lei orgânica do município de parauapebas

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EsrAr)o P1 PARÁ PODER LEGISLATIVO CÂMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS Le1 Organ ica

Author: trantram

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  • EsrAr)o P1 PAR

    PODER LEGISLATIVO CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    Le1 Organ ica

  • ESTADO DO PAR PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    SUMRIO MENSAGEM DO PRESIDENTE DA CMARA MUNICIPAL .................................................................................. 4

    MESADIRETORA (2009) ............................................................................................................................................... 5

    COMISSOREVISORA ................................................................................................ 5

    COMISSO DE CONSTITUIO E JUSTIA ..................... .. ................................................................................... 5

    VEREADORES DA LEGISLATURA 2009/2012 ........................................................................................................... 6

    ATO DE CRIAO DA REVISORA ............................................................................................................................. 7 MENSAGEM DA COMISSO REVISORA ................................................................................................................. 8

    VEREADORES QUE SUBSCREVEM ................................................................................................ 12

    PARECER COMISSO DE JUSTIA E REDAO ................................................................................................ 13

    EMENDA LEI ORGNICA N01 DE 22 DEZEMBRO DE 2009 ......................................................................... 15

    PREMBULO ............................................................

    TITULO 1- DOS PRINCPIOS FUNDAMENTAIS

    TTULO II - DO MUNICIPIO ...................................

    CAPITULO 1. DA ORGANIZAO DO MUNICPIO ............................................................................................. 16 CAPITULO 11-DA COMPETNCIA DO MUNICPIO ........................................................................................... 16

    SEO!- DA COMPETNCIA PRIVATIVA ......................................................................................................... 16 SEO II- DA COMPETNCIA COMUM ............................................................................................................ 19

    CAPTULO 111-DAS VEDAES ............................................................................................................................ 20

    TTULO 111-DO PODER LEGISLATIVO ................................................................................................................ 20

    CAPITULO 1- DA CMARA MUNICIPAL ............................................................................................................... 20 CAPTULO 11-DOS VEREADORES ........................................................................................................................ 23 CAPITULO III- DA MESA DIRETORA ....................................................................................................................25

    SEO NICA - DA PROCURADORIA GER4L DA CMARA ............................................................................ 26 CAPTULO IV - DAS SESSES ................................................................................................................................. 27 CAPTULO V -DAS COMISSES ............................................................................................................................ 28 CAPITULO VI- DAFTSCALIZIAO CONTBIL, FINANCEIRA E ORAMENTRIA ................................... 29 CAPTULO Vil-DO PROCESSO LEGISLATIVO ...................................................................................................... 31

    SEO 1- DAS EMENDAS A LEI ORGNICA .....................................................................................................31 SEOli-DS LEIS .......................................................................................................................... .................... 32 SEO!!! - DOS DECRETOS LEGISLATIVOS E RESOLUES ....................................................................... 35

    TITULO IV - DO PODER EXECUTIVO .................................................................... ........................................ 35 CAPITULO 1- DO PREFEITO EDO VICE-PREFEITO ........................................................................................... 35 CAPITULO II - DAS LICENAS ............................................................................................................................... 36 CAPTULO 111-DO SUBSIDIO ................................................................................................................................. 37 CAPITULO IV - DAS ATRIBUIES DO PREFEITO ................................ . ............................................................ 37 CAPTULO V - DA RESPONSABILIDADE DO PREFEITO .................................................................................... 41 CAPITULO VI - DOS SECRETRIOS MUNICIPAIS ............................................................................................... 43 CAPTULO VII- DAPROCURADORIA GERAL DO MUNICPIO ......................................................................... 43 CAPTULO VIII- DOS SUBPREFEITOS ................................................................................................................... 44 CAPTULO IX - DA GUARDA MUNICIPAL ............................................................................................................ 44 CAPTULO X - DOS CONSELHOS MUNICIPAIS ................................................................................................... 44

    TITULO V - DATRIBUTAO E DOS ORAMENTOS ......................................... ...... .-.--.--..-- ... - .......... ..... 45

    CAPTdO 1- DO SISTEMATRIBUTRIO MUNICIPAL ..................................................................................... 45 SEO 1- DOS PRINCPIOS GERAIS .................................................................................................................. 45

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  • a ESTADO DO PAR

    PODER LEGISLATIVO CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    SEAOII- DAS LIMITA OESDO PODER DE TRIBUTAR ................................................................................. 45 SEO 111-DOS IMPOSTOS DO MUNICPIO .................................................................................................... 47 SEO IV- DA REPARTIO DAS RECEITAS .................................................................................................... 47 CAPITULO!!- DOS ORAMENTOS

    ..... .... .......... .................. ........... ........... ................ ..................... . ...... .. ....... .... 48

    TITULO VI - DA ORDEM ECONMICA E SOCIAL ..... .............. .. ................................ .... ....................... CAPTULO! - DA ORDEM ECONMICA. ............................................................................................................. si

    SEO 1- PRINCIPIOS GERAIS D ORDEMECONMICA .............................................................................. 51 SEO H- DA POLITICA URBANA E HABITA CIONAL ............................................................... . ...................... 52 SEO 111-D POLITICA AGRICOLA E FUNDIRIA ....................................................................... ................ 55 SEO 1V-DA EXTRAO MINERAL ........................................................ ......... ............ ................. .......... ........ 55

    CAPTULO!! - DA ORDEM SOCIAL .............................................................. ......................................................... 56 SEO 1 - DAS DISPOSIES GERAIS ........................................... .................................................................... 56 SEO II - DA SEGURIDADE SOCIAL ............................................ . ................................................................... 56 SEO111-DA SADE ......................................................................................................................................... 56 SEO 1V-DA ASSISTNCIA SOCIAL ................................................................................................................ 57 SEOV- DA EDUCA O ............................................................................... ................................................... 58 SEO VI - DA CULTURA .................................................................................................................................... 59 SEO VII - DO DESPORTO E DO LAZER ......................................................................................................... 59 SEOVIII - DO MEJOAMBIENTE ..................................................................................................................... 60 SEO IX- DA FAMLIA. DA CRIANA, DO ADOLESCENTE EDO IDOSO ................................................... 61 SEO X- DO PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS- ......................................................................... 61 SEO XI - DA PREVIDNCIA SOCIAL MUNICIPAL ......................................................................................... 62

    TITULO VII - DA ADMINISTRAO PBLICA ........._.....................................................................- ........... 62 CAPTULO 1- DAS DISPOSIES GERAIS ........................................................................................................... 62 CAPTULO II -DOS SERVIDORES PBLICOS MUNICIPAIS .............................................................................. 64 CAPTULO III -DOS ATOS MUNICIPAIS............................................................................................................... 66 CAPTULO IV - DAS INFORMAES, DO DIREITO DE PETIt) E DAS CERTIDES ................................... 68

    ATO DAS DISPOSIES TRANSITRIAS ...... ... .... 68

    HINO NACIONAL BRASILEIRO ............................................................................................................................... 71

    HINO DO ESTADO DO PAR ............................................................... .- ........................................................73

    HINO DE PARAUAPEBAS ........................................................................................................................................... 74

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  • ESTADO DO PARA PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    MENSAGEM DO PRESIDENTE DA CMARA MUNICIPAL

    Viver em Parauapebas exercitar a multiplicidade. encantar-se com florestas e com as guas de homnimo rio. Esta cidade, surgida do trabalho de todas as gentes e de todas as cores do Brasil, espalha-se pelo mundo, com sua fora, seu minrio, sua riqueza e com a beno de Deus.

    Parauapebas no para de crescer, de se multiplicar, com apenas 21 anos, jovem e j madura para os desafios que enfrenta sem hesitar. Uma populao com um s sentimento: superao. Parauapebas, cheia de alegrias e de sonhos.

    Foi pensando em definir as melhores polticas pblicas para os parauapebenses, que os vereadores reformaram e atualizaram a Lei Orgnica de nossa cidade.

    Os dispositivos aqui consolidados falam dos compromissos dos poderes Executivo e Legislativo. Falam da vida dos cidados. Falam de direitos e de deveres. Do fazer de governantes e de governados. So princpios que visam assegurar o viver digno de um povo. Os vereadores cumpriram sua misso. Parauapebas ganhou uma Lei Orgnica, fiel bravura de nossa gente.

    Parauapebas, 22 de dezembro de 2009.

    EUZBIO RODRIGUES DOS SANTOS Presidente

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  • m ESTADO DO PAR

    PODER LEGISLATIVO CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    MESA DIRETORA (2009)

    Presidente: EUZBIO RODRIGUES DOS SANTOS

    Vice-Presidente: JOS ADELSON FERNANDES SILVA

    1 0 Secretrio: WOLNER WAGNER DE SOUSA

    2 Secretrio: ANTONIO MASSUD DE SALES PEREIRA

    COMISSO REVISORA

    Presidente: ODILON ROCHA DE SANO

    Relator: JOS ALVES DE LIMA

    Membro: WOLNER WAGNER DE SOUSA

    COMISSO DE CONSTITUIO E JUSTIA

    Presidente: ODILON ROCHA DE SANO

    Membr?: FRANCISANGELA VICENTE FERREIRA DE RESENDE

    Membro: RAIMUNDO DE VASCONCELOS SILVA

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    a

  • ESTADO DO PAR DDER LEGISLATIVO

    LIMA1A MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    VEREADORES DA LEGISLATURA 200912012

    ANTONIO MASSUD DE SALES PEREIRA

    EUZBIO RODRIGUES DOS SANTOS

    o FAISAL FARIS MAHMOUD SALMEM HUSSAIN

    FRANCISANGELAVICENTE FERREI RADE RESENDE

    ISRAEL PEREIRA BARROS

    JOS ADELSON FERNANDES SILVA

    JOS ALVES DE LIMA

    ODILON ROCHA DE SANO

    PERCLIA ROSA MARTINS

    RAIMUNDO DE VASCONCELOS SILVA

    WOLNER WAGNER DE SOUSA

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  • m ESTADO DO PAR

    PODER LEGISLATIVO CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    ESTADO DO PAR - PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPE13AS DIRETORIA LEGISIUVA

    ft1

    NOMEIA MEMBROS DA COMISSO REVISORA DA LEI ORGNICA MUNICIPAL

    O PRESIDENTE DA CMARA MUNICIPAL DE PARA UAPEEAS, usando das preroga(vss que Rio concede o Regimento Intemo desta Casa, em seu art. 20: e CONSIDERANDO a iecesssiade de se oomover a atualizao da lei Ornica MunOpt bem vno sus reo

    RESOLVE:

    ART. 1 ConatRuir Comisso Reveoa da lei Qnca Municpai. composta de 03 (tr*st membos. a saber J) ODILON ROCHA DE s.NO b-JOS ALVES DE UMA *WOLNER WAGNER DE SOUSA

    **T r Cebera a Costsso onsIuda no sH. 1, no prazo de 30(trinta) dias tea, apreea%ar ateproeto de Lei Ornce Mundpei. pare delibetao em

    stenaro na iotma tegim entai,

    AJ*T 3 Este ATO entra em vigor na data de sua pubtkade, revogadCs es em conti

    PUDLJOUESE REGISTRE-SE. CUMPRA-SC.

