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boletim do que por cá se faz

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    #57http://fazendofazendo.blogspot.com 31 MAR. a 14 ABR. 2011

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  • FICHA TCNICA: FAZENDO - Isento de registo na ERC ao abrigo da Lei de Imprensa 2/99 de 13 de Janeiro, art. 9, n2 - DIRECO GERAL: Jcome Armas - DIRECO EDITORIAL: Pedro Lucas - COORDENAO GERAL: Aurora Ribeiro

    COORDENADORES TEMTICOS: Albino, Anabela Morais, Carla Cook, Filipe Porteiro, Helena Krug, Lus Menezes, Miguel Valente, Pedro Gaspar, Pedro Afonso, Rosa Dart - COLABORADORES: Ctia Benedetti, Fernando Nunes, Jos Nuno

    Pereira, Maria do Cu Brito, Rita Braga, RSS, Sara Soares, Toms Melo, Toms Motos, Victor Rui Dores - PROJECTO GRFICO: Nuno Brito e Cunha - PROPRIEDADE: Associao Cultural Fazendo SEDE: Rua Rogrio Gonalves n 18 9900 Horta -

    PERIODICIDADE: Quinzenal TIRAGEM: 400 exemplares IMPRESSO: Grfica o Telgrapho CONTACTOS: vai.se.fazendo@gmail.com

    2 031 MAR. a 14 ABR. 2011 http://fazendofazendo.blogspot.com

    opinio

    Educar pelo estmuloPedro Lucas e Aurora Ribeiro

    editorial

    APOIO:DIRECO REGIONAL DA CULTURA

    Lus Silva nasceu em Luanda, Angola, em 1968, tirou o o Curso Superior de Ilustrao/BD na Blgica, pas incontornvel quando pensamos em BD, finalizando com Grand Distiction. Trabalhou em publicidade, e j fez ilustrao para vrios rgos da imprensa, ilustrando durante vrios anos o suplemento Negcios do Dirio de Notcias e colaborando com a revista Viso. autor dos desenhos do filme

    encontros filosficos - capa

    Andou um vdeo muito interessante a rodar pela internet - Changing the Education Paradigms - feito a partir de um discurso de um especialista na matria: Sir Ken Robinson. Este vdeo explicava e ilustrava de forma simples e incisiva uma necessria mudana na forma de pensar os sistemas educativos.

    De forma redutiva pode-se dizer que essa mudana teria de contrariar o actual paradigma educativo de formatao e estandardizao que uniformiza numa mesma massa um sem nmero de identidades diferentes. Todos estes aprendizes se vm obrigados a encaixar num formato pr-definido (e porque no, arbitrrio) que os leva a suprimir parcelas da sua identidade com um potencial que pode ser da mxima relevncia.

    Neste sentido o tema escolhido para os XVIII Encontros Filosficos - Educar pela Arte - da mxima importncia, tanto no contedo como no timing. H vrios anos que se anuncia uma nova revoluo econmica no ocidente, que transfere o seu foco da indstria para a criatividade, qual as sociedades tero de se adaptar e, por todas as razes, nada melhor que comear pela formao de indivduos. Obviamente que esta mudana no pode ser s feita por imperativos econmicos (apesar da sua importncia) nem a partir de agora teremos todos de ser designers, artistas ou profissionais de comunicao. Temos sim de pensar e construir um sistema de educao que no castre valncias individuais que podem ir muito mais alm do academismo dos actuais programas e processos.

    Lus Silvade animao realizado por Abi Feij Os Poderes do Senhor Presidente, (em exibio no Museu da Presidncia da Repblica) e dos seguintes livros:

    O Senhor das Palavras (texto de Isabel Rosas), Edies Afrontamento, Porto, 2007

    A Menina do Bzio (texto de Maria Flor Campino), Edies Afrontamento, Porto, 2007

    O Livro da Av (texto e ilustrao de sua autoria), prmio Bissaya Barreto de literatura para a infncia e juventude 2008, Edies Afrontamento, Porto, 2007.

    Selecionado em 2009 para o catlogo internacional The White Ravens.Um Menino Chamado Negrinho (Texto: Hellenice Ferreira), Escrita Fina Edies, Rio de Janeiro, 2011.

    As artes h muito que se batem pela expresso individual, pela criatividade, e fomentam um tipo de desenvolvimento que envolve activamente aqueles que aprendem. No sero um fim mas, uma vez que a expresso uma necessidade bsica (mesmo que alguns no o reconheam), um ponto de partida para as transformaes que tero de ser feitas.

    J tero notado que este nmero do Fazendo vem mais gordinho que o habitual. Esta uma edio especial, feita em conjunto com a Escola Secundria Manuel de Arriaga em que incorpormos na nossa edio o jornal escolar Arauto. Ambos os jornais so dedicados XVIII edio dos Encontros Filosficos na ESMA, que decorrero na primeira semana de Maio e cuja extensa e caprichada programao aqui revelada atravs de entrevistas aos formadores e artigos sobre algumas das actividades.

