ALTERAÇÃO FUNCIONAL BENIGNA DA MAMA - AFBM

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Este arquivo foi realizado de acordo com as referncias bibliogrficas:HEGG, R., AGUIAR, L. F. Alteraes funcionais benignas da mama. Rev. Bras. De Med. v. 59, p. 351 358, maio. 2002.KURBET, S. Alteraes funcionais benignas da mama (displasia mamria). ). Rev. Bras. De Med. v. 64, p. 75 80, mar. 2007.KURBET, S.; FONSECA, . M. da. Alteraes funcionais benignas da mama: aspectos atuais (displasia mamria). Rev. Bras. De Med. V. 61, p. 47 52, jan/fev. 2004.Franco. J. M. Mastologia- formao do especialista. 1 Ed. So Paulo: Atheneu, 1997. p. 77- 85.

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<p>ALTERAO FUNCIONAL BENIGNA DA MAMA - AFBM</p> <p>TATIANA TAVARES CARDOSO</p> <p>HISTRICO 1947 Displasia mamria era considerado um conjunto de manifestaes clnicas benignas, que se caracteriza por alteraes estruturais da unidade funcional da glndula mamria, devido a alteraes hormonais, particularmente ovarianas. 1981, Scanlon Definiu doena fibrocstica como uma condio na qual h massas palpveis, usualmente associadas dor, que se torna progressiva de acordo com a poca menstrual e piorando at a menopausa. Doenas benignas da mama; Desordem benigna da mama (benign breast disorders); Mastite crnica; Mastite crnica cstica; Mastopatia fibrosa; Fibroadenose cstica; Doena fibrocstica de Schimmelbusch's e Displasia mamria.</p> <p>HISTRICO 1987, Grupo Cardiff - Pas de Gales ANDI: Aberraes do normal desenvolvimento e involuo da glndula mamria Trs etapas fundamentais da mama: 1. Desenvolvimento - Menarca ( entre 15 e 25 anos) Estroma e rvore ductal, inexistindo crescimento do lbulo terminal 2. Mudanas cclicas Menacme e Gravidez (entre 25 e 35 anos) Desenvolvimento lobular , principais leses funcionais benignas 3. Involuo Perimenopausa (entre 35 e 55 anos) Desaparece a liberao cclica dos hormnios ovricos , grande involuo dos lbulos e estroma, substituio do tecido mamrio por gordura, fase de maior incidncia de micro e macrocistos.</p> <p>HISTRICO Maro de 1994, So Paulo Primeira Reunio de Consenso de Mastologia Alteraes funcionais benignas da mama (AFBM) Grande aceitao Definio Um conjunto de alteraes benignas, no-neoplsicas e no-inflamatrias, que acomete o lbulo mamrio, de natureza hormonal.</p> <p>QUADRO CLNICO Dor Pode ser cclica ou no, uni ou bilateral e principalmente no quadrante sperolateral, regio de maior concentrao de tecido mamrio. Nodularidade Pode ser localizada ou difusa, onde geralmente encontramos rea endurecida e irregular.</p> <p>MASTALGIA Dor mamria Uni ou bilateral Carter localizado ou no Intensidade varivel Relacionada ou no a poca menstrual Incio na idade reprodutiva Desaparecimento na ps-menopausa</p> <p>MASTALGIA Fisiopatologia Problemas emocionais e psquicos (ansiedade e cancerofobia) Fatores hormonais, alimentares, metablicos e emocionais Edema causado pela reteno de sdio secundrio flutuao dos nveis hormonais (estrognio e progesterona) Aumento de sensibilidade dos receptores hormonais locais, uma vez que a concentrao dos hormnios normal (Teoria mais aceita) Em pacientes com mastalgia pr-menstrual, observou-se alterao na concentrao plasmtica de cidos graxos saturados, cido linolico, gamalinolico e aracdnico. Estes so importantes na composio da membrana celular, dessa forma a alterao da concentrao destes cidos pode levar a alterao da sensibilidade dos receptores.</p> <p>MASTALGIA Classificao Cclica Mulheres na menacme Considerada normal ou fisiolgica Comea trs ou sete dias antes da menstruao e desaparece com o fluxo menstrual Quadrantes spero-laterais das mamas A dor pode irradiar para as axilas e braos Ao sinrgica do estradiol, prolactina e progesterona, que promovem uma grande proliferao celular e edema no lbulo mamrio durante a fase prmenstrual, aumentando a sensibilidade e as nodulaes.