    Peuepebea (Pj) 20-de s~po de 3009,

    a4& (4I JM5W4 #LtIV4/ JJ411,t

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  • MENSAGEM DA COMISSO REVISORA

    O poder pblico no Brasil rege-se pelos princpios do Estado democrtico de direito e da tripartio dos Poderes - poder Executivo, poder Legislativo e poder Judicirio. Nosso Pais adota a forma federativa de Estado, o que significa dizer que o poder de legislar e -a atividade administrativa exercem-se de forma descentralizada, pelas quatro esferas de pessoas jurdicas de Direito Constitucional interno, quais sejam: Unio, Estados, Distrito Federal e Municpios.

    De tal diviso extrai-se uma caracterstica relevante que a autonomia desses entes polticos no desempenho de suas atribuies constitucionais, no existindo qualquer espcie de hierarquia entre eles, porm, encontram-se, todos, limitados aos preceitos da Constituio Federal.

    Desse modo, na atuao dos poderes pblicos municipais, deve-se ter em mente que h um ordenamento jurdico e uma hierarquia de normas, cujo topo ocupado pela Constituio Federal. Os atos, legislativos ou administrativos, devem estar adequados a este ordenamento jurdico e devem guardar compatibilidade com as normas superiores. No mbito municipal a Cmara de Vereadores que exerce o poder Legislativo, atravs de seus representantes eleitos diretamente pelos cidados. Nesse contexto, a funo principal da Cmara dos Vereadores legislar sobre matrias que dizem respeito ao interesse local.

    A Cmara Municipal de Vereadores de Parauapebas, sob a Presidncia do Vereador Euzbio Rodrigues dos Santos, buscando uma nova relao do Poder Legislativo Municipal com a comunidade, iniciou uma grande reestruturao da Casa, onde se constatou a necessidade de uma reforma legislativa, principalmente da Lei Orgnica Municipal, que data de 05 de abril de 1990. Naquele tempo, Parauapebas tinha uma populao estimada em aproximadamente 51.875 habitantes. Hoje tem algo em torno de 152.777 habitantes, ou seja, o tempo passou e com ele muitas mudanas vieram e impuseram novas necessidades e novas temticas.

    Embora tenha ocorrido uma Cmara Revisora em 1996, desta data at o presente momento, o Brasil passou por muitas alteraes na sua Constituio Federal com mais de 50 emendas realizadas. Ainda tivemos a promulgao de vrias leis, que repercutiram no cotidiano administrativo e legislativo dos municpios brasileiros, onde podemos destacar:

    - Lei n8.666/1993 (Licitaes);

    - Lei Complementar 10112000 (LRF - Responsabilidade Fiscal);

    - Lei 10.25712001 (Estatuto das Cidades);

    - Novo Cdigo Civil.

    Alm do mais, necessria a adequao tcnica-redacional do texto da atual Lei Orgnica municipal aos preceitos da Lei Complementar n 95, de 26 fevereiro de 1998.

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  • a ESTADO DO PAR

    PODER LEGISLATIVO CMARA MUNICIPAL DE PARAIJAPEBAS

    A ampla reforma da Lei Orgnica teve como foco adequar a Carta Poltica municipal s normas superiores, buscando compatibilizar ao ordenamento jurdico ptrio e, oportunizar um debate na Casa acerca de uma nova organizao poltica-administrativa do municpio.

    ! O xito foi alcanado e ao final chegou-se ao presente trabalho, consubstanciado na Emenda Integral Lei Orgnica Municipal de n 1, de 22 de dezembro de 2009, que traia de Reforma considervel do texto anterior, nos moldes do que dispe o art. 12, da LC - 95/98:

    "Art. 12. A alterao da lei ser feita: - mediante reproduo integral em novo texto, quando se tratar de

    alterao considervel;"

    O presente trabalho significou numa completa reestruturao tpica do texto da Lei Orgnica, dispondo e organizando tematicamente os assuntos abordados. Desse modo, para ser enftico, 'comea-se pelo incio", ou seja, pelos PRINCIPIOS FUNDAMENTAIS, como tem sido a forma de abordagem de qualquer texto constitucional contemporneo.

    Cumpre-nos destacar, ainda, que o texto da nova Lei Orgnica mais didtico e compacto, bem diverso dos mais de 1500 dispositivos que constam na redao anterior.

    Enfatizamos que alm da reforma didtica, foram acrescentados importantes assuntos, que merecem aqui ser destacados:

    a) previso de eleies diretas para Diretores das Escolas Municipais;

    b ) criao da Guarda Municipal;

    c ) criao do Centro Cultural Municipal;

    d) regulamentao da utilizao dos recursos da CFEM;

    e' )aumento dos recursos empregados na Educao;

    f aumento dos recursos empregados na Sade.

    Vrios temas foram amplamente debatidos na Comisso encarregada de apresentar uma propostq de reforma Lei Orgnica Municipal. Cita-se, como exemplo:

    1 - Art. '9 - no inciso XVIII permite-se ao municpio, mediante Lei Municipal, celebrar convnios com outros entes (Estado, Unio) para realizao de obras pblicas e prestao de servios;

    2 - Art. 13 - a Sesso Posse dos Vereadores, Prefeito e Vice Prefeito ser nica e presidida pelo vereador mais idoso. Aps, ser realizada eleio e posse' da Mesa da Cmara Municipal;

    3 - Art. 19 - a prestao de contas do Executivo municipal, embora a CF, no 30 do art. 30, prescreva 60 dias, o art. 49 da LRF estabelece que as Contas permanecero na Cmara dos Vereadores e no rgo tcnico do Poder Executivo Municipal responsvel (Sefaz, Seplan, Procuradoria), durante todo o exerccio e no apenas neste breve interstcio;

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  • ESTADO DO PAR PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    4 - Art. 19 - foi inserido o 40 , que equivale ao 40 do art. 90 da LRF. Determina que o Executivo avaliar e demonstrar o cumprimento das metas fiscais;

    5 - Art. 20 - anualmente, dentro de sessenta dias, a contar do incio da sesso legislativa, a Cmara receber o prefeito que ir palestrar sobre assuntos gerais de interesse municipal;

    6 - Art. 25, IV - a perda de mandato por parte dos vereadores se dar por ausncia injustificada, quarta parte das sesses legislativas ordinrias. A Cmara dos Deputados Federais estabelece apenas uma tera parte das sesses ordinrias (art. 55, inciso III), no entanto, os Vereadores de Parauapebas definiram uma quantidade menor de ausncias a ensejar a perda do mandato;

    7 - Art. 30 - define o regime previdencirio nos moldes da Constituio Federal;

    8 - Art. 33 - foi inserido o inciso XIV, atribuindo competncia Cmara para resolver definitivamente sobre consrcios, convnios e acordos gravosos ao patrimnio do municpio;

    9 - Art. 37, IV - manteve-se possibilidade da Cmara de manifestar-se pela Moo, tanto de louvor como de repdio, conforme deciso do Plenrio;

    10 - Art. 43, 20_ quorum para rejeio de veto ode maioria absoluta;

    11 - Art. 58 - percentual de funes de confiana e comissionados em relao ao nmero de servidores efetivos fica para ser definido em lei;

    12 - Art. 63 - Sobre a Guarda Municipal ficou definido nas disposies transitrias, art. 20, que o Executivo ter um ano para enviar Lei Complementar instituindo a GM;

    13 - Art. 66 - Conselhos Municipais - deferiu-se ao Poder Legislativo a indicao de membro aos conselhos municipais;

    4 - Art. 75, 1 - foram acrescentados a educao, a sade e a assistncia social como reas para as quais se destinaro os recursos da CFEM;

    15 - Art. 75 - foi inserido o inciso IV criando um fundo prprio para aplicao dos recursos da CFEM. Nas Disposies Transitrias, art. 4 0, estabeleceu-se o prazo de at dois anos para o executivo enviar proposta de regulamentao da utilizao dos recursos da CFEM;

    16 - Art. 82 e 83 - quanto s Leis Oramentrias, os prazos de votao pelo legislativo foram adequados ao art. 35 dos Atos das Disposies Constitucionais Transitrias da Constituio Federal.

    17 - Art. 90 - da poltica urbana - foi inserido o pargrafo nico no sentido de estabelecer a necessidade de lei especfica para a implantao de loteamento urbano ou sua expanso;

    18 - Art. 96 - sobre a fiscalizao da extrao mineral no territrio municipal, conforme inciso Xl do art. 23 da CF, foram inseridos os incisos 1 - (Criar comisso no legislativo para fiscalizr a atividade de minerao do municpio) e o inciso II (dever do Municpio em colaborar com a fiscalizao);

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  • ESTADO DO PARA PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARA VAPEBAS

    19 - Art. 101, pargrafo nico - foi definido um percentual mnimo de 17% dos recursos para a sade;

    20 Art. 116 foi definido o percentual mnimo de 27% para educao;

    21 - Art. 119 - prev eleio direta para diretor e vice das escolas municipais, na forma de lei de iniciativa do executivo;

    22 - Art. 122 - Criao do Centro Cultural do Municpio, compreendendo Casa da Cultura, Centro de Convenes e Museu. O art. 30 das Disposies Transitrias estabelece o prazo de 2 anos para implantao, por lei do executivo;

    23 - Art. 135 - permite que o municpio opte por instituir regime de previdncia prprio para os seus servidores efetivos ou permanea no RGPS. Para os servidores no efetivos obrigatrio o Regime Geral (INSS);

    24 - Art. 138 - A LOM j incorpora em seu texto a Smula 13 do STF, que veda o nepotismo na Administrao Pblica;

    25 - Art. 7 - Disposies Transitrias - sobre a regularizao fundiria dos loteamontos urbanos dever do executivo prestar informaes Cmara Municipal.

    O Poder Executivo, por sua Procuradoria Municipal, enviou uma srie de consideraes que foram submetidas anlise e, na sua maior parte, acolhidas e inseridas na proposta de reforma.

    Uma reforma da amplitude que propomos, s exequvel quando se tem um ambiente harmnico, onde os interesses pessoais so postos de lado e prevalece o esprito pblico, a busca do bem estar comum, a justia, a demotracia, a tica e o respeito mtuo, tanto no qu se refere ao relacionamento do povo com seus representantes, quanto na cooperao, harmonia e independncia entre os poderes pblicos.

    Por fim, com o esprito unificado em busca de melhor servir nossa populao, pois aqui, j no cbe falar apenas em cidado, mas em todos os membros de nossa comunidade, a Cmara Municipal de Parauapebas, por esta Comisso de Assuntos Relevantes e por todos os seus vereadores, sob a presidncia do vereador EUZEBIO RODRIGUES DOS SANTS, finaliza e entrega a populao de Parauapebas esta proposta de Emenda Lei Orgnica Municipal.

