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Aula do Módulo Introdução a Epidemiologia do MBA em Gestão e Qualidade de Alimentos UVA 21/11/09

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MBA em Gesto da Qualidade e Segurana dos Alimentos

Prof Flvia Farias

Filmes:

O

risco dos alimentos contaminados com coliformes fecais

Alimentos Dr

Bactia - DTAs

Epis => em cima de, sobre; Demos => povo, populao; Logos => estudo

Populao Sade Cura bito Doena Sequela

Cincia que estuda os fatores que determinam a frequncia e a distribuio das doenas nas coletividades humanas e dos fatores causais responsveis por essa distribuio.

Sade

Lzr ae

Hb o a ita

E ua dco

Se ad

A e ta lim n o

A s t c s is n ia Fa tore g n tic s s e o Rna ed

Sade o completo bem-estar fsico, mental e social e no apenas a ausncia de doena (Organizao Mundial da Sade)

Direito de todos e dever do Estado, garantido Estado mediante polticas sociais e econmicas que visem a reduo do risco de doena e de outros agravos e ao acesso universal e igualitrio s aes e servios, para sua promoo, proteo e recuperao (Constituio de 1988)

Sade um dos itens de bem-estar social, o que social termo relacionado possibilidade de vida digna, onde os indivduos tenham liberdade de realizar as escolhas que lhes sejam valorozas (Amartya Sen)

Sade um estado de relativo equilbrio de forma e funo do organismo, que resulta de seu ajustamento dinmico, satisfatrio s foras que tendem a perturb-lo. No um interrelacionamento passivo entre a matria orgnica e as foras que agem sobre ela, mas uma resposta ativa do organismo no sentido do reajustamento (Perkins)

Fisiopatologia Processo

dor sofrimento

mental Simbologismo Sc XVII:

a doena algo concreto e externo ao ser humano, mas que pode invadir o corpo causando doenas. Os sintomas so o resultado da briga do corpo com a doena. (Machado & Focoault)

Doenas so levadas aos seres humanos atravs de uma nuvem de sujeiras de odor ftido que pairam sobre um indivduo (doena) ou sobre uma comunidade (epidemia). Essas sujeiras eram chamadas de miasma. instituies para escria da sociedade: leprosos, loucos, prostitutas com doenas venreas, marginais etc.

Hospitais

Doena Dimenso

do cuidado mdico: consultas, uso de medicao, cuidados de enfermagem, presena ou no de feridas e outros sinais fsicos, necessidade de outros cuidados multiprofissionais (fisioterapia, fonoaudiologia, nutrio, odontologia e outros)

Doena Dimenso

religiosa: atrelamento dos eventos negativos na sade a castigo por conduta no correta (pecado)

Como explicar o adoecimento de padres, madres, freiras, pessoas caridosas...? Como explicar a sobrevivncia de malandros, bbados, vivas (bruxaria?) s epidemias.

Doena Dimenso

da culturas, mitos e tabs. Ex.: exposio ao sereno, frio, calor, sujeiras...

Golpe de ar: resfriados Sorvete: amigdalite Praia: micoses, insolao, verminoses...

Integravam

a teoria miasmtica: doenas que encarnavam nas cidades saneamento e a limpeza das cidades, o tratamento da gua no resolveu as epidemias a separao de doentes e no doentes nos hospitais e a diviso em enfermarias a entrada dos mdicos nas instituies hospitalares

O

Determinaram

Marcam

Estudantes

de medicina observavam e anotavam todos os achados clnicos associados (instituio de formao) dos doentes por enfermarias

Subdiviso

Primeiras classificaes de doenas, baseadas na taxonomia vegetal

Surgimento da anatomo-clnica: No

h doena fora do corpo dos achados de necropsia com os

Associao

sintomas apresentados pelo paciente em vida Quebra

do mito dos miasmas

Conjunto de processos interativos (hospedeiro-agente-fatores ambientais) que afetam a origem, o desenvolvimento e o desenlace das enfermidades.

meio ambiente agente

Hospedeiro

DOENA

A doena pode ser resultado da interao entre o hospedeiro, o agente e o meio ambiente. Na preveno tenta-se quebrar esta interao de alguma forma.

AGENTE CAUSADOR DOENA

HOSPEDEIRO

MEIO

Evoluo aguda, por vezes fatal Evoluo aguda, clinicamente evidente e com recuperao rpida Evoluo crnica progressiva, se tornando incompatvel com a vida Evoluo crnica com perodos assintomticos e perodos de agudizao

preceder, tornar impossvel por meio de uma providncia precoce. Exige uma ao antecipada, baseada no conhecimento da histria natural, a fim de tornar improvvel o progresso posterior da doena

antecipar,

o conhecimento moderno para desenvolver a sade, evitar a doena e a invalidez, e prolongar a vida (boa assistncia mdica para indivduos e famlias e bons servios de sade pblica para as comunidades)

utiliza

Preveno Primria - Proteo especfica - Promoo da sade

Preveno Secundria - Diagnstico -Tratamento precoce - Limitao da invalidez

Preveno Terciria- Reabilitao

Vacinao populacional, promoo da higiene pessoal, sade ocupacional, proteo contra acidentes, proteo contra substncias carcinognicas, controle de vetores, saneamento ambiental, tratamento de guas, esgotos e lixo e a promoo da sade atravs da promoo de moradias adequadas, alimentao saudvel, aconselhamento matrimonial, educao sexual, lazer, educao e cultura.