</p> <p>MASTALGIA No cclica menos freqente que a cclica localizada e unilateral no tem relao com o ciclo menstrual A maioria das vezes est relacionada com trauma, adenose esclerosante, ectasia ductal e gravidez No mamria Afeces que acometem a regio mamria como as neurites (radiculopatia cervical), costocondrite (sndrome de Tietzes), pneumonia, angina, fraturas de costela, hrnia de hiato, lcera, entre outras Ocorre geralmente em uma nica mama e em qualquer faixa etria</p> <p>MASTALGIA Diagnstico Anamnese e Exame fsico A mamografia nas pacientes com mais de 35 anos de idade, ultra-sonografia, punes por agulha fina e bipsia a cu aberto podem contribuir para o diagnstico.</p> <p>MASTALGIA Diagnstico Diferencial Ectasia ductal Necrose gordurosa Adenose esclerosante Sndrome de Tietze Mastalgia no cncer de mama A associao mastalgia-cncer de mama ocasional. A presena ou no de dor no carcinoma inicial de mama tem gerado controvrsias na literatura. Vrios autores relacionam dor como um dos sintomas de tumor opervel, enquanto que muitos estudos demonstram exatamente o inverso.</p> <p>MASTALGIA Tratamento "...Excluir carcinoma, descartar processo infeccioso e dar apoio paciente (Geschickter, 1945) Orientao verbal Pacientes com mastalgia cclica durante um perodo de dois a trs meses que se resolve espontaneamente, no necessitam de tratamento De acordo com alguns estudos, somente a paciente com seis meses consecutivos de dor merece teraputica Mastalgia cclica tem seu efeito cessado aps a menopausa Mastalgias acclicas, terapia local com massagens e analgsicos respondem adequadamente, j a terapia hormonal no funciona bem.</p> <p>MASTALGIAQuando os sintomas interferem na vida pessoal e/ou profissional da paciente, o tratamento medicamentoso se faz necessrio Tratamento medicamentoso Placebo: Tem resposta de 19% cido gamalinolico: leo de prmula - composto de cido graxo poliinsaturado (9% de cido gamalinolico). Dose mdia: 500 mg, 3x/dia, no mnimo de trs a quatro meses. Antiprolactinas: Bromocriptina (Parlodel), em doses de 2,5 mg, 2x/dia. Efeito colateral com nusea, vmitos, hipotenso postural e tontura. Alto custo. Lisurida: Dose de 0,4 mg/dia. Representa uma alternativa ao bromocriptina, com menos sintomas adversos.</p> <p>MASTALGIA Competidoras com os receptores hormonais para estrognio: Tamoxifen dose de 10 mg/dia. Tem efeitos colaterais como alteraes menstruais, nuseas, urticria, alopecia, ganho de peso, irritabilidade e fogachos. Alto custo. Agentes antigonadotropinas: Danazol (Danocrine) dose de 100 a 400 mg/dia. Sendo derivado da testosterona, pode apresentar efeitos andrognicos como irregularidade menstrual, aumento de plos, voz grossa, ganho de peso, acne e reteno hdrica. teratognico e as pacientes em idade reprodutiva necessitam de anticoncepo. Anlogo de GnRH Goserelina dose de 3,6 mg a cada quatro semanas durante 24 meses.</p> <p>MASTALGIA Progesterona: no apresenta melhora da sintomatologia. Restrio de metilxantinas. Diurticos apresentam importante papel na mastalgia cclica, uma vez que as pacientes tambm melhoram da tenso pr-menstrual. Antiinflamatrios em forma de gel tm bastante efetividade no combate mastalgia cclica ou no-cclica. Fitoterpicos: Agnus castus (Vitex Agnus castus), contm uma mistura de flavanides e iridides, cuja ao semelhante ao corpo lteo ao mesmo tempo em que parece inibir a liberao de prolactina.</p> <p>MACROCISTOS Definio So estruturas arredondadas com dimetro superior a trs milmetros, que surgem de forma rpida ou insidiosa e podem diminuir a despeito de qualquer etiologia. Originam-se no ducto terminal da unidade lobular.