    Parauapebas, ______de dezembro de 2009.

    ODILON ROCHA DE SANO Presidente

    JOS ALVES DE LIMA Relator

    WOLNER WAGNER DE SOUSA Membro

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  • m ESTADO DO PAR

    PODER LEGISLATIVO CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    PROPOSTA DE EMENDA N01 de 22 de dezembro de 2009.

    VEREADORES QUE SUBSCREVEM

    Vereador Assinatura

    ANTONIO MASSUD DE SALES PEREIRA

    EUZBIO RODRIGUES DOS SANTOS

    FAISAL FARIS MAHMOUD SALMEM HUSSAIN

    FRANCISANGELA VICENTE FERREIRA DE RESENDE

    ISRAEL PEREIRA BARROS

    JOS ADELSON FERNANDES SILVA

    JOS ALVES DE LIMA

    ODILON ROCHA DE SANO

    PERCLIA ROSA MARTINS

    RAIMUNDO DE VASCONCELOS SILVA

    WOLNER WAGNER DE SOUSA

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  • ESTADO DO PAR PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARA VAPEBAS

    PARECER COMISSO DE JUSTIA E REDAO

    PROPOSTA DE EMENDA LEI ORGNICA N 0112009 D novo texto Lei Orgnica do Municpio de Parauapebas.

    - RELATRIO

    Trata-se de ampla reforma da Lei Orgnica para adequar a Carta Poltica Municipal s normas superiores, buscando compatibilidade com as Constituies Federal e Estadual e demais legislaes federais e estaduais.

    II VOTO DO RELATOR

    Cabe a esta comisso, conforme art. 52 do Regimento Interno da Cmara Municipal, manifestar-se sobre todos os assuntos entregues sua apreciao.

    Examinando a presente proposta, verificou-se sua conformidade com o inciso 1 do artigo 56 e com o artigo 57 da Lei Orgnica Municipal, e com os termos do 3 0 do artigo 60 da Constituio da Repblica. Observou-se a exigncia de que a proposta seja subscrita por no mnimo um tero dos Vereadores municipais e indica-se a regular tramitao em dois turnos, com aprovao de 213 (dois teros) dos votos dos Vereadores em cada um e com o interstcio de 10 (dez) dias entre as votaes.

    Trata-se de uma emenda que comporta uma reforma considervel do texto originrio, em vista de buscar compatibilidade material com a Constituio Federal e com a Constituio Estadual. Contudo, deu-se nova estrutura tpica ao texto da Lei Orgnica, compondo-a de 6 (seis) Ttulos e dos Atos das Disposies Transitrias, organizados em Captulos e Sees.

    A nova proposta cuidou de excluir dispositivos inapropriados, como por exemplo, o art. '6, inciso 1, que previa como princpio fundamental do municpio de Parauapebas a SOBERANIA, o qu& viola gravemente a Constituio Federal que rege em seu art. 1, caput, a indissolubilidade da Repblica Federativa do Brasil. As impropriedades dos antigos textos no param por a, citamos ainda a correo do pargrafo nico do art. 159, que previa a priso adminitrativa, algo banido do ordenamento jurdico brasileiro com a Constituio Federal de 1988.

    Algo, tecnicamente muito importante, foi a incluso de ttulo prprio para os PRINCPIOS FUNDAMENTAIS, iniciando a abertura do novo texto da Lei Orgnica Municipal, ou seja, antes de se organizar o Municpio, estabeleceu-se os princpios fundamentais que nortearam o legislador nessa tarefa. Esta inverso tpica tem sido uma constante de muitos textos de Leis Orgnicas Municipais, de passagem, algo indevido. O constituinte reformador da Lei Orgnica de Parauapebas corrigiu essa impropriedade.

    Optou-se tambm, excluir do texto da Lei Orgnica, toda a matria prpria ao Regimento Interno da Cmara Municipal, pois o texto revogado continha inmeros dispositivos que abordavam matria eminentemente regimental.

    Outro ponto muito importante foi incluir nos Atos das Disposies Transitrias, um conjunto de tarefas para o poder executivo municipal realizar, definindo para cada ao um prazo razovel

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  • ESTADO DO PARA PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    e a respectiva autorizao oramentria. Este tpico foi cuidadosamente trabalhado e debatido, optando o legislador constituinte municipal, reformador, por elencar obras e servios importantes para os muncipes, sendo algumas delas j constantes do texto promulgado em 1990, no obstante at o presente momento no tenham sido implementadas, como por exemplo, o matadouro (art. 302) e a Guarda Municipal (art. 16, VIII). Na verdade, ao proceder assim, o Legislativo renova o prazo que o Poder Executivo dispe para executar as tarefas determinadas, pois todas elas se traduzem em dever dos poderes pblicos.

    Importante tambm foi a elevao dos recursos disponiveis para a sade e a educao, 17% e 27% respectivamente, pois a Constituio Federal estabelece os patamares mnimos, podendo o Municpio definir valores a maior.

    Abordou-se tambm, de forma muito apropriada, a previso de regulamentao da utilizao dos recursos da CFEM (Compensao Financeira pela Explorao Mineral), os "royalties", estabelecendo, em consonncia com a legislao federal, a correta destinao dos "royalties". A atual legislao da CFEM diz apenas que o dinheiro no deve ser usado para pagamento de dvidas e de pessoal permanente. Todavia, o que inspirou a cobrana da CFEM foi a proposta de uma espcie de "fundo de exausto mineral", ou seja, os recursos deveriam ser usados para gerar alternativas de diversificao econmica para quando a minerao se exaurir. Nesse sentido, o projeto de emenda no descuidou e inseriu a previso de criao de um fundo prprio e da utilizao da CFEM para a sade, educao e assistncia social.

    Acolheu-se tambm, as consideraes enviadas pelo Executivo Municipal, com o acrscimo de vrias de suas sugestes ao texto da proposta de reforma como por exemplo, a regulamentao dos atos municipais e a insero de alguns dispositivos acerca da competncia do Municpio e dos seus poderes

    Deste modo, mostra-se adequada a proposta apresentada, ainda, pela nova tcnica redacional, onde se ajusta o novo texto aos preceitos da LC 95198.

    D-se nova redao numerao dos dispositivos da Lei Orgnica Municipal, onde se tinha "ARTIGO", por extenso, agora se tem "ArL", conforme determinado pela Lei Complementar.

    Outrossim, observa-se ainda que, embora a mudana na estrutura tpica da Lei Orgnica Municipal d uma nova apresentao textual, preservou-se as competncias, a independncia e a harmonia dos poderes Legislativo e Executivo.

    Pelo exposto, votamos pela admissibilidade da Proposta de Emenda Lei Orgnica Municipal de n 0112009.

    Sala da Comisso, de dezembro de 2009.

    ODILON ROCHA DE SANO Presidente

    FRANCISANGELA VICENTE FERREIRA DE RESENDE Relatora

    RAIMUNDO DE VASCONCELOS SILVA Membro

  • ESTADO DO PAR PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    EMENDA LEI ORGNICA N01 DE 22 DEZEMBRO DE 2009

    D-se nova redao, com reforma integral, ao texto da Lei Orgnica do Municpio de Parauapebas - Par, promulgada em 5 de abril de 1990.

    A Mesa da Cmara Municipal de Parauapebas, em conformidade com o inciso 1 do artigo 56 e com o artigo 57 da Lei Orgnica Municipal, e nos termos do 30 do artigo 60 da Constituio da Repblica, promulga a presente emenda de Reforma Integral da Lei Orgnica do Municpio de Parauapebas-PA:

    Art. 1 0 A Lei Orgnica do Municpio de Parauapebas, de 05 de abril de 1990, passa a vigorar com o texto que segue:

    PREMBULO

    Ns, representantes do povo e do Municpio de Parauapebas, reunidos em Cmara Constituinte Municipal, com os poderes outorgados pelas Constituies da Repblica Federativa do Brasil e do Estado do Par com o pensamento voltado para a construo de uma sociedade soberana, livre, igualitria e democrtica, fundada nos princpios de justia e do pleno exerccio da cidadania, da tica e do trabalho, promulgamos, sob a inspirao popular e proteo de Deus, a seguinte LEI ORGNICA DO MUNICIPIO DE PARAUAPEBAS-PA.

    TTULO 1 DOS PRINCPIOS FUNDAMENTAIS

    7-Art 1- ) Municpio de Parauapebas, parte integrante do Estado do Par e da Repblica Federativa do Brasil, reger-se- por esta LEI ORGNICA MUNICIPAL e demais leis que adotar, respeitados os princpios estabelecidos nas Constituies Federal e Estadual e tendo como fundamentos:

    - autonomia;

    - cidadania;

    III - dignidade da pessoa humana;

    IV - valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

    V - pluralismo poltico.

    Pargrafo nico Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. nos termos desta Lei Orqnic-a

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  • * ESTADO DO PAR

    PODER LEGISLATIVO CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    Art. 2. So Poderes do Municpio, independentes e harmnicos entre si, o Executivo e o Legislativo.

    Pargrafo nico. So procuradores municipais, tanto os do Legislativo, quanto os do Executivo, gozando de iguais direitos e vantagens, devendo observar, entretanto, a simetria da harmonia e independncia prpria dos poderes.

    Art. 32 O Municpio de Parauapebas prover o bem-estar de todos, sem preconceito de origem, raa, sexo, credo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminao.

    Art. 42 O Municpio de Parauapebas atuar com determinao por todos os seus rgos e agentes, no sentido de contribuir para a realizao dos objetivos fundamentais da sociedade brasileira:

    construir uma sociedade livre, justa e solidria;

    II - garantir o desenvolvimento nacional;

    III - erradicar a pobreza e a marginalizao reduzindo as desigualdades sociais, raciais e regionais;

    IV - dar prioridade absoluta aos assuntos de interesse dos cidados;

    V usar adequadamente os recursos naturais e proteger o meio ambiente.

    TTULO II DO MUNICPIO

    CAPTULO 1 DA ORGANIZAO DO MUNICPIO

    Art. 59 O Municpio de Parauapebas tem a sua sede na cidade de Parauapebas.

    Art. 6. So smbolos do Municpio a Bandeira, o Braso e o Hino municipal, estabelecidos em lei.

    Pargrafo nico. No dia 10 de maio ser comemorado o Dia do Municpio, sendo feriado municipal.

    Au. 72 o Municpio de Parauapebas tem uma rea de 7.007,737 km 2 e limita-se com os seguintes municpios: Marab ao norte; Curionpolis a leste; Cana dos Carajs e gua Azul do Norte ao sul; e So Flix do Xingu a oeste.

