamento turstico em habitaes da aldeia mobilizadas para tal efeito, a valorizao da gastronomia local a partir da prpria casa, local museo-lgico que retrata um perodo prs-pero da actividade econmica que a se realizava, associada ao rio e serra, constitui um bom exemplo do que pode ocorrer com a manuteno e valorizao do nosso patrimnio. um novo caminho que traduz tambm

    uma vontade de no se render s difi-culdades do presente.

    O ms de Agosto por excelncia o grande ms de frias dos portugueses e de quem nos escolhe como destino. tambm o ms em que o Algarve apresenta a sua maior taxa de ocupa-o. As preocupaes expressas por empresrios, sindicatos, respons-veis autrquicos, regio de Turismo quanto ao valor que representa para o Algarve a actividade do turismo, traduz de alguma forma a incerteza que se vive quanto ao saldo final a atingir este ano, em tempos marcados por dificuldades acrescidas impostas prpria actividade, com o aumento da carga fiscal, e sobre a maioria dos por-tugueses fortemente penalizados nas suas condies de vida, factores que seguramente influenciaro o resultado final, numa regio que apresenta um dos maiores ndices de desemprego do pas.

    cluisfigueira@sapo.ptCarlos Luis Figueira

    R: A falta de coordenao dos meios foi a mais notria os meios chegaram tarde, e insuficientes e esse foi, quanto a mim, o principal motivo de o incidente tomar tais dimenses

    mas antes de tudo est a falta de pre-veno. para acontecer um incndio tem de haver comburente, combustvel e uma fonte de ignio. basta retirar um destes elementos para no haver fogo. Aproveito para lembrar a importncia de retirar o combustvel, limpando o mato a volta das suas propriedades, e de criar aceiros e que as queimadas tm de ser autorizadas e vigiadas, bem como as fogueiras. Ateno aos cigarros e mquinas.

    de louvar tambm a massa humana que se uniu para ajudar os bombeiros, que cum-priram o seu dever e hoje so chamados de heris. espero, sinceramente, que no o sejam s por uns dias, porque temos bom-beiros 365 dias por ano.

    Nome: Maria BartolomeuProfisso: Radialista

    R: quanto a mim a maior culpa dos pro-prietrios que no limpam devidamente os terrenos e depois acontecem destas coisas; e quando limpam alguma coisa ficam os restos das limpezas no terreno.

    Nome: Antnio MadeiraProfisso: Bombeiro Voluntrio Alcoutim

    ABERTURA

    como encarou a evoluo dos incndios que deflagraram com maior intensidade no Algarve e na madeira?

    Na passada edio de julho, por lapso, indicmos Uma castromarinense como autora do artigo de opinio A Ocasio faz o Ladro. No entanto, o autor Antnio mestre, nosso tambm habitual colaborador. Pelo lapso, pedimos desculpa aos visados e nossos leitores.

    ERRATA:

    * O autor no escreve ao abrigo do acordo ortogrfico

  • JORNAL DO BAIXO GUADIANA | AGOSTO 2012 | 3

    CRNICAS

    desde 1906, data da sua construo, at dcada de 70, o caminho- de -ferro em Vila real de Santo Antnio a linha do Sul de faro a Vila real de Santo Antnio - constituiu um factor de modernidade e desenvolvimento econmico do conce-lho raiano. A prov-lo, o elevado volume de mercadorias que chegavam por via martima aquele porto comercial, e que eram transportadas atravs do comboio a toda a regio e ao pas, mas tambm os produtos agrcolas que eram comercia-lizados nos mercados do sotavento, sem esquecer a importncia que este meio de transporte desempenhava na mobilidade das pessoas, particularmente dos alunos do