etapas: diagnstico e tratamento precoce atravs de medidas individuais e coletivas para descoberta de casos, pesquisas de triagem exames seletivos com os objetivos de curar e evitar o processo da doena; e evitar a propagao de doenas contagiosas; e limitao da invalidez, atravs de tratamento adequado para interromper o processo mrbido e evitar futuras complicaes e seqelas; proviso de meios para limitar a invalidez e evitar a morte; evitar complicaes e seqelas; encurtar o perodo de invalidez

2

Prestao

de servios hospitalares e comunitrios para reeducao e treinamento; educao do pblico e indstria; garantia de emprego to completo quanto possvel; terapia ocupacional em hospitais; utilizao de asilos.

Aumentar a sade e o bem-estar gerais- A educao e a motivao sanitria - Promover sade inclui bom padro de nutrio, ajustado a vrias fases do desenvolvimento - Estratgia promissora para enfrentar os mltiplos problemas de sade que afetam as populaes humanas na poca atual.

Proposta:

articulao de saberes tcnicos e populares, mobilizao de recursos institucionais e comunitrios pblicos e privados Embora anteriormente tenha sido entendida como um dos nveis da medicina preventiva, hoje a promoo da sade encarada como um enfoque de abordagem que compreende aspectos polticos e tcnicos em torno do processo sadedoena-cuidado, podendo ser desenvolvida em qualquer etapa do setor sade.

a promoo da sade como processo de capacitao da comunidade para atuar na melhoria da sua qualidade de vida e sade, incluindo uma maior participao no controle deste processoRefere-se tambm a uma combinao de estratgias: - Aes do Estado (polticas pblicas saudveis); - Da comunidade (reforo da ao comunitria); - De indivduos (desenvolvimento de habilidades pessoais); - Do sistema de sade (reorientao do sistema);

Definiu

- De parcerias intersetoriais.

Atualmente

a promoo da sade pode ser dividida em dois grandes grupos: 1) Atividades dirigidas transformao do indivduo, focando no estilo de vida e localizando-o nas famlias; 2) A construo dos determinantes gerais do processo sade incorporando aspectos relacionados s condies de vida.

Carta

de Ottawa prope cinco campos centrais de ao:

ORIGENS: Surge com a consolidao da clnica e da medicina, se aprimora com a utilizao da estatstica e da computao. OBJETIVOS Descrever a distribuio e a magnitude dos problemas de sade nas populaes humanas; Apresentar dados para o planejamento, execuo e avaliao de aes de preveno, controle e tratamento de doenas; Identificar fatores etiolgicos na gnese das enfermidades; Identificar grupos populacionais susceptveis doenas.

UTILIDADE PRTICA

Permite conhecer adequadamente uma situao de agravo sade da populao, pode ser utilizada com o propsito de intervir para melhorar condies insatisfatrias, permite comparaes populacionais e pode ser utilizada para fins prognsticos (prever ocorrncias futuras).

REA TEMTICAS Doenas Infecciosas Carncias de micronutrientes Doenas Crnico-degenerativas (DCD) Utilizao dos Servios de Sade

PREMISSASAgravos sade no acontecem ao acaso na populao A distribuio desigual dos agravos se deve a presena de fatores que se distribuem desigualmente na populao Os fatores responsveis pela ocorrncia de doenas devem ser elucidados Medidas preventivas e curativas devem tomar como base esses fatores

DETERMINAO DO RISCO DE DOENAS Risco

a probabilidade da ocorrncia de um determinado evento (p. ex doena) o nmero de casos novos da doena em um determinado grupo populacional ou rea geogrfica em determinado perodo temporal. a quantidade de casos existentes de uma doena em uma dada populao, em um certo momento.

INCIDNCIA

PREVALNCIA

RISCO

RELATIVO: mostra quantas vezes o

risco maior (ou menor) em um grupo populacional ou rea geogrfica quando comparado a outro. RISCO

ATRIBUVEL: indica a diferena na

incidncia entre dois grupos, atribuda exposio ao fator de risco.

PRINCIPAIS TERMOS

ENDEMIA: presena esperada ou normal de casos de uma doena ou agravo em determinada rea geogrfica ou grupo populacional.

SURTO:

ocorrncia da doena em grande nmero de pessoas ao mesmo tempo, tambm excedendo a previso, porm em um pequeno espao geogrfico (bairro, cidade).

PRINCIPAIS TERMOS

EPIDEMIA: ocorrncia da doena em grande nmero de pessoas ao mesmo tempo, excedendo a ocorrncia prevista em uma regio geogrfica ou grupo populacional. ocorrncia da doena em grande nmero de pesso