</p> <p>Histria Os macrocistos constituem entidade clnica benigna, verdadeira, cujos relatos remontam a 1840 por Astley Cooper, sendo a forma mais freqente de apresentao de ndulo mamrio, incidindo em 7% a 10% da populao feminina, na faixa etria entre 35 e 50 anos, sendo excepcionalmente encontrados antes dos 30 anos de idade ou na ps-menopausa.</p> <p>MACROCISTOS Quadro clnico Geralmente a descoberta dos macrocistos acidental, na fase pr-menstrual ou menstrual. Presena de tumor mamrio Forma arredondado Bem circunscrito Mveis Pouco dolorosos palpao A dor sbita e severa, no relacionada ao ciclo menstrual e atribuda ao seu rpido crescimento.</p> <p>MACROCISTOS Diagnstico Clnico e sempre deve ser sucedido por exames de imagem. Mamografia Estruturas nodulares nica ou mltiplas Uni ou bilaterais Arredondadas ou ovuladas Contorno preciso Dimenses variadas</p> <p>MACROCISTOS Ultra-sonografia o exame ideal com mais sensibilidade, caracterizada por: Ndulo de natureza anecica Com reforo acstico em sua poro posterior Habitualmente destituda de vaso no seu interior. Diagnstico diferencial Tumores benignos da mama, como fibroadenoma.</p> <p>MACROCISTOS Patologia Histologicamente o cisto um conduto dilatado cuja parede, em parte atrofiada, formada por uma camada de clulas achatadas pela presso do contedo. Os macrocistos tm revestimento interno cubide, cilndrico ou plano, sofrendo freqente transformao apcrina. De acordo com a secreo, podem ser classificados em I, II e III Tipo I apresenta epitlio colunar alto ou com natureza apcrina, com altos nveis de potssio e baixo de sdio e cloro. Tipo II apresenta epitlio plano e altos nveis de sdio. Tipo III uma forma intermediria.</p> <p>MACROCISTOS Patologia O aumento da probabilidade da associao de macrocistos e cncer de mama encontrado nos cistos de tipo I, mas estes no so considerados como leses prmalignas. As mulheres com cistos de mama tm aumento do risco de cncer de mama, especialmente quando jovens e no esto associados aos tipos de cistos. As atipias estruturais ncleo-citoplasmtica e arquiteturais em cistos apcrinos so principalmente associadas com adenose esclerosante e cicatriz esclerosante radial.</p> <p>MACROCISTOS Tratamento Devido ao quadro benigno desta entidade, o tratamento caminha desde uma atitude passiva a invasiva Considerando-se que o cisto no uma leso proliferativa, porm representa uma manifestao involutiva de baixo potencial carcinogentico, a puno aspirativa por agulha fina o mtodo de excelncia, que pode ser acompanhada ao ultrasom para certificar a sua retirada total. A recorrncia da leso mais freqente nos casos de cistos mltiplos e bilaterais. A exciso recomendada nos casos de o lquido extrado ser sanguinolento, citologia suspeita, massa residual ps-puno, recidiva do cisto por mais de trs vezes, vegetao intracstica ao ultra-som, cistos gigantes com volumes maiores de 50 mililitros e achados suspeitos mamogrficos aps a aspirao. Uso de antiestrognico (em estudo), uma vez que visualizada quando de sua introduo para profilaxia do cncer de mama a espontnea regresso dos cistos.</p> <p>REFERNCIAS</p> <p>HEGG, R., AGUIAR, L. F. Alteraes funcionais benignas da mama. Rev. Bras. De Med. v. 59, p. 351 358, maio. 2002. KURBET, S. Alteraes funcionais benignas da mama (displasia mamria). ). Rev. Bras. De Med. v. 64, p. 75 80, mar. 2007. KURBET, S.; FONSECA, . M. da. Alteraes funcionais benignas da mama: aspectos atuais (displasia mamria). Rev. Bras. De Med. V. 61, p. 47 52, jan/fev. 2004. Franco. J. M. Mastologia- formao do especialista. 1 Ed. So Paulo: Atheneu, 1997. p. 7785.</p> <p>Curar algumas vezes, aliviar quase sempre, consolar sempre Hipcrates</p>