    CAPTULO II DA COMPETNCIA DO MUNICPIO

    SEO 1 DA COMPETNCIA PRIVATIVA

    Art. 8. Ao Municpio de Parauapebas compete prover tudo quanto diga respeito ao seu peculiar interesse e ao bem-estar de sua populao, cabendo-lhe privativamente as seguintes atribuies

    cg;sar sobre assuntos de r,tr ,;ib 73

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    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    II - emendar a Lei Orgnica:

    III - suplementar a legislao federal e a estadual no que couber;

    IV - instituir e arrecadar os tributos de sua competncia, bem como aplicar suas receitas, sem prejuzo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei;

    V - elaborar o plano plurianual, lei de diretrizes oramentrias e lei oramentria anual;

    VI - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislao estadual;

    VII - elaborar o Plano Diretor;

    VIII - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concesso ou permisso, os servios pblicos de interesse local, includo o de transporte coletivo, que tem carter essencial;

    IX - manter, por cooperao tcnica e financeira da Unio e do Estado, programas de educao infantil e de ensino fundamental;

    X - prestar, por cooperao tcnica e financeira da Unio e do Estado, servios de atendimento sade da populao:

    Xl - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupao do solo urbano;

    XII - promover a proteo do patrimnio histrico-cultural local, observada a legislao e a ao fiscalizadora estadual e federal;

    XIII - administrar seus bens adquiri-los e alien-los, aceitar e realizar doaes, legados e heranas e dispor de sua aplicao;

    XIV - desapropriar, por necessidade ou utilidade pblica ou por interesse social, nos casos previstos em lei;

    XV - conceder e permitir os servios pblicos locais e os que lhe sejam concernentes;

    XVI - fixar, fiscalizar e cobrar tarifas ou preos pblicos;

    XVII - organizar o quadro de servidores municipais;

    XVIII - permitir ou conceder os servios de transportes municipais, fixando suas tarifas:

    XIX - regulamentar a utilizao dos logradouros pblicos e sinalizar as faixas de rolamento e zonas de silncio;

    XX - estabelecer servides administrativas necessrias realizao de seus servios;

    XXI - disciplinar a limpeza dos logradouros pblicos e a remoo do lixo domiciliar hospitalar:

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    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    XXII - licenciar estabelecimentos industriais, comerciais, de prestao de servios, bem como cassar autorizao de funcionamento dos que se tornarem danosos sade, higiene, ao bem-estar pblico e aos bons costumes;

    XXIII - fixar os feriados municipais, bem como o horrio de funcionamento de estabelecimentos comerciais, industriais, bancrios e de prestao de servios e de diverses;

    XXIV - interditar edificaes irregulares, em runas ou em condies de insalubridade, e fazer demolir construes que ameacem a segurana pblica coletiva;

    XXV - realizar atividades de defesa civil, inclusive as de combate a incndio e preveno de acidentes naturais, em coordenao com a Unio e o Estado;

    XXVI - regulamentar a exposio propagandstica e publicitria no territrio do municpio;

    XXVII - legislar sobre a apreenso e depsito de semoventes, mercadorias e mveis em geral, no caso de transgresso de leis e demais atos municipais, bem como sobre a forma e condies de venda das coisas e bens apreendidos;

    XXVIII - organizar a polcia administrativa de interesse local, especialmente em matria de sade e higiene pblica, construo, trnsito e trfego;

    XXIX - participar de pessoa jurdica de direito pblico em conjunto com a Unio, o Estado ou o municpio, na ocorrncia de interesse comum;

    XXX - organizar e prestar, diretamente ou sob a forma de concesso, a oferta, distribuio e consumo de gua e instalao de esgotos;

    XXXI - organizar e prestar diretamente, ou sob regime de concesso ou permisso, o servio de transporte escolar,

    XXXII - dispor sobre o servio funerrio e cemitrios, administrando aqueles que forem pblicos e fiscalizando os pertencerdes a entidades religiosas e aqueles explorados pela iniciativa privada;

    XXXIII - regular a disposio, o traado e as demais condies dos bens pblicos de uso comum;

    XXXIV - estabelecer e impor multas ou penalidades por infraes de suas leis e regulamentos;

    XXXV - instituir posturas municipais, aplicando-as em cdigos;

    XXXVI - subvencionar os estabelecimentos, as associaes e instituies de utilidade pblica ou de beneficncia;

    XXXVII - dispor sobre servio de abatedouro.

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    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    SEO II DA COMPETENCIA COMUM

    Art. 92 de competncia administrativa comum do Municpio, do Estado e da Unio, observada a lei complementar federal, o exerccio das seguintes medidas:

    - zelar pela guarda da Constituio, das leis e das instituies democrticas e conservar o patrimnio pblico;

    II - cuidar da sade e assistncia pblica, da proteo e garantia das pessoas portadoras de deficincia;

    III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histrico, artstico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notveis e os stios arqueolgicos;

    IV - impedir a evaso, a destruio e a descaracterizao de obras de arte e de outros bens de valor histrico, artstico ou cultural;

    V - proporcionar os meios de acesso cultura, educao e cincia;

    VI - proteger o meio ambiente e combater a poluio em qualquer de suas formas;

    Vil - promover o desenvolvimento sustentvel;

    VIII - fomentar a produo agropecuria e organizar o abastecimento alimentar;

    IX - fomentar o comrcio e a indstria localizados no territrio municipal;

    X - promover programas de construo de moradias e a melhoria das condies habitacionais e de saneamento bsico:

    XI - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalizao, promovendo a integrao social dos setores desfavorecidos;

    XII - registrar, acompanhar e fiscalizar as concesses de direitos de pesquisa e explorao de recursos hdricos e minerais em seus territrios;

    XIII - estabelecer e implantar polticas de educao para a segurana do trnsito;

    XIV - proteger a juventude contra toda explorao, bem como contra os fatores que possam conduzi-ia ao abandono fsico, moral, social e intelectual;

    XV - tomar as medidas necessrias para evitar a mortalidade infantil;

    XVI - fiscalizar a produo, conservao, comrcio e transporte dos gneros alimentcios, destinados ao abastecimento pblico;

    XVII - celebrar convnios com outros municpios, o Estado e a Unio, mediante autorizao de Lei Municipal, para realizao de obras de infraestrutura e prestao de servios pblicos de interesse comum:

    XVIII - constituir consrcios com outros entes pblicos, mediante autorizao legislativa Jus JaItILpaiItes, paia d execuau ue oras e prestaao cie servios pblicos de interesse

  • ESTADO DO PARA PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    XIX - regulamentar e exercer outras atribuies no vedadas pelas Constituies Estadual e Federal no que couber e naquilo que disser respeito ao peculiar interesse local.

    CAPTULO III DAS VEDAES

    Art. 10. Ao Municpio vedado

    - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencion-los, embaraar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relaes de dependncia ou aliana, ressalvada, na forma da lei, a colaborao de interesse pblico;

    II - recusar f aos documentos pblicos;

    III - criar distino entre brasileiros ou preferncias entre si;

    IV - subvencionar ou auxiliar, de qualquer modo, com recursos pertencentes ao errio pblico, quer pela imprensa, rdio, televiso, servio de alto-falantes ou qualquer outro meio de comunicao, propaganda poltico-partidria ou quaisquer outras de fins estranhos administrao;

    V - manter a publicidade de atos, programas, obras, servios e campanhas de rgos pblicos que no tenham carter educativo, informativo ou de orientao social, assim como a publicidade da qual constem nomes, smbolos ou imagens que caracterizem promoo pessoal, de autoridades ou servidores pblicos municipais;

    VI - permitir o uso dos bens municipais por terceiros, o que somente poder ser feito mediante concesso ou permisso, conforme o interese pblico o exigir.

    TTULO III DO PODER LEGISLATIVO

    CAPTULO 1 DA CMARA MUNICIPAL

    Art. 11. O Poder Legislativo do Municpio de Parauapebas exercido pela Cmara Municipal, composta de 15 (quinze) vereadores, eleitos pelo sistema proporcional, pelo voto direto e secreto, com mandato de 4 (quatro) anos.

    1 0 O nmero de vereadores da Cmara Municipal de Parauapebas ser fixado sempre com a observncia dos limites estabelecidos pelo art. 29, inciso IV da Constituio Federal, guardando proporcionalidade ao nmero de habitantes do Municpio.

    2 A Cmara Municipal de Parauapebas poder, obedecidas as diretrizes do pargrafo anterior, amparada por informaes tcnicas e consulta prvia a populao, elevar o nmero de vagas at o limite estabelecido pelo art. 29, inciso IV da CF/88, a partir de 2013, obedecendo ao princpio da anterioridade legal.

    Art. 12. Cabe Cmara, com sano do Prefeito, no exigida esta para o especificado no artigo subsequente, dispor sobre as matrias de competncia do Municpio, especialmente -

    20 ~ ?4

  • -40 ESTADO DO PAR

    PODER LEGISLATI O CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    II - suplementar a legislao federal e estadual, no que couber;

    III - legislar sobre tributos municipais, bem como autorizar isenes, anistias fiscais e remisso de dvidas;

    IV - votar o plano plurianual, as diretrizes oramentrias e o oramento anual, bem como autorizar a abertura de crditos suplementares e especiais;

    V - deliberar sobre obteno e concesso de emprstimos e operaes de crdito, bem como sobre a forma e os meios de pagamento;

    VI - autorizar a concesso de auxlios e subvenes;

    VII - autorizar a concesso de servios pblicos;

    VIII - autorizar a concesso do direito real de uso de bens municipais;

    IX - autorizar a concesso administrativa de uso de bens municipais;

    X - autorizar a alienao de bens imveis municipais, excetuando-se as hipteses previstas nesta Lei Orgnica;

    Xl - autorizar a aquisio de bens imveis, salvo quando se tratar de doao sem encargos;

    XII - criar, organizar e suprimir distritos, observadas as legislaes estadual e municipal:

    XIII - criar, alterar, e extinguir cargos, funes e empregos pblicos e fixar a remunerao da administrao direta, autrquica e fundacional;

    XIV - aprovar as diretrizes gerais de desenvolvimento urbano, o Plano Diretor, a legislao de controle de uso, de parcelamento e de ocupao do solo urbano;

    XV - dispor sobre convnios com entidades pblicas, particulares e autorizar consrcios com outros municpios;

    XVI - criar, estruturar e atribuir funes s Secretarias e aos rgos da administrao pblica;

    XVII - autorizar, nos termos da lei, a alterao de denominao de prprios, vias e logradouros pblicos;

    XVIII - legislar sobre a criao, organizao e funcionamento de Conselhos e Comisses:

    XIX - delimitar o permetro urbano e o de expanso urbana;

    XX - aprovar o Cdigo de Obras e Edificaes, cdigo tributrio, cdigo de posturas, plano diretor, cdigo ambiental, estatuto do servidor pblico:

    XXI - denominar as vias e logradouros pblicos obedecidas as normas urbanisticas aplicveis:

    x: ; eaasac de oear'rc rnar

  • ESTADO DO PAR PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    Art. 13. Compete privativamente Cmara Municipal:

    1 - eleger sua Mesa, bem como destitu-Ia, na forma regimental;

