jbg janeiro 2015

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Jornal dos concelhos de Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António

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  • JORNAL DO BAIXO GUADIANA | JANEIRO 2015 | 1

    Director: Carlos Luis FigueiraPropriedade da Associao ODIANA Fundado pela Associao Alcance em 2000

    Jornal Mensal

    Ano 14 - N175

    JANEIRO 2015

    PREO: 0,85 EUROS

    GuadianaBaixoBaixo

    Guadiana

    JORNALDO

    PUBLICAES PERIDICAS

    AUTORIZADO A CIRCULAR EM INVLUCRO FECHADODE PLSTICO OU PAPELPODE ABRIR-SE PARAVERIFICAO POSTALDE 01132011 SNS/GSCS

    TAXA PAGAPORTUGALCEM NORTE

    150 postos de trabalho criados em 2014 com protoco-

    los entre cmara e IPSSs

    Complexo Desportivo torna-se Centro de Alto Rendimento com gesto local partilhada

    Municpio no mexe nos valores estabelecidos nas

    taxas da gua P 12

    P 13 a 15

    P 10 P 27

    P 8 e 9

    No primeiro ms de 2015 lembramos o que de mais relevante aconteceu nos 12 meses de 2014 e divulgamos os votos de Feliz Ano Novo dos presidentes das cmaras municipais do Baixo Guadiana.

    Reintroduo do Lince Ibrico no Vale do Guadiana no rene consensoA 16 de Dezembro de 2014 no vizinho concelho de Mrtola, Alentejo, foram libertados dois linces ibricos nascidos e criados no Centro Nacional de Reproduo do Lince Ibrico (CNRLI), instalado na serra de Silves, Algarve. A par do regozijo do Governo e diversas entidades parceiras ouviram-se vozes discordantes desta operao. Foi o caso da Federao Portugues de Caa, municpio de Mrtola e Almargem que teceram duras crticas reintroduo.

  • 2 | JORNAL DO BAIXO GUADIANA |JANEIRO 2015

    JBGJornal do Baixo Guadiana

    O incio de um novo ano representa sempre um desafio, porque se ali-menta sempre do desejo de que a mudana pode ocorrer, que no se est destinado a ser despossudo de vida decente e, portanto, que sempre se alimenta da esperana de existirem novos projectos at a impossveis de concretizar e nos quais pode par-ticipar, na aspirao de conseguir melhores resultados na empresa que dirige ou trabalha, na insti-tuio de que responsvel e a quem os cidados depositaram confiana, no resultados de uma escola que tem de ser de professo-res e de alunos, de sair da rua para onde foi empurrado, de deixar de ser um cidado descartvel, de voltar ao Pas que seu e do qual tem saudades, de ter capacidade de sair da casa dos pais e de cons-tituir autonomamente famlia, de voltar a ter amigos perdidos, de ter emprego e de perder o medo

    de no o poder ter, de voltar a ter condies para amar.

    Todavia, o ser optimista pres-supe uma atitude que est para alm da satisfao momentnea, em resultado de um estado de alma ocasionalmente sustentado em factores circunstanciais, ldi-cos, carinhosos, de ateno pres-tada, at ai ignorados, como se cada um no existisse. Ser opti-mista acreditar e lutar por um outro estado de alma, em que as razes que o sustentam se devem aquisio e sustentabilidade de bens comuns, econmicos, sociais, culturais, que lhe permitam viver sem o aprisionamento do medo em relao ao dia seguinte, acre-ditando que tal aspirao, legi-tima, est ao nosso alcance e lhes devida.

    O ano que agora se inicia de grande exigncia politica. Haver eleies em Outubro para a Assembleia da Repblica e poucos meses depois, j no dealbar do novo ano, para a Presidncia da Repblica. So actos constitucio-nais a que os cidados so cha-mados a corresponder com o seu voto. tempo de escolhas. Que

    cada um assuma as suas responsa-bilidades, sobretudo, no ficando em casa entretido na conversa de que os polticos so todos iguais e que ser poltico e exercer o poder seja ele de que dimenso for sinnimo de corrupo. H os que so e os muitos que nunca o foram ou sero. da vida!

    Tambm com o novo ano, ini-cia-se o processo de concretizao do novo Quadro Comunitrio de Apoio que tem desta vez para o Algarve mais de 330 milhes de Euros para o perodo de 2014 a 2020, verba substancialmente superior ao Quadro anterior, destinado a apoiar empresas, sus-tentar infra estruturas e valorizar recursos territoriais, propsitos que desta vez tiveram por inicia-tiva da direco da CCDR o contri-buto da Universidade e de vrias associaes empresariais.

    , em si mesmo, um boa notcia para o Algarve e creio ser justo sublinhar que tais resultados, em boa medida, se devem ao contri-buto que para eles deu uma das melhores direces da CCDR de que o Algarve at agora disps. Ao justo o que justo. Oxal os terri-

    trios do Baixo Guadiana saibam corresponder no plano autrquico e empresarial com projectos sus-tentveis e na valorizao do seu territrio.

    Finalmente, os nmeros que se anunciam e que nesta edio damos conta, de perda de fre-quncia de espanhis e trnsito de mercadorias na Via do Infante, em funo das portagens, podem questionar-se quanto ao volume que o estudo expressa, mas no retiram nada gravidade do pro-blema quer pela exigncia injus-tificada do pagamento, quer pela forma e mtodo de o poder fazer por parte de quem se disps a visi-tar-nos, tratando-se como se trata, da regio turstica mais impor-tante do Pas. Eis uma questo que permanecer a marcar tambm o prximo ano a no pode cair em silncio nos embaraos da gover-nao, seja ela qual for.