    A programao completa para cada um dos dias pode ser consultada no Arauto. Ambos os jornais tm admirveis ilustraes de Lus Silva na capa, um dos formadores presentes nos encontros. No Fazendo temos entrevistas com o msico Joo Paulo Esteves da Silva, a artista plstica Ana Nobre e o dramaturgo Miguel Castro Caldas, bem como um artigo sobre o Teatro do Oprimido, de Toms Motos. As ilustraes que acompanham as entrevistas so da autoria de alunos da escola. Temos ainda artigos que no estando directamente relacionados com os Encontros, procuram abordar o tema que serve de mote a estes EFs: Educao pela Arte.

    Um projecto de Natureza InterdispiciplinarMaria do Cu Brito

    crnica

    Os Encontros Filosficos so um projecto de natureza interdisciplinar. Nasceram na sequncia do trabalho de reflexo/ crtica de problemas do mundo contemporneo, realizadas pelos alunos de Filosofia. Foi h dezoito anos! E isto significa que os Encontros Filosficos atingiram a maioridade. E assim sendo, adquiriram pelo menos o direito a serem reconhecidos como projecto pedaggico que vingou, apesar das sucessivas alteraes de programas, dos currculos, da organizao da escola.

    Recordo que h exactamente dezoito anos, todos os alunos de Filosofia do 12 ano apresentaram os seus trabalhos na Sociedade Amor da Ptria. Sob o olhar atento, compreensivo e disponvel da professora Isabel Renaud, levantavam problemas, faziam formulaes tericas, questionavam o mundo, expunham-se, construam a aprendizagem de forma activa e responsvel. Muito tempo antes de se anunciar nos curricula a rea de Projecto.

    Ao longo dos dezoito anos, realizaram-se encontros, debates e actividades didctico-pedaggicas de grande mrito. Relembro as Oficinas de escrita criativa com o escritor Jos Fanha, e Jos Luis Peixoto, os encontros com os professores Adriano Moreira, Carlos Fiolhais, Galopim de Carvalho, Carvalho Rodrigues, Alexandre Quintanilha, entre outros. As reflexes desenvolvidas por Daniel Serro, lvaro Laborinho Lcio, Mrio Soares, o professor

    Carlos Reis. Passaram ainda pela cidade da Horta poetas e artistas, como Joo Cutileiro, que desenvolveu com os alunos de Artes, durante uma semana, um workshop de escultura.

    No mbito da formao de professores, recordo o trabalho de hermenutica realizado pelo Jos Trindade dos Santos, o workshop de Filosofia para Crianas orientado por docentes da Universidade Catlica, os sucessivos encontros com a professora Gabriela Castro, da Universidade dos Aores.

    Em 2011 surgem novos e grandes desafios. Professores da Universidade de Santiago de Compostela e Valncia deslocar-se-o Horta para trabalhar com alunos, professores, empresrios e a comunidade em geral (projecto decorrente das parcerias com a CCIH e Associao de Agricultores da Horta). Realizar-se-o ainda oficinas de escrita criativa e dramaturgia, msica e ilustrao. Realizar-se- um workshop de Teatro do Oprimido (em parceria com o Teatro de Giz), um workshop de cinema e fotografia (em parceria com o Jornal Fazendo) So desafios formativos, intelectuais e comunicacionais nicos! O projecto Encontros Filosficos, organizado pela Escola Secundria Manuel de Arriaga um projecto aberto, comum e quer-se participado por toda a comunidade de Pais, Encarregados de Educao, professores e Cidados em geral! Inscreva-se nas aces! Participe nos Fruns de Discusso! Torne este projecto Um ESPAO COMUM DE TRABALHO E DE INOVAO!

    Encontros Filosficos

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  • msica

    http://fazendofazendo.blogspot.com 31 MAR. a 14 ABR. 2011 3

    Fernando Nunes

    Nasceu em Lisboa em 1961, filho de me pianista. Comeou muito cedo os seus estudos musicais, na Academia de Santa Ceclia, iniciando-se rapidamente no piano. Posteriormente, ingressou no Conservatrio Nacional, onde, em 1984, obteve o diploma do Curso Superior de Piano com a classificao mxima. Com uma bolsa de estudo da Secretaria de Estado da Cultura, muda-se imediatamente para Paris. A, durante trs anos, aprofunda os seus estudos no Conservatrio de Rueil- -Malmaison e obtm sucessivamente as mais altas distines - Mdaille d Or, Prix Jacques Dupont, Prix d Excellence e Prix de Perfectionement. Na rea da msica popular, destacou-se como pianista acompanhante em numerosos discos de artistas nacionais. Destaca- -se a sua colaborao com Fausto (Por este rio acima), Jos Mrio Branco (Ser solidrio) e Srgio Godinho (Tinta Permanente) e ainda no disco Eu que me comovo por tudo e por nada de Vitorino. O msico vem aos Encontros Filosficos para uma oficina de improvisao musical volta da vista do Pico a partir do Faial.

    Como que se tornou msico?Aprendi a tocar piano aos 4, com a minha av. Apaixonei-me pela msica aos 14 e decidi ser msico profissional aos 18.

    Qual foi a importncia da escola para o msico que hoje?Com alguns colegas do liceu formei as minhas primeiras bandas rock. Depo