    II - elaborar o seu Regimento Interno;

    III dispor sobre sua organizao, funcionamento, policia, criao, transformao ou extino dos cargos, empregos e funes de seus servios e fixao da respectiva remunerao, nos termos anlogos Constituio Federal e observados os parmetros estabelecidos na lei de diretrizes oramentrias;

    IV - dar posse ao Prefeito e ao Vice-Prefeito, conhecer de sua renncia e afast-los, definitivamente, do exerccio do cargo, nos termos da Lei;

    V - conceder licena, para afastamento, ao Prefeito, ao Vice-Prefeito e aos Vereadores;

    VI - fixar, por lei de sua iniciativa, para cada exerccio financeiro, os subsdios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretrios Municipais nos termos do inciso V do art. 29 da Constituio Federal, bem como, para viger na legislatura subsequente, os subsdios dos Vereadores, nos termos do inciso VI, da Constituio Federal, considerando-se mantido o subsdio vigente, na hiptese de no se proceder respectiva fixao na poca prpria, atualizado o valor monetrio conforme estabelecido em lei municipal especfica;

    VII - autorizar o Prefeito a ausentar-se do Municpio por mais de 15 (quinze) dias consecutivos;

    VIII - criar Comisses Parlamentares de Inqurito;

    IX - convocar os Secretrios Municipais ou responsveis pela administrao direta e indireta para prestar informaes sobre matria de sua competncia;

    X - autorizar a convocao de referendo e plebiscito, exceto os casos previstos nesta Lei;

    Xl - decidir sobre a perda do mandato de Vereador;

    XII - tomar e julgar as contas do Prefeito, da Mesa da Cmara Municipal de acordo com o parecer prvio do Tribunal de Contas dos Municpios;

    XIII - zelar pela preservao de sua competncia legislativa, sustando os atos normativos do Executivo que exorbitem do poder regulamentar;

    XIV - julgar o Prefeito, o Vice-Prefeito e os Vereadores, nos casos previstos nesta Lei;

    XV - fiscalizar e controlar diretamente os atos do Poder Executivo, includos os da administrao indireta, acompanhando sua gesto e avaliando seu resultado operacional, com o auxlio do Tribunal de Contas dos Municpios, sempre que solicitado;

    XVI - exercer a fiscalizao financeira, oramentria, operacional e patrimonial do Municpio, auxiliada, quando solicitado, pelo Tribunal de Contas dos Municpios;

    XVII - conceder titulo de cidado honorrio ou qualquer outra honraria ou homenagem pessoa que reconhecidamente tenha prestado relevantes servic' ' Municpio. mediante decreto legislativo aprovado pelo voto de, no minimo 2!3 (dois te-c de seus membros

    22 51 74

  • ESTADO DO PAR PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    XVIII - proceder tomada de contas do Prefeito por meio de Comisso Especial quando no apresentadas Cmara no prazo e forma estabelecida na Lei, devendo tal comisso ser criada e regulamentada por Decreto Legislativo de iniciativa da Mesa Diretora ou por 213 dos vereadores;

    XIX - criar, organizar e disciplinar o funcionamento das Comisses da Cmara Municipal;

    XX - votar moo de censura pblica aos secretrios municipais em relao ao desempenho de suas funes.

    CAPTULO II DOS VEREADORES

    Art. 14. No primeiro ano de cada legislatura, a Cmara Municipal de Parauapebas reunir-se- no dia 1 0 de janeiro, s 10 (dez) horas, em sesso solene de instalao, independente de nmero, sob a presidncia do Vereador mais idoso dentre os presentes, os Vereadores prestaro compromisso e tomaro posse.

    10 No ato da posse os Vereadores devero desincompatibilizar-se e, na mesma ocasio, bem como ao trmino do mandato, devero fazer a declarao pblica de seus bens, a ser transcrita em livro prprio, constando de ata o seu resumo, e publicada no Dirio Oficial e ou no mural de avisos da Cmara Municipal, no prazo mximo de 30 (trinta) dias

    20 O Vereador que no tomar posse na sesso prevista neste artigo, dever fazer no prazo de 15 (quinze) dias, ressalvados os casos de motivao justa e aceita pela Cmara.

    30 No ato da posse, exibidos os diplomas e verificada sua autenticidade, o Presidente, em p, no que ser acompanhado por todos os demais Vereadores, proferir o seguinte compromisso: "PROMETO EXERCER COM DEDICAO E LEALDADE O MANDATO QUE ME CONFIOU O POVO DE PARAUAPEBAS, RESPEITANDO A LEI E PROMOVENDO O BEM-ESTAR GERAL DO MUNICPIO."

    Ar-' 1 . .. s Vereadores gozam de inviolabilidade por suas opinies, palavras e votos no exerccio do mandato, na circunscrio do Municpio.

    Pargrafo nico. Os Vereadores no sero obrigados a testemunhar sobre informaes recebidas ou prestadas em razo do exerccio do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informaes.

    Art. 16. O Vereador no poder:

    - desde a expedio do diploma:

    a) firmar ou manter contrato com rgos da administrao direta, autarquia, empresa pblica, sociedade de economia mista, fundao instituda ou mantida pelo Poder Pblico, ou empresa concessionria de servio pblico, salvo quando o contrato obedecer clusulas uniformes;

    b) aceitar ou exercer cargo, funo ou emprego remunerado, inclusive os de que seja demissvel "ad nutum", nas entidades constantes da alnea anterior, ressalvado o disposto na Constituio da Repblica e rost 1

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    lu ESTADO DO PARA

    PODER LEGISLATIVO CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    II - desde a posse:

    a) ser proprietrio, controlador ou diretor de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurdica de direito pblico, ou nela exercer funo remunerada;

    b) ocupar cargo ou funo de que seja demissivel "ad nutum', nas entidades referidas no inciso 1, alnea "a, deste artigo, ressalvado o disposto na Constituio da Repblica e nesta Lei;

    c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso 1, alnea "a, deste artigo;

    d) ser titular de mais de um cargo ou mandato pblico eletivo em qualquer nvel.

    Art. 17. Perder o mandato o Vereador:

    - que infringir qualquer das proibies estabelecidas no artigo anterior;

    II - cujo procedimento for declarado incompatvel com o decoro parlamentar;

    III - que deixar de comparecer. em cada sesso legislativa, quarta parte das sesses ordinrias, salvo licenas ou misso autorizada pela Cmara;

    IV - que perder ou tiver suspensos os direitos polticos;

    V - quando o decretar a Justia Eleitoral;

    VI - que sofrer condenao criminal em sentena transitada em julgado, que implique em restrio liberdade de locomoo.

    10 E incompatvel com o decoro parlamentar, alm dos casos definidos no Regimento Interno, o abuso das prerrogativas asseguradas a membros da Cmara Municipal ou a percepo de vantagens indevidas.

    2 Nos casos dos incisos 1, II e VI deste artigo, acolhida a acusao pela maioria absoluta dos Vereadores, a perda do mandato ser decidida pela Cmara, por qurum de 2/3 (dois tero), assegurado o direito de defesa.

    3 Nos casos dos incisos III a V, a perda ser declarada pela Mesa, de oficio ou mediante provocao de qualquer dos membros da Cmara ou de partido poltico nela representado, assegurado o direito de defesa.

    40 A Cmara Municipal, por meio da Mesa Diretora, dispor, por Resoluo, sobre o procedimento a ser obedecido nos processos de perda de mandato decididos pela Cmara, e sobre aplicao de outras penalidades, assegurado o contraditrio.

    Art. 18. A Cmara Municipal instituir o Cdigo de Etica dos Vereadores.

    Art. 19. O vereador dever licenciar-se, sem remunerao, se ultrapassado o limite temporal de 114 das sesses ordinrias, desde que autorizado pelo plenrio da Cmara, devendo o suplente ser convocado imeditament

    me

  • *a ESTADO DO PAR

    PODER LEGISLATIVO CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    Ad. 20. No perder o mandato, considerando-se automaticamente licenciado, o Vereador investido na funo de Ministro de Estado, Secretrio de Estado, Secretrio Municipal ou chefe de misso diplomtica temporria, e ou outro cargo de comando na estrutura do Executivo, devendo optar pelos vencimentos do cargo ou pela remunerao do mandato.

    Au. 21. No caso de vaga, de investidura prevista no artigo anterior o Presidente convocar imediatamente o suplente.

    1 O suplente convocado dever tomar posse dentro de 15 (quinze) dias, salvo motivo justo e aceito pela Cmara.

    2 Em caso de vaga, no havendo suplente, o Presidente comunicar o fato, dentro de 48 (quarenta e oito) horas, diretamente ao Tribunal Regional Eleitoral.

    Art. 22. No exerccio de seu mandato, o Vereador ter livre acesso s reparties pblicas municipais, podendo diligenciar pessoalmente junto aos rgos da administrao direta e indireta devendo ser atendido pelos respectivos responsveis, na forma da Lei.

    CAPTULO III DA MESA DIRETORA

    Art. 23. A Mesa Diretora o rgo de direo colegiada da Cmara Municipal e ser eleita para um mandato de 2 (dois) anos, vedada a reeleio, compondo-se de Presidente, Vice-Presidente, primeiro e segundo Secretrios.

    1 0 Na composio da Mesa ser assegurada, tanto quanto possvel, a representao proporcional dos partidos polticos.

    20 A Mesa tomar suas decises por maioria de seus membros.

    Art. 24. A eleio para renovao da Mesa realizar-se- sempre no ms de dezembro do ano em que se findar o mandato da mesma, em sesso ordinria ou extraordinria, considerando-se automaticamente empossados os eleitos a partir de 1 de janeiro do ano subsequente.

    Art. 25. Pelo voto de 213 (dois teros) dos membros da Cmara, qualquer componente da Mesa poder ser destitudo, quando faltoso, negligente, omisso ou ineficiente no desempenho de suas atribuies, devendo o Regimento Interno da Cmara dispor sobre o processo de destituio e sobre a substituio do membro destitudo para completar o mandato.

    Art. 26. Compete Mesa, dentre outras atribuies:

    - tomar a iniciativa nas matrias de sua competncia privativa;

    II - suplementar, mediante ato, as dotaes do oramento da Cmara, observado o limite da autorizao constante da Lei Oramentria;

    lii - apresentar oroietos de Ipi rnondo sobre abertura dp -rd!to5 suoIementare eseoiais cor meio de ar Ia rarca1 cii total da dota.c la

  • ti

    ESTADO DO PARA PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    IV - devolver Tesouraria da Prefeitura o saldo de caixa existente na Cmara no final do exerccio;

    V - enviar ao Tribunal de Contas dos Municpios, at o dia 1 de maro, as contas da Cmara Municipal do exerccio anterior;

    VI - propor ao Plenrio, projeto de Resoluo que crie, transforme e extinga cargos ou funes da Cmara Municipal, bem como projeto de lei que fixe as respectivas remuneraes, observadas as determinaes legais;

    VII - nomear, promover, comissionar, conceder gratificao e licenas, por em disponibilidade, exonerar, demitir, aposentar e punir servidores da Cmara Municipal, nos termos da Lei;

    VIII - declarar a perda do mandato de Vereador, de ofcio ou por iniciativa de quaisquer dos membros da Cmara consoante as disposies desta Lei Orgnica e do Regimento Interno, assegurado o contraditrio e a ampla defesa;

    IX - praticar atos de execuo das decises do Plenrio, na forma regimental;

    X - elaborar e expedir, mediante Ato, a discriminao analtica das dotaes oramentrias da Cmara, bem como alter-las, quando necessrio;

    XI - encaminhar, mediante requerimento de Vereador, pedidos escritos de informaes ao Prefeito e aos Secretrios Municipais, importando em crime de responsabilidade a recusa, ou o no atendimento no prazo de 30 (trinta) dias, assim como a prestao de informaes falsas.