    Carlos Luis Figueiracarlosluisfigueira@sapo.pt

    ABERTURA * O autor no escreve ao abrigo do acordo ortogrfico

    Diretor:Carlos Luis Figueira

    Sub-Diretor:Vtor Madeira

    Chefe de Redao:Susana Helena de Sousa CPJ 9621

    Redao:Antnia-Maria,Carlos Brito,Joana Germano,Jos CruzVictoria Cassinello

    Colaboradores da Edio:Alexandra GonalvesAna Amorim DiasCarlos BrsEusbio CostaFernando PessanhaHumberto FernandesJoo ConceioJoo RaimundoJos Carlos BarrosJos CruzPedro PiresRui RosaAssociao AlcanceAssociao GUADIAssociao RodactivaCruz Vermelha Portuguesa VRSADECONEIPEurope Direct Algarve - CCDRAlge Associao Odiana

    Departamento Comercial:baixoguadiana@gmail.come/oujoanagermano@gmail.com

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    Direo Executiva:Associao Odiana

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    Impresso:FIG - Indstrias GrficasRua Adriano Lucas,3020-265 Coimbra,Tel: 239 499 922

    Tiragem desta edio:3.000 exemplares

    Registo no ICS: 123554

    Depsito legal: 150617/00

    JBG ONLINEhttp://issuu.com/jornalbaixoguadianaeFacebook

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    Vox Pop

    R: Que os polticos sejam mais honestos.

    Nome: Baptista JorgeProfisso: Tcnico industrial

    R: O ano que se inicia de grandes com-promissos. A nvel familiar o mais novo membro vai ajudar a redefinir os objecti-vos. Profissionalmente, sinto que a casa j est arrumada, assim sendo a investiga-o e o desenvolvimento so imperativos. Do ponto de vista social considero emer-gente a integrao nas actividades cul-turais e recreativas no meu quotidiano, ainda que a oferta nem sempre preencha por completo os meus interesses.Com as repetidas fugas ao segredo de jus-tia, declaraes de culpa e de inocncia na praa pblica este ser, sem dvida, o ano em que vamos saber se vivemos num pas com democracia e justia, ou num pas onde impera exclusivamente o poder dos lbis.No futebol, o Jorge Jesus depois de levar o meu Benfica a mais uma vitria no cam-peonato nacional deveria reformar-se. So estes os meus votos para 2015.

    Nome: Lus RodriguesProfisso: Eng. Biotecnolgico

    R: Antes de mais, desejo um timo 2015 cheio de sucesso. Tenho esperana que tudo vai melhorar para todos ns e no resto do mundo, um abrao e tudo de bom!

    Nome: Adriana MestreProfisso: Desempregada

    R: Pergunta pertinente....como msica, gos-taria de ver uma abertura maior nesta rea, sobretudo a nvel concelhio. Um povo cultu-ralmente rico reflecte, na minha opinio, a sua abertura de mente perante os restantes povos, e s isto j ser um grande princpio. Investir na arte e na cultura apoiar em larga escala a educao...a maior lacuna deste pas. Se ela existisse, os restantes problemas (sade, poltica, etc) eram to menores....

    Nome: Ana Ferreira Profisso: Msica

    O que espera de 2015 que ainda h pouco comeou?!

    Editorial

  • JORNAL DO BAIXO GUADIANA | JANEIRO 2015 | 3

    CRNICAS

    Quando o ano de 2015 d os primeiros sinais de vida, por entre o voyeurismo militante das redes sociais, a volpia dos mdia em esgravatar nas estatsticas da sinistralidade rodoviria, que cruelmente continua a ceifar vidas humanas nas nossas estradas ou a febre dos drones, pequenos avies no tripulados, o brinquedo mais procurado nos E.U.A. neste Natal, gostaria de partilhar com os nossos leitores a aco de uma associao que no ocupando as primeiras pginas dos jornais, tem desenvolvido nas ltimas duas dcadas um trabalho meritrio em prol dos funcionrios do Poder Local em Castro Marim. Refiro-me ao Centro de Cultura e Desporto do Pessoal da Cmara Municipal (CCD). Em 1991, um grupo de funcionrios da Cmara Municipal, animados pela vontade de criar uma estrutura

    que os apoiasse social, cultural e desportivamente e que, ao mesmo tempo, trouxesse visibilidade e notoriedade ao Poder Local, fundou o Centro de Cultura e Desporto do Pessoal da Autarquia (CCD) em Castro Marim.Vinte e trs anos depois, merc do querer e da teimosia de alguns, uma centena de scios, leia-se funcionrios da Cmara Municipal, beneficiam de um conjunto de regalias sociais nas reas da sade e da educao dos seus filhos, que de outro modo no teriam se o CCD no existisse, tais como a comparticipao financeira na aquisio de medicamentos, consultas mdicas, exames auxiliares de diagnstico, aquisio de livros escolares, pagamento de propinas no ensino superior ou as mensalidades

    nos infantrios.No tendo a veleidade e muito menos o atrevimento de escrever nestas linhas a histria do Centro