    Art. 27. O Regimento Interno dispor pormenorizadamente sobre toda a matria que envolva o processo eleitoral para composio da Mesa Diretora da Cmara, especialmente sobre sua composio, suas atribuies e as atribuies de seus membros.

    SEO NICA DA PROCURADORIA GERAL DA CMARA

    Art. 28. A Consultoria Jurdica, a superviso dos servios de assessoramento jurdico, bem como a representao judicial ou extrajudicial da Cmara Municipal, quando couber, so exercidas por seus Procuradores, integrantes da Procuradoria Geral da Cmara Municipal, diretamente vinculada a Mesa Diretora.

    10 A Procuradoria Geral da Cmara cometido ofcio de controle interno da legalidade dos atos do Poder Legislativo.

    20 Os Procuradores da Cmara Municipal, com iguais direitos e deveres, so organizados em carreira, na qual o ingresso far-se- por meio de concurso pblico de provas e ttulos, organizado pela prpria Procuradoria, com participao da OAB/PA, conforme disciplinado na Lei Complementar 002, de 20 de junho de 2012.

    30 O presidente da Mesa Diretora nomear o Procurador Geral da Cmara conforme rIplin4o r 2r 13 ler c2mp!ernertar de que trato o 1 2

  • ESTADO DO PAR PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    40 Os honorrios da condenao judicial por sucumbncia nas causas em que funcionar a Procuradoria Geral da Cmara, pertencem, de forma rateada, a seus procuradores.

    5 da competncia privativa da Mesa Diretora a iniciativa do projeto de estruturao da Procuradoria Geral da Cmara Municipal.

    CAPTULO IV DAS SESSES

    Art. 29. A Cmara Municipal de Parauapebas reunir-se- em sua sede, anualmente, de 15 de fevereiro a 30 de junho e de 10 de agosto a 15 de dezembro.

    Pargrafo nico. A sesso legislativa no ser interrompida sem a aprovao do projeto de lei de diretrizes oramentrias e nem concluda sem a aprovao do projeto de lei oramentria anual.

    Art. 30. A Cmara se reunir em sesses ordinrias, extraordinrias ou solenes, conforme dispuser o seu Regimento Interno.

    10 Durante a sesso legislativa ordinria, a Cmara Municipal de Parauapebas far suas sesses plenrias ordinrias, preferencialmente s teras-feiras, s 16 (dezesseis) horas.

    20 Quando for feriado, a sesso plenria ordinria ficar transferida para o primeiro dia til subsequente, no mesmo horrio.

    3 Mediante deliberao do plenrio, a Cmara Municipal de Parauapebas poder fazer sesso plenria fora da sua sede.

    40 As sesses extraordinrias sero convocadas, na forma regimental, em sesso ou fora dela, e, neste caso, mediante comunicao pessoal e escrita aos Vereadores, pelo Presidente da Cmara, com antecedncia mnima de 48 (quarenta e oito) horas.

    50 As sesses extraordinrias e solenes no sero, em hiptese alguma, remuneradas.

    Art. 31. A convocao extraordinria da Cmara Municipal far-se- pelo(a):

    1 - Presidente da Cmara Municipal;

    li - Maioria dos membros da Cmara Municipal;

    III - Prefeito, durante o recesso parlamentar.

    1 0 Em qualquer das hipteses dos incisos deste artigo, a convocao deve estar baseada em urgncia ou interesse pblico relevante.

    20 Na sesso legislativa extraordinria, a Cmara Municipal de Parauapebas somente deliberar sobre a matria para a qual for convocada, sendo vedado o pagamento de parcela indenizatria, em razo da convocao.

    Art. 32. A Cmara Municipal de Parauapebas somente funcionar com a presena mnima de 113 (um tero) dos seus membros, mas s haver votao na presena da pjr,r rtp

  • 4* ESTADO DO PAR

    PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS 10 As deliberaes so tomadas por maioria dos votos dos presentes, salvo os casos previstos nesta Lei Orgnica Municipal.

    20 O Presidente votar somente quando houver empate, quando exigir quorum de dois teros e nas votaes secretas.

    Art. 33. As sesses da Cmara Municipal so pblicas e o voto aberto, salvo disposio regimental.

    CAPITULO V DAS COMISSES

    Art. 34. A Cmara ter Comisses permanentes e temporrias, constitudas na forma e com as atribuies previstas no Regimento Interno ou no ato de que resultar a sua criao.

    1 Em cada Comisso ser assegurada, tanto quanto possvel, a representao proporcional dos partidos polticos na Cmara.

    2 s Comisses, em razo da matria de sua competncia, cabe:

    - estudar proposies submetidas ao seu exame, na forma do Regimento Interno;

    II - fiscalizar, inclusive efetuando diligncias, vistorias e levantamentos "in loco", nos atos da administrao direta e indireta, nos termos da legislao pertinente, em especial para verificar a regularidade, a eficincia e a eficcia dos seus rgos no cumprimento dos objetivos institucionais, recorrendo ao auxlio do Tribunal de Contas dos Municpios, sempre que necessrio;

    III - solicitar ao Prefeito informaes sobre assuntos inerentes administrao;

    IV - convocar os Secretrios Municipais, os responsveis pela administrao direita e indireta para prestar informaes sobre assuntos inerentes s suas atribuies;

    V - acompanhar, junto ao Executivo, os atos de regulamentao, velando por sua completa adequao;

    VI - acompanhar, junto ao Executivo, a elaborao da proposta oramentria, bem como a sua posterior execuo;

    VII - realizar audincias pblicas;

    VIII - solicitar informaes ou depoimentos de autoridades ou cidados;

    IX receber peties, reclamaes, representaes ou queixas de associaes e entidades comunitrias ou de qualquer pessoa contra atos e omisses de autoridades municipais ou entidades pblicas;

    X - apreciar programas de obras, planos regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer:

    XI - requisitar, dos respons'eis a exibio de documentos e a prestao dos esclarecimentos necessrios

    Po,,',, 28 , 74

  • ESTADO DO PARA PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS 30 As Comisses permanentes devero, na forma estabelecida pelo Regimento Interno, reunir-se em audincia pblica especialmente para ouvir representantes de entidades legalmente constitudas.

    4 A Cmara Municipal de Parauapebas criar uma Comisso Permanente voltada especificamente para o exerccio da fiscalizao e do controle dos atos do Poder Executivo, includos os da Administrao Indireta, sem prejuzo das competncias constitucionais atribudas ao Plenrio da Cmara.

    Art. 35. As Comisses Parlamentares de Inqurito tero poderes de investigao prprios das autoridades judiciais, alm de outros previstos no Regimento Interno, em matria de interesse do Municpio, e sero criadas pela Cmara, mediante requerimento de 113 (um tero) de seus membros, para apurao de fato determinado, em prazo certo, adequado consecuo dos seus fins, sendo suas concluses, se for o caso, encaminhadas ao Ministrio Pblico, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.

    1 As Comisses Parlamentares de Inqurito, no interesse da investigao, alm das atribuies previstas nos incisos II, IV, VIII e X do 2 0 do artigo anterior e daquelas previstas no Regimento Interno, podero:

    - tomar depoimento de autoridade municipal, intimar testemunhas e inquiri-las sob compromisso, nos termos desta Lei;

    II - proceder as verificaes contbeis em livros, papis e documentos de rgos da administrao direta, indireta e fundacional.

    2 O Regimento Interno prever o modo de funcionamento das Comisses Parlamentares de Inqurito.

    CAPTULO VI DA FISCALIZIAO CONTBIL, FINANCEIRA E ORAMENTRIA

    Art. 36. A fiscalizao contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial tio Municpio e das entidades da administrao direta e indireta, quanto legalidade, legitimidade, economicidade, aplicao das subvenes e renncia de receitas, ser exercida pela Cmara Municipal, mediante controle externo e pelo sistema de controle interno dos Poderes Executivo e Legislativo.

    Art. 37. Prestaro contas qualquer pessoa fsica ou jurdica, de direito pblico ou de direito privado, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiro, bens e valores pblicos ou pelas quais o Municpio responda, ou que, em nome deste, assuma obrigaes de natureza pecuniria.

    Art. 38. A Cmara Municipal de Parauapebas exercer o controle externo, com o auxlio do Tribunal de Contas dos Municpios do Estado do Par.

    Art. 39. As contas do Prefeito, referentes gesto financeira do ano anterior, sero julgadas pela Cmara mediante parecer prvio do Tribunal de Contas dos Municpios, o qual somente deixar de prevalecer por deciso de dois teros dos membros da Cmara.

  • ESTADO DO PAR PODER LEGISLATIVO

    CAMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    1 Ao final dos meses de maio, setembro e fevereiro, o Poder Executivo demonstrar e avaliar o cumprimento das metas fiscais de cada quadrimestre, em audincia pblica perante a Comisso de Finanas e Oramento da Cmara Municipal.

    2 As contas do Municpio ficaro disponveis, inclusive por meios eletrnicos, durante todo o exerccio, na Cmara Municipal e no rgo tcnico responsvel pela sua elaborao, para consulta e apreciao pelos cidados e instituies da sociedade, os quais podero questionar-lhe a legitimidade, nos termos da lei.

    30 No primeiro e no ltimo ano de mandato do Prefeito, o Municpio enviar ao Tribunal de Contas dos Municpios, inventrio de todos os seus bens mveis e imveis.

    Art. 40. Anualmente, dentro de sessenta dias do inicio da sesso legislativa, a Cmara Municipal receber, em reunio especial, o Prefeito, que informar, por meio de relatrio, o estado em que se encontram os assuntos municipais.

    Pargrafo nico. Sempre que o Prefeito manifestar propsito de expor assunto de interesse pblico, a Cmara Municipal o receber em reunio previamente designada.

    Art. 41. A Cmara, aps aprovao da maioria de seus membros, convocar plebiscito para que o eleitorado do Municpio se manifeste sobre ato poltico do Poder Executivo ou do Poder Legislativo, desde que requerida a convocao por vereador, pelo Prefeito ou, no mnimo, por 5% (cinco por cento) do eleitorado do Municpio.

    Art. 42. Os Poderes Executivo e Legislativo mantero, de forma integrada, sistema de controle interno, com a finalidade de:

    - avaliar o adequado cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execuo dos programas de governo e dos oramentos do Municpio,-

    comprovar a legalidade e avaliar os resultados quanto eficcia e eficincia da gesto oramentria, financeira e patrimonial dos rgos da administrao direta e indireta, bem como de aplicao de recursos pblicos por entidades de direito privado;

    111 - exercer o controle das operaes de crdito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres do Municpio;

    IV - apoiar o controle externo, no exerccio de sua misso institucional, o qual ter acesso a toda e qualquer informao, documentos ou registro que repute necessrios para o cumprimento de sua funo;

    V - organizar e executar, por iniciativa prpria ou por solicitao do Tribunal de Contas dos Municpios, programao trimestral de auditorias contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial nas unidades administrativas sob seu controle.

    Pargrafo nico. Para fins do disposto neste artigo, a Cmara Municipal e o Tribunal de Contas dos Municpios tero acesso direto, atravs de sistema integrado de processamento de dados, s informaes processadas em todos os rgos da administrao direta e indireta do Municpio.

  • ESTADO DO PAR PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    CAPITULO VII DO PROCESSO LEGISLATIVO

    Art. 43. O processo legislativo compreende a elaborao de:

    1 - emendas Lei Orgnica Municipal;

    II - leis complementares;

    III - leis ordinrias;

    IV - decretos legislativos;

    V - resolues.

    Pargrafo nico. O quorum de aprovao das matrias em plenrio de maioria simples, em dois turnos de votao, nos termos do Regimento Interno.

    Art. 44. So, ainda, entre outros, objeto de deliberao da Cmara Municipal de Parauapebas, na forma do Regimento Interno:

    - autorizaes;

    II - indicaes;

    III - requerimentos;

    IV - moes.

    Pargrafo nico. As deliberaes da Cmara Municipal e das suas Comisses se daro sempre por voto aberto, exceto para os casos de cassao de mandato do prefeito e de vereador.

    SEO 1 DAS EMENDAS A LEI ORGNICA

    Art. 45. A Lei Orgnica Municipal pode ser emendada mediante proposta:

    - de 113 (um tero), no mnimo, de vereadores;

    II - do Prefeito;

    III - dos cidados, mediante inciativa popular subscrita por, no mnimo, 5% (cinco por cento) dos eleitores do Municpio.

    1 A Lei Orgnica no poder ser emendada na vigncia do estado de defesa, estado de stio ou interveno.

    20 As subemendas obedecero aos mesmos critrios, rigores e prazos que a emenda.

    Art. 46. Em qualquer dos casos do artigo anterior, a proposta ser discutida e votada em duas sesses, respeitado o interstcio mnimo de dez dias entre as sesses e, ter-se- por aprovada, quando obtiver, em ambos as votaes, o voto favorvel de dois teros dos mpmbrr r1 Cmara Municipal

  • ESTADO DO PARA

    PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    Pargrafo nico. A matria constante de proposta de emenda Lei Orgnica rejeitada ou prejudicada no pode ser objeto de nova proposta na mesma sesso legislativa.

    Art. 47. A emenda aprovada ser promulgada pela Mesa Diretora da Cmara Municipal com o respectivo nmero de ordem.

    Pargrafo nico. O texto da emenda aprovada passar a constar imediatamente no texto da Lei Orgnica Municipal, acrescido de parntese onde conter a inscrio "redao dada pela Emenda n", seguido ainda do nmero e ano da respectiva emenda.

    SEO II DAS LEIS

    Art. 48. A iniciativa das leis complementares e ordinrias, salvo nos casos de competncia privativa, cabe a qualquer Vereador(a), ao() Prefeito(a) ou ao eleitorado, que a exercer subscrevendo-se por, no mnimo, cinco por cento do eleitorado do Municpio.

    Art. 49. A matria constante de projeto de lei rejeitado, assim como proposta de emenda a Lei Orgnica, rejeitada ou havida por prejudicada, ser arquivada e somente poder constituir objeto de novo projeto na mesma sesso legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos vereadores da Cmara Municipal.

    Art. 50. Os projetos de lei aprovados pela Cmara Municipal de Parauapebas sero enviados ao Prefeito que, aquiescendo, os sancionar.

    1 Se o Prefeito julgar o projeto, no todo ou em par, inconstitucional ou contrrio ao interesse pblico, vet-lo-, total ou parcialmente, dentro de 15 (quinze) dias teis, contados daquele em que o receber, comunicando os motivos do veto ao Presidente da Cmara Municipal, neste mesmo prazo.

    2 Vetado o projeto e devolvido Cmara Municipal, ser ele apreciado, dentro de 30 (trinta) dias a contar de seu recebimento, s podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos vereadores da Cmara Municipal.

    3 Em caso de rejeio ao veto, a Mesa Promulgar a Lei imediatamente. Se o veto for mantido a Lei ser enviada ao Prefeito, para em 48 (quarenta e oito) horas promulga-ia.

    4 A manuteno do veto no restaura matria suprimida ou modificada pela Cmara.

    5 O veto parcial somente abranger texto integral do artigo, pargrafo, inciso ou alnea.

    6 A omisso do Prefeito, decorrido o prazo de que trata o 1, importa em sano tcita.

    7 No sendo a lei promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Prefeito, no caso do 3 deste artigo, o Presidente da Cmara a promulgar em igual prazo e, se este no o fizer, caber ao Vice-Presidente faz-lo

    Art. 51. O projeto de lei que receber parecer contrrio, quanto ao mrito, de todas as Comisses em que estiver que ser analisado, ser lido como rejeitado, salvo com recuso cara o Plnrin rios termos do Regimento Interno

    -3go 32' 74

  • ESTADO DO PAR PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    Pargrafo nico. O projeto que for considerado ilegal ou inconstitucional pela Comisso de Justia e Redao ser arquivado.

    Art. 52. As leis complementares sero aprovadas por maioria absoluta e as ordinrias por maioria simples.

    Pargrafo nico. Sero aprovados por lei complementar, necessariamente:

    - cdigo de obras;

    II - cdigo tributrio;

    III - cdigo de posturas;

    IV - plano diretor;

    V - cdigo ambiental;

    VI - estatuto do servidor pblico.

    Art. 53. So de iniciativa privativa do Prefeito as leis que disponham sobre:

    - oramento anual, diretrizes oramentrias e plano plurianual;

    II - criao, extino ou transformao de cargos, funes ou empregos pblicos na administrao direta, autrquica e fundacional;

    III - fixao ou aumento de remunerao dos servidores;

    IV - servidores pblicos municipais, seu regime jurdico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria;

    V - organizao administrativa, matria tributria, servios pblicos e de pessoal da administrao;

    VI - desafetao, aquisio, alienao e concesso de bens imveis municipais;

    Vil - criao, estruturao e atribuies dos rgos da administrao pblica municipal.

    Art. 54. O Prefeito poder solicitar que os projetos de sua iniciativa tramitem em regime de urgncia, devendo a Cmara ultimar a deciso no prazo de 45 dias, caso haja aprovao do pedido pelo plenrio.

    1 0 O pedido de urgncia ser apreciado na mesma sesso em que a proposio for lida.

    20 Se a Cmara Municipal no deliberar no prazo do caput deste artigo, o projeto ser includo na Ordem do Dia, sobrestando-se a deliberao quanto aos demais assuntos, at que se ultime a votao.

    31 O prazo do caput deste artigo no corre nos perodos de recesso, nem se aplica aos projetos de cdigo.

  • ESTADO DO PAR PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    Ait 55. A iniciativa popular ser exercida pela apresentao a Cmara Municipal, de projeto de lei subscrito por, no mnimo, 5% (cinco por cento) dos eleitores inscritos no Municpio, contendo assunto de interesse especfico do Municpio.

    1 0 Obedecidos os requisitos do caput, o recebimento de projetos de iniciativa popular depender tambm da identificao dos assinantes por meio da indicao do nmero do ttulo eleitoral.

    20 O(s) representante (s) dos proponentes de emenda de iniciativa popular ter o direito a palavra para defend-la em plenrio e nas comisses temticas.

    30 O(s) projeto(s) de que trata o caput receber tratamento idntico aos demais projetos e ser lido em sesso pelo primeiro subscritor ou, na sua ausncia, pelo primeiro secretrio da mesa.

    Art. 56. A Cmara Municipal, por meio de suas Comisses Permanentes, na forma regimental e mediante prvia e ampla publicidade, se no for feito pelo Executivo, convocar obrigatoriamente pelo menos uma audincia pblica durante a tramitao de projetos de leis que versem sobre:

    - plano diretor;

    II - plano plurianual;

    III - diretrizes oramentarias;

    IV - oramento;

    V - matria tributria;

    VI - zoneamento urbano e uso e ocupao do solo;

    VII - cdigo de obras e edificaes;

    VIII - poltica municipal de meio-ambiente:

    IX - plano municipal de saneamento;

    X - sistema de vigilncia sanitria, epidemiolgica e de sade do trabalhador;

    Xl - ateno relativa Criana e ao Adolescente.

    1 A Cmara poder convocar uma s audincia englobando dois ou mais projetos de leis relativos mesma matria ou dos relacionados acima.

    2 Sero realizadas audincias pblicas durante a tramitao de outros projetos de leis mediante requerimento de 2% (dois por cento) de eleitores do Municpio.

    Art. 57. As questes relevantes aos destinos do Municpio podero ser submetidas a plebiscito ou referendo por proposta do Executivo, por 113 (um tero) dos vereadores ou por pelo menos 2% (dois por cento) do eleitorado, decidido pelo Plenrio da Cmara Municipal

    34

  • ESTADO DO PARA PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    SEO III DOS DECRETOS LEGISLATIVOS E RESOLUES

    Art. 58. O Regimento Interno da Cmara Municipal disciplinar os casos de Decreto Legislativo e de Resoluo.

    TTULO IV DO PODER EXECUTIVO

    CAPTULO 1 DO PREFEITO E DO VICE-PREFEITO

    Art. 59. O Poder Executivo exercido pelo Prefeito, auxiliado pelos Secretrios Municipais e subpreteitos.

    Pargrafo nico. O Prefeito e o Vice-Prefeito sero eleitos simultaneamente, dentre brasileiros maiores de 21 (vinte e um) anos e no exerccio de seus direitos polticos.

    Art. 60. O Prefeito e o Vice-Prefeito tomaro posse e assumiro o exerccio na sesso solene de instalao da Cmara Municipal, no dia 1 de janeiro do ano subsequente eleio e prestaro compromisso de cumprir e fazer cumprir a Constituio da Repblica, a Constituio Estadual, a Lei Orgnica do Municpio e a legislao em vigor, defendendo a justia social, a paz e a igualdade de tratamento a todos os cidados, nos seguintes termos: "PROMETO CUMPRIR E FAZER CUMPRIR A CONSTITUIO FEDERAL, A CONSTITUIO ESTADUAL, A LEI ORGNICA, AS LEIS DA UNIO, DO ESTADO E DO MUNICPIO, PROMOVER O BEM COLETIVO E EXERCER O MEU MANDATO VISANDO O BEM COMUM DOS CIDADOS PARAUAPEBENSES".

    1 0 Se, decorridos 10 (dez) dias da data fixada para a posse, o Prefeito ou o Vice-Prefeito, salvo motivo de fora maior, no tiver assumido o cargo, este ser declarado vago.

    20 No ato da posse e ao trmino do mandato, o prefeito e o Vice-Prefeito faro declarao pblica, circunstanciada, de seus bens, a qual ser transcrita em livro prprio, constando de ata o seu resumo e publicada no Dirio Oficial ou no mural de avisos da Cmara e da Prefeitura, no prazo mximo de 30 (trinta) dias.

    3 O Prefeito e o Vice-Prefeito devero desincompatibilizar-se no ato da posse.

    Art. 61. O Vice-Prefeito exercer as funes de Prefeito nos casos de impedimento deste, bem como as funes que lhe forem conferidas em lei especfica e suceder-lhe- em caso de vacncia.

    1 O Vice-Prefeito, alm de outras atribuies que lhe forem conferidas em lei, auxiliar o Prefeito, sempre que por ele for convocado.

    20 O Vice-Prefeito substitui o Prefeito em caso de licena ou impedimento e o sucede no caso de vaga ocorrida aps a diplomao.

    Ari. 62. Em caso de impedimento do Prefeito e do Vice-Prefeito, ou vacncia dos respectivos cargos, assumira o Poder Executivo o Prestdene da Carnura MUniCUaI eu sub;ttuto cua

  • -

    ESTADO DO PAR PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    Art. 63. Vagando os cargos de Prefeito e Vice-Prefeito, far-se- eleio noventa dias aps aberta a ltima vaga.

    Pargrafo nico. Ocorrendo a vacncia quando transcorrido mais da metade do mandato do Prefeito, a eleio indireta para ambos os cargos ser feita trinta dias depois da ltima vaga, pela Cmara Municipal.

    Art. 64. O Prefeito no poder sob pena de perda do mandato:

    - desde a expedio do diploma:

    a) firmar ou manter contrato com rgos da administrao direta, autarquias, empresas pblicas, sociedades de economia mista, fundaes institudas ou mantidas pelo Poder Pblico e concessionrias de servio pblico, salvo quando o contrato obedecer a clusulas uniformes;

    b) aceitar ou exercer cargo, funo ou emprego remunerado, inclusive os de que seja demissivel "ad nutum", nas entidades constantes no inciso anterior, ressalvada a posse em virtude de concurso pblico e observado, no que couber, o disposto no art. 38 da Constituio da Repblica;

    II - desde a posse:

    a) ser titular de mais um cargo ou mandato eletivo;

    b) patrocinar causas em que seja interessado o Municpio ou qualquer das entidades referidas no inciso 1 deste artigo;

    c) ser proprietrio, controlador ou diretor de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurdica de direito pblico, ou nela exercer funo remunerada;

    d) fixar domiclio fora do Municpio.

    Art. 65. Ser de 4 (quatro) anos o mandato do Prefeito e do Vice-Profito, a iniciar-se no dia 10 de janeiro do ano subsequente ao da eleio, podendo ser reeleito para mais um mandato, nos termos da Constituio Federal.

    Art. 66. O Prefeito, ou o Vice-Prefeito quando em exerccio, no poder ausentar-se do Municpio ou afastar-se do cargo, sem licena da Cmara Municipal, sob pena de perda do cargo, salvo por perodo no superior a 15 (quinze) dias consecutivos.

    Au. 67. O Prefeito dever residir no Municpio de Parauapebas.

    Art. 68. A extino ou a perda do mandato do Prefeito e do Vice-Prefeito ocorrero na forma e nos casos previstos na Constituio da Repblica e nesta Lei.

    CAPTULO II DAS LICENAS

    Art. 69. O Prefeito dever solicitar licena Cmara Municipal de Parauapebas, sob pena de extino de seu mandato, nas seguintes hipteses:

  • L ESTADO DO PAR PODER LEGISLATIVO CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS quando impossibilitado do exercicio do cargo, por motivo de doena devidamente nprovada ou em licena gestante e paternidade, observada a Constituio Federal e

    Lei.

    afastamento do Municpio por um perodo superior a quinze dias;

    - viagens internacionais.

    O pedido de licena, amplamente justificado, indicar as razes e ou motivaes.

    2 O Prefeito, ao se ausentar do municpio por um perodo superior a 48 horas dever assinar o livro de transio, devendo o Vice-Prefeito assumir o cargo e, na sua ausncia, o Presidente da Cmara.

    CAPTULO III DO SUBSDIO

    Art. 70. Os subsdios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretrios Municipais sero fixados por lei de iniciativa da Cmara Municipal, observando-se os limites estabelecidos na Constituio Federal do Brasil.

    Pargrafo nico. Os subsdios de que trata o caput deste artigo sero fixados em parcela nica, vedado o acrscimo de qualquer gratificao, adicional, abono, prmio, verba de representao ou outra espcie remuneratria, obedecido, em qualquer caso, o disposto na Constituio Federal.

    CAPTULO IV DAS ATRIBUIES DO PREFEITO

    Art. 71. Compete, privativamente, ao Prefeito:

    1 - representar o Municpio em juzo e fora dele;

    II - nomear e exonerar os secretrios municipais, os diretores de autarquias e departamentos, alm de titulares de instituies de que participe o Municpio, majoritariamente, na forma da lei;

    III - elaborar o Plano Diretor;

    IV - exercer, com o auxlio dos Secretrios Municipais, a direo da administrao pblica municipal;

    V - iniciar o processo legislativo na forma e nos casos previstos nesta lei;

    VI - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execuo;

    VII - vetar projetos de lei, total ou parcialmente;

    VIII - dispor sobre a organizao e o funcionamento da administrao pblica municipal. na forma da lei;

    IX - expor, por ocasio da abertura ca sesso iegisiativa anual, a situao do Muncp r Os proc degovtro

  • ESTADO DO PAR PODER LEGISLATIVO

    CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    X - prestar, por escrito, no prazo de 30 (trinta dias), as informaes solicitadas pela Cmara Municipal;

    l'am

    Xl - encaminhar aos rgos competentes os planos de aplicao e as prestaes de contas exigidas em lei;

    XII - fazer publicar os atos oficiais;

    XIII - enviar Cmara Municipal os projetos do Plano Plurianual, das Diretrizes Oramentrias e Oramentos Anuais, previstos nesta Lei Orgnica;

    XIV - convocar extraordinariamente a Cmara Municipal;

    XV - instituir servides administrativas;

    XVI - prestar, anualmente, ao Poder Legislativo, dentro de noventa dias aps a abertura do ano legislativo, as contas referentes ao exerccio anterior e remet-las, em igual prazo, ao Tribunal de Contas dos Municpios;

    XVII - prover os cargos pblicos e expedir os demais atos referentes situao funcional dos servidores;

    XVIII - declarar a utilidade, a necessidade pblica ou interesse social de bens para fins de desapropriao ou servido administrativa;

    XIX - expedir atos prprios de sua atividade administrativa;

    XX - contratar a prestao de servios e obras, observado o processo Ilcitatrio;

    XXI - celebrar acordo, contrato, convnio e outros ajustes de interesse para o Municpio, mediante lei;

    XXII - contrair emprstimo, mediante autorizao legislativa;

    XXIII - prover os cargos em comisso do Poder Executivo, na forma da lei;

    XXIV - colocar disposio da Cmara Municipal, at o dia vinte de cada ms, a parcela correspondente ao duodcimo de sua dotao oramentria;

    XXV - resolver, sobre os requerimentos, reclamaes e representaes que lhe forem dirigidos em matria de competncia do Executivo Municipal;

    XXVI - oficializar, obedecendo s normas urbansticas aplicveis, as vias e logradouros pblicos, mediante denominao aprovada pela Cmara;

    XXVII - revogar atos administrativos por razes de interesse pblico e anul-los por vcio de legalidade, observado o processo legal;

    XXVIII - administrar os bens e as receitas pblicas;

    XXIX - permitir ou autorizar o uso por terceiros de bens municipais com a necessria autorizao legislativa;

    XXX - comunicar Cmara Municipal, de oficio, a formao de comisso de Iicitaao.

  • ao ESTADO DO PARA

    PODER LEGISLATIVO CMARA MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS

    iJ - promover o lanamento, a fiscalizao e a arrecadao de tributos;

    XXXII - superintender a arrecadao dos tributos e preos, bem como a guarda e aplicao da receita, autorizando as despesas e pagamentos dentro das disponibilidades oramentarias ou crdito votado pela Cmara;

    XXXIII - fixar as tarifas ou preos pblicos, devidos pela utilizao de bens, servios e outras atividades municipais, mediante lei;

    XXXIV - resolver sobre os requerimentos, reclamaes, representaes recursos que lhe forem dirigidos;

    XXXV - divulgar, at o ltimo dia do ms subsequente ao da arrecadao, os montantes de cada um dos tributos arrecadados, os recursos recebidos, os valores de origem tributria entregues e a entregar e a expresso numrica dos critrios de rateio;

    XXXVI - aplicar multas e penalidades quando previstas em lei, regulamentos e contratos, bem como rev-Ias quando impostas irregularmente;

    XXXVII - solicitar o auxlio da fora policial do Estado para garantir o cumprimento de seus atos, bem como fazer uso da guarda municipal, quando instituda, na forma de lei;

    XXXVIII - organizar e manter o ensino pblico municipal;

    XXXIX - propor ao Poder Legislativo o arrendamento, o aforamento e a alienao dos bens municipais, bem como a aquisio de outros;

    XL - propor a diviso administrativa do Municpio, de acordo com a lei;

    XLI - criar, atravs de lei, conselhos municipais;

    XLII - colocar as contas anuais do Municpio disposio da populao;

    XLIII - elaborar e publicar os relatrios de gesto fiscal, observados os prazos e as condies exigidas pela Lei Complementar Federal 101, de 04 de maio de 2000;

    XLIV - conceder, permitir ou autorizar a execuo por terceiros, de obras e servios pblicos, observada a legislao federal e a estadual sobre licitaes;

    XLV - autorizar a aquisio ou compra de quaisquer bens pela Municipalidade, observada a legislao federal e estadual sobre licitaes;

    XLVI - comunicar Cmara Municipal, de oficio, a formao de comisso de licitao;

    XLVII - realizar audincias pblicas com entidades da sociedade civil e com membros da comunidade;

    XLVIII - elaborar projetos de construo, edificaes e planos de loteamento, arruamento e zoneamento urbanos ou para fins urbanos;

    XLIX